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domingo, 2 de junho de 2024

AS PERGUNTAS
Medidas do Governo “deixam dúvidas” e “receios”. “Com que médicos vão fazer isto?

Todas as perguntas são legítimas.
Mas além de legítima é obviamente mais do que pertinente.

Quando desde o início o SNS assenta em horas extraordinárias, quando tarefeiros são mais remunerados que os do SNS, quando nos privados as condições de trabalho e os incentivos e a qualidade são normalmente superiores, como é possível fazer milagres?

Quando durante mais de oito anos, António Costa com e sem geringonça nada fez para reformar o sistema de saúde nacional, sistema gangrenado pelos anteriores governos de todas  as cores, com estagnação de estatutos profissionais e salários, dos médicos, enfermeiros, e todo o restante pessoal que contribui para que se atendam /observem / operem /restabeleçam os cidadãos, o que é possível fazer agora?

O que é possível fazer agora quando se incutiu na sociedade portuguesa que somos ricos, os melhores dos melhores, com níveis de vida superior, e basicamente só com direitos e quase nenhuns deveres? E que o dinheiro cai do céu?

Creio que muito pouco, e depois das eleições Europeias cada vez estará mais infernizada a sociedade portuguesa.

Oxalá eu esteja redondamente enganado.
António Cabral (AC) 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

SIM É VERDADE, mas por DEFEITO
Os doentes urgentes têm de esperar hoje uma média de 14 horas para serem atendidos no serviço de urgência do Hospital Santa Maria, em Lisboa, segundo dados do Portal do Serviço Nacional do SNS
De acordo com os dados, 32 doentes com pulseira amarela (urgente) encontravam-se às 12:00 de hoje no serviço de urgência central do Hospital Santa Maria, tendo um tempo médio de espera de 14 horas e 13 minutos, sendo o tempo recomendado 60 minutos.

A Maria do Carmo, 96 anos, esteve lá no dia 13 de Novembro passado, esteve 15, repito, 15 horas deitada numa macae nunca nada lhe deram para comer. Morreu neste Domingo depois de ter ido a Sta Maria.
AC

sábado, 11 de junho de 2022

INARRÁVEIS DECLARAÇÕES em LONDRES


Mas em que país anda este homem? 
Alguém que lhe explique a diferença entre o que se paga à hora no SNS e nos privados.
Alguém que lhe explique onde estão os "formais" hospitais de Setúbal, Leiria, Caldas da Rainha, Faro, etc.
Alguém que lhe explique que Sta Maria já não está a receber mais grávidas.
Bolas, alguém que lhe dê a medicação diária!

AC

sábado, 31 de outubro de 2020

COMO ESTAMOS DE ENFERMEIROS ?
Penso que mais ou menos bem.
Temos então, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), o Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), a Federação Nacional dos Sindicatos de Enfermeiros (FENSE), o Sindicato dos Enfermeiros (SE), o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPEnf), a Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros (CNESE), o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM).
Deve-me estar a falhar algum.
Em outra dimensão, temos ainda a ordem dos enfermeiros e a inenarrável bastonária.
Melhor, só na PSP, onde creio existem mais de 14 sindicatos!!!
AC

terça-feira, 15 de setembro de 2020

 PALETES e PALETES de TUDO, PALETES......

António Costa anda há meses a anunciar, mais professores, mais enfermeiros, mais assistentes operacionais, mais médicos, agora, até que todos os alunos vão ter carteira individual e uma espécie de caixa na escola. Nem a minha vizinha velhota lá na aldeia desconhece que isto é impossível na maior parte das escolas do País porque, muitas carteiras são duplas o que implica substituição e grande encargo financeiro, para além do problema de espaços disponíveis nas salas de aulas.

Também se esqueceu-se de dizer o ano em que isso se concretizará.

Descarada ausência de vergonha na cara, mais uma vigarice política, baixa política, mais uma desonestidade intelectual.

E não há, até agora, com rigor, ninguém que publique mensalmente os concursos que abrem, quem acede aos lugares, as diferenças entre os anúncios e a realidade. Ninguém que desmascare semanalmente esta pouca vergonha. Onde anda a oposição?

Uma pouca vergonha e, quanto às escolas, mais importante do que o que eu afirmo, é ver os sindicatos TODOS a revelar que não é possível o que o intrujão-mor anuncia. TODOS, não só FENPROF.

AC

segunda-feira, 13 de abril de 2020

NOTÍCIA de ÚLTIMA HORA
Parece que Boris Jonhson está numa luta frenética com Marcelo.
Consta que, tal como nos leilões, ambos estão a subir gradualmente a parada, oferecendo sucessiva proposta de salário muito acima da média ao agora conhecido enfermeiro português, o qual estará perplexo com tudo isto e, naturalmente, muito hesitante entre passar a trabalhar em exclusividade de funções no nº 10 de Downing Street ou em Belém. 
Por uma simples razão, não conseguiu até agora concluir qual a escolha menos má entre dois demagogos, se aturar um doido ou um hipocondríaco.
AC

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

EXEMPLOS  "BELOS"  dos  NOSSOS  OCS
O exemplo escolhido é do Diário de Notícias.
Como vou lentamente verificando os periódicos passados, vejo agora de novo o DN de 4 de Janeiro p.p.
Na página 18, a toda a página, uma entrevista à inefável ministra da saúde.
O título - Marta Themido, Maior parte das agressões são verbais. E a enfermeiros.
Lida a entrevista, na primeira das três colunas, já mais abaixo, o texto que o DN transcreve como resposta de Marta - .....cerca de  900 casos em 2018 e tínhamos já mais de 900 casos nos três primeiros trimestres de 2019, não temos ainda os dados do último trimestre. A forma de violência mais relevante são as agressões verbais. E o principal grupo visado é o dos enfermeiros..........

Os sublinhados a amarelo são para facilitar a comparação.
Parece igual mas não é.
Estou à vontade nisto, acho esta ministra uma coisa inenarrável.

AC 

terça-feira, 12 de março de 2019

GANHA-SE MUITO POUCO PARA A RESPONSABILIDADE QUE SE TEM EM CIMA............mas.............
Sim, concordo.
Mas são só os enfermeiros?
Sei que os enfermeiros são uma trave mestra dentro do SNS e, portanto, uma trave mestra na nossa sociedade.
São um pilar na nossa sociedade, mas não constituem "o pilar".
São só os enfermeiros? 
Não existem outras traves mestras?
Há outros pilares. 
E os professores, e particularmente os do ensino básico? 
Porque é aí que começa a formação das meninas e dos meninos, e se constroem ou não cidadãos com conhecimento, com boas bases, e com coluna vertebral.
Enfermeiros e professores têm vidas complexas?
TÊM.
Mas são só eles?
E os militares?
E os bombeiros?
E os guardas prisionais?
E os funcionários dos lares?
E os funcionários dos serviços de limpeza das cidades, vilas e aldeias?
E........
E...............
E.......................
E...............................
E...............................................
AC

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Uiiiii.........ELE ESTÁ ZANGADO
Carlos Silva: “Nas negociações com os enfermeiros, à ministra da Saúde resvalou-lhe o pé para o chinelo”
AC

sábado, 27 de outubro de 2018

COMO CLASSIFICAR ????
Se bem percebo, está anunciada uma greve de cerca de dois meses por parte de enfermeiros, com o objectivo declarado de paralisar cirurgias nos três maiores hospitais do País.
A classe dos enfermeiros tem razões de queixa? 
Parece inquestionável. 
O Tio Costa não anda a reverter!!!!
Mas já agora, como classificar uma coisa destas, uma vez que não é bem uma paralisia de 4 dias de transportes públicos??
A defesa dos direitos dos trabalhadores, "Arménio dixit".
As pessoas, os doentes que se lixem ou, como dizia o Sócrates, isso não interessa para nada.
O tio Costa está a jogar no cansaço, e que as pessoas se revoltem contra os enfermeiros?
Como, em termos práticos? Irrealizável.
Em termos práticos, as pessoas, os doentes é que se VÃO LIXAR e CADA VEZ MAIS.
Falta pouco para um novo PREC.
E mais um dia em que os OCS não comparam o surto grevista destes 3 anos com o de 4 anos anterior. 
Porque será?
Já sei, porque todos os OCS estão completamente dominados pela direita fascista.
AC

quarta-feira, 11 de julho de 2018

MAVIOSOS e BEM FALANTES, mas NÃO me ENCANTAM
O título do post é a propósito do actual ministro da saúde, o pequenino e bem falante ministro e as suas mais recentes declarações, mas sobretudo a sua irritada declaração ainda que com sorriso sobre os alarmistas, sobre a campanha alarmista de 3 anos, que quer esconder diz ele os resultados positivos do SNS. A sua revolta, portanto, contra os empolamentos. 
Será que o pequenino Adalberto tinha / tem o falecido António Arnaut como um alarmista, um homem de empolar as coisas? 
É que se bem recordo, Arnaut falou e escreveu que era preciso salvar o SNS.
Mas o post também é a propósito, da ordem dos médicos, da ordem dos enfermeiros, dos auxiliares, das administrações hospitalares, das coordenações regionais e, naturalmente, de todos os partidos políticos.
E, claro, sem esquecer o PR que continua a tudo branquear - vamos aguardar, só passaram uns dias, vamos aguardar pelo próximo orçamento........
SNS! É o centro da questão mas, sobretudo, o direito dos cidadãos à saúde, a terem a tempo e horas e adequadamente o atendimento e o tratamento para os seus problemas de saúde. 
E o que se vê por aí?
Tal como por outras bandas, por cá também muitos ZOMBIES (Theresa May, Britain’s zombie prime minister).
Quando se apontam casos concretos de grandes deficiências em consultas, em serviços, isso é campanha, é denegrir, é querer esconder os resultados positivos do SNS?
Adalberto Adalberto, o senhor saiu-me um bom pantomineiro.
Desde logo quando diz que em S.José foram dois ou três médicos que escreveram uma carta. Olhe que não!!!
Olhe, por exemplo, precisar de marcar uma mamografia e ter vaga para daqui a 15 meses é o quê?
Olhe, precisar de ser operada às cataratas e receber a informação de que poderá ter consulta para verificar isso primeiro para quase dois anos depois, é o quê?
Olhe Adalberto, sei do que falo e estou muito à vontade.
Porque também já o escrevi neste bloque, no passado, por exemplo sobre, as experiências que testemunhei entre 2003 e 2010, envolvendo o magnífico trabalho do INEM em várias ocasiões, o bom atendimento / acompanhamento e os tratamentos no IPO ao longo de anos.
Mas Adalberto, se visitasse sem avisar, as urgências do hospital S. José, ou particularmente algumas unidades de saúde na Beira Alta ou na Beira Baixa, e aí verificasse o caos, ou a falta do material mais básico, talvez caísse em si e tivesse mais tento na língua.
Naturalmente, as ordens e os corporativismos, mais o BE, PCP, PSD, CDS, andam a exagerar em algumas coisas.
Mas, oh Adalberto, há realidades indesmentíveis e acima só apontei dois casos dos que conheço muito bem e, claro, quanto a investimento a sério no SNS................ Sei que em parte a coisa já vinha coxa lá de trás, mas vocês não iam resolver tudo?
E por isso me interrogo, sendo pequenino de estatura física, saberá dançar?
António Cabral (AC)