A TAL DE SECRETARIA GERAL . . .
Vai começar a trabalhar sem . . . . chefe.
Poderão suceder cenas destas?
AC
(nota: desenhei este boneco em 1971, estava eu na guerra, na Guiné)
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
A POUCA VERGONHA QUE ACONTECE HÁ ANOS
No PS e no PSD, mas também nos outros partidos, como o BE, (imóveis, diz-vos alguma coisa?), ou o PCP (Aveiro, ring a Bell?), o PAN (negóciozinhos, ring a Bell?), a pouca vergonha em negócios, falcatruas, facturas, testas de ferro, fundos Europeus, imobiliário, viagens fantasmas, bilhetes para o futebol, é uma constante de décadas.
António Costa teve de despachar creio que 14 colaboradores, entre ministros e outros de categoria menor.
Este governozinho de Montenegro, a juntar à bagunça em volta das promessas, tem já mais um brilhante caso, de uma ex-deputada que está, ao que parece, enterrada num processo de fundos europeus aparentemente sendo já arguida, pelo que já não vai para o ministério das finanças.
Ainda agora começaram . . . .
Como já escrevi, isto não tem conserto, nem com este, nem com os anteriores e certamente com os próximos.
AC
1. Além da problemática nomeação de uma advogada para a pasta da Justiça nas atuais circustâncias, como referi anteriormente, há mais dois aspetos em que discordo na composição do novo Governo.
O primeiro é a nomeação da Juíza-Conselheira Margarida Blasco para ministra da Administração Interna (ou qualquer outra pasta), porque, desde sempre (por exemplo, AQUI), considero que a nomeação de magistrados judiciais para cargos políticos sem prévio abandono da carreira judicial viola flagrantemente o princípio da separação de poderes e a independência partidária da magistratura (e não estou sozinho neste ponto). Apesar de já jubilada, tal estatuto (a que voltará depois de deixar o Governo) não representa abandono da carreira judicial, mantendo-se vinculada às incompatibilidades próprias da magistratura.
A meu ver, a "porta giratória" entre cargos judiciais e cargos políticos não é compatível com o princípio do Estado de direito.
2. O segundo aspeto negativo é o regresso dos assuntos europeus ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Como defendi anteriormente AQUI, o pelouro dos assuntos europeus - que compreende essencialmente a representação do Governo na formação de "assuntos gerais" do Conselho da União, e a articulação da representação ministerial nacional nas nove restantes formações especializadas do Conselho - tem a ver sobretudo com políticas internas, desde a economia ao ambiente, pelo que deveria continuar sob responsabilidade de um secretário de Estado, na presidência do Conselho de Ministros, ou seja, sob a égide e autoridade superior do Primeiro-Ministro, tal como no Governo cessante.
Além de injustificada, até porque o MNE sempre teria direito a integrar o conselho de ministros da política externa da UE, esta solução constitui, a meu ver, um retrocesso prejudicial à coordenação das políticas da UE com as correspondentes políticas internas, que são competência dos demais ministros sectoriais, e que deveria continuar sob responsabilidade do PM, e não de um ministro sectorial, como o MNE.
Reproduzo em cima um texto de Vital Moreira.
Deste texto saliento: