Depois de quatro dias passados em residência particular (estadia pro bono) no centro de Vilamoura onde, como referi em postal anterior, não punha os pés há 11 anos, confirmo o que já tinha descrito nesse postal.
Gostei tanto que muito dificilmente lá voltarei "pro bono" e de certeza que lá não voltarei a pagar do meu bolso.
Sujidade por todo o lado. Mesmo em zonas de residências mais ordenadas se encontram garrafas e latas de bebidas alcoólicas no chão ou cima de muros, o que denota o "bom turismo" tão aplaudido por uns quantos. Construção sem parar, por todo o lado.
Preços caríssimos, um trânsito insuportável, estacionamento grátis descobri um junto ao McDonald, o resto a pagar e caríssimos.
Sair da praia cerca das 1930 horas ou um pouco mais e sobretudo caminhar pelos passadiços até à saída, implica levar com brutal agressão musical vomitada dos barracos chamados restaurantes/ apoios de praia (???).
Para muitos dos que lá estacionam aquilo é música. Enfim!
E a gentalha que lá se observa?
Dizer que se observa um manifesto desregramento, incivilizado e sem qualquer respeito pelos cidadãos outros que não frequentam "aquilo" e que são no mínimo muitas centenas ou milhares, é o mínimo que se pode dizer.
Naturalmente gostos não se discutem, naturalmente que há muitas modas, mas o que não me parece razoável é que os sons daquelas músicas (???) tenham que invadir tão sonoramente o areal onde estão centenas que querem sossego.
Naturalmente que para muitos poderá ser considerado natural, mas para mim e suspeito que para muitos mais, não é natural é mesmo uma falta de educação barrar aos magotes os passadiços de saída da praia, quase que se tendo de pedir desculpa aos bêbados de álcool e outras coisas e tatuados por querer passar para poder regressar a casa.
Barulheira infernal, um ambiente muito discutível.
A GNR monta operações a torto e direito.
Não vi um único agente a passar pelos estacionamentos, pelas ruas, pelos bares.
Em quatro dias de Vilamoura e praia não vi um único agente da polícia marítima.
Jogos de bola a torto e direito com a bola de vez em quando a vir mais perto da minha zona, e uma quase junto às minhas pernas altura em que - da próxima vez chuto-a para bem longe dentro de água - e lá saiu um grunhido tímido em jeito de desculpa.
No mar, tal como aconteceu nos dez dias de praia que recentemente passei mais para Leste e sossegado, nunca vi uma embarcação da polícia marítima ou do Instituto de Socorros a Náufragos ou patrulha da Marinha.
Apenas o radar da GNR junto da praia Verde, sempre a rodar, supondo-se (mas nunca fiando) a funcionar, bem operacional.
Indigência e boçalidade os consome, mas mostram-se contentes e agradecidos.
Turismo, dizem, e lazer e descontração, dizem. Férias.
Enfim.
AC