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sábado, 31 de janeiro de 2026

BOM  DIA 
Aqui onde estou, e neste momento, está Sol. Será, infelizmente, de pouca duração, pois para o fim do dia ou de madrugada deve regressar a chuvada.

O que não pára de nos chegar é a ORDINARICE de vários políticos, alguns governantes, alguns deputados, e candidatos a Presidente da República.

Como se isto não bastasse temos a vergonhosa participação de certas chefias militares em palhaçadas, demonstrando uma completa ausência de quase tudo. Coluna vertebral de certeza.

Digo isto depois de me terem telefonado - "vai ver a pouca vergonha"

E usei a tecnologia e fui ver.

E o que vi?

Vi uma criatura, o formalmente ministro da chamada defesa nacional (como digo há décadas, não é, nem ele nem todos os antecessores, é apenas ministro da tropa), arrogante como é seu timbre, talvez perto de uma vintena de militares formados, uma espécie de tenda ou palanque, e dois sorridentes generais do Exército, um que "mora" do edifício junto ao estádio do Belenenses e a quem chamam Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, e o outro que é o Chefe do Estado-Maior do Exército.

Prestaram-se esses dois chefes militares a uma encenação grotesca que, depois de tudo filmado, se foram embora. Presume-se que para sinalizar o apoio das Forças Armadas à catástrofe que uma boa parte dos portugueses está a sofrer na sequência da passagem da depressão Kristin.

Que adjectivos se podem invocar?
Ordinarice? Desfaçatez? Descarada ausência de vergonha na cara?

Isto é o reflexo de várias coisas, a saber:
- ausência de noção das responsabilidades,
- ausência de noção do que é servir,
- ausência de sentido de Estado,
- ausência de dignidade no desempenho de cargos públicos e militares.

DEPLORÁVEL!

Tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte e muita paciência para aturar tanto vigarista existente em todos os quadrantes sem excepção.

António Cabral (AC)

terça-feira, 7 de março de 2023

As  JUSTIFICAÇÕES  de  MARCELO
O Presidente da República empossou no passado dia 1 de Março o  anterior chefe do Exército como novo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Cargo que alguns políticos chamam - o verdadeiro patrão dos militares - pois a tutela é mais para grandes e vazias proclamações.
E Marcelo discursou, MUITO. 
Foi muito prolixo, muito enfático, e justificou-se muito. 
Reproduzo a discursata (sublinhados meus)

Senhor Primeiro-Ministro,
Senhora Ministra da Defesa Nacional,
Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional,
Senhor Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República,
Senhor General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, acabado de empossar,
Senhor Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada,
Senhor General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea,
Excelências,

No dia 1 de março de 2018, ainda se vivia um tempo, iniciado no termo do século XX, de crença no império do Direito Internacional, no avanço dos Direitos Humanos, na inevitável atualização das organizações internacionais, na integração das grandes potencias em missões comuns – como as alterações climáticas, os oceanos, as migrações, o terrorismo, o comércio internacional – na progressiva coincidência de multipolarismo com multilateralismo, na tolerância e no diálogo, na estabilização da segurança europeia.

Numa palavra, acreditava-se na diplomacia capaz de suster, ou mesmo vencer, a guerra.

Isto, apesar do sucedido no Koweit, no Iraque, nas Torres Gémeas, na Síria, e, muito pouco antes, na Crimeia, e, sempre, na situação nos Balcãs Ocidentais, na Palestina, e muitos outros afloramentos regionais de tensões muito mais vastas.

Nesse mundo, que persistia em acreditar no avanço da diplomacia contra a guerra, Portugal era o que sempre tinha sido em Democracia, e que resultava das lições da sua História: Fraternal com os irmãos na língua, plenamente integrado com os pares europeus, fiel aos aliados, muito mais antigos, como o britânico, antigos como o norte-americano, já clássicos, como os da Aliança Atlântica, mais próximo do mundo ibero-americano, leal para com os parceiros que conhecera, como poucos, por esse universo fora, nas Áfricas, nas Américas, nas Ásias, no Pacífico.

Foi neste contexto que o Senhor Almirante António Silva Ribeiro iniciou as suas funções como Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Sabia-se que reunia características singulares para o cargo – sentido de desígnio nacional, elevada qualificação académica, e, nela, científica, inteligência pura, determinação férrea, experiência rara em informações militares e políticas, relacionamento antigo com aliados, em particular, do outro lado do Atlântico, clima propício em setores significativos da sociedade civil e nos meios mediáticos.

Numa era em que a defesa nacional ultrapassava a visão circunscrita do puro percurso castrense, uma personalidade assim suscitava elevadas expectativas, admiradas por uns, temidas por outros, com as divisões inevitáveis perante perfis muito marcantes, ou muito fraturantes.

Nestes 5 anos, inspirou ou influenciou, determinantemente, passos dados nos seguintes domínios:

- Atenção permanente à reflexão e elaboração geopolítica.

- Solicitações várias no domínio das estruturas de informação, interna e externa.

- Relacionamento Internacional.

- Reforço, quantitativo e qualitativo, no empenho das Forças Armadas na Proteção Civil de populações e territórios.

- Ampliação e desenvolvimento nas Forças Nacionais Destacadas, que ganharam projeção imposta pelo crescente papel Português em missões das Nações Unidas e da União Europeia, e, também, em antigas ou novas missões no quadro da NATO.

- Reforma do sistema de chefia militar das Forças Armadas, fazendo avultar o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, muito para além da afirmação da supremacia hierárquica, vinda do tempo dos anteriores mandatos – presidencial e parlamentar.

Para tudo isto, beneficiou do apoio de uma ampla e indefetível maioria na Assembleia da República, vinda do passado, e incluindo o Partido do Governo e o principal Partido da oposição.

E, claro, do apoio dos órgãos de soberania e, de modo especial, do Governo e, de modo impressivo, do Senhor Primeiro-Ministro e dos sucessivos Senhores Ministros da Defesa Nacional.

Em praticamente todos os passos dados, contou ainda com o apoio das demais chefias militares e de um consenso operacional nas Forças Armadas.

No último desses passos, o do reforço da Chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas, deparou, porém, com reservas de tomo de dois antigos Presidentes da República, de antigas e então presentes chefias e áreas militares mais sensíveis a tradições e orgânicas vigentes.

Coube ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, em conjugação com o Governo, ajudar a encontrar consensos no Conselho Superior de Defesa Nacional, numa mudança, que se louvava de exemplos externos, mas era inédita na nossa História político-militar.

Ao cessar as suas funções, do desempenho do Senhor Almirante António Silva Ribeiro se pode dizer que praticamente alcançou quase todos os objetivos que se propusera atingir em 2018, que foi o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas com mais poderes em Democracia, desde o fim da concentração dessa Chefia com a Presidência da República, que deixou para os vindouros a dilucidação da dúvida sobre se um cargo assim objetivamente afeiçoado a um Homem que o inspirara, é passível de ser vivido, e como, por quem não tiver tão forte ligação genética.

Finalmente, não tendo podido testemunhar o seu e nosso desejo de aumento de recrutamento e de efetivos, dependente do comportamento da sociedade portuguesa, assistiu ainda – fruto dos novos tempos – ao anunciar de capacidades futuras, não antevistas em 2018.

Numa palavra, o desempenho de Vossa Excelência, Senhor Almirante António Silva Ribeiro, em nada desmereceu, antes pelo contrário, das elevadas expetativas suscitadas em 2018.

Tudo somado, ficará, por certo, assinalado na História da instituição, como legitimamente sonharia.


Excelências,

2023 não é 2018.

A pandemia aí esteve para no-lo pronunciar. Tal como, antes, o ascenso do protecionismo, do antimultilateralismo, da conflitualidade, primeiro latente, depois aberta, de todos os lados.

Do lado da perplexizante Administração Presidencial norte-americana – entre 2018 e 2021 –, com reflexos na NATO e nas relações com a União Europeia. Da parte da Federação Russa, por uns tempos confortada pelos sinais de um setor do poder em Washington, intervindo, direta ou indiretamente, no Ciberespaço, na arena dos sistemas políticos europeus, nos Balcãs, no Próximo e Médio Oriente, e em África.

Do acentuar da competição económica internacional, no acesso a matérias-primas e bens raros ou essenciais para os novos tempos.

Tudo a eclodir nesse inopinado, insensato, e intolerável no plano dos princípios, regresso da guerra clássica à Europa, há um ano.

A guerra vencia a diplomacia. Mesmo se todos sabemos que, sem diplomacia, nunca haverá quer resolução de dramáticos problemas universais, nem, pelo menos temporária, saída da guerra.

E é nesta era que vivemos.

Com uma guerra universal nas potências envolvidas e nos efeitos desencadeados, mesmo se europeia no palco em que se desenrola.

Com um reavivar de alianças como a NATO, de unidades como a União Europeia, de conexões como a euro-africana, de premências na defesa nacional, e nas capacidades militares, no acordar de opiniões públicas para acrescidos e cumulativos desafios.

Com um nunca desistir da diplomacia, do diálogo, do multilateralismo, da plataforma que Portugal é, e será sempre, com excelência.

Tempos difíceis – de recuperação do período pós-pandémico e da economia, de indefetível solidariedade nacional e europeia, e transatlântica, para com a Ucrânia e o seu corajoso Povo, de simultânea presença na construção da paz. Pela diplomacia. Pela sua garantia através das nossas Forças Nacionais Destacadas e outras missões multi e bilaterais.

Num quadro, em que se acentuou – e bem – o escrutínio público à vida e à transparência da instituição militar.

É neste quadro, Senhor General José Nunes da Fonseca, que Vossa Excelência assume a complexa responsabilidade da Chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Poderia, em tese, ser Vossa Excelência ou qualquer dos dois outros distintos Chefes do Estado-Maior. Poderia, também em tese, naturalmente ocorrer a rotação dos ramos.

Mas fazia sentido ser Vossa Excelência. E bem andou o Governo ao entendê-lo e formalizá-lo, na proposta que apresentou ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.

Fazia sentido ser Vossa Excelência, porque nestes próximos anos, além do que vai ser exigido em termos de conjugação profunda dos três ramos, em que todos são necessários, vai ser muito importante, no imediato, o sublinhado do contributo do Exército – em particular no tipo de guerra existente na Ucrânia, na presença no Leste Europeu e, de modo muito específico, na complexa missão na República Centro-Africana.

E Vossa Excelência, nunca esquecendo nas novas funções o papel determinante de todos os ramos das Forças Armadas, tem quanto ao Exército, direto conhecimento e reforçada capacidade de perceção.

Fazia sentido ser Vossa Excelência, porque lhe assiste um tempo de Chefia de ramo bastante mais longo. E isso é uma mais-valia nesta sucessão, quase alucinante, de situações e de factos, sucessão que define o contexto geopolítico em que nos movemos, nomeadamente desde 2018 até hoje.

Mas fazia sentido ser Vossa Excelência, sobretudo, por ser o único Chefe do Estado-Maior, que vivera, em pleno, no início do ano de 2022, o debate intenso sobre a reconversão da Chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A sua nomeação quer dizer que está definitivamente superada a clivagem desse tempo acerca de um passo tão significativo quanto questionante. E a transição deveria ser operada por alguém que tivesse vivido esse período específico.

A sua nomeação também quer dizer que é possível, e vai ser possível, demonstrar que a mudança operada o não foi por causa de um homem e para esse homem. E no cargo cabem, e caberão, perfis e visões muito diversos.

Nós – titulares de cargos públicos – passamos. A instituição fica.

Claro que, além destas três razões, a última das quais decisiva, sabemos todos que Vossa Excelência traz consigo características relevantes para a função – Paixão pela vocação militar, sentido de serviço, despojamento pessoal, humildade cívica, senso da realidade, subtil mesmo se discreta atenção ao mundo circundante, solidariedade forjada na camaradagem, capacidade de converter a solidão no comando em exemplo de Chefia.

Sabe que a linhagem dos seus antecessores é longa e prestigiada. Sabe que conta e contará com Chefes do Estado-Maior com elevado gabarito presente e ambos, todos eles, com óbvio futuro, e sensíveis ao desafio comum.

Sabe que conta com um Primeiro-Ministro, uma Ministra da Defesa Nacional, um Governo, muito empenhados na mesma tarefa nacional.

Sabe que conta com uma Assembleia da República com amplíssimo consenso em matéria de Defesa Nacional, e um Presidente dessa Assembleia com rica experiência na área da Defesa Nacional.

Sabe que conta, como o seu antecessor contou sempre, com a permanente solidariedade institucional e disponibilidade pessoal do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.

Sabe, sobretudo, que conta com as nossas Forças Armadas. Para elas, que estão sempre prontas a servir e a dar tudo a Portugal, e a quem Portugal deve o ter nascido e sobrevivido em instantes essenciais — para elas vai o nosso último pensamento.

Elas são o retrato vivo do que de melhor têm os Portugueses.

Todos os dias garantem a eternidade de Portugal!


Como se pode verificar, um estendal enorme  com muitas justificações.

Muitos dos actuais titulares de órgãos de soberania lidam mal com a verdade e com as críticas. 
Cada vez menos gostam de ser contrariados. 
Assiste-se hoje a um progressivo voltar ao velho respeitinho, e não falta quase nada para se ser alcunhado de fassssistaaaa sempre que se discorda das excelências mas sobretudo quando se lhes aponta as enormidades as incoerências as inações as mentiras.

A minha opinião, porventura injusta terei de aceitar, é que quer Marcelo Rebelo de Sousa, quer António Costa, quer a titular da pasta da defesa nacional (a tal mais bem preparada de sempre para o cargo), pensam muito nas Forças Armadas mas não passam disso, não passam dos discursos pomposos, das tiradas grandiloquentes, ocas.

E tão enfaticamente se justificam sobretudo em cerimónias que até a minha idosa vizinha da aldeia na Beira-Baixa percebe que por baixo das justificações nada bate certo. 

Olha-se para este discurso do chamado primeiro magistrado da Nação e o que se retira?
Um elogio brutal ao cessante Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).
Uma justificação repetidíssima de que faz sentido ser o empossado o novo "chefão" militar. Repetidíssimaaaaaa. 
Soa a esquisito! Soa a má consciência.
E que dizer das referências às ricas experiências na área da defesa nacional por parte de umas quantas luminárias?
O que resultou dessas experiências? Que acções de modernização?

E estou à vontade para ter dito o que está acima. 
Não há lei que obrigue um governo a nomear para CEMGFA um dos chefes dos ramos das FA (Marinha, Exército, Força Aérea) e sempre em rotação. E ainda bem que não há. Embora se deva olhar a essa norma não escrita.
Mas esta repetição de Marcelo faz lembrar o que ele disse anos atrás e tão bem caracterizado por Ricardo Araújo Pereira. As tiradas do "homem" dão para tudo.

Em suma um discurso que tresanda a preocupação, a má consciência, típica de um Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA) em que na realidade o CSFA tem significado ser um Comandante Superficial das Forças Armadas.

Deve ser por dirigir o pensamento para as Forças Armadas que aparecem por milagre os sobressalentes para os leopardozitos de Sta Margarida, que se conseguem modernizar navios, que aumentam os meios disponíveis para estancar as entradas ilegais nas nossas costas, que portugueses concorrem para as Forças Armadas, que as questões salariais finalmente se resolvem, que os quadros de pessoal estabelecidos são preenchidos, que o mar sob jurisdição portuguesa é adequadamente patrulhado, etc.

Fica para a história que alcançaram quase todos os objectivos, e digo eu, o CEMGFA cessante, António Costa desde 2018, e o CSFA.
Mas tenhamos esperança, há coisas não antevistas antes.

Desgraçados de nós cidadãos comuns com esta gentalha nos órgãos de soberania.
Salta-me logo à memória o Aleixo:
Sem que discurso eu pedisse,
ele falou e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei.

António Cabral  

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

MINUSCA, MIRÍADE, FARSAS, MENTIRAS

Volto à carga, 99,9999 % dos meus concidadãos não tem o mínimo interesse nas questões de segurança, defesa (DN), Forças Armadas (FA). Dito de outra forma, ZERO absoluto, desprezo total por coisas de tropa (como depreciativamente a esmagadora maioria dos cidadãos comuns se refere a estes assuntos). E estou convicto que não serão muitos os militares que a sério se interessem pela MINUSCA, pela MIRÍADE, e menos ainda pelo sr Cravinho (MDN).

Violentando-me, e muito, sentei-me nesta sexta-feira em frente ao televisor durante um pouco mais de 3 horas, a ver e ouvir o sr Cravinho, os  chefes militares (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas/ CEMGFA e Chefe do Estado-Maior do Exército/ CEME) chamados à Assembleia da República (AR) e os deputados da Comissão de Defesa Nacional.

Agora não tenho tempo para me alongar, voltarei ao assunto com brevidade. Deixo apenas um registo breve das minhas impressões sobre esta tarde. Péssimas impressões.

Vários dos palradores / deputados confundem desejos com realidades. O representante do BE cumpriu um dos mais deploráveis papeis a que tenho assistido na AR.

As deputadas do PS, sendo a campeã uma tal Lara Martinho, desempenharam-se daquele triste papel "his master voice" num registo patético lamentável. Uma completa ausência de categoria oratória parlamentar, uma atroz ausência de argumentação, estou em crer que o próprio Cravinho poderá ter ficado espantado aqui ou ali.

Do PCP, PSD e CDS, não vi surgir nada de extraordinário. Cada um a seu modo, frisaram e a meu ver muito bem, que estava ali em causa apenas e só uma questão política, e inerentes perguntas e argumentos sobre a decisão política de Cravinho de ficar calado e nada ter sussurrado ao PM. Este, provavelmente, talvez tivesse dito alguma coisa ao repórter - mor da Nação.

Para qualquer cidadão comum que não vire as costas aos problemas da sociedade, sejam de que natureza forem, é evidente que nesta história há coisas que pouco se percebem, e mesmo se estranham. Há certamente uma mentirinha aqui e acolá. O CEMGFA procurou ser detalhado, mas esqueceu-se de explicar porque, estando forças nacionais (FND) naquela zona de África desde 2017, havendo há tantos anos forças nacionais empregues em outras áreas de conflitos, porque é que as normas de controlo no aeroporto de figo Maduro não são há anos apertadíssimas. Ele bem tentou explicar que depois de Março de 2020 o controlo foi apertado, tal como o CEME tentou por mais de uma vez explicar os seis meses de preparação/ aprontamento de forças antes de serem deslocadas para teatros de operações. Tiveram sorte, porque os deputados do BE, PCP, CDS e PSD não lhes colocaram esta óbvia pergunta.

Depois, o sr Cravinho informou que nunca pediu pareceres jurídicos, que não existem, nem se baseou em pareceres jurídicos. Esqueceu-se de dizer se indicou a Marcelo que o seu silêncio se baseou em pareceres jurídicos ou se não referiu nada disso a Marcelo. Ficaríamos a saber quem mentiu ou se mentiram os dois, sendo esta segunda hipótese a mais provável. Basta analisar a sucessão de afirmações inacreditáveis do comentador Marcelo (pareceres, opiniões, etc.). 

Sendo por agora o mais breve possível, uma vez mais temos uma situação caricata, com um incompetente na berlinda, com o Presidente que começa a estar como aquela bruxa ou fada má que contavam aos meninos e meninas nos anos 50 do século passado - abre a boca saem sapos, contras e lagartos.

Tudo isto um nojo. E depois chegam uns parvalhões a dizer que colocar dúvidas, querer esclarecimentos, querer verdades, é tudo um ataque à FA, FA de que eles tanto se orgulham. São os tais orgulhosos deputados a bater no peito e, antes e depois das tiradas como hoje de tarde, sempre a cortar nas verbas e outras coisas para as FA. Umas jóias de criaturas.

Cereja em cima deste podre bolo, o sr Ascenso Simões, a tratar os portugueses como de costume, como se fossemos todos muito burros. Aquela dos 313 processos é inolvidável. Virei a isso.

AC

sábado, 9 de outubro de 2021

CHEFES MILITARES, NOTÍCIAS, OMISSÕES 
do sítio da Presidência da República:
"Sob proposta do Governo, o Presidente da República decretou a renovação do mandato do Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca".

Obviamente, pois em relação a este general do Exército, a criatura não tinha, em princípio, qualquer sede de vingança nem planos de curto e longo prazo. Até porque sabe que, com a instituição Exército é preciso ser muito mais cauteloso ou melhor, enquanto com a Marinha podia e assim fez tratar da coisa ao pontapé. Sabe bem disto, assim tem governado a vidinha desde jovem.

Interessante é relembrar que o chefe do Exército actuou no essencial como fizeram o chefe da Força Aérea e o chefe da Marinha o qual queriam cilindrar, ou seja, aquando do vergonhoso processo de reformas (!?) das leis de enquadramento das Forças Armadas, teceu críticas muito semelhantes às apontadas pelos seus pares da Marinha e Força Aérea.
Claramente referiu, a existência de inconsistências, colisões de competências, lapsos e omissões, e também denunciou que recebeu os projetos do Governo no mesmo dia em que os ia discutir com o ministro em Conselho Superior Militar, a 12 de Março. Bem revelador da categoria (!?) de gente em posições chave na máquina do Estado.

Pena que os jornalistas não sejam assertivos e persistentes, e peçam audiências ao CEMGFA e ao MDN e depois digam se foram recebidos e contem o que conseguiram, ou se receberam tampa.
AC

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

T  A  N  C  O  S
Já se escreveu muito sobre este triste capítulo da nossa história, sobre esta palhaçada manchando a instituição militar, sobre esta fantochada em que se tenta convencer o cidadão comum que tudo não passou de uma cabala, de uma farsa, de uma luta entre instituições do Estado.
Sobretudo tentam sempre convencer o cidadão comum e esta é para mim uma das partes mais gravosas, que os políticos nunca souberam de nada a não ser o que foi relatado e aparecendo nos jornais, nunca ninguém lhes disse nada verbalmente.
Até a minha velhinha vizinha na aldeia sabe de cor e salteado, que a cultura militar impõe que nenhum militar deixa de informar sempre o seu superior hierárquico, que nenhum militar ousa extravasar as suas funções sem autorização superior, que nenhum militar deixa de informar imediata e superiormente qualquer assunto ou caso sensível.
Depois chegam junto do cidadão comum com um mamar doce do tipo, "doa a quem doer", "eu informei logo".

Não tem a ver com o caso, mas quando anos atrás uma lista sensível caiu na rua "SÓ POR UM ACASO azarado dos diabos", passados uns tempos alguém subiu na vida. 
COINCIDÊNCIAS, naturalmente.
Agora verificou-se uma coisa mais ou menos parecida.
Séculos atrás houve um que dizia "l'État sais moi" .
Estes farsolas de agora não o dizem, mas praticam-no sem dó nem piedade, no meio de sorrisos de plástico, de re-inaugurações, de fotografias, ou a cozinhar nos programas TV para anestesiar a populaça.
É como estamos.
AC

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

CRIMINOSO ?  MAS, .... ESQUECIDO ?
O Presidente da República veio com ar zangado dizer publicamente que não é criminoso, isto a propósito de Tancos e de alguém ter posto a circular que existe um papagaio-falante, e que poderia ser ele. 
E veio dizer de forma tão enfática que quer que isso fique muito claro, que não é criminoso.
Pessoalmente, não posso dizer, a propósito de Tancos ou outra coisa qualquer, se Marcelo Rebelo de Sousa é ou não é criminoso.

Mas o concidadão Marcelo Rebelo de Sousa não me pode é obrigar a esquecer-me de tudo aquilo que se conhece do seu percurso de vida, da sua maneira de ser, de quão ardiloso e maquiavélico acho que é. 
O famoso prato de culinária que referiu anos atrás é porventura o menor dos imbróglios. Mas muito elucidativo da criatura.
Que há muito mais para se perceber que é um bocado como o outro, que ia em cima da rã, que acabou por se lembrar do seu modo de vida e maneira de ser, e picou!
Marcelo também não muda. Pode é disfarçar. 
E depois, ainda por cima, chegam sempre pessoas, como Sá Fernandes, - Ah, o meu cliente não se referia ao Presidente.
Então oh Sá Fernandes, é segredo profissional só para um lado? Então a quem se referia?
Cá estamos sempre naquele discurso do respeitinho, não incomodar as altas excelências.

Nesta telenovela Tancos Marcelo não será criminoso, mas tenho a certeza de que periodicamente é uma criatura muito esquecida.
Esquecimentos muito convenientes, escudando-se em silêncios, ou na separação de poderes mas só quando lhe dá jeito.

Olhemos ao caso do seu irmão gémeo, o chamado Comandante Supremo das Forças Armadas.
Este irmão gémeo, que curiosamente tem também o nome Marcelo Rebelo de Sousa (os registos hoje em dia permitem estas coisas) passa a vida a perorar com aquele ar enternecido e comovido, que os militares Portugueses são os melhores dos melhores.
OS MELHORES dos MELHORES.
Deve até já estar agastado com Cravinho, que se lhes refere como Ronaldos como lá fora terá sabido são por vezes crismados.  

Mas, depois, quando vamos espiolhar coisas concretas, reparamos que Marcelo assobia para o lado. É o que legitimamente posso concluir.
Vejamos o caso das promoções dos militares.
As promoções têm regras ou melhor, antes da actuação passiva e activa de uma cambada de malfeitores do PSD CDS e do PS e com a conivência de todos os deputados dos outros partidos durante várias décadas atrás, as promoções tinham regras, e uma das básicas era a de que quando se dava uma vaga num dado quadro de pessoal, desencadeava-se o respectivo processo administrativo, com passos diversos, e o militar viria a ser promovido, contando a sua antiguidade desde a data em que se verificara a dita vaga.
Mesmo antes da tristemente célebre Troika em que a responsabilidade da sua vinda para cá é do famigerado José Sócrates Pinto de Sousa, as coisas começaram a ficar um pouco tortas. 
Mas desde a Troika, e agora os geringonças do PS fazem igual ou pior, as coisas chegaram a um ponto inacreditável. O que se arrasta há anos.

Qualquer pessoa que se debruce sobre esta problemática com seriedade não pode deixar de se interrogar: sobre isto, em concreto, quantas vezes Marcelo e Marcelo já se insurgiram, A SÉRIO, com o PM António Costa?
QUANTAS? 
Já? e se Já, como exigiram Marcelo e Marcelo a resolução destes problemas?
Ah, dizem alguns, ele é um querido, discursa a dizer que o próximo governo vai ter muito que trabalhar no que se refere às Forças Armadas, vai logo a correr aos hospitais ver militares feridos, etc.

Pois, pela minha parte podem guardar essas atitudes todas naquele sítio que bem sabem a que me estou a referir.
Balelas, porque resolver as coisas concretas da vida das pessoas em tempo útil, acabar com esta pouca vergonha por parte do governo, isso é que Marcelo e Marcelo não fazem.
E agora António Costa e seus muchachos andam a falar eleitoralmente que vai haver promoções militares.
Nem chega a ser uma descarada ausência de vergonha na cara, é UM NOJO.
Balelas e lindos discursos. 
Lindos discursos, sempre muito aplaudidos por chefias com as luvas calçadas.
Pela minha parte, como cidadão, votei em Marcelo e já o expliquei no passado porque legitimamente o fiz.
No presente, cada vez mais me encanta menos.
É esquecido?
É demagógico?
É pelo menos tudo isto. 
Tenho muitas críticas quanto à sua actuação como Presidente da República, mas continuo a considerar que o seu desempenho é globalmente positivo.
Como Comandante Supremo das Forças Armadas........devia ver-se ao espelho .............e ter vergonha, muita vergonha.

António Cabral (AC)



 

domingo, 14 de julho de 2019

REPARARAM no AR com QUE o DISSE?
Ai que medo......
“Eu, desde a primeira hora, achei que o MP devia querer saber tudo, de alto a baixo, doesse a quem doesse. Deve saber tudo e deve investigar tudo, porque é uma realidade e, quanto mais depressa, melhor, porque já lá vão dois anos sobre essa realidade”, disse o Presidente da República.
Ficou-me uma dúvida: a que realidade se referia sua Alteza quando disse - porque é uma realidade ?
À descarada ausência de vergonha na cara de uns safados que bem sabemos quem são?
Ao roubo que pode não ter sido roubo?
À encenação do aparecimento?
Às farsas evocadas por certos pândegos?
Ao sorriso do ex-CEME que se viu pelas TV que, de camuflado enquanto ria desenhava com as mãozinhas o tamanho da caixa "brinde"?
Ao aparentemente nada pequeno envolvimento da GNR e da PJM nesta telenovela mexicana?
Ao estado a que se chegou em certas áreas da Instituição Militar?
Ao trabalho (??) desenvolvido pelo MP?
Ao estado a que tudo isto chegou?
AC

quinta-feira, 4 de julho de 2019

AINDA TANCOS e COLATERAIS
Lêem-se coisas engraçadas (??!!??) acerca do relatório que está para ser aprovado a curto prazo na AR, pelos partidos das esquerdas.
Algumas pérolas concretas, por aí anunciadas em jornais (meus comentários a bold): 
- lavagem de «roupa suja» no seio do Exército (elucidativo da coisa, ou não?), 
- não ficou provado que, em algum momento, se tenha verificado qualquer interferência política na acção do Exército ou na actividade da PJM (para rir ou chorar?), 
- responsabilidades de sucessivos governos (ohh) na degradação do Exército e da coisa militar em geral, 
- processos de averiguação e de inquérito (ridículos?) abertos se limitaram a verificar o comportamento de um oficial, um sargento e um praça,  
- a hierarquia do Exército não foi sujeita a qualquer apuramento de responsabilidades de forma ampla, exigente e criteriosa (mas que enorme surpresa, não é?),
- que se faziam ouvir, na estrutura superior do Exército, muitas críticas em relação ao actual processo de nomeação das chefias militares por não contemplar o necessário envolvimento do Conselho Superior do Ramo,
- a displicência da estrutura superior do Exército na gestão e administração deste ramo das Forças Armadas, apesar de todos os chefes do Estado-Maior do Exército conhecerem a situação, nada foi reportado aos titulares da pasta da Defesa Nacional antes de 2016 (a sério?).

São ou não são verdadeiras pérolas, estas produzidas pelo relator socialista, o PS, o PCP e o BE?
Mas alguém acredita que um ministro nunca tenha dito nada ao PM durante basicamente um ano?
Mas alguém, intelectualmente honesto, com coluna vertebral verdadeira, acredita nestas patranhas todas?
E a cobertura do PCP e BE ao PC e concretamente a António Costa?
E não é lamentável que exista gentalha que em vez de subordinada seja submissa e dê cobertura ao comportamento de tais políticos?
Claro que não é caso virgem.
Lembram-se de um outro governo socialista em que um certo chefe de gabinete fez um determinado trabalho, de que resultou uma bronca dos diabos e o ministro ter ido à vida enquanto, mais tarde, esse chefe de gabinete não ficou muito mal na vida?
Lembram-se? ........

E depois venham-me falar de governamentalização das forças armadas. 
É que me parece cada vez mais, com mais este lamentável exemplo,  que os governos não precisam de se esforçar nessa vertente, basta deixarem actuar certas pessoas, em auto-flagelação.
Pois venham agora mais escritos sobre farsas e outras argumentações, para demonstrar que a democracia funciona, e que até se deixam publicar vozes discordantes nos principais jornais.
O governo agradece.
Ah, e TÁ CLARO, que com isto ficou tudo, mas tudo apurado, doesse a quem doesse. Doeu?

Recordar as atitudes passadas e colocá-las agora lado a lado com as atitudes silenciosas, faz lembrar o quê? Eu digo:
Faz lembrar o maior respeito por estes titulares de orgãos de soberania!!!!!

Não, não me peçam respeito.
Dêem-se ao respeito, ........se forem capazes, evidentemente.

Talvez que para alterar este lamentável estado de coisas, seja de  perguntar ao Montenegro se, lá na estranja para onde ele vai para aprender a dirigir, se não haverá também uns cursilhos de boas maneiras para titulares de orgãos de soberania.
AC 



sexta-feira, 28 de junho de 2019

28 JUNHO 2017.  TANCOS
Publicado nesta data um comunicado a informar o assalto a Tancos, a dar conhecimento aos Tugas que uns depósitos / paióis tinham sido arrombados/ roubados.
Quase logo de seguida, foi bramado aos Céus e aos Incréus que doesse a quem doesse tinha que ser tudo apurado, tudo mas mesmo tudo.
Como não têm vergonha na cara, como tentam que os portugueses TODOS sejam e se comportem como uns tolos, como pensam que todos os portugueses são desmemoriados e amnésicos, dois anos depois exigem a si próprios estarem caladinhos. 
Faz-se de morto, fazem-se de mortos.
Patético, patéticos. 
São titulares mas é de uma despudorada e descarada ausência de qualquer vergonha na cara.
Sobre esta telenovela que nem a pior mexicana conseguia ser pior que esta "made" in Portugal, com um "starring" maravilhoso, desde várias estrelas nos ombros, a inchados de pesporrência, a homens de gabinete, a donos disto tudo, a políticos vergonhosos, tudo parecendo muito mafioso, lembrei-me deste trecho:
Elucidativo. 
Sobretudo quando formos rever os depoimentos de vários militares na CPI na AR e formos, também, reler certos escritos evocando coisas bem patéticas.
E é preciso acrescentar ou melhor, recordar, pois andam vários esquecidos ou a fazer-se esquecidos e que é o seguinte: que militar com coluna vertebral, militar digno (que são a esmagadora maioria dos oficiais sargentos e praças das FA), sabe que  está subordinado, sabe bem o que é subordinação, mas também sabe o que é submissão e detesta a submissão, e não encobre canalha, civil ou militar. 
Desgraçado País.
AC

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Marcelo e Tancos
Ah, .......e alguns pândegos, e....... alguns militares
Há dias li online comentários/ notícias relativas ás últimas cenas na AR a propósito de TANCOS. E concretamente acerca das respostas escritas do actual PM.
Várias conclusões possíveis.
1ª - entre gabinetes ministeriais/ governamentais, parece ser normal em assessores e chefes de gabinete, aceitarem e partilharem e encaminharem, sempre sem qualquer registo formal administrativo,  documentos apócrifos, sem assinatura, sem data, sem carimbos, etc.
Não há um jornalista que corajosamente diga - que pouca vergonha é esta? Mas acham que somos todos estúpidos?
2ª - alguns documentos relacionados com um dado evento chegam ao PM meses depois (ou muito mais) do acontecimento; também terá sido assim quando dos incêndios?
3ª - o que escreveu o PM em resposta à AR parece que bate certinho, mas mesmo 100%  certinho vejam lá, com as declarações de generais e chefes de gabinete. Discrepâncias ZERO, não é giro?
Assim é que é bonito, assim é que se defende a lisura de procedimentos, a transparência, e se protege o PM.
O mesmo PM, o mesmo político de sempre que trata como se sabe as Forças Armadas, a mesma criatura que, parece poder concluir-se,  os militares protegem. Assim é que é bonito.
Talvez daqui a uns tempos até o convidem para apresentar mais uma obra escrita de algum general ou almirante, como parece continuar a ser moda. 
É tão curioso ver alguns a zurzir e bem nos que ofendem desprezam vilipendiam as Forças Armadas, e ver depois convidá-los para certos eventos. Enfim, passivos no activo, activos na reforma.

Quanto a Marcelo:
Que logo depois de Tancos saltou até lá, perorou, perorou, perorou, perorou, perorou, e em dada altura até António Costa lhe  recomendou calma, estará agora a pensar no assunto, a sério?
Agora que tudo certamente vai ficar sem culpados nenhuns (excepto mais algum tarata), se calhar a legislatura vai mesmo acabar com certa gentalha a rir de tudo isto.
Azeredo Lopes demitiu-se, se percebi bem, logo depois de António Costa lhe mostrar um papelinho, papelinho que António Costa ficou perfeitamente convencido que Azeredo nunca vira, o tal papelinho. Adorável. E Marcelo calado.
O general que era chefe do Exército demitiu-se cinco dias depois de Azeredo ser despedido. Que lhe terá dito o sr Cravinho júnior?
E Marcelo calado.
Marcelo calado também, a assistir a movimentações de generais que foram ouvidos na AR. Claro que a gestão é do governo, e é também gestão militar. Claro.
Depois de ler sobre as declarações escritas de António Costa remetidas à CPI da AR, lembrei-me que este senhor, tempos atrás tinha vociferado (é o termo, tal foi então o tom empregue) - “Ainda havemos de saber o que cada um sabia sobre esta história de Tancos”. Ele pelos vistos nunca soube de nada. Talvez os amigos que lhe sopram - Toni, isto foi tudo uma farsa, o Passos Coelho está por trás da coisa. Não, esses também não.
Ah, e Tancos nunca teve problemas de redes e etc, NUNCA.
Tudo inventado. E Marcelo calado.

TANCOS ?
O que é isso?
hum....Tancos.......ninguém sabe nada, ninguém comunicou nada fosse verbalmente, cara a cara, ou sussurrado ao ouvido, ou sms, por documento com hieróglifos,......Tancos, ...hum.....isso é alguma marca de carro nova? E Marcelo calado.

No meio disto tudo o Ministério Público, investigará?
Ou já percebeu que este processo é mais um dos imensos, daqueles  que é para deixar morrer? A legislatura irá acabar e Marcelo calado.

Claro que Tancos também pode ter sido uma grande trama para tentar derrubar a geringonça. Certo.
É o que lojas e escritórios e grupelhos, e amigalhaços de certos clubes apontaram, certo? 

Marcelo é, Presidente da República, chefe de Estado, comandante supremo das Forças Armadas. Só..........
Ah, ....e, constitucionalmente, é o garante do funcionamento das instituições. Certo.
Ou, afinal,  é outra coisa ?
Quando por exemplo uma vez disse publicamente - parece que uma acusação estaria por dias - isso queria dizer o quê, saberia o quê, ou era mais um soundbyte patético?

Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 10 de maio de 2019

TANCOS, PR, PM, MDN, e Etc.
Começo pelo que normalmente aparece no fim, a conclusão.
A conclusão é, como repito há muito tempo a propósito deste tema como de muitas outras coisas da vida nacional, Desgraçado País, desgraçados de nós cidadãos comuns, com esta gentalha nos palácios e nas decisões que nos afectam.
Inicialmente, martelado depois a espaços, "tem de se apurar tudo de alto a baixo, até ao fim, doa a quem doer".
Houve confissões inacreditáveis como murros no estômago e etc.
Mais recentemente "seria um pouco excessivo a legislatura terminar sem se apurar o que se passou em Tancos".
A dada altura, se bem me lembro, o inefável António Costa felicitou o trabalho da PJM, da GNR, no caso de Tancos.
Parece que para António Costa Tancos é assunto arrumado, não sem antes ter recomendado a Marcelo que contivesse a ansiedade.
Agora, no âmbito da palhaçada que decorre na AR, a CPI a Tancos, parece que enviaram dezenas de perguntas para António Costa responder por escrito.
Bom, salvo melhor opinião e, como sempre respeitando as opiniões alheias mesmo que delas discorde até 100%, depois de ter tido a pachorra de ouvir as declarações de toda a gente que até agora foi chamada à CPI, e sobretudo depois dos últimos depoimentos com chefes de gabinete, ex-responsáveis políticos e militares, a vontade de vomitar é cada vez maior.
A certeza é uma, de que tudo isto vai ser um FLOP.
E haverá ainda provavelmente mais uns artigos a defender que foi tudo intentona, farsa, maldade, etc. 
Não me parece possível tirar outra conclusão diferente do que acima digo.
Desgraçados de nós.
AC

quarta-feira, 27 de março de 2019

TELENOVELA MEXICANA ??
SEMPRE ME PARECEU
(retirado dos online)
O diretor da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, confirmou esta terça-feira, no parlamento, que foi “uma encenação” a recuperação pela PJ Militar (PJM), em outubro de 2017, de parte do material militar furtado nos paióis de Tancos.“Houve uma encenação que, no decurso da investigação, foi desmontada”, afirmou Luís Neves, durante uma audição na comissão parlamentar de inquérito ao furto de Tancos, na Assembleia da República, em Lisboa.

De encenação em encenação, farsa em farsa, observar o que se passa há semanas na AR no âmbito da CPI, ler algumas declarações "inchadas" de alguns "donos" sobre os acontecimentos em Tancos e sobre certos generais, é confrangedor, é de arrepiar, é inacreditável, é o quê?
O nº1 continua contentinho! 
AC

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

As AUDIÇÕES sobre o "CASO" TANCOS
Começam hoje.
Faz-me lembrar aquela "cena" do velhinho Juca Chaves, "o Congresso de Sexologia", em que depois de várias perguntas sobre a actividade /regularidade sexual de vários dos congressistas um, lá do fundo da sala, responde excitadíssimo "É HOJE, É HOJE".

O que sabemos no presente? POUCO.
O outro duvidava da própria sombra e, no "caso" Tancos, é capaz de ser bem avisado duvidar de quase tudo.
Mas, para começar, uma certeza tenho.
A democracia tem regras próprias, e na democracia existem instituições, e as instituições devem ser respeitadas.
Na democracia existem orgãos de soberania, e devem ser respeitados.
Os orgãos de soberania têm titulares, e devem ser respeitados.
Uma das instituições pilar da nossa democracia é a instituição militar, e a instituição militar integra os três ramos das Forças Armadas (FA) (Marinha/ MAR, Exército/ EXE e Força Aérea /FAP).
A instituição militar tem "cabeças", a saber: políticas, e que constitucionalmente são, Presidente da República (PR) / Comandante Supremo das FA (CSFA), Primeiro -Ministro (PM) e ministro da defesa nacional (MDN), e cabeças militares, que são os 4 chefes militares, chefe de Estado-Maior General das FA (CEMGFA) e chefes de Estado-Maior de cada um dos ramos (CEMA, CEME, CEMFA).
Tudo e todos devem ser respeitados.
Mas, os titulares dos orgãos de soberania, e as cabeças políticas e militares da Instituição Militar, também se devem dar ao respeito.
No "caso Tancos" foi assim, tem sido assim?
Tenho as maiores dúvidas, para não dizer que tenho a certeza de que vários não se deram ao respeito.

Foi considerado e parece que assim continua, que terá sido na madrugada de 27 para 28 de Junho de 2017 que aconteceu o aparente roubo de material militar dos paióis/ paiolins em Tancos, em que terão  "desaparecido" munições, granadas e explosivos e, talvez, algum armamento obsoleto.
De concreto, se bem me lembro, Marcelo, Costa, e Azeredo, sempre disseram que nada sabiam.
Marcelo queria apuramento de tudo, "doa a quem doer", "de cima a baixo". Pouco depois do "noticiado", foi de escantilhão a Tancos arrastando o atrapalhado MDN. O PM continuou durante uns dias a descansar!!
Azeredo Lopes e os então CEMGFA e CEME também declamavam não saber de nada.
Depois houve aquela palhaçada televisionada, com Costa e Azeredo e os 4 chefes militares de então, e ficou a saber-se que tinha havido uns murros no estômago!!!!! Lamentável!!!

De concreto sabemos ainda o seguinte:
> Azeredo Lopes era confiável/ tinha a confiança do PM que aliás a reiterou/ foi corrido/ pediu para sair/ foi remodelado;
> General Rovisco Duarte nada sabia, foi corrido só ao fim de muito tempo/ foi convidado a sair pelo sucessor de Azeredo Lopes/ pediu a exoneração, creio que 3 dias depois de novo MDN; não contente, disse uma coisa publicamente e outra dentro do Exército; não contente, suspendeu rapidamente creio que cinco coronéis havendo quase a certeza de que sem cobertura estatutária para isso, tanto que pouco tempo depois, foram "dessuspendidos" !!!!;
> A "coisa" foi noticiada a 29 de Junho de 2017;
> Procuradoria-Geral da República (PGR) falou em"suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional";
> Numa fase inicial depois de conhecida a bronca, Azeredo Lopes, admitiu que "no limite, pode não ter havido furto"; se calhar a realidade VERDADEIRA pode dar-lhe razão;
> Mais tarde a PJM dá conta de uma operação conjunta com a GNR de Loulé em que apareceu (??) na Chamusca o material roubado; veio a verificar-se, contudo, que continuaram a faltar munições de 9 m/m e algum outro material e que apareceu, "pro bono", uma caixinha que se desconhecia, aparentemente, e "pequenina", como gracejaria o general Rovisco Duarte;
> Suspeitas sobre a PJM aumentaram;
> O anterior diretor da PJM, coronel do Exército, foi detido, tendo sido televisionada a sua detenção, em moldes que considero despropositados; detidos ainda nessa altura outros três responsáveis da PJM, e mais três elementos da GNR de Loulé e um civil; 
> Veio a ser também detido um major que prestara serviço na PJM, e que terá confessado certos encobrimentos;
> Recentemente foram detidos 8 suspeitos do roubo de material militar de Tancos, falando-se de "associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes";
> Vão ser ouvidas na Assembleia da República (AR) dezenas de pessoas, civis e militares e, aparentemente, António Costa responderá por escrito ás perguntas dos deputados da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que hoje começa os trabalhos;
> Sabemos ainda, pois diariamente assim nos destratam, que esta gentinha nos considera a todos uns parvalhões, e estão como antigamente sedentos do velho respeitinho, só porque momentaneamente são titulares de orgãos de soberania e clamam - É preciso respeitar as instituições"- mas, continuamente não se dão ao respeito.
> A propósito desta coisa do ter que se respeitar as instituições, sobretudo Marcelo clama por isso, acerca da instituição militar, sabendo-se que existe esta mania e ele insiste muito nisso, de confundir o Exército com a instituição militar. Claro que na Marinha e na Força Aérea também aconteceram/ acontecem coisas de bradar aos céus, mas este martelar confuso e quase parece propositado, no mínimo, irrita quem não é bronco.

Continuamos a não saber, por exemplo:
> Que tensões houve de facto entre Marcelo e Costa e que concordâncias existem de facto entre eles sobre esta matéria.
> O que é que eles (PR, casa militar do PR, o PM o seu assessor militar e o seu chefe de gabinete, MDN e o seu chefe de gabinete, CEMGFA, CEME), sabiam de facto ?
> Eles andaram e andam a mentir aos portugueses ?
> Que responsabilidades políticas?
> Que consequência jurídicas, judiciais, penais ?
> Quando é que o Exército soube de facto da coisa, e porque fez aquele comunicado ?
> Quando soube a PJM ? A "28JUN2017 ?
> Quando soube a PJ) ?
> Quando soube o MP ?
> Que conversa houve entre PGR de então e CEMGFA?
> O actual MDN tem a noção do que são inventários? Lembrar-se-á que por exemplo na banca existia e deve continuar, uma coisa que se chamava "quebras", pois ao fim do dia na caixa podia haver uma diferença (pequena) entre registo/existências em caixa e entradas e saídas de dinheiros?
> Houve roubo?
> É tudo uma farsa, como sempre declarado por uns pândegos, mas agora que algumas coisas menos nebulosas vão sendo conhecidas, talvez a "coisa" não seja afinal para atingir/ denegrir a geringonça como garbosamente clamavam?
> Se a questão inventários é de de facto desde Junho de 2017 ou se é de muito detrás, como quem conhece o meio bem sabe que é verosímil?

Finalmente, essa coisa do só saber/ ter conhecimento perante um documento formal que lhe seja apresentado pela via hierárquica, previamente registado em todo o seu trajecto burocrático /administrativo, versus um papelinho transmitido em mão por estafeta confiável, informação verbal, sussurro ao ouvido, "parece que houve" em conversa de cocktail, telefonema seja a que horas for, não passa tudo de uma descarada ausência de vergonha na cara para "épater les bourgeois et les pauvres citoyens".
Ao longo do tempo já aqui no blogue escrevi tanta coisa sobre este lamentável assunto que fico por aqui. 
Vamos aguardar a palhaçada na AR.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

T A N C O S
E o tempo vai passando.............e nada!
Já o escrevi e volto a repetir, cada vez mais me parece que se está à espera de uma teoria emanada do MP para salvar a face de muita gente. 
De todos os que - nunca souberam de nada, nunca viram nada, (Marcelo deve ter ficado arrepiado com o estado brilhante "daquilo" quando foi de supetão a Tancos), nunca foram informados de nada, nunca receberam nada formalmente, FORMALMENTE!
Alguns dizem, e com uma parte de razão, que Tancos tem servido para guerra política.
Não admira, das esquerdas às direitas nunca em Portugal decidiram as áreas onde não podia haver jogatanas políticas. E uma delas é a das Forças Armadas e outra a Defesa Nacional, coisa que vai muito para lá de Forças Armadas.
E assim vai continuar por muitos anos, pois são muito maus os protagonistas, e só pensam na carreira política e no assegurar das benesses ao fim do mês. Tenham a forma de vencimento, ou subsídios pelo que fazem e pelo que dizem que fizeram (!!).
Nos mediáticos informativos, a descarada ausência de vergonha na cara também tem sido marca da casa.
Populismos, encenadores de farsas, demagogos e, sobretudo, ausência completa de sentido de Estado, pesporrência a jorros, protagonistas serôdios.
Quem roubou?
Foi mesmo roubado?
Não terá sido uma mistura do acumular de registos errados/ material à carga, mais alguns desvios maldosos, tudo ao longo dos anos, até que alguém resolveu não pactuar mais?
SE CALHAR...................!!
Ah não, não senhor, o ministro da tutela diz que nas Forças Armadas não há problemas de inventários!
Deficiência minha, certamente, mas não cheguei a perceber se a ausência de problemas de inventários era devido à inexistência dos mesmos, ou à inexistência de papel para os garatujar, ou à inexistência de computadores e folha EXCEL, ou porque sim!
Como bons políticos, saiu mais uma comissão parlamentar de inquérito para a mesa do canto. 
POIS CLARO, e agora é que vai ser. 
Trabalho político, muito e ÁRDUO.
Pelo que se lê por aí, a lista dos que terão que ser ouvidos é imensa.
Iremos provavelmente assistir ás palhaçadas do costume - eu nunca soube de nada - nunca fui informado de nada - o meu antecessor nunca me falou em nada - eu já disse tudo o que sabia - era uma caixinha tão pequenina que nem quase dávamos por ela!
Provavelmente, quase certo, irão uns quantos atirar-se ao governo anterior quando, obviamente, nenhum governo está isento de nada no que respeita ao descalabro a que chegou a instituição militar.
Mas para esse descalabro muito foram contribuindo ao longo de muitos anos várias das sucessivas chefias militares, politicamente escolhidas desde 1991. Governamentalização.
1991, ano em que depois de terem tido que engolir um chefe militar  quando desejavam outro, alteraram a lei respectiva.
E quanto a governamentalização, basta ler atentamente a lei actual, e olhar para a fita de tempo de substituição do CEMGFA. Minudências?
E hoje temos o fofo protagonismo mediático de certos senhores, que construíram paulatinamente  a vidinha, fazendo jus à frase - o que custa é saber viver.
A coluna ser de colagénio é detalhe sem importância.
E de facto, no meio desta farsa toda (não a farsa apontada pelos amigos) a realidade do que aconteceu é que continua escondida, no meio do - há que respeitar as instituições (sussurram sem se ouvir, "mesmo que tenha que se esconder muita coisa"), eu nunca soube de nada.
Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar, dizia o Queiroziano Brigadeiro.
AC

domingo, 21 de outubro de 2018

Responsabilidade política
Vital Moreira tem no seu blogue este pequeno "postal".
O Chefe do Estado-Maior do Exército apresentou demissão na sequência da substituição do Ministro da Defesa.
É caso para dizer que o sentido da responsabilidade pública no exercício de cargos de chefia chegou onde devia ter chegado há muito no lamentável e comprometedor folhetim de Tancos. O que surpreende é que o anterior Ministro não tenha feito valer desde o início a responsabilidade dos militares encarregados da segurança dos paióis de Tancos e, em última instância, da chefia do Exército.
Mas mais vale tarde do que nunca!

É sempre interessante observar a ênfase de VM em certos aspectos quando outros, também ligados ao tema, ficam de lado.
Dá uma certa canelada em Azeredo Lopes, e muito bem, mas o princípio aplica-se totalmente ao senhor António Costa, ou não?
António Costa não chamou ninguém quanto a responsabilidades?
Será que a VM o inibe o facto da mulher estar no governo, e que por isso nada diz sobre Costa?
AC

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

DEPOIS de LHE PERGUNTAREM...........
QUER SER VOCÊ?
AC
O ESPECIALISTA
Rovisco Duarte devia ter saído "logo que ocorreu" furto em Tancos, diz especialista. O especialista é..........Ângelo Correia!!!!!!!!
Lê-se por aí - A demissão de Rovisco Duarte do cargo de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas é tardia, no entender do especialista em Defesa, Ângelo Correia, uma vez que devia ter acontecido "logo que ocorreu a questão de Tancos".
Questionado sobre as razões que terão levado à demissão de Rovisco Duarte, o especialista apresenta dois cenários possíveis.
O primeiro diz respeito ao novo ministro, João Cravinho, que "sendo novo, determinou ou solicitou"(????) a sua saída.As duas hipóteses apresentadas por Ângelo Correia.
A segunda hipótese apresentada por Ângelo Correia em declarações à TSF, está relacionada com o próprio Rovisco Duarte, que "reconheceu, pelo que aconteceu e pelas descrições feitas por representantes ou membros da Polícia Judiciária, que mais dia, menos dia haveria uma questão pertinente com ele. Antecipou-se a esse momento".
Quanto ao vice-chefe do Estado-Maior do Exército, o tenente-general Campos Serafino, Ângelo Correia este comunicou todas as informações que tinha a Rovisco Duarte e, por isso, não há quaisquer motivos para que peça a demissão.
Segundo o especialista, o "dever de comunicação, informação ou conhecimento de algumas questões", esse deve ser feito através da hierarquia. Tendo o tenente-general Campos Serafino cumprido com esta obrigação, não há qualquer razão "para ser punido ou mal-tratado, no futuro ou no presente pelo facto de ter conhecimento. Errado seria se soubesse de alguma coisa desta natureza e não o comunicasse", defende.
No que diz respeito ao perfil do sucessor de Rovisco Duarte, o especialista em Defesa resume-o em duas palavras: "bom militar". E o que é um "bom militar"?
"Um homem que tem sentido de lealdade, de justiça, de honra, de profissionalismo, que dedica a sua vida ao bem comum. Tudo isto são virtudes militares", remata
.
(sublinhados meus)
Este especialista sempre foi muito engraçado.
Mas o mais engraçado nesta coisa é a defesa que o especialista faz do actual Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército. 
Ângelo Correia está muito bem informado e continua, sempre com aquele ar de quem não mata uma mosca, a endereçar recados.
Curiosidades contemporâneas, vícios antigos.
O actual MDN, o PM, o PR já devem ter ouvido. E os outros generais do exército também.
AC

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A BOTA e a PERDIGOTA
Em Portugal é quase sempre assim. 
A bota não condiz com a perdigota.
Nos dia de hoje, e como se esperava, o general chefe do estado-maior do Exército foi corrido.
O general enviou uma carta ao presidente, ele lá saberá porque o quis fazer assim.
Nestas coisas, sempre me intrigou que não assumam, independentemente das consequências.
Em relação aos políticos, ainda posso ter presente que a muitos, os de pouca coluna vertebral, convenha não hostilizar, pois pode sempre arranjar-se depois um lugarzinho para compensar a demissão. Demissão?
Não, para compensar ter pedido para sair.....eh....eh....
O Costa, como outros antecessores de todas as cores, nunca corre com ninguém, são tão boas pessoas, Costa e todos os outros!!!!
Quanto aos chefes militares, nunca hei-de perceber certas coisas.
Agora, a carta para o presidente da República invoca razões pessoais. Aparentemente, para dentro do Exército não foi nada disso.
Em que ficamos? Que coerência?
É também por estas e outras que as coisas estão tão podres.
Lamentável. 
Não há um que fique bem na fotografia, Marcelo, Costa com o seu sorriso patético, e por aí abaixo.
AC
SUPERIOR TRATAMENTO de QUESTÕES de ESTADO
> É o que está na carta.
> O processo para a nomeação de um novo chefe do estado-maior do Exército segue o procedimento normal
AC
CURIOSIDADES FORMAIS
No sítio da Presidência da República lê-se - O Presidente da República recebeu hoje uma carta do General Francisco José Rovisco Duarte, que, invocando razões pessoais, pede a resignação do cargo do Chefe de Estado-Maior do Exército.
A carta foi transmitida ao Governo, a quem compete, nos termos constitucionais e da Lei orgânica das Forças Armadas, propor ao Presidente da República a exoneração de chefias militares, ouvido o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
.

(sublinhados meus)

Contrariamente a outros, que anos atrás me olhavam com um certo ar por verem que me preocupava com "coisas estranhas" na vida profissional e como cidadão, sempre tive atenção a questões legais, ás normas.
Digo isto a propósito do que leio e do que está a vir a público. 
Quem sou eu para julgar mas, como ainda não taxam a opinião, entendo curioso este pedido de saída. Resignação!!
A CRP, na alínea p) do Artº 133º define a competência do Presidente da República para nomear e exonerar, mas sempre sob proposta do governo, os vários chefes militares.
O Presidente da República não nomeia ou exonera por sua alta recreação, por sua iniciativa.  Pode fazer pressão junto do governo, pode não aceitar propostas do governo nesta matéria, mas não tem legalmente e constitucionalmente nenhuma competência de  iniciativa na matéria. Tem de esperar.

De maneira que, este senhor general reagiu tardíssimo, na minha opinião naturalmente, e reagiu porventura por uma das várias razões adiante sugeridas, ou por todas:
> o novo ministro disse-lhe na cara ontem ou hoje que não percebia porque não se tinha ainda demitido na sequência de Tancos, e não lhe merecia assim confiança ou então, mal chegou ao ministério na tarde de 2ªFeira, mandou-lhe recado nestes termos,
> Carlos César, sabendo que António Costa não quereria o general à frente do Exército mas como publicamente sempre elogia os chefes militares achando sempre sagradas as palavras dos generais, tratou de desempenhar o papel de polícia mau e dizer com toda a clareza, que esperava que houvesse consequências no Exército depois da saída de Azeredo Lopes,
> a demissão de Azeredo Lopes e sobretudo os desenvolvimentos dos depoimentos no MP acerca de Tancos e particularmente a tramóia do aparecimento de material na Chamusca, desenvolveu labaredas já incontroláveis, e "chamuscantes" certamente para muita farda,
> o próprio PR nunca mais deve ter acarinhado o general.

Vai daí, - ai é, pois a carta vai para o presidente e não para vocês! Toma.

Bom o mais importante para mim não é a demissão de Azeredo Lopes ou agora o general ter escrito ao PR a pedir resignação.
O importante para mim é apurar a verdade toda sobre Tancos.

1º - responsabilidades pelo que aconteceu, o roubo, e não me venham com coisas, o desinvestimento nas FA não pode justificar a frouxidão na segurança;
2º - apuramento completo do processo sobre o roubo;
3º - apuramento de todas as fases sobre a tramóia do aparecimento de material na Chamusca, apuramento de eventuais responsabilidades de elementos no âmbito da PJM, de outros militares, de GNR, de civis.

Mas querem saber o que penso?
A coisa virá a ficar morna, e não vai nunca a saber-se se o PM também sabia de alguma coisa. Ou mesmo o PR.
Este tipo de gente só sabe aquilo que formalmente lhe chega, e em que os registos escritos podem ser prova. Conversas, sussurros, ah, nunca tive conhecimento de nada, soube pelos jornais!!

De uma coisa tenho a certeza, vai fazer-se tudo mas mesmo tudo, para apurar responsabilidades, doa a quem doer.

Ah,....ah,...ah....
António Cabral