O prolixo ministro Castro Almeida considera “criminoso” passar aos autarcas “um atestado de corrupção”, refutando as críticas à lei dos solos, a tal que Marcelo promulgou, apesar de lhe apontar “entorses significativos”. O mínimo que se pode dizer é que este ministro tem andado distraído. Portugal está cheio de “entorses significativos” em matéria de urbanismo, mas não os viu. Quer ver a corrupção pela manipulação da lei dos solos? Vá a Monte Gordo, Gaia, Sintra, Amadora, Cascais, Lisboa, Portimão, Albufeira, Faro, vá à Madeira, percorra o Litoral e constate as aberrações construídas por décadas de predomínio de patos-bravos sobre o próprio poder político, autárquico ou não. Castro Almeida sabe bem que as relações entre o financiamento político e o dinheiro da construção civil são um pântano, um pequeno segredo de polichinelo do regime. Sabe muito bem que a história de Portugal deveria ter um capítulo escrito por empreiteiros como José Guilherme, A. Santo, Eduardo Rodrigues, Vieira. Como, de resto, Salgado bem sabia. O problema não são os autarcas, mas um sistema de cumplicidades que tem envenenado a confiança dos cidadãos nas boas vontades de alguns dos tais ‘melhores’ que estão na política.
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
O prolixo ministro Castro Almeida considera “criminoso” passar aos autarcas “um atestado de corrupção”, refutando as críticas à lei dos solos, a tal que Marcelo promulgou, apesar de lhe apontar “entorses significativos”. O mínimo que se pode dizer é que este ministro tem andado distraído. Portugal está cheio de “entorses significativos” em matéria de urbanismo, mas não os viu. Quer ver a corrupção pela manipulação da lei dos solos? Vá a Monte Gordo, Gaia, Sintra, Amadora, Cascais, Lisboa, Portimão, Albufeira, Faro, vá à Madeira, percorra o Litoral e constate as aberrações construídas por décadas de predomínio de patos-bravos sobre o próprio poder político, autárquico ou não. Castro Almeida sabe bem que as relações entre o financiamento político e o dinheiro da construção civil são um pântano, um pequeno segredo de polichinelo do regime. Sabe muito bem que a história de Portugal deveria ter um capítulo escrito por empreiteiros como José Guilherme, A. Santo, Eduardo Rodrigues, Vieira. Como, de resto, Salgado bem sabia. O problema não são os autarcas, mas um sistema de cumplicidades que tem envenenado a confiança dos cidadãos nas boas vontades de alguns dos tais ‘melhores’ que estão na política.
sábado, 29 de junho de 2024
domingo, 6 de novembro de 2022
PRECONCEITO ?
Eu não tenho, nem um certo, nem pouco, nem muito preconceito para com quer quer que seja.
Mas tenho asco a vigaristas e aldrabões. Tenho asco a pusilânimes.
Tenho asco a vendilhões de mentiras.
Tenho asco a intrujões que dizem uma coisa numa data e pouco tempo depois o seu contrário.
Tenho asco aos intelectualmente desonestos e, quando aos literalmente desonestos, deviam estar engavetados.
AC
quarta-feira, 24 de agosto de 2022
1988 - LISBOA, INCÊNDIO no CHIADO
24 de Agosto, as chamas devoraram várias áreas da zona do Chiado, designadamente grande parte da Rua do Carmo, e partes da Garret e Nova do Almada.
Na rua do Carmo, existiam uns "primorosos" canteiros que eram muito giros (!?!?!?), um daqueles trágicos ornamentos e modificações com que muitos autarcas e seus funcionários, ao longo de décadas, se entretêm a estoirar dinheiro dos contribuintes.
Resultado, os carros de bombeiros não passavam, não subiam a rua.
Resultado, ardeu muito mais do que provavelmente teria ardido sem as parvoíces de um Abecassis e outros. Arderam os armazéns Grandella e Chiado, entre muitas outras coisas e lojas e habitações.
No presente, as pouca vergonhas prosseguem por esse país fora, desde as rotundas a encomendas de caríssimas obras primas a artistas do regime, ou a apoios financeiros aos amigos. Desgraçado país, mas sobretudo desgraçados de nós cidadãos comuns.
AC
quinta-feira, 12 de maio de 2022
quarta-feira, 27 de abril de 2022
quarta-feira, 6 de abril de 2022
domingo, 26 de setembro de 2021
CONTINUA ACTUAL ou NÃO?
O TEXTO: "Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e boa dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência"?
domingo, 10 de novembro de 2019
Mais gritinhos - "o Governo não deve autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber o que se passa", realçando que o país tem direito a respostas.
Uns queridos de escribas, de actores, de políticos da treta, de alguns participantes nas festas antigas dos chamados donos disto e daquilo, promiscuidades, ausência de noção de prioridades dos problemas nacionais.
Mas não é prioridade nenhuma nunca foi, a sério, só uns gritinhos como agora, as questões fracturantes e os animais sempre em primeiro lugar.
Depois, periodicamente como agora, uns gritinhos esganiçados.
Entretanto milhões pagos por nós desaparecem.
Agora, mais uma vez gritaria, esganiçam-se, puxam os cabelos, pelo meio chumbaram a investigação a sério aos escândalos de anos na CGD, depois, rapidamente, voltam às suas agendazinhas com o "problemas mais importantes" para a maioria dos portugueses.
Uma descarada e continuada ausência de vergonha na cara.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Precisam destes......
para verem o que lá se passa.........pois só relatórios não chegam
AC
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Era um País de marinheiros (*).
Não sei se por isso, mas a partir sobretudo de 1700 as elites foram entendendo que esse facto mais o ouro e prata do Brasil chegariam para ir vivendo mais ou menos bem (uns quantos, os do costume, apenas).
O mais interessante quando se depara com certos textos, é redescobrir o que há décadas se sabia já. Mas não ligam.
Pomposamente chamam-lhe "instrumentos "financeiros".
Outra coisa sempre interessante é verificar a repetição de certa terminologia. Por exemplo: conceituado banco, conceituada consultora, conceituado gestor, conceituado banqueiro, auditoria independente (normalmente tão independente que pouco vasculham fora do que lhes colocam à frente do nariz) etc.
(*) País de marinheiros; cada vez mais um País de tristes banhistas que mal sabem nadar
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Banca, reguladores, privados, público, portas giratórias, sempre os mesmos, conivências, política, negócios, promiscuidade, mas sempre de consciência tranquila.
Olhando para este exemplo, uma delegação da CGD ao lado da delegação do BP, será que isto ajuda a explicar alguma coisa ?
AC
sábado, 20 de outubro de 2018
Na sequência de muito do que vem acontecendo no nosso País, quase tudo aflorado nos "merdia" e sobretudo vários dos escabrosos capítulos que vão sendo escritos dentro do nosso louvado sistema de justiça, tenho andado a olhar para arquivos e para a nossa história mais recente, designadamente de 1910 para cá.
Voltando ao tema, CORRUPÇÃO, tanta coisa estranha, não explicada, tanta coisa que aconteceu ao longo de décadas e décadas e que, em muitos casos, só explicável de uma única maneira. EXACTAMENTE, essa.
Falemos agora dos tempos que nos estão mais próximos.
Como se constituíram então, BPI, BCP, BES, Mello, BPN, BRISA, Cuf-Saúde, como têm sido atribuídas concessões várias, desde auto-estradas, a portos, a combustíveis, energia, aeroportos, como nasceu uma certa central sindical?
Que papel, da comunicação social, sistema de justiça, titulares de orgãos de soberania,....... políticos, magistrados, jornalistas?
quinta-feira, 5 de julho de 2018
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Lapsos toda a gente tem!. É verdade que pode acontecer a qualquer cidadão.
Mas é estranho acontecerem sempre a certos cromos que estão sempre nas negociatas, com o ar mais querido deste mundo. Então sendo advogados de alto coturno, perdão de alto calibre, ainda é mais estranho que se arvorem desconhecendo as leis.
Enfim, é o mundo rosa, como antes têm sido outros mundos de outras cores, sempre uns desgraçados a viver com grandes dificuldades.
Eles, as mulheres, as filhas, os filhos, os cunhados, as cunhadas, !?!
AC
domingo, 22 de outubro de 2017
jornalista MANUEL CARVALHO 14/08/2016
"O que mais espanta no clamor que se ergueu com os fogos florestais não é a comoção nem a revolta; é mesmo o espanto. Um espanto que diz muito sobre Portugal. O que mais espanta no clamor que se ergueu com os fogos florestais não é a comoção nem a revolta; é mesmo o espanto. Um espanto que diz muito sobre Portugal. O país modelo da falta de memória, o exemplo da incapacidade de aprender com erros próprios, o monumento à arte de viver de expedientes – seja o ouro do Brasil ou a amizade de um secretário de Estado –, o país que tem um banco público aflito instalado num edifício megalómano digno de Ceausescu, que adora o efémero vistoso e odeia o trabalho de fundo dos bastidores. A floresta arde descontroladamente porque, uma vez mais, nos preocupamos mais com o aparato dos Kamov do que com a limpeza das matas, nos entretemos mais com os “teatros de operações” do que com o esforço duro e silencioso de criar aceiros ou limpar caminhos rurais. Continuamos a ser como uma mulher de casaco de peles que enverga por baixo um reles vestido de chita. Espanto? O melhor é recordar o que Sá de Miranda escreveu, já há 500 anos: “Pasmado e duvidoso do que vi, m'espanto às vezes, outras m'avergonho”.
Às vezes afirmo até que está muita coisa podre. "Estás muito azedo", é a frase que algumas vezes alguns amigos me endereçaram no meio do calor da sua amizade.
Inchadas com o seu temporário poder funcional.
Basta, entre outras coisas, apreciar os chutos de certos vaidosos incompetentes do interior até à capital.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
> O advogado não deve discutir, ou contribuir para a discussão, em público ou nos meios de comunicação social, questões pendentes ou a instaurar perante os tribunais ou outros órgãos do Estado, salvo se o conselho distrital concordar fundamentalmente com a necessidade de uma explicação pública, e nesse caso nos precisos termos autorizados pelo conselho distrital.
> O advogado não deve tentar influir de forma maliciosa ou censurável na resolução de pleitos judiciais ou outras questões pendentes em órgãos do Estado.
> O advogado deve, sempre sem prejuízo da sua independência, tratar os juízes com o respeito devido à função que exercem e abster-se de intervir nas suas decisões, quer directamente, em conversa ou por escrito, quer por interposta pessoa, sendo como tal considerada a própria parte.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Como se avalia a "saúde" de uma sociedade, de um país?
Portugal está doente? Sim ou não? Andam a disfarçar?
Breves pistas, aleatórias, qual a SAÚDE deste País, ele está mesmo de boa saúde?
> Por ter uma Constituição/ Lei Primeira formalmente em vigor?
Ter a CRP é um parâmetro indispensável para ser considerado um Estado de direito, uma democracia plena, uma sociedade respeitadora dos direitos humanos e, desde logo, uma sociedade onde se respeite a liberdade dos cidadãos. Mas, liberdade, funda, a sério, será que existe, hoje, para todos?
> Pelo nível de participação nos actos eleitorais?
A regular convocação de eleições, livres, é um factor de boa saúde democrática. Mas "neste corpo" alastra uma doença terrível, a cada vez mais escassa participação dos eleitores; o nível de abstenção é um cancro já com várias metástases. Cancro terminal, já sem tratamento?
> Pelo cumprimento rigoroso da lei? Basta atentar, por exemplo, no que diz a legislação respeitante à Proteção civil e ir verificar o cumprimentos das entidades envolvidas, como a Assembleia da República e o Governo e as autarquias; atente-se no regabofe por exemplo de ausência de relatórios, ou da análise de existentes, etc.
> Pelo montante da dívida externa? Aqui a febre é já de muito mais de 40º C.
> Pelo montante da dívida das famílias? Febre idêntica.
> Pela eficácia no combate aos incêndios? E não basta olhar ao mais dramático e recente caso.
> Pelo nível de agilidade e eficiência com que os serviços e forças de segurança se relacionam com os seus congéneres?
> Pelos roubos de armas de forças de segurança, ao longo dos anos? Idem para o que se passa há anos nas Forças Armadas, e para lá de Tancos.
> Pela lotação das prisões?
> Pelo nível de transparência nos processos de nomeação / concursos para cargos nas máquinas do Estado?
> Pelos pantomineiros que produziram/ produzem legislação diversa para safar, amigos, partidários, clientes?
> Pelo número de pantomineiros pobrezinhos? que de seu nada possuem a não ser uma bicicleta ou uma mota náutica?
> Por permanecerem em segredo os responsáveis pela gestão danosa da maioria dos bancos, apesar de decisões dos tribunais?
> Pela popularidade ou o seu inverso, do Presidente da República e do Primeiro-Ministro?
> pelos impasses que se observam no que respeita a decisões de tribunais não acatadas, ou ainda não acatadas, sendo que algumas (caso CGD) dão em arquivamento? Ou levar 20 anos a decidir que o Estado tem de indemnizar alguém?
> Pela docilidade (para ser pouco antipático) dos jornalistas para com gente importante, para com titulares de órgãos de soberania?
> Pelas doses cavalares de futebol e telenovelas?
> Pelo corporativismo avassalador?
> Pela continuada pouca vergonha em que uma maioria persiste em, prometer o que não tem, em que dá o que não lhe pertence, e magnanimamente perdoa quem não os ofendeu?
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Como se avalia a "saúde" de uma sociedade, de um país?
Portugal está doente? Sim ou não?
Andam a disfarçar? Cada vez mais assim me parece.
Breves pistas, aleatórias, se seguirão.
Até porque, primeiro, a quente não se deve reagir e, depois, sobre muitos assuntos não se possui formação que habilite opinião sólida.
Esperança? A não perder.
Até porque se encontram aqui e acolá exemplos interessantes.
Eram 0900 horas, o banheiro ainda acarretava colchões e cadeiras. Interrogado pela minha mulher sobre uma questão do toldo, o jovem além do "bom dia minha senhora", e ainda "peço desculpa que ainda não tive tempo de vestir a T shirt".
AC


