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segunda-feira, 20 de julho de 2026

sexta-feira, 6 de março de 2026

. . . ."Je travaille tant que je peux e le mieux que je peux, toute la journée.

Je donne toute ma mesure, tous mes moyens.

Et après, si ce que j'ai fait n'est pas bon, je n'en suis plus responsable; c'est que je ne peux vraiment pas faire mieux". . .

(Henri Matisse)

AC

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

CULTURA.  PINTURA
Na "ditosa Pátria Lusitana" a cultura, nas suas diversas expressões, umas vezes tem levado uns pontapés, outras vezes nem lhe têm ligado, outras ainda surgem uns arroubos - "atenção à cultura" - "agora é que é, tem ministério".

Vem isto a propósito de uma das suas expressões, a pintura.

Se Vieira da Silva, Paula Rego, Menez e outros, são grandes expoentes da nossa pintura, outros nomes existem e existiram, muitas vezes desconhecidos da maioria dos concidadãos. Algumas vezes até, mesmo desprezados nas suas terras e, porque não dizê-lo, algumas vezes desprezados por certos autarcas.

Pela mão de um bom amigo tomei um dia conhecimento da existência de um desses nomes.
Mestre José Manuel Soares, um pintor que ao longo da sua vida retratou factos da nossa história ou, culturais, sociais e também paisagísticos. 
Nascido em 1932, natural de S. Teotónio, Odemira, José Manuel Soares fez a penúltima exposição da sua vida na aldeia de Monsanto com quadros com motivos exclusivos da aldeia.

Como bem lembrado neste livro que voltei a reler no Sábado passado e de que mostro a capa - "um pintor sobrevive à sua época porque a representa de uma maneira tão típica que chama à atenção e suscita a admiração da posteridade".

José Manuel Soares vendeu muitos quadros ao longo da sua vida, havendo portanto muitas obras suas em mãos privadas.
Mas tinha um espólio enorme em seu poder.

Esse espólio está praticamente todo em Pinhel. 
Ainda bem, já que outros o não quiseram acolher.
Anexo três exemplos dos quadros que o livro acima mostra.

Além de José Manuel Soares, quantos mais houve como ele, quantos mais existirão por aí, fora dos circuitos das grandes galerias?
AC

- uma interpretação de Afonso Henriques, a torre sineira de Odemira, e uma perspectiva no Bairro Alto

sábado, 20 de maio de 2023

A  PROPÓSITO  do  DIA  da  MARINHA

Assinala-se em 20 de Maio o cumprir da missão que lhe fora dada, a de descobrir o caminho marítimo para a Índia. Vasco da Gama chega a Calecute nesse dia no longínquo ano de 1498.

Entre livros, documentos, quadros, etc., que me recordam, quer o dia da Marinha quer a Marinha nacional do presente e a do passado, neste dia gosto particularmente de olhar para certas coisas que tenho em casa e, de entre elas, por exemplo, a reprodução de uma tela de um pintor português muito pouco conhecido, José Manuel Soares, autor de vasta obra e que, em grande parte, está no museu em seu nome, no antigo Paço Episcopal em Pinhel. 

Esta reprodução foi-me dada a conhecer pelo meu estimado vizinho na aldeia de Monsanto, o senhor professor Joaquim Fonseca.

Por razões familiares, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, este ano não posso deslocar-me ao Porto onde tiraria muitas fotografias, como fiz no passado nas cidades onde o 20 de Maio foi sendo comemorado.

Siga a Marinha!

António Cabral

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

PRECIOSIDADES

Armadura de Infante, século XVI
Canhão, 1558
"Ecce Homo", pintura, século XV
AC

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

 P   I   N   T   U   R   A

"À revelia do que muitos pensam, a arte abstracta não é somente uma mistura aleatória, fortuita, de cores e matérias sobre suporte. Pelo contrário, quando Wassily Kandinsky a instituiu, em 1910, ofereceu ao mundo através dela, instrumentos lógicos de construção. Criou um manual de elementos selecionados, tais como o ponto, a linha, a cor, a textura, o equilíbrio, a harmonia, a proporção. Há que reflectir sobre como distribuir estes elementos  no plano e no espaço. A medida da sua composição é a medida do seu valor e da sua comunicação. Toda a pintura é, de certo modo, abstracta". (Da exposição de pintura que tempos atrás visitei - "Caminhos Cruzados: Costa Camelo entre os seus contemporâneos",  Castelo Branco)

AC

terça-feira, 5 de maio de 2020

GALILEU
Andaram anos a afirmar que ele não sabia o que estava a dizer................viu-se depois!
AC

domingo, 5 de abril de 2020

quarta-feira, 1 de abril de 2020

domingo, 29 de março de 2020

M U I TO    B O M    D I A  
Aos amigos, visitantes, leitores

Que estejam bem e assim continuem.
Tenham um bom Domingo.
AC

domingo, 22 de março de 2020

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A R T E
O meu falecido Pai tinha formação para entender, arte, arquitectura, escultura, pintura, fotografia. Escola António Arroio, e depois Belas Artes.
Um exemplo, dos vários que guardo.
 

Quando algum de nós, em casa, dizia mal de alguma coisa que via,  ele argumentava sempre - "não digas isso, diz só que não tens preparação e formação para entenderes".
Procuro não me esquecer do conselho.
Vem isto a propósito do sururu em Serralves.
Há dias ouvi António Lobo Xavier fornecer encómios elevadíssimos acerca de Ana Pinho. Reparei também no ar irritado de Pacheco Pereira. E registei as palavras do criador de - quem se mete com o PS leva - acerca de Isabel Pires de Lima o que, vindo de quem vem, é coisa sempre de imediatamente desconfiar, SEMPRE.
E tenho reparado em textos pró e contra as pilas e o sadomasoquismo colocado em fotografias na Fundação Serralves.
Pode dizer-se tudo e mais alguma coisa, mas fica-me a sensação de que, entre outras coisas e certamente algumas muito justamente apontadas, temos mais uma vez um caso talvez para disfarçar muito do resto. 
E vou notando os egocentrismos de várias "primas donas", desde autarca a comentadores, a jornalistas, à TSF passando já músicas de escolha do homem no centro da coisa.
Disfarçar o resto: o que é para mim o resto?
Por exemplo, jornais (o estado deles), o preocupante estado dos canais de TV, livrarias que desaparecem, o cinema e teatro em Portugal, as galerias de arte e quem as frequenta, o desaparecimento de salas de espectáculos, a diferença entre Lisboa e Porto de um lado e no outro muitas localidades do restante País.
A fotografia da experiência do meu Pai que acima mostro é sobre o corpo humano. Naturalmente, naquela época (antes de 1940), era o que faltava explicitar por exemplo orgãos genitais. 
Censura? Auto-censura? 
Aquele esboço tinha/ tem alguma coisa de artístico? Não sei. 
Mas gosto.
Uma coisa creio que é indesmentível, é que ao longo dos séculos a arte e muitas outras coisas tiveram a sua época, e foram sendo ou não reféns desses tempos, do passar dos anos.
Os artigos em jornais, e nas TV, anunciando exposições, alertando para isto aquilo, expondo críticas sobre livros e obras diversas, têm muito de modas? Não sei com rigor, mas tenho muitas dúvidas. 
Por exemplo, em fotografia, aquela com o Mário Soares dentro de um carro e um cidadão a apertar-lhe a bochecha, ou a de Salazar morto, ou uma das mais ridículas de Marcelo a trocar de fato de banho, têm alguma coisa de arte? 
De oportunidade e sagacidade do fotógrafo têm de certeza.
E se pensarmos em outros aspectos da nossa vida do dia a dia, nas nossas investidas por áreas da vida procurando enriquecer-nos a mente, tentando melhor compreender a envolvente, dando descanso à lufa-lufa, descansando prazenteiramente dentro do grande auditório do CCB?
E questões de censura?
E questões do financiamento de Serralves, e dos museus nacionais, e das ditas companhias de teatro saltitantes comparando com S.Carlos e com D.Maria II, ou com teatros de revista?
E se reparássemos em quem está instalado e há quanto tempo, por muitos dos sítios com ligação a arte em sentido lato?
E que incentivos e protecção partem da CMLisboa e da CMPorto e com que reais objectivos, que não os aparentes?
Há dinheiro para tudo? E mecenas?
Ou, não havendo, convém subsidiar certas elites e políticos ligados a essas elites?
E, já agora, no meio de tanto sururu em Serralves, que parte é verdade quanto ás tais fotografias, quanto ao mal-estar, quanto à censura, quanto ao - eu não sabia?
Não me comovo com as irritações de Pacheco, com os elogios do trauliteiro ou de Lobo Xavier, e tenho presente que ninguém tem 100% de razão ou de culpa. A começar por mim.
Este sururu a Norte deixa-me muitas interrogações.
Que gostava muito de ver esclarecidas na totalidade, em todos os seus contornos, artísticos, financeiros, de lazer, administrativos, de luta de poderes, de compadrios, de quadros de pessoal.
Mas como estou em Portugal tal não vai acontecer. APOSTO.
AC