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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

TUDO  COMEÇA  NA  ESCOLA
Não considero que tudo começa na escola como escreveu o presidente da República.
Como certos esquerdistas parece ter esquecido a família, que vem antes da escola.
Sejamos rigorosos.

Tudo tem de começar em casa, depois segue-se a creche, depois a escola mas deve ser sempre com acompanhamento dos pais.
Depois os politécnicos ou as faculdades, mas sempre com acompanhamento dos pais. 

Sim, como escreveu o actual Presidente da República, na escola sobretudo começam
 amizades, descobertas, paixões, ideias, sonhos. 

Mas discordo liminarmente que seja apenas na escola que descobrimos aquilo de que somos capazes, como a inspiração primeira não tem que ser necessariamente na escola.

E é de facto essencial, decisivo, que todos tenham a mesma oportunidade de começar, o direito de aprender, de participar, de descobrir os seus talentos e, sobretudo, de sonhar. 

E sim, inadmissível que não haja igualdade de oportunidades. 

E sim sr Presidente, concordo que a escola é muito mais do que um lugar onde se aprende. 

É um espaço onde se cresce, se questiona, se ganha confiança.

Mas discordo liminarmente que é na escola que se começa a ser cidadão.

NÃO, tem que ser em casa que se começa a ser cidadão.

Tem que ser em casa que se é ensinado a ser educado, a saber estar á mesa durante as refeições, a saber ser educado com todos, a saber separar lixo em casa, a saber respeitar os mais velhos que são os pais, avós, tios, vizinhos, a saber o que é uma passadeira de peões, a ser apoiado nos seus sonhos e dificuldades, a ser estimulado para a leitura. 

A escola deve ser um indispensável complemento.

Mas não é a escola que deve educar. 

A educação deve começar em casa, e porque em muitos casos assim não acontece, porque em muitos casos há a grosseria - a escola que o eduque -temos o que lamentavelmente temos nas escolas e na sociedade.

AC

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Ex-ministro João Costa culpa redes sociais por queda no PISA.
Ex-ministro da Educação iliba atual Governo e diz que "o mundo das redes sociais é o pior inimigo da boa aprendizagem"
. 

Simplesmente patético.

Qualquer pessoa intelectualmente honesta, isenta, imparcial, reconheceria que não seriam os dois anos e pouco deste governo que destruiria o muito bom (????) feito no ministério da educação desde 2015 !!!!!

Na frase supra ex-ministro socialista reconhece o óbvio mas resvala depois para o patético. Está-lhe/ lhes na massa do sangue querem sempre enganar, e esconder o que fizeram de errado ou não fizeram de todo.

A esta criatura e a muitos outros do PS, PSD, CDS, PCP, BE, Livre, IL, Chega, PAN fazia-lhes bem deixarem de olhar para os umbigos e lerem com muito atenção o que aqui de novo reproduzo do socialista dito sem cartão partidário.

QUEREM RESPONDER ?
O pânico com o crescimento da extrema-direita, bem compreensível, implica responder a uma pergunta desagradável: o que é que os partidos decentes fizeram de errado, ou não fizeram de todo, para que os eleitores lhes tenham fugido? Uma autocriticazinha não lhes faria mal nenhum (Francisco Seixas da Costa).

E já agora tentarem parar com as imbecilidades, com a demagogia, com as vacuidades e lembrarem-se que estão onde estão para servir a sociedade. Não estão nos cargos para se servirem deles.

E recordo de novo o que há dias escreveu um encartado esquerdalho - não foi o PSD que inventou a estratégia de que são todos iguais ao Chega. 
O estratega original dessa legitimação indirecta do partido de direita populista foi António Costa, com o resultado que se conhece: 60 deputados do Chega no Parlamento.

Ou querem continuar a engordar o Chega e a deliciar-se com as palhaçadas do Ventura?

AC

sábado, 22 de agosto de 2026

PORTUGAL - ENSINO, FORMAÇÃO . . . . 

Tem-se falado muito das propinas nas faculdades, fala-se muito na geração mais bem preparada de sempre (respeito quem o afirma, mas sorrio), fala-se muito dos acessos às faculdades, falava-se dos "numerus clausus" em certas áreas, etc.

Não me quero meter nisso. Observo e sorrio.

Mas apetece-me falar por exemplo de certos mestrados.

Não é que descobri que, por exemplo, um mestrado (1 ano) em  Mastrich é substancialmente mais barato que o mesmo mestrado tirado em Portugal?

Sim, sei que é preciso fazer mais umas contas, o jovem que vai fazer o mestrado tem de pagar uma residência (basicamente um quarto e casa de banho e cozinha partilhadas com outros), viver na Holanda 1 ano.

Conheço bem quem para lá vai agora no final deste mês de Agosto. Inscreveu-se em tempos e conseguiu. Dá que pensar.

AC

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

UNIVERSIDADES,  FACULDADES, 
LICENCIATURAS,  MESTRADOS,  DOUTORAMENTOS

Por cá tivemos a Moderna, a Independente e etc., e licenciaturas e exames e etc., . . . . . aos Domingos . . . . . . e . . . . 

Esse tipo de coisas terá acabado . . . . mesmo ?

Lá por fora também deve haver muita vigarice do mesmo género!

Não me admiraria nada que pelos EUA e na Europa existam licenciaturas e mestrados e doutoramentos facilitados com, por exemplo, estágios em férias,  conferências de Verão, ou com uma ou duas unidades curriculares frequentadas por aqui e por ali! Não deve ser depois muito difícil arranjar um canudo!

AC

terça-feira, 28 de julho de 2026

LIVRO,  LEITURA

Salvo melhor opinião, os livros e a leitura são formas insubstituíveis  de transmissão do saber e do conhecimento.

E um verdadeiro lenitivo para a mente, para o espírito.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 23 de julho de 2026

LIVRO,  LEITURA

Salvo melhor opinião, os livros e a leitura são formas insubstituíveis  de transmissão do saber e do conhecimento.

E um verdadeiro lenitivo para a mente, para o espírito.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Presidente faltou ao exame
Se o Presidente da República tivesse usado antes a sua voz para sinalizar a angústia de tantos alunos e pais, talvez o ministro da Educação tivesse abandonado mais cedo a sua pose de arrogância
.

(Público, também conhecido por Perdócio, cognome que aprecio)

Na senda habitual (legítimo, naturalmente) a esquerdalhada vai acossando o seu Presidente, até porque ainda não deitou abaixo o (des) governo.
Saiu no perdócio de 21 de Julho mais uma oração de aperto ao inquilino em Belém, sintetizada no texto supra.

E não é que esta tarde saiu uma mensagem de António José Seguro sobre os exames? Ah, tinha que falar primeiro com o PM! POIS !

Mas indo ao que me interessa, noto com curiosidade o crescente aparecimento de figuras e figurões a comentar esta realmente escabrosa telenovela dos exames. 
Nenhum obviamente com responsabilidade passadas!

Obviamente que o PR tem razão (opinião pessoal naturalmente) em apontar as consequências negativas de tudo isto e as repercussões para os examinandos e famílias.

Claro que - o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança. 

Mas o que o senhor PR podia ter colocado na sua mensagem e nas suas arengas vocalizadas publicamente em complemento do apontar E MUITO BEM o dedo  ao governo, era referir assim - O PR espera que todos os agentes do sistema (professores e demais profissionais da educação) participem em tempo, com rigor e eficácia pois este assunto é sério, tem consequências para os jovens, e não se compadece com questões ideológicas ou de classe.

Não me vou repetir quanto à elevada probabilidade de, em adição às falhas tecnológicas e administrativas e outras, ter havido aqui e ali acções concertadas de certos sectores bem conhecidos.

Mas, como creio que também deixei claro antes e agora repito, a actuação do ministro que ainda tenho como pessoa decente teve uma acção tardia, inconsequente e tinha a obrigação de saber que a pesada estrutura do ME está há décadas minada.

Havia que tomar precauções em tempo útil.
Havia que ser prudente.
Havia que ter sido humilde e mais cedo devia ter apresentado desculpas.
O resultado está á vista.

AC

domingo, 5 de julho de 2026

AS  BRONCAS  COM  EXAMES  RECORDA-ME . . .
Recorda-me também muitas coisas na vida e no ensino. 
Uma delas é esta
Bom dia, Bom Domingo
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades

AC

domingo, 11 de janeiro de 2026

OUVIDO na MESA ao LADO na PASTELARIA

Enquanto hoje tomava a minha bica matinal, ouvi ao lado,

- quando estás à mesa, em casa com família ou fora com amigos, não te incomoda que um deles esteja sempre a consultar o telemóvel?

- não, só quero que as pessoas estejam bem!

😲😲😲😲

POIS !

AC

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

EDUCAÇÃO…… e…. a…… FALTA  DELA ?
A educação de cada cidadão ou é injectada desde novinho em casa no seio da família ou nada feito. A escola, a universidade, complementarão parcialmente, mas cada vez mais convicto estou de que muita gente deste Portugal contemporâneo entende que é a escola que deve educar. Os resultados não estão cada vez mais à vista!

A falta de educação é visível constantemente, em todo o lado. Por todo o lado, no dia a dia, nas instituições. 
Civismo, educação, respeito pelo próximo?

Com a capa da tradição parlamentar a má criação e a ordinarice é frequentemente visível nos trabalhos na Assembleia da República.
Já assim era antes do Chega ter chegado à AR.
Com o Chega está num crescendo.

Com a capa da política agressiva é frequente observar-se a falta de educação de muitas "prima donas" há décadas sentadas à mesa do orçamento, ainda que alguns tenham a desfaçatez de, em entrevista, referirem que trabalharam bastante naquilo em que se licenciaram, quando algumas vezes se vem a saber que isso é mentira. 
Estagiar um bocadinho com amigos e correligionários sectários e super ortodoxos do papá é coisa bem diferente.

A falta de educação, de formação, até de auto preservação física é uma constante visível no nosso dia a dia. 

Exemplos em barda, deixo apenas dois:
> atravessar as ruas distante das passadeiras e ainda por cima ter a aleivosia de se mostrar agressivo para quem não contemporiza com isso; 

> um alarve ex-titular de órgão de soberania a contas com a justiça "arrastada" por viver ao que parece à conta de subornos, ao sair da Versailles em Lisboa deu-me um encontrão forte que, admito, não fosse propositado, mas não pediu desculpa como devia fazer uma pessoa educada, e parou e ficou a olhar  porque ouviu alto e bom som - quem não pede desculpa é um alarve - mas percebeu que era melhor ir-se embora.

A falta de educação cumulativa com o execrável exercício de poder funcional é outro campo enorme na nossa vida comunitária contemporânea.

Ou é uma delegação de saúde que não responde a legítimas perguntas do cidadão comum, ou um chefe de gabinete, até homens da mesma posição e formação que as minhas que não agradecem congratulações, ou certos balcões bancários que não atendem NUNCA o telefone, ou certos departamentos dentro do monstruoso ministério de saúde que se comportam sempre como mudos. Para já não falar da ordem dos médicos que não responde.

Se olharmos a autarquias é um manancial, dou só um exemplo de incúria: três anos já passados e nada resolve sobre um caso concreto comprovado com fotografias.

Se olharmos ao social, temos o caso dos convites a que convidados do alto da sua pesporrente postura nunca respondem, sejam convites para casamento, ou de outro teor. Então se forem figuras públicas.............. é um fartar vilanagem.

Outro exemplo é o dos contactos com jornais. É por demais evidente que existem avençados crónicos, que todos conhecemos da vida pública, que não se dão ao trabalho de responder a questões colocadas. 

Um conhecido ortodoxo que se converteu às delícias dos salões Europeus antigamente dignava-se argumentar sobre questões políticas agora, moita carrasco. Está muito importante.

Este e outros esquecem coisa triviais da vida que os identifica igualmente como a todos nós cidadãos comuns: temos de ir à casa de banho fazer as exactas mesmas coisas que eles e um dia também vão para a cova.

Depois existem umas quantas pessoas que conseguem ter audiência periódica, fácil, quase diária como Ventura ou alguns edis ou alguns  militares donos disto. 
Mas ao cidadão comum, como eu, já a coisa fia mais fino. 

O meu ponto é outra vez a questão da educação e neste caso concreto a falta dela. E acaba por haver nítida censura. A censura já chega ao ponto de se misturar com falta de educação. 

As pessoas civilizadas e educadas, relativamente a quem lhes submete alguma coisa para apreciação têm o dever de responder.
E não se trata de invocar o Código do Procedimento Administrativo a que raros ligam.

Seja a Junta de Freguesia, seja a Câmara Municipal, seja a EDP, seja o banco, seja o centro de saúde, seja a Carris, seja quem trata do condomínio do prédio, seja quem for, deve em prazo razoável responder a uma dada sugestão, uma dada situação, a um potencial conflito. 
É tudo uma questão de educação e formação e civismo. 
E o que muitas vezes se constata é que se a coisa não lhes agrada e lhes cheira a "cor" diferente……..silêncio, desprezo, censurazita.

Como questão de educação e formação e civismo é classificar de insulto uma opinião diferente em vez de a contrariar pela argumentação, pela retórica, pelo contraditório. 
Mas, de facto, a vida pública em particular anda cheia de gente muito bem formada, como se vê.

Bom dia.
Tenham uma boa 6ª Feira, bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte.

António Cabral

PARA  OS  MILHARES. . . . . 

Para os milhares que só sabem gritar DIREITOS, DIREITOS, DIREITOS, e se esquecem dos deveres, para consigo, para com os seus, para com os outros, para com a sociedade, e que nada fazem em casa porque - A ESCOLA É QUE TEM QUE OS EDUCAR - relembro isto:

- direto de educar mas sobretudo dever da educação, como sempre lembraram João Paulo II e outros

e relembro mais isto

Educação,  Formação, Casa/ Família, Escola

(já não sei onde roubei isto, mas é muito bem observado, e é muito pouco cumprido)

AC

sábado, 15 de novembro de 2025

LI  ISTO  NO  "PERDÓCIO"

Sobrequalificação dos imigrantes em Portugal “é particularmente elevada”. OCDE diz que é preciso “simplificar a avaliação e o reconhecimento das qualificações obtidas no estrangeiro.

Hum. . . . Pois!

AC

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

"A  ESCOLA  TEM  DE  SER  DEMOCRÁTICA,  NÃO  TEM  QUE  IMPINGIR  A  DOUTRINA  DEMOCRÁTICA"

(ANTÓNIO BARRETO)

AC

segunda-feira, 28 de julho de 2025

"Cometeram-se erros gravíssimos na educação em Portugal”
Professor e poeta, António Carlos Cortez esteve no programa “A Escuta do Mundo”, da TSF

No ano em que assinala um quarto de século dedicado à poesia, António Carlos Cortez lança o livro Condor (Editorial Caminho). Mas nem só a poesia tem mobilizado o autor, que se tem afirmado também como uma das vozes mais críticas relativamente às políticas educativas implementadas em Portugal nas últimas décadas, posição que plasma no livro, também de 2025, “O Fim da Educação – Crise, Crítica, Ensino e Utopia” (Guerra & Paz).

No programa A Escuta do Mundo, na TSF, António Carlos Cortez não poupa palavras sobre o estado atual do ensino: “Cometeram-se erros extremamente graves”, sendo o mais central “a perda do poder simbólico e do poder efetivo do papel do professor na sociedade portuguesa”.

Cortez considera também que houve uma progressiva “secundarização das humanidades” nos currículos escolares durante as últimas décadas que levou à minimização da aprendizagem do português, da literatura e da história. Ainda que esse “sacrifício das humanidades” tenha tido por objetivo adequar a escola às exigências do mercado de trabalho, acabou por afetar gravemente a formação dos alunos, e esta realidade não se aplica apenas aos alunos que seguirem a área das humanidades, mas também aos que seguirem áreas científicas, “porque é do domínio da língua que estamos a falar”.

Para o professor, o problema não se resume aos programas: é estrutural. “Os erros são dos programas, da formação de professores, da ausência de uma verdadeira cultura livresca nas escolas e da menorização das humanidades, que se traduz depois numa menorização do pensamento crítico e científico”, alerta.

O diagnóstico é severo e exige uma resposta à altura. “Enquanto não houver um ministro da Educação que ponha o dedo na ferida” e assuma, perante os portugueses, que “temos aqui um problema terrível de futuro da nossa sociedade”, só há uma maneira de recuperar a figura do professor: “Cabe a cada um dos professores voltar a ser mestre — no sentido de alguém que lê, que recusa a burocratização crescente e que rejeita ser fotocópia do outro”
.

Há aqui muito de realidade. Ou não?
Eu creio que sim.

Na educação, e na formação dos futuros adultos, está uma das grandes porventura a maior pedra de toque do futuro de Portugal, do futuro ou do seu definitivamente sem futuro.

Recuperar a autoridade dos professores, NÃO O AUTORITARISMO, olhar seriamente à sua carreira, acabar com o desprezo a que creio têm sido votados a história, o português e a matemática, acabar com a mania que a escola é que tem de educar (é em primeiro lugar em casa), acabar com extremismos ideológicos mas não regressar a patetices saudosas de antigamente, são algumas das questões essenciais.
É a minha convicção.

Bom dia, bom início de semana. Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

ENSINO, EDUCAÇÃO, REALIDADES


Uma das muitas coisas interessantes mais sobretudo curiosas ao longo dos últimos anos é a sucessão de relatórios e estudos sobre ensino, literacia, etc. sejam relatórios e estudos internos sejam lá de fora.

E sempre com maravilhosos resultados!

Agora saiu mais um, desta vez da OCDE.

E, brilhantemente, e que muito deve orgulhar António Costa o virador de páginas, mas sobretudo o seu acólito também de apelido Costa que foi durante anos secretário de Estado e que, tão bom foi nas funções, que passou para ministro.
Ainda recentemente li mais umas das suas homilias!

Há uma expressão corriqueira que vem a propósito - não se enxergam!

Diz a OCDE que aqui o rectângulo está em grande forma quando a "estudos", como diz o povo.

Há um ortodoxo que se mostra espantado com este 30º honroso lugar, refere que é comprometedor estar em penúltimo numa lista de 31 países.
Ele não está a ver bem a coisa, se fossemos o último, aí sim, era muito mas muito preocupante!

Falamos portanto e para já de capacidades básicas da população adulta.
É giríssimo ver o espanto desta gente das bolhas!

Mas podemos e devemos falar da malta mais jovem, onde a qualidade é esmerada!

Eu vejo pouca TV e não é raro verificar a categoria dos locutores e a categoria do português de muitas das legendas que correm em rodapé.
Mas as gentes das bolhas espanta-se!

Há dias saíram uns resultados sobre português e matemática, e lá veio o arregalar dos olhos das gentes das bolhas. Como de costume.

Fingem, SEMPRE, que não têm nada a ver com isso, nada é da sua responsabilidade!
Essa gente das bolhas nunca vai verificar ao dicionário (os que têm) o significado de várias palavras, por exemplo - facilidade, regabofe, facilitismo, irresponsabilidade, preparação, qualidade de vida, desenvolvimento!

Pois é - novas oportunidades para aqui, novas oportunidades para ali, cursos com exames aos Domingos, nada de chumbar, nada de respeito nas aulas para com os professores, muita inclusão (que obviamente é indispensável, mas ligada a decência, rigor, acompanhamento adequado às dificuldades de cada um, vencimentos dignos para professores e auxiliares, escolas onde não chova, etc.)

Isto tudo custa muito dinheiro, requer prévia criação de riqueza, requer orientação, requer RUMO, organizar a sociedade, e NÃO DEIXAR NINGUÉM PARA TRÁS. 
CUSTA MUITO, em organização e dinheiro.
Quanto a dinheiro, lá está, as cativações durante 8 anos deram frutos.
Toca de o para PR!

A geração mais preparada de sempre! POIS!

POIS É, era preciso questionar o que está errado no nosso sistema escolar.

Mas os das bolhas, gente como o Costa do dito ministério da educação sempre apostou nos seus programinhas especiais, no facilitismo, na irresponsabilidade.
Este tipo de gente, sempre idolatrada pelos que agora (ortodoxos convertidos e outros) se espantam com os sucessivos e trágicos resultados e evidências, questionam-se agora, fingindo desconhecer que não contribuíram para tudo isto.

Ufanam-se - a geração mais preparada de sempre - e dizem isto ao longo dos últimos anos, particularmente desde 2005, SEM se RIREM.
Vê-se!

Estamos cada vez pior, mas continuam a achar que é tudo culpa dos Presidentes da República (Eanes, Soares, Sampaio, Cavaco), ou do Trump, ou do Passos Coelho, ou agora do Montenegro, ou deles todos juntos.

Falhas de preparação?
Greves constantes com sucessiva ausência de aulas às 6ª Feiras ao longo dos anos?
Programas desadequados às realidades contemporâneas de feroz competição?
Ausência de rigor, ausência de exames?

NÃO SENHOR, NADA DISSO!
Se isso fosse a realidade, então é que a Leitão mudava os filhos para o  ensino privado! Para lhes abrir horizontes!

Estamos portanto como de costume.
Mas sempre felizes! 
Os que pateticamente se dizem felizes, os que tendem a estar sempre felizes, todos mas todos felizes!

Criação de riqueza, industrialização, ordenamento do território, formação exigente, inclusão nos termos que acima referi, rigor, respeito, produtividade, etc. nada disso importa para a nossa felicidade!

AC

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

2024

Este Pais não tem emenda (35): Uma conspiração de silêncio

1. É um escândalo esta elevadíssima falta de assiduidade dos professores do ensino público, que deixa milhares de alunos sem aulas e sem aproveitamento e que vai minando a confiança na escola pública. 

É evidente que nada de semelhante se passa nas escolas privadas. A uma cultura de irresponsabilidade profissional no sector público, soma-se uma gritante carência de ética de serviço público. Enquanto a falta de assiduidade não for devidamente penalizada na avaliação de desempenho profissional, a situação só pode piorar.

2. Infelizmente, não há nenhuma razão para alimentar qualquer esperança. Os sindicatos associam para o ar; os partidos de esquerda não ousam criticar os professores, por razões ideológicas; os partidos de direita, não o fazem por interesse, porque quanto pior se tornar a escola pública, melhor para os seus velhos planos de privatização do ensino -, agora, aliás, reforçados.

Enquanto esta conspiração de silêncio político continuar, não há margem para nenhum otimismo.

Vital

Este é um texto de Vital Moreira.
Oh professor Vital Moreira, não está optimista?
E que tal lembrar-se de tudo o que vem sendo feito há anos? Queria diferente?
Não queria irresponsabilidade?
O sr e muitos mais incluindo à sua direita, lembram-me sempre a frase - tarde piaste!
AC