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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

NÃO POSSO ESTAR MAIS DE ACORDO
O fundador do PS, António Campos, manifestou-se contra a regionalização e classifica esta reforma como «uma panaceia para enganar tolos que fazem da ilusão política um dogma». Na sua página do facebook, o histórico do PS escreve, esta semana, que «a regionalização em Portugal é uma batalha política entre Lisboa e Porto e a prazo coloca em risco a unidade territorial».
Isto dito por um Soarista tem ainda mais valor, e coloca bem a tónica numa questão há muito a ser disfarçada dentro do PS, e que é como muitos têm em conta o intrujão-mor.
AC

sábado, 2 de março de 2019

E sempre o ISCTE
(lido num dos últimos Expresso, acompanhado de foto do inefável Cravinho)
Os dados são relevantes: num universo de 107 autarcas, 77% consideram que é urgente avançar “a curto prazo” com a regionalização. Mais: 84 em cada 100 autarcas querem eleger, de forma direta, os órgãos regionais.
De acordo com um inquérito do ISCTE, revelado esta terça-feira pelo “Jornal de Notícias” e pela TSF e que pode consultar na íntegra aqui, a ambição é transversal e não depende da zona do país, do nível de desenvolvimento da região ou da cor partidária.
Pelo menos dois terços dos autarcas que responderam de forma válida a este inquérito reclamam para os municípios, ou para as CIM (Comunidades Intermunicipais), a generalidade das competências ligadas ao sector da educação. Uma fatia significativa dos inquiridos (perto de metade) defende igualmente que as políticas sociais, como a luta contra a pobreza, a saúde, a habitação social ou a gestão do património cultural, devem passar para a alçada das autarquias.
Ainda assim, a grande maioria dos autarcas (95%) defende que é preciso um maior investimento para tornar possível a prossecução destas competências, num momento em que a falta de recursos financeiros é já um problema para os responsáveis políticos locais: as autarquias queixam-se de não terem dinheiro para cumprir as responsabilidades que lhes são inerentes em áreas como a Educação (81%), a Política Social (78%), a Gestão de Pessoal da Saúde e Ensino (75%) e a Proteção Civil Municipal (73%).
Este inquérito foi realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Sociais do ISCTE.

Posso ter lido mal, lido à pressa, mas quase jurava que não vi indicado que são 308 as autarquias. 
É que 107 nem metade é de 308. Detalhes.
Lentamente, fica-me a sensação de que estão a construir a rede para mais tachos.
Isto caminha para o fundo, a grande velocidade.
AC
RAÍZES
Agora que cresce a onda para arranjar tachos, mais tachos, regionais, supra regionais, vale a pena relembrar algumas coisas do passado não muito longínquo.
A história não se repete?
Em Portugal parece que se vai repetindo: é ler em baixo, pelo que se pode investigar sobre a 1ª república, e comparar com as realidades do presente.
AC

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

NÃO  ADIVINHO  O  FUTURO.
NÃO SEI ONDE este DESGRAÇADO PAÍS VAI PARAR
Com esta coisa da descentralização, e da regionalização, a que a maior parte dos cidadãos não liga nenhuma, e dos que ligam cheira-me que a maioria confunde ou julga mesmo que são uma e a mesma coisa, lêem-se por aí coisas entre o caricato, o preocupante, para não dizer mais.
Uma das coisas que vou reparando é no aparecimento de uns "aparatchiks" defendendo coisas que, para mim, respeitosamente, são enormidades.

Parece-me que começam a ser já vários os que defendem que o dinheiro gerado numa região é para ser gasto nessa região. 
Fica-me uma sensação, sensação de uma verdadeira "Barcelonice", um bocado ou mesmo totalmente devotada ás urtigas a equidade entre regiões, o desenvolvimento equilibrado, o combate ao despovoamento, procurar que a manta cubra o corpo todo.
Aguardemos, até para observar com atenção as movimentações do reizinho, digo, do sr Moreira.
AC

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A propósito do desenterrar da regionalização por parte dos messias.
Leio num blogue que muito aprecio, por se mostrar muito equilibrado e para mim razoavelmente assertivo, - "Neste contexto, que António Costa (com entusiástico apoio de Rui Rio) tenha decidido voltar a propor a implantação de mais um nível político-administrativo em Portugal só pode constituir prova de insanidade”.
Eu acrescentarei, aqui está mais uma na senda da pouca vergonha.
As designadas “elites” (??) têm, como todas as pessoas, qualidades e defeitos. Que não haja dúvidas sobre isto, todos as temos. A meu ver a questão é, sempre, a percentagem de umas e de outras. Muitos dos senhores e das senhoras que se acotovelam para integrar as elites, desde por exemplo os donos disto tudo aos que foram pagando a outros para virem a ser donos disto tudo, etc, tem no entanto a soberba ostensiva da sua suposta superioridade, cultural, ética, moral, cívica etc.

É que quando me falam destas coisas, sempre com aqueles sorrisos apatetados e falinhas sonsas que presumem desculpáveis face aos cabelos brancos ou serem carecas, lembro-me sempre de várias pouca-vergonhas como por exemplo, as obras em casas de banho à conta do meu e de muitos bolsos, ou de quanto terá custado instalar um piano num gabinete para satisfazer a soberba e ego de certa criaturinha. 

Portanto, quando me falam em regionalização vem-me logo à cabeça: a criação de pelo menos 5 a 6 novas regiões (já temos as das ilhas com o esbanjar de dinheiro parcialmente conhecido), os palácios para os presidentes das regiões recém criadas, toda a parafernália de apoios em pessoal e material para os senhores presidentezinhos, provavelmente assembleias regionais ( e instalações para elas e todos os apoios para esses deputadozinhos), os carrinhos para todos os senhores novos baronetes, as secretárias de confiança, etc, etc, etc, e o dinheiro para isto tudo. Além do mais, à boa maneira dos legisladores habituais, a legislação aconselhada/ feita pelos escritórios conhecidos, deixará as buracadas habituais para proporcionar lucros futuros, no esclarecimento de quase tudo, e minimização de conflitos com autarquias propositadamente abertos de forma ainda que disfarçada.

Agrupamento de câmaras municipais muitas das quais têm menos eleitores que muitas fregesias nas cidades de menor dimensão, desconcentração de decisões, descentralização de serviços, é que me parece o caminho.
Mas claro, que estes novos messias o que querem é criação de mais baronetes, uma nova classe de políticos a juntar ás elitezinhas de hoje.
INSANIDADE? Olhe que não, eles sabem bem o que estão gradualmente a preparar. Vão tentar de novo o que não foi conseguido por referendo passado. E não me venham para cá com a teoria das conspirações. Preparam mais uma pouca vergonha.
AC