LIVRO, LEITURA
Salvo melhor opinião, os livros e a leitura são formas insubstituíveis de transmissão do saber e do conhecimento.
E um verdadeiro lenitivo para a mente, para o espírito.
António Cabral (AC)
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
CONHECIMENTO, INFORMAÇÃO, CULTURA
Cada vez mais informação?
De certeza?
Cada vez mais conhecimento e cultura?
De certeza?
Estou cada vez mais convicto de que, mais e mais informação, cada vez mais e mais lavagens ao cérebro. Mais informação (!!) e, provavelmente…. menos conhecimento.
Mas, para quê ralarmo-nos com estes detalhes, não é verdade?
Trágico é o Benfica ter perdido ontem, não é?
AC
A PROPÓSITO de LIVROS
Pode dizer-se que os livros constituem uma memória da Humanidade.
Onde encontramos os livros? Onde os podemos obter? Naturalmente nas diferentes livrarias, desde há alguns anos até em supermercados. Para além de os adquirir, podemos ficar com livros sempre que familiares e amigos os oferecem como prendas ou em ocasiões muito especiais. Podemos comprar livros nos alfarrabistas. E, modernidade, também online. Percorrer alfarrabistas é aliás um dos desportos mais interessantes, calcorrear ruas à procura deles. E podemos ler livros nas bibliotecas. E podemos pedir livros emprestados a familiares e amigos. Basta só gostar de ler e guardar livros.
Destruir livros, destruir bibliotecas, destruir alfarrabistas ocorreu muitas vezes ao longo da história da humanidade. Da Antiguidade até aos nossos dias. E temos nos tempos contemporâneos a censura velada, disfarçada de democraticidade, de código deontológico ou de livro de estilo.
Razões para destruição, proibição ou censura? As de sempre e as mais variadas. Políticas, culturais, religiosas, raciais. No fundo, porque em determinadas alturas da história da humanidade, poderosos não aceitavam que se diminuísse a ignorância dos cidadãos por via dos livros. Mas no presente, há países que nos remetem para épocas passadas e por cá, suavemente, também se começa a assistir a censuras veladas sempre que não lhes agrada algo que não encaixe no politicamente correcto, ou nas modas várias. Várias e ardilosas maneiras de censura. Enfim.
AC
A CIDADE do CONHECIMENTO, e
O BAIRRO da PARVOÍCE
Aqui têm as fotografias, não engano ninguém, nunca.
É tudo na mesma cidade, SETÚBAL.
Não é certamente caso único, quero com isto dizer que, certos anacronismos, certos paradoxos, certos extremos, disto tudo Setúbal não tem o monopólio.
Como se retrata no artigo (página 5 do SEMMAIS de 31 Outubro) em Setúbal existe um bairro designado "Parvoíce". Não, não é nenhuma parvoíce, é mesmo o nome dum sítio a que chamam bairro, onde vegetam cerca de 150 pessoas naquele local clandestino. A notícia diz que este inacreditável lugar está perto da paróquia de N.Sra. da Conceição. Parece que a coisa existe desde 2000. Só há vinte anos!
Claro, gente vinda de África, obvia e certamente muito bem tratada pela autarquia. Pela autarquia, e por entidades várias, certamente. Um dos Portugais, dentro do Portugal do hidrogénio verde, e dentro do Portugal onde os transportes públicos arrasam qualquer COVID que ousar lá entrar!
Parece que salubridade e faltas de água são duas das várias pedras de toque daquele sítio. A notícia não refere nada quanto a eventuais vistas desafogadas como em certos magníficos bairros do concelho de Almada.
No mesmo SEMMAIS, (página 10), dão a conhecer que daqui a nove anos vai arrancar em Setúbal a "Cidade do Conhecimento". Já há plano estratégico para a coisa. Irá implantar-se no "famoso" Vale da Rosa que, se a memória não me falha, é uma coisa que em tempos andou muito falada e ligada ao BPN e certos senhores. Ou estarei a fazer confusão?
A Câmara de Setúbal é parceira deste projecto.
De acordo com a notícia, na apresentação do tal plano estratégico o vice-presidente da autarquia sadina debitou coisas como - será uma nova área urbana voltada para o conhecimento, associada a uma industria do conhecimento....há décadas que as sociedades comercializam o conhecimento, mas não com uma dimensão destas. POIS!
Conhecimento por um lado e, parece, desconhecimento e abandono por outros lados. Portugal e autarquia no seu melhor.
AC