A PROPÓSITO DE SAMPAIO DA NÓVOA, NO TRINDADE, E CERTOS COMENTÁRIOS.
Naturalmente, o candidato vai ser atacado por muitos, vai ser defendido por muitos. Por mim, e para já, vou anotando certas coisas, mas desde logo me parece que uns quantos o estão a levar aos ombros.
No dia do anúncio no Teatro da Trindade, e um pouco antes da hora desse evento, calhou eu passar pela avenida Álvares Cabral, a descer em direcção ao Rato. Na avenida tive, casualmente, a oportunidade de observar dois senhores conhecidos, sobretudo um deles, a sair do popó com condutor, inchado de gordo na sua enorme pança, não acertando á primeira o enfiar o braço na manga do casaco. Desceram para ir certamente lanchar na conhecida pastelaria, confortar o estômago antes da "vernissage" no Trindade.
Devia ser a este tipo de pessoas que encheram o Trindade que conhecida figura rotulou como - "os que sofreram as agruras das quebras do SNS", "dos que penam com a discricionaridade da justiça", "do caos na educação". Haja paciência para os donos disto tudo, da ética, da moral, da justiça, da equidade, da decência!
Ah, já agora, em relação ao Trindade, duas notas:
1ª - certamente por distração minha, não vi nenhum plano nas TV's a mostrar o aspecto geral do Teatro para se ver quão abarrotado estava; nem fotos nos jornais;
2ª - o candidato escolheu o Trindade e não a aula magna; para um antigo e famoso reitor, e para um seguidor do ex-PR Sampaio que se candidatou a partir da aula magna se não estou em erro, é um detalhe muito curioso que, claro, os que o louvam escondem a toda a força. Elucidativo, da confiança e audácia do candidato, e da natureza dos que o apoiam incentivam e aconselham.
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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terça-feira, 5 de maio de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Que conclusão se quer seja retirada destas palavras?
Li a frase abaixo num diário, via NET.
- Detenção de altas figuras do Estado, atuais e passadas, por suspeita de prática de vários crimes.
Esta frase está incluída numa série de queixas/ reclamações que o autor faz, dirigindo-se ao PR, salientando que é mau para a imagem do País.
Leio e acho curioso, embora não me espante nada. A meu ver, várias das outras reclamações listadas são muito acertadas.
Mas esta? Então, é mesmo necessário proceder à alteração constitucional que propus num dos meus últimos posts!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!. (foi em 15 de Janeiro)
Ao que chega a "barragem de artilharia" para tentar salvar a putativa malandragem. Digo putativa malandragem pois é o que me parece legítimo concluir da acção da justiça até ao presente.
Tanto mais interessante quando me lembro de coisas de 1992 e1993. Enfim, haja pachorra.
AC
Li a frase abaixo num diário, via NET.
- Detenção de altas figuras do Estado, atuais e passadas, por suspeita de prática de vários crimes.
Esta frase está incluída numa série de queixas/ reclamações que o autor faz, dirigindo-se ao PR, salientando que é mau para a imagem do País.
Leio e acho curioso, embora não me espante nada. A meu ver, várias das outras reclamações listadas são muito acertadas.
Mas esta? Então, é mesmo necessário proceder à alteração constitucional que propus num dos meus últimos posts!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!. (foi em 15 de Janeiro)
Ao que chega a "barragem de artilharia" para tentar salvar a putativa malandragem. Digo putativa malandragem pois é o que me parece legítimo concluir da acção da justiça até ao presente.
Tanto mais interessante quando me lembro de coisas de 1992 e1993. Enfim, haja pachorra.
AC
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
A propósito do desenterrar da regionalização por parte dos messias.
Leio num blogue que muito aprecio, por se mostrar muito equilibrado e para mim razoavelmente assertivo, - "Neste contexto, que António Costa (com entusiástico apoio de Rui Rio) tenha decidido voltar a propor a implantação de mais um nível político-administrativo em Portugal só pode constituir prova de insanidade”.
É que quando me falam destas coisas, sempre com aqueles sorrisos apatetados e falinhas sonsas que presumem desculpáveis face aos cabelos brancos ou serem carecas, lembro-me sempre de várias pouca-vergonhas como por exemplo, as obras em casas de banho à conta do meu e de muitos bolsos, ou de quanto terá custado instalar um piano num gabinete para satisfazer a soberba e ego de certa criaturinha.
Leio num blogue que muito aprecio, por se mostrar muito equilibrado e para mim razoavelmente assertivo, - "Neste contexto, que António Costa (com entusiástico apoio de Rui Rio) tenha decidido voltar a propor a implantação de mais um nível político-administrativo em Portugal só pode constituir prova de insanidade”.
Eu acrescentarei, aqui está mais uma na senda da pouca vergonha.
As designadas “elites” (??) têm, como todas as pessoas, qualidades e defeitos. Que não haja dúvidas sobre isto, todos as temos. A meu ver a questão é, sempre, a percentagem de umas e de outras. Muitos dos senhores e das senhoras que se acotovelam para integrar as elites, desde por exemplo os donos disto tudo aos que foram pagando a outros para virem a ser donos disto tudo, etc, tem no entanto a soberba ostensiva da sua suposta superioridade, cultural, ética, moral, cívica etc.
É que quando me falam destas coisas, sempre com aqueles sorrisos apatetados e falinhas sonsas que presumem desculpáveis face aos cabelos brancos ou serem carecas, lembro-me sempre de várias pouca-vergonhas como por exemplo, as obras em casas de banho à conta do meu e de muitos bolsos, ou de quanto terá custado instalar um piano num gabinete para satisfazer a soberba e ego de certa criaturinha.
Portanto, quando me falam em regionalização vem-me logo à cabeça: a criação de pelo menos 5 a 6 novas regiões (já temos as das ilhas com o esbanjar de dinheiro parcialmente conhecido), os palácios para os presidentes das regiões recém criadas, toda a parafernália de apoios em pessoal e material para os senhores presidentezinhos, provavelmente assembleias regionais ( e instalações para elas e todos os apoios para esses deputadozinhos), os carrinhos para todos os senhores novos baronetes, as secretárias de confiança, etc, etc, etc, e o dinheiro para isto tudo. Além do mais, à boa maneira dos legisladores habituais, a legislação aconselhada/ feita pelos escritórios conhecidos, deixará as buracadas habituais para proporcionar lucros futuros, no esclarecimento de quase tudo, e minimização de conflitos com autarquias propositadamente abertos de forma ainda que disfarçada.
Agrupamento de câmaras municipais muitas das quais têm menos eleitores que muitas fregesias nas cidades de menor dimensão, desconcentração de decisões, descentralização de serviços, é que me parece o caminho.
Mas claro, que estes novos messias o que querem é criação de mais baronetes, uma nova classe de políticos a juntar ás elitezinhas de hoje.
INSANIDADE? Olhe que não, eles sabem bem o que estão gradualmente a preparar. Vão tentar de novo o que não foi conseguido por referendo passado. E não me venham para cá com a teoria das conspirações. Preparam mais uma pouca vergonha.
AC
domingo, 18 de janeiro de 2015
Ter
Ter um blogue, ter opinião, tentar não ser cerceado na informação.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista, em 11 de Dezembro 2013, decidi-me a criar um blogue sobretudo devido à minha amadora devoção à fotografia, mas também para não vir eventualmente a causar problemas ao amigo que durante anos abrigou as minhas opiniões, os meus desabafos, as minhas iras de cidadão. Ainda que continue a crer nunca me ter excedido disparatadamente nos textos que lhe fui remetendo.
A democracia tem regras que, sempre que as coisas lhes desagradam, muitos fazem por esquecer. Mas já lá dizia o "outro", parece continuar a ser o sistema menos mau. No caso nacional, a democracia formal parece funcionar, órgãos de soberania, e muitas outras instituições.
Mas, desculparão, e não sendo dos que me deva queixar mais quando olho para o "lado", creio bem que estamos bastante mal em termos de sociedade. Os gráficos correctos e estatísticas do INE por exemplo, não me parece que indiquem coisas tão dramáticas como alguns sectores por vezes clamam. Mas também não engulo as delícias anunciadas por Belém, SBento, Governo (?).
Tenho as maiores desconfianças pela esmagadora maioria dos titulares dos órgãos de soberania.
Ter um blogue, desabafar, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada resolve na realidade que nos cerca. Na chamada envolvente. Não tenho a menor dúvida.
Mas perscrutar a "blogosfera", nacional e estrangeira, diz-me o que muitas das vezes não consigo saber na comunicação social portuguesa. E este é, a meu ver, um dos sintomas das doenças da sociedade portuguesa contemporânea.
A tragédia nacional, creio, está na enorme falta de cultura, falta de educação, deficiências de formação, que leva a que tantos dos meus concidadãos esqueçam sucessivamente a banditagem política que nos desgraça em cada mandato ganho nas urnas. Ganho nas urnas com promessas que antecipadamente sabiam não poder cumprir.
E os meus concidadãos continuam a creditar. E isto angustia.
Para além da malandragem que nos tem desgraçado desde o 25 de Abril de 1974 (nem vale a pena falar dos mais para trás), daqueles que por aí andam como comentadores ou nos programas de TV, ou nos telejornais (presidentes de câmara, sindicalistas eternos, escribas sempre do contra, candidatos a lideranças, messias, os que olham a água a passar por baixo das pontes, etc), para além das poses, da propaganda, da telegenia e de contarem com jornalistas que nunca os apertam com perguntas específicas, alguém sabe das respostas concretas desses senhores sobre (ordem aleatória):
1. porque não se diminui o nº de câmaras municipais?
2. porque não se reduz o nº de deputados para o mínimo estabelecido na CRP?
3. porque não há um só mandato presidencial por exemplo de 7 anos?
4. porque permite a legislação a forma e dimensão das "governanças" das empresas em Portugal?
5. como tratar a dívida? E o desemprego?
Fico por aqui. Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não
alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." MIGUEL TORGA
Existe uma diferença abissal, entre homens de corpo inteiro e pequenotes que pululam a vida política e muitas empresas que o erário publico suporta.
Infelizmente são imensos desses que dominam as instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.
O que me desgosta é assistir a lutas pequeninas e estúpidas, alimentadas por fações esquisitas. Como se não houvesse outra dimensão para melhorar a nossa sociedade.
Os meus desabafos nada resolvem. Eu sei. Aliás, os blogues de boa qualidade creio que também pouco arrefecem os poderes instituídos, os actuais e todos os anteriores. Mas, lá está, como dizia o ratinho, "qualquer bocadinho ajuda,......e mijou no mar".
Estadistas em Portugal? Os comandados, os cidadãos comuns têm muita culpa no cartório.
Isto dito, nada mais,..........pintassilgos não são pardais.
António Cabral (AC)
A democracia tem regras que, sempre que as coisas lhes desagradam, muitos fazem por esquecer. Mas já lá dizia o "outro", parece continuar a ser o sistema menos mau. No caso nacional, a democracia formal parece funcionar, órgãos de soberania, e muitas outras instituições.
Mas, desculparão, e não sendo dos que me deva queixar mais quando olho para o "lado", creio bem que estamos bastante mal em termos de sociedade. Os gráficos correctos e estatísticas do INE por exemplo, não me parece que indiquem coisas tão dramáticas como alguns sectores por vezes clamam. Mas também não engulo as delícias anunciadas por Belém, SBento, Governo (?).
Tenho as maiores desconfianças pela esmagadora maioria dos titulares dos órgãos de soberania.
Ter um blogue, desabafar, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada resolve na realidade que nos cerca. Na chamada envolvente. Não tenho a menor dúvida.
Mas perscrutar a "blogosfera", nacional e estrangeira, diz-me o que muitas das vezes não consigo saber na comunicação social portuguesa. E este é, a meu ver, um dos sintomas das doenças da sociedade portuguesa contemporânea.
A tragédia nacional, creio, está na enorme falta de cultura, falta de educação, deficiências de formação, que leva a que tantos dos meus concidadãos esqueçam sucessivamente a banditagem política que nos desgraça em cada mandato ganho nas urnas. Ganho nas urnas com promessas que antecipadamente sabiam não poder cumprir.
E os meus concidadãos continuam a creditar. E isto angustia.
Para além da malandragem que nos tem desgraçado desde o 25 de Abril de 1974 (nem vale a pena falar dos mais para trás), daqueles que por aí andam como comentadores ou nos programas de TV, ou nos telejornais (presidentes de câmara, sindicalistas eternos, escribas sempre do contra, candidatos a lideranças, messias, os que olham a água a passar por baixo das pontes, etc), para além das poses, da propaganda, da telegenia e de contarem com jornalistas que nunca os apertam com perguntas específicas, alguém sabe das respostas concretas desses senhores sobre (ordem aleatória):
1. porque não se diminui o nº de câmaras municipais?
2. porque não se reduz o nº de deputados para o mínimo estabelecido na CRP?
3. porque não há um só mandato presidencial por exemplo de 7 anos?
4. porque permite a legislação a forma e dimensão das "governanças" das empresas em Portugal?
5. como tratar a dívida? E o desemprego?
Fico por aqui. Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não
alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." MIGUEL TORGA
Existe uma diferença abissal, entre homens de corpo inteiro e pequenotes que pululam a vida política e muitas empresas que o erário publico suporta.
Infelizmente são imensos desses que dominam as instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.
O que me desgosta é assistir a lutas pequeninas e estúpidas, alimentadas por fações esquisitas. Como se não houvesse outra dimensão para melhorar a nossa sociedade.
Os meus desabafos nada resolvem. Eu sei. Aliás, os blogues de boa qualidade creio que também pouco arrefecem os poderes instituídos, os actuais e todos os anteriores. Mas, lá está, como dizia o ratinho, "qualquer bocadinho ajuda,......e mijou no mar".
Estadistas em Portugal? Os comandados, os cidadãos comuns têm muita culpa no cartório.
Isto dito, nada mais,..........pintassilgos não são pardais.
António Cabral (AC)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Coluna vertebral, alguns, gelatina vertebral, outros.
Ou da falta de dignidade.
Confio muito pouco na esmagadora maioria das coisas noticiadas nos OCS portugueses, e de há muito tempo.
Mas quando certas coisas não são desmentidas, então, sinto-me menos em falso para cogitar sobre atitudes e posturas de alguns concidadãos que actuam como donos disto tudo.
Não, não estou a falar da família Espirito Santo.
Como cidadão, enoja-me o discurso da seita - aos amigos tudo, aos inimigos nada, aos restantes aplaque-se a lei. Mais me enoja quando se defende que - tudo deve ser feito ao arrepio da lei, contra a lei, etc. Uma seita intolerável, inqualificável. Uma seita que considera crime quando as coisas lhes correm mal.
Mas como cidadão, e estou à vontade e não sou suspeito com o que adiante digo porque andam aí uns políticos que estão a contas com a justiça e que nada considero, não me choca que um cidadão pressionado na sua vida pessoal, investigado, pressionado pelos OCS, peça ao seu advogado, ou meta cunhas a alguém do meio dos OCS, para falar com os jornais que noticiam as pouca vergonhas, que pressionam, para abrandarem com aquilo que o/ os visado/ s sente/ m na pele já como urticária misturada com sarna.
Desde que isto seja directo, à luz do dia - "é pá deixem lá o homem uns dias em paz - por mim nada me choca, nada contra.
Agora, um regulador em vez de receber as pessoas, vai ao escritório de um artista da nossa praça, isso já me parece retratar bem o Portugal da pouca vergonha, da gelatina vertebral.
Mas admito que o defeito seja meu. Mas estou à vontade, não devo favores, nem subi na carreira à conta de favores ou, como com graça diz um amigo meu - nunca fui "filho" de um ou de muitos - como aconteceu com outros personagens.
Por exemplo, nada tenho contra o que vi hoje ao almoço, quando entrei num dos meus restaurantes favoritos, ao Saldanha, e vi numa mesa para dois, um "regulador" a almoçar com um dos seus "regulados". Assim é que é, ás claras, para toda a gente ver.
Agora, ás escondidas, ir ao gabinete de um dos donos disto tudo? Isso parece-me muito feio, nada digno. Mas não admira: gelatina vertebral.
AC
Ou da falta de dignidade.
Confio muito pouco na esmagadora maioria das coisas noticiadas nos OCS portugueses, e de há muito tempo.
Mas quando certas coisas não são desmentidas, então, sinto-me menos em falso para cogitar sobre atitudes e posturas de alguns concidadãos que actuam como donos disto tudo.
Não, não estou a falar da família Espirito Santo.
Como cidadão, enoja-me o discurso da seita - aos amigos tudo, aos inimigos nada, aos restantes aplaque-se a lei. Mais me enoja quando se defende que - tudo deve ser feito ao arrepio da lei, contra a lei, etc. Uma seita intolerável, inqualificável. Uma seita que considera crime quando as coisas lhes correm mal.
Mas como cidadão, e estou à vontade e não sou suspeito com o que adiante digo porque andam aí uns políticos que estão a contas com a justiça e que nada considero, não me choca que um cidadão pressionado na sua vida pessoal, investigado, pressionado pelos OCS, peça ao seu advogado, ou meta cunhas a alguém do meio dos OCS, para falar com os jornais que noticiam as pouca vergonhas, que pressionam, para abrandarem com aquilo que o/ os visado/ s sente/ m na pele já como urticária misturada com sarna.
Desde que isto seja directo, à luz do dia - "é pá deixem lá o homem uns dias em paz - por mim nada me choca, nada contra.
Agora, um regulador em vez de receber as pessoas, vai ao escritório de um artista da nossa praça, isso já me parece retratar bem o Portugal da pouca vergonha, da gelatina vertebral.
Mas admito que o defeito seja meu. Mas estou à vontade, não devo favores, nem subi na carreira à conta de favores ou, como com graça diz um amigo meu - nunca fui "filho" de um ou de muitos - como aconteceu com outros personagens.
Por exemplo, nada tenho contra o que vi hoje ao almoço, quando entrei num dos meus restaurantes favoritos, ao Saldanha, e vi numa mesa para dois, um "regulador" a almoçar com um dos seus "regulados". Assim é que é, ás claras, para toda a gente ver.
Agora, ás escondidas, ir ao gabinete de um dos donos disto tudo? Isso parece-me muito feio, nada digno. Mas não admira: gelatina vertebral.
AC
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Decisões virtuosas à portuguesa
1. chamá-lo de volta, nada teve a ver com o pagamento da minha estadia naquela ilha africana.
2. eu assinei SWAPS, sim, mas dos bons para o País, além de que me encarregaram de fazê-lo.
3. comprei acções não cotadas, sim, mas foi só para não aborrecer um grande amigo.
4. ele comprou-me as acções de volta, porque estava aflito, mas não podia ficar com as mais valias.
5. eu visitava o meu antecessor, à sucada, para o aconselhar, mas os OCS não podiam saber.
6. eu fui de facto comprar roupa à Maison Bonneterie, naquela manhã em Haia, 1992, mas tinha avisado que chegava mais tarde à reunião europeia; o funcionário é que espalhou terem andado à minha procura para a reunião.
7. lá por passar uns dias de férias em Estrasburgo em casa de amigos, não quer dizer que os vou depois favorecer ao arrepio da lei, isso não, mas também não vou chumbar os projectos imobiliários.
8. dar várias voltas ao mundo foi só para espalhar o nome de Portugal. Ainda hoje "George" se lembra.
9. recusei de facto dar guarida ao meu pai naquela célebre e aflitiva noite, mas foi só para o proteger, pois tinha a certeza que viriam cá a casa procurá-lo. A minha vida fala por mim.
10. que mal tem falar na doença delas?
11. está decidido, agora que o partido ganhou a câmara, vamos aprovar imediatamente o grande projecto, fica livre para navegar de vento em popa.
12. sim, guardo parte do espólio do meu amigo, e de outros também já falecidos.
AC
1. chamá-lo de volta, nada teve a ver com o pagamento da minha estadia naquela ilha africana.
2. eu assinei SWAPS, sim, mas dos bons para o País, além de que me encarregaram de fazê-lo.
3. comprei acções não cotadas, sim, mas foi só para não aborrecer um grande amigo.
4. ele comprou-me as acções de volta, porque estava aflito, mas não podia ficar com as mais valias.
5. eu visitava o meu antecessor, à sucada, para o aconselhar, mas os OCS não podiam saber.
6. eu fui de facto comprar roupa à Maison Bonneterie, naquela manhã em Haia, 1992, mas tinha avisado que chegava mais tarde à reunião europeia; o funcionário é que espalhou terem andado à minha procura para a reunião.
7. lá por passar uns dias de férias em Estrasburgo em casa de amigos, não quer dizer que os vou depois favorecer ao arrepio da lei, isso não, mas também não vou chumbar os projectos imobiliários.
8. dar várias voltas ao mundo foi só para espalhar o nome de Portugal. Ainda hoje "George" se lembra.
9. recusei de facto dar guarida ao meu pai naquela célebre e aflitiva noite, mas foi só para o proteger, pois tinha a certeza que viriam cá a casa procurá-lo. A minha vida fala por mim.
10. que mal tem falar na doença delas?
11. está decidido, agora que o partido ganhou a câmara, vamos aprovar imediatamente o grande projecto, fica livre para navegar de vento em popa.
12. sim, guardo parte do espólio do meu amigo, e de outros também já falecidos.
AC
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
A pouca vergonha continua
A pouca vergonha continua. Não vi desmentido, pelo que presumo que o que se vê nos OCS corresponde integralmente à verdade.
O relatório final da auditoria omitiu os nomes de actuais e ex-administradores da PT SGPS. Ou seja, para que não seja pública a identidade de detentores dos cargos em órgãos sociais, responsáveis, pelo que tudo indica, pelos mais que ruinosos negócios da "cambada disto tudo".
Portugal no seu melhor. E eu é que vivo acima das minhas possibilidades.
Isto mostra bem a categoria e a gelatina vertebral dos auditados e dos auditores, e da "panafernália" de excelentes gestores de que Portugal está recheado. Como está à vista.
Oxalá a CMVM não se coíba de deslindar a fundo todas estas pouca vergonhas.
É isto e nada mais.......pintassilgos não são pardais!
AC
A pouca vergonha continua. Não vi desmentido, pelo que presumo que o que se vê nos OCS corresponde integralmente à verdade.
O relatório final da auditoria omitiu os nomes de actuais e ex-administradores da PT SGPS. Ou seja, para que não seja pública a identidade de detentores dos cargos em órgãos sociais, responsáveis, pelo que tudo indica, pelos mais que ruinosos negócios da "cambada disto tudo".
Portugal no seu melhor. E eu é que vivo acima das minhas possibilidades.
Isto mostra bem a categoria e a gelatina vertebral dos auditados e dos auditores, e da "panafernália" de excelentes gestores de que Portugal está recheado. Como está à vista.
Oxalá a CMVM não se coíba de deslindar a fundo todas estas pouca vergonhas.
É isto e nada mais.......pintassilgos não são pardais!
AC
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Uns querem a imagem, outros o reflexo
A realidade nunca é bem como alguns querem. Mesmo quando assinaram as leis. Uns querem que acreditemos no reflexo, outros na realidade. Mas quanto à realidade, informam-nos, pelos mais variados malandros, que o que vemos não é bem o que nos parece. Desculpem a linguagem, CHIÇA!!
AC
A realidade nunca é bem como alguns querem. Mesmo quando assinaram as leis. Uns querem que acreditemos no reflexo, outros na realidade. Mas quanto à realidade, informam-nos, pelos mais variados malandros, que o que vemos não é bem o que nos parece. Desculpem a linguagem, CHIÇA!!
AC
sábado, 13 de dezembro de 2014
TROCA-TINTAS
Os troca-tintas partem do principio de que a esmagadora maioria dos portugueses não tem ou tem fraca memória. Já aqui falei de um finório da pior espécie. Volto à mesma criatura, criatura que não se cansa de tentar estoirar com os nossos ouvidos com as arengas que sucessivamente vomita. É preciso ter muita pachorra. Indigna-se com as greves na TAP. Eu também, mas não exactamente por todas as mesmas razões que a criatura berra. Além do mais, e é aqui que coloco o foco, é preciso ter coerência.
Quem, nos actos concretos e de rotina, despreza instituições como as Forças Armadas, como foi o caso (um dos vários) do enorme atraso com que chegou à cerimónia do Dia da Marinha em 2004, em Viana do Castelo, para já não falar do triste espectáculo com que brindou os portugueses no Verão do ano passado, não merece credibilidade alguma. E não venha com justificações bacocas: um ministro, um presidente, só chegam atrasados se quiserem, pois têm à sua disposição todos os meios do Estado, GNR, batedores, helicóptero, etc.
Um finório da pior espécie.
AC
Os troca-tintas partem do principio de que a esmagadora maioria dos portugueses não tem ou tem fraca memória. Já aqui falei de um finório da pior espécie. Volto à mesma criatura, criatura que não se cansa de tentar estoirar com os nossos ouvidos com as arengas que sucessivamente vomita. É preciso ter muita pachorra. Indigna-se com as greves na TAP. Eu também, mas não exactamente por todas as mesmas razões que a criatura berra. Além do mais, e é aqui que coloco o foco, é preciso ter coerência.
Quem, nos actos concretos e de rotina, despreza instituições como as Forças Armadas, como foi o caso (um dos vários) do enorme atraso com que chegou à cerimónia do Dia da Marinha em 2004, em Viana do Castelo, para já não falar do triste espectáculo com que brindou os portugueses no Verão do ano passado, não merece credibilidade alguma. E não venha com justificações bacocas: um ministro, um presidente, só chegam atrasados se quiserem, pois têm à sua disposição todos os meios do Estado, GNR, batedores, helicóptero, etc.
Um finório da pior espécie.
AC
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Culpado disto tudo!
Pois é, decididamente, eu é que sou o culpado disto tudo. Bem, não sou só eu, sou eu e mais uns milhões de portugueses, que temos passado a vida a dar cabo da reputação, bom nome, de alguns concidadãos que, muito justamente, e amargamente, se queixam cada vez mais das malfeitorias que nós, os culpados disto tudo, lhes andamos a fazer há décadas.
Coitadinhos. Que filhos da mãe que eu e os outros milhões de portugueses somos.
No mínimo vamos para o purgatório, merecidamente!
António Cabral
Pois é, decididamente, eu é que sou o culpado disto tudo. Bem, não sou só eu, sou eu e mais uns milhões de portugueses, que temos passado a vida a dar cabo da reputação, bom nome, de alguns concidadãos que, muito justamente, e amargamente, se queixam cada vez mais das malfeitorias que nós, os culpados disto tudo, lhes andamos a fazer há décadas.
Coitadinhos. Que filhos da mãe que eu e os outros milhões de portugueses somos.
No mínimo vamos para o purgatório, merecidamente!
António Cabral
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
TROCA-TINTAS
É uma expressão popular. Houve quem, ao longo dos anos e com legitimidade para tal, entendesse classificar as minhas características com a palavra assertividade, entre outras elogiosas.
Vem isto a propósito de que nunca aceitei que me tratassem por parvo, por cara de parvo que eventualmente possa ter. Mas é uma questão da exclusiva responsabilidade dos meus pais e Deus.
Estas palavras chegam no momento em que verifico nas notícias via NET que o líder do CDS está a cavalgar a onda da reposição do feriado 1º de Dezembro.
Para que fique claro, tenho para mim que, entre os imensos disparates da actual maioria que nos desgoverna, a questão dos feriados é uma das mais curiosas. Pessoalmente, também penso que temos porventura feriados a mais, mas não creio que a questão deva ser associada ao trabalho, à produtividade. Adiante.
O que acho notável é a, para mim, desfaçatez de Paulo Portas. Desfaçatez, palavra que presumo não ofensiva, apenas graduação de comportamento, de carácter, de temperamento, de coerência, de etc.
Claro que só os burros não mudam. Mas nunca apreciei uma criatura que, por exemplo, enquanto foi ministro da defesa nacional, fazia gala em chegar atrasado ás cerimónias a que presidia por dever de função, mas chegava na hora protocolar naquela em que presidia o presidente da República.
Um finório da pior espécie.
AC
É uma expressão popular. Houve quem, ao longo dos anos e com legitimidade para tal, entendesse classificar as minhas características com a palavra assertividade, entre outras elogiosas.
Vem isto a propósito de que nunca aceitei que me tratassem por parvo, por cara de parvo que eventualmente possa ter. Mas é uma questão da exclusiva responsabilidade dos meus pais e Deus.
Estas palavras chegam no momento em que verifico nas notícias via NET que o líder do CDS está a cavalgar a onda da reposição do feriado 1º de Dezembro.
Para que fique claro, tenho para mim que, entre os imensos disparates da actual maioria que nos desgoverna, a questão dos feriados é uma das mais curiosas. Pessoalmente, também penso que temos porventura feriados a mais, mas não creio que a questão deva ser associada ao trabalho, à produtividade. Adiante.
O que acho notável é a, para mim, desfaçatez de Paulo Portas. Desfaçatez, palavra que presumo não ofensiva, apenas graduação de comportamento, de carácter, de temperamento, de coerência, de etc.
Claro que só os burros não mudam. Mas nunca apreciei uma criatura que, por exemplo, enquanto foi ministro da defesa nacional, fazia gala em chegar atrasado ás cerimónias a que presidia por dever de função, mas chegava na hora protocolar naquela em que presidia o presidente da República.
Um finório da pior espécie.
AC
domingo, 30 de novembro de 2014
POIS!
"suum cuique tribuere"
Dos meus longínquos tempos de Faculdade lembrei-me disto.
A tradução é mais ou menos - "a cada um aquilo que lhe é devido"
Mas também me martela constantemente a cabeça, isto - "para os amigos TUDO, para os inimigos nada, para os outros a lei".
Porque será que a minha mente, tortuosa certamente, desde há muito tempo insiste comigo que estou perante frases sinónimas?
E que os últimos meses nacionais, parecem querer confirmar?
AC
"suum cuique tribuere"
Dos meus longínquos tempos de Faculdade lembrei-me disto.
A tradução é mais ou menos - "a cada um aquilo que lhe é devido"
Mas também me martela constantemente a cabeça, isto - "para os amigos TUDO, para os inimigos nada, para os outros a lei".
Porque será que a minha mente, tortuosa certamente, desde há muito tempo insiste comigo que estou perante frases sinónimas?
E que os últimos meses nacionais, parecem querer confirmar?
AC
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Ai meu Deus......
Ai meu Deus, porque apesar de ser ateu, graças a Deus, estou muito preocupado com o meu País.
Estou muito preocupado com as ameaças à liberdade e aos direitos fundamentais. Nunca estive tão preocupado como agora, agora sim é que sinto atropelos aos nossos interesses, perdão, atropelos ao povo português.
Aquilo que eu disse anos atrás, que se devia inverter o ónus da prova, foi um autêntico disparate. Nenhum democrata aceitaria esta violação da vida privada, dos negócios escuros, perdão, dos interesses protegidos pela Constituição. Até porque depois os escritórios corriam o risco de se ver privados de alguns patrocínios.
Ai meu Deus que isto está a tomar um caminho nada democrático. Onde já se viu, desconfiar-se de pessoas de bem, que são todos os actores políticos e todos os ex titulares de órgãos de soberania.
Apelo à união de todos os democratas!
Apelo ao bom senso de todos os democratas. Estou certo que haverá vida para além desta fase difícil e conturbada que o País atravessa, e que é consequência da Troika, do liberalismo, do neoliberalismo, e da crise internacional. Nós os democratas exemplares estamos seguros, seguros não, convictos, de que a democracia vencerá. Amén, perdão, bem hajam por me escutarem!
(discurso descodificado da versão criptográfica que por aí circula)
AC
Ai meu Deus, porque apesar de ser ateu, graças a Deus, estou muito preocupado com o meu País.
Estou muito preocupado com as ameaças à liberdade e aos direitos fundamentais. Nunca estive tão preocupado como agora, agora sim é que sinto atropelos aos nossos interesses, perdão, atropelos ao povo português.
Aquilo que eu disse anos atrás, que se devia inverter o ónus da prova, foi um autêntico disparate. Nenhum democrata aceitaria esta violação da vida privada, dos negócios escuros, perdão, dos interesses protegidos pela Constituição. Até porque depois os escritórios corriam o risco de se ver privados de alguns patrocínios.
Ai meu Deus que isto está a tomar um caminho nada democrático. Onde já se viu, desconfiar-se de pessoas de bem, que são todos os actores políticos e todos os ex titulares de órgãos de soberania.
Apelo à união de todos os democratas!
Apelo ao bom senso de todos os democratas. Estou certo que haverá vida para além desta fase difícil e conturbada que o País atravessa, e que é consequência da Troika, do liberalismo, do neoliberalismo, e da crise internacional. Nós os democratas exemplares estamos seguros, seguros não, convictos, de que a democracia vencerá. Amén, perdão, bem hajam por me escutarem!
(discurso descodificado da versão criptográfica que por aí circula)
AC
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
A porcaria
Volto a colocar estas fotografias, "postadas" em 22NOV passado. Face ás notícias dos últimos dias e em particular as anunciadas na rádio durante a manhã de hoje, desculparão mas parece-me que o meu "amigo" corvo marinho faz gosto em ajudar-me no que penso disto tudo.
AC
Fez a porcaria, ainda que pareça não ser crime; é uma ave.
Mas afinal é uma ave especial, um passarão......que se regozija com a porcaria que fez e continua a fazer........
E, pelos vistos, ainda se zanga porque lhe chamam à atenção. Estes passarões que andam por aí à solta!!!!
AC
Mas afinal é uma ave especial, um passarão......que se regozija com a porcaria que fez e continua a fazer........
E, pelos vistos, ainda se zanga porque lhe chamam à atenção. Estes passarões que andam por aí à solta!!!!
AC
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Ah……nada disso interessa……dizem alguns
Um módico de decência é requerido, sempre, mais ainda em certas alturas da vida, das pessoas, e da sociedade. Muitos não actuam assim. Todas as opiniões devem ser respeitadas, mas são todas discutíveis. Qualquer cidadão tem o dever de procurar compreender o que o rodeia e formular opinião. Chamar à colação, para construir essa opinião, todo o passado relevante, sobretudo tendo boa memória e arquivos razoáveis. Opinião que, obviamente, deve ter em conta critérios de coerência e de prudência.
Ah.......nada disso interessa.....
Vai por aí excitação dos politiqueiros e comentadeiras, alguns verdadeiramente histéricos com todos os casos dos últimos meses. Histerismo exacerbado agora com o caso Sócrates.
Jornalistas e comentadores, que têm diferentes responsabilidades e normas de conduta, escreveram e disseram tudo e mais alguma coisa acerca da detenção do ex-PM. A meu ver, de opinião decente e prudente seja a favor ou contra pareceu-me que houve muito pouca. Ficou-me a sensação que nos atiraram com vómitos.
Vómitos nos casos daqueles que destilam ódio pelo detido o que é lamentável e condenável sobretudo quando são titulares de orgãos de soberania. Vómitos nos casos em que invocam as coisas mais espantosas e distorcidas para o defender e desculpar, o que é também lamentável quando, em concreto, nada ainda se sabe de que vai ser ou não formalmente acusado. Há indícios pelos quais foi entendido dever ficar em prisão preventiva.
Ah……nada disso interessa……
Um módico de decência é requerido, sempre, mais ainda em certas alturas da vida, das pessoas, e da sociedade. Muitos não actuam assim. Todas as opiniões devem ser respeitadas, mas são todas discutíveis. Qualquer cidadão tem o dever de procurar compreender o que o rodeia e formular opinião. Chamar à colação, para construir essa opinião, todo o passado relevante, sobretudo tendo boa memória e arquivos razoáveis. Opinião que, obviamente, deve ter em conta critérios de coerência e de prudência.
Ah.......nada disso interessa.....
Vai por aí excitação dos politiqueiros e comentadeiras, alguns verdadeiramente histéricos com todos os casos dos últimos meses. Histerismo exacerbado agora com o caso Sócrates.
Jornalistas e comentadores, que têm diferentes responsabilidades e normas de conduta, escreveram e disseram tudo e mais alguma coisa acerca da detenção do ex-PM. A meu ver, de opinião decente e prudente seja a favor ou contra pareceu-me que houve muito pouca. Ficou-me a sensação que nos atiraram com vómitos.
Vómitos nos casos daqueles que destilam ódio pelo detido o que é lamentável e condenável sobretudo quando são titulares de orgãos de soberania. Vómitos nos casos em que invocam as coisas mais espantosas e distorcidas para o defender e desculpar, o que é também lamentável quando, em concreto, nada ainda se sabe de que vai ser ou não formalmente acusado. Há indícios pelos quais foi entendido dever ficar em prisão preventiva.
Ah……nada disso interessa……
Um comentador do “sistema”, muito indignadinho, atirou "porque devemos pugnar por estarmos todos protegidos e não estamos”, etc etc. Estará preocupado com pessoas como a velhota de 84 anos que é minha vizinha na aldeia Beirã? Ou preocupado com as ameaças aos negócios por baixo das mesas?
Vejamos. Que podia fazer a D. Celeste (existe mesmo) neste campo? Agora nada. Não aproveitou o tempo em que tinha uma galinha de 15 em 15 dias para dar à família (ela marido e dois rapazes), comia todos os dias sopa de couves pão e azeitona, tinha algum azeite e algum cereal que o patrão ia dando, raramente um pouco de queijo. Muito espaçadamente um porco, aproveitado em tudo. Bom, é claro que a D.Celeste podia ainda tentar aproveitar, como muitos, este tecido jurídico existente, designadamente o resultado da proposta de lei acerca do enriquecimento ilícito ter tido sempre a oposição do PS e ter sido chumbada no TC, e parecer até ter o prazer interior do actual PR. Qual inversão do ónus da prova qual quê. A D.Celeste só tem deitado fora oportunidades na vida!.
Vejamos. Que podia fazer a D. Celeste (existe mesmo) neste campo? Agora nada. Não aproveitou o tempo em que tinha uma galinha de 15 em 15 dias para dar à família (ela marido e dois rapazes), comia todos os dias sopa de couves pão e azeitona, tinha algum azeite e algum cereal que o patrão ia dando, raramente um pouco de queijo. Muito espaçadamente um porco, aproveitado em tudo. Bom, é claro que a D.Celeste podia ainda tentar aproveitar, como muitos, este tecido jurídico existente, designadamente o resultado da proposta de lei acerca do enriquecimento ilícito ter tido sempre a oposição do PS e ter sido chumbada no TC, e parecer até ter o prazer interior do actual PR. Qual inversão do ónus da prova qual quê. A D.Celeste só tem deitado fora oportunidades na vida!.
Claro que a D.Celeste também não tem na sua humilde casa paredes que cheguem para pendurar colecções de quadros, ou para estantes para livros. Outros exemplos daqueles muitos que podiam enriquecer rapidamente, se quisessem e se sobretudo fossem empreendedores: agente da PSP, funcionária do tribunal, farmacêutica, professora primária, furriel, enfermeiro, varredor da Câmara municipal, empregado de café! Não deve ser preciso fazer desenho para explicar melhor.
Ah…….nada disso interessa.
Ah…….nada disso interessa.
O que é lamentável é ver que, por exemplo, na Alemanha, o presidente do maior e mais rico clube de futebol foi dentro, como se sabe e pelas razões que se conhecem. Está também em sarilhos gente ligada à história dos submarinos, e por aí fora.
E por cá? NADA, ou quase NADA até há pouco tempo. Claro que aos figurões que por cá poderão ter coisas por explicar quanto aos submarinos, dá imenso jeito que a senhora eurodeputada Ana Gomes se refugie no não levantamento de imunidade parlamentar. Objectivamente, esses figurões devem estar-lhe agradecidos, pois podem viver calmamente com as arruaças dela, mas o comum do cidadão é que continua a ver passar navios, no caso, submarinos.
No tempo do ex-PM agora em prisão preventiva, se recordo bem, os seus governo partido e grupo parlamentar rejeitaram as propostas Cravinho que visavam temas quentes. Mandaram-no descansar para um "cargo dificil" no estrangeiro.
Por exemplo, como e de onde aparecem há anos as exorbitâncias de dinheiro para as mensalidades dos jogadores dos principais clubes de futebol?
Podia encher páginas com exemplos do passado longínquo e recente.
Uma coisa é certa, apesar de parecer que foram recentemente dados alguns passos para reduzir as imensas manobras processuais que a legislação permitia, por exemplo, em princípio o que actualmente é dito e confessado em interrogatório como os dos últimos três dias já não pode ser deitado para o lixo no julgamento, a realidade é que a canalha continua com a vida muito facilitada. Dizem-me, …..ah….estamos como em outros países, não é diferente.
E por cá? NADA, ou quase NADA até há pouco tempo. Claro que aos figurões que por cá poderão ter coisas por explicar quanto aos submarinos, dá imenso jeito que a senhora eurodeputada Ana Gomes se refugie no não levantamento de imunidade parlamentar. Objectivamente, esses figurões devem estar-lhe agradecidos, pois podem viver calmamente com as arruaças dela, mas o comum do cidadão é que continua a ver passar navios, no caso, submarinos.
No tempo do ex-PM agora em prisão preventiva, se recordo bem, os seus governo partido e grupo parlamentar rejeitaram as propostas Cravinho que visavam temas quentes. Mandaram-no descansar para um "cargo dificil" no estrangeiro.
Por exemplo, como e de onde aparecem há anos as exorbitâncias de dinheiro para as mensalidades dos jogadores dos principais clubes de futebol?
Podia encher páginas com exemplos do passado longínquo e recente.
Uma coisa é certa, apesar de parecer que foram recentemente dados alguns passos para reduzir as imensas manobras processuais que a legislação permitia, por exemplo, em princípio o que actualmente é dito e confessado em interrogatório como os dos últimos três dias já não pode ser deitado para o lixo no julgamento, a realidade é que a canalha continua com a vida muito facilitada. Dizem-me, …..ah….estamos como em outros países, não é diferente.
e……nada disso interessa……
Vejamos o caso das fraudes fiscais, do enriquecimento sem se perceber de onde veio. Devia acabar-se com esta pouca vergonha de uns pequenotes levarem uma vidoca e rirem-se na cara do cidadão comum, e depois ainda é o Estado que tem que provar que eles fizeram marosca. Continuam aí pequenotes que acham bem a exibição pornográfica de certos padrões de vida e haver depois correspondentes (???) declarações fiscais de prejuízo.
Claro que a justiça não pode ser vingança. Mas os arautos que por aí andam, sejam os donos da ética republicana (não aplicável nas savanas africanas) sejam os justiceiros e donos da moralidade, não creio que tenham denunciado e chamado à atenção para a necessidade da actividade bancária dever ser profundamente escrutinada, com legislação apertada, incluindo para a vigilância de movimentos bancários de maior volume e praticados por todos os titulares de orgãos de soberania, por todos os autarcas, por todos aqueles com responsabilidades políticas. E os seus advogados. Repare-se que ainda fica de fora quem possa fazer movimentos e ser pombo-correio!
Claro que para as aves canoras que se “esquecem" de declarar proventos vultosos e depois pedem subsidiozinhos porque estão a levar uma vida difícil, (há quem diga ser difícil viver em Lisboa com 3000,00 €) estas coisas serão um atentado à vida privada e afastará da política os melhores.
Se tivessem um pingo de vergonha na cara deviam calar-se por vários meses.
mas……nada disso interessa……
Claro que a justiça não pode ser vingança. Mas os arautos que por aí andam, sejam os donos da ética republicana (não aplicável nas savanas africanas) sejam os justiceiros e donos da moralidade, não creio que tenham denunciado e chamado à atenção para a necessidade da actividade bancária dever ser profundamente escrutinada, com legislação apertada, incluindo para a vigilância de movimentos bancários de maior volume e praticados por todos os titulares de orgãos de soberania, por todos os autarcas, por todos aqueles com responsabilidades políticas. E os seus advogados. Repare-se que ainda fica de fora quem possa fazer movimentos e ser pombo-correio!
Claro que para as aves canoras que se “esquecem" de declarar proventos vultosos e depois pedem subsidiozinhos porque estão a levar uma vida difícil, (há quem diga ser difícil viver em Lisboa com 3000,00 €) estas coisas serão um atentado à vida privada e afastará da política os melhores.
Se tivessem um pingo de vergonha na cara deviam calar-se por vários meses.
mas……nada disso interessa……
Trazendo agora para aqui mais uma parvoeira emitida pelo actual primeiro-ministro - "os políticos não são todos iguais" - mais uma vez perdeu uma boa oportunidade para estar calado.
Porque apesar do gozo interior que legítimamente estará a sentir com a prisão do seu antecessor, a realidade é que se tivesse sentido de Estado estava caladinho. Acresce que o seu passado não parece ser brilhante, pelo menos tem muita falta de memória. Depois, disse um rotundo disparate pois, a meu ver, a frase correcta seria - "os políticos são quase todos iguais".
Discordo muitas vezes do historiador e comentador Pacheco Pereira, mas creio que as suas declarações quanto ao caso foram bastante acertadas.
Agora, não me falem em arrogância das magistraturas. Discordo completamente destas repetidas cenas das detenções em directo. Mas por outro lado creio compreender a voracidade dos media. Aliás não haverá sociedade saudável e equilibrada sem comunicação social, que se deseja livre e independente. Mas creio faltar nesta questão o equilíbrio.
Ah……bem..........nada disso interessa……
Porque apesar do gozo interior que legítimamente estará a sentir com a prisão do seu antecessor, a realidade é que se tivesse sentido de Estado estava caladinho. Acresce que o seu passado não parece ser brilhante, pelo menos tem muita falta de memória. Depois, disse um rotundo disparate pois, a meu ver, a frase correcta seria - "os políticos são quase todos iguais".
Discordo muitas vezes do historiador e comentador Pacheco Pereira, mas creio que as suas declarações quanto ao caso foram bastante acertadas.
Agora, não me falem em arrogância das magistraturas. Discordo completamente destas repetidas cenas das detenções em directo. Mas por outro lado creio compreender a voracidade dos media. Aliás não haverá sociedade saudável e equilibrada sem comunicação social, que se deseja livre e independente. Mas creio faltar nesta questão o equilíbrio.
Ah……bem..........nada disso interessa……
Não me falem que estamos perante um caso político. A pouca vergonha dos Gold também é caso político? A Tecnoforma também? Antes era crise de regime, agora é político! Que pachorra!
Neste “folhetim" do momento, para além do que atrás expendi, nada me surpreendeu, no que ao histerismo e seus autores respeita. O ataque à actual PGR está lançado violentamente por Mário Soarese. Não espanta. Lançaram logo vários “meninos” no coro do “chefão”, - "todos os democratas estão imensamente preocupados”. Para Mário Soares, como de costume, só os que pensam como ele são democratas.
“Demasiado poder nas mãos de uma só pessoa”, notável esta afirmação. Admitamos que o juiz Carlos Alexandre tinha sido prepotente, incompetente, tirano, etc,…..Pergunta-se, não há avaliação da decisão do juiz, acima dele, perante recurso do detido/seu advogado? O que qualquer pessoa decente pode ler deste tipo de afirmações, e era aquilo a que estavam habituados, “temos é que lá pôr alguém que arquive tudo”!
Decência e justiça, é o que desejo.
Ah.......ok.......mas nada disso interessa......
A mim e certamente à D. Celeste, preocupa-me pouco que detenham poderosos. Preocupa-me mais que o ónus da prova não seja legalmente modificado. Preocupa-me que se demore tanto tempo a chegar a conclusões. Preocupa-me muito que as pouca vergonhas com PPP’s feitas no tempo de Sócrates não tenham sido atenuadas por este governo, e temo muito que assim continue com o próximo governo. Preocupa-me muito que a comunicação social proceda a este lamentável estardalhaço mediático mas, por exemplo, não estude e aprofunde as coisas, e diga à gente por exemplo, quantas das 50 000,00 casas o grupo Lena já fez e entregou à Venezuela. E por aí adiante.
Preocupa-me a imoralidade que grassa. Colarinho branco de uma camisa cola bem com um comparsa de almoço de barba branca, para paparem na zona do Terreiro do Paço, mas não cola tão bem com os mesmos bitaites de cada um deles mais tarde em canais diferentes de TV. Não defender como era costume José Sócrates e defender o seu condutor cheira-me a grande esturro, mas devo ser só eu que acha estranho. Quem paga a conta modesta que se imagina? Claro que é por aí, pelo condutor, que vão tentar desmontar o caso.
Ah……nada disso interessa……
Enfim, tens razão Agostinho da Silva - "e se se deixassem de merdas"? Uns e outros?
.......é isto e nada mais...........pintassilgos não são pardais. Mas anda aí cada passarão.........
AC
Em tempo (26Nov) - interessantes certos factos: primeiro não fomos contactados para o defender; agora a multinacional entende que não pode manter o vínculo com o detido.
Em tempo (26Nov pm) - acabo de chegar a casa, tendo ouvido no rádio do carro partes de declarações de Mário Soares, creio que após visitar o ex-PM agora detido em Évora. Nada de espantar, e não é uma questão da idade. Ele sempre foi assim. Pela minha parte, todos os PM após 25 de Abril fizeram coisas como deve ser e outras criticáveis. Admito que todos estivessem convencidos de estar a pugnar pelo bem do País. Dizer que houve algum ex-PM EXEMPLAR só classifica quem o afirma.
Em tempo (26Nov) - interessantes certos factos: primeiro não fomos contactados para o defender; agora a multinacional entende que não pode manter o vínculo com o detido.
Em tempo (26Nov pm) - acabo de chegar a casa, tendo ouvido no rádio do carro partes de declarações de Mário Soares, creio que após visitar o ex-PM agora detido em Évora. Nada de espantar, e não é uma questão da idade. Ele sempre foi assim. Pela minha parte, todos os PM após 25 de Abril fizeram coisas como deve ser e outras criticáveis. Admito que todos estivessem convencidos de estar a pugnar pelo bem do País. Dizer que houve algum ex-PM EXEMPLAR só classifica quem o afirma.
sábado, 22 de novembro de 2014
Senso e ausência de vergonha. O bloco dos interesses.
Ontem ouvi talvez menos de metade da "prestação" (????) do Dr Paulo Portas na AR. O que ouvi nada me espantou. Pelas notícias que de vez em quando pesquiso via NET fiquei a saber que dois senhores (???) do conselho de administração da AR propuseram o regresso de subvenções aos políticos. Pela TSF, hoje, ouvi o provável PM em 2015 dizer que estas coisas só podem avançar quando houver um amplo consenso. Também já percebi que um daqueles senhores (agora com mais ???????????????) anunciou a retirada da proposta, baseando-se em bom senso. Acresce que andam por aí rumores que a coisa até teria sido primeiro falada entre o actual PM e o seu provável sucessor.
Tudo visto e ponderado, restava dizer o que aqui não devo expressar.
Senso? Se algum exemplo fosse preciso para aquilatar do calibre desta gentalha, desta canalha, que vai procurando extinguir Portugal, os últimos dias foram pródigos e demonstrativos da ausência de vergonha destes politiqueiros pequeninos.
Numa coisa Guterres tinha razão, isto é um pântano imenso. Até têm a lata de dizer que concordam com a proposta mas não é uma questão prioritária.
Sabem o que é prioritário? Os portugueses abrirem os olhos, mas infelizmente a esmagadora maioria diverte-se com o futebol e a acreditar em milagreiros. Esperem por Outubro próximo.
AC
Ontem ouvi talvez menos de metade da "prestação" (????) do Dr Paulo Portas na AR. O que ouvi nada me espantou. Pelas notícias que de vez em quando pesquiso via NET fiquei a saber que dois senhores (???) do conselho de administração da AR propuseram o regresso de subvenções aos políticos. Pela TSF, hoje, ouvi o provável PM em 2015 dizer que estas coisas só podem avançar quando houver um amplo consenso. Também já percebi que um daqueles senhores (agora com mais ???????????????) anunciou a retirada da proposta, baseando-se em bom senso. Acresce que andam por aí rumores que a coisa até teria sido primeiro falada entre o actual PM e o seu provável sucessor.
Tudo visto e ponderado, restava dizer o que aqui não devo expressar.
Senso? Se algum exemplo fosse preciso para aquilatar do calibre desta gentalha, desta canalha, que vai procurando extinguir Portugal, os últimos dias foram pródigos e demonstrativos da ausência de vergonha destes politiqueiros pequeninos.
Numa coisa Guterres tinha razão, isto é um pântano imenso. Até têm a lata de dizer que concordam com a proposta mas não é uma questão prioritária.
Sabem o que é prioritário? Os portugueses abrirem os olhos, mas infelizmente a esmagadora maioria diverte-se com o futebol e a acreditar em milagreiros. Esperem por Outubro próximo.
AC
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Chapéus há muitos
Temos horas felizes e outras de amargura, tomamos boas decisões por vezes ponderámos pouco as consequências, ás vezes estamos inspirados outras não.
Na sequência do meu cumulativo desejo de publicar fotografias e evitar causar danos no plano do direito ao autor do blogue que durante alguns anos com muita amizade e generosidade acolheu os meus escritos alguns de grande revolta, decidi abrir um blogue só meu, o que fiz a 11 de Dezembro de 2013. Foi preciso escolher nome. Bem ou mal, “Chapéus há muitos” surgiu na sequência de ter revisto um, para mim extraordinário, filme português do passado. E pareceu-me que até assentava bem em relação à minha/ nossa envolvente.
Existem de facto muitos tipos de chapéus. Alguns exemplos: coco, cartola, aba larga, panamás de vários tipos, borsalino, cowboy, trilby, safari. Existem também boinas. Mas quanto aos chapéus, o chapéu tradicional/ clássico tem aba, cone ou copa, laço ou fita e coroa.
Além disso, existem ainda os “chapéus ou barretes" que em sociedade "uns enfiam e outros não". Eu tenho muito bonés e cinco chapéus.
Vem isto tudo sobretudo a propósito da bandalheira que grassa por aí. Vejo muita gentinha pequenina a dizer que não enfiam este ou aquele chapéu mas, olhando bem para essas criaturas, estão sempre de cabeça coberta e, em alguns casos, com o chapéu bem enterrado até ás orelhas. Lamentável a ausência de vergonha e a falta de pudor que têm a lata de ostentar na comunicação social.
Não é crime entrar numa pastelaria ou em casa de alguém com o chapéu na cabeça e mantê-lo.
Não é crime à face dos códigos do direito mas, para começar, e podem dizer que é dos meus quase 67, é uma enorme falta de educação. Acresce que, não reconhecer a falta de educação, revela bem que não entendem normas de conduta, nunca tiveram ou perderam referências, e como devem ter muitas amizades das mesmas ordinárias maneiras não entendem, ou fingem não entender, os que lhes apontam o dedo.
Continuam impantes na sua impunidade, pesporrência, amiguismo. Acresce que, lamentavelmente, e este é um ponto decisivo, as fábricas de chapéus acham que lhes basta fazer os chapéus mas não têm o dever de ensinar boas maneiras de conduta em sociedade, distribuindo ao mesmo tempo os guias da boa educação e do respeito para com os outros concidadãos quanto ao uso dos chapéus.
Por isso estamos como estamos.
Boa noite e boa sorte.
AC
terça-feira, 18 de novembro de 2014
A propósito dos cantares na comissão parlamentar de inquérito em curso
Ontem não gastei quase nenhum tempo em frente ao canal da AR. Hoje à tarde tenho estado a ver grande parte da prestação do presidente da CMVM, Dr Carlos Tavares. Terá alguma responsabilidade, aqui e ali, poderia ter tido melhor desempenho, aqui e ali. Mas, pessoalmente, tiro-lhe o chapéu.
Arrisco dizer, que estamos na porcaria em que estamos por força da legislaçãozinha ao longo de décadas cozinhada entre escritórios e AR. Por alguma razão, sendo certo que por lá também muita porcaria existe e subsiste, nos EUA e no Reino Unido tomam diferentes caminhos e "lixam" alguns bandidos. Não todos, é certo. Mas cá, nenhum! Claro que com multas ridículas as quais, ao que foi dito, os tribunais reduzem drasticamente, o lamaçal é para continuar.
Desgraçado País.
AC
Ontem não gastei quase nenhum tempo em frente ao canal da AR. Hoje à tarde tenho estado a ver grande parte da prestação do presidente da CMVM, Dr Carlos Tavares. Terá alguma responsabilidade, aqui e ali, poderia ter tido melhor desempenho, aqui e ali. Mas, pessoalmente, tiro-lhe o chapéu.
Arrisco dizer, que estamos na porcaria em que estamos por força da legislaçãozinha ao longo de décadas cozinhada entre escritórios e AR. Por alguma razão, sendo certo que por lá também muita porcaria existe e subsiste, nos EUA e no Reino Unido tomam diferentes caminhos e "lixam" alguns bandidos. Não todos, é certo. Mas cá, nenhum! Claro que com multas ridículas as quais, ao que foi dito, os tribunais reduzem drasticamente, o lamaçal é para continuar.
Desgraçado País.
AC
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amiguismo,
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pouca vergonha
domingo, 16 de novembro de 2014
Cada vez acho mais piada aos nossos jornalistas de referência
A propósito da demissão do Dr Miguel Macedo, demissão / confirmação a que consegui assistir em directo porque fui chamado à pressa á sala, tenho estado a passar pelas mais variadas notícias e comentários via NET.
E acho por exemplo imensa piada a este tipo de frases - ....."afectou seriamente a credibilidade de uma polícia, de vários serviços do Estado e lançou a confusão nos serviços de informação. E é isso que tem de ser resolvido de uma forma célere".
Acho imensa piada a estes jornalistas. Claro que a situação agora vinda à tona afecta a credibilidade de muita coisa e muita gente. Mas, só agora é que essa credibilidade está afectada?
Tenham vergonha, e vão estudar, estudar as sucessivas alterações aos serviços de informação desde a sua criação, estudem as sucessivas nomeações para esses serviços. Vejam as ligações políticas e outras. Vejam nos sucessivos SIS, SIED, SIEDM, SEF etc a permanência de chefias intermédias e superiores, por exemplo.
E é isso que tem de ser resolvido de uma forma célere. De forma célere? Como assim, corrige-se o que está podre há décadas num abrir e fechar de olhos?
Em Portugal, na sequência do 25 de Abril, criou-se o mito de que, para lá das habituais PSP e GNR, se podia e devia viver sem polícias especializadas, sem instituições de segurança ao mais alto nível do Estado. Depois de um tristemente célebre assassinato salvo erro em 1987 ou 1989, começaram a pensar na segurança de altas individualidades e por aí fora. Mas sempre com jogos de cintura, com compromissos politiqueiros e de lojas, brincando com coisas muito sérias. Que deviam ser muito seriamente encaradas, como no reino Unido por exemplo, se o nosso País não se tivesse transformado numa triste ópera bufa.
O resultado está á vista.
A seguir, deve vir aí com ar de grande estadista o PM indicar que está tudo bem, é só substituir o ministro. Lembrando Agostinho da Silva e perdoem a linguagem menos limpa - e se se deixassem de merdas? E já se vai muito tarde, digo eu.
AC
A propósito da demissão do Dr Miguel Macedo, demissão / confirmação a que consegui assistir em directo porque fui chamado à pressa á sala, tenho estado a passar pelas mais variadas notícias e comentários via NET.
E acho por exemplo imensa piada a este tipo de frases - ....."afectou seriamente a credibilidade de uma polícia, de vários serviços do Estado e lançou a confusão nos serviços de informação. E é isso que tem de ser resolvido de uma forma célere".
Acho imensa piada a estes jornalistas. Claro que a situação agora vinda à tona afecta a credibilidade de muita coisa e muita gente. Mas, só agora é que essa credibilidade está afectada?
Tenham vergonha, e vão estudar, estudar as sucessivas alterações aos serviços de informação desde a sua criação, estudem as sucessivas nomeações para esses serviços. Vejam as ligações políticas e outras. Vejam nos sucessivos SIS, SIED, SIEDM, SEF etc a permanência de chefias intermédias e superiores, por exemplo.
E é isso que tem de ser resolvido de uma forma célere. De forma célere? Como assim, corrige-se o que está podre há décadas num abrir e fechar de olhos?
Em Portugal, na sequência do 25 de Abril, criou-se o mito de que, para lá das habituais PSP e GNR, se podia e devia viver sem polícias especializadas, sem instituições de segurança ao mais alto nível do Estado. Depois de um tristemente célebre assassinato salvo erro em 1987 ou 1989, começaram a pensar na segurança de altas individualidades e por aí fora. Mas sempre com jogos de cintura, com compromissos politiqueiros e de lojas, brincando com coisas muito sérias. Que deviam ser muito seriamente encaradas, como no reino Unido por exemplo, se o nosso País não se tivesse transformado numa triste ópera bufa.
O resultado está á vista.
A seguir, deve vir aí com ar de grande estadista o PM indicar que está tudo bem, é só substituir o ministro. Lembrando Agostinho da Silva e perdoem a linguagem menos limpa - e se se deixassem de merdas? E já se vai muito tarde, digo eu.
AC
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