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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

APRESENTAÇÃO  DE  CUMPRIMENTOS
É um ritual protocolar.

Como cidadão comum não me causa qualquer espanto que, por exemplo, na Madeira ou nos Açores, o novo procurador chefe na Região, ou um novo chefe militar, ou o chefe da PJ nesses arquipélagos, etc., após empossados nos cargos apresentem cumprimentos ao presidente do governo regional, ao representante da República, etc. 

Por outras palavras, não encontro nada de especial que as chamadas forças vivas tenham entre si encontros iniciais de apresentação, para se darem a conhecer.

Como não encontro nada de especial que, no Continente, depois de empossados, os responsáveis pelas, ordens profissionais, sindicatos, associações sócio-profissionais, lideres parlamentares, dirigentes dos hospitais, reitores das universidades, chefes militares, PGR,  reguladores, etc., apresentam cumprimentos aos Presidentes da República/ Assembleia da República/ supremo tribunal de justiça, / supremo tribunal administrativo/ tribunal de contas, ao presidente do sindicato dos oficiais de justiça, aos presidentes dos principais clubes de futebol, ao director da PJ, aos chefes das forças de segurança, aos pilotos das barras, aos presidentes das câmaras na região onde exercerão o seu trabalho, ao cardeal patriarca, aos donos dos supermercados Pingo Doce, Continente, Lidl, Aldi e Mercadona, ao somos dos maiores OCS, e se dêem ainda a conhecer aos porteiros das casas de fado e empresas da noite.

AC

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

BRINCANDO  COM  PROTOCOLO

Lembrei-me das bimbas que penduram o casaco nas costas da cadeira e da brincadeira que em tempos vi algures.

AC


segunda-feira, 11 de abril de 2022

E M E N T A S

Há uns anos fui convidado para almoçar a bordo de um navio de guerra Alemão. Ao vasculhar agora na garagem arquivos e espólio diverso encontrei a ementa…………

Confesso que já não recordo exactamente o que comi, tenho a certeza de que não foi nada mau ……houve aperitivos…..no final café….não consigo explicar. 


AC

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PROTOCOLO à MODA do BE
Será que a criatura se inspirou nisto, nesta palhaçada em Espanha?
Como curiosidade, e comprovando que apesar de tudo existe uma vantagem neste protocolo à BE, é que não perdem tempo a pensar onde pendurar o casaco!!!!! Primeiro, pensam pouco, depois nunca sabem para que cadeira atiram o casaco.
Reparem no jocoso do comentário espanhol à postura deste alcaide! 
Ok, concedo, o homem levava casaco e abotoado.
Em alguns OCS argumenta-se que Costa foi apanhado de surpresa com o nível de recepção por parte das autoridades Angolanas.
Palavras para quê.
Uma coisa me parece evidente, Costa portou-se como está habituado, e tem uns assessores notáveis, e diplomatas portugueses em Angola igualmente fantásticos. Será a este nível estratégico que Augusto se referia?
António Cabral (AC)

terça-feira, 24 de julho de 2018

HOMENS de PALAVRA
O que é um homem de palavra?
O que é detentor de valores, interiorizados, bem alicerçados. Que, na vida quotidiana, as suas postura e acções confirmam plenamente a concretização das suas palavras.
Valores como por exemplo honestidade (intelectual e material), ser digno de confiança. 
Valores, estes e outros, muito importantes, indicadores claros de carácter.
Naquela coisa a que vulgarmente se chama "as elites" dirigentes (na política e em outros sectores da sociedade) e onde abunda a cartilagem no lugar onde os decentes têm coluna vertebral (vértebras ósseas), e valores como os supra referidos e muitos outros escasseiam.
Lembrei-me disto, de novo, a propósito do que vou vendo por aí.
A mentira dos números, de todos os lados, a sua manipulação sem indicação de bases de partida, o anúncio em catadupa do que uns e outros vão fazer sem nunca dizerem nem sequer vagamente - ZERO - como o vão fazer, que etapas, etc.
O branqueamento do passado. 
A gritaria e falta de educação do costume.
Como me refiro acima à falta de educação, há uma narrativa sempre em voga que defende que na política e nos jogos parlamentares há muita gritaria, vozearia, etc, que nada tem de falta de educação. 
É muito engraçado, dizem que é mesmo assim.
Pela minha parte continuo a duvidar das pessoas que são educadas numa ocasião e noutras nem tanto (não vou usar o termo ordinárias).
Mas da minha experiência de vida, lembro-me sempre do ano de 1996, 8 de Julho, em frente à igreja nos Jerónimos. Competia-me ser o primeiro na linha de recepção protocolar. 
E estendi a mão a retribuir o cumprimento dos escassos dos altos dignitários que me estenderam a mão. 
Sei bem os que o não fizeram. 
A sua conduta política posterior confirmou sempre o que observei nessa manhã de Julho. 
Sobranceria, pesporrência, falta de educação, falta de cortesia.
Sei também de um senhor (????) que uma vez em visita oficial ao Porto/ Douro, não cumprimentou aquele que na altura era o "dono da casa" que ia ser visitada. 
Não era precisa a sua conduta posterior (pessoal e política), desgraçada, para avaliar o carácter de criatura tão reles.
Comovo-me pouco com as palavras de certos senhores na actualidade, e que se acham os donos do País e que, provavelmente, na intimidade aplicam aos concidadãos as frases atribuídas ao Rei D.Carlos. 
E recordo, anos atrás, entre outras coisas, como sobretudo um senhor (????) tratou o seu antecessor, esse sim um Senhor.
Homens de palavra? Precisávamos de imensos.
AC

quarta-feira, 19 de abril de 2017

TRATAMENTO DEVIDO A MEMBROS DA IGREJA CATÓLICA
> PAPA - Santidade
> Cardeal - Eminência
> Arcebispo e Bispo - Excelência
> Cónegos, Prelados - Mui Ilustre
> Párocos, etc - Reverendo

Porque me lembrei disto?
Ás 2000 horas desta agora passada 3ª Feira, estava a iniciar-se a missa na capela mortuária da Igreja ao Campo Grande.
Porque o Carlos faleceu ontem, inesperadamente, nem 5 meses passaram desde que se descobriu o problema. Tinha feito 67 anos.
E não há dúvida que certos homens, nas suas profissões, cumprindo basicamente as regras e normas da profissão, conseguem dar um toque, um cunho, quase sem se notar, e assim transformam para melhor o que muitas vezes se torna fastidioso. Cansativo.
Um simples, muito simples exemplo: o "Orai irmãos" tem outro, como direi, outra comunicação, quando dito "Orai meus irmãos". 
E toca-nos. Foi assim que hoje senti, enquanto pensava no que inesperadamente se passou.
Nestes momentos, mais revolta sinto ao analisar o comportamento dos tontos do politicamente correcto, que se consideram superiores aos outros quando, nenhum de nós assim se deve comportar. Respeito mútuo, tolerância, que bem necessitados estamos.
AC

domingo, 6 de novembro de 2016

Rituais
A vida está cheia de rituais.
Olhe-se ás épocas festivas, que anualmente se celebram.
Vejam-se os rituais e praxes e tradições nas cerimónias rotineiras na AR, por ocasião do 25 de Abril, ou na tomada de posse de um novo PR, ou no início de uma legislatura.
Veja-se o caso da abertura do ano judicial.
Observe-se o ritual da declaração/ informação ao povão de decisões consideradas (??) importantes do Tribunal Constitucional, em que um "corvo" pia e os outros assistem sorumbáticos.
Vejam-se as paradas do 10 de Junho.
Em todas, umas que poderão ser melhor entendidas que outras, se vislumbra de facto um conjunto de rituais, de paramentos e fatiotas.
Mas rituais existem que ás vezes deixam algo a desejar.
Em todas as cerimónias, civis e militares, as coisas devem processar-se com elevação e dignidade, com respeito pela história das instituições.
Na sucessão dos procedimentos, dos actos, dos desfiles, das atitudes respeitadoras, tudo têm uma determinada razão de ser.
Recordo a propósito, que a maioria das pessoas, incluindo muitas que por formação e conhecimento deviam comportar-se decentemente, se ri e escarnece dos protocolos e de quem os serve e serviu, achando-os muitas vezes ridículos.
Conheci bem certos casos e certos farsantes.
Esquecem que o protocolo tem como razão de ser que as cerimónias decorram com ordem e com respeito, pelo cerimonial, pelas precedências protocolares, pelas regras e tradições. Porque tudo tem o seu significado.
Porque todos os detalhes têm em vista uma organização do evento/ cerimónia, onde tudo e todos tem o seu momento, o seu lugar, a sua função.
Para que tudo, enfim, decorra com normalidade, como programado, sem atropelos.
Mas de vez em quando assiste-se a cenas caricatas. 
Como aquela a que assisti, na habitual cerimónia importantíssima de Maio, no ano de 2005 celebrada na ilha de Sta Maria, em que alguns figurantes/ figurões da vida pública se acotovelavam na linha da frente do palanque que fora montado para a cerimónia. 
Creio que tinha falhado uma marca no chão, para um VIP.
No caso que recordo, a maioria dos que lá estavam eram tão somente "Very Important Potatoes". 
Vários continuam hoje a "atazanar" a vida dos cidadãos.
António Cabral