quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Chapéus há muitos
Temos horas felizes e outras de amargura, tomamos boas decisões por vezes ponderámos pouco as consequências, ás vezes estamos inspirados outras não.
Na sequência do meu cumulativo desejo de publicar fotografias e evitar causar danos no plano do direito ao autor do blogue que durante alguns anos com muita amizade e generosidade acolheu os meus escritos alguns de grande revolta, decidi abrir um blogue só meu, o que fiz a 11 de Dezembro de 2013. Foi preciso escolher nome. Bem ou mal, “Chapéus há muitos” surgiu na sequência de ter revisto um, para mim extraordinário, filme português do passado. E pareceu-me que até assentava bem em relação à minha/ nossa envolvente.
Existem de facto muitos tipos de chapéus. Alguns exemplos: coco, cartola, aba larga, panamás de vários tipos, borsalino, cowboy, trilby, safari. Existem também boinas. Mas quanto aos chapéus, o chapéu tradicional/ clássico tem aba, cone ou copa, laço ou fita e coroa.
Além disso, existem ainda os “chapéus ou barretes" que em sociedade "uns enfiam e outros não". Eu tenho muito bonés e cinco chapéus.
Vem isto tudo sobretudo a propósito da bandalheira que grassa por aí. Vejo muita gentinha pequenina a dizer que não enfiam este ou aquele chapéu mas, olhando bem para essas criaturas, estão sempre de cabeça coberta e, em alguns casos, com o chapéu bem enterrado até ás orelhas. Lamentável a ausência de vergonha e a falta de pudor que têm a lata de ostentar na comunicação social.
Não é crime entrar numa pastelaria ou em casa de alguém com o chapéu na cabeça e mantê-lo. 
Não é crime à face dos códigos do direito mas, para começar, e podem dizer que é dos meus quase 67, é uma enorme falta de educação. Acresce que, não reconhecer a falta de educação, revela bem que não entendem normas de conduta, nunca tiveram ou perderam referências, e como devem ter muitas amizades das mesmas ordinárias maneiras não entendem, ou fingem não entender, os que lhes apontam o dedo. 
Continuam impantes na sua impunidade, pesporrência, amiguismo. Acresce que, lamentavelmente, e este é um ponto decisivo, as fábricas de chapéus acham que lhes basta fazer os chapéus mas não têm o dever de ensinar boas maneiras de conduta em sociedade, distribuindo ao mesmo tempo os guias da boa educação e do respeito para com os outros concidadãos quanto ao uso dos chapéus.
Por isso estamos como estamos.
Boa noite e boa sorte.
AC

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