Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 31 de janeiro de 2026
terça-feira, 7 de março de 2023
Senhor Primeiro-Ministro,
Senhora Ministra da Defesa Nacional,
Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional,
Senhor Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República,
Senhor General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, acabado de empossar,
Senhor Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada,
Senhor General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea,
Excelências,
No dia 1 de março de 2018, ainda se vivia um tempo, iniciado no termo do século XX, de crença no império do Direito Internacional, no avanço dos Direitos Humanos, na inevitável atualização das organizações internacionais, na integração das grandes potencias em missões comuns – como as alterações climáticas, os oceanos, as migrações, o terrorismo, o comércio internacional – na progressiva coincidência de multipolarismo com multilateralismo, na tolerância e no diálogo, na estabilização da segurança europeia.
Numa palavra, acreditava-se na diplomacia capaz de suster, ou mesmo vencer, a guerra.
Isto, apesar do sucedido no Koweit, no Iraque, nas Torres Gémeas, na Síria, e, muito pouco antes, na Crimeia, e, sempre, na situação nos Balcãs Ocidentais, na Palestina, e muitos outros afloramentos regionais de tensões muito mais vastas.
Nesse mundo, que persistia em acreditar no avanço da diplomacia contra a guerra, Portugal era o que sempre tinha sido em Democracia, e que resultava das lições da sua História: Fraternal com os irmãos na língua, plenamente integrado com os pares europeus, fiel aos aliados, muito mais antigos, como o britânico, antigos como o norte-americano, já clássicos, como os da Aliança Atlântica, mais próximo do mundo ibero-americano, leal para com os parceiros que conhecera, como poucos, por esse universo fora, nas Áfricas, nas Américas, nas Ásias, no Pacífico.
Foi neste contexto que o Senhor Almirante António Silva Ribeiro iniciou as suas funções como Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Sabia-se que reunia características singulares para o cargo – sentido de desígnio nacional, elevada qualificação académica, e, nela, científica, inteligência pura, determinação férrea, experiência rara em informações militares e políticas, relacionamento antigo com aliados, em particular, do outro lado do Atlântico, clima propício em setores significativos da sociedade civil e nos meios mediáticos.
Numa era em que a defesa nacional ultrapassava a visão circunscrita do puro percurso castrense, uma personalidade assim suscitava elevadas expectativas, admiradas por uns, temidas por outros, com as divisões inevitáveis perante perfis muito marcantes, ou muito fraturantes.
Nestes 5 anos, inspirou ou influenciou, determinantemente, passos dados nos seguintes domínios:
- Atenção permanente à reflexão e elaboração geopolítica.
- Solicitações várias no domínio das estruturas de informação, interna e externa.
- Relacionamento Internacional.
- Reforço, quantitativo e qualitativo, no empenho das Forças Armadas na Proteção Civil de populações e territórios.
- Ampliação e desenvolvimento nas Forças Nacionais Destacadas, que ganharam projeção imposta pelo crescente papel Português em missões das Nações Unidas e da União Europeia, e, também, em antigas ou novas missões no quadro da NATO.
- Reforma do sistema de chefia militar das Forças Armadas, fazendo avultar o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, muito para além da afirmação da supremacia hierárquica, vinda do tempo dos anteriores mandatos – presidencial e parlamentar.
Para tudo isto, beneficiou do apoio de uma ampla e indefetível maioria na Assembleia da República, vinda do passado, e incluindo o Partido do Governo e o principal Partido da oposição.
E, claro, do apoio dos órgãos de soberania e, de modo especial, do Governo e, de modo impressivo, do Senhor Primeiro-Ministro e dos sucessivos Senhores Ministros da Defesa Nacional.
Em praticamente todos os passos dados, contou ainda com o apoio das demais chefias militares e de um consenso operacional nas Forças Armadas.
No último desses passos, o do reforço da Chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas, deparou, porém, com reservas de tomo de dois antigos Presidentes da República, de antigas e então presentes chefias e áreas militares mais sensíveis a tradições e orgânicas vigentes.
Coube ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, em conjugação com o Governo, ajudar a encontrar consensos no Conselho Superior de Defesa Nacional, numa mudança, que se louvava de exemplos externos, mas era inédita na nossa História político-militar.
Ao cessar as suas funções, do desempenho do Senhor Almirante António Silva Ribeiro se pode dizer que praticamente alcançou quase todos os objetivos que se propusera atingir em 2018, que foi o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas com mais poderes em Democracia, desde o fim da concentração dessa Chefia com a Presidência da República, que deixou para os vindouros a dilucidação da dúvida sobre se um cargo assim objetivamente afeiçoado a um Homem que o inspirara, é passível de ser vivido, e como, por quem não tiver tão forte ligação genética.
Finalmente, não tendo podido testemunhar o seu e nosso desejo de aumento de recrutamento e de efetivos, dependente do comportamento da sociedade portuguesa, assistiu ainda – fruto dos novos tempos – ao anunciar de capacidades futuras, não antevistas em 2018.
Numa palavra, o desempenho de Vossa Excelência, Senhor Almirante António Silva Ribeiro, em nada desmereceu, antes pelo contrário, das elevadas expetativas suscitadas em 2018.
Tudo somado, ficará, por certo, assinalado na História da instituição, como legitimamente sonharia.
Excelências,
2023 não é 2018.
A pandemia aí esteve para no-lo pronunciar. Tal como, antes, o ascenso do protecionismo, do antimultilateralismo, da conflitualidade, primeiro latente, depois aberta, de todos os lados.
Do lado da perplexizante Administração Presidencial norte-americana – entre 2018 e 2021 –, com reflexos na NATO e nas relações com a União Europeia. Da parte da Federação Russa, por uns tempos confortada pelos sinais de um setor do poder em Washington, intervindo, direta ou indiretamente, no Ciberespaço, na arena dos sistemas políticos europeus, nos Balcãs, no Próximo e Médio Oriente, e em África.
Do acentuar da competição económica internacional, no acesso a matérias-primas e bens raros ou essenciais para os novos tempos.
Tudo a eclodir nesse inopinado, insensato, e intolerável no plano dos princípios, regresso da guerra clássica à Europa, há um ano.
A guerra vencia a diplomacia. Mesmo se todos sabemos que, sem diplomacia, nunca haverá quer resolução de dramáticos problemas universais, nem, pelo menos temporária, saída da guerra.
E é nesta era que vivemos.
Com uma guerra universal nas potências envolvidas e nos efeitos desencadeados, mesmo se europeia no palco em que se desenrola.
Com um reavivar de alianças como a NATO, de unidades como a União Europeia, de conexões como a euro-africana, de premências na defesa nacional, e nas capacidades militares, no acordar de opiniões públicas para acrescidos e cumulativos desafios.
Com um nunca desistir da diplomacia, do diálogo, do multilateralismo, da plataforma que Portugal é, e será sempre, com excelência.
Tempos difíceis – de recuperação do período pós-pandémico e da economia, de indefetível solidariedade nacional e europeia, e transatlântica, para com a Ucrânia e o seu corajoso Povo, de simultânea presença na construção da paz. Pela diplomacia. Pela sua garantia através das nossas Forças Nacionais Destacadas e outras missões multi e bilaterais.
Num quadro, em que se acentuou – e bem – o escrutínio público à vida e à transparência da instituição militar.
É neste quadro, Senhor General José Nunes da Fonseca, que Vossa Excelência assume a complexa responsabilidade da Chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Poderia, em tese, ser Vossa Excelência ou qualquer dos dois outros distintos Chefes do Estado-Maior. Poderia, também em tese, naturalmente ocorrer a rotação dos ramos.
Mas fazia sentido ser Vossa Excelência. E bem andou o Governo ao entendê-lo e formalizá-lo, na proposta que apresentou ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.
Fazia sentido ser Vossa Excelência, porque nestes próximos anos, além do que vai ser exigido em termos de conjugação profunda dos três ramos, em que todos são necessários, vai ser muito importante, no imediato, o sublinhado do contributo do Exército – em particular no tipo de guerra existente na Ucrânia, na presença no Leste Europeu e, de modo muito específico, na complexa missão na República Centro-Africana.
E Vossa Excelência, nunca esquecendo nas novas funções o papel determinante de todos os ramos das Forças Armadas, tem quanto ao Exército, direto conhecimento e reforçada capacidade de perceção.
Fazia sentido ser Vossa Excelência, porque lhe assiste um tempo de Chefia de ramo bastante mais longo. E isso é uma mais-valia nesta sucessão, quase alucinante, de situações e de factos, sucessão que define o contexto geopolítico em que nos movemos, nomeadamente desde 2018 até hoje.
Mas fazia sentido ser Vossa Excelência, sobretudo, por ser o único Chefe do Estado-Maior, que vivera, em pleno, no início do ano de 2022, o debate intenso sobre a reconversão da Chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
A sua nomeação quer dizer que está definitivamente superada a clivagem desse tempo acerca de um passo tão significativo quanto questionante. E a transição deveria ser operada por alguém que tivesse vivido esse período específico.
A sua nomeação também quer dizer que é possível, e vai ser possível, demonstrar que a mudança operada o não foi por causa de um homem e para esse homem. E no cargo cabem, e caberão, perfis e visões muito diversos.
Nós – titulares de cargos públicos – passamos. A instituição fica.
Claro que, além destas três razões, a última das quais decisiva, sabemos todos que Vossa Excelência traz consigo características relevantes para a função – Paixão pela vocação militar, sentido de serviço, despojamento pessoal, humildade cívica, senso da realidade, subtil mesmo se discreta atenção ao mundo circundante, solidariedade forjada na camaradagem, capacidade de converter a solidão no comando em exemplo de Chefia.
Sabe que a linhagem dos seus antecessores é longa e prestigiada. Sabe que conta e contará com Chefes do Estado-Maior com elevado gabarito presente e ambos, todos eles, com óbvio futuro, e sensíveis ao desafio comum.
Sabe que conta com um Primeiro-Ministro, uma Ministra da Defesa Nacional, um Governo, muito empenhados na mesma tarefa nacional.
Sabe que conta com uma Assembleia da República com amplíssimo consenso em matéria de Defesa Nacional, e um Presidente dessa Assembleia com rica experiência na área da Defesa Nacional.
Sabe que conta, como o seu antecessor contou sempre, com a permanente solidariedade institucional e disponibilidade pessoal do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.
Sabe, sobretudo, que conta com as nossas Forças Armadas. Para elas, que estão sempre prontas a servir e a dar tudo a Portugal, e a quem Portugal deve o ter nascido e sobrevivido em instantes essenciais — para elas vai o nosso último pensamento.
Elas são o retrato vivo do que de melhor têm os Portugueses.
Todos os dias garantem a eternidade de Portugal!
Como se pode verificar, um estendal enorme com muitas justificações.
sexta-feira, 19 de novembro de 2021
MINUSCA, MIRÍADE, FARSAS, MENTIRAS
Volto à carga, 99,9999 % dos meus concidadãos não tem o mínimo interesse nas questões de segurança, defesa (DN), Forças Armadas (FA). Dito de outra forma, ZERO absoluto, desprezo total por coisas de tropa (como depreciativamente a esmagadora maioria dos cidadãos comuns se refere a estes assuntos). E estou convicto que não serão muitos os militares que a sério se interessem pela MINUSCA, pela MIRÍADE, e menos ainda pelo sr Cravinho (MDN).
Violentando-me, e muito, sentei-me nesta sexta-feira em frente ao televisor durante um pouco mais de 3 horas, a ver e ouvir o sr Cravinho, os chefes militares (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas/ CEMGFA e Chefe do Estado-Maior do Exército/ CEME) chamados à Assembleia da República (AR) e os deputados da Comissão de Defesa Nacional.
Agora não tenho tempo para me alongar, voltarei ao assunto com brevidade. Deixo apenas um registo breve das minhas impressões sobre esta tarde. Péssimas impressões.
Vários dos palradores / deputados confundem desejos com realidades. O representante do BE cumpriu um dos mais deploráveis papeis a que tenho assistido na AR.
As deputadas do PS, sendo a campeã uma tal Lara Martinho, desempenharam-se daquele triste papel "his master voice" num registo patético lamentável. Uma completa ausência de categoria oratória parlamentar, uma atroz ausência de argumentação, estou em crer que o próprio Cravinho poderá ter ficado espantado aqui ou ali.
Do PCP, PSD e CDS, não vi surgir nada de extraordinário. Cada um a seu modo, frisaram e a meu ver muito bem, que estava ali em causa apenas e só uma questão política, e inerentes perguntas e argumentos sobre a decisão política de Cravinho de ficar calado e nada ter sussurrado ao PM. Este, provavelmente, talvez tivesse dito alguma coisa ao repórter - mor da Nação.
Para qualquer cidadão comum que não vire as costas aos problemas da sociedade, sejam de que natureza forem, é evidente que nesta história há coisas que pouco se percebem, e mesmo se estranham. Há certamente uma mentirinha aqui e acolá. O CEMGFA procurou ser detalhado, mas esqueceu-se de explicar porque, estando forças nacionais (FND) naquela zona de África desde 2017, havendo há tantos anos forças nacionais empregues em outras áreas de conflitos, porque é que as normas de controlo no aeroporto de figo Maduro não são há anos apertadíssimas. Ele bem tentou explicar que depois de Março de 2020 o controlo foi apertado, tal como o CEME tentou por mais de uma vez explicar os seis meses de preparação/ aprontamento de forças antes de serem deslocadas para teatros de operações. Tiveram sorte, porque os deputados do BE, PCP, CDS e PSD não lhes colocaram esta óbvia pergunta.
Depois, o sr Cravinho informou que nunca pediu pareceres jurídicos, que não existem, nem se baseou em pareceres jurídicos. Esqueceu-se de dizer se indicou a Marcelo que o seu silêncio se baseou em pareceres jurídicos ou se não referiu nada disso a Marcelo. Ficaríamos a saber quem mentiu ou se mentiram os dois, sendo esta segunda hipótese a mais provável. Basta analisar a sucessão de afirmações inacreditáveis do comentador Marcelo (pareceres, opiniões, etc.).
Sendo por agora o mais breve possível, uma vez mais temos uma situação caricata, com um incompetente na berlinda, com o Presidente que começa a estar como aquela bruxa ou fada má que contavam aos meninos e meninas nos anos 50 do século passado - abre a boca saem sapos, contras e lagartos.
Tudo isto um nojo. E depois chegam uns parvalhões a dizer que colocar dúvidas, querer esclarecimentos, querer verdades, é tudo um ataque à FA, FA de que eles tanto se orgulham. São os tais orgulhosos deputados a bater no peito e, antes e depois das tiradas como hoje de tarde, sempre a cortar nas verbas e outras coisas para as FA. Umas jóias de criaturas.
Cereja em cima deste podre bolo, o sr Ascenso Simões, a tratar os portugueses como de costume, como se fossemos todos muito burros. Aquela dos 313 processos é inolvidável. Virei a isso.
AC
sábado, 9 de outubro de 2021
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Já se escreveu muito sobre este triste capítulo da nossa história, sobre esta palhaçada manchando a instituição militar, sobre esta fantochada em que se tenta convencer o cidadão comum que tudo não passou de uma cabala, de uma farsa, de uma luta entre instituições do Estado.
Até a minha velhinha vizinha na aldeia sabe de cor e salteado, que a cultura militar impõe que nenhum militar deixa de informar sempre o seu superior hierárquico, que nenhum militar ousa extravasar as suas funções sem autorização superior, que nenhum militar deixa de informar imediata e superiormente qualquer assunto ou caso sensível.
Depois chegam junto do cidadão comum com um mamar doce do tipo, "doa a quem doer", "eu informei logo".
Não tem a ver com o caso, mas quando anos atrás uma lista sensível caiu na rua "SÓ POR UM ACASO azarado dos diabos", passados uns tempos alguém subiu na vida.
COINCIDÊNCIAS, naturalmente.
Agora verificou-se uma coisa mais ou menos parecida.
Séculos atrás houve um que dizia "l'État sais moi" .
Estes farsolas de agora não o dizem, mas praticam-no sem dó nem piedade, no meio de sorrisos de plástico, de re-inaugurações, de fotografias, ou a cozinhar nos programas TV para anestesiar a populaça.
É como estamos.
AC
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
domingo, 14 de julho de 2019
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Lêem-se coisas engraçadas (??!!??) acerca do relatório que está para ser aprovado a curto prazo na AR, pelos partidos das esquerdas.
- lavagem de «roupa suja» no seio do Exército (elucidativo da coisa, ou não?),
- não ficou provado que, em algum momento, se tenha verificado qualquer interferência política na acção do Exército ou na actividade da PJM (para rir ou chorar?),
- responsabilidades de sucessivos governos (ohh) na degradação do Exército e da coisa militar em geral,
- processos de averiguação e de inquérito (ridículos?) abertos se limitaram a verificar o comportamento de um oficial, um sargento e um praça,
- a hierarquia do Exército não foi sujeita a qualquer apuramento de responsabilidades de forma ampla, exigente e criteriosa (mas que enorme surpresa, não é?),
- que se faziam ouvir, na estrutura superior do Exército, muitas críticas em relação ao actual processo de nomeação das chefias militares por não contemplar o necessário envolvimento do Conselho Superior do Ramo,
- a displicência da estrutura superior do Exército na gestão e administração deste ramo das Forças Armadas, apesar de todos os chefes do Estado-Maior do Exército conhecerem a situação, nada foi reportado aos titulares da pasta da Defesa Nacional antes de 2016 (a sério?).
São ou não são verdadeiras pérolas, estas produzidas pelo relator socialista, o PS, o PCP e o BE?
Mas alguém acredita que um ministro nunca tenha dito nada ao PM durante basicamente um ano?
Mas alguém, intelectualmente honesto, com coluna vertebral verdadeira, acredita nestas patranhas todas?
E a cobertura do PCP e BE ao PC e concretamente a António Costa?
E não é lamentável que exista gentalha que em vez de subordinada seja submissa e dê cobertura ao comportamento de tais políticos?
Claro que não é caso virgem.
Lembram-se de um outro governo socialista em que um certo chefe de gabinete fez um determinado trabalho, de que resultou uma bronca dos diabos e o ministro ter ido à vida enquanto, mais tarde, esse chefe de gabinete não ficou muito mal na vida?
Lembram-se? ........
E depois venham-me falar de governamentalização das forças armadas.
É que me parece cada vez mais, com mais este lamentável exemplo, que os governos não precisam de se esforçar nessa vertente, basta deixarem actuar certas pessoas, em auto-flagelação.
Pois venham agora mais escritos sobre farsas e outras argumentações, para demonstrar que a democracia funciona, e que até se deixam publicar vozes discordantes nos principais jornais.
O governo agradece.
Ah, e TÁ CLARO, que com isto ficou tudo, mas tudo apurado, doesse a quem doesse. Doeu?
Recordar as atitudes passadas e colocá-las agora lado a lado com as atitudes silenciosas, faz lembrar o quê? Eu digo:
Faz lembrar o maior respeito por estes titulares de orgãos de soberania!!!!!
Não, não me peçam respeito.
Dêem-se ao respeito, ........se forem capazes, evidentemente.
Talvez que para alterar este lamentável estado de coisas, seja de perguntar ao Montenegro se, lá na estranja para onde ele vai para aprender a dirigir, se não haverá também uns cursilhos de boas maneiras para titulares de orgãos de soberania.
AC
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Publicado nesta data um comunicado a informar o assalto a Tancos, a dar conhecimento aos Tugas que uns depósitos / paióis tinham sido arrombados/ roubados.
E é preciso acrescentar ou melhor, recordar, pois andam vários esquecidos ou a fazer-se esquecidos e que é o seguinte: que militar com coluna vertebral, militar digno (que são a esmagadora maioria dos oficiais sargentos e praças das FA), sabe que está subordinado, sabe bem o que é subordinação, mas também sabe o que é submissão e detesta a submissão, e não encobre canalha, civil ou militar.
AC
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Ah, .......e alguns pândegos, e....... alguns militares
Há dias li online comentários/ notícias relativas ás últimas cenas na AR a propósito de TANCOS. E concretamente acerca das respostas escritas do actual PM.
Várias conclusões possíveis.
1ª - entre gabinetes ministeriais/ governamentais, parece ser normal em assessores e chefes de gabinete, aceitarem e partilharem e encaminharem, sempre sem qualquer registo formal administrativo, documentos apócrifos, sem assinatura, sem data, sem carimbos, etc.
Não há um jornalista que corajosamente diga - que pouca vergonha é esta? Mas acham que somos todos estúpidos?
2ª - alguns documentos relacionados com um dado evento chegam ao PM meses depois (ou muito mais) do acontecimento; também terá sido assim quando dos incêndios?
3ª - o que escreveu o PM em resposta à AR parece que bate certinho, mas mesmo 100% certinho vejam lá, com as declarações de generais e chefes de gabinete. Discrepâncias ZERO, não é giro?
Assim é que é bonito, assim é que se defende a lisura de procedimentos, a transparência, e se protege o PM.
O mesmo PM, o mesmo político de sempre que trata como se sabe as Forças Armadas, a mesma criatura que, parece poder concluir-se, os militares protegem. Assim é que é bonito.
Talvez daqui a uns tempos até o convidem para apresentar mais uma obra escrita de algum general ou almirante, como parece continuar a ser moda.
É tão curioso ver alguns a zurzir e bem nos que ofendem desprezam vilipendiam as Forças Armadas, e ver depois convidá-los para certos eventos. Enfim, passivos no activo, activos na reforma.
Quanto a Marcelo:
Que logo depois de Tancos saltou até lá, perorou, perorou, perorou, perorou, perorou, e em dada altura até António Costa lhe recomendou calma, estará agora a pensar no assunto, a sério?
Agora que tudo certamente vai ficar sem culpados nenhuns (excepto mais algum tarata), se calhar a legislatura vai mesmo acabar com certa gentalha a rir de tudo isto.
Azeredo Lopes demitiu-se, se percebi bem, logo depois de António Costa lhe mostrar um papelinho, papelinho que António Costa ficou perfeitamente convencido que Azeredo nunca vira, o tal papelinho. Adorável. E Marcelo calado.
O general que era chefe do Exército demitiu-se cinco dias depois de Azeredo ser despedido. Que lhe terá dito o sr Cravinho júnior?
E Marcelo calado.
Marcelo calado também, a assistir a movimentações de generais que foram ouvidos na AR. Claro que a gestão é do governo, e é também gestão militar. Claro.
Depois de ler sobre as declarações escritas de António Costa remetidas à CPI da AR, lembrei-me que este senhor, tempos atrás tinha vociferado (é o termo, tal foi então o tom empregue) - “Ainda havemos de saber o que cada um sabia sobre esta história de Tancos”. Ele pelos vistos nunca soube de nada. Talvez os amigos que lhe sopram - Toni, isto foi tudo uma farsa, o Passos Coelho está por trás da coisa. Não, esses também não.
Ah, e Tancos nunca teve problemas de redes e etc, NUNCA.
Tudo inventado. E Marcelo calado.
TANCOS ?
O que é isso?
hum....Tancos.......ninguém sabe nada, ninguém comunicou nada fosse verbalmente, cara a cara, ou sussurrado ao ouvido, ou sms, por documento com hieróglifos,......Tancos, ...hum.....isso é alguma marca de carro nova? E Marcelo calado.
No meio disto tudo o Ministério Público, investigará?
Ou já percebeu que este processo é mais um dos imensos, daqueles que é para deixar morrer? A legislatura irá acabar e Marcelo calado.
Claro que Tancos também pode ter sido uma grande trama para tentar derrubar a geringonça. Certo.
É o que lojas e escritórios e grupelhos, e amigalhaços de certos clubes apontaram, certo?
Marcelo é, Presidente da República, chefe de Estado, comandante supremo das Forças Armadas. Só..........
Ah, ....e, constitucionalmente, é o garante do funcionamento das instituições. Certo.
Ou, afinal, é outra coisa ?
Quando por exemplo uma vez disse publicamente - parece que uma acusação estaria por dias - isso queria dizer o quê, saberia o quê, ou era mais um soundbyte patético?
Desgraçado País.
AC
sexta-feira, 10 de maio de 2019
Inicialmente, martelado depois a espaços, "tem de se apurar tudo de alto a baixo, até ao fim, doa a quem doer".
Houve confissões inacreditáveis como murros no estômago e etc.
Mais recentemente "seria um pouco excessivo a legislatura terminar sem se apurar o que se passou em Tancos".
A dada altura, se bem me lembro, o inefável António Costa felicitou o trabalho da PJM, da GNR, no caso de Tancos.
Parece que para António Costa Tancos é assunto arrumado, não sem antes ter recomendado a Marcelo que contivesse a ansiedade.
Agora, no âmbito da palhaçada que decorre na AR, a CPI a Tancos, parece que enviaram dezenas de perguntas para António Costa responder por escrito.
Bom, salvo melhor opinião e, como sempre respeitando as opiniões alheias mesmo que delas discorde até 100%, depois de ter tido a pachorra de ouvir as declarações de toda a gente que até agora foi chamada à CPI, e sobretudo depois dos últimos depoimentos com chefes de gabinete, ex-responsáveis políticos e militares, a vontade de vomitar é cada vez maior.
A certeza é uma, de que tudo isto vai ser um FLOP.
E haverá ainda provavelmente mais uns artigos a defender que foi tudo intentona, farsa, maldade, etc.
Não me parece possível tirar outra conclusão diferente do que acima digo.
Desgraçados de nós.
AC
quarta-feira, 27 de março de 2019
(retirado dos online)
O diretor da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, confirmou esta terça-feira, no parlamento, que foi “uma encenação” a recuperação pela PJ Militar (PJM), em outubro de 2017, de parte do material militar furtado nos paióis de Tancos.“Houve uma encenação que, no decurso da investigação, foi desmontada”, afirmou Luís Neves, durante uma audição na comissão parlamentar de inquérito ao furto de Tancos, na Assembleia da República, em Lisboa.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Começam hoje.
De concreto sabemos ainda o seguinte:
> Sabemos ainda, pois diariamente assim nos destratam, que esta gentinha nos considera a todos uns parvalhões, e estão como antigamente sedentos do velho respeitinho, só porque momentaneamente são titulares de orgãos de soberania e clamam - É preciso respeitar as instituições"- mas, continuamente não se dão ao respeito.
> A propósito desta coisa do ter que se respeitar as instituições, sobretudo Marcelo clama por isso, acerca da instituição militar, sabendo-se que existe esta mania e ele insiste muito nisso, de confundir o Exército com a instituição militar. Claro que na Marinha e na Força Aérea também aconteceram/ acontecem coisas de bradar aos céus, mas este martelar confuso e quase parece propositado, no mínimo, irrita quem não é bronco.
> O que é que eles (PR, casa militar do PR, o PM o seu assessor militar e o seu chefe de gabinete, MDN e o seu chefe de gabinete, CEMGFA, CEME), sabiam de facto ?
> Que conversa houve entre PGR de então e CEMGFA?
> O actual MDN tem a noção do que são inventários? Lembrar-se-á que por exemplo na banca existia e deve continuar, uma coisa que se chamava "quebras", pois ao fim do dia na caixa podia haver uma diferença (pequena) entre registo/existências em caixa e entradas e saídas de dinheiros?
> Houve roubo?
> É tudo uma farsa, como sempre declarado por uns pândegos, mas agora que algumas coisas menos nebulosas vão sendo conhecidas, talvez a "coisa" não seja afinal para atingir/ denegrir a geringonça como garbosamente clamavam?
> Se a questão inventários é de de facto desde Junho de 2017 ou se é de muito detrás, como quem conhece o meio bem sabe que é verosímil?
Finalmente, essa coisa do só saber/ ter conhecimento perante um documento formal que lhe seja apresentado pela via hierárquica, previamente registado em todo o seu trajecto burocrático /administrativo, versus um papelinho transmitido em mão por estafeta confiável, informação verbal, sussurro ao ouvido, "parece que houve" em conversa de cocktail, telefonema seja a que horas for, não passa tudo de uma descarada ausência de vergonha na cara para "épater les bourgeois et les pauvres citoyens".
Ao longo do tempo já aqui no blogue escrevi tanta coisa sobre este lamentável assunto que fico por aqui.
Vamos aguardar a palhaçada na AR.
António Cabral (AC)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
E o tempo vai passando.............e nada!
Alguns dizem, e com uma parte de razão, que Tancos tem servido para guerra política.
Pelo que se lê por aí, a lista dos que terão que ser ouvidos é imensa.
Iremos provavelmente assistir ás palhaçadas do costume - eu nunca soube de nada - nunca fui informado de nada - o meu antecessor nunca me falou em nada - eu já disse tudo o que sabia - era uma caixinha tão pequenina que nem quase dávamos por ela!
domingo, 21 de outubro de 2018
Vital Moreira tem no seu blogue este pequeno "postal".
É caso para dizer que o sentido da responsabilidade pública no exercício de cargos de chefia chegou onde devia ter chegado há muito no lamentável e comprometedor folhetim de Tancos. O que surpreende é que o anterior Ministro não tenha feito valer desde o início a responsabilidade dos militares encarregados da segurança dos paióis de Tancos e, em última instância, da chefia do Exército.
Mas mais vale tarde do que nunca!
António Costa não chamou ninguém quanto a responsabilidades?
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Lê-se por aí - A demissão de Rovisco Duarte do cargo de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas é tardia, no entender do especialista em Defesa, Ângelo Correia, uma vez que devia ter acontecido "logo que ocorreu a questão de Tancos".
Questionado sobre as razões que terão levado à demissão de Rovisco Duarte, o especialista apresenta dois cenários possíveis.
O primeiro diz respeito ao novo ministro, João Cravinho, que "sendo novo, determinou ou solicitou"(????) a sua saída.As duas hipóteses apresentadas por Ângelo Correia.
A segunda hipótese apresentada por Ângelo Correia em declarações à TSF, está relacionada com o próprio Rovisco Duarte, que "reconheceu, pelo que aconteceu e pelas descrições feitas por representantes ou membros da Polícia Judiciária, que mais dia, menos dia haveria uma questão pertinente com ele. Antecipou-se a esse momento".
Quanto ao vice-chefe do Estado-Maior do Exército, o tenente-general Campos Serafino, Ângelo Correia este comunicou todas as informações que tinha a Rovisco Duarte e, por isso, não há quaisquer motivos para que peça a demissão.
Segundo o especialista, o "dever de comunicação, informação ou conhecimento de algumas questões", esse deve ser feito através da hierarquia. Tendo o tenente-general Campos Serafino cumprido com esta obrigação, não há qualquer razão "para ser punido ou mal-tratado, no futuro ou no presente pelo facto de ter conhecimento. Errado seria se soubesse de alguma coisa desta natureza e não o comunicasse", defende.
No que diz respeito ao perfil do sucessor de Rovisco Duarte, o especialista em Defesa resume-o em duas palavras: "bom militar". E o que é um "bom militar"?
"Um homem que tem sentido de lealdade, de justiça, de honra, de profissionalismo, que dedica a sua vida ao bem comum. Tudo isto são virtudes militares", remata.
Ângelo Correia está muito bem informado e continua, sempre com aquele ar de quem não mata uma mosca, a endereçar recados.
O actual MDN, o PM, o PR já devem ter ouvido. E os outros generais do exército também.
AC
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Em Portugal é quase sempre assim.
A bota não condiz com a perdigota.
Nos dia de hoje, e como se esperava, o general chefe do estado-maior do Exército foi corrido.
O general enviou uma carta ao presidente, ele lá saberá porque o quis fazer assim.
Nestas coisas, sempre me intrigou que não assumam, independentemente das consequências.
Em relação aos políticos, ainda posso ter presente que a muitos, os de pouca coluna vertebral, convenha não hostilizar, pois pode sempre arranjar-se depois um lugarzinho para compensar a demissão. Demissão?
Não, para compensar ter pedido para sair.....eh....eh....
O Costa, como outros antecessores de todas as cores, nunca corre com ninguém, são tão boas pessoas, Costa e todos os outros!!!!
Quanto aos chefes militares, nunca hei-de perceber certas coisas.
Agora, a carta para o presidente da República invoca razões pessoais. Aparentemente, para dentro do Exército não foi nada disso.
Em que ficamos? Que coerência?
É também por estas e outras que as coisas estão tão podres.
Lamentável.
Não há um que fique bem na fotografia, Marcelo, Costa com o seu sorriso patético, e por aí abaixo.
AC
No sítio da Presidência da República lê-se - O Presidente da República recebeu hoje uma carta do General Francisco José Rovisco Duarte, que, invocando razões pessoais, pede a resignação do cargo do Chefe de Estado-Maior do Exército.
A carta foi transmitida ao Governo, a quem compete, nos termos constitucionais e da Lei orgânica das Forças Armadas, propor ao Presidente da República a exoneração de chefias militares, ouvido o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
(sublinhados meus)
Contrariamente a outros, que anos atrás me olhavam com um certo ar por verem que me preocupava com "coisas estranhas" na vida profissional e como cidadão, sempre tive atenção a questões legais, ás normas.
Digo isto a propósito do que leio e do que está a vir a público.
Quem sou eu para julgar mas, como ainda não taxam a opinião, entendo curioso este pedido de saída. Resignação!!
A CRP, na alínea p) do Artº 133º define a competência do Presidente da República para nomear e exonerar, mas sempre sob proposta do governo, os vários chefes militares.
O Presidente da República não nomeia ou exonera por sua alta recreação, por sua iniciativa. Pode fazer pressão junto do governo, pode não aceitar propostas do governo nesta matéria, mas não tem legalmente e constitucionalmente nenhuma competência de iniciativa na matéria. Tem de esperar.
De maneira que, este senhor general reagiu tardíssimo, na minha opinião naturalmente, e reagiu porventura por uma das várias razões adiante sugeridas, ou por todas:
> o novo ministro disse-lhe na cara ontem ou hoje que não percebia porque não se tinha ainda demitido na sequência de Tancos, e não lhe merecia assim confiança ou então, mal chegou ao ministério na tarde de 2ªFeira, mandou-lhe recado nestes termos,
> Carlos César, sabendo que António Costa não quereria o general à frente do Exército mas como publicamente sempre elogia os chefes militares achando sempre sagradas as palavras dos generais, tratou de desempenhar o papel de polícia mau e dizer com toda a clareza, que esperava que houvesse consequências no Exército depois da saída de Azeredo Lopes,
> a demissão de Azeredo Lopes e sobretudo os desenvolvimentos dos depoimentos no MP acerca de Tancos e particularmente a tramóia do aparecimento de material na Chamusca, desenvolveu labaredas já incontroláveis, e "chamuscantes" certamente para muita farda,
> o próprio PR nunca mais deve ter acarinhado o general.
Vai daí, - ai é, pois a carta vai para o presidente e não para vocês! Toma.
Bom o mais importante para mim não é a demissão de Azeredo Lopes ou agora o general ter escrito ao PR a pedir resignação.
O importante para mim é apurar a verdade toda sobre Tancos.
1º - responsabilidades pelo que aconteceu, o roubo, e não me venham com coisas, o desinvestimento nas FA não pode justificar a frouxidão na segurança;
2º - apuramento completo do processo sobre o roubo;
3º - apuramento de todas as fases sobre a tramóia do aparecimento de material na Chamusca, apuramento de eventuais responsabilidades de elementos no âmbito da PJM, de outros militares, de GNR, de civis.
Mas querem saber o que penso?
A coisa virá a ficar morna, e não vai nunca a saber-se se o PM também sabia de alguma coisa. Ou mesmo o PR.
Este tipo de gente só sabe aquilo que formalmente lhe chega, e em que os registos escritos podem ser prova. Conversas, sussurros, ah, nunca tive conhecimento de nada, soube pelos jornais!!
De uma coisa tenho a certeza, vai fazer-se tudo mas mesmo tudo, para apurar responsabilidades, doa a quem doer.
Ah,....ah,...ah....
António Cabral


