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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

LÁ,  COMO  CÁ
"Espero que os americanos compreendam." Joe Biden concede indulto ao filho Hunter.
Em causa estão três condenações relacionadas com posse de armas e ocultação de consumo de drogas às autoridades. Joe Biden considera que as condenações tiveram motivações políticas.

Lá, como por cá.
Os tadinhos que enriquecem por via do "espirito santo", ou que levaram/ têm uma vida devassa e corrupta, são sempre inocentes, são sempre perseguições políticas! TADINHOS!

Neste caso concreto, americano, parece não haver grande diferença entre Biden e Trump. Enfim. Vou esperar para ver se os jornalistas e políticos que se esganiçavam por Kamala têm alguma coisa a dizer.
Se calhar dirão - a Kamala nunca faria isto a filho seu!

Lá - espero que os americanos compreendam! 
E se não compreenderem, consequências, o indulto cessa?

Cá - nem se dão ao trabalham de dizer para as câmaras de TV - espero que os portugueses compreendam!
Tratam apenas de tentar trocar de juiz!
AC

domingo, 17 de dezembro de 2023

AVIAÇÃO   em   PORTUGAL

Não, não vou falar da TAP
Não, não vou falar de António Costa, das suas posturas, da sua falta de vergonha e incoerência políticas. 
Não, não vou falar do insuportável Pedrinho.
Não, não vou falar das imaginações de alguns.

Lembrando-me dos políticos de hoje, muitos sem envergadura intelectual, em que muito poucos não viveram sempre à conta do orçamento do Estado, farei apenas uma pequena incursão num passado não muito longínquo. 
Vou em parte socorrer-me de uma fonte fidedigna sobre certos passados.

Algumas palavras basicamente sobre aviação militar, particularmente os primórdios da aviação no nosso país, a aviação no Exército e na Marinha, até à criação da Força Aérea de Portugal (FAP) que, nos anos 50 do século passado, se tornou o 3º ramo das Forças Armadas. 

Mas a propósito deste passado, salientar aquilo que no presente continua muito semelhante ao que sucedia na I República e também na Assembleia Nacional da II República / Estado Novo.
Refiro-me ao trabalho (!?!?!?!?) na actual Assembleia da República onde muitas vezes se encontra, a incompetência, a incoerência, a descarada ausência de vergonha na cara e a vergonhosa postura de vários dos eleitos felizmente não todos. 

Em síntese, referência ao fazer reformas a destempo, ou não as fazer de todo. 
Em síntese, também, referência aos que não percebem ou fingem não perceber a evolução das coisas, da tecnologia, das sociedades.

São sobejamente conhecidos os feitos de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. 
Porventura menos conhecidos outros feitos de outros pilotos nacionais, como por exemplo de Sarmento de Beires.

Existem vários livros sobre a aviação em Portugal, e sobre feitos no passado realizados pelos nossos diversos aviadores, como existem reportagens jornalísticas e, quer no "sítio" da FAP quer na Wikipédia, estão referenciados muitos detalhes sobre o assunto. Vale a pena ler.

De uma forma muito resumida, em Portugal o "bichinho" da aviação terá começado em 1912. 

Em 14 de Maio de 1914 foi formalmente instituída uma Escola de Aviação Militar a qual foi inaugurada mais de dois anos depois, em 1 de Agosto de 1916.

Também em 1914 o Exército português criou o Serviço de Aeronáutica Militar. 
Antes do final da I GG a Marinha de Guerra portuguesa criou o Serviço de Aviação da Armada. Ao longo dos anos seguintes, Marinha e o Exército alteraram a designação desses serviços.

Na sequência da evolução nas estruturas militares verificada em diversos países designadamente Europeus e sobretudo na NATO/ OTAN, as aviações da Marinha de Guerra e do Exército acabaram por ser fundidas em 27 de Junho de 1952, passando a existir em 1 de Julho desse ano o novo ramo das Forças Armadas Portuguesas (FA), a FAP.

Esta reforma, a criação da FAP, não podia deixar de ter lugar.

Como sempre acontece em muitos países, e em Portugal é basicamente uma regra, surgem muitas resistências sempre que se pretende, uniformizar estruturas, encetar processos de reformas, tentar melhorar uma qualquer organização/ instituição.

Esse tipo de resistência esteve também na evolução da aviação em Portugal. Resistência por parte de militares portugueses à junção das aviações do Exército e da Marinha de Guerra fundindo-as no que se tornou a FAP. 

Mas a par de resistências, o que se pode parcialmente compreender, o que é sempre de lamentar são processos políticos tortuosos que acontecem pelo caminho, algumas vezes untados de corrupção.

Mas se são conhecidos vários episódios relativos a resistências a processos de reformas, seja em que área for, muitos mais episódios ficam desconhecidos do grande público. 

Como sempre acontece em Portugal (e não só), muitos processos e acontecimentos permanecem obscuros, envoltos em vários silêncios e narrativas, como é o caso do historial dos primeiros anos da nossa era democrática (1974-1982).

No caso da aviação, e concretamente no referente à aviação da Marinha de Guerra nesse passado já distante, houve episódios e movimentações de bastidores diversos. 

Na fase imediatamente anterior à decisão política de criação da FAP e inerente extinção da Aviação Naval, muitas sessões na Assembleia Nacional (AN) foram acompanhadas por vários dos pilotos dessa então componente militar. 

Existem alguns testemunhos, inclusive escritos, sobre a indignação que na altura cresceu no seio dos meios militares. Porquê?

Sobretudo por constatarem uma generalizada ignorância sobre o assunto, ignorância que sobressaia nos trabalhos na então Assembleia Nacional e, nomeadamente, por parte de alguns dos deputados que mais esgrimiam posições relativamente a estruturas militares. 

Mas indignação, também, por observarem estranhas alterações de posições de vários deputados pouco ou nada fundamentadas, mas sobretudo devidas ao que vulgarmente se designa por corrupção política passiva. Se preferirem, jogos por debaixo da mesa.

Por gentileza de um bom amigo, a quem mais uma vez agradeço o ter disponibilizado estes documentos, deixo alguns desses testemunhos, escritos, concretamente da autoria de seu pai.




Sugiro leitura mais atenta da 3ª folha, onde nela se relata um exemplo de como se podem fazer certas coisas nos jogos palacianos.

A história dos trabalhos da nossa democrática Assembleia da República deste 1976 está igualmente recheada de notáveis episódios e peripécias, para dizer o mínimo. Concretamente no campo militar.

Ao aproximar-me do fim deste breve apontamento, há dias pude ler um folheto da Câmara Municipal de Alverca, já com alguns anos, e intitulado - Alverca e a aviação, 1918-2018.

Nesse folheto se descreve que em 11 de Setembro de 1918 se iniciou a construção do Parque de Material Aeronáutico, não dizendo se era do Exército ou da Marinha de Guerra. Realço isto porque em 1918 não existia Força Aérea.

A 14 de Fevereiro de 1928 esse Parque de Material alterou a designação para Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA).

Em 2005 deu-se a privatização, passando as então OGMA a designar-se por OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal, SA, pertencente maioritariamente à Airholding SGPS, SA (EMBRAER e EADS).

A terminar, e no âmbito ainda do que são resistências e, pior, do que é não querer compreender algumas das inevitáveis alterações nas sociedades e nas instituições, não posso deixar de recordar episódios que o meu melhor amigo militar e que é almirante reformado me contou, acerca do que se passou no final dos anos 80 do século passado, em pleno governo de Cavaco Silva, quando alguém teimosamente persistia em defender a teoria - o que voa é para a FAP - e em que esse alguém foi finalmente "acalmado" pelo então MDN. Enfim.

António Cabral (AC)

domingo, 4 de dezembro de 2022

O POLÍTICO DECENTE PERGUNTA SEMPRE O QUE É QUE RECOMENDA A PESSOA QUE LHE QUEREM APRESENTAR PARA DETERMINADO CARGO OU FUNÇÃO.

O POLÍTICO DESONESTO PERGUNTA SEMPRE QUEM A RECOMENDA.

NÃO, NÃO SEJAM INJUSTOS COMIGO, NÃO ESTOU A LEMBRAR ISTO POR CAUSA DO PRESENTE.

LEMBREI-ME, TÃO SÓ!

António Cabral

sexta-feira, 26 de março de 2021

TRANSPARÊNCIA  e  VIDA  PÚBLICA 


Quem comprou tudo, e esgotou o livro, quem foi,
 hem ?????? Lembro-me dele periodicamente e volta e meia vou reler partes do livro. Hoje lembrei-me dele novamente, a propósito de alguns dos vergonhosos ajustes directos tão típicos de quase todos os governos mas este está em grande forma, ajustes que por vezes são notícia mundial, e mais a EDP, justiça, etc. 
Uma vergonha. 
Mas, como o que eles têm é uma descarada ausência de vergonha na cara, isto continua assim, com sondagens em alta, e com entrevistas repletas de dislates.
Comprova-se a conhecida frase - "têm o que merecem" - mas nem todos e eu designadamente merecemos estar a sofrer este pesadelo. Pesadelo, o anterior, outro pesadelo anterior ao desse, agora este pesadelo. Que futuro? 
E agora com as autárquicas, com esta pouca vergonha à volta dos independentes, com os vários que ao fim de três campeonatos mudam de autarquia, e com esta inqualificável palhaçada do PSD a vários níveis anunciando candidaturas que, afinal, estão mal paridas?
Com tudo isto, quanto faltará para aquela senhora de cabelo branco e óculos toda sempre bem posta se voltar a eriçar danada contra o governo como fazia até 2015? Não chega de estar tão caladinha desde final desse ano, ainda que no essencial o que a fazia gritar tão angustiada não tenha mudado, só a cor do governo mudou? 
AC

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A PROPÓSITO DA SRA MERKEL

Foi eleito sucessor para esta grande chanceler.

A Alemanha, que em área geográfica é menor que a França ou a Espanha, que tem fronteira com 9 países, e que a seguir à federação Russa é o país Europeu mais populoso, continua forte, e também por causa da sua liderança. Mas a Alemanha de hoje não aparece por acaso. Vejamos por exemplo:

> a partir de 1871, o país duplicou a produção agrícola,

> a partir de 1900, ultrapassou a Inglaterra em termos industriais,

> o desenvolvimento industrial Alemão ficou a dever-se, 

>>> a uma estreita ligação entre os poderes políticos e industriais dinâmicos, 

>>> a uma certa osmose entre o sistema bancário e as indústrias, 

>>> a uma aplicação sistemática da ciência à indústria, 

>>> à existência de laboratórios financiados pelas grandes unidades industriais.

A Alemanha é uma República Federal, com 3 cidades-estados (Berlim, Bremen e Hamburgo) e 13 estados. 

Não há milagres, Srs. Costa, Rio, Louçã, Marcelo, Ventura, Catarina, Jerónimo. O que houve e há? 

Visão de futuro e determinação de rumo a seguir, trabalho, pouca burocracia, nada de perder tempo, nada de demagogia da treta, nada de irresponsabilidade, servir o país, e não o contrário servindo-se dos cargos públicos para os seus interesses pessoais e de grupo.

AC 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

O  REPRESENTANTE  NACIONAL  na 
PROCURADORIA  EUROPEIA
Já aqui o escrevi ao longo do tempo e hoje repito: sempre arriscado confiar no que se lê nos OCS nacionais.
Isto dito, vou partir do princípio de que o que leio sobre o assunto e concretamente vindo do MJ e da DGPJ e especificamente o comunicado da Direção-Geral de Política e Justiça (DGPJ) corresponde ao que se passou de facto.

E o que se lê/ conclui desse comunicado?
> confirma-se que a "coisa" é uma grande trapalhada e o que foi remetido para a Europa tem algumas mentiras, que é a palavra de português que se aplica,

> que a DGPJ cumpriu instruções,

> que a informação sobre o currículo do procurador José Guerra "foi preparada na sequência de instruções recebidas e o seu conteúdo integral era do conhecimento do gabinete da senhora Ministra da Justiça" desde a data em que foi emitida, a 29 de novembro de 2019,

> que reconhece que houve duas informações erradas prestadas pela DGPJ por lapso de análise (a indicação da categoria profissional como sendo de Procurador-Geral Adjunto, em vez de Procurador da República; e a indicação da acusação, e não do julgamento, no processo "UGT"), apesar de facilmente verificáveis como lapsos materiais, desde logo perante o currículo igualmente na posse dos serviços do Conselho da União Europeia",

> o director Miguel Romão colocou o lugar à disposição "no cumprimento da lógica republicana de que erros administrativos que afetem a reputação e dignidade do serviço público devem ser assumidos pelo dirigente dos serviços, independentemente da sua prática direta ou de responsabilidade do próprio, o que naturalmente não ocorreu neste caso concreto",

> que nada nem nas instruções da sra ministra da justiça, nem no desempenho dos profissionais da DGPJ, foi feito no sentido de deturpar intencionalmente a verdade ou as qualificações de qualquer candidato.

O que se sabe mais desta fantochada?
> que a ministra está furibunda por isto ter vindo a público, passado um ano, como se constatou na sua inacreditável prestação televisiva onde foi clara quão irritada estava,

> que a ministra acha que isto é um grande empolamento,

> parece que o ministério da dita justiça está também a diligenciar no sentido de corrigir a nota enviada à REPER, em novembro de 2019, com informação sobre o Procurador José Guerra", e que a palhaçada continuará dentro de dias no parlamento.

TUDO VISTO E PONDERADO:
> só um totó desconhece que quando certas matérias andam dentro de um gabinete essas matérias vão fatalmente logo ao conhecimento do titular desse gabinete, seja ministro, presidente da república, primeiro -ministro, director-geral, chefe militar, procurador-geral da República, director da PJ, etc.,

> a demissão do director da DGPJ como ele próprio refere tem por base uma questão de dignidade profissional, ética, e é obviamente para defender o lugar da sra Van Dunem,

> se informam e reafirmam que são lapsos e não mentiras intencionais porque o currículo já lá estava na Europa, então para quê mais um documento com CV? Não percebo, mas o defeito deve ser meu,

> finalmente, e como quase sempre acontece, fica nebuloso o concreto das instruções que a DGPJ recebeu; percebe-se que foi de cima mas não explicitam, o costume, não iam dizer que tinha sido ela, não é verdade? (*).

Esta é mais uma pouca vergonha desta gentalha que nos desgraça.
AC

(*) É o costume nesta podre máquina do Estado português, mas de vez em quando há alguém que não aceita assumir responsabilidade por bacoradas de uma alta chefia muito acima de si. 
Conheço bem um caso desses, em que alguém, quando perguntado, não hesitou um segundo a indicar de quem era a responsabilidade por determinada bacorada. Claro que o assunto morreu ali mesmo, ali mesmo logo que indicado o nome do pesporrente e ignorante superior, contrariamente ao que dois "altos" cretinos desejavam avidamente; é que, não tendo o desgraçado inferior aceitado de bom grado colocar o pescoço na guilhotina, não se ia desancar um importantão (???) , não é verdade? 

terça-feira, 30 de julho de 2019

COITADOS dos PADEIROS de PORTUGAL
Agora vai haver gente a desconfiar dos padeiros?
Só por causa de um padeiro, melhor, ex-padeiro?
O habito não faz o monge, é verdade, mas olhando para a fotografia do tal adjunto do tal secretário da proteção civil que circula por aí, podem tirar-se facilmente conclusões.
Que grande rede.
Que pandilha.
AC

quarta-feira, 3 de abril de 2019

ERA um PAÍS de MARINHEIROS
Era um País de marinheiros (*). 
Não sei se por isso, mas a partir sobretudo de 1700 as elites foram entendendo que esse facto mais o ouro e prata do Brasil chegariam para ir vivendo mais ou menos bem (uns quantos, os do costume, apenas).
Entrou o século XX e foi o que se viu. Estamos no século XXI e é o que se vê.
Mas os descobrimentos e este País de marinheiros sempre foram mote para muita coisa, esquecendo-se que os descobrimentos mais os marinheiros (que há poucos) por si só não nos colocam o pão à mesa.
Mas, pelo que se lê por aí, entre outras interessantes coisas que sempre têm vindo a acontecer, particularmente nos últimos 35/ 40 anos, há sempre uns pândegos que titulam programas e mescambilhas com palavras ligadas à epopeia dos descobrimentos. 
O mais interessante quando se depara com certos textos, é redescobrir o que há décadas se sabia já. Mas não ligam.
O quê?
Às portas giratórias, entre bancos, e etc.
Pomposamente chamam-lhe "instrumentos "financeiros".
Vai-se a ver, quem devia estar a par de como foram evoluindo certos instrumentos financeiros e certos créditos, não se lembra de nada. Amnésia pura. Com uma enorme dose de descarada ausência de vergonha naquelas trombas.
Outra coisa sempre interessante é verificar a repetição de certa terminologia. Por exemplo: 
conceituado banco, conceituada consultora, conceituado gestor, conceituado banqueiro, auditoria independente (normalmente tão independente que pouco vasculham fora do que lhes colocam à frente do nariz) etc.
Engraçado, também, ver os nomes que há 20 anos estavam juntos, que há 20 anos estavam num mesmo conselho de administração.
Nada do que acontece hoje e que andam a querer escrutinar (um bocadinho só.....) e tem contornos claros de, escandaloso, ultrajante, corrupção, roubo, nepotismo, nada acontece por acaso. 
Não por acaso as amnésias, não por acaso os silêncios, não por acaso a defesa intransigente deste e daquele bandido, não por acaso a renegociação das dívidas astronómicas e mesmo pornográficas dessa malandragem que por aí se passeia.
Nada é por acaso, tudo se explica, era só quererem. 
Mas não querem. De uma ponta a outra do espero político, ainda que alguns finjam com gritinhos.
AC
(*) País de marinheiros; cada vez mais um País de tristes banhistas que mal sabem nadar

sábado, 20 de outubro de 2018

CORRUPÇÃO
Na sequência de muito do que vem acontecendo no nosso País, quase tudo aflorado nos "merdia" e sobretudo vários dos escabrosos capítulos que vão sendo escritos dentro do nosso louvado sistema de justiça, tenho andado a olhar para arquivos e para a nossa história mais recente, designadamente de 1910 para cá. 
E tanta coisa não explicada.
Ontem, á noite, depois de casualmente assistir no Largo do Carmo eram quase 1800 horas à despedida do nessa altura ainda 2º comandante da GNR, para se meter no mercedes e ir para Belém para a cerimónia de posse como Chefe do Estado-Maior do Exército, tive uma bela sessão de conversa com uma pessoa que conheci há poucas semanas. "Un banquier".
Um serão muito agradável, "líquido francês borbulhante" do melhor, conversa variada, mais de 50% acerca de pintura e escultura nacional muito apreciada pelo meu interlocutor. Que está a adorar viver em Lisboa.
Numa parte da conversa, naturalmente, a banca, offshores, as trafulhices, a pouca vergonha do Banco de Portugal /período Constâncio, e fiquei a saber coisas interessantes acerca de certos "amis" do passado. Enfim.
Voltando ao tema, CORRUPÇÃO, tanta coisa estranha, não explicada, tanta coisa que aconteceu ao longo de décadas e décadas e que, em muitos casos, só explicável de uma única maneira. EXACTAMENTE, essa.
Por exemplo, "no reinado de Salazar", como se constituíram certas instituições, empresas, negócios, bancos, monopólios.
Não foi só empreendedorismo..........certo?
Falemos agora dos tempos que nos estão mais próximos.
O PREC rebentou com praticamente tudo e procedeu-se a uma descapitalização brutal. 
Desapareceram Burney, Pinto Basto, Totta e Açores, Pinto e Sotto Mayor, Cuf, Crédito Predial, Banco Português e Pinto Magalhães
Desapareceu, Sacor, Siderurgia Nacional, Cimpor, Sapec, etc.
Anos após o PREC, depois das nacionalizações, não havia famílias, grupos, etc que tivessem capital para erguer negócio.
Como se constituíram então, BPI, BCP, BES, Mello, BPN, BRISA, Cuf-Saúde, como têm sido atribuídas concessões várias, desde auto-estradas, a portos, a combustíveis, energia, aeroportos, como nasceu uma certa central sindical?
E a pouca vergonha dos fundos estruturais vários, para a formação por exemplo, dinheiro que se esfumou nos primeiros 10/15 anos e que deu brutais mais valias que deram depois suporte e entradas de leão em certos sectores?
Foi só empreendedorismo.............certo?
Que papel, da comunicação social, sistema de justiça, titulares de orgãos de soberania,....... políticos, magistrados, jornalistas?
Sempre ao serviço do bem comum.....certo?
Quando observo o que se está a passar por exemplo no caso do processo Marquês ou em certas decisões judiciais que são, em termos práticos, um verdadeiro passar de esponja, o que devo concluir?
Ah,..... certo, ......estão aqui a sussurrar-me que é para isso que existe o garante do regular funcionamento das instituições.
Como se vê pela telenovela Tancos.
Certo.
AC

quinta-feira, 5 de julho de 2018

ESTOU MUITO TRISTE
PORQUÊ?
Então a pouca vergonha chegou a um ponto tal, em que um cidadão já não pode fazer um traficozinho de influências, em que já não se pode,
> sugerir um negociozinho a uns amigalhaços com base em "inside information" autárquica ou parlamentar, 
> lucrar uns eurozitos a mais sei lá, por exemplo, comprando baratinho um prédio antigo em mau estado sabendo de antemão que ali vai ser autorizado um mamarracho modernaço desenhado/ concebido por conhecido atelier, 
> ter amigos em certos escritórios de advogados,
> envolver em reuniões e refeições de negócios para conseguir certos financiamentos que o vulgar cidadão não consegue,
> pedir ajuda a políticos/ autarcas/ deputados amigos para discretamente ajudar aqui ou acolá.......para facilitar.....
> ter familiares em negócios e empresas que vivam à conta do Estado.

Este País está uma coisa inacreditável!!!!!
AC

quarta-feira, 22 de março de 2017

A MÚSICA QUE NOS CONTINUAM A DAR
Ora vem do BdP, ora de Centeno, ora da CMVM, ora de uma série de gentinha de cores todas, sempre com conversa fiada do tipo para "Épater les Bourgeois". 
Vem isto a propósito da CGD. "Ai, se dermos essas coisas aos deputados vem a público". CREDO, cruzes canhoto, vá de retro Satanás (Passos Coelho, não me estou a meter contigo).
A desfaçatez destes senhores, todos, é mais que lamentável.
Basta desde há meses ir vendo alguns OCS mas sobretudo alguns blogues, para se encontrarem as listas dos principais devedores à CGD. Naturalmente, um documento oficial da CGD é que demonstrará formalmente os devedores. Mas, naturalmente também, presumo que aquilo que se conhece cá fora não foi inventado, antes foi soprado por quem trabalha ou trabalhou na CGD, e está cada vez mais enojado com a pouca vergonha que por lá sempre terá acontecido. Terá, repito, pois vou ficar a aguardar as conclusões das famosas CPI's da AR.
Mas ainda assim, os gráficos que por aí circulam, indiciam bem o que se passou em Portugal, a pouco e pouco, em crescendo desde o último governo antes de 1985, e daí para cá, e pelo que parece em exponencial a partir de Sócrates
Antes dele (Sócrates) muita porcaria deve ter havido, e nenhum dos grandes senhores do PS, CDS, PSD de então estará bem na fotografia mas, depois dele então, parece que foi um fartar vilanagem.
"Quebra de confiança irreversível num negócio que assenta nesse pressuposto"? 
Este senhor Centeno julga ter muita graça.
Olhando para os tais gráficos que por aí se encontram vemos os seguintes nomes (por ordem decrescente de valor de dívida); Mota Engil, Mello, Promovalor Luís Filipe Vieira, PT, Andrade Gutierrez, Ascendi Norte, Pelicano, Tecnovia, Carlos Saraiva (os tais empreendimentos CS), Teixeira Duarte, Fundação José Berardo, Galp Energia, Grupo Lena, ES Concessões, José Guilherme (o das prendas), Brisa, GEGm EDP, Estradas de Portugal, Tiner, Ascendi Douro Interior, MSF Moniz da Maia, AFA, OPWAY, ADP, IM SGPS, Martifer, Obriverca Capital, Londimo, REN, Sonae, SGC, Logoplaste, ES Saúde, Greenwoods, Hexapolis, Sumolis, Americo Santo, Pluripar, Tejo Energia, Raposo, Fernando Martins, Pestana, ZON mUltimédia, Sport Lisboa e Benfica, Edifer, HeliPortugal.
Bem, com esta pequena lista basta ir agora aos arquivos fotográficos e aos arquivos dos jornais, e tirar conclusões.
Aquela frase - tomaram de assalto o Estado - assenta que nem uma luva certamente a muita gente. 
Quebra de confiança? Consequências sistémicas? Ou não será antes a preocupação em ficar-se a conhecer formalmente a lista enorme dos círculos dos que desde há 40 anos andaram/ andam entre os órgãos de soberania, a banca, os negócios, as fundações, as lojas, os escritórios? 
Sistémica é a gangrena que alastra em Portugal.
Há muito que não tenho confiança nenhuma em muita gente, incluindo sucessivos titulares de órgãos de soberania.
E nesta ocasião, lembro-me outra vez dos (aparentemente amigáveis) comentários passados de pessoas conhecidas - ah você tem uma certa razão, mas...... talvez.....
Aí têm o resultado. Uma podridão crescente.
É, sempre foi, e será um erro confundir consenso e moleza, capacidade de ouvir e indecisão, paciência e inação.
O meu desgraçado País está a parecer-se cada vez mais com aquelas pessoas que aparentemente andam muito bem postas, bem vestidas mas, vai-se a ver,........as meias estão rotas e a cueca......
Ah,........ já agora, ..........a propósito de castelos.
AC

quinta-feira, 16 de março de 2017

DO DESCARAMENTO
O jornalista Paulo Baldaia termina um artigo acerca da Sócrates e os prazos e a justiça, rematando -  que grande descaramento!

Além de Paulo Baldaia vários outros com palavras iguais semelhantes ou diferentes mas com o mesmo sentido, têm discursado contra a justiça, a indecência do alargamento dos prazos, a pouca vergonha da não formulação da acusação.
Se me perguntam a opinião quanto ao tempo decorrido já na suposta investigação a minha primeira resposta é - de facto parece-me muito tempo.
Mas, logo a seguir, e contrariamente a toda a gentinha dos escritórios de advogados, de outros escritórios, de lojas, de jornalistas, etc, também me parece que se deviam salientar todos, e são vários, os aspectos que fazem hoje em dia o sistema de justiça estar emperrado por causa da legislação laboriosamente tecida por muitas rosáceas mãozinhas e outras amigas. E ver quando começaram  e foram executadas essas alterações.
Depois, acresce a dificuldade na obtenção da colaboração internacional, desde logo as respostas a cartas rogatórias.
Enfim, o que eu acho, destes titulares todos de órgãos de soberania, destes jornalistas, destes políticos todos, destas elites, para usar uma feliz expressão vinda a público - parece-me cada vez mais que estão todos feitos!
Quereriam que tudo fosse resolvido em 12 meses e nem mais um segundo. Claro.
Os corruptos não têm culpa nenhuma da legislação nacional que muito lhes facilita a vida, nem nela tiveram alguma vez influência, e menos ainda que os outros não respondam a cartas rogatórias nem informem as trapaças que por lá estão. Pois TÁ CLARO, estão cheios de razão.
Pois também digo, que grande descaramento.
E mais, quero já os amiguinhos a pagarem-me fatinhos caros, e viagens e estadias na estranja, o que não posso obter nem fazer com a minha pensão. Mas já, que eu já fiz muito pelo País.
AC

sexta-feira, 3 de março de 2017

O ASSALTO ao CASTELO
Está bem conservado. 
Não esperem que me vá pronunciar agora sobre a podridão monumental que grassa no nosso País. 
E que começou logo pouco depois do 25 de Abril de 1974. 
Existe por aí muita gentinha, de todas as cores sem excepção, civis e militares, que acredita em muita coisa. Adiante, por agora. 
Ficam quatro das várias fotografias que tirei, ontem. Era um dos que ainda não visitara. 
Subi as escadas de acesso eram 1600h. 
Pena a ponte para o outro lado estar intransitável; a fotografia a apanhá-lo andando pelo passadiço ao longo do rio fica para quanto vier pelo Gavião.
AC




sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

AINDA A PROPÓSITO DA TELENOVELA CGD
Dei-me ao trabalho de ouvir hoje quase tudo do que se passou na AR. Ouvi atentamente Campos e Cunha.
Foi o primeiro ministro das finanças de José Sócrates e apenas durante cerca de 4 meses, salvo erro. 
Se ouvi bem, terá pedido por quatro vezes a demissão.
Julgo saber, e creio que estou muito bem informado, à quarta foi de tal maneira que acabou mesmo. 
Diz-se, que foi uma carta com o pedido de demissão, dura e clara, de muito escassa difusão, e que o próprio Sócrates terá tratado de assegurar que ficava escondida.
Porque não a divulgou publicamente Campos e Cunha e, só hoje, de forma clara, disse o que disse sobre as pressões que recebeu acerca da CGD o que, julgo saber, terá sido um dos pontos fortes que esteve na base dos seus pedidos de demissão?
Será que o País tinha sido poupado a muita porcaria?
Se calhar..........
Em Portugal continua esta visão tipo "dióspiro", como o que fotografei há dias na aldeia.
Olhado como se vê na fotografia, parece pouco danificado pela passarada, de longe, onde eu estava, nem se notava a comidela que a grande objectiva puxou. 
Mas, do outro lado, quase metade não está lá, foi comido.
É o que temos, mas nem todos merecemos.
AC

sábado, 12 de julho de 2014

MENTIRAS.
Já não sei quem terá dito, "existem 3 espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras deslavadas, e as estatísticas".
Quem disse isto nunca conheceu Portugal pois, caso contrário, acrescentaria mais uma categoria.
AC