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sábado, 17 de janeiro de 2026

RECORDANDO

UMA ECONOMIA BASEADA NO TURISMO ?
Luís Todo Bom, 6 de abril de 2020

A actividade turística é muito sensível a fenómenos de moda, de preço, de perturbações sociais, de acções de terrorismo, de alterações ambientais e de receios de saúde pública, como a que ocorre neste momento.

Temos assistido, com um misto de perplexidade e de preocupação, a declarações de responsáveis políticos dos partidos de esquerda, que nos governam, defendendo a construção dum modelo económico, de extrema dependência do turismo, para Portugal.

E, temos assistido, com a mesma perplexidade e preocupação, à novela sobre o novo aeroporto, com os responsáveis políticos a insistirem numa localização, o Montijo, que não foi objecto de uma análise comparada, séria e tecnicamente credível, com outras localizações, que não é defendida por nenhum engenheiro, independente, especialista em engenharia civil ou do ambiente, e com conhecimentos comprovados, nesta matéria, nem pelos autarcas envolvidos.

Neste campo, assistimos, ainda, com estupefacção, a declarações dum responsável governamental, equivalente a outras, emitidas em países da América Latina, sobre a inteligência dos pássaros do Montijo.

Assistimos a tudo isto e não acreditamos que se está a passar num país europeu, membro da União Europeia, mesmo sendo o mais pobre e menos qualificado.

Uma economia excessivamente dependente do turismo tem um risco inaceitável, que qualquer dirigente político devia conhecer.

A actividade turística é muito sensível a fenómenos de moda, de preço, de perturbações sociais, de acções de terrorismo, de alterações ambientais e de receios de saúde pública, como a que ocorre neste momento.

Os fenómenos de pobreza generalizada que ocorreram nos países do Norte de África, na sequência da Primavera Árabe, e no Egipto, após um ataque terrorista a um hotel de referência, não podem ser ignorados.

Os países onde a actividade turística é subsidiária duma economia industrial e de serviços pujante, com uma predominância de turismo de negócios, como Inglaterra, ou Suíça, são os que têm uma aproximação correcta.

O turismo em Portugal já representa entre 12 e 15% do PIB, e entre 8 e 10% das exportações, em actividades de baixo valor acrescentado, com um turismo de lazer, ligado preferencialmente ao clima e gastronomia. A continuação do seu crescimento, baseado no mesmo modelo de baixo valor acrescentado, típico dos países subdesenvolvidos, representa um risco acrescido.

Uma economia excessivamente dependente do turismo tem um risco inaceitável.
O país, em geral, e Lisboa, em particular, precisam de atrair mais empresas, que decidam localizar aqui as suas sedes, em sectores produtivos, industriais e de serviços, de bens transaccionáveis, que fomentem um turismo de negócios, de alto valor acrescentado.

Tornando a economia portuguesa mais resiliente, mais diversificada e mais capaz de resistir a choques externos.

O modelo de política económica adoptado, pelos partidos de esquerda, baseando o crescimento no turismo e no consumo interno, foi, como todos os economistas sérios alertaram, um erro enorme.

Cujas consequências serão evidentes, já este ano, com o PIB a decrescer entre -8% e -10% e o desemprego a aumentar para níveis de 12 a 14%.

Vamos, todos, pagar, caríssimo, estas opções de política económica.

Com um país cada vez mais pobre e com menos futuro para os nossos jovens.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

AGORA  QUE  SE  VAI  FALAR  DO  OE
Agora que, 

- foi entregue ao Presidente da AR a proposta governamental para o OE 2026, 
- se está à porta da habitual distribuição de "bodo", com centenas e centenas de propostas de alteração do OE 2026 sempre aumentando despesa, 
- se está à porta de, como habitualmente, mudar umas moscas sem que as questões de fundo pouco ou nada se alterem, 

estive a recordar o fulgor da economia nacional, do nosso poder industrial, do nosso poder em exportações, e olhei um pouco para a questão que muitos aplaudem: o turismo.

Como sempre, respeito a opinião de outrem, mas a minha é de que um país que assenta muito da sua economia em turismo . . . . . de certeza que não irá longe.

Ainda por cima um turismo que, no Continente, é sobretudo um turismo baratucho, de massas, turismo da chinela.
O que fica em Portugal, de facto, deste turismo que esmaga sobretudo as cidades maiores como Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Braga?
Os protestos por exemplo, em Barcelona, não indiciam nada?

Que eu saiba Alberto João Jardim nunca autorizou na Madeira a construção de hotéis e outros tipos de alojamento abaixo de 4 estrelas.
Presumo que essa orientação se mantém.

O turismo . . . . como sempre, admito estar a ver mal as coisas mas, um país dependente em grande parte do turismo e como já disse acima, não me parece que a médio prazo vá muito longe.
Por simples e óbvia razão: é que é das coisas mais dependentes de conjunturas externas, que não controlamos.
O turismo é das coisas com menor valor acrescentado. Ou não?

Mas vejo muitos responsáveis (???) dos sucessivos governos e sucessivas oposições sempre muito contentinhos com o turismo.

Ah, e também me falam nos dinheiros da segurança social !!
Repito, posso estar a ver mal as coisas. Defeito meu, certamente!
AC

sexta-feira, 13 de junho de 2025

quarta-feira, 28 de maio de 2025

TURISMO  NA  ALDEIA 

Autocarros: Sábado, até às1600 horas vi chegarem 9 autocarros.
Adicionando as constantes chegadas de carros e motas. . . . . .
muita gente . . . . . 
Dizem-me, e parece que corresponderá à realidade, que a esmagadora maioria dos asiáticos aterra em Madrid e vem à Beira-Baixa (Monsanto, Idanha-a-Velha, Penha Garcia) de Autocarro. E regressa.
AC

sábado, 19 de abril de 2025

São sobretudo espanhóis, como é habitual no fim de semana da Páscoa, os turistas que enchem a cidade do Porto. Mas, apesar de as ruas estarem cheias e de os hotéis quase lotados (com taxas de ocupação de 90%), o comércio tradicional diz nada ter ganho. “Andam todos de mãos a abanar”, apontam os lojistas. (JN)

Mau, mas então não é o turismo de massas, estas avalanches, que alimentam a economia? É o que ouço dizer.
AC

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

A PROPÓSITO de TURISMO
Desde governantes actuais aos anteriores, desde "os mandões" nas estruturas do turismo em Portugal às associações mais diversas, ou personalidades como o chefão da CGD que considerou tolos (sendo, como explicou, muito contido e benevolente) todos os que civilizada e seriamente se questionam com o actual estado de coisas, como eu, todos eles afirmam e reafirmam continuamente que sem imigração o país parava.

Quanto a estes senhores, que do alto das suas torres de marfim em que vivem e de onde olham condescendentes para o cidadão comum, não lhes conheço críticas severas por apenas se encontrarem africanos, brasileiros, asiáticos, nos ofícios de varredor, limpeza de pavimentos em hospitais, limpeza de lavabos ou sanitários nas estações de serviço nas auto-estradas, empregados de balcão em restaurantes e pastelarias, trolhas na construção civil, estufas, etc. etc. etc.

Não conheço destes senhores, falha minha certamente, uma indignação veemente junto dos sucessivos governos para que se altere urgentemente esta situação, para que também portuguesinhos de tez clara se encarreguem deste tipo de ofícios.

Ou a economia a funcionar deve ser assim, apenas asiáticos, africanos, sul-americanos a encarregarem-se desses trabalhos, e a serem assim dos mais olimpicamente pagos, como toda a gente sabe?

O turismo de massas, o turismo à bruta, é que é bom, para o PIB.

Algum eventual transtorno não tem importância nenhuma.

Por exemplo, se nos Açores e concretamente em S. Miguel, conhecidas cascatas, ou a "Terra Nostra" ficarem interditas por uns tempos porque foram sufocadas por turismo de massas e só por acaso ficaram brutalmente emporcalhadas, sim emporcalhadas no plano sanitário, isso não tem importância nenhuma.

Desinfecta-se, limpa-se, e a economia continuará a funcionar como precisamos.

Que importa que sejam africanos, asiáticos e sul-americanos a tratar dos chamados empregos menores onde tez clara quase se não vê?

Basta umas proclamações contra o racismo e a coisa passa, as almas ficam consoladas.
E eles e elas lá continuarão a limpar o chão e a economia a funcionar!
António Cabral (AC)

domingo, 4 de agosto de 2024

"Nem parece Agosto": No Algarve, os negócios de praia queixam-se de quebras
O Algarve está com uma ocupação de mais de 90%, mas a maioria dos visitantes do sul do país são agora estrangeiros. Os preços têm vindo a subir no pós-pandemia e já fica mais caro para um português descer até às praias algarvias do que apanhar um avião para fora do país
.

Ai sim?
Admiram-se?
E a sujidade? E o lixo?
E a falta de profissionalismo?
E as músicas e batucadas e o álcool?
E os preços?
E as hordas de chinelos no pé?
Ah, e que tal 70 cêntimos por estacionar 15 minutos junto ao acesso para a praia da Falésia?

Façam a conta a uma estadia de 6 horas na praia
Exactamente, é isso, 6 x 2,80 € =  16, 80€. Económico!

Admiram-se?

Será porque, por exemplo, nunca contaram a uma série de maduros e marmelos ligados ás estruturas do turismo e etc. a história da galinha dos ovos de ouro?

Já perceberam porque Espanha nos rouba muito turismo de melhor qualidade?

Aí estão a começar a ver os resultados das lindas políticas.
E irá pior.
AC

sexta-feira, 19 de abril de 2024

VAI  COMEÇAR  A  ÉPOCA
O Bote Leão, Alcochete, está a preparar-se para nova época de passeios no Tejo.
AC 

segunda-feira, 11 de março de 2024

A PROPÓSITO DE TURISMO EM PORTUGAL
Escreve-se por aí que Portugal inaugurou 418 hotéis em três anos e há mais 60 prestes a abrir.
O peso do turismo sobre a habitação é cada vez maior e Portugal é o segundo país da UE onde a oferta turística mais cresce. Mas o mercado ainda não está saturado e, este ano, deverão abrir …..

O mercado ainda não está saturado! Dizem!

Não está saturado?
De que tipo de turismo não está saturado?
- de massas, a roçar o pé descalço?
- do que vem com tudo pago e quase nada cá deixa?
- do que gosta do golfe?
- do que visa o Douro e o Minho?
- do que visa o Algarve, aos montes?
- que visa enoturismo?
- que visa as grandes quintas e turismo de habitação e rural? 
- quantos hotéis há em Portugal Continental, de 5, 4, 3 e 2 estrelas?

Na Madeira, por exemplo, presumo que se mantém a orientação de nada deixar construir desde que não preencha o estatuto de 4 ou 5 estrelas!
AC

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

A  PROPÓSITO . . . . . . (2)
- De turismo interno/ lazer, 
- do estado da economia e dos aldrabões, 
- e de mulheres e igualdade de género.
. . . . . . . .
Na sequência de uns dias de lazer no Minho, resolvi abordar os  tópicos supra (ver sff - A propósito (0) e (1))

Comecei pelo turismo interno, continuei por mulheres e igualdade de género. 
Vou agora à economia, tão glosada pelo intrujão político que facilmente suplantou Sócrates.

Diz-se por aí (jornais, revistas, TV, comentadores, PM, PR, etc.) que a economia portuguesa tem registado boas taxas de crescimento e que o turismo andará a contribuir com cerca de 14 a 15%.  Há quem avance com 16 ou 17%.

O palrador-mor do reino até já nos descansou que Costa e apaniguados têm muita folga no OE para acudir a contrariedades! 
Estamos portanto descansados.

O papagaio informou-nos, a nós uns coitados brutinhos, que pensa que se o seu ex-aluno escreve cartas é porque sabe que elas são lidas em Bruxelas. 
Estamos portanto descansados. 

Aeroportos cheios, dizem.
Mas quanto dinheiro fica de facto em Portugal?
E qual é a realidade da maioria dos empregos na área turística?
Que qualificações? Precariedade? Sazonalidade?

É que ainda ninguém teve a amabilidade de me descansar que, para acabar com a sazonalidade turística, isso pode perfeitamente fazer-se com o turismo pé descalço de que se vê imenso por cá. É a maioria.
Ah, e os empregos são bem pagos, naturalmente.

Turismo de massas, certo ? Pois….
Degradação de centros urbanos, construção de hotéis uns em cima dos outros como em Lisboa, trotinetes, tuk-tuk, preços inaceitáveis por certos produtos, desaparecimento de comércio tradicional, tudo isto são aspectos só apontados pelos chatos como eu, certo?

Um outro pequeno detalhe acerca da nossa economia, o famoso PRR e as fábricas de texteis.

Há dias estive no Minho, como disse, e tive por companhia uns amigos do Norte. 
Um deles, bom conhecedor do assunto. Porquê? Porque até há poucos dias era o responsável máximo por uma das maiores das nossas fábricas de texteis. 
Está a começar a descansar da vida activa.

Fiquei sem dúvidas sobre o que está a acontecer e, pior, percebi as perspectivas muitas cinzentas.
Perguntei-lhe - olha lá, e esta coisa do PRR?
Resposta veio pronta: a minha e muitas outras candidatámo-nos para projectos de melhoramentos na fábrica; sabes que resposta tivemos? ZERO
Como se vai sabendo, vai praticamente tudo para coisas do ou ligadas ao Estado/ governo! 
Mas o papagaio-mor anda caladinho sobre isso. 
Em tempos regurgitou que estaria muito atento.

Outro pequeno exemplo.
Fui a uma fábrica nas caldas de Vizela, onde fabricam entre outras coisas atoalhados e roupa de cama. Para exportação. 
Mas vendem ao público. 
Vendem ao público os produtos que não passaram no controlo de qualidade para exportação, artigos "que podem ter defeito". 
Quase não os detectamos, e são baratos.

À pergunta - como estão as coisas ? a resposta foi a que eu temia, - estão a piorar, as vendas para exportação estão a ter cada vez mais quebras"

A realidade é que estes aldrabões prosseguem com a campanha de nos enganar e, por exemplo, no que respeita à divida externa, esgrimem falaciosamente com a percentagem face ao PIB. O que é legítimo, mas é para nos esconder a realidade dura.

Dizer, preto no branco, o montante real do que devemos, é que nem pensar. Estão as páginas todas viradas, é o que interessa.
Mas a maioria dos meus concidadãos gosta assim, paciência.
Acreditam em milagres. Mas não há nem vai haver milagre nenhum.
A prosseguir-se como até aqui, será empobrecimento crescente e com muito ruído.

Portugal, com este inicialmente bom Presidente da República que aproximou os cidadãos da política e das instituições, com este lamentável papagaio-mor dos últimos anos, com este aldrabão político de primeiro-ministro/ governo, com estes deputados TODOS, com as trágicas alternâncias que se perspectivam, Portugal continuará o reino do fingimento.

Fingem todos que somos desenvolvidos e modernos.

Para eles, sobretudo, a modernidade passa pelos Falcon, pelos popós/ carrões do Estado em que se transportam alternando com uns eléctricos para nós ficarmos satisfeitos, e pela aldrabice pegada embrulhada em selfies e demagogia e mentira.

Ah, e depois, entre outras maravilhas, temos os filósofos que anseiam por salvadores com experiência internacional e da internacional.

Aguardemos, pois que a economia está óptima, como se verifica na realidade dos dias, indo à praça, indo ao supermercado, procurando casa, procurando roupa para os miúdos, indo à farmácia, indo às livrarias, indo à bomba da gasolina, indo comprar sapatos, etc.
António Cabral (AC)

terça-feira, 29 de agosto de 2023

A  PROPÓSITO . . . . . . (1)
- De turismo interno/ lazer, 
- do estado da economia e dos aldrabões, 
- e de mulheres e igualdade de género.

Podendo ter cirandado . . . . . . . . (ver A Propósito …(0)

Em anterior e primeiro texto comecei pelo turismo interno.
Agora sigo para o tema mulheres, igualdade de género

Vem isto na sequência de uma surpresa que tive durante a estadia de alguns dias no dito estupendo e reconfortante alojamento.

A surpresa aconteceu de manhã bem cedo no primeiro e maravilhoso pequeno almoço.
A jovem, elegante, magríssima e muito bonita rapariga (não lhe perguntámos a idade) que nos apoiou no serviço, falava um português fraco mas que, pelo que irão ver a seguir, tem de se considerar de facto um português muito razoável.

Com isto de migrantes, refugiados, etc., a primeira coisa que me ocorreu foi - ucraniana - mas não. 
E veio a enorme surpresa, para nós evidentemente.

Em resumo, trabalhava naquele luxuoso e pequeno alojamento turístico há pouco mais de três meses.
Estava encantada, e vou resumir o que ela nos disse. 
ENCANTADA!

Com o acolhimento, por todo o lado.
Com o acolhimento, ali.
Com a afabilidade da maioria das pessoas.
Com o ambiente geral.
Com a comida.
Com o clima.
Com o trabalho, e colegas portuguesas.
Com o respeito que sentia da parte da generalidade das pessoas.
Com o tratamento, a dignidade e consideração para com ela.
Com a SEGURANÇA que sentia.

Não é de admirar o encantamento manifestado.

À pergunta - onde nasceu? . . . . - IRÃO!

Depois disto, quando reforcei perguntas, 
- e como se sente aqui, como mulher?
. . . . 
ARREGALOU os OLHOS, largo sorriso, olhou para cima, mãos juntas sobre o peito!
Mais clara não podia ser.

Fala um português muito satisfatório para quem está cá há pouco tempo, fala um inglês muito bom.
Grata surpresa.

Oxalá a vida aqui lhe corra sempre bem. 
Por nós, se Deus quiser, voltaremos a esse magnífico alojamento no Minho.
AC

domingo, 27 de agosto de 2023

A  PROPÓSITO . . . . . . (0)
- De turismo interno e lazer, 
- do estado da economia e dos aldrabões que por cá palram, 
- e de mulheres e igualdade de género.

Podendo ter cirandado uns dias por boa parte do Minho com "quartel general" num estupendo alojamento de altíssima categoria, depois vim para baixo, vou escrever umas linhas acerca dos três tópicos supra.

Começo pelo turismo interno.

Tivemos a possibilidade de passarmos uns dias de magnífico descanso, como diz o povo - no bem bom! No caso, num MUITO BEM BOM.
Mas não é isso que interessa, e menos ainda maçar quem por gentileza visita este blogue.

Interessa, pelo menos para mim, a questão turística, como estará a correr o sector, reflexos na economia

Centrei-me em áreas dos concelhos de Ponte de Lima (onde se insere o alojamento e onde assentei quartel-general), Caminha, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez. 
Depois dos belos dias, desci, cheguei ontem à noite, papei auto-estradas, nacionais e municipais. Andei muito a pé, comi sempre muito bem, a Nikon disparou muito.
No regresso parei em Aveiro e na Figueira da Foz. Falarei brevemente disto também, mais tarde. 
Volto ao essencial, ao alojamento, não tão caro como uns quantos 5 estrelas, mas nada barato. 
Volto sobretudo à questão turismo, que é o que me interessa.

Alojamento especial, luxuoso, muitíssimo requintado, típico deste "nicho" de alojamento turístico. 
Imenso património pessoal da dona do hotel por todo o lado espalhado, e arranjado com gosto finíssimo. 
Imensos livros, muitos do século XIX, bonecas, triciclo antigo, vidros e loiças, quadros, etc. 
Extraordinário bom gosto, decoração maravilhosa.
Obviamente há dinheiro, mas houve muito bom gosto, fino, sem ostentação pato bravo. 
Merecida - chave de prata!
Por cá existem já vários, como muitos lá fora. 

A questão turismo, turistas e trabalhadores no sector.
Os poucos funcionários (era uma quinta pequena com quase nada, tudo feito de raiz, 12 quartos, 3 suites, 2 tendas de luxo) parecem todos extraordinariamente satisfeitos.
Respira-se um ambiente acolhedor, o meio, os funcionários, o ar puro, como tudo está construído, organizado, arranjado.

Às perguntas sobre o ambiente de trabalho respostas de satisfação, rostos de alargados sorrisos que facilmente se nota não serem de plástico.
Pelo que percebi, todos residindo a menos de 8 Km do pequeno hotel. 

- E a ocupação?
- Continua muito boa, raramente não estamos completos. 
- Clientela?
- Portugueses residentes no país, estrangeiros sobretudo aos fins de semana.
- E que ideia têm de como estarão a correr as coisas aqui pelo Minho?
- Não temos informação de todas as zonas, mas a ideia que temos é de que as coisas não estão muito mal.

Pois como se sabe, cada cabeça sua sentença. 
Tenho uma opinião, pelo que fui vendo e perguntando: em lojas, restaurantes, esplanadas, parques de estacionamento, igrejas, a passear pelas ruas e praças/ largos, olhar ao que vestem, como falam, nacionais e estrangeiros, etc. 

Interessa-me nada as percentagens e números do secretário de Estado do Turismo.
Outros concidadãos terão outras opiniões, semelhantes ou divergentes. Como sempre, a respeitar, todas.
Não ia /ficava no Minho desde finais de 2019.

A minha percepção é de que, em geral, pelo Minho, nas esplanadas e nos restaurantes, quase todos bem preenchidos. 
Nas muitas lojas onde entrei e sobretudo espreitei vi quase sempre poucas pessoas. Sacos de compras pouco volumosos.

Muita gente nas ruas em várias localidades. 
Dou como exemplo, Barcelos, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Caminha. Mas tirando os grandes centros do Minho, pareceu-me que nem por isso. 
Não fui a Braga, passei fugazmente por Guimarães.

Falarei depois sobre a minha sensação ao passar por muitas estradas municipais no Minho profundo.
Por agora fico por aqui. 
O turismo no Minho não me pareceu estar mal, mas. . . . .
AC

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

NEGÓCIOS  REGISTAM  QUEBRAS

Há dois dias estava a almoçar num pacato mas muito típico restaurante em Alcochete, daqueles que tem um televisor numa das paredes, ligado, mas sem som, quando entre duas garfadas reparei na notícia que titula este pequeno texto.

Era sobre as zonas de Ílhavo e Aveiro.

Mas, é alguma surpresa?

AC

sábado, 5 de agosto de 2023

A  PROPÓSITO  DE  TURISMO

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, teceu há dias uns comentários na sequência de queixas dos hoteleiros e comerciantes do Algarve, e reafirmou que os primeiros cinco meses do ano foram os melhores de sempre da história do turismo em Portugal.

Aparentemente, Julho não foi a maravilha de enchentes que muitos no Algarve esperavam. Vamos ver como corre Agosto.

Verificam-se coisas concretas, reais, como aviões a chegar a Faro sem estarem esgotados de lotação.
Verifiquei que a banca dos jornais estava a vender ligeiramente menos jornais nacionais e estrangeiros.

Eu interrompi ontem à noite 16 dias de praia no Sotavento Algarvio;  saía do hotel e meia dúzia de passos depois estava no areal, na palhota alugada.
Muitas palhotas da concessão do hotel estiveram vazias nesses 16 dias.
Significa alguma coisa? Significa!

No hotel, para onde venho (foi a décima vez seguida ) em Julho e Agosto a maioria do pessoal que fui conhecendo já lá não está. 
Encontrei três dos anteriormente conhecidos, e não quiseram alongar-se muito sobre as condições de trabalho, sobre eventuais dificuldades, etc.
A esmagadora maioria de funcionários que vi são jovens com (muito provavelmente) dupla nacionalidade, originários de África e Brasil.
Percebi que havia estagiários vários.

No estacionamento privativo do hotel, reparei que a maioria dos carros tinha matrícula nacional, havendo vários com matrícula de Espanha e três com matrícula Alemã. 

Claro que dados oficiais finais seja sobre isto seja sobre outra coisa qualquer não podem obter-se senão mais tarde. Obviamente.

Mas é sempre interessante observar a técnica manhosa dos governantes sempre a assobiarem para o lado e para o ar de todas as vezes que começa a verificar-se que algo não corre (infelizmente) como se estimava / desejaria.

Fecham-se nos comentários, só falam mais tarde com dados finais o que, obviamente, é correcto, mas também muito conveniente para manter o "mantra", a "narrativa", de que tudo será cada vez melhor daqui para a frente, graças a santo Costa e seus pastorinhos e pastorinhas!

Oxalá as apreensões quanto a, alojamento, hotelaria, restauração, comércio sazonal, não se venham a confirmar no Algarve.
Seria de facto bom que a sazonalidade se atenuasse no Algarve.
AC

quarta-feira, 26 de julho de 2023

TURISMO
Portugal está melhor porque os portugueses estão melhor.

Turismo, dizem, a bater recordes.
Será. 
Antes de continuar, tenho sempre bem presente que meia dúzia de árvores não são uma floresta.

Este Verão, novo primeiro período de praia Algarvia, pelo 10º ano consecutivo no mesmo local, e alojamento muito razoável.

Nestes 10 anos, tenho bem presentes as evoluções, na qualidade do serviço oferecido, na qualidade do pequeno almoço e refeições quando aqui as tomo, aspecto geral da infra-estrutura, a qualidade do pessoal.

Já fiz referência em outro pequeno texto a realidades no âmbito da restauração e hotelaria designadamente perto da fronteira com Espanha, a Norte para lá do Minho e aqui para lá do Guadiana.

E percebe-se porque se encontram tantos jovens portugueses a trabalhar lá. Estão por lá porque o salário mínimo em Espanha é, salvo erro, à volta de 1100,00€, muito superior portanto ao de cá mas, o que é mais importante, é que em Espanha neste momento, a maioria das empresas consegue pagar salários ligeiramente acima do salário mínimo.

Por cá há empresas que o poderiam fazer (pagar acima do salário mínimo) e DEPLORAVELMENTE não o praticam, mas há muitas "piquenas" (Manuela "dixit") e médias empresas que realisticamente não têm capacidade para o fazer. É a realidade da robusta economia descrita por Costa.

Aqui, onde estou temporariamente, vejo um puto a limpar a piscina e a distribuir as toalhas. Até ao ano passado, para isto eram outros, 3.
Na parte da restauração, resta um dos funcionários do passado. Nem um Algarvio resta, esmagadora maioria são estagiários, e o controlo por funcionárias novas, brasileiras e das nossas ex-colónias.

Na praia, o controlo das palhotas e material acessório está a cargo de uma jovem, que vejo muito eficaz, atenta, e está a fazer um gancho de férias, pois estuda Biologia no Porto.

Nadadores salvadores, detectei dois . . . . brasileiros!

E é isto.
Ah, o vento é bem Algarvio, e continua uma chatice. E água fria!
Tenham uma boa semana . . . . CONTINUAÇÃO, a irritante e parola e idiota palavra disparada constantemente por todo o lado.
A melhor e mais bem preparada geração!
AC
PUXADOR
Esta fotografia mostra os puxadores de uma das portas do hotel para a piscina.
Vem a propósito de que desde 5ª Feira passada que se chama à atenção de que o esquerdo se estava a desprender.
Como a fotografia mostra, há puxador de um lado e outro igual do outro lado da porta, e aquilo tem um sistema de aperto. 
Estava quase a desprender-se.

Na 5ªF alertei a recepção, na 6ªF idem, no Sábado foi uma das nossas amigas. 
Ontem à tarde foi preciso dizer na recepção - estão a ser alertados desde 5ªF passada, que aquele puxador está muito perigoso, e assim continua, sendo possível que ele se desprende quando alguém procure abrir a porta, podendo assim ocorrer consequências físicas graves. 
Seremos testemunhas em tribunal de que estavam alertados há vários dias para o problema.

Hoje, 3ºF cerca das 1000 horas, puxador fixo de novo!
É Portugal!
António Cabral (AC)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

BELÍSSIMOS  VINHOS

Que bons vinhos provei, e bebi, nas recentes passeatas pelo Baixo Alentejo. Que descanso, sossego. Já tenho saudades, mas se Deus quiser será em breve em outra área. Mas sempre bom. Por agora, este sossego na aldeia, apesar do rebuliço das filmagens e da chuva mais que copiosa. Mas que acabou por passar.

AC

domingo, 10 de outubro de 2021

I M P R E S S I O N A N T E

Já há bastante tempo que não andava por certas zonas. É verdadeiramente impressionante ou melhor, eu fiquei impressionado. Extensões enormes, por todo o lado, olival, amendoeiras, milho, árvores de fruto, vinhas, girassol. A questão da água e a ambiental fica para outra altura. E camiões a rodar por todo o lado, uns vazios outros carregados. Dentro de um espaço ligando no mapa em linhas rectas, Viana do Alentejo, Moura, Serpa, Castro Verde, Viana do Alentejo. IP's, nacionais, municipais, os caminhos por onde as 4 rodas têm andado. À conta dos caminhos da herdade base, de preto o carro passou a cor de terra! O fechar uma porta mas, sobretudo, a mala, sopra para cima de nós poeira castanha clara! Mas, bem-dita natureza e herdade.

Antonio Cabral (AC)

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A  L  E  N  T  E  J  O

Alto e Baixo Alentejo, muito baixa densidade populacional (de Portugal e da Europa), abarcam praticamente 1/ 3 do nosso território Continental. Paisagens únicas.

"…….O que me fascina aqui é uma conquista do espírito sem paralelo no resto do país, numa palavra: um estilo. O melhor do Alentejo é uma liberdade que escolheu a ordem, o equilíbrio"……….

AC