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quinta-feira, 25 de maio de 2023

AS FÉRIAS de VERÃO dos PORTUGUESES

As férias dos portugueses e apesar das loas socialistas sobre a economia a crescer mas 8eles próprios confessam) que ainda nada ou quase nada chegou aos bolsos dos tugas tenderão, cada vez mais, para serem passadas em estâncias espanholas mais humildes que as de há duas décadas! 

Nada de Algarve, Minho, Alentejo ou estrangeiro mais puxado.

AC



sexta-feira, 14 de maio de 2021

Os  PORTUGUESES  ESTÃO  ATENTOS ?

"Os Portugueses, todos eles, estão naturalmente atentos".

Mais uma tirada, grandiloquente que, espremida, diz e vale ZERO. Que correspondência com a realidade do país, com a realidade da maioria das famílias portuguesas?

O actual inquilino do Palácio de Belém creio que se saiu com esta tirada a propósito de perguntas que lhe colocaram sobre o Novo Banco e os saltimbancos que por lá andam.

Os Portugueses, todos eles, naturalmente estão atentos ? 

Atentos a quê ?

Se Portugal produz pelo menos metade do que precisa para se alimentar ?

Se Portugal tem uma Defesa Nacional adequada à nossa realidade ?

Aos problemas graves no seio das Forças Armadas ?

Atentos e preocupados com os militares, se têm carreira estruturada e ganham decentemente ? Se têm meios adequados para cumprir as missões ?

Às cativações do ministro das finanças?

Ao encerramento da central em Matosinhos?

Ao vergonhoso e escasso caudal do Tejo, observável em vários pontos desde Abrantes?

Ao estado comatoso do Arsenal do Alfeite ?

Aos convites de Marcelo e Costa para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril ?

Às comemorações dos 100 anos do PCP ?

À vergonha de um PM ter quase 50 pessoas no seu gabinete ?

À pouca vergonha de persistir secreto tudo o que rodeia a venda do Novo Banco ?

Às hordas das juventudes clubísticas, Sporting, Benfica, Porto ? 

Aos debates parlamentares ?

À comissões parlamentares de inquérito ?

À Groundforce ?

Ao BPP, ao Montepio, ao Novo Banco, ao Eurobic ?

À venda das barragens da EDP ?

Ao ascensor social ?

Ao futuro da advocacia ?

À vergonha que é Tancos ?

Ao CENSOS 2021 ?

Aos disparates de Constança Urbano de Sousa ?

Às sucessivas declarações de Marcelo e Costa ?

Aos discursos sobre a corrupção ?

Às criaturas Vieira, Leão, Ivo, Centeno, Sócrates, Lima, Ricardo, Moniz ?

À escassez de "chips"  ?

Às propinas nas faculdades públicas ?

Ao salário mínimo Europeu ?

Se faltam frutos vermelhos nos supermercados ?

Aos disparates da Sra Dunem ?

Às vastas e sucessivas mentiras e promessas do PM, como no que se refere a computadores, só para dar um dos inúmeros exemplos ?

Não, a esmagadora maioria dos portugueses está atenta, à raspadinha, ao Euromilhões, ao Totoloto, ao Totobola, ao futebol, à praia, às notícias (??) nas revistas cor de rosa, aos programas folclóricos em certos canais de televisão, às tonteiras diversas e parvoíces de divórcios, férias dos famosos, etc.

É a noção que tenho de cada vez que vou jogar o Euromilhões e observo os meus concidadãos dentro da papelaria/ livraria. 

Presto muito atenção a isto há muito tempo.

António Cabral (AC)

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

OS  PORTUGUESES  E  AS ELEIÇÕES 

De eleição para eleição a abstenção vem subindo, assustadoramente.

Na família, sobretudo com os idosos já desaparecidos, que se queixavam de como as coisas estavam (estou por exemplo a referir-me aos desabafos deles por volta dos finais dos anos 80 do século passado) sempre lhes disse - não vai votar e agora queixa-se, não me parece que tenha moral para falar assim - ficava silencioso, fuzilando-me com os olhos.

Os analistas e sabedores (!?!?) destas coisas avançam com as causas sociais e culturais as mais diversas. Salvo melhor opinião, nunca vi uma campanha a sério protagonizada pelos poderes públicos que estão na altura em cada eleição, presidenciais, legislativas, autárquicas, regionais. NÃO LHES INTERESSA NADA COMBATER A ABSTENÇÃO, É A MINHA OPINIÃO !

Mas é pena as pessoas não atentarem nas coisas da vida, porque lhes afecta a vida, e não mostram querer mudar de postura. Depois queixam-se. Deviam atentar nesta explicação simples. Está em espanhol, mas percebe-se lindamente.

É que em 2021 chegam as presidenciais e mais para o fim do ano as autárquicas. Veremos quantos portugueses vão decidir, pela sua inação e bovinidade e mansidão e conformismo, continuar a comer a m...... frita. Aposto que vão ser imensos. Queixam-se depois!

AC

segunda-feira, 3 de junho de 2019

GUERRILHEIROS  PALAVROSOS
Guerrilheiros palavrosos, depende do entendimento de cada um qualificar certas pessoas, homens e mulheres, com este carimbo.
Na nossa AR por exemplo é um fartar vilanagem, misturando a guerrilha com a falta de educação que, argumentam, é prática de sempre ao abrigo regimental!!! Não é falta de educação, é regimento, dizem!!!!!
Há palavrosos de tipologia variada.
Há os de cabelo grisalho/ branco que sempre beberam do fino e de vez em quando escrevem ou dizem umas coisinhas a parecer que são contra os seus amigos os quais os enchem de tachos e sinecuras controladoras, há os que vão à TSF e entre flechas para todo o lado cantam loas aos mandantes do partido, há o intrujão - mor que tem a lata de se insurgir quanto ao estado dos serviços públicos nomeadamente os transportes ao ponto da sua apoiante Mortágua se insurgir veementemente, e agora o professor Marcelo a esmerar-se cada vez mais.
Enfim, os exemplos são às centenas, e mostram à saciedade o espectáculo triste em que este rectângulo e as suas ilhas se transformou. Até o Centeno já discute política de alto gabarito, no intervalo das ordens para as cativações.
Desgraçado País.
AC

quinta-feira, 4 de junho de 2015

NÃO TÊM VERGONHA NENHUMA NA CARA
A começar por muitos portugueses, que continuam a não entender o que é a vida, o que andam a fazer neste mundo, a pensar que o dinheiro cai do céu, como a chuva.
Podiam começar exactamente a pensar na chuva.
Ano de pouca água caída lá de cima, barragens em baixo, maiores gastos de água para os agricultores com reflexos nos produtos para venda e dificuldades acrescidas para quem precisa de comprar.
Mas a célebre "quem vier atrás que feche a porta" é ideia sempre presente da maioria dos meus concidadãos.
Acabado de fazer um "zaping" pela NET deparo com várias coisas que elucidam bem quantos andam por aí sem vergonha nenhuma na cara. Mas fico-me pelo economista que é inquilino de Belém. Exactamente, o actual PR. Que já foi PM, cerca de 10 anos, e no seu "reinado" a pesca nacional estoirou. É uma discussão que não é simples de fazer, mas continuo convicto de que várias coisas podiam ter sido um pouco diferentes.
Também nesta matéria, como em tudo o resto, coloco a questão da justiça à frente de todas as outras considerações. Pois com justiça a sério, talvez várias das falcatruas que se cometeram durante anos pudessem ter sido avaliadas diferentemente. Adiante.
Mas a realidade, é que hoje, muitos dos que no passado se esqueceram desta coisa simples - "Portugal é quase como uma ilha, água por todo o lado, uma ZEE brutal", hoje pavoneiam-se em aberturas de conferências, apelando a mudanças de paradigmas, que os oceanos têm que desempenhar maior papel na nossa economia, etc.
Mais conferências, mais um batalhão de especialistas nacionais, mais uns croquetes, e sorrisos de plástico para as revistas "fácies", "fuças", e "trombis".
Entretanto, pequenos detalhes:
- quantos estaleiros nacionais de pequena, de média e de grande dimensão existiam em 1987, e quantos existem hoje?
- qual a frota de pesca costeira e de arrasto, em 1987 e hoje?
- qual a quantidade e idade de navios da Marinha de Guerra adequados à fiscalização da pesca e salvamento marítimo em 1987 e hoje?
- que indústrias nacionais de transformação de pescado existiam em 1987 e existem hoje?
- qual o preço das embarcações de vela para aprendizagem e treino de jovens comparativamente com o praticado em Espanha?
Não vale a pena continuar, é tão triste.
O paradigma que devia mudar é o relativo à cambada que destruiu o País, e sobretudo à cambada que assistiu deleitado a essa destruição e que se tem governado à grande e à francesa, antes durante e após as três bancarrotas.
AC

terça-feira, 21 de abril de 2015

PORTO - BAYERN
Lamentavelmente, o FCPorto foi eliminado. Tenho muita pena. 
Felizmente que os meus netos (o mais velho tem onze anos, são do Sporting) não saberão que estou a escrever isto. Dizem que eu sou do Porto, porque algumas vezes me ouvem dizer que, normalmente, os do Porto lutam mais que os clubes do Sul. Não tenho clube de futebol, ligo pouco a este desporto, enoja-me o que se passa a nível mundial e nacional nos bastidores. 
Mas gosto de ver bons jogos de futebol  pela TV. Adorei a vitória cá, por 3-1.
Agora, eu que não percebo nada disto, palpita-me que nem os filósofos da bola vão conseguir explicar a inação da 1ª parte Portista. Entre os 60 e 70 minutos, o Porto mexeu-se, e os alemães andaram mais atrapalhados, sem estarem aflitos. 
É que cá, penso, o Bayern entrou sobranceiro e o Porto aplicou-se. 
Hoje foi um bocado ao contrário. Eles hoje foram muito profissionais. 
Penso que o Porto só o foi a partir de poucos minutos antes do golo.
Isto paga-se,muito caro.
E para o concidadão que me parece honrar pouco a nobreza de um bom futebol, digo que aplaudo sem ser de joelhos o que vejo de bom. Sem clubite asquerosa. 
Pena que o Porto não se tenha aguentado. Gostava de ter visto os alemães eliminados, e não por causa da Merkel.
Mas se calhar os patetas que dizem certas coisas não merecem que as pessoas civilizadas gostem de ver bom futebol e aplaudam sem ser do clube, e nem devem perceber a razoabilidade de se criticar o que está ou corre mal, incluindo o tribalismo rasca.
AC