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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 CULTURA

" Recomeça . . . se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade "
(Miguel Torga)

AC

quarta-feira, 3 de abril de 2024

PASSADO, HISTÓRIA, PRESENTE, FUTURO
Temos longo passado.
Temos história.

Com os olhos de hoje, com os valores de hoje, encontramos na nossa história coisas notáveis, coisas incríveis, coisas impensáveis, coisas que hoje não podemos deixar de reprovar.
Tal como se hoje analisarmos as histórias e passados dos restantes países Europeus.

Mas estamos a olhar HOJE, com os nosso olhos e valores e princípios.

Sem passado, sem o recordar, sem o honrar, sem aprender com os erros do passado particularmente dos últimos 200 anos repito, sem o recordar, sem o honrar e sem aprender com erros do passado, dificilmente haverá um bom futuro. 

É a minha opinião, discutível naturalmente, a respeitar, como respeito todas as outras.

AC

sábado, 8 de janeiro de 2022

R E C O R D A Ç Õ E S 

Mapa de Portugal Continental, em papel muito fininho. Um mapa de agenda de bolso, de 1960, uma das muitas coisas pertencentes aquele espólio pessoal deixado em gavetas de secretária. Com anotações curiosas, pessoais, com indicações diversas inerentes à vida de então aqui e no âmbito do concelho de Idanha-a-Nova e distrito de Castelo Branco, como contactos designadamente relativas à lavoura, à agricultura, aos pagamentos a fazer. Mas voltando ao mapa, uma das diferentes curiosidades é, por exemplo, a indicação das pousadas então existentes. Pousadas pelos vistos na alçada de uma instituição de propaganda do regime de então: o Secretariado Nacional de Informação.
Como justamente e oportunamente recordado, quem não tem passado não merece o futuro.

A todos votos de bom fim de semana, e afastados do "bicho".
AC

domingo, 13 de setembro de 2020

 O PÃO QUE o DIABO AMASSOU

É frase conhecida.

António Costa e os seus capangas de todas as cores estão a tornar-nos a vida num inferno. O pão de “amanhã", como será?


AC

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

PORTUGAL  Precisa  de  se  Descolonizar ?
O texto de que tomei conhecimento e que agora aqui partilho, é da autoria de um oficial reformado do Exército, o sr Coronel David Marcelo.
Como sempre, respeito as opiniões de outrem, concorde ou discorde delas, no todo ou em parte.
No caso concreto, partilho e concordo com as opiniões deste oficial, que participou activamente no processo antes e depois de 25 de Abril de 1974.
Os sublinhados e realces são da minha responsabilidade.
António Cabral (AC)

PORTUGAL PRECISA DE SE DESCOLONIZAR?


Em Março de 1953, com seis anos de idade, encontrava-me em Angola, mais precisamente em Sá da Bandeira (actual Lubango). Nesse mês, iniciava-se o ano lectivo em Angola e fui matriculado na Escola n.o 59, para frequentar a 1.a classe. No trajecto de minha casa para a escola, tinha de atravessar uma pequena sanzala, cujos habitantes tinham um aspecto semelhante aos encontrados pelos navegadores portugueses quando ali chegaram no século XV: andavam seminus e quase não falavam português. Depois de passar a sanzala, ficava diante do Liceu Diogo Cão, um dos dois únicos liceus que então existiam em Angola. A minha escola ficava ainda para lá do liceu.

Assim que começaram as aulas, logo notei que tinha como parceira de carteira uma menina negra. Mas todos os outros meninos eram brancos. Não me recordo de qualquer incidente de teor racial relacionado com a minha colega de carteira.

No meu ambiente familiar, a questão racial era encarada com verdadeiro espírito cristão, pelo que a única constatação que se fazia era a de que havia pouquíssimos angolanos de cor com um estatuto social semelhante ao dos brancos. Isso devia-se ao seu atraso civilizacional, mal que, afirmava-se então, as autoridades portuguesas estavam a tratar, com as políticas de assimilação previstas no Acto Colonial.

Em 1967, já alferes do Exército, fui para Angola, para a companhia de caçadores metropolitana que estava aquartelada na Quibala-Norte, pertencente ao batalhão sediado em Bessa Monteiro. Nesse aquartelamento, estava, ainda, um pelotão de artilharia destacado do Regimento de Artilharia de Luanda. Era uma pequena força da “guarnição normal”, designação que era dada às unidades que não vinham, de reforço, da Metrópole. Como seria de esperar, os vinte e poucos militares desse pelotão eram quase todos negros. Que me lembre, eram brancos o alferes, um furriel e dois operadores de transmissões. As praças da especialidade de artilharia, dadas as tecnicidades da arma, eram das mais qualificadas em habilitações literárias. Pelo menos dois dos cabos eram ‘regentes de posto de ensino’, uma categoria inferior de professor primário, que também existia na Metrópole. Para completar este conjunto de militares negros com qualificações acima da média, o segundo furriel, negro, era professor primário, diplomado pela Escola do Magistério Primário de Luanda.

No tempo em que decorre esta narrativa, havia, ainda, uma percentagem considerável de militares metropolitanos que eram analfabetos ou que, não o sendo, não tinham sido aprovados no exame da 3.a classe. Estava estipulado por lei que nenhum militar poderia passar à disponibilidade sem, antes, ser aprovado no exame da 3.a classe. Esta determinação ia acompanhada pela obrigatoriedade de todas as unidades militares manterem uma “escola regimental”, destinada, precisamente, a preparar os militares para o referido exame.

Como o furriel de artilharia negro era o único professor primário existente naquele quartel, o capitão, muito naturalmente, nomeou-o professor dos militares brancos iletrados, missão na qual era coadjuvado pelos cabos angolanos regentes de posto de ensino.

Imaginem, agora, a minha surpresa, no contexto imperial em que vivíamos, quando, após o almoço de um dos primeiros dias da minha estada na Quibala-Norte, o capitão me disse para vir com ele dar uma volta pelo quartel. E lá fomos os dois. Quando chegámos próximo do edifício JC do refeitório, os meus olhos arregalaram-se ao ver, em pé, junto do quadro preto, o furriel e os dois cabos angolanos, a ‘civilizarem’ uma dezena e meia de militares metropolitanos. O capitão, apercebendo-se da minha surpresa, disse qualquer coisa deste género: “tendo eu profissionais do ensino na companhia, não era lógico nomear outro graduado, só por ele ser branco”.

Digeri muito bem o evento. Confesso que não tardei a sentir um grande orgulho, por tudo e por todos: pelo exemplo que (desta vez) se dava da concordância entre a propaganda e os factos reais; pela serena aceitação da situação da parte dos soldados brancos, reconhecendo que aqueles portugueses de cor os ensinavam porque estavam devidamente qualificados para o efeito. Ao longo dos anos, regressei mentalmente, por várias vezes, à escola regimental da Quibala-Norte. Imaginei que, provavelmente, uma cena deste tipo seria impossível noutros exércitos de países mais desenvolvidos.

Mas a experiência africana, em cenário de uma guerra sem fim, fez-me seguir a pista do 25 de Abril, no qual me empenhei de corpo e alma, por considerar que a guerra se não resolveria sem a prévia conquista da Liberdade. O doloroso processo que se seguiu no tocante à separação política das antigas colónias não pôs termo ao relacionamento amistoso de Portugal com os povos que anteriormente dominava. Muitos desses africanos vieram mesmo trabalhar para Portugal, alguns adquiriram a nacionalidade portuguesa e têm usado os seus direitos políticos na plenitude, elegendo e fazendo-se eleger. No actual governo, além do primeiro-ministro de ascendência indiana, há a ministra da Justiça, negra de origem angolana.

O que fica dito, no entanto, não pretende ser, nem é, um atestado de ausência de racismo. Melhor dizendo: da ausência de racistas. 

Em Portugal, há machistas, há fascistas, há egoístas, há comunistas, há racistas, etc., e, todavia, o país não merece, só por isso, ser considerado machista, fascista, egoísta, comunista ou racista
No entanto, nos últimos tempos, há quem esteja tentando descobrir mais uma “causa fracturante”, para limar mais umas arestas da sociedade. Desta vez, porém, a questão vem bulir com a nossa História, com a nossa identidade como Nação e com a ideia de Pátria, como memória comum de todo um povo.

Neste movimento anti-racista, cuja intenção de aperfeiçoamento humano só podemos louvar, há uma linha de pensamento que se apoia num discurso perigoso, tendente a dar aos fenómenos de racismo – que existem, sem dúvida –, uma DIMENSÃO que não corresponde às características do povo português e que deve ser contrariada com a argumentação própria de uma sociedade democrática. Portugal, segundo o Índice Global da Paz de 2020, foi classificado em 3.o lugar entre os países mais pacíficos do mundo, logo depois da Islândia e da Nova Zelândia. Teríamos conseguido tal classificação tendo, entre nós, um grave problema de racismo? Não é o racismo uma negação do conceito de sociedade pacífica?

Depois de várias posições, públicas e publicadas, que até nós chegaram nas últimas semanas, apareceu, agora, a ideia de que, para combater o nosso problema de racismo, precisamos de nos “descolonizar”. Foi autor desta argumentação o antropólogo Dr. Miguel Vale de Almeida, em artigo inserido na edição do Público de 18 de Agosto. Entre outras afirmações com o seu quê de original, o autor refere que “hoje sabemos, graças ao activismo anti-racista que conseguiu emergir e graças a boa investigação científica e jornalística, que o racismo existe inegavelmente”. Afirma, ainda, o articulista, que “alguns países souberam fazer, ou foram obrigados a fazer, um esforço no sentido de descolonizar as suas sociedades e de combater o racismo. Portugal tem sido imensamente incompetente nisso”. Curiosamente, NÃO DIZ quais foram esses países “competentes”. Quanto gostaria de saber quem são esses países exemplares!

E, então, Vale de Almeida encontra na sua experiência pessoal, a solução para este mal: “Mas têm sido sobretudo autores, artistas, académicos, activistas, políticas e políticos anti-racistas quem mais me têm ensinado, junto com a minha prática da antropologia, que Portugal ainda não se descolonizou”.

E, porque é que o autor estabelece a ligação do racismo à ideia colonial? Porque, segundo ele, “nada mudou verdadeiramente, dos livros escolares à conversa de café. Nem sequer o tremendo esforço de construção da democracia e duma sociedade mais justa veio substituir a estória que contamos sobre nós próprios. Não parece ser disto, da liberdade e da democracia, que a maioria dos portugueses se orgulha, mas sim, e ainda, dos “descobrimentos”, da expansão e mesmo do colonialismo e seus avatares contemporâneos”.

Isto é, púnhamos o início da nossa memória colectiva em 25 de Abril de 1974 e mandávamos os Lusíadas para o caixote do lixo. NÃO, o 25 de Abril em que participei foi feito para honrar a memória dos que construíram Portugal, para honrar todos aqueles que deram o melhor do seu saber e das suas vidas para fazerem de um pequeno país periférico da Europa uma referência mundial, que nenhum preconceito tonto poderá apagar. O 25 de Abril fez-se, justamente, como mais um passo no sentido do aperfeiçoamento humano da sociedade portuguesa, aperfeiçoamento esse que deve continuar, sem que se subverta a ideia de Pátria que, assente no nosso passado, sustenta o nosso futuro.

David Martelo – 19 de Agosto de 2020.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

É ISTO QUE ANDAM A FAZER ?
" A melhor forma de prever o futuro é começar a construí-lo".
AC

sábado, 7 de setembro de 2019

Quando a GENTE ANDAVA ao "MENÉRIO"
O tempo corre, inexorável.
Muda tudo, século após século. Modernização, desenvolvimento, industrialização, deslocalização, abandono, investigação, reconfiguração, produtividade, escassez, novas descobertas, substituição, viagem aos tempos, exploração, concessões, história, património, activos, estas e outras palavras e expressões aplicáveis ao correr dos tempos, à mudança, ao que aconteceu e morreu, ao que deixou de ter interesse económico.
Vem isto a propósito do que se vai lendo sobre concursos, concessões, interesses, explorações, etc por exemplo acerca do lítio.
Mas vem muito a propósito de certo passado, de certas explorações mineiras no nosso País, muitas abandonadas pelas mais diferentes razões.
Até em concelhos como o de Idanha-a-Nova existiram no passado tempos de minério, de exploração de estanho, volfrâmio, chumbo, zinco, fósforo.
Coisas interessantes que vou lendo e onde aprendo coisas do passado e, por exemplo, que os filões de "apatite" e "cassiterite" são os minérios do fósforo e estanho respectivamente.
Quando se vem do Algarve, pela A2, a dada altura existe indicação de arqueologia industrial. É ir ver.
Muita coisa do passado está identificada, mas muito há ainda por contar, por preservar para futuro. 
Sim, porque como em todos os países, Portugal de hoje não é o Portugal por exemplo de 1950.
E convinha saber detalhes da nossa história, talvez ajudasse uns quantos a melhor tratar do País e, porventura, a até dele gostar e não só dos seus amigalhaços.
AC

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Passado e futuro 
(Lido por aí)
"O multilateralismo construído a partir dos países já não funciona… Os problemas hoje são cada vez mais globais, as soluções não podem ser tomadas a nível nacional."
Carlos Moedas, Público, 10 de Fevereiro de 2019

A ANÁLISE...
Quem ignora o passado condena-se a repeti-lo. Mas se o passado foi heróico ou trágico, a sua repetição tenderá a ser uma farsa, pois a passagem do tempo implicou a alteração das condições em que o passado existiu. O campo de possibilidades do passado não é comparável com o campo de possibilidades do presente. E quando o presente é o tempo de uma mudança radical do padrão de ordem mundial, quando a evolução da demografia, do financiamento das políticas públicas e das tecnologias que promovem a circulação de informação, de recursos financeiros e a formação de cadeias de produção e de mercados interdependentes, são mudanças que produzem uma descontinuidade nos campos de possibilidade, passa a ser este presente que não liga o passado com o futuro.

O que se sabe do passado pode ser útil como indicação negativa do que não se deve fazer para não o repetir no que só poderia ser uma farsa quando já não há condições para a sua repetição. Saber o que não se deve fazer é necessário, mas não é suficiente para construir o futuro. Dizia Camões que todo o mundo é feito de mudança, mas o que mais o espantava é que o mundo já não mudasse como antes mudava. Esse é o efeito da descontinuidade: a mudança continua a acontecer, mas já não segue a sua trajectória habitual, já não muda como mudava, a imaginação sobre o futuro passa a ocupar o lugar e a função da memória sobre o passado.

O paradoxo (e o perigo) deste presente da descontinuidade, que desliga o passado do futuro, está no facto de se assistir a uma recuperação e reabilitação de modelos nacionalistas e de dispositivos institucionais de imposição da autoridade soberanista dos Estados, glorificando o que ficou na memória, ignorando os erros que então foram cometidos e encontrando um pretexto, na demagogia do saudosismo, para não enfrentar o desafio do futuro, que exige formas e entidades políticas de escala superior ao que foi o Estado nacional. É na imaginação do futuro que se decide a bifurcação entre o caminho da regressão e o caminho do progresso.

Joaquim Aguiar
AC
(sublinhados da minha responsabilidade)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

REALIDADE,  ENVOLVENTE
Sempre ensinei quem devia que, quem não compreende o que o rodeia, a sociedade, está a mais de meio caminho para o desastre na vida.
Além do mais, poucos acreditam que a melhor forma de prever o futuro é começar a construí-lo.
Tal como sempre se fez em Portugal, alicerçar bem as coisas, certo?
Vem isto a propósito de, cada vez mais ponderar sobre o que se tem passado e passa, sobre a cambada de malandros que diariamente nos mente, e de ter estado a passar revista ao meu arquivo de bonecada.
De que deixo dois exemplos.
AC

domingo, 3 de abril de 2016

No País, a indecência prossegue
Neste meu post retomo ideias que venho repisando constantemente; tenham paciência, acredito nelas.
1. Como os meus concidadãos, tenho certamente algumas qualidades e virtudes; terei uns quantos defeitos, mas creio ter minimizado alguns ao longo dos anos; estou convicto que uns serão incorrigíveis.
2. Não sou como um célebre, - ás tantas horas mandei alterar o rumo, ás tantas horas mandei alterar as rotações das máquinas, ás tantas horas ENCALHÁMOS!!!!
3. Um dos meus lemas está inscrito desde o primeiro dia deste blogue, e continuo a guiar-me por ele - se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás numa posição bem melhor do que se tentaste nada fazer e conseguiste.
4. De um português notável, que muito prezo, de facto já- "não corro como corria, nem salto como saltava, mas vejo mais do que via, e sonho mais que sonhava"
5. Não somos todos iguais, repito, não somos todos iguais. Mas devemos ser todos iguais, enquanto cidadãos, perante a lei, e nas oportunidades da vida. E somos todos da mesma massa, mas não somos todos da mesma fôrma. É a realidade.
6. Não tenho dúvida alguma de que, essência da democracia é liberdade e a prestação de contas. E os interesses e reais necessidades das pessoas deviam estar sempre como objectivo primeiro.
7. Não falhei nenhuma eleição. O meu voto não teve nem mais nem menos qualidade do que o de outro concidadão, mas nunca votei por me gritarem promessas.
8Como escrevi e disse no passado, a minha grande angústia de cidadão é não ver, não descortinar, maneira de alterar a envolvente, para que este meu desgraçado País se endireite.
9. Para um processo de decência e sociedade equilibrada e saudável, imprescindível ética na acção e nas decisões; e a ética deve comandar a política, esta comandar o direito, e este comandar a economia.




10. Parece-me estar à vista de todos que em Portugal continua a não ser este o padrão. Com ou sem promessas, com ou sem congressos de partidos, com ou sem afectos. Portugal continua muito doente. Mas muitos dos meus concidadãos fingem não ver. Tenho esperança que irão mudando.
AC

domingo, 6 de março de 2016

Qualificação, requalificação: continua por se efectivar.
 Deste tipo de varandas, uns meninos e meninas continuam a olhar-nos com o seu indesculpável desdém, com a sua insuportável prepotência, com a sua inesgotável arrogância e muita ignorância.
Temos que ter paciência, esperança, persistência, e procurar contribuir para um futuro melhor.
Não estagnar, nem contemporizar. Eu disse TEMOS? Será TENHEMOS?
AC

domingo, 10 de janeiro de 2016

DA ESPUMA DOS DIAS. OS EXAMES, E OS TRAUMAS INFLIGIDOS ÀS CRIANÇAS.
A educação, a formação dos futuros cidadãos, o futuro do País portanto, continua alegremente a ser tratado com os pés.
No meu tempo, há seis décadas, quando já na então 2ª classe da primária, as coisas não estavam bem, estou certo disso. E não é para ser politicamente correcto, como todos os defensores das causas (basta lembrar a discutível cena de decorar as linhas férreas todas). Não estavam mesmo, mas nem tudo estava mal. Como hoje, não está tudo mal ou tudo bem.
Mas com tantos "cientistas do saber", de todas as cores ideológicas, acho sobretudo graça a um dos argumentos avançados tempos atrás, o trauma às criancinhas.
Agora, regras novas a meio do ano, já não causam traumas. Ah, já me estava a esquecer, são regras novas, mas oriundas das esquerdas. A favor, portanto, das crianças.
E assim, Portugal continua a avançar, como se nota há pelo menos sete décadas!
Ontem fui jantar a casa da minha filha.
Perguntados sobre os exames, os meus netos encolheram os ombros, enquanto continuaram a brincar e a falar um com o outro. Fiquei ciente que se estavam a borrifar para haver ou não exames.
O que me perturba, hoje de manhã, é que me esqueci de recomendar à minha filha e ao genro que levassem com urgência os putos ao médico, para averiguar como estava o respectivo índice traumático!!!
AC

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Os próximos tempos
Declaração de interesses: presumo que não seria necessário para quem tem a gentileza de me ler, no meu blogue e no que me acolhe também, e no que me albergou no passado durante anos.
Mas, para que fique claro, os actuais titulares de todos os órgãos de soberania não me merecem grande consideração. E designadamente o governo actual.
Isto dito, neste peculiar Portugal com pré campanhas eleitorais antecedidas de semanas / meses de campanha real misturada com varias doses de pouca vergonha, até que finalmente chega a campanha formal para as eleições de 4 de Outubro, o que vai estar em causa pode, porventura, ser sintetizado numa fotografia
Muitos dos meus concidadãos não acreditam que se pode voltar rapidamente à situação exemplificada  no primeiro plano da fotografia. E muitos mais dizem que, os que como eu assim falam, querem é incutir medo nas pessoas.
Muita da gentinha que se prepara para continuar a comer à mesa do orçamento arrota que o futuro após 4 de Outubro vai ser catita, como está o barco em segundo plano na foto. Esquecem-se de dizer o seguinte:
- o barco é de madeira, portanto frágil
- precisa de regularmente ser inspecionado no que respeita à calafetagem
- precisa de periodicamente ter o fundo raspado, e repintado
- precisa, em suma, de ser adequadamente mantido, com rigor, com cuidado, com trabalho
- e deve ser lembrado, que é um barco a remos, não pode levar muitas pessoas a bordo, e só dá para navegar no rio.

Pequenos detalhes, portanto.
Quantos dos meus concidadãos olham com ponderação aprofundada para a vida respectiva/ familiar, e em sociedade, abstraindo-se das demagogias eleitorais que estão a cair de todo o lado?
"Ah...meu caro senhor,.....lá está outra vez a ver a coisa como se pudesse equacionar os assuntos do País à luz de economia caseira, ......sem uma perspectiva alargada,.......estratégica.....!!!!!
AH.........,pois! Claro, estou a esquecer-me, d'A causa das causas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AC