quarta-feira, 4 de março de 2026

Deixa ficar a flor, 
a morte na gaveta, 
o tempo no degrau.

Conheces o degrau:
o sétimo degrau
depois do patamar;
o que range ao passares;
o que foi esconderijo
do maço de cigarros
fumado às escondidas . . . 

Deixa ficar a flor.

E nem murmures. Deixa
o tempo no degrau,
a morte na gaveta.
. . . . . 
(David Mourão Ferreira)

António Cabral (AC)

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