Deixa ficar a flor,
a morte na gaveta,
o tempo no degrau.
a morte na gaveta,
o tempo no degrau.
Conheces o degrau:
o sétimo degrau
depois do patamar;
o que range ao passares;
o que foi esconderijo
do maço de cigarros
fumado às escondidas . . .
Deixa ficar a flor.
E nem murmures. Deixa
o tempo no degrau,
a morte na gaveta.
. . . . .
(David Mourão Ferreira)
António Cabral (AC)
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