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sábado, 17 de janeiro de 2026

A  Propósito  de  Seniores  e  Reformas
Bom dia, tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte e. . . . . não parem de reflectir.
AC

quinta-feira, 23 de junho de 2022

4 6

"Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós.

Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".

(Antoine de Saint - Exupéry)

E digo eu, a vida é, muitas vezes, BRUTAL!

AC

terça-feira, 29 de março de 2022

GRIPE A, COVID, e POSTURA de MUITAS PESSOAS
Encontrei esta manhã um amigo. 
Más notícias.
O neto mais novo, de uma das filhas, com gripe A.
O neto mais velho de outra filha teve Covid há pouco tempo.

No lar onde está a minha mãe novo surto de COVID, em várias funcionárias e, claro, transmitiram a dois idosos. 
Resultado, testes a toda a gente e a minha mãe enclausurada no quarto uma semana, e mais outros seis dias já podendo circular no lar mas sem de lá poder sair!

Postura que se vai encontrando - ah, está quase tudo vacinado, não há problema.

Outra postura cada vez mais observada em certos espaços, como ontem no supermercado - minha senhora coloque a máscara por favor……..ah,….ainda é preciso?

E quantos lavam as mãos?
Depois admiram-se!

Não haveria problema se os resultados funestos caíssem apenas nos relapsos, pesporrentes e patetas. 
Mas não, as consequências caem também em quem é cuidadoso e cumpridor e respeitador dos outros.
Insuportáveis!
AC

quinta-feira, 10 de março de 2022

Os  MAIS  FRÁGEIS  da SOCIEDADE

Há umas semanas li este artigo. Volto a ele por razões diversas e particularmente por nova situação concreta que conheço muito bem. Li-o agora ainda com mais atenção e mais fico com a sensação da superficialidade com que abordam este complexo tema da sociedade. 
É um tema sobre o qual, por razões da vida, tenho um conhecimento  razoável. 
E falar disto não deve ser baseado em conversa com alguém de uma IPSS há anos instalado na estrutura. Ou mesmo que seja com mais que uma dessas pessoas. É preciso muito mais. 
Este assunto não pode ser encarado com superficialidade. 
A sociedade, todas as sociedades, têm cidadãos com muitas fragilidades, sendo uma parte substancial os idosos.

Isto dito, e se "acuso" de superficialidade o artigo e inerentemente o jornalista e o jornal, também reconheço não ser possível aqui neste modesto blogue escrever um "tratado" sobre o assunto. Mas tentarei aflorar alguns aspectos. Realidades que no artigo não encontro com rigor.

Em todos os assuntos se deve ter por indispensável a procura da verdade, a verdade dos factos, o aprofundar e analisar dificuldades e parâmetros envolvidos, procurar perceber que soluções possíveis para cada problema/ assunto.
No caso concreto dos idosos ou mais politicamente correcto - seniores - para mim isto é ainda mais importante.

Do artigo saliento 9 aspectos que me pareceu que o jornalista queria enfatizar: 
- preço mínimo por vaga/ mês; 
- a construção para atender ao apoio a idosos parece estar a ser atractiva; 
- tão atractivo está este segmento do investimento imobiliário que estão aparentemente a aparecer investidores nacionais e estrangeiros; 
- apesar de alguma construção nos tempos mais próximos, é apontada uma escassez generalizada; 
- as mensalidades a pagar dependem naturalmente da condição física do idoso:
- o artigo aponta 1175€ / mês como mensalidade mínima do sector social e, se percebi bem, 1200€ no sector privado;
- há pressão ao nível da procura de recursos humanos; penso que se pretende referir aos recursos humanos para trabalhar nas instituições;
- o artigo refere que a segurança social via PRR disponibilizará 300 milhões de euros
- o rendimento anual por unidade atingirá 5,75 %, perspectivando-se uma gradual subida do investimento nestes activos imobiliários.

Como disse não é possível aqui abordar com profundidade este complexo assunto. Mas aqui vai alguma coisa.
Para continuação de conversa, porque sei alguma coisa deste assunto? 

Porque conheço razoavelmente experiências e dificuldades várias vividas por mais velhos que a minha idosa (terá 97 em 8JUL) mãe (família afastada, como primos e tios dela), familiares de amigos chegados, mãe do meu genro, mãe de uma cunhada, e o trabalho de investigação que fui fazendo entre 2011 e 2019 já prevendo o futuro. Em 2019, a minha mãe, por sua vontade, e apesar de manter (como mantém) mobilidade usando uma bengala de 4 pontas por precaução, com uma cabeça fantástica, com limitações de visão e audição, quis passar a viver num lar. E assim foi a partir de Maio desse ano. Não foi nada fácil arranjar coisa decente.

O meu pai faleceu em 2011, mas ela quis continuar a viver sozinha na sua casa, para onde regressou logo após o funeral. Foram 8 anos, com o meu apoio semanal para compras, apoio periódico para aspectos de saúde, apoio periódico em fins de semana em minha casa para conviver sobretudo com os netos e bisnetos. 
Sei alguma coisa deste assunto. 

O acompanhamento dos cidadãos mais velhos é uma questão complexa em todas as sociedades, mas particularmente em países como Portugal, onde se finge ser um país rico, onde se vive como se vê cada vez mais, e em que as elites são fraquíssimas e muitas são mesmo reles, mas têm vida e comportamentos de rico.

As infra-estruturas para apoio a idosos são de dois tipos: privados e de âmbito social com forte ligação à segurança social.
A avaliação da saúde de uma sociedade também se deve fazer olhando a como o Estado ou seja, os poderes públicos e concretamente os governos, tratam das crianças e dos idosos.

E o que são os lares?
Superficialmente, digo eu, devem ser infra-estruturas onde os idosos ainda bem de saúde mental ou já não, com mais ou menos limitações, possam ser acolhidos, acarinhados, dando-lhes adequada ocupação física e espiritual, acompanhados em todos os planos que não apenas os de saúde. Infra-estruturas e instituições privadas ou associativas, em que todas, sem excepção, deviam ser anualmente fiscalizadas pelos serviços dos sucessivos executivos.
Pergunte-se a Lino Maia e a Manuel Lemos que estão há décadas a chefiar este tipo de "instituições / estruturas" que eles explicarão melhor o que se tem feito de bom, o que está frágil, o que está mau. 

Foi com a Constituição que surgiu o termo IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social). 
As IPSS são instituições ou organizações constituídas por iniciativa exclusivamente privada, sem fins lucrativos, para promover a igualdade e a justiça social, nos planos da segurança social, educação e saúde. A sua atuação enquadra-se no âmbito da economia social, e têm como principal objetivo a solidariedade social, em domínios como a segurança social, educação e saúde.
Fala-se em cooperação com o Estado, mas a realidade é que a Segurança Social contribui decisivamente para as IPSS. 
É absolutamente ridículo ver algumas criaturas afirmar que o Estado não tem lares, que não têm estas infra-estruturas de acolhimento. Naturalmente, fala-se em associações de solidariedade social, como associações de voluntários, como associações mutualistas, eventualmente de fundações neste domínio social. E, desde tempos remotos, existem as Santas Casas de Misericórdia.

Portanto, falamos de apoios a idosos e por essa via a famílias, a proteção na invalidez, a proteção em situação de carências graves, etc.
Neste âmbito e no presente, quando falamos em "
economia social", temos por exemplo as Santas Casas sob o chapéu da União das Misericórdias Portuguesas. 
Mas temos mais, a Confederação Portuguesa de Economia Social (CPES) que designadamente congrega, a União das Misericórdias Portuguesas, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, a União das Mutualidades Portuguesas, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, a Confederação Cooperativa Portuguesa, e a Associação Portuguesa de Mutualidades.

Mas temos também muitas outras coisas. Temos casas, vivendas, prédios pequenos, que estão transformados em lares, com designações diversas. Basta ir à Internet, ou fazer caminhadas em vários locais para descobrir isso (repouso, acolhimento, etc.). E temos pelo interior do país imensos ditos lares em que anualmente vários são fechados mas muitos mais subsistem sendo que as condições deixam algo a desejar.

Com a pandemia muito ficou a nu! Muito do que há décadas se esconde. Alguns, mais violentos, chegaram a escrever existirem dois tipos de cemitérios, os dos mortos e os dos vivos. Adiante.

Por mim, creio continuar a existir alguma clandestinidade neste âmbito. E, portanto, digo eu, temos pelo país fora lares ilegais/ clandestinos em que alguns de vez em quando são descobertos, lares legais com condições deficientes, lares legais com condições razoáveis ou mesmo boas. E temos, portanto, lares numa vivenda pequena onde se amontoam idosos, lares em ruas conhecidas das avenidas em Lisboa com escassos utentes e preços carotes, lares em edifícios de 3 ou 4 andares com perto de 100 idosos, etc. Teremos, provavelmente, mensalidades desde 700 €, algumas de 1000, de 1350, de 1500, de 3500 €. Sim 3500,00€. E fico por aqui quanto a preços.

Olhadas as 9 questões supra apontadas, a questão dos preço fica por aqui. Basta consultar a NET, e depois fazer perguntas em certas zonas para se perceber que quanto a preço há muito que ponderar e não me parece que seja apenas o que o artigo refere. Até porque, depende da condição do carenciado.

Passando às questões imobiliário/ novas construções/ escassez de infra-estruturas, em que o jornalista confessa que está a ser uma coisa atractiva, isto deixa campo a muitas interrogações. Desde logo, que requisitos são impostos pelas autoridades para novas construções destinadas à economia social? Estou a perguntar, pois até coloco a possibilidade de nada se impor e depois as autoridades competentes no âmbito da segurança social inspecionarem as novas unidades. É uma área com pano para mangas, e muitas dúvidas.

Conhecendo muito bem quatro infra-estruturas de acolhimento de idosos/ carenciados, um dos aspectos que mais me tem chamado à atenção é o problema dos recursos humanos por outras palavras, "o recheio" formado pelo conjunto dos profissionais para lidarem diariamente com pessoas em que, na maioria dos casos, têm grande limitações físicas e psíquicas.

Porque, o que é um lar? Local onde vivem seres humanos frágeis.
Um lar tem alguém que o dirige. Pode ter uma directora tonta ou uma eficaz que não delega na enfermeira chefe as suas responsabilidades directas.
Deve ter apoio médico dedicado, e há normas para isso. E enfermeiros.
Fornece alimentação, havendo quem a confecione dentro da casa, e quem a receba de "catering". Deve ter serviço de limpeza. E um que conheço bem tem limpeza diária duas vezes por dia (quartos, corredores, etc. Outro............adiante.

Lares há que têm entretenimentos semanais, apoio psicológico, educação física/ ginástica apropriada para idosos, ocupação de tempo livres. Saídas para os que fisicamente para isso têm condições. Conheço quem tenha até barbeiro e cabeleireira. Muitos não terão nada disso, como por exemplo, certas vivendas ou andares adaptados a lares. Alguns terão agregadas instalações para cuidados continuados.
Há associações integrando lares que dão apoio na comunidade onde se inserem.

E além disto há que considerar mais aspectos de que dou apenas alguns exemplos; o serviço de apoio domiciliário por parte de Santas Casas de Misericórdia e associações diversas, centros de dia (muitos fecharam na pandemia), centros de convívio.

Para perceber ou pelo menos ponderar sobre alguns dos problemas que se colocam no que respeita aos recursos humanos, vale a pena reparar em quem cozinha, à idade e à cor da pele, à nacionalidade. Atente-se no pessoal de enfermagem, à idade. Atente-se no pessoal administrativo. Atente-se à direcção.
Que formaçãoE quanto lhes pagam? E o esforço físico e psicológico de alguns/ algumas, a quem lhes tem que ser dada folga de 4 em 4 dias? 
Como resolvem os problemas logísticos e de manutenção de equipamentos?
E desde as Santas Casas das Misericórdias a todas as outras IPSS, todas têm quadros de pessoal aprovado? E quanto aqueles lares em vivendas e prédios pequenos, que atenção lhes dedica a Segurança Social/ governos?

Vale a pena lembrar que a propriedade física das infra-estruturas não tem por "dono" o Estado. Sim. Mas há normas a elaborar e fazer cumprir, há enquadramentos legais a cumprir, há necessidade de fiscalizações, definição de quadros de pessoal e de competências. Ou não?

O assunto LARES é um assunto político, há aqui uma necessidade de política social séria, e que não pode ficar por loas, propaganda e parangonas.
À boa maneira de uma certa súcia de pessoas, agora com o PRR é que as coisas se vão resolver?

O imobiliário na área da economia social está a atrair muito investimento. Pois é, a tal coisa sem fim lucrativo. Quem controla?

Como disse, assunto complexo, é preciso conhecer e pensar.
Antonio Cabral (AC)

sexta-feira, 22 de maio de 2020

QUÃO COMPLEXO O NOSSO MUNDO?
Quão complexo, quer no plano dos cuidados de saúde, quer quanto a todos os outros indicadores?
COMPLEXO e a dar muito que pensar quanto a, desigualdades mesmo entre regiões de um mesmo país, desenvolvimento, investigação, alimentar, etc.
Mas fiquemos por um quadro de mortes entre 1 Janeiro e 1 Maio do corrente ano em que, aparentemente:

Que pensar deste tipo de estatística? 
E é uma estatística incompleta, não tem por exemplo referências ao Ebola, ao Dengue, à Sida que, em África, creio que dizima como faca quente em manteiga.
Que preocupações autênticas perante estes números?
Para lá de se saber já com um certo grau de segurança, que o Covid-19 se apanha alguém acima dos 65/ 70 anos gera situação muito complicada, o que verdadeiramente impulsionou esta onda de pavor pelo mundo fora?
Que racional? Ou há aqui mais do que teorias de conspiração?
Foi tudo um acaso?
AC

quinta-feira, 19 de março de 2020

PNEUMÓNICA
Em Portugal também designada por gripe Espanhola, uma pandemia mundial que terá matado dezenas de milhões de pessoas por este mundo fora.
Na família temos eco concreto dessa tragédia.
O avô materno da minha mulher casou e teve duas filhas, a nossa tia Zé e uma irmã mais nova que viria a ser a minha sogra.
Não sei em que altura do ano de 1918, mas a avó da minha mulher foi apanhada pela pneumónica (viviam no Algarve) e faleceu.
A minha falecida sogra creio que tinha entre 4 a 6 anos.
Algum tempo depois, o avô casou de novo, com a cunhada, de quem teve mais dois filhos.
A minha falecida sogra ás vezes contava coisas sobre esse passado de que se recordava apesar de muito tenra idade.
Vem isto a propósito da situação que vivemos no presente e que me  levou a recordar este caso familiar e, também, a ir ver um video de 2015 que desconhecia, um programa para a RTP apresentado e explicado por Fernando Rosas. Salvo melhor opinião, um documentário bem feito e elucidativo.
Que mais me confirma (se eu precisasse de confirmação) que as elites e políticos portugueses nada aprenderam e nada aprendem, só se servem, com muito raras excepções.
Atente-se no que está nesse filme, quem sofre mais, na desorganização. Aguardemos.
AC

quinta-feira, 5 de março de 2020

NÃO  TE  RALES
Disse-me um amigo.
Pensando bem, com tanta coisa a acontecer, com tanta podridão a saltar, mais as doenças já antigas e agora o vírus actual, mais a exponencialmente crescente imbecilidade e incompetência dessa gentalha com sorriso parvo, o melhor é não nos ralarmos em demasia.
Siga para tinto.
AC

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A PROPÓSITO do que PARA AÍ VAI
Pela "enésima vez" aqui escrevo que respeito, sempre, as opiniões de outrem, mesmo quando delas discorde, seja muito ou pouco.
Quando ouço certas criaturas do sexo feminino e outras do sexo masculino, interrogo-me muito sobre o que dizem e, sobretudo, se conhecem a sério certas realidades do meu desgraçado País.
Hoje, de tarde, pensei muito nisto.
Sim, a fotografada é a minha perna direita, cruzada sobre a esquerda, a secar numa unidade de solidariedade social. 
Sim a fotografia foi tirada com o meu telemóvel.
Sim, será que o que lhes sai da boca para fora tem alguma coisa séria por trás, alguma realidade da vida?
AC

domingo, 15 de setembro de 2019

DOMINGO  💀
Faz parte da vida, mas custa.
Mais um amigo que parte, cedo, aos 69.
Muito novo, diziam há dois dias na aldeia.
Lembrei-me do meu falecido irmão, tinha acabado de completar 60 anos!!!! Sobre esse desgraçado dia já passaram 10 anos!!!!!
Este Domingo, igreja de manhã; Alto de S.João, crematório, depois de almoço.
Domingo, 15 de Setembro de 2019
AC

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

NÃO VALEMOS MESMO NADA
Exemplos reais:

- (há sete dias) o computador avariou, ou bloqueou, ou coisa que o valha. 
"que chatice......."........
Levantou-se, saiu da sala, abriu a porta para a cave para ir buscar outro equipamento.
A escada é estreita.
Razão desconhecida, escorrega, cai pela escada abaixo. Entra em coma.
Depois de darem com ele, hospital. Operado à cabeça 3 vezes. Foi enterrado esta tarde. Tinha salvo erro 68 anos.

- (creio que pouco passa dos 60 anos), 3 enfartes, algum incómodo mas sem sintomas alarmantes e dores, mas foi ao centro de saúde; mandado a correr para Coimbra, operado há 3 dias, 3 "bypass". Aguardemos pela evolução.

Não valemos mesmo nada.
AC

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

ALMOÇO, SOBRETUDO de REFORMADOS
Foi hoje. Correu razoavelmente bem. 
Fantástico, entre outras coisas, ver um homem muito mais velho, salvo erro 97 ou seja, quase mais 3 décadas que eu, bengala, mas lá ia ele na sua genica própria da idade.
Em contrapartida, se constatar o envelhecimento gradual de quase todos nós é natural, pois os anos voam, uns mais gordos ou mesmo inchados, é doloroso ver a degradação física de alguns.
Muito doloroso.
AC

sexta-feira, 20 de abril de 2018

A VIDA
A vida é como é, diz-se commumente.
A vida é fácil para uns quantos, difícil para a maioria, trágica para outros e logo desde novos. Há altos e baixos, momentos alegres e boas recordações, momentos muito tristes.
As circunstâncias da vida fazem com que, sobretudo depois de se  abandonar a vida profissional activa, menos nos encontremos, e acaba muitas vezes por seguir-se os afastamentos. 
É a vida, já dizia o outro.
Mas em relação a vários amigos e homens da minha profissão que há muito deixei de contactar e de encontrar, não esqueço em relação a nenhum deles o que me ajudaram ao longo da vida, o que me ensinaram, o que me marcaram, e a amizade e companheirismo que generosamente me dispensaram. 
Esta sexta -feira fica para mim marcada como um dia triste, pois falei por telefone com um desses, muito doente, um cidadão integro, vertical, que muito prezo e respeito.
É um dia triste mas, como sempre, não perco a esperança, a esperança de que o Vasco venha de facto a conseguir ultrapassar esta muito difícil e dolorosa fase da sua vida.
AC

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS)
Como sempre, em Portugal, uns quantos dizem maravilhas sobre ele, muitos outros afirmam horrores e, sobretudo o criador e os seus apóstolos, apesar de ateus e/ ou agnósticos, louvam os Céus pelo bem fazer do SNS.
Respeito todas as opiniões, respeitem por favor a minha.
Sem nomes de pessoas e de instituições de saúde volto a falar do SNS. Porquê? A propósito dos meus, de amigos e de um caso em desenvolvimento na Alemanha com uma concidadã que bem conheço.
SNS, estou convicto, foi uma belíssima e feliz criação pois o nosso País também nessa área estava uma desgraça.
O SNS não é de certeza o melhor do mundo e certamente que poderá ombrear com muitos dos seus congéneres lá fora. 
Mas está com muitos problemas. 
O actual ministro talvez pudesse concentrar-se ainda mais nos problemas da sua área, em vez de ir fazer trabalhinho político a Sintra para ouvir o anúncio de um novo hospital que, ouvi Basílio dizer na TSF, não é um hospital.
As minhas experiências?
O meu falecido pai, quase a fazer seis anos que nos deixou, foi sempre muito bem atendido. Concretamente, e neste blogue e em outro o escrevi no passado, foi sempre carinhosamente tratado pelo pessoal das ambulâncias do INEM, as quais nunca demoraram mais de 15 minutos a chegar lá a casa depois das chamadas de emergência. Transportaram-no para Lisboa por diversas vezes para as suas grandes aflições oncológicas, onde foi sempre pronta e atenciosamente tratado. Relativamente aos problemas de visão da minha idosa mãe tenho queixas várias quanto a uma instituição de saúde mas, por outro lado, muitos elogios quanto a outra instituição.
Mas o meu pai tinha uma caricata pensão (estava dispensado de pagar taxas) e a minha viúva mãe ficou com metade daquela fortuna, um bocado inferior aos tais 440,00 € que vejo nos jornais como sendo o sustento de Vale e Azevedo.
Porque, e aqui o meu principal ponto, uma pessoa que não tenha uma pensão tão miserável mas ainda assim baixinha, está desgraçado.
Por exemplo, é capaz de andar desde o início deste ano para ser encaminhado para um urgente tratamento de radioterapia num hospital do SNS.
E quanto ao estrangeiro, onde como cá há bom e muito mau, conheço muito bem quem na Alemanha está a viver um drama crescente, em função do seu terrível problema oncológico. 
As descrições que nos chegam dão bem conta daquele SNS Alemão.
A saúde é o único euromilhões.
Mas quando ela começa a falhar, a falta de euros lixa tudo. 
E eu não tenho, para na privada poder ajudar um dos meus melhores amigos.
O SNS custa dinheiro, e precisava de custar mais. 
Basta conhecer como se desenrolam certos casos na privada e comparar.
Agora, o SNS acorre a muitos (os meus pais são um exemplo) mas quem está quase a meio, quem é da classe média/ baixa, está bem tramado.
Como ele disse ontem, "morro na mesma".
AC

terça-feira, 27 de junho de 2017

PAÍSES e..............países........
Uma Vila Muito Especial na Holanda
Pela mão de uma amiga fiquei a saber de um exemplo curioso existente na Holanda.
A vila holandesa de Hogeweyk parece um pacato vilarejo comum. Com lojas, restaurantes, parques e até mesmo um teatro, não se suspeitaria que esta "cidadezinha" é um lar para idosos que sofrem de demência e Alzheimer. Os 152 residentes que ali vivem desfrutam de total liberdade e privacidade, tendo assistência 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Os moradores mais jovens da cidade são enfermeiros e enfermeiras especialistas em geriatria, que trabalham para dar aos residentes uma vida mais fácil e natural. 

Usam roupas comuns para que os moradores se sintam mais confortáveis e cumprem atividades do dia-a-dia tal como numa cidade, por exemplo caixas no mercado, funcionários do correio e na mercearia. Para os moradores, eles parecem ser vizinhos gentis ou pessoal contratado pelos estabelecimentos comerciais.
A vila foi especialmente projetada para não parecer uma instituição e fazer os moradores sentirem-se mais autónomos e confortáveis. 

Existem 23 casas com estilos variados.
Não há trancas nas portas e os moradores são livres para passearem pela aldeia a pé ou de bicicleta. Uma equipa de muitos funcionários está sempre por perto para garantir que eles tenham assistência pronta e segura. 

Existem outras instalações de lazer, como um café, restaurante, teatro e bar, para fazer com que a rotina quotidiana seja bem próxima da vida real de uma comunidade.
Em cada casa, os moradores têm o seu próprio quarto e compartilham a sala de estar, a sala de jantar e a cozinha com 6 outros residentes.
Os residentes administram suas próprias moradias, com o apoio de prestadores de cuidados. Em casa, eles são responsáveis por cozinhar, lavar e limpar.
Os moradores podem fazer as suas compras no supermercado de Hogeweyk. Não há circulação de dinheiro na vila. O stress com o custo de vida é removido da vida dos moradores, pois todas as despesas são cobertas pelo seu pagamento mensal à instituição que administra o local. Que, diga-se de passagem, não deve ser pouco. E que não consegui apurar.

AC
   

sábado, 14 de novembro de 2015

A MORTE
A única verdade irrefutável, a única certeza à superfície terrestre, a morte. Um dia chega, a todos.
Doença súbita ou prolongada, acidente trágico, queda nas escadas ou na rua, sono sossegado que 
de tão velhinho já não se acorda na manhã seguinte, ferimento na guerra.
É uma coisa desagradável de se falar, mas faz parte da vida, de militares e civis.
É aquela coisa que não acontece só aos outros.

Pela minha parte, tenho dois "ficheiros" sobre ela: um civil, outro militar.
A morte, a que presenciei, não é como nos contam nos livros policiais ou em romances, ou nos filmes.
Do "meu ficheiro civil":
> adormeceu, sofrido, mais frágil que um cristal fininho do século XIX, não acordou, o rosto 
continuava de manhã fechado, os lábios entreabertos.
> prostrado, cuidados intensivos, cabeça entrapada, o horrível som entre o rouco e soprado que 
saía dos lábios, estado para lá do vegetal horrível de testemunhar, resistiu pouco mais que 48 horas.
> escanzelado, metendo-lhe para dentro líquidos verde escuro e soros, durou 8 meses e 8 dias.
Guardo bem na memória o que vi.

Do "meu ficheiro militar":
> 2340h, 19 Maio, 1973, rio Cacheu, chegou repentino, por bombordo, vindo da margem, de 
dentro do "tarrafo", causou um pandemónio a bordo, alguns feridos, um ferido muito grave que 
veio a falecer; podiam ter morrido vários homens, eu, o meu amigo e estimado comandante, e 
mais alguns dos que estavam no exterior do navio. Aqui, a morte chegou a um, rondou vários, as 
coisas ficaram assim, porque tinha de ser assim. Neste caso, o morto, um comando africano 
que estava no exterior, gravemente ferido em todo o corpo porque a explosão aconteceu quase 
em cima dele. Faleceu horas depois do sucedido e socorrido pelo enfermeiro, que o deixou 
quase como uma múmia e bem anestesiado, por razões óbvias. Não faleceu como nos filmes.
> 1980, salvo erro, a Sul do Algarve, desembarcámos um sargento falecido subitamente a bordo. 
Um cenário que não se esquece, designadamente a passagem dos restos mortais para fora do navio.
Guardo bem na memória o que vi.

Porque me lembrei disto tudo, da morte de familiares e de militares?

Porque hoje, outra vez, um massacre em Paris.
A confirmação só daqui a várias horas mas, aparentemente, dezenas de mortos, dezenas de 
feridos. Agora não houve provocações cartoonistas.
A realidade é que foram assassinadas dezenas de pessoas.
Para quando, a nível geral, colocar os pés na terra?

António Cabral