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terça-feira, 13 de setembro de 2022

PROTOCOLO.  PROTOCOLO de ESTADO.
Precedências Protocolares.
 
Lembrei-me disto a propósito de uns patetas que em Portugal cada vez mais demonstram ausência de sentido de Estado, de responsabilidades, e se comportam guiados pela soberba e pelo umbigo.
E vem a propósito, também, do passamento da rainha Isabel II.

O protocolo é uma "coisa", um tema, que para a maioria das pessoas é considerada uma chinesice, uma parvoíce, uma bizantinice, uma treta de benzocas e das ditas elites.

Mas não é nenhuma parvoíce, embora muitos dos que lidam com este assunto nisso às vezes o transformem.
Da respectiva lei nacional temos designadamente a lista de precedências protocolares:

SECÇÃO II Precedências
Artigo 7º
Lista de precedências

Para efeitos protocolares, as altas entidades públicas hierarquizam-se pela ordem seguinte: 
1) Presidente da República;
2) Presidente da Assembleia da República;
3) Primeiro-Ministro;
4) Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e Presidente do Tribunal Constitucional; 
5) Presidente do Supremo Tribunal Administrativo e Presidente do Tribunal de Contas; 
6) Antigos Presidentes da República;
7) Ministros;
8) Presidente ou secretário-geral do maior partido da oposição;
9) Vice-presidentes da Assembleia da República e presidentes dos grupos parlamentares;
10) Procurador-Geral da República;
11) Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas;
12) Provedor de Justiça;
13) Representantes da República para as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira; 
14) Presidentes das Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas;
15) Presidentes dos Governos Regionais;
16) Presidentes ou secretários-gerais dos outros partidos com representação na Assembleia da República;
17) Antigos Presidentes da Assembleia da República e antigos Primeiros-Ministros;
18) Conselheiros de Estado;
19) Presidentes das comissões permanentes da Assembleia da República;
20) Secretários e subsecretários de Estado;
21) Chefes dos Estados-Maiores da Armada, do Exército e da Força Aérea;
22) Deputados à Assembleia da República;
23) Deputados ao Parlamento Europeu;
24) Almirantes da Armada e marechais;
25) Chefes da Casa Civil e Militar do Presidente da República;
26) Presidentes do Conselho Económico e Social, da Associação Nacional dos Municípios Portugueses e da Associação Nacional das Freguesias;
27) Governador do Banco de Portugal;
28) Chanceleres das Ordens Honoríficas Portuguesas;
29) Vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura;
30) Juízes conselheiros do Tribunal Constitucional;
31) Juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal de Contas;
32) Secretários e subsecretários regionais dos Governos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira;
33) Deputados às Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas;
34) Comandante-geral da Guarda Nacional Republicana e diretor nacional da Polícia de Segurança Pública;
35) Secretários-gerais da Presidência da República, da Assembleia da República, da Presidência do Conselho de Ministros e do Ministério dos Negócios Estrangeiros;
36) Chefe do Protocolo do Estado;
37) Presidentes dos tribunais da relação e tribunais equiparados;

Fiquemos por aqui, pois a lista é extensa.

Esta lista, incompleta, mas com o mais essencial, escalona por ordem decrescente de importância na sociedade ou seja, por precedência protocolar, os titulares de órgãos de soberania, e muitas outras personalidades da enorme máquina do Estado. Uma lista longa.

E porquê o protocolo?
A razão é SIMPLES, mas que para a maioria das pessoas não passa de uma "Cagança"!

Faz parte da vida em sociedade as pessoas movimentaram-se, deslocarem-se, apresentarem-se em determinados locais em razão das suas responsabilidades institucionais, em razão das suas responsabilidades profissionais, assistirem a eventos, cerimónias. 

Faz parte das sociedades os periodicamente eleitos pelos cidadãos comparecerem em cerimónias, festas, reuniões formais e informais, faz parte da vida em sociedade e da vida das instituições tudo decorrer em conformidade com regras, preceitos, tradições, etc.

A razão do protocolo, do protocolo de Estado, das precedências protocolares, é simples: para que "as coisas" decorram com normalidade, naturalidade, para que decorram sem atropelos, para que decorram com ordem e sequência em suma, para que decorram BEM. 
SIMPLES, é uma questão de organização.

Na vida contemporânea as circunstâncias acrescentam complexidade extrema quando se tem de preparar determinados eventos. É o caso agora das exéquias e funeral da falecida rainha Isabel II. 
Sendo quem é, tendo a sua presença e influência no mundo sido o que foi, natural que as cerimónias tenham uma dimensão/ extensão particular muito também em função das características do Reino Unido, composto como se sabe por, Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte.

A vida contemporânea é de há muito extremamente complexa, e as circunstâncias que derivam das clivagens sociais, das desigualdades sociais também no Reino Unido, a que se somam as questões de segurança nomeadamente por causa do terrorismo, impõem para todas as cerimónias e para o inerente protocolo de Estado do Reino Unido (muito complexo) uma preparação muito cuidada, um enorme conjunto de restrições de toda a ordem. 

Restrições designadamente no que respeita á lista dos convidados do rei Carlos III, à lista de todos os chefes de Estado que informem as autoridades do Reino Unido que pretendem participar no funeral, restrições a movimentações de meios aéreos e terrestres, restrições de acesso do público em geral.

Presente o estatuto da falecida, natural que o seu filho e actual rei convide membros das monarquias designadamente Europeias. Natural que chefes de Estado estrangeiros informem desejar estar no funeral e prestar as últimas homenagens à falecida. Natural que em dois dias a presença de vários chefe de Estado numa cidade seja aproveitada para conversas bilaterais.

Finalmente, parece-me natural que as regras todas para os próximos dias 18 e 19 de Setembro na área de Londres contemplem uma "asfixia" securitária e protocolar, restringindo movimentações de aviões, dizendo especificamente aos chefes de Estado estrangeiros que não podem trazer consortes ou acompanhantes, dizendo-lhes que se usarem aviões privados vão ter de aterrar longe de Londres, etc.

Aparentemente, em Belém e nas Necessidades ainda não perceberam estas coisas. É natural, atentos os inquilinos!
AC

domingo, 26 de dezembro de 2021

LAGARTIXAS,  JACARÉS,  CROCODILOS DO NILO

Lagartixas, Jacarés, e por aí fora, bicharada aquática, de grandes mandíbulas.

José Pacheco Pereira é, salvo erro, o autor de - quem nasce lagartixa não chega a jacaré - se a frase não é exactamente esta, anda lá muito perto.

E de facto a vida demonstra amiúde esta realidade, no nosso país, em todo o mundo. Mas há sempre quem, de soberba desmedida e insuflado por outrem se esqueça de regras básicas da vida que a maioria dos seres humanos segue, humildade, sensatez, probidade.

Há quem julgue ter mandíbulas e, coitados, nem o palito trincam sem lhes doer a gengiva. Faz pena.

AC

terça-feira, 16 de novembro de 2021

A CREDIBILIDADE ELOGIADA POR AÍ
Ainda a propósito de certas credibilidades tão pressurosamente elogiadas por aí, há mesmo coisas que custam muito a engolir.
Falam de forma neutra, asséptica, ou incorrem na asneirada.
E falar do pouco que ou nada sabem…….mas arrotam sempre a dizer  que têm mundo, tal como os seus aduladores. 
Anda por aí um que é tido pelos seguidores como muito credível e que, no presente, está até a fazer um grande favor à sociedade portuguesa. Mas, coitado, desde ausência de noções básicas de direito, baralhar conceitos básicos que lhe tentam explicar, estar convencido que percebeu o que era a guerra fria e que percebe as transformações e riscos e ameaças do tempo contemporâneo, aos paleios sobre as democracias liberais, destas áreas e de outras pouco ou nada atina. Acresce que, quanto à língua portuguesa, continua a não ir ao dicionário para, de uma vez por todas, verificar que subordinação não é sinónimo de submissão.
Será por observar muito as estrelas?
AC

terça-feira, 29 de junho de 2021

LÊ ? VAIDOSO AINDA POR CIMA.

Deve ler pouco. É vaidoso, roçando o cagarolas. Está inchado de soberba, tal como o padrinho. Está só a pensar no salto próximo. Desgraçados de nós com este tipo de gente, imprudente, pesporrente, de soberba deplorável. 

Fez-me lembrar, não só a pequena estrofe em baixo como aquela certeira frase - perdeu mais uma oportunidade de estar calado.

" Não digas tudo o que sabes,

porque,

quem diz tudo o que sabe

muitas vezes diz o que não convém"

AC

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

CHEIAS e   DONOZINHO  DAQUILO
As cheias e as chuvadas, ou o contrário, mais as descargas das barragens, tiveram as habituais consequências nas baixas de Gaia e Porto.
O outrora comentador na TV e desde há uns anos presidente da Câmara Municipal do Porto, cada vez mais demonstra vaidade extrema e ser homem de humores variados e zangas periódicas.
Na sequência do transbordar do Douro atirou flechas a toda a gente.
É típico dos birrentos. E típico dos birrentos e egoístas como na cidade vai demonstrando com quem com ele mais de perto trata,  não gosta que outros ocupem palcos onde ele gosta de estar e se possível sempre sozinho. Concretamente, na TV.
Vem isto a propósito das frechadas que atirou ao capitão do porto, oficial que,  pelo que vejo, não se ficou e fez muito bem.
Este episódio é típico do Portugalinho aristocrático e do respeitinho  serôdio tão ao gosto dos ricos e onde nadam os Moreiras e outras espécies.
Certos senhores, que gostam muito de espadanar para todo o lado, esquecem muitas vezes de se informar melhor antes de abrirem a boca. E frequentemente esquecem-se de ver se tem representantes em certos organismos.
Ao que leio tudo indica ser o caso.
Mais um triste e inchado de soberba. 
O sr Moreira é capaz de não saber que, muito antes dele se passear pelo Porto, que há muitas décadas existe e funciona o tal Centro de Previsão e Prevenção das Cheias do Douro (CPPCD). E que tal centro tem uma certa composição.
Claro que ás vezes, diz-me a experiência de vida, alguns representantes não se esforçam muito e não dão cavaco a quem de direito. Desconheço se por acaso isso aqui também sucedeu.
Detalhes certamente sem importância para o sr Moreira.
AC

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DESARMADO, OU............ ENGARRAFADO?
Tempos atrás, um homem da minha profissão, mais velho, e que há muito prezo, utilizou a expressão supra para, suponho eu atrevidamente, querer chamar à atenção dos colaboradores do blogue que ele administra para um crescente e evidente marasmo, ausência de colaboração, sendo evidentes duas honrosas excepções, acho eu!.
O meu ponto aqui não é acerca desse blogue, mas sobre o momento que Portugal vive.
Portugal está desarmado, e não é por causa do que desapareceu ou não de Tancos e agora curiosamente uma parte apareceu hoje numa zona perto da Chamusca, depois de uma denúncia que, julgo ter percebido, envolveu a colaboração da GNR de Loulé. 
Portugal está fragilizado.
A sociedade portuguesa está esfrangalhada.
Como ouvi hoje dizer e concordo plenamente, continuam por aí várias com faro táctico político mas visões curtas isto é, que se vão safando e safando os seus amigos, correligionários, alguns dos seus familiares, as suas máfias. Situação generalizada e com todos os matizes de cores políticas.
Mas existem uns mais que outros, e é observar a ninhada iniciada no tempo de Mário Soares, sim, Macau. E que prolifera.
Atente-se na gestão da crise de hoje e repare-se no curriculum das criaturas, onde e como começaram. Não estou a inventar nada.
Portugal está doente, há muito tempo, e todos o sabem.
Agora, ontem á noite, o Presidente da República falou e iniciou, porventura, uma pequena revolução. 
Ou melhor, creio que quer que ela se faça.
Estou céptico que uma grande reviravolta venha a acontecer. 
Vou aguardar.
Até porque, centrando-me apenas na questão da floresta, todos mentem, todos esquecem rapidamente, todos falam com muita elevação e quase choram na AR mas,...........enganam sempre e continuamente os portugueses.
Melhor, continuam a enganar a esmagadora maioria dos portugueses. 
Eu não me calo, por muito que António Costa me considere infantil e até, se falasse comigo, me pudesse atirar com aquele ar tonto - não me faça rir.
Ah, os grandes autarcas......sim, muitos revolucionaram os seus concelhos e as suas freguesias. Houve muita obra e melhoria.
Mas, ficando-me na floresta e nos campos, quantos presidentes de câmara e de junta de freguesia ao longo das décadas trataram de obrigar cidadãos a limpar terrenos? Coercivamente, metendo queixas, GNR e por aí fora? A limpar matas? Quantos denunciaram o desconhecimento dos donos de terras nos seus concelhos e as inerentes consequências disso? Etc. 
Não, não me venham com conversas, quero ver documentos carimbados, datados e respostas obtidas ou não.
Sim, porque "incomodar" os cidadãos poderia criar um gradual problema de votos, certo? CERTO???
E depois, não é, a base dos partidos está muito pelos autarcas, depois pela associação de freguesias, e de municípios, etc.
O Presidente Marcelo sabe isto, certo?
Os políticos idem, certo?
Onde estão os registos da AR que comprovem as batalhas promovidas ao longo dos últimos 25 anos pelo PCP, pelo BE, para aumentar drasticamente, exponencialmente, as verbas nos OE para prevenção de fogos, para gestão de combustíveis/ biomassa, para formação de pessoal? 
Estou completamente farto de arautos da soberba. 
PS, PSD, CDS, também bem podiam estar mais calados.
E este é o problema, o compadrio, o nepotismo, a promiscuidade, a corrupção, a nomeação de incompetentes como o que começou abençoado por um CAPO, e como o CAPO subiu no partido e na vida ele foi atrás, e acabou num alto poleiro, mas também acabou de forma patética. 
O CAPO deve andar caladinho, a fiscalizar e a tratar de outras coisas, as outras coisas, das várias.
De maneira que, lembrando-me do meu prezado amigo, vou usar a expressão e a fotografia dele. 
Portugal está engarrafado e, temo muito, que nos queiram colocar na boca a rolha da garrafa. Vamos aguardar.
Eu não me calo.
António Cabral




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

LAPSOS e/ ou IGNORÂNCIA
Lapsos toda a gente tem, independentemente da posição social, e da idade.
Depende muito de vários factores. Ficou célebre aquela do Eng Guterres - é fazer as contas - mas, provavelmente, a sua hesitação e atrapalhação na altura, poderão ter tido sobretudo origem na situação familiar terrível do ex-Primeiro Ministro.
Mas a ignorância é outra coisa, sobretudo se misturada com soberba e arrogância.
E sendo conhecido o desprezo absoluto que as esquerdas devotam ás coisas militares, e aos militares em particular, não é de admirar as afirmações tontas do novo messias e actual PM, proferidas em Paris à margem das reuniões internacionais.
Para quem, por exemplo, inaugurou coisas mais do que uma vez e desrespeita tribunais, não saber quando foi fundada a NATO é coisa insignificante, se não mesmo desprezível.
Mas o actual PM, na senda aliás da sua postura habitual, terá dito, também - que foi recebido pelos seus parceiros europeus com tranquilidade e que toda a gente estava muito tranquila com a situação portuguesa, porque temos um governo com uma maioria parlamentar sólida - (??????)
O PM, mesmo que o actual MDN lhe venha a dar algumas lições de geopolítica durante as aulas sobre como obter boa imprensa, nunca perceberá que Portugal, no presente, vale quase zero do ponto de vista geopolítico. Desgraçado País, desgraçados de nós.
AC

sábado, 24 de outubro de 2015

Hoje não tenho tempo, é dia de festa
Hoje é dia de festa.
Para quem como eu, não partilha publicamente por onde anda, o que faz, etc, abro uma excepção. Hoje, 24 de Outubro, ás 1230 horas, casará o meu filho mais novo. Numa belíssima igreja. E, depois, havemos de nos divertir pelo dia todo e madrugada. Mais radiantes que nós cá em casa, palpita-me, apenas os nossos netos. O mais novo então, a levar a aliança do tio.........
Enquanto damas estão na "barbeira", como gostosamente chamava o meu falecido sogro, e enquanto me estou a arranjar, fiz um curto zapping pela NET, pois ontem nem tempo tive para assistir à sessão na AR, como tinha inicialmente planeado.
Pelo que vejo, sobe de tom a pesporrência, a soberba, a irritação, a falta de educação, o responder com ainda piores gestos e palavras à patética (para mim) discursara do PR. Ainda que no essencial, Europa e etc, eu concorde com quase tudo.
Ninguém está bem na fotografia. Está plantada a ordinarice por todos os lados, direita à esquerda.
Mas olhando ao que vejo na NET, e fiando-me no que leio, o que nos OCS portugueses é sempre um perigo suicidário, António Costa, Ferro Rodrigues, Carlos César, personificam de facto o que de mais desprezível existe quanto a comportamentos.
Aliás, lembro-me bem, na ilha de Sta Maria, 2005, sessão formal da autonomia, a soberba e arrogância que testemunhei nos então recentes empossados governantes e seus seguidores Açoreanos. Um espectáculo, em que se acotovelavam na tribuna. Nunca esquecerei as carinhas, a pose, a arrogância.
Nada que hoje não esteja a repetir-se. Herdeiros e seguidores da mais pura linha abjecta. Na senda da famosa - para os amigos tudo (eu diria até, que se lixem as minudências de milhões caídos do Céu), para os inimigos nada, aos outros todos aplique-se a lei (diria, se pudermos ser nós a fazê-la, melhor)
Um nojo.
AC