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sexta-feira, 26 de agosto de 2022

INACEITÁVEL
Eis a imagem de marca da gestão de Temido
DN, Joana Petiz 26 Agosto 2022 

Sempre segura, ao contrário de Lianor avançando pela verdura, foi andando Marta Temido, em direção à fonte da autoproclamada glória, com a sobranceira certeza de um trabalho bem feito na prevenção e na luta contra a covid. Achando-se de tal forma imune a tudo que começou a dar ordens e sermões aos profissionais que tutela, quando eles ficaram esgotados e o SNS rebentou e se tornou no caos em que hoje o encontramos.

Ainda que os serviços de Saúde rebentassem pelas costuras e os profissionais do setor arriscassem a vida diariamente para cumprir a sua missão de salvamento, à margem de ordens bacocas ou substituindo-se a quem falhava na orientação, houve quem louvasse o empenho da "ministra que chora como a gente".

Mesmo quando foi preciso chamar os militares para porem ordem na casa da vacinação, que resvalava desde os primeiros dias para a balda e o compadrio costumeiros, houve quem olhasse para Temido com admiração e a ovacionasse ao vê-la juntar-se à barcaça socialista, de mão dada com António Costa.

Até quando já era mais do que óbvio que não havia tutela da Saúde mas uma espécie de ministério da covid, fraco, incompetente e inútil - com as restantes doenças obliteradas em favor de uma só, mesmo após conhecermos a real gravidade do novo coronavírus -, houve quem sorrisse e até se emocionasse ao escutar-lhe o nome. E a ministra, vaidosa, foi-se convencendo que o brilho que via não era só reflexo nos olhos de quem a via.

Quando chegar a altura, faremos as contas e veremos os resultados, foi repetindo o governo, a várias vozes e em vários formatos de discurso, enquanto prolongava as restrições aos restaurantes, ao comércio, aos equipamentos culturais - apesar de andar tudo ao molho no comboio. No final, veremos como correu, dizia, enquanto cozinhava mais uma proibição surreal apoiada na convicção (sem prova científica) de que um concerto era maior foco de contágio do que uma sala de aula, de que havia sítios em que os miúdos se lambuzavam mais do que noutros e havia que vedar-lhes o acesso.

Pois as contas estão aí. E a genial gestão de Marta Temido, com apoio declarado de Costa e dos socialistas, foi afinal, imagine-se, uma tremenda desgraça. Os dados são claros: quer na proporção de pessoas infetadas quer nas mortes, Portugal fica pior na fotografia do que a média europeia. E no retrato alargado, fica muitíssimo pior do que o registo mundial, com mais de metade dos portugueses a saberem ter contraído a doença (revelando a ineficácia de regras que só serviram mesmo para rebentar com a economia) e uma média superior a 27 mortos por dia (fazendo inclusivamente inverter a curva da idade da reforma pela primeira vez na história). A maioria desses eram velhotes que foram abandonados à sorte de terem quem deles gostasse e cuidasse onde quer que estivessem, nos longos meses em que ficaram proibidos de ver filhos e netos, ainda que isso não tivesse evitado que se tornassem vítimas da covid, traduzindo uma vez mais regras vazias de efeito mas reveladoras da brutal insensibilidade e nulo bom senso de Temido e do seu governo.


INACEITÁVEL, INACEITÁVEL, INACEITÁVEL, que o Diário de Notícias deixe publicar uma coisa destas.

Espero que o governo tome conta disto e corra com a jornalista.
Dizer-se isto da "Martinha", do governo PS, do Costa, francamente, inaceitável.
António Cabral (AC)

Ps: quem for intelectualmente honesto sabe que no consulado Leonor Beleza como titular da saúde, fizeram-se muitas coisas erradas. Foi nesse tempo e é inquestionável, basta conhecer o assunto, falar com os médicos de todas as tendências.

E também sabe que desde essa altura, os coitadinhos os Súcialistas têm escasso tempo de poder, e é por isso que ainda não puderam reverter uma série de asneiras EFECTIVAS, REAIS, cometidas no final dos anos 80 do século passado. 
Não há milagres, com tão escasso tempo de poder, pouco mais de meses desde 1995, não se consegue virar as páginas todas. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

EXEMPLOS do PORTUGAL REAL
Fala-se nas vagas de turistas.
Do clima esplêndido do País (ainda será exactamente assim?).
Do acolhimento caloroso dispensado a quem nos visita.
Da comida/ dieta mediterrânea, dos vinhos excelentes, dos sítios paradisíacos no Continente e nos Açores e Madeira. Não é mentira.
Mas, ainda que muito se tenha avançado, é mentira o que se diz sobre o desenvolvimento, sobre a sustentabilidade de muitos sectores da nossa sociedade. Malabarismos e mentiras com índices, com estatísticas, com resultados sem explicar o racional, etc.
Mas o que Portugal verdadeiramente é vê-se nos acidentes rodoviários, na pouca vergonha de muita legislação produzida, no desinteresse da maioria pela vida colectiva, pela cultura (tirando os nichos do costume) no abandono a que estão votados bens e pessoas em muitas regiões do País, no desinvestimento generalizado pois investir implicava gastar dinheiro e lá se iam as contas e as páginas viradas, no estado de muitas infra-estruturas e património edificado.
Há décadas que existem garrotes vários, desde Durão Barroso Manuela Ferreira Leite até aos dias de hoje, governos de todas as cores. Hoje não há cor nenhuma de fora, diga Jerónimo ou Catarina o que disserem.
O que Portugal é, REALMENTE, é as pontes sem manutenção, escolas como estão ainda que várias tenham melhorado, ponte 25 de Abril a chegar a uma situação crítica, bitola de carris diferente da europeia, discussão estéril entre bacocos e demagogos, mas doses industriais de futebol e seus acessórios, e as estúpidas discussões corporativas sobre o que se passa na luta contra a corrupção. Jacobinismo e desfaçatez e corrupção a rodos.
No presente, deve-se ás tragédias e intempéries melhor evidenciar o que é Portugal, de facto, colocando a nu o que já se sabia, como a desgraça que envolve as ligações fluviais entre margens na grande Lisboa, ou a pouca-vergonha que respeita ao convento de Mafra e, concretamente, o estado calamitoso dos carrilhões e outros sinos, verdadeiramente presos por arames.
VERGONHOSO.
Mas se forem ver, tudo está justificado, "eu despachei", "eu aguardo ok do tribunal de contas", "eu alertei" etc.
Cambada de facínoras, que nos violentam e desgraçam o País há décadas, desde antes do 25 de Abril.
António Cabral

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS)
Como sempre, em Portugal, uns quantos dizem maravilhas sobre ele, muitos outros afirmam horrores e, sobretudo o criador e os seus apóstolos, apesar de ateus e/ ou agnósticos, louvam os Céus pelo bem fazer do SNS.
Respeito todas as opiniões, respeitem por favor a minha.
Sem nomes de pessoas e de instituições de saúde volto a falar do SNS. Porquê? A propósito dos meus, de amigos e de um caso em desenvolvimento na Alemanha com uma concidadã que bem conheço.
SNS, estou convicto, foi uma belíssima e feliz criação pois o nosso País também nessa área estava uma desgraça.
O SNS não é de certeza o melhor do mundo e certamente que poderá ombrear com muitos dos seus congéneres lá fora. 
Mas está com muitos problemas. 
O actual ministro talvez pudesse concentrar-se ainda mais nos problemas da sua área, em vez de ir fazer trabalhinho político a Sintra para ouvir o anúncio de um novo hospital que, ouvi Basílio dizer na TSF, não é um hospital.
As minhas experiências?
O meu falecido pai, quase a fazer seis anos que nos deixou, foi sempre muito bem atendido. Concretamente, e neste blogue e em outro o escrevi no passado, foi sempre carinhosamente tratado pelo pessoal das ambulâncias do INEM, as quais nunca demoraram mais de 15 minutos a chegar lá a casa depois das chamadas de emergência. Transportaram-no para Lisboa por diversas vezes para as suas grandes aflições oncológicas, onde foi sempre pronta e atenciosamente tratado. Relativamente aos problemas de visão da minha idosa mãe tenho queixas várias quanto a uma instituição de saúde mas, por outro lado, muitos elogios quanto a outra instituição.
Mas o meu pai tinha uma caricata pensão (estava dispensado de pagar taxas) e a minha viúva mãe ficou com metade daquela fortuna, um bocado inferior aos tais 440,00 € que vejo nos jornais como sendo o sustento de Vale e Azevedo.
Porque, e aqui o meu principal ponto, uma pessoa que não tenha uma pensão tão miserável mas ainda assim baixinha, está desgraçado.
Por exemplo, é capaz de andar desde o início deste ano para ser encaminhado para um urgente tratamento de radioterapia num hospital do SNS.
E quanto ao estrangeiro, onde como cá há bom e muito mau, conheço muito bem quem na Alemanha está a viver um drama crescente, em função do seu terrível problema oncológico. 
As descrições que nos chegam dão bem conta daquele SNS Alemão.
A saúde é o único euromilhões.
Mas quando ela começa a falhar, a falta de euros lixa tudo. 
E eu não tenho, para na privada poder ajudar um dos meus melhores amigos.
O SNS custa dinheiro, e precisava de custar mais. 
Basta conhecer como se desenrolam certos casos na privada e comparar.
Agora, o SNS acorre a muitos (os meus pais são um exemplo) mas quem está quase a meio, quem é da classe média/ baixa, está bem tramado.
Como ele disse ontem, "morro na mesma".
AC

segunda-feira, 24 de abril de 2017

BANCA, FARIA de OLIVEIRA, DÍVIDAS, IMPARIDADES
Li com atenção e muita curiosidade a entrevista do que actualmente ocupa o lugar do chamado patrão dos banqueiros.
Está muito preocupado. Em alguns aspectos, assiste-lhe, porventura, alguma razão.
Mas,.........como já outros disseram, estou completamente farto da excelência de todas estas excelências que nos minam a vida há décadas, pelo menos desde 1958.
O que gostaria de lhe perguntar, por exemplo, é se todos os 50 maiores devedores em cada um dos bancos, está a cumprir ao MILÍMETRO o que acordaram como, segundo se viu nos OCS ainda não há muito tempo, teve a lata de dizer um dos maiores figurões que por aí anda.
Ou será que a banca, por na maior parte dos casos se tratarem de figurões, aceita passar os cumprimentos dos devedores da escala do milímetro para o metro?
E nós, contribuintes e comuns cidadãos, a pagar.
A propósito da Faria de Oliveira, a Sábado de 21 de Julho de 2016 trazia um artigo - Como a Caixa Queimou Milhões em Espanha - artigo em que a dada altura a revista escreve - .....assim terminou a aventura espanhola, lançada por Carlos Costa e Faria de Oliveira, um negócio ruinoso que ajudou a afundar o banco público. Manuela Ferreira Leite falaria da necessidade de contextualizar a coisa. 
Pois, como diria a outra!
AC

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A propósito de, Formação, Requalificação e a Geração melhor formada/ preparada.
Como os meus concidadãos estarão recordados, houve um senhor que teve uma paixão antes de fugir.
Deixou-nos para ir tratar de outros desgraçados. Fartou-se dos desgraçados de cá.
Depois aturámos outro senhor, senhor com letra escrita a tinta invisível. Também fugiu.
Aos desastres até aí, sabe-se os desastres que se seguiram, ou seja, de desastre em desastre até ver se estoiramos completamente.
Na actualidade, a sem vergonha tem cor diferente, mas continuam as mesmas moscas e varejeiras a esvoaçar por sobre as nossas desgraçadas cabeças, que já começam a estar exangues, tal como os corpos e as mentes.
Não caem dentes a ninguém, não crescem narizes a ninguém.
Os portugueses uma vez, vários anos atrás, votaram nas mães e nas avós.
Aí está o resultado à vista: há pelo menos 20/ 25 anos que os filhos nos esmagam.
Não tenho dúvida alguma, desde há décadas, a geração de políticos caseiros é a mais bem formada de sempre. Todos muito semelhantes.
Não param de nos oferecer vaselina para nos poupar as dores, dizendo que agora até já vem com analgésico. Mudam também periodicamente a cor exterior dos tubos de vaselina, para não ficarmos muito traumatizados.
Só doridos, que já não nos podemos sentar.
Estão todos bem formados e requalificados, nas academias de mal fazer, nos politécnicos de bem nos torturar, nas universidades de bem nos enganarem.
O que me entristece é ver e ouvir familiares e amigos a acreditar nas sucessivas loas.
No que ouviram ontem e hoje, por exemplo também.
Como vêm fazendo com todas as cores diferentes, nas últimas duas décadas. Mas admiram-se sempre, e estão sempre irritados passados poucos meses de cada eleição.
Faltam as universidades de bem abrir os olhos.
AC