Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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quinta-feira, 9 de outubro de 2025
domingo, 27 de abril de 2025
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quinta-feira, 24 de abril de 2025
quinta-feira, 17 de abril de 2025
CULTURA
. . . . . . .
. . . porque Tormes tinha uma solidão muito monástica, e o homem, sem um pouco do Eterno feminino, facilmente se enrudece e ganha uma casa áspera como as das árvores, na solidão.
- E esta Tormes, Jacinto, esta tua reconciliação com a Natureza, e o renunciamento às mentiras da civilização é uma linda história. . . . mas, caramba, há aqui falta de mulheres!
Ele concordava, rindo, lânguidamente estendido na cadeira de vime:
- Com efeito, há aqui falta de mulher, com M grande.
Mas essas senhoras aí das casas dos arredores . . . não sei, mas estou pensando que se devem parecer com legumes.
. . . . .
(Eça de Queiroz, "A cidade e as serras")
AC
quarta-feira, 16 de abril de 2025
CULTURA
. . . . . .
O ar fino e puro entrava na alma, e na alma espalhava alegria e força.
Um esparso tilintar de chocalhos de guizos morria pelas quebradas.
Jacinto diante, da sua égua ruça, murmurava:
- Que beleza!
E eu atrás, no burro de Sancho, murmurava:
- Que beleza!
Frescos ramos roçavam os nossos ombros com familiaridade e carinho.
Por trás das sebes, carregadas de amoras, as macieiras estendidas ofereciam as suas maçãs verdes, porque as não tinham maduras.
. . . . . . . . .
(Eça de Queiroz, A cidade e as serras)
Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira, saúde, boa sorte
AC
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
A REALIDADE, a DEMAGOGIA, a FARSA
"Não há dinheiro, qual das três palavras é que não percebeu?"
Frase brutal, violenta, sintética, concreta, real, sem ilusões, disparada anos atrás pelo ex-ministro das finanças Vitor Gaspar.
Já o escrevi há muito tempo e por mais de uma vez, Passos Coelho e o seu governo fizeram o que tinham que fazer para o País não se afundar definitivamente, não estoirar e quase desaparecer, depois do farsante Sócrates e seus companheiros terem feito o que fizeram, companheiros que aí estão quase todos a maltratar e iludir.
Mas também referi e por mais de uma vez, aquilo que no meu entender foram uma série de disparates e mais que isso, verdadeiras ordinarices indesculpáveis, e que não esqueço e não perdoo.
Mas também referi e por mais de uma vez, aquilo que no meu entender foram uma série de disparates e mais que isso, verdadeiras ordinarices indesculpáveis, e que não esqueço e não perdoo.
Mário Centeno, mais uma vez, com o maior dos desplantes veio afirmar que pagamos menos impostos, houve alívio fiscal e etc.
Vigaristas de alto coturno.
Estão sempre a dizer que a política é o possível, que é preciso dar confiança ás pessoas, etc.
Parcialmente verdade, a meu ver naturalmente.
Porque continua a ser verdade - só há uma coisa pior do que caminhar para o fim, é fazer de conta que estamos no princípio - ou aquela outra - a ninguém faltava o pão se este dever se cumprisse, ganharmos em relação com o que se produzisse.
Mas é ilusões atrás umas das outras.
Coisas importantes e das mais prementes do País, certamente acabar com a luta de galos, mudar de sexo, etc.
Não há dinheiro, mas Costa e os outros aldrabões aí continuam impantes a fazer de conta. DAR CONFIANÇA ÁS PESSOAS.
Quando tudo estiver desgraçado, recolhem ao bem bom que acautelaram antes, lugares, casinhas, etc.
Agora é ver o rosário de greves, os problemas que aí estão com os militares e forças de segurança, com ADSE, com hospitais, com juízes a darem cada vez mais tristes espectáculos, etc.
É um País pobre, onde uma quantidade de farsolas anda em bicos de pés a fazer-se de senhores, quando na maioria não passam de uns tristes. Alguns com carácter discutível.
É um País pobre e assim continuará a ser, enquanto não se reorganizar como sociedade. Arrasta-se aos trambolhões desde 1700.
O falecido Medina Carreira dizia com frequência que Portugal iria empobrecer, com muito barulho.
A continuarmos como sociedade a ficar embasbacados com as anestesias do futebol todos os dias e a toda a hora, e com Cristinas e quejandos, só se confirmará o vaticínio Queiroziano - no fundo, nós somos todos fadistas, do que gostamos é de vinhaça, viola e bordoada.
AC
Agora é ver o rosário de greves, os problemas que aí estão com os militares e forças de segurança, com ADSE, com hospitais, com juízes a darem cada vez mais tristes espectáculos, etc.
É um País pobre, onde uma quantidade de farsolas anda em bicos de pés a fazer-se de senhores, quando na maioria não passam de uns tristes. Alguns com carácter discutível.
É um País pobre e assim continuará a ser, enquanto não se reorganizar como sociedade. Arrasta-se aos trambolhões desde 1700.
O falecido Medina Carreira dizia com frequência que Portugal iria empobrecer, com muito barulho.
A continuarmos como sociedade a ficar embasbacados com as anestesias do futebol todos os dias e a toda a hora, e com Cristinas e quejandos, só se confirmará o vaticínio Queiroziano - no fundo, nós somos todos fadistas, do que gostamos é de vinhaça, viola e bordoada.
AC
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Vitor Gaspar
segunda-feira, 12 de março de 2018
POLÍTICOS " TUGAS "
É uma frase ostensivamente empregue.
Que eu entendo bem definidora da "gentalha" que dirige o País desde há muitas décadas, e desde muito antes do 25 de Abril.
Mas com o 25 de Abril, para lá das burrices e coisas piores que foram feitas designadamente no desgraçado PREC, era objectivo que se alterasse tudo o que detrás estava mal. E não estava tudo 100% mal. É discussão onde agora não entro, mas estava de facto muita coisa errada, muito errada. Mas não tudo. Por exemplo, DL nº 391/72, 12 Outubro, concessão do direito a pensão de velhice aos trabalhadores por conta de outrem nas actividades agrícolas, silvícolas e pecuárias, não abrangidos pelas seguranças sociais até aí existentes.
Mas hoje, em que excepcionalmente me sentei em frente do televisor para ver o programa Prós e Contras sobre um tema abrangente, sobre o património edificado, sobre infra-estruturas, sobre manutenção, além de vários amigos vieram-me à memória todos aqueles, mais velhos, homens da minha profissão, muitos dos quais que em diferentes ocasiões ao longo da vida me demonstraram ter efectiva consideração por mim e me respeitavam, vieram-me à memória os rostos, as ocasiões, e as conversas de anos, os escritos informais, e sobretudo os documentos de trabalho na nossa profissão.
O retrato que me parece possível tirar do que se ouviu esta noite, do que é a transversal realidade Portuguesa, efectiva, é aterrador.
É angustiante trazer à memória o que fui vivendo para trás, o que fui dizendo, e ver as realidades, sempre negadas por certas criaturas. Ainda hoje.
Um saudoso amigo, e que foi depois meu chefe, depois de ter sido meu arguente disse-me nesse importante dia, já no corredor sem ninguém a ouvir - tu tens razão mas não pode ser na envolvente actual.
Eça disse e podia dizer hoje outra vez, logo a seguir ao Prós e Contras - é assim que em Portugal são regidos os destinos políticos - e acrescentaria outra vez sem qualquer margem para dúvida - acaso, compadrio, expediente - e eu acrescento - incompetência, negligência, inação, temor, corrupção.
O presidente da CMMafra receber aquela chamada antes de entrar para o programa é um bom indicador da categoria (???) da autora do telefonema, e é bem revelador da canalha que por aí abunda.
Quanto aos senhores engenheiros, umas breves palavras.
O engenheiro que frontalmente denunciou tudo e mais alguma coisa penso que generalizou em excesso mas, creio, acertou na maioria das coisas. Naturalmente, o bastonário revoltou-se, compreende-se, mas na revolta esqueceu-se do que tinha dito antes acerca dos ordenados de muitos engenheiros e do que isso poderia propiciar. Cumprindo o seu papel de bastonário precipitou-se na ira, e esqueceu que há bota e perdigota.
Admito que as questões sísmicas não estejam tão descuradas como por um dos intervenientes foi sugerido. Mas.......
Quem conhecer ambiente camarário, e eu conheço bastante, não se espanta.
Quando um projecto simples é entregue cumprindo todos os preceitos, e a resposta ao interessado já vai em mais de um ano sobre o mês máximo estimado para ter a resposta, querem que eu pense o quê? Que perderam os papéis, ou esperam que o interessado vá lá chorar e mais qualquer coisa?
Quando um farsolas que tinha um poder imenso aqui há uns anos, impediu coisas simples no âmbito das aldeias históricas, e mais tarde vê-se ser permitida a pintura de um casarão só por ser de quem era, querem que eu pense o quê?
O retrato que hoje se pode retirar do Prós e Contras acerca da sociedade portuguesa, sim porque os cidadãos têm muita culpa, mas particularmente sobre os sucessivos titulares de órgãos de soberania e as sucessivas elites (???) desde há pelo menos 70 a 80 anos, é terrível. Terrível.
Mas, como sempre, devo ser eu que estou enganado.
Posso tentar perceber que muitos, e concretamente vejo-o a nível familiar alargado (até ao 3º grau), prefiram não falar, não argumentar, não ponderar, não tentar contraditório, e assim não criar atritos. A paz podre.
Mas não será possível conversar sem ofensas, sabendo embora de alguns passados, de defesas deste governo ou de outro, etc, e tentar esclarecer, enriquecer posições, porventura corrigir opiniões, observar outras perspectivas?
Não será mais decente dizer a um Jerónimo para ter mais juízo, e que as mulheres estão em todos os partidos, nos CTT, na EDP, na administração pública, nas forças armadas, ou num lar como a D.Celeste minha vizinha na aldeia na Beira-Baixa?
Enfim. Há que não desistir. Não desisto.
AC
É uma frase ostensivamente empregue.
Que eu entendo bem definidora da "gentalha" que dirige o País desde há muitas décadas, e desde muito antes do 25 de Abril.
Mas com o 25 de Abril, para lá das burrices e coisas piores que foram feitas designadamente no desgraçado PREC, era objectivo que se alterasse tudo o que detrás estava mal. E não estava tudo 100% mal. É discussão onde agora não entro, mas estava de facto muita coisa errada, muito errada. Mas não tudo. Por exemplo, DL nº 391/72, 12 Outubro, concessão do direito a pensão de velhice aos trabalhadores por conta de outrem nas actividades agrícolas, silvícolas e pecuárias, não abrangidos pelas seguranças sociais até aí existentes.
Mas hoje, em que excepcionalmente me sentei em frente do televisor para ver o programa Prós e Contras sobre um tema abrangente, sobre o património edificado, sobre infra-estruturas, sobre manutenção, além de vários amigos vieram-me à memória todos aqueles, mais velhos, homens da minha profissão, muitos dos quais que em diferentes ocasiões ao longo da vida me demonstraram ter efectiva consideração por mim e me respeitavam, vieram-me à memória os rostos, as ocasiões, e as conversas de anos, os escritos informais, e sobretudo os documentos de trabalho na nossa profissão.
O retrato que me parece possível tirar do que se ouviu esta noite, do que é a transversal realidade Portuguesa, efectiva, é aterrador.
É angustiante trazer à memória o que fui vivendo para trás, o que fui dizendo, e ver as realidades, sempre negadas por certas criaturas. Ainda hoje.
Um saudoso amigo, e que foi depois meu chefe, depois de ter sido meu arguente disse-me nesse importante dia, já no corredor sem ninguém a ouvir - tu tens razão mas não pode ser na envolvente actual.
Eça disse e podia dizer hoje outra vez, logo a seguir ao Prós e Contras - é assim que em Portugal são regidos os destinos políticos - e acrescentaria outra vez sem qualquer margem para dúvida - acaso, compadrio, expediente - e eu acrescento - incompetência, negligência, inação, temor, corrupção.
O presidente da CMMafra receber aquela chamada antes de entrar para o programa é um bom indicador da categoria (???) da autora do telefonema, e é bem revelador da canalha que por aí abunda.
Quanto aos senhores engenheiros, umas breves palavras.
O engenheiro que frontalmente denunciou tudo e mais alguma coisa penso que generalizou em excesso mas, creio, acertou na maioria das coisas. Naturalmente, o bastonário revoltou-se, compreende-se, mas na revolta esqueceu-se do que tinha dito antes acerca dos ordenados de muitos engenheiros e do que isso poderia propiciar. Cumprindo o seu papel de bastonário precipitou-se na ira, e esqueceu que há bota e perdigota.
Admito que as questões sísmicas não estejam tão descuradas como por um dos intervenientes foi sugerido. Mas.......
Quem conhecer ambiente camarário, e eu conheço bastante, não se espanta.
Quando um projecto simples é entregue cumprindo todos os preceitos, e a resposta ao interessado já vai em mais de um ano sobre o mês máximo estimado para ter a resposta, querem que eu pense o quê? Que perderam os papéis, ou esperam que o interessado vá lá chorar e mais qualquer coisa?
Quando um farsolas que tinha um poder imenso aqui há uns anos, impediu coisas simples no âmbito das aldeias históricas, e mais tarde vê-se ser permitida a pintura de um casarão só por ser de quem era, querem que eu pense o quê?
O retrato que hoje se pode retirar do Prós e Contras acerca da sociedade portuguesa, sim porque os cidadãos têm muita culpa, mas particularmente sobre os sucessivos titulares de órgãos de soberania e as sucessivas elites (???) desde há pelo menos 70 a 80 anos, é terrível. Terrível.
Mas, como sempre, devo ser eu que estou enganado.
Posso tentar perceber que muitos, e concretamente vejo-o a nível familiar alargado (até ao 3º grau), prefiram não falar, não argumentar, não ponderar, não tentar contraditório, e assim não criar atritos. A paz podre.
Mas não será possível conversar sem ofensas, sabendo embora de alguns passados, de defesas deste governo ou de outro, etc, e tentar esclarecer, enriquecer posições, porventura corrigir opiniões, observar outras perspectivas?
Não será mais decente dizer a um Jerónimo para ter mais juízo, e que as mulheres estão em todos os partidos, nos CTT, na EDP, na administração pública, nas forças armadas, ou num lar como a D.Celeste minha vizinha na aldeia na Beira-Baixa?
Enfim. Há que não desistir. Não desisto.
AC
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
SEMPRE ACTUAIS
"Não há como o tempo para tornar relativos juízos absolutos" - Miguel Torga
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão" - Eça de Queiroz
"Não corro como corria,
nem salto como saltava,
mas vejo mais do que via,
e sonho mais que sonhava" - Agostinho da Silva
António Cabral (AC)
"Não há como o tempo para tornar relativos juízos absolutos" - Miguel Torga
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão" - Eça de Queiroz
"Não corro como corria,
nem salto como saltava,
mas vejo mais do que via,
e sonho mais que sonhava" - Agostinho da Silva
António Cabral (AC)
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