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sexta-feira, 24 de julho de 2026

CINCO  HORAS 

Minha mesa no Café, 

quero-lhe tanto . . . A garrida,

toda de pedra brunida,

que linda e que fresca que é!


Sobre ela posso escrever

os meus versos prateados,

com estranheza dos criados

que me olham sem perceber . . . 

. . . . . . 

(Mário de Sá-Carneiro)

AC

quinta-feira, 9 de abril de 2026

CULTURA

Perdi-me dentro de mim

Porque eu era labirinto,

E hoje, quando me sinto, 

É com saudades de mim.

(Mário de Sá-Carneiro)

AC

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

CULTURA

Quase

Um pouco mais de Sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - que era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa . . . 
Se ao menos  eu permanecesse aquém . . . 

Assombro ou paz? Em vão  . . . tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido . . . 
. . . . . . .
. . . . . . .
(Mário de Sá-Carneiro)

AC