Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 25 de junho de 2026
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
EXEMPLOS de DESPOVOAMENTO
Despovoamento em Portugal, um exemplo, dentro do Concelho de Idanha-a-Nova. Concretamente sobre a aldeia de Monsanto, a freguesia de Monsanto, a aldeia propriamente dita e os lugares à volta do monte (Carroqueiro, Adingeiro, Eugénia, Lagar Maria Martins, Torre, Relva, Monsantel, Devesa, Carro Quebrado, Cidral, etc.), que pertencem à freguesia.
Daí que, localmente, os que vivem à volta do monte e portanto da aldeia de Monsanto lá em cima digam há décadas - vamos lá acima à vila!
Tendo por base os censos de 1950 e 2011, a freguesia de Monsanto sofreu em 61 anos uma redução populacional de 215,28 %. A aldeia propriamente dita, no cimo, reduziu nesse período 154.45 %.
Alguns exemplos:
Monsanto - 628 pessoas em 1960, 97 em 2011
Carroqueiro - 422 em 1960, 90 em 2011
Lagar Maria Martins - 302 em 1960, 59 em 2011
Eugénia - 205 em 1960, 103 em 2011
Relva - 494 em 1960, 191 em 2011
Em 2025 os números estão piores.domingo, 11 de maio de 2025
Que pensam estes nossos partidos, candidatos a mandar em Portugal e em nós todos, do destino da Europa, periclitante como nunca, ameaçada pela Rússia, marginalizada pela América, cobiçada por África e pelo Islão e desprezada pela China?
Que pretendem eles fazer com a Justiça portuguesa, cada vez mais desorganizada e injusta?
Que se preparam realmente para fazer com os grandes serviços públicos ou as grandes empresas nacionais, umas miseravelmente vendidas, outras estranhamente desmanteladas, outras ainda entregues aos mais desvairados traficantes de influências?
O Estado português, já agora a nação portuguesa, ou o país e a sua população, se quiserem, raramente estiveram tão dependentes, tão frágeis, tão vulneráveis como hoje.
Para além do miserável oportunismo de última hora, que entendem fazer para elaborar, pôr em prática políticas de população e de imigração necessárias para a economia, dignas de uma nação antiga e orgulhosa, próprias de uma cultura, crentes nos direitos humanos, guardadoras das liberdades e respeitadoras do sentido de humanidade?
Para além de distribuir subsídios, ratear subvenções, fornecer descontos e isentar de impostos, alguém tem um plano, um projecto, uma intenção, uma ideia de como se cria riqueza, como se reforça a economia, como se formam gerações de profissionais, como se criam cientistas, como se dá liberdade a empresários?
É ou não verdade que a vida urbana, nas grandes cidades portuguesas, se deteriorou muito nos últimos anos, talvez últimas décadas?
Há quem não confesse, nem sob tortura, em quem vai votar.
(António Barreto, Público, 10.5.2025) (sublinhados da minha responsabilidade)
sábado, 22 de abril de 2023
" . . . . A discussão sobre a criação de um imposto sobre a riqueza como medida visionária imediata para reduzir igualdades tem tido desenvolvimentos interessantes.
Há, no entanto, uma questão central que convém clarificar.
Os impostos não servem para distribuir rendimento, os impostos servem para financiar o Estado.
Se o Estado decidir aplicar o resultado da colecta de impostos no apoio aos pobres e deserdados, pode ser que isso resulte em alguma distribuição de rendimento, mas não é o imposto que faz essa redistribuição, é a decisão de aplicar recursos em políticas de apoio aos pobres e deserdados (por exemplo, não há redistribuição socialmente útil se o Estado gastar ineficientemente os recursos de que dispõem, essa é uma das razões pelas quais é criminosa a passividade com que olhamos para usos ineficientes dos recursos que os contribuintes entregam ao Estado) . . . . . (Henrique Pereira dos Santos)
domingo, 31 de outubro de 2021
PAZ, GUERRA, PAZ
Não é pelo facto de estarmos formalmente em paz que podemos abandonar conceitos de defesa e de segurança.
Tal como não é por os carros serem hoje mais seguros que devemos esquecer as boas regras da condução.
Tal como não é por haver vacinas para praticamente tudo que devemos ser descuidados com a nossa saúde e segurança física.
Ah, a propósito de vacinas para quase tudo, infelizmente não há para tudo.
Não existem, por exemplo, para afastar os energúmenos que nos infernizam a vida e nos entram em casa através das TV e Internet. Infelizmente, não há vacinas de decência e dignidade para inocular a gentalha habituada a servir-se em vez de servir a sociedade.
AC




