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sábado, 24 de maio de 2025

BOLHA
Existem vários tipos de bolhas.

A bolha que por vezes nos assalta ao longo da vida, por exemplo nas mãos ou nos pés, uma pequena bolsa de fluido corporal dentro das camadas superiores da pele, causada por uma fricção forçada, ou queimadura, ou por exposição a produtos químicos, ou derivada de uma infecção.
A maioria das bolhas fica preenchida com um líquido claro, seja soro ou plasma.

A bolha que é uma estrutura globular, cheio de gás, que se forma em qualquer substância líquida ou pastosa por exemplo ao ser agitada ou,  na sequência de aquecimento até à ebulição.

A conhecida bolha especulativa, ou financeira, que resulta de o valor de um determinado activo se afastar imenso do seu real valor.

Mas existem outras bolhas na sociedade, em todas as sociedades, mas o que me interessa é o que se passa na sociedade portuguesa.

A minha experiência de vida e o decorrer dos últimos 30 a 35 anos evidenciam claramente (para quem estiver atento), a existência de muitas outras bolhas. Algumas verdadeiramente cancerosas para a vida da sociedade portuguesa.

Adicionalmente, muitos elementos de certas bolhas ou têm ligações a outras bolhas ou têm mesmo assento nelas, pertencem-lhes também.

Que outras bolhas podemos considerar?
Por exemplo as que constituem certas organizações "discretas", as do mundo da "comunicação social", da "alta finança", as "corporativas-profissionais", muitas bolhas.

Estou a lembrar-me dos meus tempos de vida profissional activa, em que durante quatro anos convivi profissionalmente com determinadas camadas da nossa sociedade e, também, com o mundo das representações diplomáticas acreditadas em Portugal.

Recordo desses tempos algumas pessoas que cirandavam (como eu tinha de fazer muitas vezes também), pelas embaixadas, pelas festas, pelas celebrações, pelos jantares, pelas recepções.
Algumas dessas por aí continuam proeminentes, e duas ou três delas nos entram em casa pelos aparelhos de televisão. 
Maçador, muito maçador. Mas que eu raramente os vejo.

Com o passar dos anos, pelas relações sociais e pelas relações inerentes à carreira, cada vez estou mais convencido que são certas bolhas e as "discretas" que comandam este tão mal tratado Portugal.

Quantos dos portugueses estarão bem cientes do estado real do país?
E do que vai pelo mundo?

Há uma palavra que não me sai da cabeça, alheamento.

Quanto aos directórios políticos e as suas arrudas, quantos portugueses se apercebem que eles, quer em campanhas eleitorais quer fora delas, eles circulam e passeiam-se sempre em certas zonas e sempre das mesmas vilas e cidades, ou seja, nas bolsas de onde podem vir votos?

Conhecem realmente o país?

Veremos os próximos capítulos.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 7 de junho de 2023

JUSTIÇA.  PARAR a JUSTIÇA?

"Bastonária dos advogados: “Se for preciso, faremos parar a justiça”"Se for preciso fazer parar a justiça, fá-lo-emos", declara a bastonária, após uma assembleia-geral extraordinária que reuniu esta terça-feira mais de 2200 profissionais da advocacia"

Oh Sra Bastonária, quem sou eu para discutir consigo ou com os bastonários das outras ordens profissionais as questões das ordens profissionais.
Mas uma coisa lhe digo, não se incomode a tentar parar o funcionamento da justiça. 
Não reparou no que vem acontecendo há anos?
AC

terça-feira, 7 de março de 2023

COMPLETAMENTE de ACORDO

Então olhando às ordens dos advogados, dos médicos e dos enfermeiros…..

AC

QUARTA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2023

Corporativismo (41): A Intersindical das Ordens

1. Como AQUI se defendeu, o Tribunal Constitucional rejeitou as acusações de inconstitucionalidade contra a nova lei-quadro das ordens profissionais. É de saudar esta decisão, que vai permitir pôr alguma ordem na deriva corporativista e no crescente abuso e desvio de poder das ordens profissionais.

Mas a reação das ordens, que - em vez de acatarem e respeitarem o veredicto judicial, como autoridades públicas que são - ameaçam com uma rebelião e tranformam o CNOP numa espécie de Intersindical corporativa, mostra que o Governo vai precisar de um módico de coragem política para fazer cumprir a lei, desde já quanto à revisão dos estatutos das ordens.

2. Infelizmente, nem a nova lei nem o Presidente da República questionaram a raiz de todos os problemas, que é a impossível coabitação da defesa do interesse público na regulação e disciplina das profissões com a representação e defesa de interesses de grupo. A autorregulação e a autodisciplina profissional não impõem essa fatal promiscuidade, que acaba sempre por subjugar o primeiro aos segundos. 

Vai sendo tempo de pensar em separar as duas coisas. As autoridades públicas, entre as quais as ordens se contam, só devem servir para defender o interesse público, tal como definido pelo Estado, e não para representar e defender interesses profissionais, tarefa que, numa democracia liberal, só pode relevar da liberdade de associação e de ação coletiva privada.

domingo, 25 de agosto de 2019

ORDENS
Ordens em Portugal existem muitas.
Curiosamente Portugal está um País com cada vez menos ordem, mas enfim, e nem é preciso atentar nas agressões e mimos entre Costa e Catarina, por exemplo.
Exemplos de Ordens: advogados, médicos, dentistas (não são médicos?), arquitectos, enfermeiros, engenheiros, farmacêuticos, etc.
Agora o prof Marcelo deu luz verde para a criação/ institucionalização de mais uma, a Ordem dos Assistentes Sociais.
Presente os princípios da proporcionalidade, da seriedade, da dignidade de todas as profissões, e da equidade, é no mínimo justo ponderar todos os estratos da nossa sociedade e tratarmos de institucionalizar todas as ordens possíveis e não andarmos aqui ás pinguinhas.
Portanto, oh senhores da digníssima  AR:
criar a ordem dos, jardineiros, estivadores, estucadores, canalizadores,  electricistas, varredores camarários, porteiros, floristas, alfaiates e costureiras, bombeiros, personal trainers, dos curadores, jornalistas, cabeleireiros, taxistas,  condutores de tuk-tuk, moliceiros de Aveiro, pintores de automóveis, pescadores do alto, pescadores lúdicos, chefes cozinheiros, pilotos de aviões, oficiais de justiça, palhaços, ex-titulares de orgãos de soberania, motoristas de camiões, hospedeiras de bordo, vendedores de bolas de Berlim nas praias, fotógrafos, jornalistas, futebolistas, guias turísticos, pasteleiros, prostitutas, ciclistas profissionais, ciclistas lúdicos, empregados de café, tesoureiros de bancos e de todas as instituições lidando com €€€, empregados de supermercados, deputados, árbitros, nadadores salvadores, engraxadores, peixeiras, guias turísticos...............é percorrer o cardápio das profissões, falta enumera dezenas e dezenas, como por exemplo apicultores, apanhadores de cerejas, lenhadores, etc.
AC

terça-feira, 2 de maio de 2017

ORDEM dos ADVOGADOS (OA)
Lê-se e............ficam muitas interrogações, perplexidades.

Mas ninguém parece incomodar-se, ainda que o actual bastonário pareça dar sinais de grande incomodidade. 
Veremos se não lhe passa. 
Mas, como cidadão pagante, eu gostava de saber de onde vêem os proventos para a Ordem dos Advogados. 
Já agora de todas as outras ordens.
É que não acredito que seja só das quotas dos associados.
Para a inefável ex-bastonária da OA vir dizer (segundo os OCS) que apenas foram  gastos 88 mil euros na contratação de uma agência, que houve muitos gastos com divulgação institucional (???) e muitas despesas com pessoal,  e ainda com a comemoração do dia do advogado (???) e com a comemoração dos 40 anos da CRP, é porque escorreu/ escorria dinheiro a valer, ou não?
Além disso, ao DN, Elina Fraga terá explicado que a situação financeira que deixou na OA é "sólida" e "equilibrada", "tendo permitido que o património da OA aumentasse em vários milhões de euros". 
Eu que não percebo praticamente nada de nada mas, ainda assim, creio que só com a disponibilidade de muitos fundos e bens materiais se conseguem aumentos de património de vários milhões de euros. Ou será por milagre divino?
Quererá alguém explicar?
É que como a OA, outras ordens existem (ou desordens, lembram-se das notícias sobre a dos enfermeiros?), muitos institutos, muitas fundações, muitas associações, e os €€€€€ escorrem por muitos lados e............há controlo? 
Será que existem verbas a sair do OE? 
Antigamente os governadores civis estavam sempre a dar subsídios para isto e aquilo, colectividades, associações, etc!
Mas isto é o Portugal lindo, com que quase todos parecem estar encantados.
Milhões a escorrer por todo o lado. Que controlo?
De onde virão?
AC