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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Atestados de corrupção
Eduardo Dâmaso
Jornalista,13 de Janeiro 2025, CM, 

O prolixo ministro Castro Almeida considera “criminoso” passar aos autarcas “um atestado de corrupção”, refutando as críticas à lei dos solos, a tal que Marcelo promulgou, apesar de lhe apontar “entorses significativos”. O mínimo que se pode dizer é que este ministro tem andado distraído. Portugal está cheio de “entorses significativos” em matéria de urbanismo, mas não os viu. Quer ver a corrupção pela manipulação da lei dos solos? Vá a Monte Gordo, Gaia, Sintra, Amadora, Cascais, Lisboa, Portimão, Albufeira, Faro, vá à Madeira, percorra o Litoral e constate as aberrações construídas por décadas de predomínio de patos-bravos sobre o próprio poder político, autárquico ou não. Castro Almeida sabe bem que as relações entre o financiamento político e o dinheiro da construção civil são um pântano, um pequeno segredo de polichinelo do regime. Sabe muito bem que a história de Portugal deveria ter um capítulo escrito por empreiteiros como José Guilherme, A. Santo, Eduardo Rodrigues, Vieira. Como, de resto, Salgado bem sabia. O problema não são os autarcas, mas um sistema de cumplicidades que tem envenenado a confiança dos cidadãos nas boas vontades de alguns dos tais ‘melhores’ que estão na política.

Oh Eduardo Dâmaso, não se amofine, deixe-os lá, coitadinhos, são pequenas liberalidades sem as quais PSD, PS, CDS, BE, IL, PAN, Chega, Livre, PCP (Aveiro, ring a Bell?), dificilmente eles poderiam viver, né?

AC

domingo, 6 de novembro de 2022

PRECONCEITO ?

Eu não tenho, nem um certo, nem pouco, nem muito preconceito para com quer quer que seja.

Mas tenho asco a vigaristas e aldrabões. Tenho asco a pusilânimes.

Tenho asco a vendilhões de mentiras.

Tenho asco a intrujões que dizem uma coisa numa data e pouco tempo depois o seu contrário.

Tenho asco aos intelectualmente desonestos e, quando aos literalmente desonestos, deviam estar engavetados. 

AC

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

1988 - LISBOA, INCÊNDIO no CHIADO

24 de Agosto, as chamas devoraram várias áreas da zona do Chiado, designadamente grande parte da Rua do Carmo, e partes da Garret e Nova do Almada.

Na rua do Carmo, existiam uns "primorosos" canteiros que eram muito giros (!?!?!?), um daqueles trágicos ornamentos e modificações com que muitos autarcas e seus funcionários, ao longo de décadas, se entretêm a estoirar dinheiro dos contribuintes.

Resultado, os carros de bombeiros não passavam, não subiam a rua.

Resultado, ardeu muito mais do que provavelmente teria ardido sem as parvoíces de um Abecassis e outros. Arderam os armazéns Grandella e Chiado, entre muitas outras coisas e lojas e habitações.

No presente, as pouca vergonhas prosseguem por esse país fora, desde as rotundas a encomendas de caríssimas obras primas a artistas do regime, ou a apoios financeiros aos amigos. Desgraçado país, mas sobretudo desgraçados de nós cidadãos comuns.

AC

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Uns DESIGNAM por ESPUMA dos DIAS
PREFIRO - 
A POUCA VERGONHA NACIONAL
ou
A DESCARADA AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA
> O Chega não é um partido da Coreia do Norte, não pensamos todos o mesmo (Rita Maria Matias)
> Nenhum magistrado é culpado da fuga de Rendeiro, porque nenhum dos processos tinha transitado em julgado
> Revisão do sistema de avaliação dos funcionários públicos parado há pelo menos um ano
> Deixei de ser um ministro político e despesista em 15 dias (Fernando Medina, Expresso/Economia/22Abril2022)
> Vazio legal protege João Leão no ISCTE (Expresso 22Abril2022)
> Recorde de 1 milhão de baixas no primeiro trimestre
> TAP recontrata 200 tripulantes para garantir voos
> Costa garante estarei cá quatro anos

Estas frases remetem-me para, nuns casos, a descarada ausência de vergonha na cara verdadeiramente ALARVE, em outros, para a questão da produtividade da sociedade portuguesa, em outros, para a enormidade de alçapões nas leis premeditadamente preparados pelos "escritórios" e "associações escondidas", em outros, para a podridão em que transformaram o sistema de justiça, em outros, para as decisões que uns alarves definem como necessárias para o interesse nacional mas que as evidências bem demonstram que andam apenas há anos a tratar da carreira política, da vidinha.

AC

quarta-feira, 6 de abril de 2022

A Z A R A D O

SOU UM AZARADO!

COMO EU, MILHÕES E MILHÕES E MILHÕES E MILHÕES!

NINGUÉM E CONTRA MINHA VONTADE, DEPOSITA NA MINHA POBRE CONTA BANCÁRIA, MENSALMENTE E DURANTE ANOS, DEZENAS DE MILHARES DE EUROS. QUE AZAR O MEU!

AC

domingo, 26 de setembro de 2021

CONTINUA  ACTUAL  ou  NÃO?

O TEXTO: "Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e boa dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado  por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência"?


De facto, atente-se por exemplo nas últimas semanas: discursos com pura dicção???.....com cortesia?........Ah...Ah....
Quanto a isto estamos conversados, e quanto ao resto, Eça, espera pelos resultados da tal bazuca da UE, e pela cena do hidrogénio, e pela urbanização dos terrenos da Galp em Matozinhos apesar da enorme lição que Costa e a autarca de Matosinhos vão dar aos acionistas privados da GALP (lembram-se de um dos maiores, uma família muito conhecida…pois, devem estar com as perninhas a tremer!), pela Selminho em que nada será construído nesses terrenos de encosta (!?!?!), pelos terrenos onde era a antiga feira popular de Lisboa, ........e verás como as tuas palavras continuam actuais. 
Lembra-te, Eça, que ele chamou bem à atenção dos correligionários de que o que aí vem é uma oportunidade única. Pois! 

Eles não vão desperdiçar.

Nenhum partido pode atirar pedras aos outros. NENHUM.
Mas sobretudo o CDS, o PS, o PSD que são quem tem mais a mão na massa, a meu ver com gradual relevância para o PS, Sócrates e muitos mais. BE e PCP têm casos vários, menores, mas nada isentos da porcaria. Então o BE com malandros nas listas eleitorais e que de repente assobia para o lado. IL, Livre, PAN, etc., vamos aguardar mais um pouco. Ah, não quero aqui referir NOJOS com outro nome.
António Cabral (AC)

Ps: lembra-te, Eça, dos terrenos e subsídios que continuarão a ser recebidos pelas camarilhas e amigalhaços, como esses hectares de que o jornal Público fala………lembra-te por exemplo dos elogios do falecido Jorge Coelho a certos autarcas. Lembra-te de certos presidentes de Junta de Freguesia e de como chegaram aí, independentemente das denúncias dos jornais e revistas. Ah, cuidado, Eça, apesar do Jorge Coelho já ter falecido a máquina que ele ajudou a montar está bem oleada,……. quem se mete com o PS leva! Ah, e está claro, nada recebe da bazuca!

domingo, 10 de novembro de 2019

ASSIM ESCREVEM
É um dos pantomineiros de esquerda que nos pretende fazer crer que está zangado com tudo isto.
E EXIGE isto e mais aquilo........
.........Está na hora de o Governo e de a Assembleia saberem tudo o que se passa em nosso nome. Queremos saber o que foi vendido, a quem e a que preço para podermos descansar do pesadelo......
Existem mais uns quantos de outras cores políticas que nos querem fazer crer de coisas semelhantes, ás vezes nem tanto.
De um lado e outro, uns coniventes por inação e omissão de anos  mas agora gritam muito alto, indignadíssimos.
Alguns quase chegam ao ponto de nos querer convencer que os bebés chegam de Paris em fraldas penduradas nos bicos das cegonhas.
Mais gritinhos - "o Governo não deve autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber o que se passa", realçando que o país tem direito a respostas.
Uns queridos de escribas, de actores, de políticos da treta, de alguns participantes nas festas antigas dos chamados donos disto e daquilo, promiscuidades, ausência de noção de prioridades dos problemas nacionais.
Hoje em dia em que festas andam?
Gritam sempre muito indignados, alguns da direita também, mas depois, vão-se entretendo com fracturantes, enquanto milhões de euros escorrem entre os dedos de uma certa malandragem, dinheiro que vai parar.........
Mas não é prioridade nenhuma nunca foi, a sério, só uns gritinhos como agora, as questões fracturantes e os animais sempre em primeiro lugar.
Depois, periodicamente como agora, uns gritinhos esganiçados.
Entretanto milhões pagos por nós desaparecem.
Agora, mais uma vez gritaria, esganiçam-se, puxam os cabelos, pelo meio chumbaram a investigação a sério aos escândalos de anos na CGD, depois, rapidamente, voltam às suas agendazinhas com o "problemas mais importantes" para a maioria dos portugueses. 
Uma descarada e continuada ausência de vergonha na cara.
AC

sexta-feira, 5 de abril de 2019

quarta-feira, 3 de abril de 2019

ERA um PAÍS de MARINHEIROS
Era um País de marinheiros (*). 
Não sei se por isso, mas a partir sobretudo de 1700 as elites foram entendendo que esse facto mais o ouro e prata do Brasil chegariam para ir vivendo mais ou menos bem (uns quantos, os do costume, apenas).
Entrou o século XX e foi o que se viu. Estamos no século XXI e é o que se vê.
Mas os descobrimentos e este País de marinheiros sempre foram mote para muita coisa, esquecendo-se que os descobrimentos mais os marinheiros (que há poucos) por si só não nos colocam o pão à mesa.
Mas, pelo que se lê por aí, entre outras interessantes coisas que sempre têm vindo a acontecer, particularmente nos últimos 35/ 40 anos, há sempre uns pândegos que titulam programas e mescambilhas com palavras ligadas à epopeia dos descobrimentos. 
O mais interessante quando se depara com certos textos, é redescobrir o que há décadas se sabia já. Mas não ligam.
O quê?
Às portas giratórias, entre bancos, e etc.
Pomposamente chamam-lhe "instrumentos "financeiros".
Vai-se a ver, quem devia estar a par de como foram evoluindo certos instrumentos financeiros e certos créditos, não se lembra de nada. Amnésia pura. Com uma enorme dose de descarada ausência de vergonha naquelas trombas.
Outra coisa sempre interessante é verificar a repetição de certa terminologia. Por exemplo: 
conceituado banco, conceituada consultora, conceituado gestor, conceituado banqueiro, auditoria independente (normalmente tão independente que pouco vasculham fora do que lhes colocam à frente do nariz) etc.
Engraçado, também, ver os nomes que há 20 anos estavam juntos, que há 20 anos estavam num mesmo conselho de administração.
Nada do que acontece hoje e que andam a querer escrutinar (um bocadinho só.....) e tem contornos claros de, escandaloso, ultrajante, corrupção, roubo, nepotismo, nada acontece por acaso. 
Não por acaso as amnésias, não por acaso os silêncios, não por acaso a defesa intransigente deste e daquele bandido, não por acaso a renegociação das dívidas astronómicas e mesmo pornográficas dessa malandragem que por aí se passeia.
Nada é por acaso, tudo se explica, era só quererem. 
Mas não querem. De uma ponta a outra do espero político, ainda que alguns finjam com gritinhos.
AC
(*) País de marinheiros; cada vez mais um País de tristes banhistas que mal sabem nadar

sábado, 16 de fevereiro de 2019

PORTAS GIRATÓRIAS
Banca, reguladores, privados, público, portas giratórias, sempre os mesmos, conivências, política, negócios, promiscuidade, mas sempre de consciência tranquila.
Olhando para este exemplo, uma delegação da CGD ao lado da delegação do BP, será que isto ajuda a explicar alguma coisa ?
AC

sábado, 20 de outubro de 2018

CORRUPÇÃO
Na sequência de muito do que vem acontecendo no nosso País, quase tudo aflorado nos "merdia" e sobretudo vários dos escabrosos capítulos que vão sendo escritos dentro do nosso louvado sistema de justiça, tenho andado a olhar para arquivos e para a nossa história mais recente, designadamente de 1910 para cá. 
E tanta coisa não explicada.
Ontem, á noite, depois de casualmente assistir no Largo do Carmo eram quase 1800 horas à despedida do nessa altura ainda 2º comandante da GNR, para se meter no mercedes e ir para Belém para a cerimónia de posse como Chefe do Estado-Maior do Exército, tive uma bela sessão de conversa com uma pessoa que conheci há poucas semanas. "Un banquier".
Um serão muito agradável, "líquido francês borbulhante" do melhor, conversa variada, mais de 50% acerca de pintura e escultura nacional muito apreciada pelo meu interlocutor. Que está a adorar viver em Lisboa.
Numa parte da conversa, naturalmente, a banca, offshores, as trafulhices, a pouca vergonha do Banco de Portugal /período Constâncio, e fiquei a saber coisas interessantes acerca de certos "amis" do passado. Enfim.
Voltando ao tema, CORRUPÇÃO, tanta coisa estranha, não explicada, tanta coisa que aconteceu ao longo de décadas e décadas e que, em muitos casos, só explicável de uma única maneira. EXACTAMENTE, essa.
Por exemplo, "no reinado de Salazar", como se constituíram certas instituições, empresas, negócios, bancos, monopólios.
Não foi só empreendedorismo..........certo?
Falemos agora dos tempos que nos estão mais próximos.
O PREC rebentou com praticamente tudo e procedeu-se a uma descapitalização brutal. 
Desapareceram Burney, Pinto Basto, Totta e Açores, Pinto e Sotto Mayor, Cuf, Crédito Predial, Banco Português e Pinto Magalhães
Desapareceu, Sacor, Siderurgia Nacional, Cimpor, Sapec, etc.
Anos após o PREC, depois das nacionalizações, não havia famílias, grupos, etc que tivessem capital para erguer negócio.
Como se constituíram então, BPI, BCP, BES, Mello, BPN, BRISA, Cuf-Saúde, como têm sido atribuídas concessões várias, desde auto-estradas, a portos, a combustíveis, energia, aeroportos, como nasceu uma certa central sindical?
E a pouca vergonha dos fundos estruturais vários, para a formação por exemplo, dinheiro que se esfumou nos primeiros 10/15 anos e que deu brutais mais valias que deram depois suporte e entradas de leão em certos sectores?
Foi só empreendedorismo.............certo?
Que papel, da comunicação social, sistema de justiça, titulares de orgãos de soberania,....... políticos, magistrados, jornalistas?
Sempre ao serviço do bem comum.....certo?
Quando observo o que se está a passar por exemplo no caso do processo Marquês ou em certas decisões judiciais que são, em termos práticos, um verdadeiro passar de esponja, o que devo concluir?
Ah,..... certo, ......estão aqui a sussurrar-me que é para isso que existe o garante do regular funcionamento das instituições.
Como se vê pela telenovela Tancos.
Certo.
AC

quinta-feira, 5 de julho de 2018

ESTOU MUITO TRISTE
PORQUÊ?
Então a pouca vergonha chegou a um ponto tal, em que um cidadão já não pode fazer um traficozinho de influências, em que já não se pode,
> sugerir um negociozinho a uns amigalhaços com base em "inside information" autárquica ou parlamentar, 
> lucrar uns eurozitos a mais sei lá, por exemplo, comprando baratinho um prédio antigo em mau estado sabendo de antemão que ali vai ser autorizado um mamarracho modernaço desenhado/ concebido por conhecido atelier, 
> ter amigos em certos escritórios de advogados,
> envolver em reuniões e refeições de negócios para conseguir certos financiamentos que o vulgar cidadão não consegue,
> pedir ajuda a políticos/ autarcas/ deputados amigos para discretamente ajudar aqui ou acolá.......para facilitar.....
> ter familiares em negócios e empresas que vivam à conta do Estado.

Este País está uma coisa inacreditável!!!!!
AC

quarta-feira, 23 de maio de 2018

CAMÕES, Lusíadas
Andam aí uns quantos que me parece julgarem-se Camões, pois passeiam-se por aí com um "facies" de falsa seriedade e com um manhoso engenho e muito fraca arte a tentar enganar o povão..........mas são sempre descobertos............coitados, ...........como a vida está difícil. 
Depois, é por causa destas e outras semelhantes que se diz que assim não chegam à política os melhores ou seja, como é possível ter cá os melhores se lhes estamos sempre a vasculhar a vida putrefacta das negociatas, ou à mesa/ sombra do OE, ou em coisas conexas com o OE, ou conexas com o amiguismo na máquina do Estado? Coitadinhos!
AC
LAPSOS
Lapsos toda a gente tem!. É verdade que pode acontecer a qualquer cidadão.
Mas é estranho acontecerem sempre a certos cromos que estão sempre nas negociatas, com o ar mais querido deste mundo. Então sendo advogados de alto coturno, perdão de alto calibre, ainda é mais estranho que se arvorem desconhecendo as leis.
Enfim, é o mundo rosa, como antes têm sido outros mundos de outras cores, sempre uns desgraçados a viver com grandes dificuldades.
Eles, as mulheres, as filhas, os filhos, os cunhados, as cunhadas, !?!
AC

domingo, 22 de outubro de 2017

Para lá da cortina de fumo
jornalista MANUEL CARVALHO 14/08/2016 
"O que mais espanta no clamor que se ergueu com os fogos florestais não é a comoção nem a revolta; é mesmo o espanto. Um espanto que diz muito sobre PortugalO que mais espanta no clamor que se ergueu com os fogos florestais não é a comoção nem a revolta; é mesmo o espanto. Um espanto que diz muito sobre Portugal. O país modelo da falta de memória, o exemplo da incapacidade de aprender com erros próprios, o monumento à arte de viver de expedientes – seja o ouro do Brasil ou a amizade de um secretário de Estado –, o país que tem um banco público aflito instalado num edifício megalómano digno de Ceausescu, que adora o efémero vistoso e odeia o trabalho de fundo dos bastidores. A floresta arde descontroladamente porque, uma vez mais, nos preocupamos mais com o aparato dos Kamov do que com a limpeza das matas, nos entretemos mais com os “teatros de operações” do que com o esforço duro e silencioso de criar aceiros ou limpar caminhos rurais. Continuamos a ser como uma mulher de casaco de peles que enverga por baixo um reles vestido de chita. Espanto? O melhor é recordar o que Sá de Miranda escreveu, já há 500 anos: “Pasmado e duvidoso do que vi, m'espanto às vezes, outras m'avergonho”.

Os sublinhados/ bolds são da minha autoria.
Conhecendo alguma coisa da vida, como é o meu caso já com muitas décadas em cima, e ainda que muitos dos homens da minha profissão não acreditem quando digo que não me espanto há muitos anos, não me espanta de facto nada do que vem acontecendo no meu País, há muitas décadas. 
Muitos acham um tremendo exagero quando eu digo que a nossa sociedade está a desmoronar-se. 
Às vezes afirmo até que está muita coisa podre. "Estás muito azedo", é a frase que algumas vezes alguns amigos me endereçaram no meio do calor da sua amizade.
As negociatas que andam por aí, há décadas, não espantam. 
Basta conhecer, por exemplo os episódios ao longo dos últimos 6 anos respeitantes ao material que devia ser instalado junto de uma determinada antena.
Basta conhecer algumas pessoas, e o quanto ficam inchadas por usar boina e terem uns galões, e muitos microfones e câmaras de TV à frente da cara.  
Inchadas com o seu temporário poder funcional.
A soberba, a pesporrência, a ausência de vergonha na cara, não são monopólio do actual PM. 
Basta, entre outras coisas, apreciar os chutos de certos vaidosos incompetentes do interior até à capital.
O que o jornalista acima disse, há mais de um ano, continua ou não 100 % actual?
Eu digo SIM, e cada vez m' avergonho mais.
António Cabral  (AC)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A PROPÓSITO da PANDILHA ACUSADA
Hoje uma boa notícia. Alguma coisa parece mexer, PARECE!!!
Aguardemos. 
Sobretudo para ver aparecer a série de advogados do costume e ir verificando que eles cumprem exactamente o respectivo estatuto e designadamente o que julgo continuar a vigorar como lei:
> Pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento das instituições jurídicas; 
> Não advogar contra lei expressa, não usar de meios ou expedientes ilegais, nem promover diligências reconhecidamente dilatórias, inúteis ou prejudiciais para a correcta aplicação de lei ou a descoberta da verdade.
> O advogado não deve discutir, ou contribuir para a discussão, em público ou nos meios de comunicação social, questões pendentes ou a instaurar perante os tribunais ou outros órgãos do Estado, salvo se o conselho distrital concordar fundamentalmente com a necessidade de uma explicação pública, e nesse caso nos precisos termos autorizados pelo conselho distrital.
> O advogado não deve tentar influir de forma maliciosa ou censurável na resolução de pleitos judiciais ou outras questões pendentes em órgãos do Estado.
> O advogado deve, sempre sem prejuízo da sua independência, tratar os juízes com o respeito devido à função que exercem e abster-se de intervir nas suas decisões, quer directamente, em conversa ou por escrito, quer por interposta pessoa, sendo como tal considerada a própria parte.

Coisas que os jornalistas e as jornalistas nunca questionam os advogados, quando reiteradamente passam a vida a fazer declarações públicas e eles não cumprem com isto.
AC

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PORTUGAL: QUE CRITÉRIOS para AVALIAÇÃO ??
Como se avalia a "saúde" de uma sociedade, de um país?
Portugal está doente? Sim ou não? Andam a disfarçar?
Breves pistas, aleatórias, qual a SAÚDE deste País, ele está mesmo de boa saúde?
> Por ter uma Constituição/ Lei Primeira formalmente em vigor?
Ter a CRP é um parâmetro indispensável para ser considerado um Estado de direito, uma democracia plena, uma sociedade respeitadora dos direitos humanos e, desde logo, uma sociedade onde se respeite a liberdade dos cidadãos. Mas, liberdade, funda, a sério, será que existe, hoje, para todos?
> Pelo nível de participação nos actos eleitorais?
A regular convocação de eleições, livres, é um factor de boa saúde democrática. Mas "neste corpo" alastra uma doença terrível, a cada vez mais escassa participação dos eleitores; o nível de abstenção é um cancro já com várias metástases. Cancro terminal, já sem tratamento?
> Pelo cumprimento rigoroso da lei? Basta atentar, por exemplo, no que diz a legislação respeitante à Proteção civil  e ir verificar o cumprimentos das entidades envolvidas, como a Assembleia da República e o Governo e as autarquias; atente-se no regabofe por exemplo de ausência de relatórios, ou da análise de existentes, etc.
> Pelo montante da dívida externa? Aqui a febre é já de muito mais de 40º C.
> Pelo montante da dívida das famílias? Febre idêntica.
> Pela eficácia no combate aos incêndios? E não basta olhar ao mais dramático e recente caso.
> Pelo nível de agilidade e eficiência com que os serviços e forças de segurança se relacionam com os seus congéneres?
> Pelos roubos de armas de forças de segurança, ao longo dos anos?  Idem para o que se passa há anos nas Forças Armadas, e para lá de Tancos.
> Pela lotação das prisões?
> Pelo nível de transparência nos processos de nomeação / concursos para cargos nas máquinas do Estado?
> Pelos pantomineiros que produziram/ produzem legislação diversa para safar, amigos, partidários, clientes? 
> Pelo número de pantomineiros pobrezinhos? que de seu nada possuem a não ser uma bicicleta ou uma mota náutica
> Pelo sistema de pensões, que continua a ter medidas avulsas, algumas muito aplaudidas porque levadas a cabo pela criatura que alcandoraram a supra-sumo do sistema de previdência, e que em cima das autárquicas liberta migalhas? 
> Pelo número de descarrilamentos nas linhas ferroviárias? 
> Pelo número de camiões que se viram, sempre por culpa da chuva ou do piso mau, nunca pela animalidade da condução?  Na Ponte Vasco da Gama não é invulgar ir a 100 km/h e ser ultrapassado com ligeireza por camiões TIR!!!
> Pelo arrancar de parquímetros, e apesar da indignação, aparentemente, nada acontece no plano da justiça? 
> Pelo provável alargamento de condição de jovem quase até aos 35 anos? 
> Por haver um partido que gasta em campanha um  balúrdio de €€€€€ e insurge-se contra quem, por lei, lhe pode chamar à atenção para a irregularidade?
> Por no Parlamento, alguns dos principais titulares de órgãos de soberania,  se comportarem como verdadeiros pesporrentes, sem sentido de Estado? 
> Por se verificarem verdadeiras baldas em algumas áreas do chamado funcionalismo público?
> Pela pouca vergonha que é o flagelo anual dos incêndios? E mais a mescambilha das aparentes negociatas à volta deste problema? Pesquise-se a fundo os temas, material para combate a incêndios, planos de emergência, Kamov, SIRESP, Motorola, SLN, olhem para as revistas (havia uma que se chamava salvo erro O Bombeiro)
> Por permanecerem em segredo os responsáveis pela gestão danosa da maioria dos bancos, apesar de decisões dos tribunais?
> Pela popularidade ou o seu inverso, do Presidente da República e do Primeiro-Ministro?
> pelos impasses que se observam  no que respeita a decisões de tribunais não acatadas, ou ainda não acatadas, sendo que algumas (caso CGD) dão em arquivamento?  Ou levar 20 anos a decidir que o Estado tem de indemnizar alguém?
> Pela docilidade (para ser pouco antipático) dos jornalistas para com gente importante, para com titulares de órgãos de soberania?
> Pelas doses cavalares de futebol e telenovelas?
> Pelo corporativismo avassalador?
> Pela continuada pouca vergonha em que uma maioria persiste em, prometer o que não tem, em que dá o que não lhe pertence, e magnanimamente perdoa quem não os ofendeu?
Fico por aqui.
António Cabral (AC)


segunda-feira, 19 de junho de 2017

PORTUGAL: QUE CRITÉRIOS de AVALIAÇÃO ??
Como se avalia a "saúde" de uma sociedade, de um país?
Portugal está doente? Sim ou não? 
Andam a disfarçar? Cada vez mais assim me parece.
Breves pistas, aleatórias, se seguirão.
Até porque, primeiro, a quente não se deve reagir e, depois, sobre muitos assuntos não se possui formação que habilite opinião sólida. 
Esperança? A não perder.
Até porque se encontram aqui e acolá exemplos interessantes.
Eram 0900 horas, o banheiro ainda acarretava colchões e cadeiras. Interrogado pela minha mulher sobre uma questão do toldo, o jovem além do "bom dia minha senhora",  e ainda "peço desculpa que ainda não tive tempo de vestir a T shirt".
AC