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quarta-feira, 2 de março de 2022

ALMOÇO  EM  LONDRES  JULHO  2001
Por razões profissionais, como foi acontecendo ao longo de 1999, e  2000, em 2001 tive muitas reuniões de trabalho quer dentro dos EUA onde tive de residir 3 anos, como na Europa (i.e., 3 na Islândia, 2 Alemanha, 1 Noruega, 1 Reino Unido, 3 Portugal).
Em Julho de 2001 tive reunião importante em Londres, cerca de 15 dias antes do dia de aniversário da minha mulher. A dita reunião acabava cinco dias antes desse aniversário. Meti uns dias de férias e celebrámos em Londres mais um dia importante das nossas vidas.

Quando a minha mulher chegou ao aeroporto eu estava à espera. O que nem eu nem ela nem muita gente imaginava é que, logo depois de recolher a bagagem, não pudéssemos recorrer ao Metro durante mais de duas horas. Todos sitiados no interior do aeroporto pois, soubemos depois, tinha havido ameaça de bomba em túnel e estação do Metro. Era/ foi mais um episódio dos vários pré-11SET2001.

Tudo isto vem a propósito desses dias felizes, em que celebrámos e nos divertimos. Mas vem sobretudo a propósito de um dos melhores almoços na capital Londrina, uma excelente refeição num restaurante russo.

Vem isto a propósito de que, eventualmente, por esse mundo fora dito Ocidental, a maioria das pessoas não terá noção sequer superficial da progressiva debandada de gente Russa para os EUA, Reino Unido e outras paragens, logo que se iniciaram tumultos na Rússia, antes da queda do último Czar. Reino Unido e concretamente Londres, muito escolhidos como refúgio de muitos endinheirados. Nas últimas décadas, foi-se sabendo muito mais, publicamente, das histórias dos oligarcas e seus negócios. O dono do clube Chelsea é apenas um dos muitos de que se ouve falar nos últimos anos. O peso que essa gente tem na City e na bolsa de Londres nunca se saberá publicamente, com todo o rigor. Tal como pouco ou nada badaladas as ligações empresariais de certos oligarcas incluindo dentro dos EUA.

Vem isto também a propósito das notícias sobre as sanções sobre gente russa poderosa, gente designadamente citada como "as elites russas fora da Rússia".

Naturalmente, não tenho conhecimentos concretos, leio e pesquiso coisas há muitos anos, e ouço o que anda agora a ser noticiado. 
Mas creio perfeitamente plausível que durante a II GG os nazis tenham tido sempre via aberta para certas zonas e localidades Suíças, como terão tido porventura a possibilidade de contactarem a banca Suíça.

Creio perfeitamente plausível, que nos bancos Suíços, nos bancos Londrinos, nos bancos Alemães, nos bancos Franceses, nos bancos Americanos, e nos bancos de muitos mais países Europeus e não só, muitos depositantes sejam certos Russos, reis das drogas, elites de certos países da ex-URSS, elites de países da América do Sul e Central, elites de certos países Asiáticos e Africanos, elites do Extremo e Médio Oriente.
É que dá muito jeito nos gordos balanços.
 
Na Europa, e nomeadamente em certos países, há décadas que certa gentalha guarda o dinheiro que obtém das mais diversas e "honestas" formas em bancos na Suíça, nos offshores, etc.! Idem para Canadá, México, EUA.
Guardar é o termo fofo. Esconder pode ser o equivalente da mesma realidade.

Há quem acredite que, parada que seja a brutal invasão Russatambém neste negócio bancário, tudo passará a ser diferente do que foi até há pouco.
Creio que a maioria acredita nisto, exactamente os mesmos milhões e milhões que esperam o seu bebé a chegar pendurado no bico de uma  cegonha.
AC

sábado, 13 de fevereiro de 2021

CHAMAM-LHE  DESPORTO  REI

AINDA a PROPÓSITO deste desporto

Desporto rei! Enfim!

De certa forma em complemento do meu post sobre o futebol, e sobre a violência a que impunemente se continua a assistir, e sobre o incitamento ao ódio por dirigentes e outros (e nesses outros incluindo-se uns quantos energúmenos que foram eleitos em actos eleitorais; desgraçado país com canalha desta) a que impunemente se continua a assistir, e continuando a sobrevalorização do chamado futebol, tudo isto demonstra bem quão terceiro-mundista Portugal pode ser considerado. Sim, olhe-se ao bombardeamento mediático em jornais e canais de televisão, constante, diário, horas a fio, olhe-se ao entrosamento de políticos, juristas e banqueiros com dirigentes de futebol, e compare-se toda essa cena com os reais e complexos problemas que a sociedade portuguesa enfrenta. Não há nisto qualquer coisa de anormal, de excessivo, de desproporcional? É razoável um incitamento claro ao ódio até por parte de eleitos, mesmo sendo da parte de quem há muito se revelou imbecil, sem categoria alguma? É razoável partir-se uma perna como aconteceu no último jogo do Porto?

AC

sábado, 4 de janeiro de 2020

CADA VEZ MAIS DELICIOSO

É, é cada vez mais giro observar como as instituições Portuguesas passam a estar muito atentas a factos novos,...........sempre depois das borrascas, sim, porque as trafulhices antes do rebentar completo das borrascas, dos escândalos, "isso não interessa para nada", como dizia o Sócrates.
No caso concreto que me leva a escrever estas linhas é o Banco de Portugal estar agora muito atento a “factos novos” sobre a super idoneidade de Isabel dos Santos, apertada que está em Luanda.
E, também interessante, ver o silêncio da rapaziada por Lisboa que pode estar metida nos imbróglios. Ana Gomes bem grita, pena faltar-lhe um pouco de credibilidade, mas que ela deve estar a apontar para os sítios certos...........
Eles trocam sempre informações................depois, e com muito juízo querem e certamente vão agora... AGORA.... fazer um
 "juízo" sobre a adequação da acionista angolana do EuroBic. Só para rir.
Mas é natural que isto seja assim, basta ir verificar os passados décadas atrás, desde os lugares em Espanha em negócios ruinosos para a banca nacional até se chegar ao topo agora. Nada de surpreendente, só se surpreendem os poucos que, eventualmente tirem por um bocadinho os olhos do futebol, das telenovelas, etc.
Vou portanto, como cidadão português, ter um fim de semana mais descansado, depois de ficar a saber que o Banco de Portugal e o seu Governador estão muito atentos.
Ah, e certamente que o guru Louçã vai falar sobre o assunto e dar directrizes.
AC

sexta-feira, 3 de maio de 2019

ESTOU INDIGNADO COM o BANCO
(Banca perdoa 116 milhões e empresário vende SIVA à Porsche por um euro)
Estou, e muito, mesmo muito indignado.
Só devo ao meu banco 5000, 00 €, e tendo-o contactado para me perdoarem esta pequena dívida (achava eu, que era pequena), disseram-me que não.
O Banco só tinha instruções para perdoar dívidas que ultrapassassem os 250 000,00 €.
Nesses casos, perdoam grande parte e fazem novos contractos, para que a remanescente dívida seja para pagar, EVENTUALMENTE, daqui a muitos anos.
Sabem o que disse ao gerente de balcão e que aliás vou colocar em carta para a cambada dos CEO e etc?
CAMBADA de FDP.
António Cabral (AC)

Ps: Ah, vou mandar rezar missa pelo desgraçadinho, pois dizem os jornais que teve de vender o jacto e vai vender uma das comodidades lá no Brasil. Tadinho, arruinado.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

PORTAS GIRATÓRIAS
Banca, reguladores, privados, público, portas giratórias, sempre os mesmos, conivências, política, negócios, promiscuidade, mas sempre de consciência tranquila.
Olhando para este exemplo, uma delegação da CGD ao lado da delegação do BP, será que isto ajuda a explicar alguma coisa ?
AC

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

MARTA SOARES, que magnífico católico
"Liga dos bombeiros admite "abrir porta à negociação" e perdoar "ofensas" e "azedume" do ministro".
Leu - perdoai-lhes - e agiu. Assim é que é lindo.
As pessoas muito importantes é assim que agem!
AC

Ps: ter pouco mais que 55% de apoio ao boicote à ANPC não teve nada a ver com esta benévola, cristã, magnânima atitude

quinta-feira, 31 de maio de 2018

PRIMPERAN e PRIBERAM
PRIMPERAN - medicamento anti-vómitos

PRIBERAM - dicionário

Escreveu um conhecido jornalista do sistema a propósito das coisas do mundo do futebol e com incidência no recente hediondo acontecimento em Alcochete, que "em Portugal todos sabem porque é que as coisas acontecem e todos sabem como se resolvem depois de acontecerem. O problema é que muita gente trabalha em cima de uma série de falácias, resultado de generalizações perigosas". 
E eu concordo.
Quem tem culpa do maravilhoso estado disto?


Deve ser de alguém, mas não é certamente:
> de nenhum dos comentadores televisivos. 
> de nenhum árbitro.
> de nenhum dirigente de clube de futebol
> de nenhum dos sucessivos dirigentes da federação de futebol, da liga de futebol, das várias associações, etc.
> de nenhum das centenas de energúmenos (como demonstram os seus comportamento) que constituem as claques de futebol.
> de nenhum dos deputados comentadores de futebol, muito menos dos deputados que oferecem jantares a dirigentes de clubes de futebol. 
> de nenhum dos políticos e muitos outros, incluindo jornalistas, que há décadas confraternizam com certos dirigentes e se roçam pelos camarotes VIP dos estádios de futebol.
> de nenhum jornalista, desportivo ou de outra especialidade.

Ah, a culpa e as falácias devem ser minhas e de mais uns quantos  cidadãos comuns!
Nós é que somos, imbecis, gente perigosa e, obviamente corruptos!
Dos tais que observam, penaltis que não são marcados, agressões violentas durante os jogos sem expulsão imediata, destruições em estações de serviço e outras infra-estruturas e equipamentos. Dos tais que observam nenhuma consequência haver para os energúmenos nem para os clubes. 
Ah, e somos uns incapazes e desprovidos de praticamente tudo, pois não entendemos que, em pleno jogo, as agressões violentas quer físicas quer verbais constituem um dos mais bonitos aspectos da sociologia da coisa.
Ah, e somos nós os autores de certos emails, tal como garantimos a distribuição de fruta, mais a organização de sacos azuis, mais as  jantaradas a dirigentes de clubes de futebol, mais a distribuição de bilhetes de ingresso, mais os convites para jantar nos camarotes VIPs.
AC

Ps: Quando leio certas coisas, recorro logo ao PRIMPERAN, para evitar vómitos mais convulsivos!

domingo, 22 de outubro de 2017

Para lá da cortina de fumo
jornalista MANUEL CARVALHO 14/08/2016 
"O que mais espanta no clamor que se ergueu com os fogos florestais não é a comoção nem a revolta; é mesmo o espanto. Um espanto que diz muito sobre PortugalO que mais espanta no clamor que se ergueu com os fogos florestais não é a comoção nem a revolta; é mesmo o espanto. Um espanto que diz muito sobre Portugal. O país modelo da falta de memória, o exemplo da incapacidade de aprender com erros próprios, o monumento à arte de viver de expedientes – seja o ouro do Brasil ou a amizade de um secretário de Estado –, o país que tem um banco público aflito instalado num edifício megalómano digno de Ceausescu, que adora o efémero vistoso e odeia o trabalho de fundo dos bastidores. A floresta arde descontroladamente porque, uma vez mais, nos preocupamos mais com o aparato dos Kamov do que com a limpeza das matas, nos entretemos mais com os “teatros de operações” do que com o esforço duro e silencioso de criar aceiros ou limpar caminhos rurais. Continuamos a ser como uma mulher de casaco de peles que enverga por baixo um reles vestido de chita. Espanto? O melhor é recordar o que Sá de Miranda escreveu, já há 500 anos: “Pasmado e duvidoso do que vi, m'espanto às vezes, outras m'avergonho”.

Os sublinhados/ bolds são da minha autoria.
Conhecendo alguma coisa da vida, como é o meu caso já com muitas décadas em cima, e ainda que muitos dos homens da minha profissão não acreditem quando digo que não me espanto há muitos anos, não me espanta de facto nada do que vem acontecendo no meu País, há muitas décadas. 
Muitos acham um tremendo exagero quando eu digo que a nossa sociedade está a desmoronar-se. 
Às vezes afirmo até que está muita coisa podre. "Estás muito azedo", é a frase que algumas vezes alguns amigos me endereçaram no meio do calor da sua amizade.
As negociatas que andam por aí, há décadas, não espantam. 
Basta conhecer, por exemplo os episódios ao longo dos últimos 6 anos respeitantes ao material que devia ser instalado junto de uma determinada antena.
Basta conhecer algumas pessoas, e o quanto ficam inchadas por usar boina e terem uns galões, e muitos microfones e câmaras de TV à frente da cara.  
Inchadas com o seu temporário poder funcional.
A soberba, a pesporrência, a ausência de vergonha na cara, não são monopólio do actual PM. 
Basta, entre outras coisas, apreciar os chutos de certos vaidosos incompetentes do interior até à capital.
O que o jornalista acima disse, há mais de um ano, continua ou não 100 % actual?
Eu digo SIM, e cada vez m' avergonho mais.
António Cabral  (AC)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A PROPÓSITO de AUTARQUIAS,.....
"..... a lama, a difamação e a insídia......”.
Pois é, "inside information", compadrios,  nepotismo, concursos, admissões de pessoal, reclassificações, - olhe, sabe que aqueles terrenos vão passar a urbanos.... - bons  autarcas existem, obviamente, mas muita porcaria se passa em muitas autarquias.  E não é de agora, vem muito de antes da democracia.
Desde o que, há muitas mas muitas décadas foi comprando terrenos para onde se imaginava  que a cidade um dia se iria expandir,  ao que reclassifica familiar ou então, agora, zangadas que estão as comadres, toca de trazer mais para conhecimento público as potenciais tramóias e desejadas negociatas de familiares e amigos. 
Uma maçada, esta coisa da vida pública,....... servir mas,...... se for possível..........não é?!!
AC 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Escola pública, Escola privada

1. Repetindo-me, tento sempre nunca esquecer que comentar sem conhecer todas as vertentes de um dado assunto é sempre arriscado. Como estou numa sociedade em que, de todos os lados das várias barricadas que erguem, nunca contam as verdades todas, mais uma vez vou arriscar. Como se pode retirar do que se ouve e lê desde há várias semanas, uns ocultam partes das questões e dos antecedentes, outros disfarçam ou mesmo escondem vigarices, outros mentem mesmo. Com ideologia, sem ideologia, sem inocência nenhuma. E total ausência de vergonha.


2. Estabelece a CRP, no seu Art. 9º, (Tarefas fundamentais do Estado), na alínea f) - Assegurar o ensino e valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa; Mais à frente, no Art. 43º, nos nºs:
1º. É garantida a liberdade de aprender e ensinar.
2º. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas, ou religiosas.
3º. O ensino público não será confessional.
4º. É garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas.
No Art. 74º, nº 2, alínea a) - Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar; alínea f) - inserir as escolas nas comunidades que servem….......
No Art. 75º nº 1 - O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população, e no nº 2 - O Estado reconhece e fiscaliza o ensino particular e cooperativo nos termos da lei.

3.  Penso que se deve recordar, ter presente, para ponderar sobre o assunto:
a. Como era a rede escolar antes do 25 de Abril de 1974? No mínimo, deficiente, e com largas camadas da população sem acesso ao ensino.
b. O que se atingiu até ao presente.
c. O que a demografia, ou seja, o decrescente número de crianças, alterou no nosso País; menos alunos, e as inevitáveis consequências: menos turmas, necessidade de menos professores, necessidade de reafectar recursos.
d. Que foram fechando escolas ano após ano, como fizeram vários ministros incluindo socialistas, e particularmente Maria de Lurdes Rodrigues, que parece não pensar exactamente como o seu antecessor Marçal Grilo.
e. Que existem colégios em determinadas zonas do centro e sobretudo Norte do País Continental que datam de antes de 25 de Abril. E outros surgiram depois.
f. Que existem colégios particulares ligados à Igreja Católica, mas outros não.
g. Que existem colégios que prosseguem o seu caminho naquilo que eu designaria pelo campo da decência.
h. Que parece existir negociatas escandalosas neste âmbito, como já foi desmascarado por exemplo na TVI acerca do grupo GPS e, de acordo com o que me recordo, envolvendo gentinha ligada a vários partidos, inclusive notáveis do PS.
i. Que foram construindo escolas públicas onde não as havia e só havia escolas privadas.
j. Que algumas privadas terão sido construídas por quem provavelmente tinha tido responsabilidades no Ministério da Educação ou por alguém ligado a essas pessoas. Descobriram um furo!!
k. Que existem escolas públicas com bons resultados, outras com fracos. Idem para as escolas privadas.
l. Que nos professores, a CGTP sempre teve um dos seus bastiões. Presumo que a influência deve ser muito menor em relação aos docentes que ensinam no privado, o que muito deve irritar a CGTP, e o que acumula com a irritação resultante de menor sindicalização e de menos professores no activo.
m. Apesar de calada no início deste “tumulto”, a Igreja Católica começa a posicionar-se.
n. Parece-me verdadeiro o argumento de que o contribuinte paga a escola pública e também a privada, pois existindo os tais contratos de associação, sai dinheiro do OE. Mas o inverso parece-me igualmente verdadeiro, pois quem tem os filhos na privada paga na mesma as escolas públicas através dos impostos.
o. O PM garantiu ontem na TV que os contratos serão mantidos. Não vi, mas parece que disse qualquer coisa como, por exemplo, se uma criança está no 7º ano, vai manter-se o contrato e ela acabará o 8º e o 9º! E então, não acaba nessa privada o 9º, 10º, 11º, 12º?
Pois é!!!!
p. Há os que sonham, muito, e por ideologia defendem a escola pública mas,.........entretanto, pagam escolas privadas aos filhos. Mas sonham! Tal como no passado, os governantes que gritavam aos ventos a favor da escola pública mas metiam os filhos nas escolas privadas!
q. Parece-me claro que, se não houvesse contratos de associação, as mensalidades nos privados seriam ainda mais elevadas e, nesse caso, só os abastados lá podiam colocar os filhos.
r. Há liberdade de escolha apenas entre escolas públicas? Não há, o sistema não permite.
s. Há liberdade de escolha apenas entre escolas privadas? Há.
t. Será de apoiar uma escola privada com longa história e enraizamento comunitário?
u. Que pensar das contas, dos custos por turma, que em cada lado da barricada se avançam para confundir o cidadão comum?
v. Que escolhas criteriosas como alguns defendem, para eleger a melhor escola, em locais onde comprovadamente não existem alunos suficientes para as infra-estruturas todas entretanto edificadas? 
x. Não foi erigido na escola pública um sistema que entre muitas outras coisas consagra os horários zero, e onde sindicalistas o são por anos e anos consecutivos, não dando se calhar aulas porque andam sempre em trabalho político?
y. O que permite a Concordata quanto a estabelecimentos de ensino?
w. A concorrência é salutar ou não?

4. As opiniões são para se respeitar, eu respeito as outras. Que concluir? Concluo que:
a. Em primeiro lugar que todos defendem o seu campo. BE, PCP, PEV, PS, dizendo defender a CRP (??) mas defendem sobretudo as suas posições sindicais e, parece-me, do que li em documentação relativa aos trabalhos da Constituinte, que agora estão a procurar levar à prática o que nessa altura pouco ou não conseguiram.  O BE então anda numa campanha demagógica radical.
Por exemplo, a CRP estabeleceu em 1976 apenas - que o Estado fiscaliza o ensino particular supletivo do ensino público. Ora actualmente o normativo é diferente (ver o parágrafo 2 supra).
E é conhecida a angústia do PCP e do BE quanto às alterações efectuadas depois de 1976.
b. É aliás interessante verificar posições de certos Constituintes, em que se degladiaram quanto ao termo supletivo, e em afirmações noutras discussões como  - o fim último da revolução, a construção de uma sociedade socialista ........em que a garantia dos direitos fundamentais deve ser assegurada da forma mais compatível com os interesses da sociedade.......não concordamos com a consagração de um direito fundamental à criação de escolas privadas.
c. Conhecendo alguma coisa dos portugueses, conhecendo muitos burocratas, tendo alguma noção do que tem sido o Ministério da Educação designadamente de 1991 para cá, não acredito que o Ministério tenha apurado com rigor/conheça o que custa, cada escola secundária do País, cada escola primária, cada faculdade. Até porque, à boa maneira de certos senhores, não contabilizam ou contabilizam mal certos parâmetros. 
Em todo o lado se tem de levar em conta: os salários dos professores, os dos restantes funcionários, a electricidade, a água consumida, as lâmpadas e sobressalentes mais diversos consumidos, o papel, os consumíveis das mais variadas máquinas, as horas extraordinárias mensais, o aluguer de viaturas, a manutenção dos mais diversos equipamentos e das instalações, a substituição de material escolar e de material desportivo, etc. Em síntese, tenho as maiores dúvidas sobre as contas relativas à escola pública, mostradas tão abaixo das contas/ custos das escolas privadas.
d. Ainda quanto a custos, creio andar perto da falácia esta coisa dos custos. O que quero dizer é que, se de há anos o ME estabeleceu um custo por turma de 20/22 alunos para atribuir o subsídio no âmbito do contrato, aliás ajustado ao longo do tempo, então não é de esperar que ao fechar hipoteticamente turmas/escolas privadas e passar os alunos para a pública, o custo na privada passa automaticamente para a pública, não há portanto poupança nenhuma? 
e. Creio que uma parte dos colégios, particularmente aqueles como os  que foram denunciados estarem numa rede/ grupo muito questionável, está a movimentar-se em todos os níveis, até porque tem imensas ligações, ao que parece, pelo menos aos partidos do antigo arco da governação.
f. Parece-me, por outro lado, que existem em várias partes do País Continental situações anacrónicas no que respeita à concentração de escolas em zonas de cidades e não só muito restritas. Como foi possível? Uma resposta pertinente será porque os interesses de construtores, certos interesses privados ligados ao ensino, a isso levaram.
Mas talvez não só. Pode ter havido quem laboriosamente teceu uma malha no passado e que agora está prestes a dar frutos: construir mesmo não havendo gente para lá meter. E por isso foram fechando escolas. Agora, toca de fechar privados. Será?
g. Por outro lado ainda, creio muito razoável que o governo comece a acabar com certas negociatas. Porém, acabar com essas negociatas, não devia significar fechar tudo o que for privado.
h. Qual vai ser o resultado disto? Não sei, não sou adivinho. 
Mas desde já acho curioso, no mínimo, este ataque cerrado a escolas privadas quando, aparentemente, existem cerca de 500 em todo o País e apenas 79, repito, 79, têm contratos de associação. Não é estranho tudo isto?
i. Bem, se calhar não é nada estranho, quando se lê atentamente certos constituintes que raivosamente se opuseram a que ficasse consagrado na CRP 1976 o direito efectivo de pessoas famílias e grupos quanto a ensino privado.
Ensino privado que, obviamente para mim, não pode nunca deixar de ser rigorosamente fiscalizado e proceder integralmente de acordo com as várias normas definidas pelo Ministério de Educação. Mas vale a pena continuar a construir escolas públicas em certas zonas, só porque a CRP estabelece o que estabelece? Tenho dúvidas que num País com as dificuldades do nosso isso deva prosseguir.
j. Conclusão final: mais uma geringonçada, ainda que se deva (já devia ter sido) corrigir as pouca vergonhas que estejam no terreno. Mas deixem-se de ataques à igreja católica e a privados que cumpram escrupulosamente com as normas que o Estado, constitucionalmente, tem o dever de impor. E ainda quanto aos contratos, andam por aí os do costume com a sua habitual superioridade intelectual a dizer que têm base ostensivamente ilegal. Ilegal? Se me disserem que prosseguem linha diferente do PCP, do BE, aí percebo o argumento. Se forem ilegais, rapidamente os tribunais o confirmarão. Mas parece que o ME não quer ir por aí, porque será?
AC

domingo, 6 de dezembro de 2015

A Bola. Os donos da bola. Quem paga, de facto?
Anuncia-se por aí um mega negócio, os jogos do Benfica ficarão por conta da NOS, a perder-se em 10 anos.
Mais uma vez, a esmagadora maioria dos portugas, não raciocinará. Eu sei, isto dito assim é uma violência, quiçá uma desconsideração para a esmagadora maioria dos meus concidadãos.
Eu sei que é, mas continuo convencido que é a triste realidade, e não me vou dar ao trabalho de lembrar exemplos demonstrativos, recentes e passados.
Voltando à bola, não sei se isto irá para a frente e estou a borrifar-me para isso. Agora uma coisa é certa, estas coisas alguém as vai pagar e serão, naturalmente, todos os clientes da NOS (com outros será a mesma coisa).
O que mais me choca nestas coisas do futebol, é sempre falar-se de milhões, a propósito de tudo e mais alguma coisa, negócios, compra e venda de jogadores, SAD's, etc. E as dívidas? De décadas?
Recordo sempre que não deve ser com as parcas receitas das quotas que os clubes pagam aqueles cêntimos aos seus jogadores, pois não?
Claro, é sempre por milagre. Transformação dos pães em rosas. E nada tem a ver com os vários presidentes de câmaras municipais sentadinhos nos camarotes dos dirigentes desportivos.
A pouca vergonha, em versão futebolês!!!!
AC