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sábado, 15 de novembro de 2025

quinta-feira, 19 de junho de 2025

AS  OPINIÕES  DE  OUTREM

O direito de expressão, o direito de opinião, é pertença de todos. SEM EXCEPÇÃO.

O que é fundamental, em DEMOCRACIA, é respeitar-se a opinião de outrem. Depois, concorda-se ou discorda-se. Discute-se e argumenta-se.

O programa do governo, discutido e aprovado na Assembleia da República, tem várias medidas.

Não perturbei o meu sossego na aldeia a procurar inteirar-me desse programa. Hei-de olhar para isso e outras coisas quando tiver oportunidade e sobretudo disposição para tal ou seja, desconheço por enquanto as tais medidas que nele constam e que, ao olhar pela NET às gordas das notícias, ERIÇAM completamente a esquerdalhada. 

Nada de espantar, e que respeito. Provavelmente, algumas mas não todas as irritações da esquerda terão fundamento. Logo se verá.

Não é de espantar o anúncio à opinião pública com semanas de antecedência de que, quando chegasse a altura, na AR, haveria a imediata apresentação de uma moção de rejeição. 

Como não é de espantar que os do costume e os seus defensores em blogues e na comunicação social vociferem a propósito de muitas medidas do dito programa porque, nomeadamente, dizem que não foram apresentadas nem discutidas durante a passada companha eleitoral.

A tónica desses vigorosos protestos é esta - anunciam mudanças em relação à governação dos últimos anos.

Repito, respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.

Mas olho sempre ao rigor e coerência das posições de todos os lados da barricada.

Ora, mostra a história democrática que, talvez com escassas excepções, cada governo tratou de alterar políticas e decisões de governos anteriores. 

António Costa foi dos maiores executores dessa postura. 
O virador de páginas. Ele e Centeno "os cativadores". Resultados à vista na saúde, na educação, na justiça, na habitação etc. 

Mas pôs-se ao fresco, como Barroso e Guterres. O costume, portanto, nada de espantar na postura de vida destes - "melhores de nós todos" (????) frase proferida e repetida com a maior desfaçatez por quem cada vez mais demonstra ter uma descarada ausência de vergonha na cara. 

A esquerdalhada acha bem sempre que são geringonças a virar páginas. Quando são "direitolas" é profundamente errado.

Pois eu analiso o que, em cada governação, me parece bom para a sociedade portuguesa e o que se me afigura péssimo.

A realidade da história democrática, particularmente a partir de 1991 mostra, em meu entender naturalmente, que boa parte do que PSD, PS, CDS, PCP, BE fizeram daí para cá, foi a origem do lamentável estado a que chegámos. 

Na habitação, no despovoamento de grande parte de Portugal Continental, na saúde, na justiça, nas forças armadas, na educação, na economia, na indústria, no ambiente, no poder local, na desertificação, no (des) ordenamento territorial, no turismo, na segurança, na cultura, na imigração, na floresta, no que respeita ao financiamento dos partidos políticos onde reina o regabofe como bem lembrou António José Seguro, nos transportes (TAP, ferrovia, rodovia), etc.

E assim continuamos. 

A caminho de Estado exíguo, com vontade de chegar a Estado falhado.

António Cabral (AC)

domingo, 11 de maio de 2025

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Os protagonistas das eleições actuais são quase todos bem-talhados e adequados aos tempos que correm. E característicos das eleições que temos. O Chega, uma fabulosa energia de claque de futebol feita de fanatismo e de reflexos condicionados
O PSD (ou a AD), uma eficaz e sub-reptícia máquina de influências, o mais capaz de confundir clientes com eleitores
O PS, um sindicato desnorteado e sem destino, que parece ter negado o futuro, quando apenas queria esquecer o passado. 
A IL, de uma pureza impecável, a caminho da beatitude
O PCP, nervoso e tenaz à procura de não desaparecer da história
O Bloco, já sem graça, com o seu ar de superioridade das avenidas, de mãos nos bolsos e dogma bem oleado. 
O Livre, um neófito envelhecido, aparentemente imprescindível
O PAN, que quanto mais conhece os animais, mais gosta da política.

Que pensam estes nossos partidos, candidatos a mandar em Portugal e em nós todos, do destino da Europa, periclitante como nunca, ameaçada pela Rússia, marginalizada pela América, cobiçada por África e pelo Islão e desprezada pela China?

Que pretendem eles fazer com a Justiça portuguesa, cada vez mais desorganizada e injusta?

Que se preparam realmente para fazer com os grandes serviços públicos ou as grandes empresas nacionais, umas miseravelmente vendidas, outras estranhamente desmanteladas, outras ainda entregues aos mais desvairados traficantes de influências?

O Estado português, já agora a nação portuguesa, ou o país e a sua população, se quiserem, raramente estiveram tão dependentes, tão frágeis, tão vulneráveis como hoje
Quem o diz é designado por céptico e pessimista, fanático do “bota-abaixo” e descrente da pátria. 
Mas é garantido que esse tem mais razão do que uma mão cheia de burocratas, de “influenciadores” e de caciques. 
Quem se ocupa realmente dos caminhos de ferro, dos portos, do mar e dos rios? 
Quem está de facto a tratar dos aeroportos e da companhia de aviões? 
Quem se encarrega com força e solidez da energia do futuro

Quem vai tentar voltar a dar um módico de dignidade e de autonomia, ou de afirmação do interesse nacional, nas telecomunicações, na produção e na distribuição de energia
Quem vai tentar reconstruir ou construir alternativas autónomas à energia, às telecomunicações, aos cimentos, às celuloses, à madeira, à metalurgia e a outros sectores que demonstravam, pelo menos parcialmente, alguma solidez?

Para além do miserável oportunismo de última hora, que entendem fazer para elaborar, pôr em prática políticas de população e de imigração necessárias para a economia, dignas de uma nação antiga e orgulhosa, próprias de uma cultura, crentes nos direitos humanos, guardadoras das liberdades e respeitadoras do sentido de humanidade?

Para além de distribuir subsídios, ratear subvenções, fornecer descontos e isentar de impostos, alguém tem um plano, um projecto, uma intenção, uma ideia de como se cria riqueza, como se reforça a economia, como se formam gerações de profissionais, como se criam cientistas, como se dá liberdade a empresários?

É ou não verdade que a vida urbana, nas grandes cidades portuguesas, se deteriorou muito nos últimos anos, talvez últimas décadas? 
Que a situação na saúde e nos serviços públicos decaiu significativamente? 
Que o funcionamento da Justiça se danificou, parece que sem emenda? 
Que as oportunidades para os jovens diminuíram? 
Que o tráfico de pessoas e de trabalhadores aumentou sem controlo nem limites? 
Que os transportes públicos, sobretudo citadinos, se transformam em zona de perigo e incómodo? 
Que os riscos de cair na pobreza não diminuem? 

Alguém é capaz de negar, factos e números na mão, este declínio, este progresso adiado? 
Se assim é, por que razão os partidos e os candidatos não se sentem mobilizados para abandonar o “cliché” banal e o palavreado automático e para se sentirem empenhados em dar e procurar o melhor? O mais sensível? O mais sério? O mais sólido? Em vez do mais ligeiro, o mais fátuo, o mais ilusório e o mais enganador?

Há quem não confesse, nem sob tortura, em quem vai votar. 
É compreensível: não quer ser culpado.

(António Barreto, Público, 10.5.2025
) (sublinhados da minha responsabilidade)

Claro como água.

Mas desde Marcelo (que não está em campanha, mas acha sempre que muito do acima descrito é exagero, até porque somos os melhores dos melhores), a Melo, Ventura, Mortágua, Rocha, Luís, Pedro, Raimundo, Rui, Real, as questões enunciadas (faltam algumas muito importantes), querem o poder pelo poder, mordomias.

Servir a sociedade, melhorar a sociedade, desenvolver, modernizar?
Isso é treta. 
Servirem-se dos cargos, isso sim.

Toca mas é de tentar ganhar o poder, para ganhar acesso a banquetes, a  subsídios para casa para viver em Lisboa (tendo casa na capital mas dando a casa em Trás-os-Montes ou outro local distante), a um avião Falcon, a reunião em Bruxelas, ou uma ida a cumprimentar Zelensky, etc.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A  PROPAGANDA

A propaganda vinha dando frutos eleitorais. 
Mas, talvez inchado (não me estou a referir à barriga…) persiste na mentira, na aldrabice, na desfaçatez.

Esquece porventura - Que a verdade é filha do tempo.
Esquece porventura - Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo. Podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo.
Mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Tem andado convencido da sua infalibilidade e, pior ainda, convencido de ter credibilidade. Está mais que à vista o resultado de excesso de confiança.
Não é desculpa nem atenuante mas, infelizmente, não é só ele, há mais, em partidos e órgãos de soberania.

O que eu penso e digo será irrelevante. 
Mas, o que acima refiro será irrelevante para todas as pessoas que vivem em Portugal, seja português, seja estrangeiro a trabalhar cá?
AC

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

LEI  DE  ASHLEIGH

"Quando se não é capaz de fazer bem as coisas, então deve aprender-se a apreciar fazê-las mal".

Porque será que isto me faz lembrar certas coisas do presente e certos pantomineiros?

AC

sábado, 3 de abril de 2021

NÓS AINDA NÃO TIVEMOS…….
"……...infelizmente, nós ainda não tivemos um Mariano Gago no lado da economia. Faz sentido o que estou a dizer? Não tivemos. Não quer dizer que não ………….." (Luís Portela, jornal Público)
Só na economia?
E na Cultura? E Educação? E Ensino Superior? E Administração Interna? E Defesa Nacional? 
Bom,……quase meia - noite….vou-me deitar,……. é melhor.
António Cabral (AC)

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A PROPÓSITO DA SRA MERKEL

Foi eleito sucessor para esta grande chanceler.

A Alemanha, que em área geográfica é menor que a França ou a Espanha, que tem fronteira com 9 países, e que a seguir à federação Russa é o país Europeu mais populoso, continua forte, e também por causa da sua liderança. Mas a Alemanha de hoje não aparece por acaso. Vejamos por exemplo:

> a partir de 1871, o país duplicou a produção agrícola,

> a partir de 1900, ultrapassou a Inglaterra em termos industriais,

> o desenvolvimento industrial Alemão ficou a dever-se, 

>>> a uma estreita ligação entre os poderes políticos e industriais dinâmicos, 

>>> a uma certa osmose entre o sistema bancário e as indústrias, 

>>> a uma aplicação sistemática da ciência à indústria, 

>>> à existência de laboratórios financiados pelas grandes unidades industriais.

A Alemanha é uma República Federal, com 3 cidades-estados (Berlim, Bremen e Hamburgo) e 13 estados. 

Não há milagres, Srs. Costa, Rio, Louçã, Marcelo, Ventura, Catarina, Jerónimo. O que houve e há? 

Visão de futuro e determinação de rumo a seguir, trabalho, pouca burocracia, nada de perder tempo, nada de demagogia da treta, nada de irresponsabilidade, servir o país, e não o contrário servindo-se dos cargos públicos para os seus interesses pessoais e de grupo.

AC 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A PROPÓSITO DE MÉRITO
Retrato da sessão em que explicavam a Marcelo Rebelo de Sousa o que são e que diferenças encerram as palavras, avaliação, mérito, nepotismo, seita, transparência, milagre da governação, descarada ausência de vergonha na cara, interesses partidários, interesse nacional, lojas, seriedade. 
AC

Adenda: Todas as pessoas têm qualidades e defeitos, méritos e deficiências, carácter ou falta dele, seriedade ou falta dela.
Desde sempre, as pessoas que acedem a, cargos públicos ou do foro empresarial privado, lugares na máquina do Estado, que temporariamente sejam titulares de orgãos de soberania, têm méritos. 
Certamente. 
Méritos por, formação, por experiência muita ou pouca, por ligações profissionais, mas também fruto de amizades ou laços familiares.
Podia estar aqui uma manhã a desfiar contas deste rosário!
A filha de A ou B, a mulher ou o marido de fulano ou fulana, certamente terão os seus méritos, mas não me venham com estórias da carochinha.
Ou, noutra perspectiva, ir para o conselho de administração para lá estar, dar uns ligeiros bitaites, receber umas chorudas senhas, foi só por mérito, ou porque convinha dadas as suas ligações familiares?
Não me venham com histórias da carochinha.
"Ahn, o meu antecessor já tinha aceite......."
Claro que um Presidente da República num País Ocidental terá imensas dificuldades em não aceitar uma determinada composição governamental porque "eventualmente inquinada por laços familiares".
Não é essa a minha questão.
A minha questão, sr Presidente, é que devia estar calado.
Deu posse, limite-se a isso, esteja calado.
E, já agora, lembre-se do seu antecessor Sampaio que, sendo (na minha opinião naturalmente) um grande mariola, não se coibiu de dizer a Guterres que já era escandaloso, e vai daí Vara foi corrido.
Lembre-se, e vá olhando.
Mas cale-se um bocado. IRRA!
AC

terça-feira, 4 de julho de 2017

CAUSAS
Praticamente nada do que sucede na nossa vida tem uma única causa. Excepções existem, naturalmente. 
Há por exemplo infelizes que morrem em acidente brutal porque alguém foi para cima deles, quando circulavam na sua faixa da estrada. 
Mas normalmente há sempre mais que um factor.
Faleceu de ataque cardíaco, pois mas vai-se a ver, haveria causas anteriores, fumava muito, ou a tensão arterial, o stress, etc.
Os sucessivos camiões que em estradas ou auto-estradas se voltam não é por causa do piso estar molhado, não;  o piso estava molhado sim, mas não passaram a circular com velocidade muito mais reduzida, não deixaram mais espaço à frente para eventual travagem, e por aí fora.
As embarcações acidentadas à entrada de barras - ah, foi um golpe de mar - foi também certamente, mas se calhar questões com o leme e governo da embarcação, não esperaram por melhor oportunidade para demandar o porto, coletes e balsas como muitas vezes se sabe, etc.
Inundações nas ruas - ah, choveu mais do que é costume - pois choveu, mas as sarjetas não estavam limpas, o sistema de drenagem é inadequado, etc.
Incêndios - ah, foi num ápice, nunca visto -  foi certamente, mais condições de vento muito adversas, mato por limpar, arvoredo junto a casas, descoordenação no controlo e gestão de meios humanos e materiais, e etc.
Agora o roubo de Tancos. Responsabilidade politica? Obviamente Azeredo Lopes. Mas há mais e só falam do ministro, dos 5 oficiais suspensos temporariamente, e muito ao de leve o general chefe do Exército ( como o antecessor deve estar a sorrir com a gestão disto tudo), e ainda mais ao de leve no PR.
Mas então, na estrutura do estado-maior general das forças armadas e, sobretudo, um importantão de um director-geral na estrutura do MDN que assessoreia e apoia (????) o ministro, ninguém tem responsabilidades no tal inexistente sistema de vigilância, na não substituição da tal rede, e por aí fora?
Causas do roubo? Não devo errar muito: a malandragem não brinca em serviço e usa as suas relações e conhecimentos, irresponsabilidade a vários níveis, reflexos dos problemas complicados no âmbito dos meios humanos, financeiros, logisticos, falta de empenhamento, morosidade burocrática na estrutura do mdn, e aquela cultura sempre na moda " do not put me problems, ok"


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

COMO VAMOS CÁ PELO BURGO?
Mal, creio eu. E mal ou pior vamos ficar.
O titular do órgão de soberania que tem assento em Belém, e para não variar, fez asneira, na minha opinião, naturalmente.
Devia ter recebido imediatamente, na passada 2ª feira, PAN, PCP, BE, PS, CDS, e PSD. Mas não.
PAN, e outros que formalmente são partidos, embora ao longo dos anos o sistema não obrigue a provar que de facto ainda existe quem por eles assine, com todo o respeito, nada contam para tratar da vida em sociedade. As suas ideias e opiniões têm que ser respeitadas, mas haja algum bom senso e sentido das proporções.
Depois, serão mesmo partidos os que têm tido assento parlamentar.
Quando digo serão, quero claramente dizer que tem sido sobretudo cliques a tratar das suas clientelas e seguidores.
Mas não existe democracia, não existe sociedade equilibrada, saudável e onde se pugne por diminuir as desigualdades sociais sem os partidos, e sem comunicação social interventiva e de escrutínio investigatório contínuo e independente, e sem um sistema de justiça eficaz.
Pois os partidos, todos, também me parece que continuam a fazer porcaria.
PSD aceita ir a Belém antes do PR falar com todos os outros partidos que elegeram deputados. MAL!
O PS e designadamente o messias do PS, que começou a vida política aos 14 anos, falam primeiro com com quem entendem dever falar. Deve apenas registar-se.
BE e PCP, cada um a seu modo, fazem o costume, fazendo-me lembrar o velho ditado popular, - fazer filhos na barriga das outras não custa nada.
Prevejo um bom sarilho, como vaticinei vários posts atrás.
O tramado, é que o sarilho não é para os dirigentes políticos, pois o sistema e as leis aprovadas nos idos de 70 e de 80 do século passado, permite subvenções até aos partidos irrelevantes. Não é minha postura insultar, mas santa paciência, quando vejo certas criaturas a falar na TV (que felizmente vejo muito pouco) dá-me náuseas. Uma pouca vergonha.
Andam todos, jornalistas e comentadeiras, e vários assessores deste e daquele, a fazer contas e a querer enganar os cidadãos. Então da esquerda, sobretudo caviar, saltam as verdades absolutas.
Vamos lá a ver.
Cada cidadão é um voto. Cada cabeça sua sentença, diz o povão.
Como de costume, Domingo passado, todos ganharam, todos perderam, etc. Eu perdi de certeza, pois sem um governo qualquer que fosse com maioria absoluta isto, que continua pouco brilhante, tem tendência para se agravar.
A esquerda radical berra o costume, mas nunca explica onde vai arranjar o dinheiro para as nossas vidas. Basicamente, e sobretudo o BE, está no percurso delineado para tentar fazer desaparecer o PS.
Berram que a esmagadora maioria dos cidadãos clamou contra os partidos do governo cessante. Como sempre referi, muita porcaria fez o governo cessante, mas não praticaram só asneiras. E, claro, toca de esquecer o que estava antes.
Quanto às percentagens disto e daquilo, e o que representam dos portugueses, como já bem salientado por outrem - as oposições ao anterior governo afirmam que cerca de 63% dos portugueses são contra a coligação; claro que pela mesma ordem de ideias se pode dizer que cerca de 68% dos portugueses são contra o PS, cerca de 90% são contra o BE, cerca de 92% contra o PCP e seus amigos melancia, cerca de 99% contra o PAN, e quase 100% são contra os PDR, Livre, PNR, MRPP, e por aí fora.
Acresce que, sobretudo a esquerda, quase chega ao ponto de dizer que a brutal abstenção, se não tivesse ocorrido, teria sido votos do PS para a esquerda. Haja pachorra.
Berros a torto e direito não faltam mas, claro, alguém que governe, que trate das coisas reais, que eles declaram disponibilidade e fazem política. Mas alguém que meta as mãos na farinha.
Naturalmente, digo eu, os jornalistas do costume e as comentadeiras arregimentadas (estão a aparecer uns novos, incluindo um que foi para o governo por engano por ter nome quase igual ao que era desejado) fazem os floreados do costume mas nunca perguntam o que devem perguntar.
Sustentabilidade das contas, o endividamento, a economia, o emprego, a segurança social, a justiça, os impostos, a natalidade, as exportações, lei eleitoral, etc. Como, em concreto, se resolve?
Não, nada!!
PR, partidos, jornalistas, comentadeiras, clamam tudo e mais alguma coisa, mas por trás de todos eles, os bastidores fervilham, compram-se aventais, arregimentam-se ex-ministros e ex-importantes, contam-se espingardas, colocam-se notícias falsas, rumores, sempre a mesma e célebre postura - dá cá o meu!
Não há mudança de mentalidades, por mais comparações que se façam.
Claro que isto dificilmente mudará, bastando para suportar esta afirmação, olhar aos comentários, posturas, e entendimentos de muitos que se conhecem.
Mas não me espanta. E ninguém se interroga como viveríamos sem continuar a conseguir-se financiamento, e sem uns tostões de Bruxelas e do BCE. É tudo por obra e graça do espírito santo. Viva a nossa pujante economia, viva as nossas lucrativas empresas públicas, e etc.
Como eu e outros do meu curso usávamos dizer, isto está a ficar de maneira que já nem bêbado se aguenta.
AC
PS: isto está a ficar ainda mais pantanoso, por isso a fotografia a lembrar charcas.