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terça-feira, 22 de maio de 2018

UM DOS VÁRIOS QUE ANDA À AMÊIJOA
Em "barcoletas" que, de vez em quando, .....afundam. 
Mas para o ministério do ambiente, ASAE, GNR, SEF, Autoridade Marítima, o que se passa ás claras no Tejo com dezenas e dezenas e dezenas de gabirús  de nacionalidades várias e de certeza todos legais, deve estar tudo muito bem! Marisco óptimo!
AC

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A JAPONESA
Não, não é sobre uma senhora que venho perorar, é sobre a amêijoa japonesa ou japónica.
Um artigo longo no Expresso, que apesar de longo não menciona certas realidades, chama à atenção para a uma das maiores pouca vergonhas que se passa nas barbas de Lisboa.
Que se passa, há anos, nas barbas do poder central, GNR, PSP, Autoridade Marítima/ Polícia Marítima, SEF, Câmaras Municipais do arco Sul da bacia do Tejo, ministério do ambiente, ministério da justiça, ASAE, toda a comunicação social.
Nas barbas desta gentinha toda e quase nada é feito.
O Expresso fala em gangs, que controlam maioritariamente imigrantes que os jornalistas escreveram estar legais.
Parece que os senhores jornalistas assistiram a algumas pesagens, dizem no artigo que passa muito dinheiro de mãos para mãos!
Escreveram, também, que são identificadas empresas, legais, mas que a prática material é que é ilícita. 
Que existem estruturas organizadas e, naturalmente, além da amêijoa a negociata acaba por ir também para a droga e o tráfico de seres humanos. 
Parece que a "frota tailandeza" vai aumentando.  
Ainda, afirmações quanto ao facto de que tudo o que é apanhado só pode ser tratado em Espanha e, portanto, digo eu ou qualquer concidadão com dois dedos de testa, há bom negócio para os "nuestros hermanos" que, naturalmente, estão preocupadissimos com os problemas dentro de Portugal. E prontos para cooperação Ibérica, "tá" claro!
Uma das partes mais inacreditáveis do artigo é aquela em que os jornalistas afirmam que no alto da estrutura MP terá havido uma recomendação de especial atenção para o fenómeno. Rir ou chorar de raiva??
E é nisto que estamos.
Hordas de gente que nos entra por todo o lado certamente para ajudar o turismo e a recuperação económica, actividades várias certamente ilícitas, mas todas as autoridades entretidas com averiguações e despachos e recomendações enquanto, diariamente, quem atravessa a ponte Vasco da Gama, ou visita o Samouco, Barreiro, Alcochete, Montijo, Moita, Sarilhos, ou até do ar, vê dezenas e ás vezes centenas de seres dentro de água, dezenas de barcos a cair de podre, mas deve estar tudo bem.
Claro que o comum cidadão não pode deixar de considerar estranho por exemplo um belo BMW 535d preto conduzido por um "galifão", nas barbas das forças de segurança, como estranhas são imensas outras coisas que o comum dos mortais observa.
E não se sabe quem aluga os armazéns, ou as casinhas a cair de podre nos cascos velhos de Samouco, Alcochete e por aí fora, NÉ?
Mas deve estar tudo muito bem, senão António Costa, e os seus ministros e as autoridades judiciais e os órgãos de polícia criminal já tinha estancado esta pouca vergonha, que se arrasta há anos e aumenta todos os meses. Espera, eles não dão votos!
Ou será que não apertam com esta gente, para que não inundem as vilas em causa e desatem a assaltar, roubar, violentar?
Sempre é bom manter baixos índices de criminalidade local, NÉ?
AC

Ps: claro que este e muitos outros problemas do País estagnam, ou se resolvem, consoante os humores derivados do futebol. Lindo País.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

MEMÓRIAS do PASSADO: PEIXES, e "PRIMOS"

Desde jovem, a minha vida levou-me, em épocas diferentes e locais diversos no mundo, a conhecer muitos destes seres vivos, os peixes.
Vem isto tudo a propósito, também mas não só, de ter estado a olhar para o meu velho material de pesca na garagem.
E conheci e bem, também, os "primos", aqueles a que eu sempre gosto de designar por “peixes com casca”.
Que conheci pela primeira vez, na praia de Paço-de-Arcos, quando nas rochas em maré vazia andei com o meu avô materno há 60 anos a apanhar burriés e mexilhão.
Neste capítulo, e com décadas de vários “peixes com casca”, lembro com saudade celebérrimos jantares, em França, nas décadas de 70 e 80 do século passado, eu e outros a banquetearmos-nos com travessas enormes com montanhas de “fruits de mer”.
Mas, voltando aos peixes, na minha vida houve muitos episódios.
Desde noitadas de pesca à lula com uma simples toneira, ao largo de Sesimbra ou algures no Algarve, à pesca à linha em barragens, à pesca à linha em rios, à pesca selvagem nas ilhas dos Bijagós, na Guiné, dentro de um bote em alta velocidade, à pesca junto ás Formigas nos Açores, e por aí fora. Foram já muitas décadas.
Mas, voltando aos peixes, e olhando para uma fase menos longínqua da minha vida profissional, lembro com prazer e saudade, grandes grelhados, grandes peixes cozidos, grandes petiscos de forno e, muito ainda, peixes em mercados soberbos, em lotas, à chegada de barcos a horas tardias.
Lembro por exemplo, o salmonete, o peixe-galo, a abrótea, a solha, o linguado, o robalo, o bodião, a garoupa, o cherne (não o Barroso, vade retro Satanás), o mero, o carapau, a dourada, o lírio, o pargo. Lembro de ver chegar e desembarcar, anos atrás, nos Açores, os vários tunídeos.
Lembro-me ainda de belas cavalas, espadarte, goraz, besugo, pargo.
Grandes e saudosas memórias, de natureza visual e, em imensos casos, de natureza gustativa.
Saudades, memória.
António Cabral