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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

PORTUGAL

Muitos continuam a viver felizes como o famoso Brigadeiro Chagas da nossa literatura, felizes com as grandezas da história Pátria, quer na versão Salazarista quer na versão pós 25 de Abril de 1974.

Mas, ao mesmo tempo, a minar o futuro dessa mesma Pátria, com a costumada desonestidade intelectual ao analisar as coisas. 

Com as habituais faltas de rigor, disciplina, gosto, atenção e de trabalho.

Com os habituais corporativismos, e com a continuada ausência de noção das realidades e das responsabilidades, a que habitualmente acrescentam a falta de respeito pelo bem comum, e pelo outro, e pela diferença.

E, depois, curiosamente, acabam sempre a dizer como o Chagas - Portugal é pequenino, mas é um torrãozinho de açúcar.

Bom dia. Tenham um bom dia, cuidado com o temporal.

Aqui onde resido eram quase 5 horas da manhã quando rebentaram trovoadas bem violentas. Acordei, insultei o S.Pedro e outros companheiros dele. Troveja de nos e lá de cima saem rios autênticos.

Saúde e boa sorte.

AC

domingo, 2 de março de 2025

(REPUBLICO) 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

ESTADO FALHADO
Adriano Moreira é um dos que ao longo do tempo tem abordado as questões inerentes a Estado falhado e também a Estado exíguo.
Eu juntaria a estes conceitos o Estado anedota.
No Estado falhado as estruturas do Estado e as estruturas económicas são fracas, de deficiente qualidade a todos os níveis.  Num tal estado, é manifesta a incapacidade para administrar as reformas necessárias. Por outro lado, na sua definição clássica, é muito aquele com dificuldades para garantir a integridade territorial e aquele em que porventura o monopólio do uso da força já não esteja totalmente nas suas mãos. 

O Estado exíguo é aquele em que a "desbunda" é crescente; quase incapacidade para executar políticas, dificuldade para controlar abusos de poder, corrupção e subornos em crescendo, crescente incumprimento de leis, irresponsabilidade de instituições públicas. Os partidos políticos tratam de si, e não resolvem os problemas estruturais do País.

Houve já quem dissesse no passado, -  "Os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar (…) Podem olhar para o espelho e não se envergonhar. O que, infelizmente, não acontece com os outros grupos intervenientes na revolução e na política. A diferença entre servir ou servir-se, entre lutar por valores ou por interesses".

Olhando à actualidade, e chamando actualidade aos últimos 25 anos, o que observamos?
Os políticos sempre a dizer que vão fazer reformas.
A corrupção a aumentar, sobretudo a de colarinho branco, acompanhada do degradante espectáculo de alguns farsantes de certos escritórios a exibirem-se publica e indecorosamente.
Várias instituições públicas com debilidade confrangedora, veja-se o caso das entidades reguladoras, umas verdadeiras anedotas do "teórico" controlo de preços.
Portugal não pode assim ser designado um estado falhado, porque a integridade territorial se mantém e o monopólio da força ainda está cá dentro, no Estado.

Mas existem abusos de poder, ou não?
Como estamos de OCS?
E de liberdades?
Não crescem leis por cumprir ou pelo menos regulamentar?
Os partidos não andam sobretudo e cada vez mais a tratar da vidinha própria ?
O País não está a ser um local onde se andam a cruzar algumas multinacionais, sem qualquer proveito para a sociedade portuguesa?
As burlas na banca não dizem nada? Dizem agora querer apurar responsabilidades mas não culpados? 
Só mesmo para rir chorando.
Pois se Portugal não preenche ainda os critérios de estado exíguo para lá parece caminhar.

Olhando aos incêndios já a meio de Abril, aparentemente muitos começados com as famosas queimadas que todos pagamos, aos discursos por exemplo dos ministros da agricultura, dos negócios estrangeiros, da educação e da defesa nacional, a alguns escritos de jornalistas de todas as cores e as guerras entre si, aos temas avassaladores e fracturantes chamados à discussão na AR, à postura irresponsável e de fraco sentido de estado de alguns titulares de órgãos de soberania, à pouca vergonha que vai sendo denunciada relativamente a instituições poderosas que se tinham como muito sérias, estou em crer que não faltará muito tempo para Portugal preencher os critérios de Estado anedota. 

É o que temos, de momento, como por exemplo uma criatura no cargo de PM que arrogantemente não responde ao que lhe perguntam, não dá satisfações aos concidadãos.  
Com a quase diária benção do PR.
É o que temos, mas nem todos merecemos.
Isto dito, nada mais, pintassilgos não são pardais!
AC

ADENDA de 2 de Março de 2025
Olhando à actualidade, e chamando actualidade aos últimos 50 anos, o que observamos?

domingo, 14 de abril de 2024

OBSERVAR o ESTADO DISTO Via NET

Pelas Gordas dos OCS,  e pelos de referência (??) e alguns pasquins, 
- proprietários aplaudem programa de governo que vai levar de volta os protestos à rua
- não é do meu temperamento ser poder, é mais ser contrapoder
- se não fosse eu e os meus colegas o 25 de Abril não era só cravos
- IRS em alta com mais 100 milhões de euros em dois meses
- tribunal manda repetir julgamento de traficantes de droga
- se não olharmos para o interior nem os de lá querem ficar
- esquerda e direita criticam embuste
- só traz alívio de 200 milhões de euros
- risco de pobreza aumentou em 2022 mas a tendência de anos de governos PS foi de descida
- dava muito jeito ter prisões de média dimensão nalguns sítios
- Taremi (Irão) evita terceira derrota consecutiva do Porto
- BE aposta em José Gusmão
- voo mais longo do mundo faz escala em Madrid em vez de Lisboa
- o debate público oscila cada vez mais entre dois polos de gente sem dúvidas
- Marcelo convoca o Conselho Superior de Defesa Nacional
- Chega vai pedir audição do ministro das finanças por causa do IRS
- o que nós cantámos para aqui chegar
- o desrespeito pelos trabalhadores é uma praga no executivo de Carlos Moedas
- sentiram o cheiro a naftalina
- Movimento Acção Ética vai propor estatuto e subsídio para a mulher dona de casa
- programa de governo satisfaz plenamente os interesses da banca
- polícias mais eficazes a deter foragidos estrangeiros
- em Lisboa nunca fecharam tantas lojas históricas em tão pouco tempo
- choque fiscal prometido durou um dia
- SN revela como perdeu virgindade
AC

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

ESTADO
1. Muito recentemente aqui recordei sinteticamente algumas noções acerca de Estado. Com declaração de interesses, confesso que sempre me interessei por relações internacionais, por ciência política, pelo Direito, e em particular pelo Direito Constitucional.

2. É dos livros quando se abordam estas temáticas ter presente os diferentes aspectos a considerar no conceito de Estado. 
Ponderar os elementos do Estado, olhar ao território, a comunidade, o povo, a autoridade própria, os orgãos que elaborem as leis necessárias à vida colectiva e não perdendo de vista a respectiva execução.

3. Obviamente, temos os fins do Estado que, em duas palavras, se resumem ao bem comum (segurança, justiça, bem-estar) do povo.

4. Ao longo da história mundial e da nacional e em termos genéricos tivemos/ temos, o Estado subordinado ao Direito, a subordinação do Direito ao Estado, o Estado Oriental, o Estado Grego, o Estado Romano, o Estado Medieval, o Estado Corporativo, o Estado Absoluto, o Estado Liberal, o Estado Social, o Estado Falhado, etc.
Ah, temos também a concepção marxista de Estado.

5. Formalmente, o Estado é/ deve ser governado por uma elite política, porventura aqui ou acolá também por uma elite económica e social, mas esforçar-se por actuar sempre no interesse de todos os cidadãos e ter particular atenção aos mais desfavorecidos.

6. Mas a história mostra-nos várias vezes formas de governo exercidas basicamente no interesse restrito dos governantes e não no interesse geral das populações. 
E daqui resultam formas degeneradas e corruptas.

7. Portanto, em várias regiões do globo e ao longo do tempo temos também o estado a que um Estado chega. Salgueiro Maia o terá lembrado horas antes de 25 de Abril de 1974.

A cada um ponderar o que se passa no rectângulo, ao estado a que chegámos, olhando por exemplo ao sintetizado e sublinhado em 5, 6 e 7!
AC