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domingo, 3 de dezembro de 2023

INTERESSANTE (para mim naturalmente) 
Texto retirado do blogue de Rentes de Carvalho, que há décadas vive na Holanda.
Sublinhados da minha responsabilidade.

terça-feira, novembro 28
A vitória do papão
A estrondosa e totalmente inesperada vitória do PVV, o partido de Geert Wilders, surpreendeu
mesmo aqueles que por ele, como pessoa, sentem simpatia, mas não subscrevem os princípios que defende.

Fora da Holanda parece ignorar-se, ou é conveniente ignorar, que em 2004 foi no Paquistão lançada sobre ele uma fatwa, idêntica à lançada em 1988 sobre Salman Rushdie, o que segundo a sharia permite a qualquer mussulmano agredi-lo ou liquidá-lo.

É assim que há dezanove anos, na Holanda ou no estrangeiro, Geert Wilders encontra-se dia e noite sob a proteção de seguranças pagos pelo governo, o que socialmente o isola e limita na vida particular. Na ante-câmara da sua sala de trabalho estão sempre quatro ou cinco seguranças. Viaja num automóvel blindado e não tem chave do próprio apartamento, pois só os seguranças a guardam.

O inesperado êxito do PVV, o seu partido, trará alguma mudança no campo social, mas diz quem o conhece bem que,
autoritário por temperamento, vai ter dificuldade em conciliar a sua maneira de agir, que agora requer que se mostre capaz de alianças e concessões.

Nos dias, semanas ou meses a vir, em conformidade com o clássico poldermodel, (o modelo polder) que leva a intermináveis discussões sobre ajustamentos, combinações, exigências e desejos das partes em questão,
o resultado das eleições não virá depressa. Aliás, creio pouco provável que Wilders venha a ser eleito primeiro-ministro, e Dilan Yesilgoz do VVD mostra-se demasiado vaidosa e inconstante para o cargo, de modo que suponho que o lugar irá para alguém que pouca simpatia me desperta, o vaidoso Frans Timmermans, ex-comissário da UE que, aliado aos “verdes da esquerda”, satisfaz as exigências dos fanáticos do clima, das verduras e do mais que contribui para ar limpo e felicidade urbi et orbi.

Todavia, se pasmei e me diverti com a vitória do mete-medo,
em parte nenhuma dei conta de que se atentasse nos motivos que poderiam estar, e muito provavelmente estão, na origem do seu êxito.

Acontece que as camadas mandantes, cheias de boas intenções no papel, estão-se nas tintas para as necessidades, desejos e sonhos daqueles que, num momento de distração em que se lhe escapou a língua para a verdade, a inefável ex-primeira dama dos EUA, Hillary Clinton, disse que não são (não somos, pois aí me incluo) mais do que uma cambada de deploráveis.

Assim acontece que na sociedade do extremamente rico, e bem governado país que é a minha segunda pátria, existem situações de que não se dá imediatamente conta, mas que a médio ou longo prazo têm inesperadas consequências (*).

A agricultura e a pecuária são exemplares na técnica e na produção, mas mesmo com boa-vontade não conseguem satisfazer todas as exigências legais, não só as do país mas também as da UE, concebidas por “especialistas” que compreendem muito de gastronomia, mas de agricultura, pesca e pecuária se contentam com uma vaga ideia e em concordância legislam.

Cansados de esperar que os oiçam, fizeram-se ouvir em grandes manifestações e fundaram o BBB (Movimento dos Agricultores e Cidadãos) partido que nos princípios e exigências não difere do PVV de Wilders e a ele se alia.

Tudo isso chegaria para desassossego, mas que dizer dos escândalos, sobretudo o da Autoridade Tributária, que em 2011, sem aviso, e baseando-se na suspeita de que fraudavam, cortou de imediato a cerca de 44.000 cidadãos os subsídios e abonos. Que o geral desses nascera no estrangeiro ou tinha um “nome bizarro” sobrou como motivo, mas que onze anos depois apenas alguns tenham recebido os 30.000 euros de compensação, leva a recordar que mesmo na Holanda e de facto “todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”.

Já chegaria, e ao cidadão holandês, nascido na Frísia ou em Marrocos, não faltam razões de desagrado. Ele são leis para o isolamento das paredes, para deixar o gás, para pôr painéis solares, e algumas que de tal modo complicam o dia-a-dia, que milagre é que ainda não tenha surgido um verdadeiro partido da extrema-direita.

Assim, por exemplo, há localidades onde se construiram novos bairros, porque é dramática a crise da habitação. Só que as casas continuam deshabitadas, ou porque não satisfazem as exigências “verdes” do país e da UE, ou porque – incrivel mas verdade – a companhia de electricidade da zona não tem capacidade suficiente para atender a todos.

Razões para dar a Geert Wilders uma tão espectacular vitória têm os holandeses de sobra. Interessante é saber o que faria se fosse primeiro-ministro, mas os que realmente seguram os cordéis dos títeres só por milagre deixarão que isso aconteça. O modelo polder nunca falha
.

(*) e não é só na Holanda que isso acontece.
Aguardemos por 10 de Março de 2024. Surgirão surpresas?
AC

terça-feira, 28 de novembro de 2023

TEMPO CONTADO
Patrão da Barca: J. Rentes de Carvalho
quinta-feira, novembro 23
Terramoto na Holanda

A vitória eleitoral de Wilders explicada aos pequeninos:

Um cidadão holandês que se inscreve para poder alugar uma casa num bairro social terá, no melhor dos casos, de esperar 12 (doze) anos antes que a sua vez chegue.

Aos refugiados é quase de imediato fornecido alojamento, mobilado e equipado, e uma subvenção que a eles e à família permite viver confortavelmente
.

Texto retirado do blogue de Rentes de Carvalho, que vive na Holanda há muitas décadas.

Do que tenho lido ao longo do tempo sobre "Wilders" e companhia Lda, nada vindo desse lado me inspira.

Mas a sociedade Holandesa com "Rutte" e outros demagogos está cheia de crescentes problemas. 
Rentes de carvalho dá aqui um dos muitos exemplos pelas quais muita gente naquela sociedade se sente inconformada.
E por cá vai acontecer coisa idêntica.
Aguardemos.
AC

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

RECORDAÇÕES
Da MINHA ESTADIA na HOLANDA
Uma bela fotografia de um canal, um belo quadro.
AC

quarta-feira, 22 de abril de 2020

EUROBONDS,   CORONABONDS
Quase me apetece dizer - Bond,......James Bond.
Não tenho formação em economia, finanças ou gestão.
De economia e finanças caseiras percebo, e sempre tive uma vida familiar relativamente modesta mas muito equilibrada, nunca dei passos maiores que as pernas, investi quanto e quando pude desde décadas atrás e assim tenho prosseguido, com cautelas, com prudência, mas arriscando alguma coisa em épocas favoráveis e contraindo dívidas ao longo de décadas mas sempre de modo a poder pagá-las. Hoje está tudo pago.

Isto a propósito do assunto em título, depois de ler uns escritos por cá, e de ler uns lá de fora, incluindo palavras da bonita/ simpática Sra da comissão UE, que é ALEMÃ, incluindo palavras do demagogo Costa Espanhol, incluindo as palavras do "chefinho" do Europrupo anunciando números com muitos zeros.
Bonds de certeza que não são coisa milagrosa, e como todas as dívidas, terão que ser pagos.
Mas, ou eu estou a ver mal, ou mesmo os sacripantas tugas que há 3 a 5 anos clamavam contra tudo o que era UE agora falam e defendem Bonds. Ou tenho lido mal? Admito sempre poder estar errado.
Mas uma coisa tenho a certeza, papelinhos com esse ou outro nome, terão que ser pagos um dia, mesmo que eles cedam e seja só parte a pagar. Costa e malta PS como lembrava a dama de ferro, querem o dinheiro dos outros, todo a fundo perdido. 
Eu também gostava que me oferecessem um Porsche 911!
Aguardemos. 

Portanto por cá querem sobretudo é fiado.
Juntaram dinheiro quando o deviam ter feito?  
Não.
Criaram mais clientelas para os votos, penduraram mais gente na máquina do Estado, e ficaram convencidos que os elogios lá de fora à política Costa/ Centeno eram genuínos e verdadeiros. 
Os pirosos nunca distinguem as diferenças entre o que ouvem e a dura realidade.
Agora chucha-se no dedo, mas gritam pela solidariedade.
Eu sou português, revolta-me o que esses países se preparam para nada conceder que não o agravamento da nossa dívida.
Mas revolta-me ainda mais a inépcia e a incompetência e a corrupção neste desgraçado Portugal, que se arrasta depois de 1700, com sucessivos empréstimos de lá de fora, com sucessivos acordos ruinosos, com o passar do tempo gasto em tricas entre monárquicos, monárquicos-republicanos, republicanos-republicanos, militares-estado novo, estado novo-militares, militares-militares, e mais tricas políticas e sempre, nada de desenvolver o País, A SÉRIO.

Desconfio que Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, por exemplo, não estejam nada virados para fiar à balda. 
São uns malvados. 
Para começar, e em relação à reunião desta 5ª feira do Conselho Europeu, já os importantes anunciaram que na 5ª feira nada vai ser decidido. 
Entretanto, Centeno desdobra-se em discursos e espalha estapafúrdios acrónimos (SURE, MEE, BEI, UEM, PIB, MERCADO ÚNICO, COMISSÃO, EUROGRUPO, CONSELHO EUROPEU, QUADRO FINANCEIRO PLURIANUAL, BCE, EUROBARÓMETROque 99,9999% dos tugas não perceberá nem quer perder tempo com isso. Interessa-lhe é se terá dinheiro para alimentar a família.

A minha interpretação é que vão deixar por exemplo o Sanchez discursar, explanar-se, chorar-se, orar à virgem, pensando que está no tempo da Espanha da invencível armada e que os impressiona e amedronta e, depois, sorriem-lhe - "tenha paciência oh Sanchez"....
Por cá, se lessem história, se se lembrassem que no processo de desmembramento da Jugoslávia ainda não havia reconhecimento internacional á Croácia já a Alemanha lá estava sob várias formas...........fiem-se no velho Schumann fiem, .............
Alguém que explique a estes tolos bimbos que se pelam por andar de Falcon, o que são os interesses e como se preparam as coisas num País tendo em vista vir a assegurar os interesses nacionais. 
E, já agora, lembrem a estes pirosos tótós os antigos impérios na Europa. 
A história ajuda a perceber muita coisa, o que são mercados e zonas de influência de países e, como decorridos muitos anos, os interesses persistem, vão mudando as armas na diplomacia internacional, menos armas letais, mas mais letalidade económica, financeira, industrial, comercial, tecnológica, desenvolvimentista, de conhecimento.

Esquecem-se estes parvalhões cá por casa, que aos outros interessa-lhes os votos das populações deles, estão-se borrifando para quem votará ou não no Costa e no Marcelo ou no Rio.
Esquecem-se estes parvalhões cá por casa, dos problemas constitucionais que estes assuntos do dinheiro implicam, dos critérios a definir, que implicações subjacentes, como se controlam a sério os empréstimos.
Ou julgam que eles lá fora já se esqueceram das pouca vergonhas que reinaram por cá com os diversos fundos europeus?
Solidariedade, no plano internacional, sempre foi apenas......q.b.
AC

domingo, 29 de março de 2020

M U I TO    B O M    D I A  
Aos amigos, visitantes, leitores

Que estejam bem e assim continuem.
Tenham um bom Domingo.
AC

terça-feira, 27 de junho de 2017

PAÍSES e..............países........
Uma Vila Muito Especial na Holanda
Pela mão de uma amiga fiquei a saber de um exemplo curioso existente na Holanda.
A vila holandesa de Hogeweyk parece um pacato vilarejo comum. Com lojas, restaurantes, parques e até mesmo um teatro, não se suspeitaria que esta "cidadezinha" é um lar para idosos que sofrem de demência e Alzheimer. Os 152 residentes que ali vivem desfrutam de total liberdade e privacidade, tendo assistência 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Os moradores mais jovens da cidade são enfermeiros e enfermeiras especialistas em geriatria, que trabalham para dar aos residentes uma vida mais fácil e natural. 

Usam roupas comuns para que os moradores se sintam mais confortáveis e cumprem atividades do dia-a-dia tal como numa cidade, por exemplo caixas no mercado, funcionários do correio e na mercearia. Para os moradores, eles parecem ser vizinhos gentis ou pessoal contratado pelos estabelecimentos comerciais.
A vila foi especialmente projetada para não parecer uma instituição e fazer os moradores sentirem-se mais autónomos e confortáveis. 

Existem 23 casas com estilos variados.
Não há trancas nas portas e os moradores são livres para passearem pela aldeia a pé ou de bicicleta. Uma equipa de muitos funcionários está sempre por perto para garantir que eles tenham assistência pronta e segura. 

Existem outras instalações de lazer, como um café, restaurante, teatro e bar, para fazer com que a rotina quotidiana seja bem próxima da vida real de uma comunidade.
Em cada casa, os moradores têm o seu próprio quarto e compartilham a sala de estar, a sala de jantar e a cozinha com 6 outros residentes.
Os residentes administram suas próprias moradias, com o apoio de prestadores de cuidados. Em casa, eles são responsáveis por cozinhar, lavar e limpar.
Os moradores podem fazer as suas compras no supermercado de Hogeweyk. Não há circulação de dinheiro na vila. O stress com o custo de vida é removido da vida dos moradores, pois todas as despesas são cobertas pelo seu pagamento mensal à instituição que administra o local. Que, diga-se de passagem, não deve ser pouco. E que não consegui apurar.

AC
   

quinta-feira, 8 de junho de 2017

LÁ POR FORA, SEM MEDO DO FRIO DA ÁGUA
Há muito pouco tempo. Pela espessura de alguns braços percebe-se que nada há a recear!!!

AC

quarta-feira, 15 de março de 2017

PAÍSES e países
Digo-o com amargura e tristeza, pois custa-me muito este continuar de coisas em Portugal.
São ainda apenas projeções, mas.....
> Participação do eleitorado Holandês - acima de 81%; cá.......
> Resultado do partido socialista Holandês - parece que de 38 lugares passará a ........9; por cá,.......grande Costa!!
> extrema direita não ganhou, subiu, mas não ganhou.
> o escrutínio/ a participação do eleitorado foi a meio da semana, votando-se em quase todo o sítio, chuva, Sol, trabalho, férias, não interessa, tomam conta do seu destino; por cá, é sempre ao Domingo,......e é o que se sabe.
Ah, e hoje na TVI, os do costume a palrar sobre o Sócrates.
Espera, quem é o manda chuva na TVI? Ah.... já me lembro,....pois.
Pois é, há PAÍSES e países e países. Vamos aos factos.
Por cá continuam uns pândegos a dizer que estamos já maduros!!!!!
As imagens ilustram a diferença no estado de cada Estado, por mais que uns farsolas se esforcem por disfarçar.


AC

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O COSTUME
Ao longo da nossa história mais recente, as reformas de emagrecimento do Estado nunca aconteceram, de facto. Aqui ou ali houve uns disfarces.
Umas vezes por uma razão, outras por diferentes argumentos e falta de oportunidade, a realidade é que, com governos maiores ou menores em número de ministros e secretários de Estado, tem sido sempre a mesma pouca vergonha. Um ESTADÃO. Opressor da sociedade, sorvedouro dos escassos recursos. Sempre muita dialética, muita demagogia, muita mentira.
Como referido num blogue, que muito estimo - são só números, não quer dizer nada:
PORTUGAL 
10.4 milhões de habitantes;  PIB per capita: 16.700  €;  ministros: 21;  secretários de estado: 41.
HOLANDA:
16.8 milhões de habitantes;  PIB per capita: 37.000 €;  ministros: 13;  secretários de estado: 7.
para citar um exemplo recente, a esquerda gostaria de meter definitivamente 7000 enfermeiros com vínculo definitivo ao Estado. Perguntar quantos precisamos de formar anualmente, e quantos querem estabelecer-se por exemplo na Beira-Baixa, "ah, isso não interessa nada"!!!!!
Com este governo vai passar-se exactamente o mesmo.
Por razões óbvias, temporais, de sobrevivência de António Costa, não vai haver reforma nenhuma do Estado, a sério, no sentido do emagrecimento. Pelo menos até 2017.
PCP, sobretudo, nunca autorizará, por muito que PS eventualmente quisesse (???).
O rolo compressor vai continuar, senão mesmo aumentar, a ver pela dimensão de governantes, intermédios, mandantes e serventuários!!! Como todos os governos fizeram sempre, mais carros, mais assessores, mais motoristas, mais carimbos, mais alterações administrativas, e sobretudo muita gentinha para voltar a colocar. Naturalmente que o cartão clubístico não deve ser impedimento para pessoas de real mérito acederem ao poder. Mas talvez fosse bom ter um pingo de vergonha. Até hoje raras foram as pessoas que tiveram. Pelo que se conhece e está já observável, os actuais não têm.
Honestidade intelectual, postura cívica elevadíssima como Guilherme de Oliveira Martins, vejo muito pouco.
Pesporrência, arrogância, é a constante, de Cavaco Silva até todos os sectores e quadrantes.
AC

sábado, 11 de julho de 2015

MEMÓRIAS.......e LEMBRANÇAS de INGENUIDADES
Todas as sociedades tem os seus "quês", as suas características próprias, os seus problemas. Algumas, hoje ainda, e creio que sempre assim será, consideram-se superiores a todas as outras.
Alguma coisa conheço, por exemplo, da Holanda país, e dos holandeses. Vivi lá tempo suficiente para ficar com um esboço razoável de vários tipos de cidadãos holandeses. Vários militares da marinha holandesa, vários diplomatas dentro e fora de encontros formais e sociais, vários civis desde o comum empregado de talho, restaurantes, farmácia, lojas de roupa, polícias de trânsito, cafés, funcionários civis trabalhando na marinha holandesa, etc.
Atrevo-me a dizer que os holandeses são muito pragmáticos, porventura interesseiros, muito ponderados com as coisas dos dinheiros, sovinas. Se lhes interessa, são amistosos, por vezes falsos amigos. Não admira, portanto, que para eles a UE, a Europa, seja sobretudo dinheiro. E lembro sempre como décadas atrás eles e franceses tinham excedentes de, por exemplo, manteiga, tudo á conta da PAC.
A posição holandesa é certamente em parte criticável, sobretudo se, em termos europeus, só olharem ao dinheiro sem atender a valores inerentes ao da pertença à UE.
Mas, ainda assim, prefiro os holandeses a vários dos portugueses.
Desde os governantes que quase não abrem a boca lá fora, aos governantes que isso criticam mas melhor não fizeram no passado, aos políticos que se passeiam nos Aviões oficiais e gostavam de ter ementas especiais e champanhe, aos que no passado nunca tomavam qualquer iniciativa sem perguntar primeiro a Lisboa, aos que no passado se perdiam nas boas lojas de roupa de Haia e chegavam atrasados ás reuniões, etc.
Ah, e também me estou a lembrar de uns quantos, anos atrás, muito ufanos porque tínhamos conseguido ficar com a direcção de um importante departamento operacional, enquanto outros, coitados, dominavam os departamentos onde se obtinha e distribuía o dinheirinho.
Dessas coisas, e outras de natureza semelhante, padece hoje o País e muitos da minha profissão.
O dinheiro não é tudo na vida, valores éticos e morais, deveres, honestidade intelectual, por exemplo, são absolutamente indispensáveis.
Mas deixemo-nos de INGENUIDADES
AC