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sexta-feira, 11 de abril de 2025

SEMPRE A MESMA COISA/ PALHAÇADA
Anacom aplica coima de 550 mil euros à Meo e acusa empresa de práticas comerciais desleais.

Periodicamente, os OCS noticiam coisas deste género. 
Mas nunca acompanham a sério o desenvolvimento dos processos, os recursos, resultados dos mesmos, decisões dos sucessivos tribunais até sentença final.

Deve haver muita gente que acredita na efectiva concretização das multas e coimas. Que acredita nos reguladores.
Não é o meu caso.

Este mais um capítulo das "palhaçadas à portuguesa", cambão, pouca vergonha a rodos, reguladores e ausência de justiça.
AC 

terça-feira, 7 de março de 2023

COMPLETAMENTE de ACORDO

Então olhando às ordens dos advogados, dos médicos e dos enfermeiros…..

AC

QUARTA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2023

Corporativismo (41): A Intersindical das Ordens

1. Como AQUI se defendeu, o Tribunal Constitucional rejeitou as acusações de inconstitucionalidade contra a nova lei-quadro das ordens profissionais. É de saudar esta decisão, que vai permitir pôr alguma ordem na deriva corporativista e no crescente abuso e desvio de poder das ordens profissionais.

Mas a reação das ordens, que - em vez de acatarem e respeitarem o veredicto judicial, como autoridades públicas que são - ameaçam com uma rebelião e tranformam o CNOP numa espécie de Intersindical corporativa, mostra que o Governo vai precisar de um módico de coragem política para fazer cumprir a lei, desde já quanto à revisão dos estatutos das ordens.

2. Infelizmente, nem a nova lei nem o Presidente da República questionaram a raiz de todos os problemas, que é a impossível coabitação da defesa do interesse público na regulação e disciplina das profissões com a representação e defesa de interesses de grupo. A autorregulação e a autodisciplina profissional não impõem essa fatal promiscuidade, que acaba sempre por subjugar o primeiro aos segundos. 

Vai sendo tempo de pensar em separar as duas coisas. As autoridades públicas, entre as quais as ordens se contam, só devem servir para defender o interesse público, tal como definido pelo Estado, e não para representar e defender interesses profissionais, tarefa que, numa democracia liberal, só pode relevar da liberdade de associação e de ação coletiva privada.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

PALRAÇÃO  DO  DIA
"Caso Endesa. Marcelo não vê "conflitualidade" na intervenção do Governo e pede que se evitem "intervenções alarmistas"
Presidente da República quer "responsabilidade social" por parte das empresas petrolíferas e maior clareza da ERSE".

Uma vez mais, o inquilino em Belém, não vê nada de especial na intervenção do governo. Suponho que o senhor se refere ao despacho do seu amigo António Costa em que é determinado trabalho ao inarrável Galamba.
Adicionalmente, o senhor reitera que as empresas petrolíferas tenham maior responsabilidade social! Elas certamente vão anuir.

Mas, para mim naturalmente, a parte mais engraçada desta "tirada" do dia é o reconhecimento (!?!?) do excelente trabalho deste regulador, a ERSE.
Como todos os portugueses certamente saberão, os reguladores em Portugal são do melhor do mundo, regulam a sério, andam em cima deles, para garantir que não há cambão, por exemplo, e aplicam muitas coimas.
Engraçado mesmo é que os OCS, depois de noticiarem decisões de reguladores aplicando coimas fortes aos regulados, nunca mais voltam ao assunto, só para saber se, eventualmente, entre recursos e esquecimentos não acabou tudo em águas de bacalhau, como suspeito que será o caso para todos. Pagar coimas?
Os tribunais arbitrais dão muito jeito!
AC

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

ESTE FAZ-ME LEMBRAR.........
Este mergulhão/ corvo marinho faz-me lembrar uma série de criaturas que agora estão a ver o nome nos OCS ou a dar entrevistas e falar de casos, sendo que alguns são também dos OCS, e agora se esquecem dos elogios, das "vernissages" para que frequentemente eram convidados, ou dos seus textos de apoio, e do seu enaltecer de tanto empreendedor. 
Fez a porcaria e, depois, irritado, olhando para trás - Estás a olhar para onde, estás a confirmar / registar que fiz porcaria ?
AC

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

ESTADO MODERNO

Num Estado moderno, europeu e ocidental, está-se hoje cada vez mais focado nas designadas políticas sociais, mas também muito nos poderes de regulação e ainda nas funções de soberania.
Olhando por exemplo para a regulação, para os diferentes reguladores nacionais e em particular banca e seguros, aqui em Portugal o que é que cada vez mais podemos concluir, face às evidências cada vez mais notórias e conhecidas?
Estado moderno? Ou Modernaço ? Ou Amigaço ?
AC

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O  EXPRESSO  CHAMOU-LHE  FINTA
Uma opinião, naturalmente, a respeitar.
Refiro-me à notícia sobre a recente anunciada saída de Tomás Correia de presidente da Associação Montepio. Saída pelo próprio pé. Estará para breve conhecer-se oficialmente uma avaliação negativa da idoneidade do senhor.  Que mau que é o supervisor/ regulador dos seguros.
Naturalmente, não tenho nenhuns conhecimentos nesta área, não tenho habilitações, nem que me prenunciar sobre o senhor.
Como cidadão, e perante tanta pouca vergonha publicitada/ conhecida sobre a banca nacional, desde há anos, e lendo jornais há décadas, lembro-me de muitas coisas, e sempre procurei tentar perceber o porquê do arrastar de escândalos e situações e casos inacreditáveis.

No caso concreto deste senhor Tomás Correia, e olhando só aos últimos anos, fui reler umas coisas para tentar encontrar explicações possíveis para o confronto que dura entre, o que dele se escrevia nos OCS e era dito por especialistas, e a sua permanência no posto qual lapa em rochedo.
Sempre difícil de perceber para um cidadão comum.
Creio que alguma luz vislumbrei, quanto à cola "Araldite" que Tomás Correia poderá ter na sola dos sapatos ao ponto de ter estado de pedra e cal até agora alapado no cargo.
Ah, e encontrei indícios de indefinições e dúvidas e etc que se arrastaram entre reguladores, acerca de a quem competiria avaliar a idoneidade do senhor para o exercício do cargo.
A luz apareceu-me depois de reler as brochuras das 3 listas que na ultima vez concorreram aos orgãos associativos da Associação Mutualista Montepio. Centro-me na lista A.

Lista A: (vencedora) Lema - O que fazemos por si diz muito sobre nós, confiança, inovação, futuro. 
Reli tudo, eloquente.

> CONSELHO de ADMINISTRAÇÃO:
>> presidente - Tomás Correia
>> Vogal - Carlos Morais beato
>> Vogal - Virgílio Boavista Lima
>> Vogal - Idália Salvador Serrão
>> Vogal - Luís Moreira de Almeida

ASSEMBLEIA GERAL:
> presidente - Vitor Melícias Lopes
>> 1º secretário - António Pedro de Sá Alves Sameiro
>> 2º secretário - António Dias Sequeira
>> suplente - António Pereira Gaio
>> suplente - António Jesus Gouveia

CONSELHO FISCAL:
> presidente - Ivo Pinho
>> vogal - Ana Paula Harfouche
>> vogal - Isabel Cidrais Guimarães
>> suplente - José Domingos Barão
>> suplente - António Mendes de Almeida

CONSELHO GERAL:
Maria de Belém Roseira, Alberto dos Santos Ramalheira, Jorge de Sá, Manuel Rui dos Santos Caseirão, Luís Manuel Patrão,Maria das Dores Meira, Joaquim Maria Cardoso, Manuel Cardoso Martins, Manuel Ramos Lopes, José de Matos Correia, Santiago Planas Almasqué, Paula Oliveira Guimarães, e ainda 3 suplentes.

Nas comissões de honra: Manuela Ramalho Eanes, Alexandre Rosa, António Sousa Duarte, António Gonçalves Ribeiro, Carlos Higgs Madeira, Carlos Zorrinho, Cassiano Cunha Calvão, Dalila Araújo, Diogo Lacerda Machado, Edmundo Martinho, Eduardo Silva Farinha, Fernando Reboredo Seara, Francisco Armando Fernandes, Francisco Fonseca da Silva, Francisco Moita Flores, Graça Guerreiro Nunes, Henrique Joaquim, Henrique Teixeira Luís,  Hermínio Martinho, Humberto Sertório, João Calvão da Silva, Jorge Moreira de Sousa, Jorge Sacadura Almeida Coelho, José António de Arez Romão, José Carlos Lilaia, José Eduardo Martins, José Joaquim Fragoso, Luís Amorim, Luís Antero Reto, Luís Silva Barbosa, Manuel Carlos Lopes Porto, Manuel Fuzeta, Maria Manuela Silva, Mário Jorge Santos Neves, Paula Silva Roseira, Pedro José Lopes Clemente, Raul Tavares Pereira, Rui Azinhais Nabeiro, Rui Barreiro, Vasco Lourenço.

Tudo revisto e ponderado, a conclusão é que apoios de todos os lados nunca lhe faltaram. 
Muitos, e de muito peso político, e de cores variadas, de muitos interesses.
Mas, agora, aparentemente, e depois de muito arrastar, parece que o inexorável vai chegar.
Indício para o futuro da banca nacional? Humm.......mosquitas a voar..........
O Expresso diz que o senhor por lá continuará nos corredores.
Deve haver potes de mel nas catacumbas!!!
AC




quarta-feira, 3 de abril de 2019

ERA um PAÍS de MARINHEIROS
Era um País de marinheiros (*). 
Não sei se por isso, mas a partir sobretudo de 1700 as elites foram entendendo que esse facto mais o ouro e prata do Brasil chegariam para ir vivendo mais ou menos bem (uns quantos, os do costume, apenas).
Entrou o século XX e foi o que se viu. Estamos no século XXI e é o que se vê.
Mas os descobrimentos e este País de marinheiros sempre foram mote para muita coisa, esquecendo-se que os descobrimentos mais os marinheiros (que há poucos) por si só não nos colocam o pão à mesa.
Mas, pelo que se lê por aí, entre outras interessantes coisas que sempre têm vindo a acontecer, particularmente nos últimos 35/ 40 anos, há sempre uns pândegos que titulam programas e mescambilhas com palavras ligadas à epopeia dos descobrimentos. 
O mais interessante quando se depara com certos textos, é redescobrir o que há décadas se sabia já. Mas não ligam.
O quê?
Às portas giratórias, entre bancos, e etc.
Pomposamente chamam-lhe "instrumentos "financeiros".
Vai-se a ver, quem devia estar a par de como foram evoluindo certos instrumentos financeiros e certos créditos, não se lembra de nada. Amnésia pura. Com uma enorme dose de descarada ausência de vergonha naquelas trombas.
Outra coisa sempre interessante é verificar a repetição de certa terminologia. Por exemplo: 
conceituado banco, conceituada consultora, conceituado gestor, conceituado banqueiro, auditoria independente (normalmente tão independente que pouco vasculham fora do que lhes colocam à frente do nariz) etc.
Engraçado, também, ver os nomes que há 20 anos estavam juntos, que há 20 anos estavam num mesmo conselho de administração.
Nada do que acontece hoje e que andam a querer escrutinar (um bocadinho só.....) e tem contornos claros de, escandaloso, ultrajante, corrupção, roubo, nepotismo, nada acontece por acaso. 
Não por acaso as amnésias, não por acaso os silêncios, não por acaso a defesa intransigente deste e daquele bandido, não por acaso a renegociação das dívidas astronómicas e mesmo pornográficas dessa malandragem que por aí se passeia.
Nada é por acaso, tudo se explica, era só quererem. 
Mas não querem. De uma ponta a outra do espero político, ainda que alguns finjam com gritinhos.
AC
(*) País de marinheiros; cada vez mais um País de tristes banhistas que mal sabem nadar

quarta-feira, 27 de março de 2019

domingo, 17 de março de 2019

MELÍCIAS e DELÍCIAS
“Não é um secretariozeco ou um qualquer ministro que vai afastar os órgãos sociais democraticamente eleitos”.
O nível a que se chegou.
O poder real que na praça pública decidiram demonstrar.
E, vou atrever-me, a frase supra que presumo corresponde ao que foi dito, não saiu da boca de um "padreco" qualquer. 
AC

sábado, 16 de fevereiro de 2019

PORTAS GIRATÓRIAS
Banca, reguladores, privados, público, portas giratórias, sempre os mesmos, conivências, política, negócios, promiscuidade, mas sempre de consciência tranquila.
Olhando para este exemplo, uma delegação da CGD ao lado da delegação do BP, será que isto ajuda a explicar alguma coisa ?
AC

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

BANCA, SEGUROS, CMVM, BP, etc, etc
Vejo escrito - "As arquitecturas de governação não mudam as pessoas nem alteram os incentivos".
Não sou banqueiro, financeiro, deputado, ministro, político, economista, gestor, jornalista, regulador, mas creio que a frase acima tem muito de certeiro.
Não conheço em detalhe nem vou perder tempo a ler o plano maravilhoso encomendado pelo governo socialista/ ministro Centeno a um grupo de "sábios" liderado/coordenado/ dirigido pelo ex-CMVM Carlos Tavares. Ouvi coisa breve na TV, dele e de Centeno, quando cheguei ao quarto de hotel vindo da praia. 
Ficou-me no ouvido a palavra - "comportamental".
De facto - "comportamental" -  é bem capaz de estar aqui o problema, mas em outro sentido, ELES não mudam, não querem mudar, e os arranjinhos são sempre os do costume e com a tropa do costume. Por isso estamos nisto.
Mas, como tenho razoável memória e razoáveis arquivos, isto tudo trouxe/ recordou-me para primeiro plano o "amor" de Centeno ao actual governador do BP, os "amores" entre o governador do BP e o ex-CMVM, e a nomeação/ prorrogação de mandato do actual governador do BP determinada a seu tempo pelo governo de Passos Coelho, o célebre (??) governo "pafiano".
E, claro, também veio logo à memória, as pouca vergonhas do BES e respectivo empório conhecido e desconhecido, o BPN e a parte de tutano que deixaram de fora, a CGD em que PS e esquerdas (e aqui é que é espantoso o conluio do BE e PCP) trataram de esconder as pouca vergonhas praticadas entre 2000 e 2015 com a grande benção deste espantoso sistema jurídico português.
Isto tudo cheira mal, mesmo a trampa, mas da mais putrefacta. 
Cultura política? Demagogia? Vingança ao retardador? Ausência de princípios?  Ignorância político-constitucional?  Desequilíbrio de poderes? Ou é para entreter e já agora um cargo para Tavares? 
E Marcelo, ainda não se pronunciou?
Isto cheira a podre.
AC

domingo, 12 de março de 2017

QUE MAMAR TÃO DOCE
Li com cuidado, e interesse porque não confessar, o artigo de Proença de Carvalho "Políticos e Reguladores: democracia ou tecnocracia?"
Este senhor, que na minha perspectiva tem excelentes qualidades cai naquele tipo de "escribas" que mansamente palram sempre de uma maneira muito doce.
Escreveu que é desejável que os governos não interfiram nos reguladores.
Depois, apontando à UE, atira-se à dupla regulação.
Escreveu ainda sobre a burocracia que atrapalha a actividade económica.
Depois, condói-se muito dos custos que, derivados das burocracias, caem sobre os pobres contribuintes. Até já lhe vejo uma lágrima ao canto do olho esquerdo!
Quase sugere que os eleitores pouco ou nada já mandam.
No último parágrafo, ele também está sempre a par da moda, chama à colação Trump, e insurge-se sobre o estado de coisas, várias.
Lá estou eu, outra vez, com a minha veia da desconfiança, e de nariz empinado, a olhar para o último parágrafo do artigo e ver por de trás a acidez estomacal causada pela implosão da família Espírito Santo/ BES /GES, onde o filhote tenta o tudo por tudo!
Mas sou eu que sou mauzinho.
AC

sábado, 6 de junho de 2015

FORROBODÓ
É um termo popularucho, mas identifica bem a pantominice que grassa em várias camadas sociais e em certos grupos. Em síntese, numa série de senhoras e senhores que se intitulam de elites.
Portugal sempre teve muitas, basta ir à história, começar em 1700.
O que se pode chamar senão isso, a um esganiçado pequenino que reclama exemplos europeus do passado para corrigir o presente e o futuro, como se ele não tivesse contribuído para este presente anquilosado?
O que se pode chamar senão isso, a ele que não conseguiu entrar na galeria dos "importantões" ainda que sempre se tenha roçado por bons cadeirões, e vai daí, espuma vingança e dá apoios a quem por desinteresse total lhe poderá vir a outorgar a tal galeria?
O que se pode chamar senão isso, a um senhor que não cabe num Clio e, portanto, só grandes carros alemães para o transportar, até porque mais depressa vai ao e vem do Norte, fazendo pelo caminho as negociatas angelicais "pro bono"?
O que se poderá chamar senão isso, ás prováveis combinações entre todos os bancos, entre todas as gasolineiras, e etc?
O que se poderá chamar senão isso, ao desaparecimento de milhões, ora porque não sabe, ora porque a culpa foi da crise, ora porque os governantes foram mauzinhos, ora porque o contabilista se enganou nas contas, ora porque os reguladores lá iam jantar a casa, ou jogam todos golfe?
O que se poderá chamar senão isso, aos tumultos futebolísticos, sendo para mim tumultos os propriamente ditos e que nunca acabam, bem como as transferências, os ordenados, as compras de jogadores e treinadores, por clubes que parece estarem falidos há muito tempo e, relativamente ao que, nenhum português normal conseguirá perceber de onde vem o dinheirinho?
Portugal está cada vez mais doente, mas teimam em dizer que não.
AC

domingo, 3 de agosto de 2014

Num País com cada vez mais imparidades
Dizem na rádio (ouvi há pouco no carro) que logo, pela noitinha, será anunciada a boa nova em relação à tormenta do presente. Não disseram como vou agora referir, mas em linguagem popular, cueca lavada para um lado, cueca borrada para outro.
Como podem apreciar na fotografia, estão já ao Sol alguns dos apetrechos usados afanosamente nos últimos dias pelos intervenientes salvadores nesta telenovela mexicana,....não, .....telenovela.......tipo Burkina Faso (Burkinenses, desculpem, não é por desconsideração).
Além de que, como cita o comendador, ainda podem aumentar impostos. Mas será preciso? A cueca está tão limpinha, a secar!!!! E os sacos de plástico que transportaram toda a m**** estão igualmente limpinhos, limpinhos!!!!
AC (António Cabral)

sábado, 2 de agosto de 2014

Num País com cada vez mais imparidades
Hoje, mais claramente ainda, falo de imparidades - criaturas. As tais “coisas” com aparência de ser humano, que nos azucrinam a vida há décadas, que aparentam um determinado valor, mas valem de facto pouco. Autênticas imparidades.
Como popularmente se refere - por cima são tudo rendas, por baixo nem fraldas há. Exactamente por isso, tanta porcaria nos cai em cima há décadas. 
Acresce que, em Portugal, quer na acção política, quer na gestão das empresas públicas/ sector empresarial do estado, a prudência é valor que a gentinha que se tem governado nesses lugares sempre menosprezou, como mostra à saciedade o panorama político nacional. Chamem-lhe défices, buracos, derrapagens, engenharia financeira, o que quiserem.
Prudência, valor inestimável na vida individual, na acção política e na gestão da coisa pública devia ser, porventura, a virtude sagrada. Mas não, Portugal no seu melhor, sempre, e outra vez.

Depois, esses senhores (????) que por aí se pavoneiam, com ou sem cabelos, brancos e de outras cores, mentem cada vez mais e com todos os dentes. Basta comparar as declarações de todas as importantes (?????) criaturas públicas de todas as cores e responsabilidades, no espaço de um ou dois meses. 
Ahh,……..os famosos dados supervenientes, ........que tudo alteram, ........e justificam as novas declarações, as novas irritações, as novas indignações, e as acções punitivas prescritas.
E tudo, mas tudo, a acontecer por acaso. E de um dia para o outro! 

Reparando nas ligações, melhor dizendo, na nojenta promiscuidade entre a política e os negócios (ahh…isso não é só problema nacional….), reparando nos princípios (??????) com que vários se governaram até hoje (ex: prometo o que não tenho, dou o que não é meu, perdoo quem não me ofende), só o incauto se admira com o estado a que isto chegou, o crente de que as coisas caem do céu, e de que agora é que é, este é que é sério, e já disse o que vai fazer!!
É que, ao princípio atrás referido, falta acrescentar uma parte não explicitada em público, mas praticada à grande pela malandragem toda - ….e saco o mais que posso!!!

Seja qual for o tema da actualidade nesta asfixiante envolvente que se quiser escolher para meditação ou breve atrevido comentário, não tenho dúvida nenhuma que cada vez mais, não posso acreditar no que leio e ouço, pois corria o risco de julgar o que não vejo.
Andam por aí muitos atrevidotes a julgar agora acidamente. Mas eu, que vejo pouca televisão, quase não compro jornais, e faço “zappings" periódicos via internet, recordo muito bem as carinhas de políticos, comentadores e jornalistas de todas as espécies e cores, ao longo dos anos, sentadinhos em mesas redondas, conferências, convidados disto e daquilo, muitos almocinhos, para não dizer mais. Entre 1995 e 98, entre 2001 e 2006, testemunhei muita "cena", como diz a juventude.

Como dizia, quase não compro jornais, mas hoje, depois de almoço fui cumprir uma das minhas tarefas domésticas, e à lista do supermercado que recebi acrescentei a compra de jornais: um diário de Sábado, um espesso semanário, e um diário especial de ontem, que um amigo recomendou eu comprasse. É muito papel, e ainda só li as gordas e um ou outro artigo relacionado como o momento nacional: a banca, o BES.
E, de facto, não dizem tudo o que sabem, dizem o que suponho convirá a uns quantos na sombra (de palácios, gabinetes nacionais e estrangeiros), querem-nos fazer acreditar na bondade das acções. AGORA É QUE VAI SER, os portugueses vão ver a eficácia da justiça, dos reguladores de tudo e mais alguma coisa.

Creio bem que andam por aí à solta muitos Lucky Luke, a tirar rapidinho proveito de súbitas vantagens. E não digo isto por nada de especial, nem pela dúvida muito pertinente que li na parte final de um artigo de hoje, mas gostava de ser mosca e andar por aí em certas sedes de vários poderes. E por certos gabinetes, onde me palpita estão aflitos a reverificar e a vasculhar as papeladas todas - “ai minha nossa senhora”…..se isto vem a público.

Já dizia o António Aleixo, que convinha vir uma verdadezinha misturada com as mentiras. Estou convicto de que andam à procura de uma verdade.

E, claro, as crises não caem do céu, têm responsáveis. E, claro, à boa maneira portuguesa, neste Portugal do Rafael Bordalo Pinheiro (do cão, da galinha, do papagaio, e da porca), estão apressadamente na fase do salve-se quem puder, preparando o castigo exemplar de alguns após a procura desenfreada de culpados e, finalmente, preparando as condecorações e louvores até de não participantes no processo. ALELUIA!

De tudo isto, de todas as desgraças que se acumulam na vida do cidadão comum, têm ainda por cima a enorme lata de vir dizer que nada sobra para o contribuinte. Ai não que não sobra. Vai subir a dívida e o défice em OUT/ NOV/ DEZ, à conta do BES e dos outros todos, à conta das alterações de regras de cálculo de défice, de dívida, etc. Quando forem ver melhor (antes nunca viram, pois não??) lá vão os TUGAS levar com mais umas súbitas imparidades vindas de tudo quanto é sítio. Uma dividazinha no final do ano, para aí de.....150 ????? .................Não?

Ah…..já me esquecia, ....................o furor do momento deve vir a esmorecer um pouco,....... depois de se apontarem culpados,…..até porque............não vá ELE abrir a boca, ...........e então é que isto era risco sistémico………sistémico por essa promiscuidadezinha acima. 
Tremiam as perninhas todas. Não convém nada, temos tão boa imagem lá fora.......

Ocorre-me, temos como é habitual, uma cambada de ACPN, ou seja, autoridades competentes de porra nenhuma
Uns artistas, como o da figura. Aguenta TUGA!
AC (António Cabral)
Num País com cada vez mais imparidades
Em Portugal, que eu me tenha apercebido, esta história das imparidades começou a azucrinar mais os ouvidos do cidadão comum na era "socrática" ou "socretina", como quiserem, por altura do "tsunami" BPN. Não sou especialista na matéria, mas creio não errar muito se disser - uma coisa tem um determinado valor por quem a regista e a toma por garantia, mas pode acontecer que, de facto, essa coisa não tenha pouco depois assim tanto valor como o registado. Por razões várias, algumas entendíveis, outras.............
Não será bem a coisa popular das vulgarmente chamadas contas marteladas, mas entre as garantias, os valores, o que vai ficar a arder por falta de pagamento, algum martelito andará à solta!!.

Eu transponho esta coisa das imparidades, de que tanto se fala a propósito de bancos, e não só, para a coisa pública, para a sociedade.
Porque entre o valor que parecem ter certas criaturas, e o que se verifica depois, e muitas vezes bem mais depressa do que os optimistas esperariam, para mim há por aí imparidades a dar com um pau.

Veja-se a querida luta no âmbito das primárias do PS, veja-se a categoria do recente discurso de um putativo candidato a Presidente da República, veja-se a categoria discursiva que tem passado pelas recentes comissões parlamentares de inquérito, veja-se as pérolas que vão saindo no Diário da República, e não me digam que não há por aí muita imparidade.

Deixo aos meus corajosos e estimados leitores uma pérola que mão muito amiga me fez chegar.
Procurem, no DR, 2ª série, nº 42, 28 Fev 2014, o aviso 3117/2014, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, e verifiquem se não é mesmo uma "ternura" ver que alguém - cessou o contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, por motivo de falecimento.

Ora sejam queridos comigo, é ou não é uma imparidade gira???
AC (António Cabral)