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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

ORDENS

Consultando apontamentos de um grande amigo, professor catedrático,  recordei que "no vai-vem das cruzadas, os Templários conseguiram desafogo financeiro que, de certa maneira, em certo período, os transformou em banqueiros de reis e Papas, o que gerou crescentes cobiças. A partir de 13 de Dezembro de 1307, houve prisões em massa, prisões e tortura e mortes na fogueira, sendo atingido o próprio grão - mestre dos Templários. Pela - Bula Box in excelsa - , o Papa clemente V determina a supressão da Ordem dos Templários.

Em Portugal, depois desta Bula, o nosso rei D. Dinis procura salvaguardar a unidade patrimonial dos Templários em terra portuguesa, tidos agora por usufrutuários amovíveis de terras que pertenciam à coroa. D. Dinis, procura a criação de uma nova ordem que sucedesse à extinta do Templo e pudesse dispor da totalidade dos seus bens. A Ordem de Cristo - Ordem da Cavalaria de Nosso Senhor Jesus Cristo- foi assim instituída, em 14 de Março de 1319, pela Bula - Ad ea exquibus - do Papa João XXII a pedido do nosso rei, sendo-lhes formalmente doados todos os bens dos Templários e a vila de Castro Marin para sua sede".

Nesta parte da história nacional há um pequeno apontamento que me toca por razões do coração, e tem a ver com os Templários.

"Em 1159, sendo já mester português da Ordem dos Templários, D. Gauldim Pais, ele recebeu o castelo de Ceras que centralizava uma vastíssima zona do Mondego ao Tejo, correndo pela linha do Zêzere. Como o castelo estava arruinado, D. Gualdim opta pela edificação de uma nova fortaleza, em Tomar, a 1 de Março de 1160, escolhendo um morro sobranceiro, na margem direita do Nabão. Cinco anos depois, recebem os Templários os territórios de Monsanto.............

AC

quarta-feira, 11 de julho de 2018

MAVIOSOS e BEM FALANTES, mas NÃO me ENCANTAM
O título do post é a propósito do actual ministro da saúde, o pequenino e bem falante ministro e as suas mais recentes declarações, mas sobretudo a sua irritada declaração ainda que com sorriso sobre os alarmistas, sobre a campanha alarmista de 3 anos, que quer esconder diz ele os resultados positivos do SNS. A sua revolta, portanto, contra os empolamentos. 
Será que o pequenino Adalberto tinha / tem o falecido António Arnaut como um alarmista, um homem de empolar as coisas? 
É que se bem recordo, Arnaut falou e escreveu que era preciso salvar o SNS.
Mas o post também é a propósito, da ordem dos médicos, da ordem dos enfermeiros, dos auxiliares, das administrações hospitalares, das coordenações regionais e, naturalmente, de todos os partidos políticos.
E, claro, sem esquecer o PR que continua a tudo branquear - vamos aguardar, só passaram uns dias, vamos aguardar pelo próximo orçamento........
SNS! É o centro da questão mas, sobretudo, o direito dos cidadãos à saúde, a terem a tempo e horas e adequadamente o atendimento e o tratamento para os seus problemas de saúde. 
E o que se vê por aí?
Tal como por outras bandas, por cá também muitos ZOMBIES (Theresa May, Britain’s zombie prime minister).
Quando se apontam casos concretos de grandes deficiências em consultas, em serviços, isso é campanha, é denegrir, é querer esconder os resultados positivos do SNS?
Adalberto Adalberto, o senhor saiu-me um bom pantomineiro.
Desde logo quando diz que em S.José foram dois ou três médicos que escreveram uma carta. Olhe que não!!!
Olhe, por exemplo, precisar de marcar uma mamografia e ter vaga para daqui a 15 meses é o quê?
Olhe, precisar de ser operada às cataratas e receber a informação de que poderá ter consulta para verificar isso primeiro para quase dois anos depois, é o quê?
Olhe Adalberto, sei do que falo e estou muito à vontade.
Porque também já o escrevi neste bloque, no passado, por exemplo sobre, as experiências que testemunhei entre 2003 e 2010, envolvendo o magnífico trabalho do INEM em várias ocasiões, o bom atendimento / acompanhamento e os tratamentos no IPO ao longo de anos.
Mas Adalberto, se visitasse sem avisar, as urgências do hospital S. José, ou particularmente algumas unidades de saúde na Beira Alta ou na Beira Baixa, e aí verificasse o caos, ou a falta do material mais básico, talvez caísse em si e tivesse mais tento na língua.
Naturalmente, as ordens e os corporativismos, mais o BE, PCP, PSD, CDS, andam a exagerar em algumas coisas.
Mas, oh Adalberto, há realidades indesmentíveis e acima só apontei dois casos dos que conheço muito bem e, claro, quanto a investimento a sério no SNS................ Sei que em parte a coisa já vinha coxa lá de trás, mas vocês não iam resolver tudo?
E por isso me interrogo, sendo pequenino de estatura física, saberá dançar?
António Cabral (AC)