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segunda-feira, 5 de junho de 2023

ILITERACIA  e  SEITA
Para o seu financiamento e como Estado que caminha definitivamente para a condição de EXÍGUO, Portugal tem que se financiar e muito, pois a riqueza produzida é muito abaixo do que é preciso.

Não sou economista nem financeiro nem banqueiro.

Mas não é preciso sê-lo para se perceber uma coisa simples, aliás bem explicada por quem sabe.
A banca nacional mama um diferencial de 2,6 % (3,5 - 0,9 = 2,6) entre juros que recebe do Banco Central Europeu por depósitos que aí faça e os juros miseráveis que paga aos seus depositantes.

É perfeitamente compreensível que o Estado se financie ao juro mais baixo possível. Parece-me menos compreensível o nível dos juros que a banca paga a depositantes. Do ponto de vista do banqueiro, percebo que ele considere que não tem nenhuma obrigação de cariz social, como percebo que procure pagar o emos possível. 

Quando os juros do financiamento externo se tornam insuportáveis e, cumulativamente, as agências de "rating" nos penalizam fortemente, cai uma bancarrota, não é sr José? 

Eu percebo que os juros dos certificados de aforro (uma fonte de financiamento interno, fonte que suponho mais baixa comparativamente com o financiamento pedido nos mercados financeiros internacionais) não sejam do agrado dos banqueiros nacionais e do ratos ratinhos e ratazanas.

É evidente que a generalidade dos meus concidadãos tem uma enorme iliteracia financeira. Se fosse só aqui . . . . .

É, para mim, igualmente evidente, a demagogia de seita rosa ao não querer perceber que algo não estará muito bem quanto aos juros que a banca paga a depositantes. 

Por um lado, Marcelo pede um favorzinho!

Por outro lado, há uns quantos que continuam a beber do fino como aliás têm feito toda a vida. 
Há uns quanto turbo-palestrantes e turbo-administradores que sob um manto diáfano de democrata olham outros com altivez a roçar a arrogância.
A mim parece-me olhar excessivo, que os qualifica, mas tem que se aceitar e eu aceito, faz parte do sistema/ regime em que gosto de viver. 

AC

sábado, 22 de abril de 2023

É ISTO OU NÃO ?

" . . . . A discussão sobre a criação de um imposto sobre a riqueza como medida visionária imediata para reduzir igualdades tem tido desenvolvimentos interessantes.

Há, no entanto, uma questão central que convém clarificar.

Os impostos não servem para distribuir rendimento, os impostos servem para financiar o Estado.

Se o Estado decidir aplicar o resultado da colecta de impostos no apoio aos pobres e deserdados, pode ser que isso resulte em alguma distribuição de rendimento, mas não é o imposto que faz essa redistribuição, é a decisão de aplicar recursos em políticas de apoio aos pobres e deserdados (por exemplo, não há redistribuição socialmente útil se o Estado gastar ineficientemente os recursos de que dispõem, essa é uma das razões pelas quais é criminosa a passividade com que olhamos para usos ineficientes dos recursos que os contribuintes entregam ao Estado) . . . . . (Henrique Pereira dos Santos)
AC