AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
terça-feira, 16 de agosto de 2022
segunda-feira, 13 de junho de 2022
terça-feira, 23 de novembro de 2021
PROBLEMAS de COMUNICAÇÃO
É sabido que em sociedade, na política e não só, existe em muitas pessoas um grande problema de comunicação, que se manifesta de formas variadas. Vem isto a propósito do que às vezes ouço nos chamados Forum da TSF quando vou no carro e passo por minutos da Antena 2 para a TSF, como vem a propósito do que no presente leio e ouço saído da boca de muitos sem nenhuma continência verbal para não dizer pior.
O pequeno video em baixo retrata bem a patetice de alguma pessoas que não tratam adequadamente nem mesmo pequenas situações, quanto mais as questões cruciais em sociedade.
terça-feira, 7 de julho de 2020
O ser humano é frágil, muito frágil.
Muitos o dizem, há décadas, muitos o sabem, mas,...........mas a realidade é que quando a REALIDADE cai em cima, aí damos conta de que o ser humano é mesmo muito frágil.
Quando as coisas passam da estatística, do diz que diz, da OMS, da DGS, para a dura realidade e atinge família, amigos, conhecidos, gente da mesma profissão, aí damo-nos conta, a sério, somos muito frágeis. E, além disso, impotentes para alterar o rumo de doentes.
A medicina está muito avançada mas, como se vai vendo.......
Numa semana dois casos, próximos.
Uma prima por afinidade, 74 anos, e um homem da minha profissão, creio que 74 ou 75 anos.
Ela, sem filhos, eterna gulosa, viajada, confortável na vida, confessou aos irmãos em Janeiro passado que já há uns tempos que sentia um cansaço grande.
Nada relacionado com COVID-19. Veio a pandemia e só há pouco tempo decidiu fazer o evidente, análises várias.
Não conseguiram detectar o foco, a origem, mas o certo e terrível é que está “minada” por todo o lado. Nada o fazia prever.
Ele, foi apanhado pela pandemia COVID-19, e além dele a mulher também. Sintomas muitos diferentes, ele com muita febre.
Se Deus quiser, ele conseguirá recuperar assim como a mulher e, se Deus quiser, sem sequelas.
Quanto à prima, nada a fazer.
Somos pouco mais de que uma coisita que por cá passa, em sobressalto, frágil, e depressa passamos a pó.
AC
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Há muitos anos que em casa seguimos certas orientações, quanto a posturas na vida e nomeadamente quanto a ALIMENTAÇÃO (está num papel manuscrito, quase com letra de médico, pelo que transcrevo):
Ler, ler o mais possível sobre assuntos relacionados com ela, ponderar, e decidir. Não acreditar em tudo. Nada de ortodoxias.
Tratar de fazer quase tudo, em harmonia com as respostas do nosso corpo. Mas as respostas do corpo quer quanto ao que ingerimos quer quanto a exercício físico também variam muito em função da época do ano.
Ainda assim parece aconselhável:
> vegetais em quantidade razoável, mais cozidos do que crús,
> gorduras saudáveis basicamente o azeite, de preferência o extra virgem com 0,5 ou no máximo de 0,7 de acidez; acompanha muitas vezes o azeite, o vinagre, usamos o balsâmico branco que é o mais suave,
> evitar manteiga, mas não a pôr completamente de lado, periodicamente a mais magra possível e pouco sal, e recorrer mais à Becel magra,
> por princípio evitar batatas fritas, mas sobretudo de pacote, batatas cozidas sim mas não abusar, e alternar com a batata doce que aliás é excelente assada e frita,
> por fritos, que são de evitar, mas quando o rei faz anos uns peixinhos da horta ou umas pataniscas por exemplo de bacalhau,
> cereais variados, não manter sempre os mesmos, composição e marca,
> pão de mistura, e mais vezes torrado,
> massas variadas, cozidas, alternar com arroz, menos vezes o branco,
> beber bastante água, sobretudo fora das refeições, antes, e procurar ingerir algumas canecas de água morna,
> chás sem açúcar, cafés 2 por dia, nós bebemos ao pequeno almoço e almoço,
> peixe, muito peixe, cozido, assado, grelhado, poucas vezes frito, mas vá lá, de vez em quando também é importante o frito,
> camarão, choco, lulas, polvo, equilibrar com as outras refeições, ingerir menos disto, mas de vez em quando....,
> porque não a espaços uns belos bifes de atum fresco,
> evitar enlatados,
> carnes, mais para perú e frango, mas não deixar de comer de vez em quando um bom cozido que tenha alguma contenção em enchidos e toucinhos, etc,
> de vez em quando alguma carne magra de porco, grelhada ou no forno, carne de bovino também periodicamente por exemplo, para estufar, ou assar e porque não, a espaços, um belíssimo bife do lombo bem grelhado,
> uma vez por semana uma feijoada, ou grão, ou ervilhas; cá em casa preferimos o feijão arroz (há pouco, é 1/3 do frade), grão seco demolhado de véspera, ervilhas congeladas que é uma boa oportunidade para ovos,
> fruta, muita fruta e variada, pouco ás refeições ou mesmo nada, mas particularmente em cima do pequeno almoço e a meio da tarde,
> muito pouco leite, e magro,
> iogurtes magros como rotina, variar com alguns com frutas, etc.
> doces, evitar os das pastelarias, fazer bolos em casa, simples, sem cremes, por exemplo de iogurte, ou laranja, ou frutos secos, ou de maçã; de vez em quando uns quadrados de chocolate negro sem açúcar e, vá lá, quando o rei faz anos, uma belíssima mousse de chocolate que pode ter variantes em mini condimentos. E também, de vez em quando, fazer uma compota caseira ou marmelada. (temos uma prateleira imensa de livros de culinária, recentes, antigos e muitoooooo antigos)
Como dizia o avô Trindade, equilíbrio na alimentação mas, cuidado, de vez em quando é preciso um "bocadinho de veneno".
E na senda das recomendações do avô, nada de refrigerantes, evitar o mais possível bebidas alcoólicas mas às refeições principais, não faz mal um copo pequeno de um bom vinho tinto.
Sempre concordei com ele!!
Bom, a finalizar, muitas caminhadas, muitas, e exercício físico regular em casa, particularmente bicicleta apropriada, e os aparelhos e borrachas para as mãos, mais os elásticos simples para braços e ombros. Saúde.
António Cabral (AC)
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
domingo, 15 de setembro de 2019
Faz parte da vida, mas custa.
Mais um amigo que parte, cedo, aos 69.
Muito novo, diziam há dois dias na aldeia.
Lembrei-me do meu falecido irmão, tinha acabado de completar 60 anos!!!! Sobre esse desgraçado dia já passaram 10 anos!!!!!
Este Domingo, igreja de manhã; Alto de S.João, crematório, depois de almoço.
Domingo, 15 de Setembro de 2019
AC
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Uma das penosas realidades da vida é aquela fase em que os nossos ascendentes nos deixam.
Depois, há que tratar de cancelar contratos de electricidade, água, telefone, TV, e ir "desfazendo" a casa deles/ minha.
Depois, dependendo de família para família, mais ou menos mobiliário, mais ou menos livros, e encontram-se coisas desconhecidas, encontram-se coisas de tempos idos, aparecem documentos e fotografias que há muito estavam afastados dos nossos olhos.
É o caso deste vetusto diploma, atestando a minha passagem pelo Equador.
Parece que foi outro dia.
AC
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Há duas coisas só que podem incomodar:
Ser você bem sucedido ou ser mal sucedido.
Se for bem sucedido,
Não há motivo para se incomodar.
Se for mal sucedido, de duas uma:
Ou você conserva a sua saúde ou fica doente.
Se conservar a sua saúde,
Não há motivo para se incomodar.
Se ficar doente, de duas uma:
Ou você se cura ou você morre.
Se você se curar,
Não há motivo para se incomodar.
Se morrer, de duas uma:
Ou você vai para o Céu ou para o Inferno.
Se for para o Céu,
Não há motivo para se incomodar.
Se for para o Inferno,
Você terá que cumprimentar tantos conhecidos que não terá tempo para se incomodar.
Não se incomode, é que não vale a pena.
António Cabral (AC)
terça-feira, 2 de julho de 2019
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Exemplos reais:
1º - (há sete dias) o computador avariou, ou bloqueou, ou coisa que o valha.
"que chatice......."........
Levantou-se, saiu da sala, abriu a porta para a cave para ir buscar outro equipamento.
A escada é estreita.
Razão desconhecida, escorrega, cai pela escada abaixo. Entra em coma.
Depois de darem com ele, hospital. Operado à cabeça 3 vezes. Foi enterrado esta tarde. Tinha salvo erro 68 anos.
2º - (creio que pouco passa dos 60 anos), 3 enfartes, algum incómodo mas sem sintomas alarmantes e dores, mas foi ao centro de saúde; mandado a correr para Coimbra, operado há 3 dias, 3 "bypass". Aguardemos pela evolução.
Não valemos mesmo nada.
AC
sábado, 15 de dezembro de 2018
domingo, 30 de setembro de 2018
terça-feira, 29 de maio de 2018
Na vida, ao nascer, ao longo e no fim do nosso ciclo aqui no planeta, e na morte. DIGNIDADE.
Dignidade, uma qualidade moral, um modo digno de proceder.
Eu pouco vejo televisão e, mesmo que quisesse, hoje foi-me impossível. Enquanto esperava pelo pedreiro e pelo electricista, ouvi pelo rádio do carro estacionado de porta aberta junto à garagem, alguns trechos dos debates na AR acerca das propostas do PS, PAN, Verdes (por fora, vermelhos por dentro) e BE.
Vou jantar, e sei agora que os quatro projectos foram chumbados, sendo que o do PS esteve menos longe de conseguir aprovação.
Marcelo deve ter mandado vir uma garrafa de champanhe. Não espumante, champanhe mesmo!
Eutanásia, morte assistida.
Parece que há imensa gente cheia de certezas pró e contra a eutanásia. Eu nunca pensei muito nestas coisas mas já pensei alguma coisa e, contrariamente a muitos dos meus concidadãos sejam pró ou contra, eu estou cheio de dúvidas.
O ter feito 70 anos, ser portanto um septuagenário, já me fez pensar em aspectos da vida que décadas atrás não coloquei nas minhas preocupações. E repito, estou cheio de dúvidas.
Que factos me ocorrem acerca deste assunto?
1º - posso estar distraído, mas penso que nem o BE colocou no seu programa eleitoral para as legislativas passadas a questão eutanásia; se é legítimo qualquer partido a qualquer momento levantar uma determinada questão na AR, penso que há um valor que devia ser tido em conta, a autoridade e, já agora, a respeitabilidade. Atentar no que se falou antes das eleições.
2º - assalta-me a ideia de que, nas negociatas entre BE e PS para constituir a geringonça, esta questão estará lá.
3º - posso estar equivocado, mas o BE teme que na próxima legislatura seja igualmente ou mais complicado tentar aprovar isto; tentaram agora.
4º - o assunto divide muito a sociedade portuguesa, acredito nisto; divide mesmo alguns partidos, se calhar mais do que possa sugerir as votações do PS e do PSD.
5º - se percebi bem do que fui lendo no IPAD enquanto esperava pelos "técnicos", a igreja católica perdeu várias oportunidades para ser prudente neste assunto. O Óscar da tonteria pode ser facilmente atribuído ao Bispo de Évora.
6º Rui Rio teve um comportamento escorreito; recomendou liberdade de voto e assumiu claramente a sua posição no assunto, não se preocupando e BEM, se essa sua posição lhe trará mais inimigos internos e externos. Foi limpo, claro, sem demagogias. Concorde-se com ele ou não, tomou uma posição de honestidade intelectual, sem joguinhos.
Sobre o assunto, reafirmo que estou cheio de dúvidas. Isto é coisa para debate prolongado na sociedade. PROLONGADO.
Mas tenho uma certeza, baseada na experiência que directamente conheci e vivi.
O Estado e concretamente os governos que o materializam em parte, não asseguram dignidade ás pessoas no final da vida.
Cuidados de saúde? Chamem-lhe o que quiserem, paliativos, etc. Mas modo digno de proceder, a sério, é coisa que da parte dos governos continua a estar ausente na prática política.
Casos que vivi/ vivo, DIRECTAMENTE:
1º - derrame cerebral, interno, agudo, na sequência de queda, ao ponto de ter sido feita trepanação (penso ser o termo) ou seja furar o osso na cabeça para extração de sangue e assim aliviar a pressão em zonas do cérebro; vegetal, irreversível, e assim ficou dias, roncando. Dignidade? Alguma, numa cama nos cuidados intensivos. Tinha 83 anos. Devia ter sido morto?
2º - supomos, cancro generalizado que o foi corroendo ao longo de 4 anos sem nunca ter havido um diagnóstico rigoroso; 84 anos; tinha ainda uma ligeiríssima lucidez, faleceu em casa, sossegado, durante uma noite, sem ninguém dar por isso a não ser no início da manhã. Devia ter sido morto antes?
3º - numa cadeira de rodas, quase a não conhecer ninguém, a pouca distância de vegetal vivo; bem tratada, com visitas semanais de vários. Quase 90. Devia ser morta?
As questões da saúde são determinantes na qualidade de vida das pessoas. A saúde é o melhor euromilhões que se pode ter. Mas o fim da vida a todos chega.
Pensar nisto, com dignidade, sem preconceitos, respeitando as opiniões todas.
Mas para haver respeito também importa que não fiquem quaisquer dúvidas sobre os propósitos de alguns dos Pró e de alguns do Contra. E eu estou cheio de dúvidas sobre esta questão da vida, como tenho muitas dúvidas sobre certos propósitos.
António Cabral (AC)
sexta-feira, 20 de abril de 2018
A vida é como é, diz-se commumente.
A vida é fácil para uns quantos, difícil para a maioria, trágica para outros e logo desde novos. Há altos e baixos, momentos alegres e boas recordações, momentos muito tristes.
As circunstâncias da vida fazem com que, sobretudo depois de se abandonar a vida profissional activa, menos nos encontremos, e acaba muitas vezes por seguir-se os afastamentos.
É a vida, já dizia o outro.
Mas em relação a vários amigos e homens da minha profissão que há muito deixei de contactar e de encontrar, não esqueço em relação a nenhum deles o que me ajudaram ao longo da vida, o que me ensinaram, o que me marcaram, e a amizade e companheirismo que generosamente me dispensaram.
Esta sexta -feira fica para mim marcada como um dia triste, pois falei por telefone com um desses, muito doente, um cidadão integro, vertical, que muito prezo e respeito.
É um dia triste mas, como sempre, não perco a esperança, a esperança de que o Vasco venha de facto a conseguir ultrapassar esta muito difícil e dolorosa fase da sua vida.
AC
quarta-feira, 28 de março de 2018
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Acabou-se-lhe a parte terrena.
Vida atribulada, que descanse em paz.
Até nisto, nesta parte difícil da vida, um funeral, se pode observar o lamentável em que a sociedade portuguesa se vem transformando: um total desrespeito pelos que nos deixam, um barulho, um estridente ressoar de esganiçadas e esganiçados, mesmo tendo ao nível dos olhos isto.
AC