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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

RECORDANDO

SNS
  versus  PPP
Em 2019 foi publicado este artigo, onde sublinho algumas partes.

REPITO foi em 2019. 

António Costa governava (??) desde o início de 2016; repito, 2016, 2017, 2018, e metade de 2019. 

Devia estar a preparar-se para virar as páginas sobre as carreiras dos médicos, dos enfermeiros, dos restantes funcionários no âmbito do SNS. 

Só para recordar, a pandemia apenas começou em Março de 2020. Todos em casa salvo erro a partir de 20 de Março.
Quantas páginas virou, quantas?

AC

A cegueira ideológica que o SNS não cura
• Paulo Ferreira
• 23 Junho 2019

Os hospitais PPP são só quatro, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados, são os mais baratos para o Estado mas são a causa do estado em que está o SNS. É isso?

Quem assistir ao debate sobre a Saúde em Portugal que se tem desenvolvido nos últimos meses fica com duas ideias centrais.

A primeira, factual e objecto de notícias quase diárias, é que o Serviço Nacional de Saúde passa por inquestionáveis dificuldades de funcionamento, de meios, de organização e de qualidade e quantidade na prestação dos serviços à população. Ainda esta quinta-feira, o jornal Público nos relatava mais um episódio desse caos, desta vez dando conta de próximos encerramentos rotativos das urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais da Grande Lisboa – Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital de São Francisco Xavier e Hospital Amadora-Sintra.

É rara a semana em que não há mais um caso de serviços a funcionar a meio gás, de problemas de atendimento, de equipas clínicas e de gestão que se demitem alegando não ter condições para trabalhar, de serviços oncológicos em ruptura.

A segunda ideia, que resulta do debate partidário sobre a Lei de Bases da Saúde, quer fazer crer a população menos informada que tudo isto se deve essencialmente à existência de Parcerias Público-Privadas na Saúde. Porque se só se discutem as PPP – basicamente se devem ou não ser proibidas na nova lei – num sector fundamental que passa por enormes dificuldades, então é porque não haverá nada de mais importante para discutir, certo? Nada de mais errado.

Vejamos então do que estamos a falar.

O SNS tem 100 unidades com o estatuto de hospitais (excluindo, portanto, todas as outras centenas de unidades como centros de saúde, unidades de cuidados primários ou continuados, etc.).

Desta centena de unidades, quantas PPP temos? Quatro. Quatro hospitais em regime de parceria com privados: Hospital de Braga, Hospital de Loures, Hospital de Cascais e Hospital de Vila Franca de Xira.

Estamos, então, a falar de 4% do total de hospitais do SNS. É nessas unidades que, segundo alguns partidos da esquerda, radica o grande problema da saúde prestada pelo Estado.

E em termos de despesa? O custo do Estado com estas unidades pelos serviços que eles prestam foi, em 2017, de cerca de 450 milhões de euros por ano. O orçamento global da Saúde no Orçamento do Estado rondou os 8.450 milhões de euros e a dívida dos hospitais públicos está próxima de 750 milhões de euros. Temos, então, um peso de 4,9% das PPP no total do orçamento do SNS em Portugal.

E toda a discussão sobre a Lei de Bases está centrada nestes 4%, num sector manifestamente em crise no país que, dizem, virou a página da austeridade há quase quatro anos e teve dinheiro para, por exemplo, abdicar de 350 milhões por ano de IVA dos restaurantes.

Acresce que nada, nas narrativas do Bloco de Esquerda e do PCP – mas sobretudo do primeiro – é sustentado pelos factos, essa coisa aborrecida que teima em contrariar a ideologia.

Não só as PPP têm um peso muito reduzido em todo o orçamento e estrutura do SNS como são comprovadamente as unidades mais eficientes e com mais qualidade na prestação de serviços.
Quem o diz é alguma consultora suspeita de querer beneficiar os grupos privados? Algum braço armado da ideologia liberal? Não, este é o resultado continuado das avaliações feitas pela Entidade Reguladora da Saúde, a unidade do Estado responsável pela supervisão do sector.

Entre outras notícias, podemos ficar apenas com esta: “Os melhores hospitais do país? São três PPP” (DN), e com esta: “Só três hospitais têm nota máxima no tratamento do AVC e são todos PPP” (Público).

Bom, está bem. Os hospitais PPP têm um peso insignificante no SNS e são, por regra, os que prestam o melhor serviço aos cidadãos que a eles recorrem. Mas, ainda assim, torturemos o modelo. Será que não consomem dinheiro a mais para os serviços que prestam? Os mesmos 450 milhões de euros, se fossem geridos directamente pelo Estado, não dariam mais resultados?

Responde o Tribunal de Contas numa auditoria realizada ao Hospital de Braga (que vai deixar de ser uma PPP a partir de Agosto) publicada no final de 2016:

“O novo Hospital de Braga em regime de PPP, que substituiu o antigo Hospital de São Marcos, em 2009, aumentou a oferta de cuidados de saúde à população: as consultas externas aumentaram cerca de 99% (entre 2009 e 2015) e a atividade do internamento e cirurgia de ambulatório mais do que duplicou face às previsões iniciais.

A gestão do Hospital de Braga tem sido eficiente na utilização dos recursos:

• O custo operacional por doente padrão foi, em 2015, de € 2.158, o mais baixo entre todos os hospitais do SNS.

• O financiamento atribuído pelo Estado ao Hospital de Braga, por doente padrão, foi em 2015 de € 2.084, o mais baixo entre os hospitais de gestão pública selecionados para comparação”.

Portanto, são muito poucos, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados aos utentes, são os mais baratos para o Estado, mas ainda assim são a causa do estado em que está o SNS e são um problema que urge resolver. É isso?

Indo ao terreno, deve haver alguma coisa que nos escapa e que motiva a sanha contra as PPP da saúde.

Têm então a palavra os autarcas, que estão mais próximos das populações e até utilizam as unidades de que se fala. E o que dizem os autarcas?

Pegue-se no recente exemplo da PPP de Vila Franca de Xira, que não será renovada em 2021 por decisão do Governo. Cinco autarcas de municípios servidos pelo hospital – quatro do PS e um da CDU – saíram imediatamente em defesa do modelo afirmando que “a resposta que o hospital tem dado às populações é muito positiva e que os munícipes estão satisfeitos com os cuidados de saúde prestados” e recordando que a unidade tem vindo a ser “reconhecida por diversas entidades como um dos melhores do país”.

Mas esqueçam todas a evidências e todos os factos. As PPP na saúde são más porque o Bloco de Esquerda e o PCP não gostam delas. Porque são operadas pelo sector privado. E por isso querem proibi-las de vez.

Sim, porque é isso, e apenas isso, que está em causa. O facto de a Lei de Bases da Saúde continuar a permiti-las nada obriga algum governo a fazê-las. Serão sempre decisões pontuais, em função de cada caso concreto, das necessidades de cada região e da decisão dos governos.

Foi isso que aconteceu até agora. Quatro PPP. Em breve passarão a três e depois a duas.
Mas esta possibilidade não é aceite pela extrema esquerda. Porquê? Por motivos de pura ideologia, por radicalismo económico.

Pensavam que a preocupação essencial do BE e do PCP era ver de que forma se pode prestar às populações os melhores cuidados de saúde possíveis aos melhores custos para os contribuintes?
Desenganem-se. Nada disso os preocupa. Nem isso nem o caos no SNS. A cegueira ideológica contra tudo o que é privado é mais importante. E essa não tem cura nem no melhor hospital do SNS, que é provavelmente uma PPP.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

VIVER, SOBREVIVÊNCIA, FAMÍLIA, CRIANÇAS, IDOSOS, VULNERÁVEIS, ALIMENTAÇÃO, HABITAÇÃO, EMPREGO, TRABALHO, ENSINO, SAÚDE, CULTURA, AMBIENTE, SEGURANÇA, LAZER, HISTÓRIA, EDUCAÇÃO CÍVICA.

E TÃO IMPORTANTE É QUE, SEM MENTIRA, SEM OFENSA, COM RIGOR, SE RECORDASSE AS ORIGENS REAIS DE TODOS OS  PROBLEMAS DA SOCIEDADE PORTUGUESA NESTES 51 ANOS DE HISTÓRIA DEMOCRÁTICA, DE GOZO DE LIBERDADE QUE, EM CERTOS ASPECTOS, É MAIS FORMAL QUE REAL, INFELIZMENTE.

UM CASO PARADIGMÁTICO É A QUESTÃO DO SNS, EM QUE NESTE MOMENTO, SE CULPA DE TUDO O GOVERNO ACTUAL, CUJO PARTIDO CULPAS TEM TAMBÉM NO "NEGÓCIO".

CONVENIENTEMENTE SE ESQUECE QUANDO É QUE O MAL COMEÇOU, E COM QUEM COMEÇOU.

MAS VALE A PENA RECORDAR, POR EXEMPLO, COM QUE PARTIDO, COM QUE PM E COM QUER MINISTRO DA SAÚDE  COMEÇOU A VERGONHA DOS MÉDICOS TAREFEIROS E EMPRESAS ASSOCIADAS. ADIVINHEM.

JÁ BEM BASTAVA O CRESCENTE E VERGONHOSO CORPORATIVISMO, INTOLERÁVEL. 

António Cabral (AC)

domingo, 21 de setembro de 2025

EXTRAORDINÁRIO
Já o escrevi antes, sempre médicos e enfermeiros na família, e por essa via, muitos conhecidos, dois deles muito amigos. 

Cidadão comum que sou, apenas por razões familiares e circunstâncias da vida, tenho desde 1969 alguma noção, 
- da assistência na saúde em Portugal,  
- sobre vários hospitais do SNS e privados e alguns centros de saúde, 
- de como começou o SNS, em que assentou em certas zonas do país, 
- sobre como ele foi evoluindo, 
- sobre a questão horas extraordinárias versus vencimento base de médicos e enfermeiros e assistentes operacionais, há 35 anos e no presente,
- do corporativismo médico e enfermagem,
- sobre as diferenças das lutas de há anos consoante é o PS ou o PSD no poder.

É sabido que, depois do PSD ter ganho eleições por escassos votos a seguir a 8 anos e mais umas semanas de governação (???) António Costa
- as carreiras dos médicos e as carreiras dos enfermeiros foram revistas e com a plena concordância/ aplauso de sindicatos e ordens profissionais, 
- que no final desses fantásticos 8 anos e semanas, os vencimentos de médicos, enfermeiros, e assistentes operacionais, nada tinham a ver com os miseráveis vencimentos de Janeiro de 2016, 
- que os hospitais do SNS tiveram nesses 8 anos e semanas uma muito significativa substituição/ renovação de equipamentos facilitando a vida aos profissionais de saúde, 
- que nesses fantásticos 8 anos e semanas tudo o respeitante ao medicamento teve uma revolução, 
- que nesses 8 anos e semanas todos os hospitais e centros de saúde do SNS foram intervencionados, tiveram obras de requalificação, em português corrente, modernizados e de cara bem lavada. 

Entrou MontesNegros e a sua mais que discutível ministra da saúde e . . . .  rebentaram com tudo.

E, por isso, hoje, as classes vociferam, os vencimentos são ordinários, não há condições de trabalho como existiam até há basicamente dois anos, e não têm nada que ser mudados de locais de trabalho.

Sacanas do MontesNegros e a sua ministra!
Com eles, fecharam urgências, quase todas.
Com António Costa tudo estava no lugar, certinho.

Há coisas de facto muito curiosas!

No presente assiste-se ao gradual descalabro do SNS tão revigorado nos célebres 8 anos e semanas.
Falta cá, por exemplo, a Mariana que anda a tomar "drinks de fim de tarde" a bordo de iate, para dizer como se resolvem as coisas.

A inarrável ordem dos médicos mais os sindicatos e particularmente o chefiado pela senhora mais esquerdalha, BERRAM, vociferam, dizem que MontesNegros e a dita ministra são os causadores de começarem a sair cada vez mais médicos do SNS.
Presumo até que todos os médicos e enfermeiros podem com facilidade ser acolhidos na privada.

Nunca na vida a razão está 100 % num lado.

Isto dito, e parecendo-me que a gestão ministerial actual é bem capaz de ficar para a história por "lindos" motivos, e tendo presente que sou muito distraído, e que quase não vejo TV, e portanto por pura deficiência minha, continuo a não encontrar PUBLICAMENTE editado /MOSTRADO EM DETALHE e explicado AOS PORTUGUESES, como é que o sindicato da tal senhora e a ordem dos médicos (cada um com proposta própria) resolve os constrangimentos das urgências designadamente na grande Lisboa.

Como é que cada um define o quadro de pessoal médico e de enfermagem em cada hospital do SNS.

Quando é que a ordem dos médicos explica aos portugueses, em detalhe, o porquê da constituição das equipas médicas nas diferentes urgências hospitalares.

QUANDO EXPLICAM TUDO? Quando apresentam as soluções?

É que isto resolvia se dessem as soluções ao governo que era só aplicar.

E os meus concidadãos, já alguma vez alguns se deram ao trabalho de  escrever à Ordem dos Médicos, procurando esclarecimento sobre a constituição das equipas nas urgências, sobre as especialidades que devem estar presentes em cada equipa, e o porquê de, em faltando uma fecha TUDO?

Eu já, e como sempre em Portugal, responderam-me com silêncio, ou seja, mandaram-me à merda sem o dizerem.
Não estamos como estamos por puro acaso!

Já agora, não é curioso que seja na grande Lisboa o rebuliço?
No Porto passa-se a mesma coisa?

E mais não digo, . . . isso mesmo, "pintassilgos não são pardais".

Bom Domingo. 
Saúde e boa sorte e muita pachorra para aturar isto e certa gente, dentro e fora dos governos e da AR.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

QUERIDO SNS em AGOSTO 

Urgência de ortopedia do Santa Maria fecha durante 19 dias em agosto
Na origem do encerramento da urgência de ortopedia do Hospital Santa Maria estão as férias dos ortopedistas, aliadas à recusa dos profissionais em fazerem mais horas extraordinárias
.

Qual é o espanto?
Isto é culpa da formal governação que sucedeu aos OITO anos e QUALQUER COISA de ANTÓNIO COSTA
Só destes?

Outra coisa: quando Arnaut E MUITO BEM criou o SNS, em que assentou?

Assentou nos hospitais, nos centros de saúde, nos médicos, nos enfermeiros e demais profissionais que existiam. 
N realidade que existia.
E assentou, SEMPRE, em muitas horas extraordinárias.

Passaram os anos e várias coisas se foram modificando. 
Eu sei um poucochinho (Costa dixit) disso. 
Quando casei em 1970, na minha família existiam dois médicos, primos direitos da minha mãe, um licenciado em Coimbra, outra em Lisboa.

Do lado da família da minha mulher, muito alargada, contando com o meu sogro, o avô materno da minha mulher, o irmão e dois cunhados do meu sogro, filhos sobrinhos e primos deles todos, se a memória não me atraiçoa eram 18.

Décadas passaram. 
Hoje a maioria morreu, outros se formaram. 
Na família directa, e até 2º grau, temos actualmente 6 (um deles intensivista num conhecido hospital) e duas enfermeiras em fim/ topo de carreira. 
E médicos conhecidos . . . . . sendo alguns deles nossos amigos . . . .  

Tenho alguma noção do sistema de saúde em Portugal, do SNS, e dos hospitais particulares, concretamente, Sta Maria, Amadora /Sintra, S.João, Cuf Tejo, Cuf Descobertas, Setúbal, Outão, Luz /Setúbal, Lusíadas/Lx, Luz/ Lx, Castelo Branco, Covilhã, e centros de saúde diversos.

Outra coisa: quererão os meus estimados amigos/ leitores / visitantes ponderar durante quantos anos se verificou que, o que era ganho em horas extraordinárias, superava o vencimento de médico?

Sim, o que se passa no SNS, nas urgências etc. é deplorável.
E, pessoalmente, quer pela actual ministra da tutela, quer pela estridente anterior não tenho simpatia alguma.

Mas os males do SNS não são do PSD. 
SÃO do PSD e do PS e dos sucessivos titulares do orgão de soberania AR.

E já agora, quem governou mais nos últimos 35 anos?

E sendo este PM e a actual ministra da tutela qualquer coisa a roçar o inarrável (opinião pessoal naturalmente), porque se insiste em não olhar seriamente à realidade que é a seguinte: estes estão lá há um ano e meses, e Costa e PS que os antecederam, estiveram ao leme 8 anos qualquer coisa?

É a minha opinião. 

Tenham uma boa semana. Saúde e boa sorte.
AC

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

"A direita quer desistir da saúde pública"
(PNSantos)

Eu (PNSantos) até já visitei o hospital de Santa Maria!

E é isto o que temos!
AC