Mostrar mensagens com a etiqueta Marcelo Caetano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcelo Caetano. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de abril de 2026

PRECIOSIDADE

É uma preciosidade, recebida de um bom amigo, um verdadeiro tesourinho sobre Marcelo.

Não é sobre o tagarela, é sobre Marcelo Caetano.

AC

domingo, 1 de fevereiro de 2026

PORQUE  SERÁ ?

Porque será que certas "cenas" que estão acontecendo nos últimos anos me começam a fazer lembrar o Estado Novo?

Por exemplo em relação a isto.

Nesta "famosa" cena, se estou bem recordado, não compareceram Spínola, Costa Gomes e um almirante da então Marinha de Guerra. 

Bom dia.
Chove bastante infelizmente,
Saúde e boa sorte

AC

terça-feira, 21 de maio de 2024

Do JORNAL SETUBALENSE 

PENSAR SETÚBAL: 
50 anos do 25 de Abril de 1974 (Parte XII): Operação “Mar Verde”
por Giovanni Licciardello
20/05/2024

Hoje vamos falar de uma operação militar denominada Operação “Mar Verde”.
A referida acção militar foi decidida pelo governo de Marcello Caetano, planeada pelas Forças Armadas Portuguesas e realizada em Novembro de 1970, no território da Guiné-Conakry, decorrente da Guerra Colonial na Guiné-Bissau.
Foi concebida e executada pelo fuzileiro capitão-tenente Alpoim Galvão, responsável pelo Centro de Operações Especiais da Guiné-Bissau, com o apoio do brigadeiro António de Spínola que era o governador militar deste território.

Um grupo de soldados desembarcou furtivamente próximo da cidade de Conakry, sob a supervisão de oficiais portugueses. O objectivo era derrubar o governo de Sékou Touré, um dos principais aliados do PAIGC e raptar Amílcar Cabral.
A “Operação Mar Verde” decorreu num contexto mais amplo da guerra entre o regime colonial português e os movimentos de libertação africanos.

Em 1970, o PAIGC controlava quase dois terços do território da Guiné, mas começava a ceder militarmente, uma vez que Portugal tinha intensificado a sua ofensiva.
Para além disso, o plano consistia também em destruir as lanchas rápidas fornecidas pela União Soviética ao PAIGC e libertar vinte e seis prisioneiros de guerra portugueses que tinham sido capturados e que se encontravam na Guiné-Conakry.
E daí que, entre os dias 21 e 22 de Novembro, teve início a operação, com a infiltração via mar do contingente português, composto por cerca 400 fuzileiros que desembarcaram nos arredores de Conakry.

Segundo Mário Salgado, enfermeiro do exército, a referida operação teve o apoio de um contingente militar que se deslocou por terra, passando por Piche, perto de Pirada, próximo da fronteira da Guiné-Conakry, tendo também regressado por aí.
O primeiro alvo foi o quartel-general do PAIGC e as lanchas que foram logo destruídas. De seguida, foram atacados outros objectivos estratégicos tais como a central eléctrica e a prisão onde estavam os referidos prisioneiros portugueses.
A partir daqui, o grupo dividiu-se em dois; o primeiro grupo atacou e destruiu outras instalações do PAIGC e tentou raptar Amílcar Cabral que aí não se encontrava. Esse grupo retirou-se imediatamente via mar.

O segundo grupo, com cerca 200 militares, tentou promover a insurreição da população de Conakry contra o governo, convencidos que iria haver receptividade por parte da população local.
Tal não sucedeu, uma vez que os infiltrados não conseguiram transmitir as mensagens que pretendiam à população, a partir da estação de rádio que tinham, entretanto, ocupado, nem capturar oficiais importantes da defesa local.
Pelo contrário, foram rechaçados pelo exército Conakry e obrigados a retirar rapidamente, tendo sido capturados sessenta militares, entre os quais seis oficiais portugueses.

A Operação Mar Verde não conseguiu os seus objectivos.
Sekou Touré aproveitou de imediato para proceder a uma purga interna, com condenações à morte e assassínios que se estenderão até 1973, atingindo as mais importantes esferas do poder, nomeadamente membros do executivo.
A comunidade internacional reagiu de imediato, acusando Portugal de ter invadido militarmente um estado soberano e violado o direito de autodeterminação da Guiné-Bissau.
A condenação foi sancionada pela Resolução 290 do Conselho de Segurança da ONU, a 8 de Dezembro de 1970 e também por uma moção de rejeição por parte da Organização de Unidade Africana.

Por todo o lado ocorreram manifestações de apoio e solidariedade para com o PAIGC que se traduziu num reforço do armamento, para procurar reequilibrar as suas forças e também para desincentivar ulteriores tentativas de invasão.
A Guerra Colonial foi perdendo progressivamente a aceitação tácita por parte da população que a tinha sempre encarado de uma forma resignada e, sobretudo, dos militares.
Principalmente a partir dos anos 70, o peso da guerra na sociedade portuguesa, tornou-se impossível de manter e continuar.
Quanto à Operação “Mar Verde” foi mais uma peça do puzzle que faltava encaixar na nossa História recente.
Analisando à distância e olhando retrospectivamente, o 25 de Abril assume uma importância e, sobretudo, uma lógica que determinou o seu surgimento, tanto necessário, quanto inevitável.
Fica aqui uma história importante e eventualmente desconhecida do grande público.

AC

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

CONVERSAS  EM  FAMÍLIA
A pouco e pouco quase parece que, em alguns aspectos, estou a escutar Marcelo Caetano nas suas conversas em família.

Não perdi o meu tempo a ouvir o "primeiro" na sua arenga na TVI/ CNN. Chega-me o que a minha mulher me transmitiu acerca do  "bolsado" ontem.

O que é extraordinário é que mesmo mentindo-se descaradamente, mesmo contradizendo-se no mesmo período de tempo de antena, os avençados deixam passar quase tudo em branco.

Desfaçatez sem limites. 

A minha mulher referiu que a criatura abordou o velho anúncio -habitação para todos (e as promessas de 2017/18?) - lembrou a ferrovia (é preciso mesmo muito descaramento), claro que falou no aeroporto. 

Confessou-se um homem sem ilusões; porque sabe que os seus inúmeros e sucessivos números de ilusionismo passam ao lado da memória fraquíssima dos meus concidadãos ?

Propaganda inarrável, não sei se aconselhada pelo seu companheiro ilusionista Luís.
E que dizer das criaturas ditas jornalistas?
Já perdi tempo demais. 
Um nojo, mesmo só escutando o relato que me foi feito.
AC

terça-feira, 22 de março de 2022

DO   RIGOR   HISTÓRICO

Estamos em democracia, no regime onde gosto de viver.

Algumas vezes, infelizmente, mais me parece uma democracia quase só formal, bastando atentar a várias partes do articulado do texto da Constituição da República Portuguesa (CRP) e comparar com o que na realidade se vai passando na sociedade.

Estamos perto de ultrapassar os 48 anos de tempo decorrido desde a queda da I República. O regime anterior que sucedeu à I República, dizem alguns, e eu também, foi de ditadura.
Como sempre, respeito todas as opiniões, mas a minha é diferente de algumas outras no que respeita a rigor histórico. 
Para mim, o Estado Novo criado por Salazar durou basicamente 41 anos e foi antecedido por uma ditadura militar na qual, na fase final, Salazar foi tendo influência determinante.

Na realidade, o regime interrompido em 25 de Abril de 1974 com a revolta militar teve fazes distintas.

Há historiadores que divergem na precisão de datas, para definir o período da "ditadura militar" e para definir quando começa o "Estado Novo". 

Para alguns, chegam a contar o período do Estado Novo desde o golpe militar de 28 de Maio de 1926, data a partir da qual foi imposta por alguns anos uma forte ditadura militar. 

Mas, para mim, o Estado Novo é/ foi o regime idealizado e 100% concretizado por Oliveira Salazar e seguidores. Com algumas variações, Portugal teve etapas com diferenças entre 26 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974 mas, obviamente, foram anos ditatoriais.

Creio rigorosas as datas seguintes:

> 28 MAI 1926 - Início da ditadura militar
> MARÇO 1928 - Portugal recusa as condições técnicas que a Sociedade das Nações impunha para conceder apoio financeiro ao país
> 27 ABR 1928 - Salazar é ministro das Finanças
> 28 MAI 1932 - Imprensa diária publica o projecto de nova Constituição
> 28 JUN 1932 - é oficialmente conhecido o nome de Salazar para chefe do novo executivo
> 05 JUL 1932 - o novo gabinete chefiado por Salazar fica constituído, e não inclui qualquer militar
> 19 Mar 1933 - projecto da nova Constituição submetido a plebiscito
> 11 ABR 1933 - publicação oficial do resultado do plebiscito/ escrutínio. 

Para mim, 11ABR1933 é a data que formalmente marca o início do Estado Novo, sendo certo que em 5 de Julho de 1932, o primeiro executivo de Salazar salvo erro chamado "dos professores" excluiu qualquer militar. Salazar passou a mandar COMPLETAMENTE.

Face a estas datas temos assim 4 contas para gostos distintos :

1º - 41 anos (e uns dias) de Estado Novo (25 ABR 1974 - 11 ABR 1933 = 41); é o que eu considero.

2º - 42 anos (menos 2 meses e pouco) de Estado Novo (25 ABR1974 - 5 JUL 1932 = 42) pois com a constituição e anúncio do novo executivo chefiado por Salazar ficou claro que nesse 5 de Jul começou uma nova era, na qual o tempo dos militares tomarem decisões acabou; passaram a decidir não os militares, mas o Presidente da República e o governo por ele nomeado, Salazar a mandar completamente.

3º - 46 anos (menos uns dias) de Estado Novo para os que querem considerar que assim é desde que Salazar entrou para ministro das Finanças (25 ABR 1974 - 27 ABR 1928 = 46)

4º - 48 anos (menos uns dias) de Estado Novo para todos os politicamente correctos e radicais para quem deve ter sido Salazar que derrubou a inefável I República (25 ABR 1974 - 28 MAI 1926 = 48)

Conhece-se o resto, o Salazarismo puro e duro e o Marcelismo com ar de Primavera mas apenas nos primeiros meses. Felizmente, está lá para trás.

AC

sábado, 23 de janeiro de 2021

Da Guerra

Os capitães do Exército tinham de reagir ou morrer. Muitas centenas deles reagiram, embora debilmente acompanhados pela Marinha e pela Força Aérea, que o decreto não afectava e onde, por razões evidentes, o problema não se tornara tão crítico. Marcello Caetano recuou e em Outubro, mudado o ministro, o decreto de 13 de Julho foi suspenso (contra a opinião dele) e concebidos mesmo alguns benefícios, como um pequeno aumento de ordenado. O decreto foi suspenso mas não foi substituído.

AC

segunda-feira, 27 de abril de 2020

COISAS QUE SE OBSERVAM
Em 1974, por alturas da tentativa de revolução (???) que a saída das Caldas da Rainha terá representado, creio que todos os oficiais generais das Forças Armadas nessa altura prestaram uma vassalagem a Marcelo Caetano. (faltaram Spínola, Costa Gomes e creio que um almirante). Ficou conhecido o evento como da brigada do reumático.
Olhar os rostos desses homens na conhecida fotografia desse momento histórico é bem elucidativo do que se passava e de quão podre o regime estava, como se viu dias depois.
Quando se olha para fotografias como, esta em baixo, que não é a primeira do género nem será a última, infelizmente na minha perspectiva, o que pensar?
Um mauzinho diria, ........ os chefes militares ficam bem no "décor" (fotografia picada da NET)
AC

sábado, 11 de abril de 2020

ANDANDO PELO ARQUIVO ANTIGO
Entre muita coisa fui encontrando fotografias antigas, esta por exemplo, de um 10 de Junho, salvo erro.
De acordo com o que escreveu o saudoso prof José Medeiros Ferreira, - "com o advento de Marcelo Caetano instala-se um equívoco entre o poder político e as Forças Armadas: o poder político julgava a instituição militar intransigente na questão ultramarina; e os oficiais das Forças Armadas não acreditavam que o poder político quisesse outra situação que não fosse a continuação da guerra"
AC

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O QUE DÁ QUANDO VASCULHAMOS ARQUIVOS........
Dá nisto, encontrar "cenas" passadas, que hoje me dão uma vontade de rir danada. E dão-me tanto mais vontade de rir quando observo o que se passa nessas áreas.
..................................
As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas (o autor, Marcelo Caetano) (Depoimento)
AC

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

E HOJE, COMO ESTÃO AS COISAS ?
Há por aí gentinha que está a tentar e, digo eu, parcialmente a conseguir, reverter e/ reescrever a história.
Além disso, nem por sombras essa gentinha aceita que se vá vasculhar no passado. E, no passado, passaram-se coisas muito más, mas também houve coisas razoáveis.
Pois eu gosto de pensar pela minha cabeça, e estou completamente farto desses e dessas polícias do pensamento, e dos costumes, e das modas, e do politicamente correcto.
Por exemplo, em relação às Forças Armadas, aos ramos que as constituem, a saber, a Marinha, o Exército e a Força Aérea, interessante por exemplo, isto : (Marcelo Caetano, Depoimento, pág. 97 - ...."As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental ........ debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas".
Como serão as coisas no presente?
Será que, além de secretário de estado dentro do MDN para os recursos humanos e antigos combatentes, irão a curto prazo arranjar um para as contas?
AC

domingo, 28 de maio de 2017

28 de MAIO
28 de Maio, mas de 1926, é uma data da nossa história que marca uma etapa particular. Arrancou em Braga, nessa altura, um movimento militar que esteve na origem do posterior alicerçar do Estado Novo. Depois de muitas coisas acontecidas, Oliveira Salazar  viria a ser ministro das finanças e particularmente após 1931 sedimentou o seu poder. 
Poder que caiu da cadeira, poder que ainda estrebuchou mais uns anos com Marcelo Caetano e Américo Tomás.
Mas 28 de Maio é um dia para mim muito especial porque a minha querida amiga Becas faz anos.
As minhas maiores amigas são, as minhas queridas mãe (daqui a dias 92), mulher, filha e nora.
A Becas vem logo no grupo a seguir, com grande destaque.
AC