Mostrar mensagens com a etiqueta língua portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta língua portuguesa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 23 de agosto de 2026

 A  PROPÓSITO  DA  LÍNGUA  PORTUGUESA

Poderia ser por exemplo assim:

"Achas que tens molho?"

"Não te esqueças do molho?"


Não, não era. a mesma coisa, podia ser considerado foleiro

SAUCE, sim, SAUCE !

É como estamos, e cada vez pior!

AC

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Um Amigo enviou-me isto.
Publico porque achei piada.
Um texto curioso cheio de expressões conhecidas. 
Desconheço autoria.

AC

"Antes de ir desta para melhor, vou dar com a língua nos dentes e lavar roupa suja. Com a faca e o queijo na mão, com uma perna às costas e de olhos fechados, vou sacudir a água do capote. Ainda tirei o cavalinho da chuva, tentei riscar este assunto do mapa, mas eu sou uma troca-tintas, uma vira casacas e vou voltar à vaca fria.

Andava eu a brincar aqui com os meus botões, a chorar sobre o leite derramado, com bicho carpinteiro e macaquinhos na cabeça, quando decidi procurar uma agulha no palheiro. Eu sei, eu não bato bem da bola, mas sentia-me pior que uma lesma e tinha uma pedra no sapato. O problema é que andava a bater com a cabeça nas paredes há algum tempo, com um aperto no coração e uma enorme vontade de arrancar cabelos.

Passei muitos dias com cara de caso e com a cabeça nas nuvens como uma barata tonta. Mas eu, que sou armada até aos dentes, arregacei as mangas e procurei o arquivo a eito. Acontece que uma vez em conversa com um amigo ele disse-me «Tiras-me do sério» e eu, sem papas na língua, respondi «Se te tiro do sério, deixo-te a rir, é isso?».

Ele, de trombas e com os azeites, gritou em plenos pulmões «Esquece Mafalda, escreves belissimamente mas não conheces nem 1/4 das expressões portuguesas.»

Só faltou trepar paredes. É preciso ter lata! O primeiro milho é dos pardais. Primeiro pensei ter posto a pata na poça, depois achei que ele tinha acordado com os pés de fora e que estava a fazer uma tempestade num copo d´água e trinta por uma linha. Fiz vista grossa, mas depressa disse Ó tio! Ó tio!

Abri-lhe o coração, o jogo e os olhos na esperança de acertar agulhas e pôr os pontos nos is. Não lhe ia prometer mundos e fundos nem pregar uma peta, eu estava mesmo a brincar. Era um trocadilho. Pão, pão, queijo, queijo. Rebeubéu, pardais ao ninho, fiquei com os pés para a cova, só me apeteceu pendurar as botas e mandá-lo pentear macacos, dar uma volta ao bilhar grande ou chatear o Camões.

Que balde de água fria! Caraças, levei a peito, aquela resposta era tão sem pés nem cabeça que fui aos arames. Eu sei que dou muitas calinadas, meto os pés pelas mãos e faço tudo à balda. Posso até ser uma cabeça de alho chocho e andar sempre com a cabeça nas nuvens mas não ia meter o rabo entre as pernas nem que a vaca tossisse.

Pus a cabeça em água e fiquei a pensar na morte da bezerra. Caí das nuvens e com paninhos quentes passei a conversa a pente fino, não fosse bater as botas. Percebi que ele tinha trocado alhos por bugalhos, apeteceu-me cortar-lhe as vazas, mas estava de mãos atadas e baixei a bola. Engoli o sapo, agarrei com unhas e dentes, dei o braço a torcer e dei-lhe troco com o intuito de descalçar a bota.

Não gosto muito do vira o disco e toca o mesmo, mas isto já são muitos anos a virar frangos e pus as barbas de molho. Uma mão lava à outra e as duas lavam as orelhas, mas ele está-se nas tintas, à sombra da bananeira. Não deu uma mãozinha nem deixou-se comprar gato por lebre. Ficou com a pulga atrás da orelha, pôs-se a pau antes de estar feito ao bife.

Pus mãos à obra, tentei fazer um negócio da China e bati na mesma tecla. Dados lançados, cartas na mesa, coisas do arco da velha. Claro que dei com o nariz na porta, o gato comeu-lhe e língua e saiu com pés de lã. Água pela barba! Devia aproveitar a boleia antes de ficar para tia de pedra e cal onde Judas perdeu as botas.

É que isto pode estar giro e estar fixe, mas não me apetece segurar a vela com dor de corno e dor de cotovelo só porque não conheço 1/4 das expressões portuguesas."

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

E LÁ FOI ELE PARA O PANTEÃO

Daquelas "personalidades" (?) todas, quantos lerão lido o todo do que  ali foi recordado?

Quantos por exemplo terão entabulado "conversa" com o "Gonçalo", com o criado Bento, a Tia Louredo, o José Lúcio, a Cozinheira Rosa, o Manel Relho, o Titó, etc.

AC

domingo, 15 de janeiro de 2023

PROFESSORA  de ……

Matemática ? Português ? Geografia ? Cidadania ? Música ?

Desilu(ç)são …. pois ….
AC

terça-feira, 30 de março de 2021

Ai  EÇA, o que me OBRIGAS a FAZER

No continente americano descobriram que, aparentemente, o Eça de Queirós era um racista de alto coturno. Bom, vai daí, numa primeira fase, fiquei intrigado mas, pouco depois, fiquei mesmo muito preocupado e, depois, mesmo agastado. Horrorizado. Meu Deus!

Bom, para cortar cerce a questão, estou há 3 semanas numa tarefa tremenda, terrível, desgastante, devastadora, cansativa, angustiante, demoníaca, de enlouquecer.

Tenho estado a olhar para umas quantas páginas de alguns livros, pois não é possível percorrer as obras todas de cada um de fio a pavio, folheio os que fui lendo ao longo do tempo, para ver se me apercebo do que iria na alma dos nossos autores. E ainda bem que nem tenho assim tantos livros.

Ando, portanto, a fiscalizar num espírito pior que ASAE ou PJ, obras de: Fernão Lopes, Gil Vicente, Bernardim Ribeiro, João de Barros, Diogo do Couto, Lopes de Castanheda, Damião de Góis, Vaz de Caminha, Mendes Pinto, Sá de Miranda, António Ferreira, Luís de Camões, Diogo Bernardes, Heitor Pinto, Samuel Usque, Rodrigues Lobo, Frei Luís de Sousa, Padre António Vieira, Luís verney, Correia Garção, Nicolau Tolentino, Barbosa do Bocage, Tomás Gonzaga, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Feliciano de Castilho, Rebelo da Silva, João de Lemos, Soares de Passos, Camilo Castelo Branco, Gomes Coelho/ Júlio Dinis, João de Deus, Antero de Quental, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Gonçalves Crespo, Cesário Verde, Guerra Junqueiro, Gomes Leal, Fialho de Almeida, Eugénio de Castro,  Camilo Pessanha, António Nobre, Augusto Gil, Afonso Lopes Vieira, António Sardinha, Júlio Dantas, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Aquilino Ribeiro, Pedro Homem de Mello, Florbela Espanca, Ferreira de Castro, Trindade Coelho, Correia da Rocha/ Miguel Torga, Sebastião da GamaJosé Régio, Luís António Verney, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello-Breyner Andresen, Mário Dionísio, Manuel da Fonseca, Raul Brandão, José Gomes Ferreira, Virgílio Ferreira, José Rodrigues Miguéis, Manuel Mendes, Luís Sttau Monteiro, Fernando Namora, Vitorino Nemésio, Maria Judite de Carvalho, Almada Negreiros, Soeiro Pereira Gomes, Teixeira de Pascoais, Alves Redol,  Matilde Rosa Araújo, Camilo Pessanha, António Gedeão, José Cardoso Pires, Luís Francisco Rebelo, Bernardo Santareno, Branquinho da Fonseca, Jorge de Sena, António Lobo Antunes, José Saramago, Assis Pacheco, Baptista Bastos, João de Melo, Mia Couto, Manuel Alegre, Herberto Helder, Vasco Graça Moura, Gomes Leal, Fialho de Almeida, Eduardo Lourenço, Agustina Bessa Luís, Maria Lamas. Uffff! Estou angustiado!

AC

domingo, 28 de março de 2021

O LINGUAJAR dos JORNALISTAS
"Os cinco maiores bancos a operar em Portugal perderam 169 agências e 1222 trabalhadores entre o final de 2019 e o final do ano passado, segundo contas da Lusa, com base nos dados divulgados pelas instituições" (jornal Público).
Não discuto as razões das decisões dos dirigentes desses bancos. Porventura racionais.
Mas, para mim, não "perderam". Eles decidiram fechar 169 balcões da rede que tinham no país, e decidiram cumulativamente despedir 1222 dos seus funcionários. PONTO.
Perder é uma coisa. Fechar e despedir creio que ainda é coisa diferente. 
Mas, para não variar, devo ser eu que estou a ver mal a coisa.
AC

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

LITERATURA    PORTUGUESA

"Uma língua, como organismo vivo, não pára de evoluir e a sua história é tão longa como a sua própria vida - e continua a fazer-se" (Maria Leonor Carvalhão Buescu, Apontamentos de Literatura Portuguesa)

AC

quarta-feira, 13 de maio de 2020

EXEMPLOS DIÁRIOS da GERAÇÃO MAIS BEM PREPARADA de SEMPRE e MAIS INSTRUÍDA de SEMPRE
Durante o telejornal das 1300horas, de hoje, na SIC:
......HAVERÃO CONDIÇÕES.....

Outro exemplo, não foi neste telejornal mas não chocaria, foi outro dia numa das conferências de imprensa do pessoal da Saúde acerca da evolução do COVID-19, entre outras pérolas - PÓSSAMOS !!!!

É como estamos. 
E, por favor, apliquem pomada para as nódoas negras, tantas são as caneladas na língua portuguesa.
Haja saúde.
AC

quarta-feira, 2 de maio de 2018

O PORTUGUÊS É UMA LÍNGUA TRAIÇOEIRA
Com ou sem acordo ortográfico. E da maneira como isto anda, com o somatório de poucas vergonhas, e com um farsola a ter a lata de dizer - é o que importa agora referir - mais vale é brincar.
AC

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MEMÓRIAS
Agora que, pelos vistos, os geringonços e as geringonças com os filhos nos colégios particulares se preparam para diminuir o número de aulas/ horas de português nas escolas públicas, recordo com saudade algumas coisas de quando andei no então chamado Liceu Nacional de Oeiras. 
Fernão Lopes, entre outras coisas guarda-mor das escrituras da Torre do Tombo no seu tempo, cronista e historiador, Gil Vicente considerado salvo erro o fundador do teatro português, João de Barros, cronista-mor do reino, Damião de Góis que muito se entregou a missões comerciais e diplomáticas e foi também cronista, Pêro Vaz de Caminha e a sua carta do "Achamento do Brasil", Fernão Mendes Pinto e a sua "Peregrinação", Luís de Camões e os "Os Lusíadas", Rodrigues Lobo, poeta e prosador, Padre António Vieira, grande orador, vasta obra de sermões e muitos outros escritos, Nicolau Tolentino, Bocage com os seus sonetos e poesias, Almeida Garret, poeta, dramaturgo, romanceiro, Alexandre Herculano, romancista, polemista, investigador e historiador, Camilo Castelo Branco escritor de inúmeras obras, Júlio Dinis, João de Deus e a sua famosa "Cartilha Maternal", Antero de Quental e os seus sonetos, Eça de Queirós uma vida recheada de cargos e viagens e senhor de uma prosa fina e acutilante, Ramalho Ortigão, o historiador Oliveira Martins, poeta Cesário Verde, Guerra Junqueiro e o seu célebre "Finis Patriae", Júlio Dantas, Fernando Pessoa e a sua "Mensagem", Florbela Espanca, Ferreira de Castro e a sua "Selva", Miguel Torga os seus poemas livros de contos  e novelas, José Régio poeta romancista dramaturgo.
Já lá vão muitas décadas.
AC

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A  PROPÓSITO DO ACORDO (??) ORTOGRÁFICO
A questão AO tem muito que se lhe diga, penso eu de que!!!!!. Acompanho periodicamente algumas controvérsias sobre o assunto.  Ouço sempre com atenção os meus amigos catedráticos da Faculdade de Letras de Lisboa e continuo com a sensação de que têm bastante mais razão que certos defensores do AO.
Sendo um leigo no assunto, designadamente do ponto de vista técnico e quanto ao evoluir do processo em que, é o que me parece, houve sobretudo um grupinho que se cansou de viajar e congeminar tendo à frente o "maestro Malaca", também me fica a sensação que a anunciada iniciativa do presidente da Academia de Ciências de Lisboa não será o meio melhor para conseguir alterar a coisa. Não conheço o senhor.
Como também não conheço pessoalmente o professor Vital Moreira, mas conheço-lhe textos (concordo várias vezes, discordo outras) e já por duas ocasiões o escutei publicamente. Sei que ele pertence à inflamada tribo (como ele gosta de designar às vezes os opositores) dos "acordantes" mas na sua linguagem normalmente educada mas que nunca esconde o seu vermelho passado (embora não goste que lhe chamem isso, mas professor), penso que Vital Moreira se escuda sempre na montanha de "escritos" produzidos e aprovados mas, provavelmente, não escrutinados devidamente por quem o devia no tempo certo ter feito.
Pela minha parte, escuto como já disse os meus amigos, leio com interessada atenção argumentos que me parecem decentes e coerentes, como muitos que tenho visto no blogue Delito de Opinião e, já agora, continuo a escrever como aprendi há muitas décadas, e com periódicos erros, por distração e pela idade.
Se tudo fosse sempre de acordo com as justificações formais como Vital Moreira gosta cada vez mais de fazer, não tinha havido 25 de Abril, pois havia Estado e etc.
AC