A DEMOCRACIA e os seus RITOS
Em democracia deve ou não haver cumprimento de certos ritos ?
Sim, em minha opinião sim.
Um rito, um ritual, uma cerimónia, têm também função social.
Um rito é, de certa forma, uma reafirmação periódica de um dado evento passado.
Mas, olhando a certas coisas que se são a avolumar, será que estou a exagerar ou, estão a aparecer uns esgares patéticos de certas criaturas, uns apelos sucessivos ao respeito pelas instituições (que lhes é devido), uma atribuição de condecorações a torto e direito, viagens para cá e para lá, discursatas constantes sem qualquer alteração de situações/ resolução de problemas, silêncios ensurdecedores sempre que convém acautelar o próximo mandato, etc? É que me dá a sensação de estar a ver coisas parecidas com o antes 25 de Abril.
Estarei a exagerar? Oxalá, e que tudo esteja melhor do que me está a parecer.
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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quarta-feira, 3 de julho de 2019
domingo, 6 de novembro de 2016
Rituais
A vida está cheia de rituais.
Olhe-se ás épocas festivas, que anualmente se celebram.
Vejam-se os rituais e praxes e tradições nas cerimónias rotineiras na AR, por ocasião do 25 de Abril, ou na tomada de posse de um novo PR, ou no início de uma legislatura.
Veja-se o caso da abertura do ano judicial.
Observe-se o ritual da declaração/ informação ao povão de decisões consideradas (??) importantes do Tribunal Constitucional, em que um "corvo" pia e os outros assistem sorumbáticos.
Vejam-se as paradas do 10 de Junho.
Em todas, umas que poderão ser melhor entendidas que outras, se vislumbra de facto um conjunto de rituais, de paramentos e fatiotas.
Mas rituais existem que ás vezes deixam algo a desejar.
Em todas as cerimónias, civis e militares, as coisas devem processar-se com elevação e dignidade, com respeito pela história das instituições.
Na sucessão dos procedimentos, dos actos, dos desfiles, das atitudes respeitadoras, tudo têm uma determinada razão de ser.
Recordo a propósito, que a maioria das pessoas, incluindo muitas que por formação e conhecimento deviam comportar-se decentemente, se ri e escarnece dos protocolos e de quem os serve e serviu, achando-os muitas vezes ridículos.
Conheci bem certos casos e certos farsantes.
Esquecem que o protocolo tem como razão de ser que as cerimónias decorram com ordem e com respeito, pelo cerimonial, pelas precedências protocolares, pelas regras e tradições. Porque tudo tem o seu significado.
Porque todos os detalhes têm em vista uma organização do evento/ cerimónia, onde tudo e todos tem o seu momento, o seu lugar, a sua função.
Para que tudo, enfim, decorra com normalidade, como programado, sem atropelos.
Mas de vez em quando assiste-se a cenas caricatas.
Como aquela a que assisti, na habitual cerimónia importantíssima de Maio, no ano de 2005 celebrada na ilha de Sta Maria, em que alguns figurantes/ figurões da vida pública se acotovelavam na linha da frente do palanque que fora montado para a cerimónia.
Creio que tinha falhado uma marca no chão, para um VIP.
No caso que recordo, a maioria dos que lá estavam eram tão somente "Very Important Potatoes".
Vários continuam hoje a "atazanar" a vida dos cidadãos.
António Cabral
A vida está cheia de rituais.
Olhe-se ás épocas festivas, que anualmente se celebram.
Vejam-se os rituais e praxes e tradições nas cerimónias rotineiras na AR, por ocasião do 25 de Abril, ou na tomada de posse de um novo PR, ou no início de uma legislatura.
Veja-se o caso da abertura do ano judicial.
Observe-se o ritual da declaração/ informação ao povão de decisões consideradas (??) importantes do Tribunal Constitucional, em que um "corvo" pia e os outros assistem sorumbáticos.
Vejam-se as paradas do 10 de Junho.
Em todas, umas que poderão ser melhor entendidas que outras, se vislumbra de facto um conjunto de rituais, de paramentos e fatiotas.
Mas rituais existem que ás vezes deixam algo a desejar.
Em todas as cerimónias, civis e militares, as coisas devem processar-se com elevação e dignidade, com respeito pela história das instituições.
Na sucessão dos procedimentos, dos actos, dos desfiles, das atitudes respeitadoras, tudo têm uma determinada razão de ser.
Recordo a propósito, que a maioria das pessoas, incluindo muitas que por formação e conhecimento deviam comportar-se decentemente, se ri e escarnece dos protocolos e de quem os serve e serviu, achando-os muitas vezes ridículos.
Conheci bem certos casos e certos farsantes.
Esquecem que o protocolo tem como razão de ser que as cerimónias decorram com ordem e com respeito, pelo cerimonial, pelas precedências protocolares, pelas regras e tradições. Porque tudo tem o seu significado.
Porque todos os detalhes têm em vista uma organização do evento/ cerimónia, onde tudo e todos tem o seu momento, o seu lugar, a sua função.
Para que tudo, enfim, decorra com normalidade, como programado, sem atropelos.
Mas de vez em quando assiste-se a cenas caricatas.
Como aquela a que assisti, na habitual cerimónia importantíssima de Maio, no ano de 2005 celebrada na ilha de Sta Maria, em que alguns figurantes/ figurões da vida pública se acotovelavam na linha da frente do palanque que fora montado para a cerimónia.
Creio que tinha falhado uma marca no chão, para um VIP.
No caso que recordo, a maioria dos que lá estavam eram tão somente "Very Important Potatoes".
Vários continuam hoje a "atazanar" a vida dos cidadãos.
António Cabral
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