Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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segunda-feira, 6 de maio de 2024
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
sábado, 1 de outubro de 2022
segunda-feira, 14 de março de 2022
Balada da neve (Augusto Gil)
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.
Pelo que se vai passando, apeteceu-me lembrar isto, sublinhando uma parte por motivos que tenho por óbvios.
António Cabral (AC)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
CERTAMENTE……..GRALHA…….
Estamos a 10 de Dezembro de 2021!
…………..
deu, a 25 de novembro de 2021, parecer positivo à formulação pediátrica da vacina contra a COVID-19 Comirnaty® (10 μg/dose) para pessoas com 5 a 11 anos de idade.h
Encontra-se desde 10 de novembro de 2021 em avaliação pela EMA um pedido de extensão da indicação da vacina Spikevax® para pessoas com 6 a 11 anos.i
3.1. Comirnaty®
A vacina Comirnaty® 30 microgramas/dose (μg/dose) de concentrado para dispersão injetável, da BioNTech Manufacturing GmbH, foi aprovada na EUj a 23 de dezembro de 2021 para a imunização ativa para prevenir a COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2 em indivíduos com idade igual ou superior a 16 anos.
A 28 de maio de 2021k foi aprovada uma extensão da indicação da vacina Comirnaty® 30 μg/dose de concentrado para dispersão injetável para abranger pessoas com 12 a 15 anos.
A 25 de novembro de 2021 foi aprovadal uma nova formulação e uma nova dosagem (10 μg/dose de concentrado para dispersão injetável) da vacina Comirnaty® indicada para a imunização ativa para prevenir a COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2 em indivíduos com idade entre os 5 e 11 anos.
A aprovação desta nova formulação da vacina Comirnaty® foi baseada num ensaio clínico onde na Fase 2/3 foram vacinadas 3109 crianças com idades entre os 5 e os 11 anos, com a administração de 2 doses de 10 g com um intervalo médio entre doses de 21 dias.28,29,m A maioria (94,4%) dos indivíduos vacinados aleatorizados recebeu a segunda dose 19 a 23 dias após a primeira dose tendo o desenho do ensaio uma janela temporal de 19 a 42 dias (informação ainda não pública).m.
A avaliação do perfil geral de segurança de Comirnaty® em crianças com idade entre os 5 e 11 anos foi baseada em dados de monitorização durante pelo menos 2 meses após a segunda dose da vacina em 1518 crianças (Grupo 1) e pelo menos 2,4 semanas após a segunda dose em 1591 crianças (Grupo 2).m
De uma forma geral, a vacinação foi bem tolerada e o perfil de segurança foi semelhante ao observado para a população acima dos 12 anos.n As reações adversas reportadas mais comuns foram as locais e principalmente ligeiras a moderadas, tendo ocorrido 1-2 dias após qualquer dose e com resolução entre 1-2 dias. Comparativamente aos indivíduos com idade superior a 12 anos (administração de 30 g/dose) foi observada uma frequência semelhante de dor no local de injeção e uma maior frequência de eritema e edema.
h https://www.ema.europa.eu/en/news/comirnaty-covid-19-vaccine-ema-recommends-approval-children-aged-5 11
i https://www.ema.europa.eu/en/news/ema-starts-evaluating-use-covid-19-vaccine-spikevax-children-aged-6-11 j https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/html/h1528.htm
k https://www.ema.europa.eu/en/news/first-covid-19-vaccine-approved-children-aged-12-15-eu
l Centers for Disease Control and Prevention. Delta variant: what we know about the science. Available: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/variants/deltavariant.html
m https://www.ema.europa.eu/en/documents/product-information/comirnaty-epar-product-information_pt.pdf
n https://www.ema.europa.eu/en/news/comirnaty-covid-19-vaccine-ema-recommends-approval-children-aged-5- 11

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…………..
deu, a 25 de novembro de 2021, parecer positivo à formulação pediátrica da vacina contra a COVID-19 Comirnaty® (10 μg/dose) para pessoas com 5 a 11 anos de idade.h
Encontra-se desde 10 de novembro de 2021 em avaliação pela EMA um pedido de extensão da indicação da vacina Spikevax® para pessoas com 6 a 11 anos.i
3.1. Comirnaty®
A vacina Comirnaty® 30 microgramas/dose (μg/dose) de concentrado para dispersão injetável, da BioNTech Manufacturing GmbH, foi aprovada na EUj a 23 de dezembro de 2021 para a imunização ativa para prevenir a COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2 em indivíduos com idade igual ou superior a 16 anos.
A 28 de maio de 2021k foi aprovada uma extensão da indicação da vacina Comirnaty® 30 μg/dose de concentrado para dispersão injetável para abranger pessoas com 12 a 15 anos.
A 25 de novembro de 2021 foi aprovadal uma nova formulação e uma nova dosagem (10 μg/dose de concentrado para dispersão injetável) da vacina Comirnaty® indicada para a imunização ativa para prevenir a COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2 em indivíduos com idade entre os 5 e 11 anos.
A aprovação desta nova formulação da vacina Comirnaty® foi baseada num ensaio clínico onde na Fase 2/3 foram vacinadas 3109 crianças com idades entre os 5 e os 11 anos, com a administração de 2 doses de 10 g com um intervalo médio entre doses de 21 dias.28,29,m A maioria (94,4%) dos indivíduos vacinados aleatorizados recebeu a segunda dose 19 a 23 dias após a primeira dose tendo o desenho do ensaio uma janela temporal de 19 a 42 dias (informação ainda não pública).m.
A avaliação do perfil geral de segurança de Comirnaty® em crianças com idade entre os 5 e 11 anos foi baseada em dados de monitorização durante pelo menos 2 meses após a segunda dose da vacina em 1518 crianças (Grupo 1) e pelo menos 2,4 semanas após a segunda dose em 1591 crianças (Grupo 2).m
De uma forma geral, a vacinação foi bem tolerada e o perfil de segurança foi semelhante ao observado para a população acima dos 12 anos.n As reações adversas reportadas mais comuns foram as locais e principalmente ligeiras a moderadas, tendo ocorrido 1-2 dias após qualquer dose e com resolução entre 1-2 dias. Comparativamente aos indivíduos com idade superior a 12 anos (administração de 30 g/dose) foi observada uma frequência semelhante de dor no local de injeção e uma maior frequência de eritema e edema.
h https://www.ema.europa.eu/en/news/comirnaty-covid-19-vaccine-ema-recommends-approval-children-aged-5 11
i https://www.ema.europa.eu/en/news/ema-starts-evaluating-use-covid-19-vaccine-spikevax-children-aged-6-11 j https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/html/h1528.htm
k https://www.ema.europa.eu/en/news/first-covid-19-vaccine-approved-children-aged-12-15-eu
l Centers for Disease Control and Prevention. Delta variant: what we know about the science. Available: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/variants/deltavariant.html
m https://www.ema.europa.eu/en/documents/product-information/comirnaty-epar-product-information_pt.pdf
n https://www.ema.europa.eu/en/news/comirnaty-covid-19-vaccine-ema-recommends-approval-children-aged-5- 11
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Retirado dos pareceres técnicos agora divulgados.
AC
sábado, 28 de dezembro de 2019
quarta-feira, 5 de junho de 2019
PEÕES, PASSADEIRAS, AUTOMOBILISTAS
Ao consultar os jornais online vi um video arrepiante no CM. Um miúdo quase foi atropelado. Teve muita sorte.
Cada cabeça sua sentença, eu sei, mas olhando bem ao filme, o que se verifica é um adulto sem controlo nenhum sobre os gaiatos, depois admiram-se.
Que formação terá aquela criança?
Que insistências vem fazendo aquela mãe, que ensinamentos desde pequeninos?
Que insistência para nunca correr ao atravessar uma rua ou estrada, para nunca o fazer sem ter verificado que todos os veículos pararam, para nunca entrar numa passadeira por trás de um veículo enorme que impeça a visibilidade no outro sentido, para nunca passar pela frente de veículos parados?
Falta de formação, inconsciência?
Depois admiram-se.
As crianças educam-se de pequenas.
Por exemplo, o meu neto mais novo, agora com catorze meses e andando bem, cerca dos nove meses gatinhava com grande velocidade. Foi ensinado a não descer o degrau de cerca de 25 cm que a sala tem para as restantes divisões da casa no R/c, e desde os nove meses que, gatinhando, quando lá chega, vira-se e coloca as pernitas para fora, e desce calmamente. Agora que anda, quando chega lá agacha-se e gatinha e vira-se e desce calmamente.
Quando não se ensinam dá asneira.
AC
Ao consultar os jornais online vi um video arrepiante no CM. Um miúdo quase foi atropelado. Teve muita sorte.
Cada cabeça sua sentença, eu sei, mas olhando bem ao filme, o que se verifica é um adulto sem controlo nenhum sobre os gaiatos, depois admiram-se.
Que formação terá aquela criança?
Que insistências vem fazendo aquela mãe, que ensinamentos desde pequeninos?
Que insistência para nunca correr ao atravessar uma rua ou estrada, para nunca o fazer sem ter verificado que todos os veículos pararam, para nunca entrar numa passadeira por trás de um veículo enorme que impeça a visibilidade no outro sentido, para nunca passar pela frente de veículos parados?
Falta de formação, inconsciência?
Depois admiram-se.
As crianças educam-se de pequenas.
Por exemplo, o meu neto mais novo, agora com catorze meses e andando bem, cerca dos nove meses gatinhava com grande velocidade. Foi ensinado a não descer o degrau de cerca de 25 cm que a sala tem para as restantes divisões da casa no R/c, e desde os nove meses que, gatinhando, quando lá chega, vira-se e coloca as pernitas para fora, e desce calmamente. Agora que anda, quando chega lá agacha-se e gatinha e vira-se e desce calmamente.
Quando não se ensinam dá asneira.
AC
domingo, 10 de janeiro de 2016
DA ESPUMA DOS DIAS. OS EXAMES, E OS TRAUMAS INFLIGIDOS ÀS CRIANÇAS.
A educação, a formação dos futuros cidadãos, o futuro do País portanto, continua alegremente a ser tratado com os pés.
No meu tempo, há seis décadas, quando já na então 2ª classe da primária, as coisas não estavam bem, estou certo disso. E não é para ser politicamente correcto, como todos os defensores das causas (basta lembrar a discutível cena de decorar as linhas férreas todas). Não estavam mesmo, mas nem tudo estava mal. Como hoje, não está tudo mal ou tudo bem.
Mas com tantos "cientistas do saber", de todas as cores ideológicas, acho sobretudo graça a um dos argumentos avançados tempos atrás, o trauma às criancinhas.
Agora, regras novas a meio do ano, já não causam traumas. Ah, já me estava a esquecer, são regras novas, mas oriundas das esquerdas. A favor, portanto, das crianças.
E assim, Portugal continua a avançar, como se nota há pelo menos sete décadas!
Ontem fui jantar a casa da minha filha.
Perguntados sobre os exames, os meus netos encolheram os ombros, enquanto continuaram a brincar e a falar um com o outro. Fiquei ciente que se estavam a borrifar para haver ou não exames.
O que me perturba, hoje de manhã, é que me esqueci de recomendar à minha filha e ao genro que levassem com urgência os putos ao médico, para averiguar como estava o respectivo índice traumático!!!
AC
A educação, a formação dos futuros cidadãos, o futuro do País portanto, continua alegremente a ser tratado com os pés.
No meu tempo, há seis décadas, quando já na então 2ª classe da primária, as coisas não estavam bem, estou certo disso. E não é para ser politicamente correcto, como todos os defensores das causas (basta lembrar a discutível cena de decorar as linhas férreas todas). Não estavam mesmo, mas nem tudo estava mal. Como hoje, não está tudo mal ou tudo bem.
Mas com tantos "cientistas do saber", de todas as cores ideológicas, acho sobretudo graça a um dos argumentos avançados tempos atrás, o trauma às criancinhas.
Agora, regras novas a meio do ano, já não causam traumas. Ah, já me estava a esquecer, são regras novas, mas oriundas das esquerdas. A favor, portanto, das crianças.
E assim, Portugal continua a avançar, como se nota há pelo menos sete décadas!
Ontem fui jantar a casa da minha filha.
Perguntados sobre os exames, os meus netos encolheram os ombros, enquanto continuaram a brincar e a falar um com o outro. Fiquei ciente que se estavam a borrifar para haver ou não exames.
O que me perturba, hoje de manhã, é que me esqueci de recomendar à minha filha e ao genro que levassem com urgência os putos ao médico, para averiguar como estava o respectivo índice traumático!!!
AC
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