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terça-feira, 5 de abril de 2022

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PONDEREM SOBRE ESTAS REALIDADES
(Jorge Aires, Domingo, 16 Set 2018, Abril Abril)
"O cumprimento do SMO não facilitava a integração dos jovens na vida ativa e a sua prestação (sobretudo no Exército) não ocorria nas melhores condições de instalação, alimentação e remuneração".
Agora que tantos escrevem sobre SMO.............era bom ponderar sobre estas realidades do passado.
AC

domingo, 3 de junho de 2018

RELEMBRANDO ESCRITORES
> É um fenómeno curioso: o País ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos socialmente uma colectividade pacífica de revoltosos. (atribuído a Miguel Torga)

> Porque a verdade das palavras não está só na sua verdade, mas na coerência com o momento em que se dizem. (atribuído a Virgílio Ferreira)

E agora se repararmos em certos títulos de jornais matinais, temos pérolas como esta do "Público": Portugueses são dos mais satisfeitos com o Governo. Mas não com a vida em geral
Continuamos a ser dos europeus que se consideram menos satisfeitos com a vida. Já na hora de avaliar o Governo, estamos em 4.º lugar dos que mais contentes se sentem.


Como é óbvio, a vida das pessoas não depende nada dos governos. NADA. Isto já nem bêbado se aguenta.
AC

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

REALIDADES,.......PARA  MIM  BEM  LAMENTÁVEIS

Dizem, pelo menos certos analistas/ comentadores/ jornalistas, que o eleitorado decide em função do presente e de um futuro de muito curto prazo.
Os que tentam convencer o eleitorado jogam nesta pouca vergonha e jogam, sobretudo, na bovinidade crescente. 
Arrotos de demagogia sobre a saúde, a educação, a segurança social, as reformas, a dívida, a agricultura, a seca, o ambiente, e por aí fora.
Depois, dizem que o sucesso se mede mede pelos resultados. 

Na hora do fracasso e das dificuldades, na hora de não resolver, de não melhorar, de não transformar, de não tornar as coisas sustentáveis de facto, a culpa é sempre de outros, sobretudo de antecessores. Andamos sempre nisto. 
O eleitorado não pondera de facto em termos de vida, para os seus filhos e netos, ou seja, médio e longo prazo, só pensa..............................................PENSA??????
Desgraçado País, a ser pontapeado desde pelo menos 1700.
ANTÓNIO CABRAL (AC)

sábado, 11 de novembro de 2017

A REALIDADE: 
A que temos,
.........."um país que está velho, pobre e em muitas circunstâncias entregue a si próprio
A fingida, a desigual,
AC

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

TEMOS uma QUESTÃO de REGIME?   SIM?   NÃO?
Como tenho mais tempo livre, vantagem e privilégio de reformado, a tal situação que uns quantos parvalhões referem como estando sempre de férias, leio mais livros, penso mais, fotografo mais, estou mais tempo com filhos e netos, caminho mais a pé, faço muitos mais km de carro (16 meses, mais de 48000,00 km), equaciono o meu País de outras perspectivas, e nunca me esqueço de que não existem verdades absolutas.
Vem isto a propósito do que se vem passando na nossa envolvente e mais concretamente desde Junho passado.

E porquê?
Porque o momento que vivemos, subsequente ás tragédias, mostra com cristalina evidência a fragilidade deste desgraçado País, mostra  o actual governo com o PM à cabeça a mudar à pressa moscas e varejeiras, coloca a nu a desgraça deste País falsamente moderno.
Décadas de tempo perdido, décadas de políticos a servirem-se e não a SERVIR.

Para este "cocktail" temos, o PR da República, o muitas vezes lamentável parlamento, o lastimável habilidoso PM António Costa e o seu inefável governo, o comportamento basicamente lamentável de todos os partidos, os já esperados mas nem por isso menos desprezíveis comportamentos dos corporativismos, os bombeiros, o dinossauro Jaime Marta Soares, a tristemente famosa ANPC onde sobressaíram (??!!??) no sentido mais negativo vários dos seus protagonistas, vários jornalistas e muitos comentadores do sistema, membros das forças armadas e da GNR que creio tiveram uma acção e comportamento de louvar mesmo sabendo que era a sua obrigação, autarcas, etc, etc.

Pomposas reuniões extraordinárias de conselho de ministros,  ministros como Cabrita a correr para Viseu, agora num ápice vários meios aéreos disponíveis o que significa, senhores jornalistas amestrados, que está aí a prova factual apresentada pelo próprio governo acerca da sua incompetência, negligência, criminosa actuação que por exemplo ajudou ao 15 de Outubro.
Temos as discussões iniciadas na AR a propósito do OE, temos os comentários variados de ministros e deputados trauliteiros, e temos o ministro das finanças a aldrabar com o maior dos descaramentos e ninguém ou quase o desmascara violentamente.

Deixo umas questões (entre dezenas) que me azucrinam a cabeça:
> a porta voz da ANPC ao longo das semanas passadas, durante os dias das maiores tragédias, enumerava entre outros elementos, os milhares de operacionais que iam para ali ou acolá; se pretendem colocar os voluntários, que presumo milhares no País Continental, em protecção de casas e pessoas como creio ter percebido, quantos sapadores e etc sobram para o combate? Como os vão distribuir?
> porque não se listam publicamente as empresas com quem há contratos de aluguer de meios aéreos de combate a incêndios? Isso é crime? e a transparência?
> a força aérea estará determinada pelo governo para vir a gerir daqui para a frente os meios aéreos de combate a incêndios; gostava de saber como vão fazer isso; claro que me dizem já, vai ser estudado; sim, OK, mas as bases aéreas e as suas torres de controlo não têm pézinhos para se deslocar pelo Continente; mais, a questão da hierarquia sobre os pilotos civis das empresas que têm os meios aéreos de combate a incêndios e que têm ganho bom dinheiro estes anos todos? etc;

> porque não se explica publicamente como é que o Estado, através do MAI e MF, vai proceder à substituição de veículos os mais diversos e outro material e fardamentos para equipar as corporações de bombeiros, os bombeiros profissionais, o GIPS da GNR, e por aí fora? Transparência?
> porque não se mostra no "sítio" do MAI, o que existe em lei estabelecido para pagar ao pessoal de combate aos incêndios?
> porque não se explica, com rigor, publicamente, a questão das madeiras queimadas, a inerente  (ou não existe?) fiscalização a este negócio?
> porque se reconstroem casas no exacto sítio onde existiam e não nas zonas mais afastadas de floresta? Porque se gasta assim dinheiro?
> imaginando que por varinha de condão todos os idosos, sim porque abaixo dos 60 quase não existem, são reinstalados, como se altera em concreto o que eles não podiam fazer isto é, como se passa à limpeza nessas zonas?

> despovoamento é gritante; vão plantar lá pessoas? ou seja, nada na prática é possível alterar em 10/ 20 anos, pois não? ou acham que sim? que empresas vai o governo puxar para lá, implantar no centro a partir de 2018?
> e os rebanhos, milhares de ovelhas, como repõem os rebanhos dizimados? queijo da serra, entre outros?
> no cumprimento da lei vão obrigar imediatamente as infra-estruturas das estradas a iniciar o corte das árvores de um lado e outro ao longo de todas as estradas nacionais e auto-estradas? e como vão obrigar quanto ás estradas municipais? as autarquias não possuem maquinaria para isso, pois não?
> o patrulhamento de matas e florestas por militares das forças armadas parece que passará a ser uma constante; quanto mais vai isso custar? ou como de costume corta-se na já fraca e diminuta parte operacional das forças armadas e o orçamento da defesa fica só para pagar pessoal?

A lista é infindável, e aposto que nem 500 milhões de euros vão chegar para tudo só em 2018. 
Temos um País desgraçado, ou não? 
Temos que parar e como que fazer contas à vida, a sério, enquanto comunidade, que não apenas pensar no litoral e na malta que faz greve nas grandes cidades, e actuar como que para fazer um orçamento de base zero?
Temos ou não um problema de sobrevivência a prazo?
Temos ou não um problema essencialmente de regime, e reconhecemos que não tudo mas muito do que se fez conduziu a esta desgraça, e tem que ser radicalmente invertido, temos que erradicar muita coisa?
Estou cheio de dúvidas, angustiado, muitíssimo zangado, e creio que temos mesmo um problema gigantesco.
Eu temo o pior.
António Cabral

sábado, 21 de outubro de 2017

COISAS  CONTEMPORÂNEAS (1)
Não é só no nosso desgraçado País, lá fora batem também nas mesmas teclas.
Mas por cá, tal como com os incêndios em que ardeu muito mais área do que em certos países, ou a questão da corrupção que no burgo atinge os maiores mariolas e pouco ou nada acontece enquanto lá por fora sempre vai havendo umas demissões e umas prisões, assiste-se à pressa em legislar, à pressa em continuar a enganar quase todos os concidadãos, observa-se continuamente a famosa cena de mudar as moscas e varejeiras mas a trampa continuar basicamente no mesmo sítio e tão ou mais mal cheirosa.
O Presidente da República apertou o governo e o intrujão - mor aí está com repentismos.
Mal que pergunte: secretário de Estado da proteção civil?
Se continuasse com o mesmo nome anterior não podia ir tratar do que agora pretendem tratar?
Este intrujão-mor continua um traste. Mas muitos gostam destas aldrabices. Continuem.
Outra vertente, na mesma área, mas pretendendo agora muitas vozes que se coloquem as forças armadas em peso nesta questões.
É só para chorar.
Força Aérea a superintender nos meios aéreos de combate aos incêndios? Parece-me muito bem, mas há muitos problemas a resolver.
Forças do Exército e da Marinha por exemplo em acções de vigilância de matas nacionais e florestas? À partida parece bem, mas colocam-se também aqui várias questões. 
Uma, constitucional, que se deve ter presente, e deve determinar que as forças armadas actuem em complementaridade. 
Por exemplo, porque não estão muito mais GNR no patrulhamento do interior?
Porque carga de água a ANPC tem que ser dirigida por um militar de patente muito elevada?
Creio bem que antes de tudo, deviam ponderar as questões do conhecimento, da formação, da liderança, e não andar a encher estruturas com verbos de encher de cabeça cinzenta chutados do interior por CAPO's mas com cartão rosa, vermelho, azul ou laranja.
O que verifico, é que da EDP a muitos outros interesses e corporativismos anda tudo desassossegado. Aguardemos.
AC (21OUT, 1200horas)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DESARMADO, OU............ ENGARRAFADO?
Tempos atrás, um homem da minha profissão, mais velho, e que há muito prezo, utilizou a expressão supra para, suponho eu atrevidamente, querer chamar à atenção dos colaboradores do blogue que ele administra para um crescente e evidente marasmo, ausência de colaboração, sendo evidentes duas honrosas excepções, acho eu!.
O meu ponto aqui não é acerca desse blogue, mas sobre o momento que Portugal vive.
Portugal está desarmado, e não é por causa do que desapareceu ou não de Tancos e agora curiosamente uma parte apareceu hoje numa zona perto da Chamusca, depois de uma denúncia que, julgo ter percebido, envolveu a colaboração da GNR de Loulé. 
Portugal está fragilizado.
A sociedade portuguesa está esfrangalhada.
Como ouvi hoje dizer e concordo plenamente, continuam por aí várias com faro táctico político mas visões curtas isto é, que se vão safando e safando os seus amigos, correligionários, alguns dos seus familiares, as suas máfias. Situação generalizada e com todos os matizes de cores políticas.
Mas existem uns mais que outros, e é observar a ninhada iniciada no tempo de Mário Soares, sim, Macau. E que prolifera.
Atente-se na gestão da crise de hoje e repare-se no curriculum das criaturas, onde e como começaram. Não estou a inventar nada.
Portugal está doente, há muito tempo, e todos o sabem.
Agora, ontem á noite, o Presidente da República falou e iniciou, porventura, uma pequena revolução. 
Ou melhor, creio que quer que ela se faça.
Estou céptico que uma grande reviravolta venha a acontecer. 
Vou aguardar.
Até porque, centrando-me apenas na questão da floresta, todos mentem, todos esquecem rapidamente, todos falam com muita elevação e quase choram na AR mas,...........enganam sempre e continuamente os portugueses.
Melhor, continuam a enganar a esmagadora maioria dos portugueses. 
Eu não me calo, por muito que António Costa me considere infantil e até, se falasse comigo, me pudesse atirar com aquele ar tonto - não me faça rir.
Ah, os grandes autarcas......sim, muitos revolucionaram os seus concelhos e as suas freguesias. Houve muita obra e melhoria.
Mas, ficando-me na floresta e nos campos, quantos presidentes de câmara e de junta de freguesia ao longo das décadas trataram de obrigar cidadãos a limpar terrenos? Coercivamente, metendo queixas, GNR e por aí fora? A limpar matas? Quantos denunciaram o desconhecimento dos donos de terras nos seus concelhos e as inerentes consequências disso? Etc. 
Não, não me venham com conversas, quero ver documentos carimbados, datados e respostas obtidas ou não.
Sim, porque "incomodar" os cidadãos poderia criar um gradual problema de votos, certo? CERTO???
E depois, não é, a base dos partidos está muito pelos autarcas, depois pela associação de freguesias, e de municípios, etc.
O Presidente Marcelo sabe isto, certo?
Os políticos idem, certo?
Onde estão os registos da AR que comprovem as batalhas promovidas ao longo dos últimos 25 anos pelo PCP, pelo BE, para aumentar drasticamente, exponencialmente, as verbas nos OE para prevenção de fogos, para gestão de combustíveis/ biomassa, para formação de pessoal? 
Estou completamente farto de arautos da soberba. 
PS, PSD, CDS, também bem podiam estar mais calados.
E este é o problema, o compadrio, o nepotismo, a promiscuidade, a corrupção, a nomeação de incompetentes como o que começou abençoado por um CAPO, e como o CAPO subiu no partido e na vida ele foi atrás, e acabou num alto poleiro, mas também acabou de forma patética. 
O CAPO deve andar caladinho, a fiscalizar e a tratar de outras coisas, as outras coisas, das várias.
De maneira que, lembrando-me do meu prezado amigo, vou usar a expressão e a fotografia dele. 
Portugal está engarrafado e, temo muito, que nos queiram colocar na boca a rolha da garrafa. Vamos aguardar.
Eu não me calo.
António Cabral




terça-feira, 17 de outubro de 2017

ALHEAMENTO em SOCIEDADE, QUASE BOVINIDADE
Muitos encolhem ou ombros. 
São todos iguais. 
Isto está tudo armadilhado.
Quem vier atrás que feche a porta.
Trata só do teu serviço.
Isso é com os outros.
Isso não é meu.
Etc, etc, etc.
Tantas frases deste calibre povoam a nossa sociedade.
Quase ninguém em Portugal, estou convencido, recorda a história que se contava na escola na minha meninice. Um raminho de vime, qualquer criança parte.
Um molho bem atado, nem um adulto consegue dobrar.
Pois é.
Em vez de criticarmos factos, muito para lá das eleições devemos, TODOS, olhar para o bem público, participar nas freguesias, nas reuniões de câmara periodicamente abertas aos cidadãos, olhar ás petições, ponderar as prioridades, não nos deixarmos arrastar pela espuma dos dias, e muito menos pelos temas patéticos de agendas folclóricas, mas olhar aos reais problemas das pessoas. 
E raciocinarmos sobre os preços, o OE, o sistema de justiça, o sistema de saúde, o que se está a passar na educação, nas Forças Armadas, esta vergonha nacional dos incêndios, a vergonha que é a mansidão da esmagadora maioria dos jornalistas quer perante certos políticos, certos titulares de órgãos de soberania.
Devemos INDIGNARMO-NOS.
Uma cruz de 4 em 4 anos é coisa pouca. 
Nessas alturas não devemos ficar em casa, mas só isso é pouco.
Antes de chegarmos ao fim das nossas vidas vamos lá tomar conta de nós. Não deixemos os trafulhas à vontade.
AC

sexta-feira, 14 de julho de 2017

12 JULHO
É para mim uma data com enorme importância familiar.
Mas na 4ª feira, também houve uma coisa na Assembleia da República. 
Foi a anual sessão designada "Estado da Nação", longa, penosa, que me dei ao trabalho de seguir, excepto Heloísa Apolónia e o homem do PAN.
Para os rosa, vermelhos, e verdes por fora e vermelhos por dentro, está tudo óptimo.
Para os alaranjados e azulados está tudo desgraçado.
Bem, desgraçados continuamos a maioria de nós,  com a evidente excepção das seitas e clientelas dos partidos.
Porque fiquei com a sensação de que a penosa e muito longa tarde se resume a isto:
Discutir a sério os reais problemas do País?
Não creio que ninguém tenha ficado bem na fotografia.
Mas isto dito, e repito, discussão de reais problemas = quase zero, ficou-me a sensação de que o discurso de Passos Coelho foi razoável, mas....... coitado, bem não digo mais nada.
Na bancada do CDS talvez tivessem ficado melhor se não abrissem a boca. 
Já quanto aos trauliteiros esganiçados e ordinários do PS prestam um mau serviço à democracia. 
Jerónimo de Sousa calmo e coerente com alguma demagogia à mistura, mas já o seu neófito segue o tom esganiçado. 
Quanto à atriz do BE falou com calma e em problemas relevantes, alguma demagogia, mas quer ela quer PCP sempre passando o cheque no final do dia e Costa agradecendo "comovido". 
Olhando ao "slogan"em Lisboa "partilhando",  BE e PCP partilhando sempre tudo.
Cumpriram, a regra, o regimento.
Falta referir António Costa. Que, a espaços, mostrava um fácies visivelmente irritado com as intervenções do PSD.
O PM é descrito sempre como um habilidoso. 
Parece-me habilidade muitas vezes a atirar para a pirosa chinela, ainda que chegue e sobre para todos os seus opositores e para os seus apoiantes da solução governativa. Sem qualquer dúvida.
Entre habilidoso ou intrujão, é mais esta.
De entre as coisas que reparei, é que, contrariamente ao que se passou no fim da reunião com o MDN e chefes militares, o discurso do Estado da Nação não teve uma palavra acerca de Defesa Nacional (DN), nem sobre as Forças Armadas (FA) que se constituem apenas como um dos vários pilares da DN, o militar.
E Europa e Bruxelas também ficaram ausentes.
António Costa é perito em de vez em quando atirar para o ar assim umas frases tipo bomba de hidrogénio - para mim a palavra do general chefe do estado-maior general das FA é sagrada
Desatei a rir.
Voltarei a esta frase em post separado.
Quando ao estado da nação, visto e ponderado, o tempo que gastei foi um desperdício. Só confirmei porque assim continuamos.
AC


terça-feira, 4 de julho de 2017

CAUSAS
Praticamente nada do que sucede na nossa vida tem uma única causa. Excepções existem, naturalmente. 
Há por exemplo infelizes que morrem em acidente brutal porque alguém foi para cima deles, quando circulavam na sua faixa da estrada. 
Mas normalmente há sempre mais que um factor.
Faleceu de ataque cardíaco, pois mas vai-se a ver, haveria causas anteriores, fumava muito, ou a tensão arterial, o stress, etc.
Os sucessivos camiões que em estradas ou auto-estradas se voltam não é por causa do piso estar molhado, não;  o piso estava molhado sim, mas não passaram a circular com velocidade muito mais reduzida, não deixaram mais espaço à frente para eventual travagem, e por aí fora.
As embarcações acidentadas à entrada de barras - ah, foi um golpe de mar - foi também certamente, mas se calhar questões com o leme e governo da embarcação, não esperaram por melhor oportunidade para demandar o porto, coletes e balsas como muitas vezes se sabe, etc.
Inundações nas ruas - ah, choveu mais do que é costume - pois choveu, mas as sarjetas não estavam limpas, o sistema de drenagem é inadequado, etc.
Incêndios - ah, foi num ápice, nunca visto -  foi certamente, mais condições de vento muito adversas, mato por limpar, arvoredo junto a casas, descoordenação no controlo e gestão de meios humanos e materiais, e etc.
Agora o roubo de Tancos. Responsabilidade politica? Obviamente Azeredo Lopes. Mas há mais e só falam do ministro, dos 5 oficiais suspensos temporariamente, e muito ao de leve o general chefe do Exército ( como o antecessor deve estar a sorrir com a gestão disto tudo), e ainda mais ao de leve no PR.
Mas então, na estrutura do estado-maior general das forças armadas e, sobretudo, um importantão de um director-geral na estrutura do MDN que assessoreia e apoia (????) o ministro, ninguém tem responsabilidades no tal inexistente sistema de vigilância, na não substituição da tal rede, e por aí fora?
Causas do roubo? Não devo errar muito: a malandragem não brinca em serviço e usa as suas relações e conhecimentos, irresponsabilidade a vários níveis, reflexos dos problemas complicados no âmbito dos meios humanos, financeiros, logisticos, falta de empenhamento, morosidade burocrática na estrutura do mdn, e aquela cultura sempre na moda " do not put me problems, ok"


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

QUE CRITÉRIOS DEFINEM UM PAÍS DESENVOLVIDO?
Vários, conhecidos, tipificados.
Mas para lá de muitos indicadores, mundialmente fixados, convém mostrar outras paragens e "oásis" do propagandeado.
Tal como fez Mário Soares, que muito irritou Cavaco Silva embora, continuo a acreditar hoje, ele o tenha feito sobretudo para derrubar Cavaco Silva e não para começar a desenhar um rumo para o País que gradualmente viesse a acabar com as desigualdades e os subdesenvolvimentos. Como se vê que não aconteceu.
O meu ponto hoje tem a ver com a Serra da Estrela e, no meu entendimento naturalmente e como quase sempre errado, o que ano após ano se passa na Serra da Estrela assim que cai alguma neve é bem um indicador do que Portugal continua a ser.
Lá fora, Suíça e outros pontos na Europa Ocidental, as estradas só ficam cortadas quando caem nevões brutais, contínuos, e só até que o sistema de limpeza "arrume" a neve.
Basta ir a qualquer das paragens turísticas de Inverno para sky nas altas de Espanha, Andorra ou França para verificar que é exactamente assim. Cai durante a noite algo mais brutal, de manhã polícia aos montes a ordenar/ orientar as coisas, limpa neves em árdua tarefa, a meio da manhã ou mais perto do almoço e tudo aberto ao trânsito. Se existe algum perigo de deslizamentos, polícia aos magotes ao longo das estradas, controlando a passagem de pequenos grupos de carros, e tudo passa.
Por cá as cenas patéticas do costume, onde nem sequer há problemas de ameaça de deslizamentos. Bom indicador do nosso modo de entender fazer e resolver as coisas. 
Naturalmente, existem coisas e aspectos bem mais prementes e importantes. Mas é um indício muito esclarecedor.
AC

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A SAÚDE (??) FINANCEIRA DOS PARTIDOS. E o País?
Em 2015, pelo que se lê sem haver desmentido, o passivo do PS era de 18,8 milhões de euros, em Setembro de 2016 já estava nos 21,7 milhões de euros.
Lindo serviço, diria um concidadão do interior despovoado.
Como se explicam estas coisas?
Não é só porque fazem campanhas eleitorais.
Conhecendo-se certa gentinha, provavelmente este forrobodó deriva da postura e jactância de comerem e passearem à conta do partido, mas sempre exageradamente à grande e à francesa. 
"Sim porque isto de trabalho político faz parte da democracia e não é para pagar do meu bolso" (não estou a inventar, ouvi ainda não há muito tempo de uma boquinha política
Sempre me interroguei e mantenho, como é que estas prendas dentro dos partidos algum dia endireitam o País?
A resposta é muito simples, nunca.
Mas a maioria dos meus concidadãos acredita no contrário, votam sempre contentinhos na sua cor, quase sempre sem conhecerem os documentos do partido, quanto mais grandes opções, OE, CRP, ou pensar a médio prazo. A longo prazo? Que horror, quem vier atrás que feche a porta!
AC

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A DEMOCRACIA
Vejo inúmeras pessoas insatisfeitas, rezingando a propósito do estado a que chegámos.
Mas o mais curioso para mim, é verificar o comportamento cívico dessas pessoas.
Sabendo-se que o maior inimigo da democracia não é o confronto, antes o conformismo, que não é a inquietação antes a resignação, é espantoso constatar tanta insatisfação mas, depois, verificar um conformismo atroz quando do exercício dos nossos direitos. No dia a dia, reina sempre um silêncio ensurdecedor só porque a cor no poder agrada, seja qual for a cor. Desgraçado País.
António Cabral (AC)

domingo, 3 de abril de 2016

No País, a indecência prossegue
Neste meu post retomo ideias que venho repisando constantemente; tenham paciência, acredito nelas.
1. Como os meus concidadãos, tenho certamente algumas qualidades e virtudes; terei uns quantos defeitos, mas creio ter minimizado alguns ao longo dos anos; estou convicto que uns serão incorrigíveis.
2. Não sou como um célebre, - ás tantas horas mandei alterar o rumo, ás tantas horas mandei alterar as rotações das máquinas, ás tantas horas ENCALHÁMOS!!!!
3. Um dos meus lemas está inscrito desde o primeiro dia deste blogue, e continuo a guiar-me por ele - se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás numa posição bem melhor do que se tentaste nada fazer e conseguiste.
4. De um português notável, que muito prezo, de facto já- "não corro como corria, nem salto como saltava, mas vejo mais do que via, e sonho mais que sonhava"
5. Não somos todos iguais, repito, não somos todos iguais. Mas devemos ser todos iguais, enquanto cidadãos, perante a lei, e nas oportunidades da vida. E somos todos da mesma massa, mas não somos todos da mesma fôrma. É a realidade.
6. Não tenho dúvida alguma de que, essência da democracia é liberdade e a prestação de contas. E os interesses e reais necessidades das pessoas deviam estar sempre como objectivo primeiro.
7. Não falhei nenhuma eleição. O meu voto não teve nem mais nem menos qualidade do que o de outro concidadão, mas nunca votei por me gritarem promessas.
8Como escrevi e disse no passado, a minha grande angústia de cidadão é não ver, não descortinar, maneira de alterar a envolvente, para que este meu desgraçado País se endireite.
9. Para um processo de decência e sociedade equilibrada e saudável, imprescindível ética na acção e nas decisões; e a ética deve comandar a política, esta comandar o direito, e este comandar a economia.




10. Parece-me estar à vista de todos que em Portugal continua a não ser este o padrão. Com ou sem promessas, com ou sem congressos de partidos, com ou sem afectos. Portugal continua muito doente. Mas muitos dos meus concidadãos fingem não ver. Tenho esperança que irão mudando.
AC

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

À ATENÇÃO DE TODOS 

TITULARES DE ORGÃOS DE SOBERANIA, 
POLÍTICOS, 
GESTORES, CEO, CFO, 
BANQUEIROS, 
CHEFIAS DE TOPO (MILITARES E CIVIS), 
BASTONÁRIOS,
REGULADORES,
JORNALISTAS,
ELITES, 
DIRIGENTES EM GERAL.

É muito perigoso tentar ganhar uma guerra sem considerar os prejuízos socioeconómicos que pode gerar ao seu País. ( SUN TZU

À ATENÇÃO PARTICULAR DE ANTÓNIO COSTA.

AC

sábado, 6 de fevereiro de 2016

A TAP. E a retórica dos actuais donos disto tudo.
O governo anterior suportado pelos PSD e CDS, bem ou mal, decidiu um bom bocado à pressa a privatização da TAP. Pessoalmente concordo que o Estado deve sair da maioria dos negócios.
Mas, não tenho qualquer dúvida, todo o processo levado a cabo por esse governo deixou um cheiro a trampa muito esquisito.
O nosso novo messias decidiu que a TAP voltaria para o Estado. Tenho dúvidas que seja uma boa solução.
Por outras palavras, oxalá eu esteja enganado, os políticos  de todas as cores continuam a ter sempre à frente os interesses da clientela e não o interesse da sociedade portuguesa.
Isto dito, talvez por ser sexagenário idoso, aprendi há muitos anos que, privatizar qualquer empresa significava a sua passagem para as mãos de privados.
Pois agora, os éticos e moralistas e puristas do costume estão contentinhos porque se reprivatizou a TAP.
Bom, do que se lê, 50% é agora de todos nós, 45% dos privados, 5% de trabalhadores da empresa.
Lê-se, também, que a gestão diária será privada. Ouve-se que o Governo nomeará o manda chuva e que terá voto de qualidade!
Lê-se, ainda, que a prazo, a balança desequilibrará a favor do Estado. Será a questão dos 51% prometidos pelo negociador do costume?
Assim, aqui temos um novo significado de privatização. Ah grande negociador, grande esquerda.
O que penso é o seguinte:
> continuo cheio de dúvidas quanto ao que sucessivamente fazem à TAP; vem do tempo de Guterres;
> a definição de vigarista continua a mesma, e encaixa perfeitamente nestes senhores todos.
Mas, claro, devo ser eu que estou a ver mal a coisa. Desgraçado país, desde 1700.
Onde andas cegonha, que te quero esganar!!
AC

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A propósito da campanha para as presidenciais 2016
As Nações de menor poder perante as grandes potências
"Em presença do desacordo manifestado irredutivamente na Sociedade das Nações em matéria de desarmamento, houve a ideia………..mas que provocou manifestos descontentamentos e desconfianças nas outras nações, principalmente naquelas que frequentemente se designam por nações menores.
Por mais que juridicamente se proclame nas relações internacionais a igualdade das nações, na realidade assim não é, e do mesmo modo que na vida social há hierarquias, também as há, e bem acentuadas, entre as nações, quando grandes interesses ou fortes divergências políticas estão em jogo.
É que no quadro internacional, as nações pesam mais ou menos conforme o seu poder combativo e valor unitário, população, extensão territorial, intensidade de vida de relação, cultura política, científica, artística, literária e filosófica, padrão de vida, riqueza nas suas diversas modalidades, extensão dos negócios e seu volume, e, de um modo geral, proporcionalmente ao grau em que participam na marcha evolutiva do mundo".
(Política Internacional e Política Naval, página 17, C.M.G. Fernando Augusto Pereira da Silva, edição da Liga dos Combatentes G. Guerra, 1934, Lisboa)
Gostava de ouvir os comentários dos dez candidatos acerca destas considerações que, embora datadas, continuam as realidades exactamente como sempre. Existem os interesses, os riscos, as ameaças, o poder nacional.
António Cabral (AC)

domingo, 10 de janeiro de 2016

DA ESPUMA DOS DIAS. OS EXAMES, E OS TRAUMAS INFLIGIDOS ÀS CRIANÇAS.
A educação, a formação dos futuros cidadãos, o futuro do País portanto, continua alegremente a ser tratado com os pés.
No meu tempo, há seis décadas, quando já na então 2ª classe da primária, as coisas não estavam bem, estou certo disso. E não é para ser politicamente correcto, como todos os defensores das causas (basta lembrar a discutível cena de decorar as linhas férreas todas). Não estavam mesmo, mas nem tudo estava mal. Como hoje, não está tudo mal ou tudo bem.
Mas com tantos "cientistas do saber", de todas as cores ideológicas, acho sobretudo graça a um dos argumentos avançados tempos atrás, o trauma às criancinhas.
Agora, regras novas a meio do ano, já não causam traumas. Ah, já me estava a esquecer, são regras novas, mas oriundas das esquerdas. A favor, portanto, das crianças.
E assim, Portugal continua a avançar, como se nota há pelo menos sete décadas!
Ontem fui jantar a casa da minha filha.
Perguntados sobre os exames, os meus netos encolheram os ombros, enquanto continuaram a brincar e a falar um com o outro. Fiquei ciente que se estavam a borrifar para haver ou não exames.
O que me perturba, hoje de manhã, é que me esqueci de recomendar à minha filha e ao genro que levassem com urgência os putos ao médico, para averiguar como estava o respectivo índice traumático!!!
AC