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quarta-feira, 3 de junho de 2026

O C E A N OS
OBJECTIVOS, PROJECTOS, . . . . . e . . . REALIDADE

Li em tempos isto, que,

Até ao fim do ano, Portugal poderá ter “entre 27 e 30%” de áreas marinhas protegidas.
Ministra do Ambiente espera ter classificadas áreas de Gorringe e Cascais, Sintra e Mafra antes de 2026, o que colocará Portugal muito perto dos objectivos de protecção de 30% das águas marinhas
.

E que tal olhar seriamente para o controlo das nossas extensas ZEE, para o que são necessários, navios da Marinha adequados, meios da Autoridade Marítima Nacional, Polícia Marítima, fuzileiros, meios aéreos da Marinha e da Força Aérea, colaboração com a PJ como excelentemente tem havido desde há anos com elementos da PJ embarcados em meios da Marinha ?

Melhorar a organização, e o planeamento, e os meios.
Só paleio não chega.
AC

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Protagonismos da Treta.  As modas.

Vem este título e palavras a propósito da notícia difundida pelo todo poderoso Estado-Maior general das Forças Armadas deste tão maltratado país.
É uma notícia que se insere no politicamente correcto desgraçado, com protagonistas que se guiam e sempre se guiaram pela fórmula - "saber viver". Nada de espantar.

É a notícia sobre as Forças Armadas estarem com certos meios a acompanhar navios de guerra russos aparentemente em direcção ao Mediterrâneo, na sua passagem por águas internacionais em que Portugal tem alguma jurisdição designadamente dentro da ZEE.
Mas também caricato é a notícia ser acompanhada por fotografia de um navio de guerra estrangeiro, provavelmente americano.


A notícia refere que este é um procedimento habitual. 
E é, sempre assim foi desde os tempos do Pacto de Varsóvia. 
Mas o servilismo e o querer mostrar que estão vivos e atentos, leva a estas coisas. 

É o tipo de coisas como a do funcionário que vem aos prédios e depois manda uma pequena notícia para a Lusa - "hoje foi contar a electricidade na rua dos pategos". 

Como sempre, respeito as opiniões de outrem. 
A minha é de que este tipo de coisas, dando a conhecer a rotina de instituições e serviços ou seja, o cumprimentos do que a cada um compete fazer dentro da perfeita normalidade, ilustram bem as chefias actuais, políticas e militares. E os OCS que temos.

Algum OCS, e os peritos tipo Valentina ou Matos, se interroga quantos helicópteros estão estacionados nos Açores e na Madeira? E porquê "tantos"?

E aviões para patrulhar com regularidade a nossa extensa ZEE na Madeira e nos Açores? E porquê "tantos"?

Algum desses peritos procura saber quantas missões de fiscalização da ZEE são efectuadas, muito para lá das acções de busca e salvamento? E porquê "tantas"?

Algum desses peritos se questiona quanto aos meios navais em presença permanente nos Açores e na Madeira? E porquê "tantos"?

AC

quarta-feira, 27 de julho de 2022

MAR, OCEANO, MARINHA, FORÇA AÉREA
Águas costeiras, mar territorial, e a ZEE (azul claro), uma imensidão  aquática que deve ser vigiada, fiscalizada, controlada, dentro dela exercida a jurisdição nacional. 

Se algum dia, na comissão das Nações Unidas que trata do assunto, viesse a ser aprovado o nosso pedido, desde 2009, para extensão da plataforma continental (azul escuro), estou em crer que virá acompanhado de legislação limitadora do exercício da nossa jurisdição plena dentro dessa área. 
Porque o que está no fundo do oceano, por pouco que ainda se sabe mas que se sabe já mais que o suficiente para ter posto a salivar os poderosos, é muito rico, ainda que falte muito quanto ao aperfeiçoamento de material e técnicas para extração dos materiais no fundo, para de lá se tirar proveito.

De momento, na parte ZEE/ azul claro, cabe à Marinha, à Autoridade Marítima Nacional e à Força Aérea olhar pelo nossos interesses.
Temos a ZEE do Continente, a da Madeira e a brutalidade de água da dos Açores.

Olho para o que está nos "sítios" da Marinha e da Força Aérea e identifico o material seguinte:
MARINHA - 5 fragatas, 2 submarinos, 2 velhas corvetas, 4 patrulhas oceânicos, 4 patrulhas um dos quais é uma verdadeira relíquia, 10 lanchas pequeninas, 4 navios hidrográficos, 4 veleiros, 5 helicópteros Lynx, forças de fuzileiros e mergulhadores.

FORÇA AÉREA - diversas pequenas aeronaves para formação e treino, aviões de combate F-16, aviões de transporte C-130 H, aviões de transporte C-295 M, muito velhinhos P-3C Orion, veículos aéreos não tripulados, helicópteros EH-101e helicópteros Koala. Sobre os helicópteros, porventura inépcia minha, não percebi quantos existem. Quantos estão operacionais, quantos são canibalizados para darem peças a outros, NÃO SEI!.

Destes meios da Marinha, para vigilância, fiscalização, exercício de autoridade no mar para fora das águas costeiras portanto, em  condições de mar adversas, parece que são mais apropriados os patrulhas oceânicos e os patrulhas. 
Será de admitir que o exercício da autoridade no mar seja assegurado em determinadas circunstâncias pelos meios mais robustos, como fragatas e submarinos. Mas, em condições de fiscalização rotineira presume-se que em regra não são utilizados, até porque substancialmente mais dispendioso o seu emprego.

Destes meios da Força Aérea, os helicópteros pesados EH-101são muito utilizados em missões de busca e salvamento (muitas vezes em simultâneo com meios navais) e vigilância e reconhecimento.
Presume-se que particularmente os aviões de transporte tal como o velhinho avião de guerra anti-submarina P-3C Orion cumprem esporádicas missões de vigilância e reconhecimento.

Quer a Marinha quer a Força Aérea têm meios estacionados permanentemente nos Açores e na Madeira. 
Se esses meios são os suficientes é um tema que dará para muita conversa. 
Conversei muito com o meu amigo de Marinha sobre este assunto. Tenho uma opinião acerca do que está estacionado na Base Aérea nas Lajes, ou em Porto Santo.
Tenho opinião acerca do navio que está permanentemente atribuído e estacionado nos Açores e outro na Madeira.

Mas fico-me por aqui, dizendo apenas que todos os países fortes (França, Reino Unido, Alemanha, EUA, Espanha) sabem bem que capacidades (!?!?!) tem Portugal para assumir estas responsabilidades, na ZEE actual, pelo que presumo que sorriem quanto à eventual fiscalização e exercício de autoridade do Estado na zona alargada se a extensão vier um dia a ser aprovada.

Tenho a firma convicção que eles tratarão de congeminar bem as coisas tendo em conta as nossas "fortes capacidades" (!?!?).

Capacidades relativamente às quais o governo até dedica a máxima  atenção, ao ponto de realizar um informal concelho de ministros na Base Naval de Lisboa! É bonito!
Aguardemos.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 11 de junho de 2021

SERÁ CONSEQUÊNCIA ?
"Avião da Força Aérea sofre acidente à chegada a Porto Santo"
Este infeliz acidente, aparentemente sem ter causado ferimentos na  tripulação, será consequência do actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas não ter poderes quase absolutos, como quase de certeza virá a ter a curto prazo?
AC

sexta-feira, 5 de março de 2021

PARA os DISTRAÍDOS e outros
Para os distraídos que por aí se pavoneiam, para os incompetentes que se juntam aos magotes e cada vez em maior número, para os doutores da mula russa, e para os letrados das reformas gritadas e anunciadas que nunca saem do papel ou das reformas pífias apresentadas para disfarçar o que já é indisfarçável, deixo esta verdade inultrapassável bem lembrada no passado por um amigo meu mas que (i) responsáveis insistem em ignorar :
"You have (or not) a Navy".
"You raise an Army". Period.

Talvez entre muitas outras coisas alguém lhe devesse explicar isto em vez de lhe recitarem a ladainha cansativa dos melhores dos melhores.
Só para ver se fica claro.
António Cabral

quinta-feira, 9 de abril de 2020

PORTUGAL, HISTÓRIA, COVID-19
Em tempos de quarentena, de isolamento, a rotina caseira passa por coisas variadas, sendo que várias eram já rotina antes do estupor do bicho. É o caso da leitura, livros diversos, reler alguns, pesquisar assuntos, e designadamente o olho muitas vezes sobre a nossa história, que é fascinante.
E continuo com a convicção que é a partir de 1700 que Portugal começa a coxear. Coxeia até hoje.
Mas hoje andei ás voltas com coisas relacionadas com guerra, defesa, militares, reformas.
Observar o que foi a evolução de algumas coisas ao longo do tempo é sempre interessante.
Por exemplo, em 1736 o rei D. João V efectua uma reforma respeitante a coisas e departamentos militares.
Concretamente, nesse tempo e por exemplo, passou a existir a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra como, também, a Secretaria de Estado da Marinha e dos Domínios Ultramarinos. 
Anos mais tarde, com o advento da revolução liberal, os Negócios Estrangeiros  e a Guerra de uma mesma secretaria separaram-se.
Chegada a I República, a antiga Secretaria de Estado da Marinha e dos Domínios Ultramarinos desapareceu, dando lugar ao Ministério das Colónias e ao Ministério da Marinha.

Os anos passaram e, ainda centrando-me apenas nos departamentos supra indicados no início, o Ministério da Guerra foi alterado na designação, passando em 1950 a Ministério do Exército.
Em 1961 apareceu então a Secretaria de Estado da Aeronáutica.
Com o 25 de Abril de 1974, as colónias/ províncias ultramarinas ganharam a sua independência, e em Portugal continuou a existir um Ministério dos Negócios Estrangeiros e apareceu a sério um Ministério da Defesa Nacional o qual, até 1982,  foi um bocado verbo de encher. 
A realidade depois de 1982 foi demonstrando que o dito ministério foi sempre essencialmente um ministério da tropa, como pejorativamente muitos o definem. A defesa nacional tem muito que ver com variados sectores do país/ governação para além do vector militar, e os sucessivos ministros da defesa nacional tiveram na maioria dos casos poder político nulo tomando apenas conta da gestão dos militares. 
Alguns parece até que foram peritos em fazer desaparecer documentação e gastar Kg de papel de fotocopiadora.
O que terá muito a ver com as figuras ou figurões que foram ocupando o cargo desde 1974.
AC

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O QUE DÁ QUANDO VASCULHAMOS ARQUIVOS........
Dá nisto, encontrar "cenas" passadas, que hoje me dão uma vontade de rir danada. E dão-me tanto mais vontade de rir quando observo o que se passa nessas áreas.
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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas (o autor, Marcelo Caetano) (Depoimento)
AC

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

E HOJE, COMO ESTÃO AS COISAS ?
Há por aí gentinha que está a tentar e, digo eu, parcialmente a conseguir, reverter e/ reescrever a história.
Além disso, nem por sombras essa gentinha aceita que se vá vasculhar no passado. E, no passado, passaram-se coisas muito más, mas também houve coisas razoáveis.
Pois eu gosto de pensar pela minha cabeça, e estou completamente farto desses e dessas polícias do pensamento, e dos costumes, e das modas, e do politicamente correcto.
Por exemplo, em relação às Forças Armadas, aos ramos que as constituem, a saber, a Marinha, o Exército e a Força Aérea, interessante por exemplo, isto : (Marcelo Caetano, Depoimento, pág. 97 - ...."As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental ........ debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas".
Como serão as coisas no presente?
Será que, além de secretário de estado dentro do MDN para os recursos humanos e antigos combatentes, irão a curto prazo arranjar um para as contas?
AC

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ai que eu sou um "ganda" ministro da defesa nacional.
Está com o mesmo à vontade, no gabinete no edifício do Restelo, a ser entrevistado na TV ou mesmo só questionado na rua, ou sentado em Vila Nova de Cerveira como comum cidadão. Mas pelo que vou vendo, inclino-me mais para a displicência inconsciente. Com uns pózinhos de outros defeitos intragáveis.
É muito ufano da sua reforma 2020 mas, se em minha opinião várias coisas eram necessárias fazer na sua formal esfera de acção, salvo melhor opinião, era capaz de ser mais avisado não estar tão ufano.
Vem isto a propósito dos "bitaites" pela jactância com que tem falado sobre a musculação nacional sobre os invasores russos.
Primeiro os F-16, depois a história do navio de investigação russa. Os jornalistas portugueses, com a sua habitual ligeireza, deixam passar tudo em claro.
Primeiro, quanto aos F-16 e intercepções efectuadas. Podiam ter perguntado ao ministro (que, como os antecessores, não é da defesa nacional, é só das forças armadas) quantos aviões estão lá fora (zona da Finlândia?), quantos existem neste momento em Portugal e desses quantos estão operacionais, a sério. Porque sempre houve canibalização. Podiam ter perguntado se é o sistema radar nacional que detecta ou não intrusos no nosso espaço aéreo ou se estamos sempre à espera de alertas da NATO. Enfim podiam ter perguntado tanta coisa!
Quanto a navios, antigamente, eram dadas ou recusadas autorizações para períodos de investigação científica dentro da nossa ZEE. Depois havia vigilância sobre isso, pelos navios de guerra e pelos nossos aviões. Podiam ter perguntado isso ao ministrozinho, e pedir-lhe para explicar se o russo estava a bordejar as 200 milhas, se tinha entrado um bocadinho, se era dos que estava autorizado e estava a abusar mais uns dias depois da licença caducada, etc.
Os jornalistas têm o ministro e interlocutor que merecem, e vice-versa.
Nós, comuns cidadãos, é que merecíamos melhor sorte.
AC

Em tempo: sobre este tema, muito se mais se poderia dizer, pelas mais variadas perspectivas. Mas seria fastidioso e longo, num só texto. Acrescentarei apenas mais umas palavras, para ilustrar mais o meu desgosto pelos politiqueiros nacionais e por vários na Europa.
A meu ver, nunca se deve esquecer que nada é por acaso, nada é tão simples como parece, nada é tão complexo como por vezes se afigura.
E quase tudo se vai desenvolvendo lenta e paulatinamente. Mas isto, claro, do lento e paulatino, só para quem tem pensamento de facto estratégico. Na Europa, e sobretudo depois da queda do muro de Berlim, tudo passou a ser um mar de rosas. E muitos rosáceos engalanaram em arco. E logo surgiu a famosa discursada da paz para sempre, a política europeia de segurança que tantas loas foram ecoando, mas os bons europeus trataram foi de retirar o mais possível o dinheirinho dos respectivos ministérios de defesa nacional.
Por cá, o desastre foi ainda maior, com muitas discursatas e conferências de politiqueiros e militares, com uns "facilitanços" de comissões na estranja, que sempre foi dando para descomprimir os quadros das forças armadas, com os seus fracos vencimentos nacionais, e com o progressivo desinvestimento material.
Tenho Putin na conta de um grande malandro, mas não de parvo.
O resultado das doces intenções desde a queda do muro começa a estar cada vez mais à vista.
Por cá, devem estar à espera de ver um arroto francês do tipo - "la grandeur de la France"....- para darem também uns arrotinhos mais fortes. Entretanto, vão treinando. Basta de facto ouvir o ministrozinho das forças armadas e algumas piedosas comentadeiras.
AC