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sábado, 25 de abril de 2026

ORA  BEM . . . . 
Governo vai garantir isenção de impostos nas indemnizações às vítimas de abusos na Igreja Católica.

Ora bem, aqui está uma medida de aplaudir.
Até comprova que ninguém faz tudo bem ou faz tudo mal.

Neste caso, deste governo, uma coisa bem feita!

AC

sexta-feira, 12 de julho de 2024

11  JUNHO
11 de Junho é dia de São Bento.

11 de Junho é feriado Municipal em Santo Tirso, dia de enorme devoção e dia de grandes festas locais, que atraem muito povo de várias localidades.

São Bento é, também, padroeiro da Europa.

São Bento na imagem supra, imagem da fachada da igreja matriz de Santo Tirso.
Em baixo a imagem existente no interior da igreja.
Tenham um bom dia e um bom início de fim de semana.
Saúde, que é o melhor e verdadeiro Euromilhões da nossa vida.

Num décimo de segundo antes estamos bem, a seguir podemos cair, ou torcer um pé, ou bater com a cabeça numa esquina, tropeçar nos passeios das ruas que em Portugal, como se sabe, NÃO TÊM DESNÍVEIS NENHUNS NEM BURACOS.

Se for junto ao Palácio de 
Belém, ou junto da casa de Ricardo Salgado em Cascais que está alugada a Marcelo Rebelo de Sousa, nesses casos os buracos são logo reparados. 

Para a canalha, muitas câmaras municipais e juntas de freguesia não ligam nenhuma. Nem com cartas e emails para os respectivos presidentes, como posso testemunhar.
António Cabral

domingo, 12 de março de 2023

QUARESMA

Quaresma, tempo de escutar, tempo de reflectir.

Oxalá reflictam com seriedade, com profundidade.

AC



quinta-feira, 13 de outubro de 2022

APLICA-SE a CONHECIDA EXPRESSÃO ?
Líder católico tira o tapete a Marcelo: "São pessoas, não são números"
Bispo José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal, demarca-se da lógica quantitativa de Marcelo na análise do problema do abuso de menores na Igreja Católica
.

Já adivinharam qual é a expressão a que me refiro?
É esta: toma que já almoçaste!

Tenham uma boa Quinta-Feira, com saúde e cuidado com as quedas!
Aqui por estas bandas faltam em princípio três semanas e meia para a senhora tirar o gesso.
AC

terça-feira, 16 de agosto de 2022

IGREJA
A Igreja tem séculos.
Ao longo da história várias épocas terríveis, como por exemplo, a Inquisição.
Neste livro sobre história da Igreja, aparentemente impresso em 1914, pode ler-se logo no início da página da direita (sublinhado a amarelo)

S. Ém. le cardinal Langénieux, archevêque de Reims: "Le temps est passé ou, dans le monde, on étanchait avec um sourire toute question religieuse: aujourd'hui, on discute. Cést un progrès; car la vérité, impuissante en face de la plaisanterie d'un ignorant ou d'un libertin, trouve au moins dans la discussion l'occasion de s'affirmer , et elle gagne toujours à être vue de prés , fut-ce même d'oeil prévenu on malveillant.

Era importante que a Igreja se renovasse, que a complexa máquina no Vaticano e nas chefias nos diferentes países não submergisse a postura e orientações do Papa Francisco.
Tal como se diz neste velho livro, era importante discutir os assuntos, os problemas, com serenidade, e enfrentar o que tem acontecido, e corrigir, com rigor, com vigor, sem negação, sem silêncio, sem encobrimento. Creio intolerável ser de outra forma.

Caso contrário, ajudará os vários farsantes que por aí se pavoneiam.
António Cabral
(AC)

sábado, 30 de julho de 2022

ABUSOS, IGREJA CATÓLICA, PAPAGAIO-MOR

É da história que, de há séculos, as igrejas no mundo que não apenas a católica, tem enormes responsabilidades no tema "abusos sexuais" e nomeadamente com seres humanos de menor idade. Pedofilia.

É da história, ossadas de recém-nascidos nas galerias ligando castelos e palácios a conventos e mosteiros. E muitas outras coisas.

É da história que só recentemente a igreja católica e nomeadamente pela acção do Papa Francisco está a tomar posição assertiva sobre o assunto. O caso do ex-cardeal de Boston foi dos mais eloquentes e concretos. 

Mas, a par de acções concretas para apuramento de casos, parece persistir algum manto de encobrimento. Em alguns casos, poderá não ter por trás postura premeditada mas, em muitos outros, poderá porventura verificar-se uma indolência inqualificável.

Por cá, há meses que se iniciou um processo para apuramento de passados. Desconfiando eu, sempre, da nossa comunicação social e, sempre, de certos gabirus que teimam em considerar que, por palrarem do alto do seu cadeirão todos temos de amouchar às suas opiniões pessoais e dizer "amen", continuam a surgir suspeitas que devem obviamente ser apuradas, com rigor e transparência.

Não tenho dúvidas de que muitos prosseguem uma metodologia para cada vez mais atacar e se possível arrasar a igreja católica em Portugal.

Mas, por outro lado, a eventual passividade, o silêncio, o refugiarem-se no alto das suas elevadas posições, as opiniões fofas de uns quantos, nada ajudam à defesa da igreja católica em Portugal, igreja intimamente ligada com a nossa matriz histórica e identitária, e que não deve ser esquecido. 

Não ajuda a igreja católica em Portugal a verborreia pesporrente  disfarçada de populismo. Também outros conheceram, e bem, altas figuras da nossa igreja católica. 

Considero importante defender a igreja católica e muito louvar os esforços e a acção do Papa Francisco.

Mas, ao mesmo tempo, importante, inquestionável, apurar com cristalina justiça todos os crimes que tenham sido cometidos e que, infelizmente, devem ser muitos. E, sempre que juridicamente possível, devem ser PUNIDOS com a maior severidade legal. E sem interferências, quer de esquerdalhada com as suas discutíveis agendas, quer de extremistas nojentos. E nada aceitável mudança de párocos para capelanias hospitalares.

Criminosos? Confirmado em tribunal, sem margem para dúvidas? Capelania de Alcoentre!

António Cabral

segunda-feira, 20 de junho de 2022

PORTUGAL,  NACIONALIDADE
Nesta manhã de Domingo, aqui em casa, depois de a ter ido buscar ao lar para passar o dia connosco, a minha muito idosa mãe (97 em 8 Julho próximo, muito lúcida, boa memória, mobilidade a fraquejar, limitações de visão) questionou-me sobre as origens de Portugal. 
Um dos pontos da conversa, assentava no facto de que se recordava que em 1940 celebraram 800 anos de nacionalidade tinha ela quase 15 anos. 

"Ora, oh filho, eu sempre aprendi e já li sobre isso, que a fundação da nacionalidade é desde 1143, como é que 800 anos foi a contar de  1140? Afinal qual é a data certa?" 
Conversámos sobre o assunto e prometi-lhe que ia indagar o assunto com um dos portugueses que sabe destas coisas.

E assim fiz.
O português a que me refiro é meu amigo, doutorado em história, com excelentes credenciais na academia, e que me deu os seus pontos de vista sobre o complexo assunto.
Tenho o maior gosto em partilhar o essencial que o meu amigo me transmitiu. Aqui fica.

As referências a acontecimentos que são muitas vezes apresentados como "actos fundadores da Nacionalidade" (Batalha de São Mamede em 1128, Batalha de Ourique em 1139 , Conferência de Zamora (*) em 1143, bula papal Manifestis Probatum em 1179..) são sem dúvida relevantes. 
Já houve até quem chamasse a 24 de Junho de 1128 "A Primeira Tarde Portuguesa", referindo-se à vitória de Afonso Henriques sobre a mãe e o "partido" galego dos Trava, na batalha de São Mamede. 
Mas a questão é, quanto a mim, mais complexa. 

De facto, não há um dia da "inauguração de Portugal". 
Há um processo longo que passa por vários factos e por várias datas. Se o "corte" político com a Galiza foi em 1128 e Afonso Henriques passou a governar o Condado Portucalense, só em 1139-1140 começou a intitular-se rei, no seguimento da vitória em Ourique. 
A partir desta data temos, portanto, um auto-intitulado rei de Portugal, mas que só seria reconhecido como tal em 1143 pelo rei de Leão Afonso VII (o Condado era parte do reino leonês), e o Papa, autoridade religiosa, espiritual e diplomática suprema da cristandade ocidental, só reconheceria o título de rei a Afonso Henriques em 1179.

Mas, mesmo assim, o território português ainda não estava definido, pois a Reconquista portuguesa só terminaria em 1249, com a conquista das últimas praças Algarvias, no reinado de Afonso III. Além de que a fixação da fronteira com Castela apenas seria estabelecida em 1297, no tratado de Alcanizes, sendo rei D. Dinis. 
Foi também com este monarca que o Português substituiu o Latim como língua "oficial" da Chancelaria régia, por volta de 1295-96.

Enfim, podemos considerar que a partir de 1139-1140 há um reino de Portugal como entidade política independente, mas que está e estará ainda muito tempo em construção. 
A questão da nacionalidade é ainda mais complexa, pois enquanto sentimento relativamente generalizado de pertença a uma comunidade própria, distinta de todas as outras, a sua estabilização será ainda mais prolongada no tempo. 
Terá, no final da Idade Média, um ponto alto com a chamada crise ou revolução de 1383-1385, quando se recusa a integração em Castela e se "refunda" o reino com a nova dinastia de Avis.

A tua Mãe tem toda a razão, pois 1940 foi oficialmente considerado "Ano dos Centenários". 
A Grande Exposição do Mundo Português pretendia celebrar 800 anos de "fundação da nacionalidade" e 300 anos de Restauração da Independência. 
Num mundo em plena II Guerra Mundial, a exposição organizada pelo governo celebrava um "Mundo Português" antigo de oito séculos, em paz, e capaz de grandes realizações. 
A História foi mobilizada para essa operação de que os contemporâneos ainda hoje têm memória. 

(*) Não há nenhum tratado de Zamora. 
Houve uma conferência de Zamora. 
É a partir desse encontro, em que também esteve presente um legado do Papa, o cardeal Guido de Vico, que o rei de Leão e Castela, Afonso VII, passa a reconhecer Afonso Henriques como rei de Portugal. 
Nota, no entanto, que não existe nenhum "Tratado de Zamora" em que tal título seja atribuído ao rei português; o que há é dois ou três documentos da chancelaria régia Leonesa dessa altura que passam a designar o português como rei de Portugal. 
Como Afonso VII se intitulava Imperador, era, para ele, um factor de prestígio ter um rei como seu vassalo.
Ao mesmo tempo, Afonso Henriques negociou com o representante da Santa Sé (e sem Afonso VII saber...) que só reconhecia vassalidade ao Papa. 
Portanto, de Zamora, saíram todos contentes: Afonso Henriques porque era reconhecido como rei pelo primo Afonso VII e, em simultâneo, afirmava-se unicamente vassalo do Papa; Afonso VII também saía feliz porque ele, imperador, reconhecia um rei (seu inferior) que, como vassalo, era seu "subordinado".
Ou de como a diplomacia "resolve" tudo a contento da respectiva parte
António Cabral (
AC)

domingo, 13 de junho de 2021

C I S M A

Daqui a pouco vou buscar a minha muito idosa mãe ao lar para vir passar o dia connosco, almoçar, dar uma passeata, jantar e regressar. As tais saídas de menos de 24 horas, autorizadas desde há pouco mais de três semanas.

Estava a cismar onde iríamos dar a tal passeata.

E sem ter nada a ver com o assunto, CISMAR levou-me ao "Grande Cisma", na igreja, que teve início algures em 1378. E por isso meia dúzia de tecladas ao computador.

Anos depois, o Concílio de Constança decorreu entre 1414 e 1417. O Grande Cisma só terminou com a eleição de Martinho V. E ao ter-me lembrado do Cisma, acabei por ir à procura de certos elementos no meu razoável arquivo na garagem e, entre outras curiosidades, e vem a propósito, a primeira Bíblia impressa é a Bíblia de Gutenberg ou Bíblia de Mazarino. Com ela se deu início à tipografia e ao processo de impressão com caracteres móveis. Era então 1456! Outro dia, portanto, "um pouco antes" do "tromba livro" (Facebook).

Tenham um bom Domingo.

AC

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

 12 OUTUBRO

Em tempos de pandemia, em tempos de quase ninguém poder estar dentro da igreja, em tempos de não poder haver procissões juntando milhares de pessoas como era habitual em anos passados, a imagem escoltada pela polícia passa por grande parte da ruas da cidade, e as pessoas estão à janela, outras ás portas das vivendas e dos prédios. É a vida, diria o beato Guterres.

AC

terça-feira, 15 de setembro de 2020

GRANDE  FRANCISCO
«Os prazeres chegam-nos diretamente de Deus, não são católicos ou cristãos, ou outra coisa qualquer. São simplesmente divinos. (...) A Igreja condenou o prazer vulgar, desumano, bruto, mas, por outro lado, sempre aceitou o prazer humano, simples, moral. (...) O prazer de comer existe para nos manter saudáveis pela alimentação, tal como o prazer sexual existe para que o amor seja mais bonito e para garantir a perpetuação das espécies. (...) Os prazeres de comer e do sexo vêm de Deus
AC

domingo, 3 de maio de 2020

Se HIERARQUIA da IGREJA TIVER JUÍZO
Manterá a proibição, e divulgará insistentemente que este ano o Santuário ficará vazio em 13 de Maio, borrifando-se para os cretinos do costume que, para disfarçar as proibições impostas até 30 Maio, virão depois gritar - não celebraram porque não quiseram. 
AC

quinta-feira, 23 de abril de 2020

A  HISTÓRIA  EXPLICA  MUITA  COISA
E mais isto
E mais isto
A história explica muita coisa, ou pelo menos pode ajudar a perceber padrões de comportamento, definição de interesses ao longo dos séculos, oportunidades perdidas.
Por exemplo, e entre muitas outras coisas - ....mieux que le Portugal, incapable d'organiser des compagnies commerciales......-  contrapondo-se ao poder e imaginação comerciais de holandeses e ingleses.
A nossa própria história, bem como as de, Inglaterra, Holanda, Alemanha, ajudam a explicar o porquê do atraso de Portugal e de certa maneira também algum de Espanha, comparativamente a países do centro e Norte da Europa.
E, claro, igreja Católica e igreja Protestante tiveram e têm muito a ver com várias diferenças. 
Não há mistérios nem milagres.

Isto a propósito das recentes e putativas declarações de um ministro holandês (gostava que se viesse a saber com integral rigor o que a criatura terá dito, ou se tivemos aqui, para além das habituais  grosseria e ordinarice Holandesas, mais uma farsa montada "pour epatter les bourgeois") (a TSF terá tentado...mas tudo tem ficado esquecido....como de costume....) mais as reações inflamadas do nosso grande líder Costa, mais o acompanhamento que teve em Belém, em SBento, no Rato, em alguns OCS Tugas.
Que os Holandeses enlouquecem por dinheiro é sabido, basta recordar a antiga piada sobre como meter 500 Holandeses dentro de uma velha VW "pão de fôrma" . 
Simples, atire-se um florim lá para dentro (hoje será com €€).
Bom, mas javardos, bastardos, porcos, muito egoístas e mal cheirosos, o que quiserem, o facto é que aquele País pertence ao clube dos ricos, dos mais desenvolvidos, e aquela gente não é de ficar parada, investiga, investe, desenvolve, renova-se, aproveita-se (como séculos atrás se aproveitou dos que expulsámos de cá), quer negócio, procura negócio, estuda, observa, sustenta-se, não brinca em serviço. E tem atenção aos votos dentro da Holanda.

Estou convencido que estão muito atentos ao Brexit e suas consequências,  procurarão ganhar dividendos com ele. 
Para os Holandeses, o foco é no negócio, na transação, na exportação, no comércio, no dinheiro, no desenvolvimento e daí para a estruturação de um país equilibrado, industrializado, com grande pujança comercial e de serviços e agricultura e agro-pecuária. 
As empresas Holandesas não brincam, e quem lá se fixa igualmente. Aproveitam o que inteligentemente o estado Holandês definiu, em legislação, em apoios vários, e quanto ao fisco, goste-se ou não, concorde-se ou não. Fisco, o que fazem tem alguma moralidade? 
Esta questão do fisco holandês é, para mim, imoral. Mas não creio que existe ilegalidade em termos internacionais.
Como todas as sociedades a Holanda /Países Baixos /Holland/ Nederland tem defeitos vários.
Ter vivido na Holanda praticamente 2 anos deu-me alguma perspectiva daquela sociedade. 

Cá em Portugal é que a maioria se habituou a que tudo caia do Céu, chame-se Céu à Índia, Oriente, Brasil, África, CEE, UE, subsídios, fundos Europeus, etc. 
Boa vida, sossego, e alguém que pague, como é obrigação deles se não quiserem ficar com as perninhas a tremer de medo. 
É uma postura generalizada, e nomeadamente de uns patetas teoricamente "bon vivant" endinheirados. Não a minha, nunca foi.
Pelo contrário, na Holanda, normalmente não desperdiçam nem oportunidades nem boas conjunturas internacionais.
António Cabral (AC)

Ps: parece que o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, terá dito - a Alemanha está obrigada a ser solidária com os restantes países Europeus, especialmente com os mais afectados pela pandemia Covid-19

Terá até acrescentado - “A Alemanha não pode sair forte e saudável desta crise sem que os nossos vizinhos saiam mais fortes e sãos (nesta parte do teatro quase que me ri). 
Trinta anos depois da reunificação da Alemanha e 75 anos depois do fim da II Guerra Mundial, não só nos é pedida solidariedade com a Europa, como temos essa obrigação”.

Os OCS estão agora a espalhar a indicação de que Merkel terá dito que a Alemanha vai abrir mais a bolsa. Não são estas as palavras, mas entendi assim.
Tudo muito bonito, muito reconfortante. 
Tratem de ver/ imaginar que esta história coronabonds / mutualização de dívidas passa eventualmente para cima para ser observado pelo crivo do tribunal constitucional Alemão. 
Talvez aí percebam.
Já agora, o governo socialista PS emprestará dinheiro à TAP sem definir critérios e algumas condições? A TAP também quer solidariedade.
Lá fora sabem como foi o regabofe cá dentro com anos e anos de desaparecimento para dentro de certos bolsos de rios de dinheiro dos fundos Europeus. 
Palpita-me que não estão na disposição de voltar a participar nesse tipo de coisas.

segunda-feira, 30 de março de 2020

ESTADOS  PONTIFÍCIOS
Vem isto a propósito, lembrei-me, depois de ver a caminhada de "Francisco" na Praça de S.Pedro sem pessoas, encaminhando-se para o palanque de onde nos falou em primeiro lugar.
Estados Pontifícios existiram no passado, foram-no algumas zonas/ territórios/ regiões da hoje Itália, e correspondentes essencialmente ao que se chama hoje, Lácio, Úmbria, Marcas, Romagna. 
O poder dos Papas sobre essas regiões variou muito ao longo dos tempos, e terminou com a reunificação Italiana. 
Desde 1929 que apenas existe o exíguo Estado do Vaticano.
AC

quinta-feira, 30 de maio de 2019

IGREJA CATÓLICA, o PAPADO
Uma das minhas divagações tem sido, também, "olhar" a algumas das coisas relacionadas com a vida, com a história, com a evolução da igreja católica. Houve um Papa Português, durou pouco, salvo erro morreu num acidente ao desmoronar-se um muro ou coisa que o valha (*).
Se é certo que esmagadoramente Roma foi e é o centro da Igreja Católica, período houve em que as coisas correram de modo diferente.
Depois de Bonifácio VIII, o seu sucessor,  Benito XI (Benoit) teve um pontificado muito curto.
Na sequência disso, o rei Francês Philippe o Belo tentou tudo por tudo para que o Papa seguinte fosse Francês, ele queria até que fosse o arcebispo de Bordéus. 
Este arcebispo fez-se "coroar" em Lyon como Clemente V (1305) e dadas as disputas políticas um pouco por toda a parte e nomeadamente em Itália, resolveu fixar residência em Avignon.
Parece ter imaginado que a coisa seria temporária, e seguiria um dia mais tarde para Roma. Puro engano.
A história mostra que o Papado aí ficou 72 anos.
A Clemente V seguiram-se: Jean XXII, Benoit XII, Clement VI, Innocent VI, Urbain V e Gregoire XI.
Após a morte de Gregoire XI, os cardeais reunidos em Roma procuraram eleger novo Papa. Seguiu-se assim Urbain VI.
Mas, os cardeais Franceses não gostaram, e elegeram Papa um outro, designado Clement VII que foi para Avignon!
Mundo católico ficou partido em dois.
Esta separação, o chamado Grande Cisma do Ocidente, durou cerca de 40 anos.
Este Cisma terminou com a eleição do cardeal Othon Colonna que tomou o nome de Martin V (1417). (houve 36 dos chamados anti-Papas)
AC

(*) Pedro Julião Rebolo, conhecido com Pedro Hispano, foi o Papa Português, com o nome de João XXI, foi Papa 406 dias, de 20SET1276 a 20MAI1277; foi matemático, médico, teólogo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

OLHANDO  a  HISTÓRIA
Alberto de Lauging, século XIII, foi bispo em Ratisbona (exactamente, ligações à vida de Bento XVI) e o seu desempenho em vida em várias frentes foi de tal ordem, e grandeza, que veio a valer-lhe a atribuição da qualificação de "Magno", sendo canonizado em 1931; em 1941 Pio XII declarou Lauging como patrono dos cientistas.
Como diria Fernando Pessa, e esta hein?
AC

quarta-feira, 19 de abril de 2017

TRATAMENTO DEVIDO A MEMBROS DA IGREJA CATÓLICA
> PAPA - Santidade
> Cardeal - Eminência
> Arcebispo e Bispo - Excelência
> Cónegos, Prelados - Mui Ilustre
> Párocos, etc - Reverendo

Porque me lembrei disto?
Ás 2000 horas desta agora passada 3ª Feira, estava a iniciar-se a missa na capela mortuária da Igreja ao Campo Grande.
Porque o Carlos faleceu ontem, inesperadamente, nem 5 meses passaram desde que se descobriu o problema. Tinha feito 67 anos.
E não há dúvida que certos homens, nas suas profissões, cumprindo basicamente as regras e normas da profissão, conseguem dar um toque, um cunho, quase sem se notar, e assim transformam para melhor o que muitas vezes se torna fastidioso. Cansativo.
Um simples, muito simples exemplo: o "Orai irmãos" tem outro, como direi, outra comunicação, quando dito "Orai meus irmãos". 
E toca-nos. Foi assim que hoje senti, enquanto pensava no que inesperadamente se passou.
Nestes momentos, mais revolta sinto ao analisar o comportamento dos tontos do politicamente correcto, que se consideram superiores aos outros quando, nenhum de nós assim se deve comportar. Respeito mútuo, tolerância, que bem necessitados estamos.
AC

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Escola pública, Escola privada

1. Repetindo-me, tento sempre nunca esquecer que comentar sem conhecer todas as vertentes de um dado assunto é sempre arriscado. Como estou numa sociedade em que, de todos os lados das várias barricadas que erguem, nunca contam as verdades todas, mais uma vez vou arriscar. Como se pode retirar do que se ouve e lê desde há várias semanas, uns ocultam partes das questões e dos antecedentes, outros disfarçam ou mesmo escondem vigarices, outros mentem mesmo. Com ideologia, sem ideologia, sem inocência nenhuma. E total ausência de vergonha.


2. Estabelece a CRP, no seu Art. 9º, (Tarefas fundamentais do Estado), na alínea f) - Assegurar o ensino e valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa; Mais à frente, no Art. 43º, nos nºs:
1º. É garantida a liberdade de aprender e ensinar.
2º. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas, ou religiosas.
3º. O ensino público não será confessional.
4º. É garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas.
No Art. 74º, nº 2, alínea a) - Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar; alínea f) - inserir as escolas nas comunidades que servem….......
No Art. 75º nº 1 - O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população, e no nº 2 - O Estado reconhece e fiscaliza o ensino particular e cooperativo nos termos da lei.

3.  Penso que se deve recordar, ter presente, para ponderar sobre o assunto:
a. Como era a rede escolar antes do 25 de Abril de 1974? No mínimo, deficiente, e com largas camadas da população sem acesso ao ensino.
b. O que se atingiu até ao presente.
c. O que a demografia, ou seja, o decrescente número de crianças, alterou no nosso País; menos alunos, e as inevitáveis consequências: menos turmas, necessidade de menos professores, necessidade de reafectar recursos.
d. Que foram fechando escolas ano após ano, como fizeram vários ministros incluindo socialistas, e particularmente Maria de Lurdes Rodrigues, que parece não pensar exactamente como o seu antecessor Marçal Grilo.
e. Que existem colégios em determinadas zonas do centro e sobretudo Norte do País Continental que datam de antes de 25 de Abril. E outros surgiram depois.
f. Que existem colégios particulares ligados à Igreja Católica, mas outros não.
g. Que existem colégios que prosseguem o seu caminho naquilo que eu designaria pelo campo da decência.
h. Que parece existir negociatas escandalosas neste âmbito, como já foi desmascarado por exemplo na TVI acerca do grupo GPS e, de acordo com o que me recordo, envolvendo gentinha ligada a vários partidos, inclusive notáveis do PS.
i. Que foram construindo escolas públicas onde não as havia e só havia escolas privadas.
j. Que algumas privadas terão sido construídas por quem provavelmente tinha tido responsabilidades no Ministério da Educação ou por alguém ligado a essas pessoas. Descobriram um furo!!
k. Que existem escolas públicas com bons resultados, outras com fracos. Idem para as escolas privadas.
l. Que nos professores, a CGTP sempre teve um dos seus bastiões. Presumo que a influência deve ser muito menor em relação aos docentes que ensinam no privado, o que muito deve irritar a CGTP, e o que acumula com a irritação resultante de menor sindicalização e de menos professores no activo.
m. Apesar de calada no início deste “tumulto”, a Igreja Católica começa a posicionar-se.
n. Parece-me verdadeiro o argumento de que o contribuinte paga a escola pública e também a privada, pois existindo os tais contratos de associação, sai dinheiro do OE. Mas o inverso parece-me igualmente verdadeiro, pois quem tem os filhos na privada paga na mesma as escolas públicas através dos impostos.
o. O PM garantiu ontem na TV que os contratos serão mantidos. Não vi, mas parece que disse qualquer coisa como, por exemplo, se uma criança está no 7º ano, vai manter-se o contrato e ela acabará o 8º e o 9º! E então, não acaba nessa privada o 9º, 10º, 11º, 12º?
Pois é!!!!
p. Há os que sonham, muito, e por ideologia defendem a escola pública mas,.........entretanto, pagam escolas privadas aos filhos. Mas sonham! Tal como no passado, os governantes que gritavam aos ventos a favor da escola pública mas metiam os filhos nas escolas privadas!
q. Parece-me claro que, se não houvesse contratos de associação, as mensalidades nos privados seriam ainda mais elevadas e, nesse caso, só os abastados lá podiam colocar os filhos.
r. Há liberdade de escolha apenas entre escolas públicas? Não há, o sistema não permite.
s. Há liberdade de escolha apenas entre escolas privadas? Há.
t. Será de apoiar uma escola privada com longa história e enraizamento comunitário?
u. Que pensar das contas, dos custos por turma, que em cada lado da barricada se avançam para confundir o cidadão comum?
v. Que escolhas criteriosas como alguns defendem, para eleger a melhor escola, em locais onde comprovadamente não existem alunos suficientes para as infra-estruturas todas entretanto edificadas? 
x. Não foi erigido na escola pública um sistema que entre muitas outras coisas consagra os horários zero, e onde sindicalistas o são por anos e anos consecutivos, não dando se calhar aulas porque andam sempre em trabalho político?
y. O que permite a Concordata quanto a estabelecimentos de ensino?
w. A concorrência é salutar ou não?

4. As opiniões são para se respeitar, eu respeito as outras. Que concluir? Concluo que:
a. Em primeiro lugar que todos defendem o seu campo. BE, PCP, PEV, PS, dizendo defender a CRP (??) mas defendem sobretudo as suas posições sindicais e, parece-me, do que li em documentação relativa aos trabalhos da Constituinte, que agora estão a procurar levar à prática o que nessa altura pouco ou não conseguiram.  O BE então anda numa campanha demagógica radical.
Por exemplo, a CRP estabeleceu em 1976 apenas - que o Estado fiscaliza o ensino particular supletivo do ensino público. Ora actualmente o normativo é diferente (ver o parágrafo 2 supra).
E é conhecida a angústia do PCP e do BE quanto às alterações efectuadas depois de 1976.
b. É aliás interessante verificar posições de certos Constituintes, em que se degladiaram quanto ao termo supletivo, e em afirmações noutras discussões como  - o fim último da revolução, a construção de uma sociedade socialista ........em que a garantia dos direitos fundamentais deve ser assegurada da forma mais compatível com os interesses da sociedade.......não concordamos com a consagração de um direito fundamental à criação de escolas privadas.
c. Conhecendo alguma coisa dos portugueses, conhecendo muitos burocratas, tendo alguma noção do que tem sido o Ministério da Educação designadamente de 1991 para cá, não acredito que o Ministério tenha apurado com rigor/conheça o que custa, cada escola secundária do País, cada escola primária, cada faculdade. Até porque, à boa maneira de certos senhores, não contabilizam ou contabilizam mal certos parâmetros. 
Em todo o lado se tem de levar em conta: os salários dos professores, os dos restantes funcionários, a electricidade, a água consumida, as lâmpadas e sobressalentes mais diversos consumidos, o papel, os consumíveis das mais variadas máquinas, as horas extraordinárias mensais, o aluguer de viaturas, a manutenção dos mais diversos equipamentos e das instalações, a substituição de material escolar e de material desportivo, etc. Em síntese, tenho as maiores dúvidas sobre as contas relativas à escola pública, mostradas tão abaixo das contas/ custos das escolas privadas.
d. Ainda quanto a custos, creio andar perto da falácia esta coisa dos custos. O que quero dizer é que, se de há anos o ME estabeleceu um custo por turma de 20/22 alunos para atribuir o subsídio no âmbito do contrato, aliás ajustado ao longo do tempo, então não é de esperar que ao fechar hipoteticamente turmas/escolas privadas e passar os alunos para a pública, o custo na privada passa automaticamente para a pública, não há portanto poupança nenhuma? 
e. Creio que uma parte dos colégios, particularmente aqueles como os  que foram denunciados estarem numa rede/ grupo muito questionável, está a movimentar-se em todos os níveis, até porque tem imensas ligações, ao que parece, pelo menos aos partidos do antigo arco da governação.
f. Parece-me, por outro lado, que existem em várias partes do País Continental situações anacrónicas no que respeita à concentração de escolas em zonas de cidades e não só muito restritas. Como foi possível? Uma resposta pertinente será porque os interesses de construtores, certos interesses privados ligados ao ensino, a isso levaram.
Mas talvez não só. Pode ter havido quem laboriosamente teceu uma malha no passado e que agora está prestes a dar frutos: construir mesmo não havendo gente para lá meter. E por isso foram fechando escolas. Agora, toca de fechar privados. Será?
g. Por outro lado ainda, creio muito razoável que o governo comece a acabar com certas negociatas. Porém, acabar com essas negociatas, não devia significar fechar tudo o que for privado.
h. Qual vai ser o resultado disto? Não sei, não sou adivinho. 
Mas desde já acho curioso, no mínimo, este ataque cerrado a escolas privadas quando, aparentemente, existem cerca de 500 em todo o País e apenas 79, repito, 79, têm contratos de associação. Não é estranho tudo isto?
i. Bem, se calhar não é nada estranho, quando se lê atentamente certos constituintes que raivosamente se opuseram a que ficasse consagrado na CRP 1976 o direito efectivo de pessoas famílias e grupos quanto a ensino privado.
Ensino privado que, obviamente para mim, não pode nunca deixar de ser rigorosamente fiscalizado e proceder integralmente de acordo com as várias normas definidas pelo Ministério de Educação. Mas vale a pena continuar a construir escolas públicas em certas zonas, só porque a CRP estabelece o que estabelece? Tenho dúvidas que num País com as dificuldades do nosso isso deva prosseguir.
j. Conclusão final: mais uma geringonçada, ainda que se deva (já devia ter sido) corrigir as pouca vergonhas que estejam no terreno. Mas deixem-se de ataques à igreja católica e a privados que cumpram escrupulosamente com as normas que o Estado, constitucionalmente, tem o dever de impor. E ainda quanto aos contratos, andam por aí os do costume com a sua habitual superioridade intelectual a dizer que têm base ostensivamente ilegal. Ilegal? Se me disserem que prosseguem linha diferente do PCP, do BE, aí percebo o argumento. Se forem ilegais, rapidamente os tribunais o confirmarão. Mas parece que o ME não quer ir por aí, porque será?
AC

domingo, 8 de maio de 2016

Prof Vital Moreira, não se indigna?

Túnel do Marão.
Preciosidades várias. A inauguração em si.
Uma infra-estrutura que, diga-se o que se disser, é útil.
Depois, os patetas que acham que acabou "os de lá e os de cá".
Depois, o nosso novo messias agora no papel de PM a fugir dos fotógrafos para não haver para a posteridade uma fotografia com Sócrates.
Depois o ex-PM Passos Coelho que inaugurou mas que não vai a inaugurações. Espantoso.
Depois, ou vi mal?, um membro do clero a abençoar a coisa.
Oh Prof Vital Moreira, lá porque a sua mulher é ministra, não se insurge com este atentado à CRP?
Pois eu penso que, se não se deve esquecer a percentagem enorme de católicos na sociedade portuguesa, e não os afrontar como alguns insistem, nas inaugurações não devem estar a abençoar os membros da igreja católica ou de outras crenças religiosas. Mas enfim, sou eu que serei tonto a pensar assim. Podem ser convidados para as cerimónias, mas ficarem quietinhos.
Fico triste, muito triste, por ver que um dos campeões do "estado laico" não se insurgiu imediatamente, por verificar estar a deixar passar horas após o evento sem manifestar pública discordância sobre este desvio notório do relevante princípio constitucional.. Coerências.
AC