VINICIUS de MORAES
Faleceu há muito.
Lembro-me dele, de o ouvir na TV, com o seu copito ao lado.
Três obras gostei de revisitar: "Pátria Minha", "Desespero da Piedade" e "Poema Enjoadinho".
Por agora deixo as últimas linhas deste:
:::::::::::::
ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
AC
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sexta-feira, 30 de agosto de 2019
domingo, 4 de agosto de 2019
OH! AS CASAS, AS CASAS, AS CASAS
(lembrei-me disto e de outras coisas a propósito dos faustosos programas de habitação do cara de menino Medina e da super demagógica actriz)
Oh as casas as casas as casas
Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
....................................
................................
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
............................................
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
respirei - ó vida simples problema de respiração
oh as casas as casas as casas
AC
sábado, 3 de agosto de 2019
O MELHOR PRETEXTO
É tão frágil a vida,
tão efémero tudo!
(Não é verdade, amiga,
olhinhos-cor-de-musgo?)
E ao mesmo tempo é forte,
forte da veleidade
de resistir à morte
quanto maior a idade.
Assim, aos trinta e sete,
fechados alguns ciclos,
a vida ainda pede
mais sentimento, vínculos.
Não tanto os que nos deram
a fúria de viver,
como esses descobertos
depois de se saber
que a vida não é outra
senão a que fazemos
(e a vida é uma só,
pois jamais voltaremos)
Partidários da vida,
melhor: do que está vivo,
digamos "não" a tudo
que tenha outro sentido.
E que melhor pretexto
(quem o saiba que o diga)
teremos para viver
senão a própria vida?
Mas a cambada que por aí anda entende assim: qual viver a vida porque é vida, viver a vida sim mas no melhor do mundo, das negociatas em família e amigos do peito com ou sem avental, negociatas à conta do Estado, esteja lá ou não esteja (os que dizem que não está lá familiar esses então são mesmo do pior, velhacos) algum familiar, de cama ou só de mesa.
Desgraçado país, desgraçados dos cidadãos comuns, com esta canalha a fazer contratos há anos, a roubar a sociedade.
Uns declaram algumas coisas de que se lembram mas não se lembram de outras, desconheciam......coitadinhos.
E ficam à espera de pareceres que os salvem, que salvem esta cáfila toda.
LITERALMENTE, a ROUBAR.
O' Neill sonharia que isto viria a acontecer?
AC
É tão frágil a vida,
tão efémero tudo!
(Não é verdade, amiga,
olhinhos-cor-de-musgo?)
E ao mesmo tempo é forte,
forte da veleidade
de resistir à morte
quanto maior a idade.
Assim, aos trinta e sete,
fechados alguns ciclos,
a vida ainda pede
mais sentimento, vínculos.
Não tanto os que nos deram
a fúria de viver,
como esses descobertos
depois de se saber
que a vida não é outra
senão a que fazemos
(e a vida é uma só,
pois jamais voltaremos)
Partidários da vida,
melhor: do que está vivo,
digamos "não" a tudo
que tenha outro sentido.
E que melhor pretexto
(quem o saiba que o diga)
teremos para viver
senão a própria vida?
Mas a cambada que por aí anda entende assim: qual viver a vida porque é vida, viver a vida sim mas no melhor do mundo, das negociatas em família e amigos do peito com ou sem avental, negociatas à conta do Estado, esteja lá ou não esteja (os que dizem que não está lá familiar esses então são mesmo do pior, velhacos) algum familiar, de cama ou só de mesa.
Desgraçado país, desgraçados dos cidadãos comuns, com esta canalha a fazer contratos há anos, a roubar a sociedade.
Uns declaram algumas coisas de que se lembram mas não se lembram de outras, desconheciam......coitadinhos.
E ficam à espera de pareceres que os salvem, que salvem esta cáfila toda.
LITERALMENTE, a ROUBAR.
O' Neill sonharia que isto viria a acontecer?
AC
sexta-feira, 26 de julho de 2019
POESIA
Poesia, que faz bem, por si só.
Também a propósito do que se passa nesta Tugolândia desgraçada........
De facto, .........isto está a ir para coisa nenhuma.
REGRESSO
Cavalo e cavaleiro o vento adornam
Com uma pata e uma pluma;
À tarde unidos tornam,
Um estame de sangue numa rosa de espuma,
Tanta pressa, afinal, para coisa nenhuma.
(Vitorino Nemésio)
AC
Poesia, que faz bem, por si só.
Também a propósito do que se passa nesta Tugolândia desgraçada........
De facto, .........isto está a ir para coisa nenhuma.
REGRESSO
Cavalo e cavaleiro o vento adornam
Com uma pata e uma pluma;
À tarde unidos tornam,
Um estame de sangue numa rosa de espuma,
Tanta pressa, afinal, para coisa nenhuma.
(Vitorino Nemésio)
AC
sexta-feira, 19 de julho de 2019
BARCA BELA
Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador
Deita o laço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela
Ó pescador!
AC
Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador
Deita o laço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela
Ó pescador!
AC
domingo, 21 de abril de 2019
CADA VEZ MAIS ACTUAL
Queria que os Portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
(Agostinho da Silva)
AC
Queria que os Portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
(Agostinho da Silva)
AC
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quinta-feira, 21 de março de 2019
AINDA É DIA MUNDIAL DA POESIA
..............
e assim mesmo ganho alento
e vai um naco de pão
com feijão mais hortaliça
que eu sou de muito alimento
prefiro um salpicão
à delgada linguiça
...................
....................
as paredes só caiadas
tinham santas penduradas
ficava a casa elegante
nem tinha o chão cimentado
noutros tempos do passado
e hoje há soalho flutuante
..............
(Maria Marques Jacinto / "Ti Maria Albertina")
AC
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e assim mesmo ganho alento
e vai um naco de pão
com feijão mais hortaliça
que eu sou de muito alimento
prefiro um salpicão
à delgada linguiça
...................
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as paredes só caiadas
tinham santas penduradas
ficava a casa elegante
nem tinha o chão cimentado
noutros tempos do passado
e hoje há soalho flutuante
..............
(Maria Marques Jacinto / "Ti Maria Albertina")
AC
sexta-feira, 8 de março de 2019
sexta-feira, 1 de março de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
COM FÚRIA e RAIVA
.......................................
.......................................
Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e a terra
(Sophia de Mello Breyner Andressen, O nome das coisas, Assírio&Alvin)
Palpita-se que, no Largo do Rato, como em outras sedes partidárias, como na AR, como em casa de uma cambada de figurões, como em certos palácios do poder instalado e do poder instituído, não apreciarão este naco de poesia.
AC
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Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e a terra
(Sophia de Mello Breyner Andressen, O nome das coisas, Assírio&Alvin)
Palpita-se que, no Largo do Rato, como em outras sedes partidárias, como na AR, como em casa de uma cambada de figurões, como em certos palácios do poder instalado e do poder instituído, não apreciarão este naco de poesia.
AC
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sexta-feira, 6 de julho de 2018
A ÁGUA, O OCEANO, As ÁGUAS
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado
O ribeirinho não morre
Vai correr para outro lado.
António Aleixo
Já no largo oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cantando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Proteu são cortadas.
Luís de Camões
AC
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado
O ribeirinho não morre
Vai correr para outro lado.
António Aleixo
Já no largo oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cantando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Proteu são cortadas.
Luís de Camões
AC
sexta-feira, 18 de maio de 2018
SONETOS
Decomposição
"Eu não sou dos que a Pátria só adoram",
Como adora o regato a própria serra:
Deus numa gleba apenas não se encerra;
Se visita esses mundos, que demoram
De céu a céu, também cafres o imploram,
Mas deixai que uma lágrima sincera
Possam os olhos dar, olhando-a, à terra
Donde a primeira vez aos céus se foram.
Sim, ver-te, Portugal! eu choro ao ver-te!..
Como ao Leão gigante do Ocidente
Lhe cai a garra, e em nada se converte!..
Não é isto o que eu choro: o que me dói
É como aquela juba omnipotente
Em penas de pavão se decompõe!..
(Coimbra, Janeiro, 1863, Antero de Quental)
AC
Decomposição
"Eu não sou dos que a Pátria só adoram",
Como adora o regato a própria serra:
Deus numa gleba apenas não se encerra;
Se visita esses mundos, que demoram
De céu a céu, também cafres o imploram,
Mas deixai que uma lágrima sincera
Possam os olhos dar, olhando-a, à terra
Donde a primeira vez aos céus se foram.
Sim, ver-te, Portugal! eu choro ao ver-te!..
Como ao Leão gigante do Ocidente
Lhe cai a garra, e em nada se converte!..
Não é isto o que eu choro: o que me dói
É como aquela juba omnipotente
Em penas de pavão se decompõe!..
(Coimbra, Janeiro, 1863, Antero de Quental)
AC
quarta-feira, 25 de abril de 2018
POR DELICADEZA
(Sophia de Mello Breyner Andressen)
Bailarina fui
Mas nunca dancei
Em frente das grades
Só três passos dei
Tão breve o começo
Tão cedo negado
Dancei no avesso
Do tempo bailado
Dançarina fui
Mas nunca bailei
Deixei-me ficar
Na prisão do rei
Onde o mar aberto
E o tempo lavado?
Perdi-me tão perto
Do jardim buscado
Bailarina fui
Mas nunca bailei
Minha vida toda
Como cega errei
Minha vida atada
Nunca a desatei
Como Rimbaud disse
Também eu direi:
"Juventude ociosa
Por tudo iludida
Por delicadeza
Perdi minha vida"
António Cabral (AC)
(Sophia de Mello Breyner Andressen)
Bailarina fui
Mas nunca dancei
Em frente das grades
Só três passos dei
Tão breve o começo
Tão cedo negado
Dancei no avesso
Do tempo bailado
Dançarina fui
Mas nunca bailei
Deixei-me ficar
Na prisão do rei
Onde o mar aberto
E o tempo lavado?
Perdi-me tão perto
Do jardim buscado
Bailarina fui
Mas nunca bailei
Minha vida toda
Como cega errei
Minha vida atada
Nunca a desatei
Como Rimbaud disse
Também eu direi:
"Juventude ociosa
Por tudo iludida
Por delicadeza
Perdi minha vida"
António Cabral (AC)
LIBERDADE
Pela "mão" de um grande amigo, reproduzo hoje o que conheci há anos
Pela "mão" de um grande amigo, reproduzo hoje o que conheci há anos
AC
Liberdade
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
quinta-feira, 15 de março de 2018
POESIA e............... POETAS da TRETA
Classicamente, no período renascentista, considerava-se, a poesia lírica, a poesia épica nela sendo Os Lusíadas considerada obra/ expoente máximo, e a poesia dramática.
Lembrei-me disto depois de ouvir nos últimos dias mais uma série de poetas, mais uns "illuminatti" da nossa praça.
Poetas da treta, da arte da dissimulação.
Poesia demagoga, entre o lírico, o irrealista, a mentira, a desfaçatez, e a rematada ausência de vergonha na cara.
AC
Classicamente, no período renascentista, considerava-se, a poesia lírica, a poesia épica nela sendo Os Lusíadas considerada obra/ expoente máximo, e a poesia dramática.
Lembrei-me disto depois de ouvir nos últimos dias mais uma série de poetas, mais uns "illuminatti" da nossa praça.
Poetas da treta, da arte da dissimulação.
Poesia demagoga, entre o lírico, o irrealista, a mentira, a desfaçatez, e a rematada ausência de vergonha na cara.
AC
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
FRANCISCO de SÁ de MIRANDA (1485-1558)
....."O seu carácter, eminentemente honesto mas frio, faz dele mais um crítico social do que um verdadeiro poeta. A sua crítica dos costumes e da sociedade incide principalmente nos seguintes pontos (nas várias cartas que endereçou designadamente a D.João III: o absentismo (a fuga dos campos para a cidade), a corrupção da administração, a injustiça, a mentira e lisonja, o gosto excessivo do luxo e da riqueza.
Como definiu Sá de Miranda o verdadeiro homem? Assim:
Homem dum só parecer
Dum só rosto, duma só fé,
De antes quebrar que torcer,
Ele tudo pode ser,
Mas da corte homem não é.
Isto no Século XVI,.........parecenças com a actualidade ?
António Cabral (AC)
(textos a azul retirados dos "Apontamentos de Literatura Portuguesa", Maria Leonor Carvalhão Buescu)
....."O seu carácter, eminentemente honesto mas frio, faz dele mais um crítico social do que um verdadeiro poeta. A sua crítica dos costumes e da sociedade incide principalmente nos seguintes pontos (nas várias cartas que endereçou designadamente a D.João III: o absentismo (a fuga dos campos para a cidade), a corrupção da administração, a injustiça, a mentira e lisonja, o gosto excessivo do luxo e da riqueza.
Como definiu Sá de Miranda o verdadeiro homem? Assim:
Homem dum só parecer
Dum só rosto, duma só fé,
De antes quebrar que torcer,
Ele tudo pode ser,
Mas da corte homem não é.
Isto no Século XVI,.........parecenças com a actualidade ?
António Cabral (AC)
(textos a azul retirados dos "Apontamentos de Literatura Portuguesa", Maria Leonor Carvalhão Buescu)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
QUEM SOMOS?
A doutrina diverge!
No " O Século", 18 Junho 1922, um Domingo, custando 10 centavos, Acácio de Paiva escrevia:
Quem somos? Muitas vezes perguntaes
Certamente não vêdes nem ouvis!
Desde a hora de Ourique, a Historia o diz:
Quem a lê não se esquece nunca mais.
Com seu sangue a escreveram nossos paes;
Nós a beijamos gratos e febris
Para depois mais crentes, mais viris,
Lhes seguirmos as sombras imortaes.
Quem somos nós? Ousaes interrogar,
Néscios, porque a soberba é como um véu
Que perturba o mais claro e fundo olhar.
Somos aquele povo que vos deu,
Quando a terra era pouca - todo o mar!
E hoje, que o mar não basta - todo o céu!
AC
A doutrina diverge!
No " O Século", 18 Junho 1922, um Domingo, custando 10 centavos, Acácio de Paiva escrevia:
Quem somos? Muitas vezes perguntaes
Certamente não vêdes nem ouvis!
Desde a hora de Ourique, a Historia o diz:
Quem a lê não se esquece nunca mais.
Com seu sangue a escreveram nossos paes;
Nós a beijamos gratos e febris
Para depois mais crentes, mais viris,
Lhes seguirmos as sombras imortaes.
Quem somos nós? Ousaes interrogar,
Néscios, porque a soberba é como um véu
Que perturba o mais claro e fundo olhar.
Somos aquele povo que vos deu,
Quando a terra era pouca - todo o mar!
E hoje, que o mar não basta - todo o céu!
AC
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