Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sexta-feira, 29 de março de 2024
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
OS PORTUGUESES E AS ELEIÇÕES
De eleição para eleição a abstenção vem subindo, assustadoramente.
Na família, sobretudo com os idosos já desaparecidos, que se queixavam de como as coisas estavam (estou por exemplo a referir-me aos desabafos deles por volta dos finais dos anos 80 do século passado) sempre lhes disse - não vai votar e agora queixa-se, não me parece que tenha moral para falar assim - ficava silencioso, fuzilando-me com os olhos.
Os analistas e sabedores (!?!?) destas coisas avançam com as causas sociais e culturais as mais diversas. Salvo melhor opinião, nunca vi uma campanha a sério protagonizada pelos poderes públicos que estão na altura em cada eleição, presidenciais, legislativas, autárquicas, regionais. NÃO LHES INTERESSA NADA COMBATER A ABSTENÇÃO, É A MINHA OPINIÃO !
Mas é pena as pessoas não atentarem nas coisas da vida, porque lhes afecta a vida, e não mostram querer mudar de postura. Depois queixam-se. Deviam atentar nesta explicação simples. Está em espanhol, mas percebe-se lindamente.
É que em 2021 chegam as presidenciais e mais para o fim do ano as autárquicas. Veremos quantos portugueses vão decidir, pela sua inação e bovinidade e mansidão e conformismo, continuar a comer a m...... frita. Aposto que vão ser imensos. Queixam-se depois!
domingo, 10 de novembro de 2019
Mais gritinhos - "o Governo não deve autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber o que se passa", realçando que o país tem direito a respostas.
Uns queridos de escribas, de actores, de políticos da treta, de alguns participantes nas festas antigas dos chamados donos disto e daquilo, promiscuidades, ausência de noção de prioridades dos problemas nacionais.
Mas não é prioridade nenhuma nunca foi, a sério, só uns gritinhos como agora, as questões fracturantes e os animais sempre em primeiro lugar.
Depois, periodicamente como agora, uns gritinhos esganiçados.
Entretanto milhões pagos por nós desaparecem.
Agora, mais uma vez gritaria, esganiçam-se, puxam os cabelos, pelo meio chumbaram a investigação a sério aos escândalos de anos na CGD, depois, rapidamente, voltam às suas agendazinhas com o "problemas mais importantes" para a maioria dos portugueses.
Uma descarada e continuada ausência de vergonha na cara.
quarta-feira, 22 de março de 2017
Ora vem do BdP, ora de Centeno, ora da CMVM, ora de uma série de gentinha de cores todas, sempre com conversa fiada do tipo para "Épater les Bourgeois".
Vem isto a propósito da CGD. "Ai, se dermos essas coisas aos deputados vem a público". CREDO, cruzes canhoto, vá de retro Satanás (Passos Coelho, não me estou a meter contigo).
A desfaçatez destes senhores, todos, é mais que lamentável.
Basta desde há meses ir vendo alguns OCS mas sobretudo alguns blogues, para se encontrarem as listas dos principais devedores à CGD. Naturalmente, um documento oficial da CGD é que demonstrará formalmente os devedores. Mas, naturalmente também, presumo que aquilo que se conhece cá fora não foi inventado, antes foi soprado por quem trabalha ou trabalhou na CGD, e está cada vez mais enojado com a pouca vergonha que por lá sempre terá acontecido. Terá, repito, pois vou ficar a aguardar as conclusões das famosas CPI's da AR.
Mas ainda assim, os gráficos que por aí circulam, indiciam bem o que se passou em Portugal, a pouco e pouco, em crescendo desde o último governo antes de 1985, e daí para cá, e pelo que parece em exponencial a partir de Sócrates.
Antes dele (Sócrates) muita porcaria deve ter havido, e nenhum dos grandes senhores do PS, CDS, PSD de então estará bem na fotografia mas, depois dele então, parece que foi um fartar vilanagem.
"Quebra de confiança irreversível num negócio que assenta nesse pressuposto"?
Este senhor Centeno julga ter muita graça.
Olhando para os tais gráficos que por aí se encontram vemos os seguintes nomes (por ordem decrescente de valor de dívida); Mota Engil, Mello, Promovalor Luís Filipe Vieira, PT, Andrade Gutierrez, Ascendi Norte, Pelicano, Tecnovia, Carlos Saraiva (os tais empreendimentos CS), Teixeira Duarte, Fundação José Berardo, Galp Energia, Grupo Lena, ES Concessões, José Guilherme (o das prendas), Brisa, GEGm EDP, Estradas de Portugal, Tiner, Ascendi Douro Interior, MSF Moniz da Maia, AFA, OPWAY, ADP, IM SGPS, Martifer, Obriverca Capital, Londimo, REN, Sonae, SGC, Logoplaste, ES Saúde, Greenwoods, Hexapolis, Sumolis, Americo Santo, Pluripar, Tejo Energia, Raposo, Fernando Martins, Pestana, ZON mUltimédia, Sport Lisboa e Benfica, Edifer, HeliPortugal.
Bem, com esta pequena lista basta ir agora aos arquivos fotográficos e aos arquivos dos jornais, e tirar conclusões.
Aquela frase - tomaram de assalto o Estado - assenta que nem uma luva certamente a muita gente.
Quebra de confiança? Consequências sistémicas? Ou não será antes a preocupação em ficar-se a conhecer formalmente a lista enorme dos círculos dos que desde há 40 anos andaram/ andam entre os órgãos de soberania, a banca, os negócios, as fundações, as lojas, os escritórios?
Sistémica é a gangrena que alastra em Portugal.
Há muito que não tenho confiança nenhuma em muita gente, incluindo sucessivos titulares de órgãos de soberania.
E nesta ocasião, lembro-me outra vez dos (aparentemente amigáveis) comentários passados de pessoas conhecidas - ah você tem uma certa razão, mas...... talvez.....
Aí têm o resultado. Uma podridão crescente.
É, sempre foi, e será um erro confundir consenso e moleza, capacidade de ouvir e indecisão, paciência e inação.
O meu desgraçado País está a parecer-se cada vez mais com aquelas pessoas que aparentemente andam muito bem postas, bem vestidas mas, vai-se a ver,........as meias estão rotas e a cueca......
Ah,........ já agora, ..........a propósito de castelos.
AC
