Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
sexta-feira, 21 de outubro de 2022
A T E N T O
ATENTO, …. MUITO ATENTO……. desde 2016…..
AC
quarta-feira, 29 de junho de 2022
Ainda MARCELO e os INCOMPETENTES nas FA
Marcelo, o Presidente da República, tem um irmão gémeo que a Constituição da República lhe impõe, e que é o Comandante Superficial, perdão, Supremo, das Forças Armadas (CSFA, a abreviatura dá para as duas coisas).
Marcelo acabou de reflectir alto e bom som sobre a cambada (ele não disse esta palavra mas pelo que se percebe deve ser o que pensa) de oficiais generais nas Forças Armadas (FA). Já me referi a esta verborreia presidencial que, no mínimo, é qualquer coisa extraordinária de tão inarrável!
Uma das coisas interessantes dos tempos contemporâneos e tecnológicos é que, com alguma facilidade, se conseguem descobrir "passados".
Ora, por exemplo, o CM de 9 de Janeiro p.p. trazia uma das muitas fotos sorridentes deste cada vez mais peculiar CSFA,
e um título em grandes parangonas - Marcelo promove 48 oficiais-generais nas Forças Armadas e militarizadas.
Dois representantes do sexo feminino entre as mais altas patentes militares.
E para deixar bem claro, o CM indicava o número dos promovidos - 48! Nesses, havia duas mulheres.
Ora, atentando nas recentes e inarráveis declarações deste peculiar CSFA, deverá concluir-se que promoveu duas incompetentes e, se não foram promovidos 46 homens incompetentes, devem ser pouco menos que 46, certo?
Regressamos devagarinho às tiradas de Américo Tomás!
AC
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
PR, CSFA, MARCELO
Em textos anteriores e nomeadamente a propósito de política de defesa nacional e a propósito de Forças Armadas (FA) abordei a temática dos poderes constitucionais do Presidente da República (PR) nesses âmbitos. E, concretamente, falei daquilo que chamei "o seu irmão gémeo" e que é, o Comandante Supremo da Forças Armadas (CSFA). O meu melhor amigo militar já o designou inclusivamente por Comandante Superficial das Forças Armadas. Pelo que vem sucedendo no país não posso estar mais de acordo com essa designação.
É usual dizer-se que Marcelo Rebelo de Sousa andou pelo menos 20 anos a preparar-se para um dia vir a ser PR. O que agora me interessa é que Marcelo é o titular do órgão de soberania, é portanto o inquilino do Palácio de Belém por mais 4 anos e qualquer coisa, é o supremo magistrado da Nação e, de supremo em supremo, hoje, estamos aqui a olhar outra vez para ele à espera do que dirá nesta 5ª Feira ou amanhã. Continuo a dizer que é inegável que ele modificou o estado de espírito da maioria dos portugueses quanto às instituições do Estado. Mas, por outro lado, a partir de certa altura, "apalhaçou" tudo isto, o que me parece inadequado ao funcionamento de um Estado decente e equilibrado. Vamos aguardar para ver qual é a sua decisão após a reunião do Conselho de Estado de 3 de Novembro que, por maioria, lhe deu um parecer favorável quando à sua intenção de dissolver a Assembleia da República.
99,9999 % dos portugueses está-se nas tintas para quem falou e como falou nesta reunião de ontem do Conselho de Estado. Mas esta mania da transparência (!?!?) na vida pública portuguesa, mais uma vez, não indicou o total de votos a favor, votos contra e eventuais abstenções. Eram interessante saber, mas estas coisas não são para a plebe, a populaça ignara não tem nada que saber destas coisas, não é verdade?
AC
sexta-feira, 5 de março de 2021
PARA os DISTRAÍDOS e outros
Para os distraídos que por aí se pavoneiam, para os incompetentes que se juntam aos magotes e cada vez em maior número, para os doutores da mula russa, e para os letrados das reformas gritadas e anunciadas que nunca saem do papel ou das reformas pífias apresentadas para disfarçar o que já é indisfarçável, deixo esta verdade inultrapassável bem lembrada no passado por um amigo meu mas que (i) responsáveis insistem em ignorar :
"You have (or not) a Navy".
"You raise an Army". Period.
Talvez entre muitas outras coisas alguém lhe devesse explicar isto em vez de lhe recitarem a ladainha cansativa dos melhores dos melhores.
Só para ver se fica claro.
António Cabral
sexta-feira, 27 de março de 2020
O useiro e vezeiro em constantemente aldrabar, teve há tempos uma saída mais ou menos assim - em tempo de guerra não se mudam generais.
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
Foi celebrado ontem (3SET) o dia do EMGFA, com pompa e circunstância, e com a presença do Presidente Marcelo, que levou consigo o seu irmão gémeo Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), irmão gémeo sempre penosamente arrastado para estes eventos.
E houve discursos, e houve recados sérios de Marcelo, muitos recados, em síntese, o próximo governo vai ter muito que trabalhar.
Só me dá vontade de rir, andamos nisto há décadas, é sempre o próximo, com o próximo governo é que vai ser.
Ele vai ser novos aviões, novas infra-estruturas, saúde militar finalmente a ser encarada. Ah, e certamente o próximo governo vai olhar para os vencimentos dos militares.
É, só dá vontade de rir, a descarada ausência de vergonha na cara destes protagonistas.
Que pensarão disto tudo os cidadãos?
Quantos cidadãos se reuniram para assistir às cerimónias?
Quantos mais não pensam nos melhores dos melhores ?
(nunca tenho a certeza se esta frase é da autoria do gémeo Marcelo PR ou do gémeo Marcelo CSFA).
As questões de fundo, que tantas vezes aqui abordei, essas ficam para depois, o melhor é não falar nelas agora, maçava os titulares de orgãos de soberania, os governantes e as cliques, que tanto gostam é de fardas, paradas e guardas de honras, a que assistem sempre com gáudio, juntamente com os conjugues, para que existem infra-estruturas e carros a dobrar. Fica mais barato.
Fiquemos, portanto, pelos floreados, pelo afagar do ego daquele que criou o evento, pelas caricatas palavras de Cravinho jr, e pelos maviosos recadinhos de Marcelo e Marcelo.
Um dos melhores Dupont & Dupont de todos os tempos.
AC
terça-feira, 23 de julho de 2019
Coloquei-me esta pergunta.
Porquê? Sobretudo pelas seguintes razões.
> Um crescendo da imbecilidade sobretudo do lado governamental.
> O comentador do reino publicando comunicados a dizer que acompanha tudo e mais alguma coisa. Estou cheio de curiosidade para saber se voltou a conversar com Cristina Ferreira.
Sim sim, não se riam, sempre que vou jogar o Euromilhões fico a saber coisas muito importantes senão mesmo determinantes para a vida da sociedade portuguesa. Ao entrar onde costumo gastar os euros, olho sempre para os escaparates, e ganho preocupações: Cristina Ferreira está a ficar gorda!!
> Outra coisa são os incêndios. Os últimos dois/ três dias deram/ estão a dar, com a ajuda dos pirómanos, do vento, e da aparente falta de meios em alguns locais, as mesmas aflições e imagens de há dois anos. Consequências semelhantes. Mas Cabrita e o seu general estão em cima dos acontecimentos. A porta voz do passado é que não aparece. Deve ter-se cansado de dar a cara e a sua postura profissional no meio daquela coisa toda.
E o presidente da Câmara Municipal de Mação com as mesmas queixas e desespero. Coincidências? Será porque é do PSD?
> Ah, e os militares e a inacreditável tutela. Temos roubo outra vez.
Calma, não terá havido roubos de material, embora nestes assuntos é bom nunca jurar nada, não vá de repente aparecer por aí alguém a queixar-se de mais uns socos no estômago e, depois, em directo nas TV, um cromo e sorridente desenhador de caixinhas surpresa.
A coisa parece simples mas creio que está bem complicada.
Crescentemente. Continuam a roubar meios humanos às Forças Armadas.
Quem o conhece bem, sim já o disse várias vezes tenho um amigo muito bem informado nestas coisas, diz-me que o actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) é um finório, sabe-a toda.
Ele é o conselheiro militar do PR, do seu irmão gémeo Comandante Supremo das Forças Armadas que é um comandante faz de conta como muitos outros, do PM, e do ministro da chamada defesa nacional, cargo actualmente desempenhado (???) pelo inacreditável senhor Cravinho que é filho do outro.
Diz-me o tal amigo, que o almirante Silva Ribeiro que é o actual CEMGFA (o Tuga deve ficar muito baralhado com estas coisas, um almirante que é general) de certeza que não foi botar discursos para a comunicação social sem primeiro ter avisado o seu protector que dizem ser Marcelo, e sem informar Cravinho.
Cravinho, bem na senda do ADN que lhe correrá nas veias, veio logo a público confirmar a desgraça que é.
Que disse Silva Ribeiro?
Aquilo que se sabe há muito, a falta sobretudo e cada vez mais de pessoal para podermos ser ainda mais os melhores dos melhores.
Cravinho irritou-se, e pateta como vem mostrando ser em vez de ficar calado veio para a praça pública e....... espalhou-se.
Está a esquecer-se que não vai correr com Silva Ribeiro como correu com o anterior chefe do Exército.
Alguém que lhe explique porquê, que eu não perco tempo com certos cromos.
> É por isto mas não só que me vejo outra vez em 2017.
Tenho ou não razões?
> Ah, e claro que ajuda a esta sensação o papelão do Costa, nada de preocupações, nada é com ele, mundo rosáceo anunciado, com programa eleitoral apresentado com dezenas de promessas que, diz aquela criatura coordenadora, tudo quantificado com rigor mas não mostra as contas. O Centeno deve andar desesperado a ver se consegue fugir lá para fora.
Não é lindo este mundo rosáceo?
> Neste Portugal arco-íris fantasmagórico, temos mais cores lindas. Por exemplo, os laranjas, de tontice em tontice vão-se estatelando com estrondo.
O PAN masca pastilha elástica de bocarra aberta. A Heloísa cada vez esganiça mais. A actriz promete tudo à borla. Jerónimo quer mais força.
> Para compor o ramalhete temos outros artistas, como o Santana a querer bilhetes à borla. Ai, desculpem, não era para ele.
Por este andar o próximo estoiro vai ser de mota.
Digam lá que a Tugolândia não continua um espectáculo?.
AC
sexta-feira, 19 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Não parece evidente que o cartoonista retratou muito bem aquilo que agora eles continuam a negar?
Inexplicável? Hummmmmm.......
Há aquela cena dos três macaquinhos.........
Aqui os macaquinhos são vários.
AC
quinta-feira, 11 de abril de 2019
Só se espanta quem não tem estado atento, nomeadamente desde 1991.
Essencialmente, na minha opinião naturalmente, começou sobretudo com o PM Cavaco Silva e com Fernando Nogueira na pasta da defesa nacional (MDN), sempre com a passividade do então PR Mário Soares, foi aumentando com António Vitorino e com a passividade de Sampaio, continuou com todos os seguintes. O actual MDN, é apenas mais uma "estrela" nesta triste constelação.
Como diz e bem o general Carlos Branco - "apesar das homenagens que lhes têm de prestar, e do frete dos encómios e elogios que lhes têm de fazer".
Vem isto a propósito de um interessante artigo deste general, publicado no Expresso no passado dia 8 de Abril, e intitulado - "O que move o ministro que tutela os militares".
Este artigo recorda-me desabafos de alguns outros (muito poucos) oficiais generais, designadamente desde 2005, desabafos que alguns entenderam como inapropriados, ou demasiado ásperos, ou ácidos, houve até quem se interrogasse se havia alguma coisa contra A ou B.
As coisas não acontecem por acaso, nem surgem de repente, além de que se comprova, mais uma vez, quão complicado na vida é ter razão antes de tempo. Adiante.
Deste interessante artigo realço os seguintes aspectos que Carlos Branco disseca:
1º a equiparação do estatuto do general actual presidente da Proteção Civil a subsecretário de Estado,
2º a referência a um agendamento de uma reunião dos chefes militares com o Comandante Supremo das Forças Armadas,
3º as sucessivas desconsiderações aos chefes militares e menorização das Forças Armadas (FA),
4º a posse de um Vice-Chefe pelo ministro,
5º o estudo sobre a saúde militar.
Antes de ir aos aspectos que acima refiro, na minha opinião naturalmente, a governamentalização das FA é um facto desde há décadas. LAMENTÁVEL.
Começou concretamente quando, com Fernando Nogueira em MDN, um dia houve que escolher um novo chefe militar. As normas legais da altura estabeleciam que o ramo das FA em causa apresentaria ao MDN e com a devida antecedência, uma lista com 3 nomes, dos quais o MDN levaria para conselho de ministros um nome e, se aprovado, o PM apresentá-lo-ia ao PR.
Azar dos azares, o nome que o governo na altura gostava que viesse a ser o novo chefe do ramo não estava na lista.
E lá tiveram que escolher quem não pensavam. Vingaram-se a seguir. Alteraram a lei, o MDN passou a chamar todos os generais ou almirantes com 3 estrelas, entrevistando-os isoladamente, e escolhendo então um para novo chefe, nome a apreciar no conselho de ministros para depois o PM o apresentar ao PR.
As desconsiderações, as afrontas, a menorização das FA é uma constante há décadas. No presente, o actual PR e o seu irmão gémeo comandante supremo das FA, periodicamente clama em público - os melhores dos melhores. Deve ser a moderna e democrática concepção de - passar a mão pelo pêlo.
Olhando a legislação em vigor, por exemplo a lei orgânica de bases das FA, verifica-se que a lei consagra o Chefe do Estado-Maior General das FA (CEMGFA) como principal conselheiro militar do MDN (Artº 10º), e é nomeado e exonerado pelo PR sob proposta do governo.
A mesma lei estabelece procedimento semelhante para a exoneração e nomeação dos chefes militares (CEM's) dos ramos (CEMA/ Marinha, CEME/ Exército, CEMFA/ Força Aérea).
A lei em causa estabelece ainda no Artº 24º que, o MDN nomeia e exonera sob proposta do chefe militar do respectivo ramo, quer os vice-chefes dos ramos quer os comandantes dos comandos das componentes, naval, terrestre, aérea, ou seja, os comandantes operacionais dos ramos.
Quanto aos aspectos que do artigo sublinho:
1º a equiparação do estatuto do general actual presidente da Proteção Civil a subsecretário de Estado.
Este tipo de coisas nunca acontece sem a anuência do interessado; vale a pena lembrar o historial passado e, por exemplo, lembrar quem António Costa escolheu para comandar a GNR anos trás. Isso pode explicar muita coisa.
2º o agendamento de uma reunião dos chefes militares com o Comandante Supremo das Forças Armadas.
Bem podem esperar sentados pelos resultados de tal coisa.
3º as sucessivas desconsiderações aos chefes militares e a menorização das Forças Armadas (FA).
São muitas e sucessivas, mas uma boa parte das chefias militares para isso muito foi contribuindo ao longo dos anos. Ninguém que tenha estado atento aos últimos 30 anos pode espantar-se. Nada acontece por acaso.
4º posse de um Vice-Chefe pelo MDN.
A lei é clara quanto a quem nomeia e exonera: é o MDN. A lei estabelece a necessidade de uma proposta prévia do chefe militar do ramo em causa, não é o ministro que escolhe o Vice-chefe, sendo certo que pode ou não aceitar a proposta do chefe militar do ramo. Compreendo o que o general Branco escreve sobre este assunto, e as diferenças que aponta são óbvias, e o poder político devia atentar nelas mas, juridicamente, não me parece que o general tenha razão. Presumo que os sempre amigos das FA entendem que, se nomeiam ao abrigo da lei então, devem conferir a posse, como acontece em outros casos. Juridicamente parece-me que nada há a apontar; deixaram a lei assim......
A questão da confiança que Carlos Branco coloca só terá sentido se a proposta do Chefe do ramo for recusada.
Seria aliás muito interessante conhecer os depoimentos escritos e análises dos então chefes militares relativamente a estas normas, quando da discussão da lei aprovada em 2014. Seria muito interessante conhecer essas posições.
Uma coisa me parece caricata: sendo o poder político que escolhe exonera e nomeia ( e bem) todos os chefes militares, porque carga de água a estrutura superior de cada um dos ramos das FA é nomeada também pelo MDN/ governos? Não deveria caber só aos chefes sobre os quais já foi exercido um escrutínio político?
5º estudo sobre a saúde militar.
O que o general refere neste âmbito é mais uma das várias alarvidades que, com assiduidade, os políticos e concretamente os sucessivos MDN e PM concretizam.
Nem vale a pena perder muito tempo com isto.
Dar a proposta de lei ou um estudo acerca das FA a outrem antes de a colocar ao seu legítimo e legal conselheiro militar, diz bem da qualidade e estatura da criatura que assim procede.
Mas, já agora, talvez seja de recordar que as associações militares foram recebidas por Guterres e Sampaio antes de serem recebidas pelos chefes militares da altura. Creio não estar enganado.
Culpa de quem?
Não das associações militares.
Creio que culpa dos chefes militares de então, e dos políticos de então e da sua descarada ausência de vergonha na cara, acumulando uma notória ausência de noção de autoridade do Estado, e esquecendo a imperiosa necessidade de preservação da dignidade e respeito por instituições como as FA.
Em síntese, estou certo que a concretizar-se a tal reunião dos chefes militares com o PR e mais o seu irmão gémeo comandante supremo das FA, a reunião começará com grandes abraços, e uma frase do género - é com muita satisfação e honra que vos recebo, os melhores dos melhores, e desde já vos garanto que os problemas serão resolvidos. Agora, uma selfie, sff.
António Cabral ( AC)
Em baixo o artigo de opinião do general Carlos Branco
Apesar do reduzido tempo no cargo, já é possível discernir o pensamento do atual responsável pela tutela das Forças Armadas sobre o modo como se vai relacionar com os militares.
Foi sintomática a aprovação no Conselho de Ministros – sem a sua oposição conhecida – a nova lei orgânica da Proteção Civil, que equipara o estatuto do seu presidente a subsecretário de Estado. Colocar o responsável da Proteção Civil – por quem nutro a maior estima e consideração pessoal, assim como a todos que integram essa estrutura – acima dos Chefes dos Ramos das Forças Armadas é um péssimo sinal que se dá à sociedade. A localização da cadeira em que se sentam os responsáveis das instituições do Estado reflete a sua importância e prestígio social. A intenção do Governo foi clara e inequívoca, apesar de ter arranjado à última da hora uma solução de recurso, após parecer negativo dos chefes militares, inventando uma equiparação limitada apenas “às iniciativas de proteção civil”, seja o que isso for.
Foi uma decisão infeliz. Não será de surpreender a ausência dos Chefes dos Ramos às agora designadas “iniciativas de proteção civil”. Numa altura em que precisamos de fomentar relações cooperativas e harmoniosas entre instituições, os decisores lançam achas para a fogueira alimentando a discórdia. O decisor político comportou-se como um desestabilizador. Por outras palavras, um troublemaker. A provocação teve como resultado o agendamento de uma reunião dos chefes dos ramos com o Chefe Supremo das Forças Armadas.
Não seria de atribuir grande importância ao facto se fosse um caso isolado. Poderia até ser um descuido. Todos os têm. Mas infelizmente não é. Insere-se num conjunto de sucessivas desconsiderações dos chefes militares e de menorização das Forças Armadas, refletindo uma linha de pensamento preconceituada abraçada por alguns segmentos da elite política e académica nacional, que não nutrem grande consideração pelos militares, apesar das homenagens que lhes têm de prestar, e do frete dos encómios e elogios que lhes têm de fazer.
São demasiados casos insólitos. No final de 2018, a tradicional mensagem de Boas Festas às Forças Armadas começava do seguinte modo: “Caros civis, militares e militarizados da Defesa Nacional”. Sem desprimor para os civis que servem nas Forças Armadas, aos quais muito se deve pela dedicação e profissionalismo, não podemos fingir que não percebemos a sequência escolhida. A ordem dos fatores não é arbitrária. Não foi distração ou ingenuidade, foi uma opção deliberada.
Não há memória do Vice-chefe do Estado-Maior de um Ramo ser empossado pela tutela, e não pelo próprio Chefe do Ramo. É verdade que é a tutela quem nomeia o Vice-chefe dos Ramos. Que isso seja um argumento para o empossar vai uma grande distância. Para além da formalidade, a tomada de posse reveste-se de um simbolismo importante. Quem empossa manifesta confiança em quem está a empossar, e o empossado declara lealdade a quem o empossa. Ao ser um ato presidido pela tutela, a relação de confiança-lealdade fica implicitamente estabelecida entre o Governo e o empossado, e não entre o Chefe do Ramo, sob as ordens de quem vai trabalhar, e o empossado. A isto chama-se governamentalização das Forças Armadas.
A história vai repetir-se com os comandantes operacionais dos Ramos, uma vez que é a tutela quem os nomeia, mais um ato pouco recomendável de governamentalização das Forças Armadas. Convém alguém explicar ao ministro que tutela as Forças Armadas, que controlo democrático das Forças Armadas não significa governamentalização. Não será também de estranhar, que para além do CEME, não tenham comparecido na tomada de posse do Vice-chefe do Exército nenhum chefe militar, em funções ou não.
Recentemente, a tutela encomendou a Ana Jorge, antiga ministra da saúde, um estudo sobre a saúde militar, sem dar conhecimento ao CEMGFA. Este tinha entregue um estudo semelhante à tutela, que não mereceu qualquer despacho. Sublinhe-se que em 2006, tinha sido encomendado a Ana Jorge um estudo semelhante, por sinal recorrendo à mesma equipa, que foi repudiado pelos quatro chefes militares da época.
Em mais um ato de insensatez, a tutela entregou o projeto de decreto-lei sobre progressões remuneratórias às associações profissionais militares antes de dar conhecimento do diploma aos chefes militares. Nada me move contra as associações profissionais, bem pelo contrário. Para além de sócio da AOFA, sou defensor do associativismo militar. Não é uma forma correta de tratar assuntos desta natureza. Será que a tutela quer colocar as chefias contra as associações profissionais? Não é sério pedir comentários sobre um diploma a uma sexta-feira às 19 horas para serem apresentados na segunda-feira seguinte pelas 11:30. São práticas que não abonam a favor desta equipa ministerial.
Um mal nunca vem só. À desconsideração e menorização junta-se o desconhecimento. A referida nova lei orgânica da Proteção Civil transfere os assuntos do Planeamento Civil de Emergência (PCE) do domínio da Defesa para o da Administração Interna. O legislador confunde Planeamento Civil de Emergência com Proteção Civil, dois conceitos distintos, embora com alguma proximidade nalguns aspetos. O PCE trata do apoio civil às operações militares, nomeadamente às operações militares da OTAN, garantindo a prontidão desse apoio por parte das nações Aliadas, e tem como interlocutores principais os ministérios da defesa e dos negócios estrangeiros, independentemente de terem de cooperar com uma ampla gama de atores. Por isso, o ministério da defesa foi sempre o órgão mais adequado para fazer esta coordenação. Não há nenhuma justificação para alterar essa prática.
Começa a ficar insustentável a sucessão de gaffes e casos infelizes, em que a tutela se comporta como o elemento desestabilizador, gerador de entropia. Para além da tentativa de menorização social dos militares, foram dados passos perigosos na governamentalização das Forças Armadas, à sombra de um pretenso controlo democrático. Normalmente a luz que se vê ao fundo do túnel é a de um comboio que vem na nossa direção. Em que direção pretende ir o ministro que tutela os militares?
terça-feira, 9 de abril de 2019
Agora, digo eu depois de ler as reflexões do PR e Comandante Supremo das Forças Armadas escarrapachadas nos jornais - desde que as "notitas" não sejam inferiores a 7 valores, deve estar tudo bem.
AC
quarta-feira, 20 de março de 2019
As revelações, as declarações, que se vão sucedendo na CPI acerca da telenovela de Tancos, tanto me deixam estarrecido como nada surpreendido.
Depois de muitos generais, entre outros apareceu agora a ex-PGR. Naturalmente, digo eu, desancou na Polícia Judiciária Militar.
E lembrou que quem conhece o código do processo penal é ela e outros no MP.
Coitada da senhora, está com azar, pois por exemplo eu, um cidadão comum (sim, podem dizer, o Quê?) tenho em casa vários códigos, e olho para eles frequentemente e de há anos. E não sou jurista.
Acredito perfeitamente em outra afirmação da senhora, que na PJM não têm formação. Basta ouvir certas sumidades do passado na PJM para se perceber que por ali há anos que deve existir muita coisa estranha. Como aliás será de matutar no porquê da esmagadora maioria das pessoas na PJM ser do Exército.
Agora, recentemente, colocaram lá um novo chefe, um oficial oriundo da Marinha.
Outra coisa interessante que a senhora revelou é que tentou contactar com o anterior chefe da PJM e nunca conseguiu, pelo que se queixou a Azeredo Lopes. Afirmou até que esse anterior chefe da PJM nunca retribuiu a chamada o que, a ser verdade, classifica bem o homem.
Outra coisa a que a senhora não se escusou foi atacar a existência da PJM e perorar sobre crimes militares.
Pessoalmente sempre me fez muita confusão a estrutura daquela polícia e de parecer ser dominada totalmente pelo Exército.
Mas enquanto cidadão tenho por garantido:
> o MP ficar isolado a tomar conta de tudo (crimes) na área militar é um excelente passo para rapidamente destruir a instituição militar; estão a imaginar os pequeninos atrasos processuais, os recursos sobre recursos, etc.?
> que a tipificação de crimes militares possa precisar de ser ponderada parece fazer sentido, mas não certamente através de estudos conduzidos por quem pretende pura e simplesmente acabar com as Forças Armadas, como bem se vê por aí, então na área PS e BE.........
> que o historial da PJM é capaz de revelar imensos casos de confusão sobre hierarquias a quem obedecer e prestar contas, ai é bem capaz de ser verdade.
Enfim, aguardemos pelos próximos capítulos.
Ah, o PR não vai comentar comissões de inquérito, muito menos esta sobre Tancos,....... SAFA, como dizia o outro. Nem vai mandar o seu irmão gémeo, comandante supremo das forças armadas, olhar para a coisa, ......safa.....outra vez!!
AC
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Isto dito, vou esperar (quase de certeza bem sentado) que este Presidente e Comandante Supremo comente esta notícia, ele que está diariamente a entrar em nossa casa pelas TV. Na minha por acaso quase não entra, pois o televisor pouco aquece.
Quanto ao tema do Público de hoje, será que se pode rotular o estado comatoso do IASFA em algo mais que uma escandaleira vergonhosa?
Apetece gritar - Oh shôr Presidente, atão, não o incomoda o estado a que aquilo chegou, é este o apoio de retaguarda a militares e familiares, aos tais que clama os melhores dos melhores?
AC
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Para lá do nome de um local que para sempre representará uma "nódoa" para o Exército Português, para uns é uma "vergonha", outros designam-no como "caso", outros como "farsa", outros como "ataque da direita ao governo", outros "peixeirada", eu já lhe chamei "telenovela"e aventei ser uma "crise grave do regime", e por aí fora.
Até há quem escreva que o diabo chegou fardado!!!!!!!!
Que envergonha as Forças Armadas (FA), como alguns dizem, acaba por ser, mas penso que o que deve ser rigorosamente dito "é que envergonha o Exército".
Mas existe esta mania secular de confundir muitas vezes FA com Exército, havia até aquela expressão do tempo da outra senhora - "o Exército é o espelho da Nação". A confusão sempre dilui quando convém, e vai convindo muito.
Quando se diz - "Tancos é uma vergonha e começa por sê-lo para as Forças Armadas, cujas chefias não foram capazes de assumir as suas responsabilidades" - eu concordo em boa parte sobretudo quando olho à fita temporal que vai do primeiro comunicado do Exército sobre o desaparecimento/ roubo (?!?!?!), até um mês depois daquela deplorável cena televisionada com Costa, Azeredo, e mais os chefes militares da altura, em que um deles se queixou de murros no estômago. Enfim!
Ficou então para mim reconfirmado e sem surpresa alguma uma flagrante incompetência de gestão militar e política.
A entrada em cena, melhor, a vinda a público da trapalhada em que estará envolvida a PJM, excede de facto o imaginável por um qualquer cidadão comum.
Mas, para quem conheça alguma coisa do assunto, quer historial desde o 25 de Abril, quer as sucessivas alterações desde 1990 no âmbito do MDN, do EMGFA, dos ramos das FA e nomeadamente também a alteração do processo de nomeação das chefias militares, nada disto espanta.
Aparentemente continua por se confirmar, ou por se perceber:
> exactamente o que terá sido furtado e "Chamuscado"/recuperado;
> porque nada continua a ser esclarecido quanto à 2ª parte, o "achamento", onde parece que entra em força a trapalhada directa da PJM;
> e a propósito de PJM, continua a cena de ninguém se interessar pela auditoria à PJM aparentemente determinada por Azeredo Lopes, e que o actual titular não interrompeu mas também não esclareceu quem a está a fazer. Já se sabe que é muito rápido é a escrever umas palavras no "twitter".
- Que sistema de justiça é este?
- Que MP?
- Que PJ?
- Que PJM?
- Que ministro, o anterior e o actual?
- Que governo?
- E Marcelo?
Quem, cada vez mais, está a fazer uma muito triste figura?
Que imagem do País é assim dada??
Uma coisa foi anunciada pelo actual MDN, mas pareceu-me que com pouca pompa - não há problemas de inventários. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AC
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Permita que eu sublinhe algumas partes de textos/ leis que enquadram o seu desempenho enquanto Presidente da República, e enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, e sem esquecer que deve zelar pelo regular funcionamento das instituições.
Já agora, a propósito, deve estar lembrado, um dos seus antecessores, Jorge Sampaio, forçou o gelatinoso Guterres a despedir aquela criatura que dava pelo nome de Vara. Recorda-se?
Por coisa nauseabunda, mas se a compararmos com esta telenovela de Tancos, era uma autêntica coisa tipo brincadeira de crianças.
Ora vamos lá.
Sublinho a bold colorido aquilo que não devia ser esquecido!!!!!!
Da Constituição da nossa mal tratada República:
Do, Diário da República, 1ª série-Nº 166-29 de Agosto de 2014, republicação da Lei Orgânica n.º 1-B/2009, de 7 de Julho depois de alterações em 2014, referendada em 21 de Agosto de 2014 pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, em vigor após publicação:
CAPÍTULO II
Política de defesa nacional
Artigo 4º
Componentes da política de defesa nacional
1 - A política de defesa nacional integra os princípios, objetivos, orientações e prioridades definidos na Constituição, na presente lei, no programa do Governo e no conceito estratégico de defesa nacional.
2 - Para além da sua componente militar, a política de defesa nacional compreende as políticas setoriais do Estado cujo contributo é necessário para a realização do interesse estratégico de Portugal e cumprimento dos objetivos da defesa nacional.
Artigo 5º
Objetivos permanentes da política de defesa nacional
A política de defesa nacional visa assegurar, permanentemente e com carácter nacional:
a) A soberania do Estado, a independência nacional, a integridade do território e os valores fundamentais da ordem constitucional;
b) A liberdade e a segurança das populações, bem como os seus bens e a proteção do património nacional;
c) A liberdade de ação dos órgãos de soberania, o regular funcionamento das instituições democráticas e a possibilidade de realização das funções e tarefas essenciais do Estado;
d) Assegurar a manutenção ou o restabelecimento da paz em condições que correspondam aos interesses nacionais;
e) Contribuir para o desenvolvimento das capacidades morais e materiais da comunidade nacional, de modo que possa prevenir ou reagir pelos meios adequados a qualquer agressão ou ameaça externas.
CAPÍTULO III
Responsabilidades dos órgãos do Estado
Artigo 8º
Órgãos responsáveis em matéria de defesa nacional
1 - São diretamente responsáveis pela defesa nacional:
a) O Presidente da República;
b) A Assembleia da República;
c) O Governo;
d) O Conselho Superior de Defesa Nacional;
2 - Além dos órgãos referidos no número anterior, são diretamente responsáveis pelas Forças Armadas e pela componente militar da defesa nacional:
a) (Revogada.)
b) O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Arma- das;
c) Os Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea.
Artigo 9º
Presidente da República
1 - O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, o Comandante Supremo das Forças Armadas.
2 - Sem prejuízo de outras competências que lhe sejam atribuídas pela Constituição ou pela lei, compete ao Presidente da República, em matéria de defesa nacional:
a) Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas;
b) Declarar a guerra, em caso de agressão efetiva ou iminente, e fazer a paz, sob proposta do Governo, ouvido o Conselho de Estado e mediante autorização da Assembleia da República, ou, quando esta não estiver reunida, nem for possível a sua reunião imediata, da sua Comissão Permanente;
c) Assumir a direção superior da guerra, em conjunto com o Governo, e contribuir para a manutenção do espírito de defesa;
d) Declarar o estado de sítio e o estado de emergência, ouvido o Governo e mediante autorização da Assembleia da República, ou, quando esta não estiver reunida, nem for possível a sua reunião imediata, da sua Comissão Per-manente;
e) Ratificar os tratados internacionais em que o Estado assume responsabilidades internacionais no domínio da defesa, nomeadamente os tratados de participação de Portu- gal em organizações internacionais de segurança e defesa, bem como os tratados de paz, de defesa, de retificação de fronteiras e os respeitantes a assuntos militares;
f) Presidir ao Conselho Superior de Defesa Nacional;
g) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, bem como, ouvido o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, os Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea;
h) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, os comandantes ou representantes militares junto das organizações internacionais de que Portugal faça parte, bem como os oficiais generais, comandantes de força naval, terrestre ou aérea, designados para o cumprimento de missões internacionais naquele quadro.
Artigo 10.o
Comandante Supremo das Forças Armadas
1 - As funções de Comandante Supremo das Forças Armadas, atribuídas constitucionalmente por inerência ao Presidente da República, compreendem os seguintes direitos e deveres:
a) Dever de contribuir, no âmbito das suas competências constitucionais, para assegurar a fidelidade das Forças Armadas à Constituição e às instituições democráticas;
b) Direito de ser informado pelo Governo acerca da situação das Forças Armadas;
c) Direito de ser previamente informado pelo Governo, através de comunicação fundamentada, sobre o emprego das Forças Armadas em missões que envolvam a colaboração com as forças e os serviços de segurança contra agressões ou ameaças transnacionais;
d) Dever de aconselhar em privado o Governo acerca da condução da política de defesa nacional;
e) Direito de ocupar o primeiro lugar na hierarquia das Forças Armadas;
f) Consultar o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e os Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea, em matérias de defesa nacional;
g) Conferir, por iniciativa própria, condecorações militares.
Queira desculpar a maçada, mas era só para lembrar estes "piquenos" detalhes, como diria a Dra Manuela Ferreira Leite.
É que, de acordo com o que vem a público, VExa deve andar algo distraído, o que não admira com tanta selfie e tanta mensagem aos seus homólogos internacionais e envio de tanta condolência.
Já agora, sem querer ser impertinente, mas se não tem quem lhe lembre estas coisas, como saberá não tenho responsabilidade nisso.
Ahh........recordo-me agora, curiosamente, o anterior chefe da sua casa militar decidiu ir-se embora!!!
António Cabral
sábado, 7 de julho de 2018
Foi uma coisa séria, ou não?
Trapalhada que tudo indica vai continuar.
Castigados, e ao de leve, parece que terão sido, como de costume, uns pequeninos na cadeia hierárquica. Generais.....................
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Disseram-me para ir ver, e fui.
Esta tarde, passou na RTP 3 a I GG, um filme sobre a "tropa" portuguesa, onde se vê e escutam várias coisas, sobre os políticos de então, os militares de então.
Fácil é de concluir a verdadeira vergonha representada pela esmagadora maioria dos políticos dessa altura, da 1ª República; indecoroso o que se conta sobre chefias militares de então; mais as tragédias que se desenrolaram em 1917 e 1918, e a exacta percepção de muitos e designadamente os Alemães quanto ao desgraçado valor militar da "tropa" portuguesa.
Se Marcelo existisse nessa altura, teria coragem para dizer que somos os melhores políticos entre os melhores, que somos os melhores soldados entre os melhores?
Sobre defesa nacional (DN) que é muito mais que a sua componente militar constituída pela Forças Armadas (FA) mas que a esmagadora maioria dos cidadãos lê sempre assim FA = DN, e acerca das FA, muito se vem escrevendo desde 1976.
Presidentes da República que sempre se esqueceram que eram pela CRP os Comandantes Supremos das FA (seja lá o que isso for ou pretendam que signifique), Primeiros-Ministros (PM's) , Ministros da defesa Nacional (MDN) que o que têm sido sempre e apenas é ministros das FA, políticos diversos, vários generais e almirantes com aparentes arrufos e zangas e, nos últimos anos, as constituídas associações de militares (ao tempo de Guterres e Sampaio).
Portugal e salvo melhor opinião, melhorou muito desde 1976, mas continua a ter inúmeras áreas da sociedade e da governação sempre por arrumar, definitivamente.
E os políticos actuais, e os soldados actuais/ os militares actuais, são ou estão muito diferentes dos de 1918?
Os actuais "marretas" "Costa e Rio" estão muito contentinhos por terem feito um acordo de forma a dizerem lá fora o mesmo e em uníssono quanto ás verbas que os parceiros Europeus têm a estrita obrigação de nos dar, Tá claro!.
Mas logo adiantaram que não há mais acordos a assinar.
E existem tantas áreas que deviam estar completamente fora das questiúnculas políticas e partidárias.
A Defesa Nacional e a sua componente militar são duas das áreas entre as várias em que se demonstra facilmente que Portugal continua um País torto, sem orientação, desequilibrado.
Proponho-me escrever a partir de hoje algumas palavras sobre DN e FA, matérias onde pouco sei, mas nelas tenho muito interesse e onde tenho cada vez mais dúvidas como cidadão contribuinte face ao rumo em que as coisas continuam.
Quanto ás outras áreas, para mim críticas, como a justiça que é para mim a mais importante numa sociedade, educação, saúde, cultura, infra-estruturas, tenho ao longo dos anos dado umas "pinceladas" dispersas. Mas onde creio se percebe o meu entendimento, as minhas angústias de cidadão. Continuarei e procurarei melhorar.
E persistirei nas fotografias, através de muitas das quais bem procuro evidenciar facetas do meu País.
E digo meu país, e não deste país.
António Cabral
