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quinta-feira, 10 de julho de 2025

R E P E T I N D O - M E  


PORTUGAL
DEMOCRACIA  e  REALIDADE
Os Homens, as Coisas, as Palavras

"Entre os homens e as coisas estão as palavras.
Há muitos que usam as palavras supondo que são as coisas!
Quem usa as palavras supondo que são as coisas ilude-se, apenas, ou também pretende iludir.
Mas nem todos os que ouvem as palavras se iludem".

Infelizmente, estou convencido, de que a maioria se deixa iludir, particularmente a maioria que acredita cegamente nas suas seitas!

Se não se acabar com os equívocos, se urgentemente não surgirem linhas claras de pensamento estratégico, continuaremos 
- a manter o "status quo", 
- a manter distorções orçamentais, 
- a aumentar as desigualdades, 
- a decrescer na natalidade, 
- a aumentar o facilitismo, 
- a fazer crescer a corrupção, 
- a manter a estagnação, 
- a aumentar as barracas à volta das grandes cidades, 
- a crescer a probabilidade de violências como as que crescentemente vão ocorrendo pela Europa, 
- a descer no caminho para Estado exíguo ou mesmo Estado falhado.

Estão a perguntar-me?

Sim, estou a falar disto pensando em muitos dos ex e actuais titulares de órgãos de soberania (PR, AR, Governo, Tribunais), dirigentes partidários e outros, autarcas, jornalistas, militares, servidores do Estado, funcionalismo público, as ditas elites.

Estou a pensar nisto ouvidos que são agora os apelos vários com a descarada e habitual desfaçatez e cinismo que chegam de todos os lados neste pós 18 de Maio, e com governo empossado.

Se não se alterar o presente, continuarão felizes e contentes, com nivelamento por baixo, com lamaçal até ao pescoço.
Continuarão felizes e contentes como o Queirosiano Brigadeiro Chagas e dizendo como ele - Portugal é pequeno mas é um torrãozinho de açúcar.

Quantos querem ousar?
Quantos querem olhar para o futuro com esperança e confiança, com visão de longo prazo, certos de que vale a pena, e que é mais nobre do que arrastar este lamacento, corrupto e opaco presente?

Quantos querem ousar a sério, seriamente, cientes de que é preferível um fim com horror do que este horror sem fim, do que este deslizar sem parar para a cauda da Europa?

Veja-se por exemplo no PS, quem quer ousar?
Saltou Carneiro, um cinzentão educado, conhecedor da história da mulher de D. João IV. Dizem por aí que é o mais à direita dos líderes do PS seguindo-se ao mais à esquerda!
O resto encolheu as unhas à espera de uma versão actualizada Costa-Seguro. Que não tardará muito, é a minha convicção.

Gritam os do costume que é preciso cumprir Abril. E é, mas não é  com nivelamentos por baixo.
 
Particularmente desde 1991 que se têm esquecido de o fazer.
Agora fingem-se espantados!
Têm-se gasto com os "amanhãs", querem a defesa (e bem) dos  importantes e inegáveis direitos consagrados na CRP, Constituição  que, infelizmente na minha opinião, quase nada tem quanto a deveres.
É é decisivo numa sociedade, os deveres de cada um de nós para com a sociedade e para com os outros. 

Poucas vezes me iludi ao longo da vida, há muito que não me iludo, particularmente desde 1991.
Não enfileiro ao lado do Brigadeiro Chagas, nem dos pantomineiros ditos "habilidosos" que se servem dos lugares para que foram eleitos ou nomeados, em vez de servirem a sociedade.

Reformas. Pois. Ainda ontem salvo erro vi umas tomadas de posição de um apoiaste de Seguro, e que foi também ministro da reforma no tempo de Guterres. resultados à vista.
Mas agora é que vai ser, desta vez é que vai ser. 

António Cabral (AC)

terça-feira, 1 de abril de 2025

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS ANTECIPADAS 2025

Não tenho bolinha de cristal, não sei o que iremos ter no final da noite de 18 de Maio próximo.

Mas temo bem que um "dito" de Jorge de Sena mantenha actualidade: "Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo, porque estará sempre perdido como merece. Nós todos é que precisamos que nos salvem dele"

Oxalá isto não se venha a verificar, tal como para as autárquicas e para Janeiro de 2026.

AC

domingo, 1 de janeiro de 2023

TUDO  TÃO  MAU …. 

"Isto é tudo tão mau, incessantemente mau, que até o regime se confunde com sucata e sucata com o regime".

(João Gonçalves)

Isto é datado, é passado.

Mais recentemente, isto continua tão mau mas tão mau, cada vez pior, que no lugar de sucata aparece a podridão a crescer.

AC

terça-feira, 4 de agosto de 2020

ESTOU de CONSCIÊNCIA TRANQUILA,
CORRER ATRÁS do PREJUÍZO,
MAS GARANTEM SEMPRE....
A pouca vergonha do costume, a desfaçatez do costume, a ordinarice do costume, os mesmos do costume a pagar e a sofrer as consequências do esbulho, da incompetência, da ignorância, das mais que prováveis acções criminosas lesivas do interesse nacional.
Vem isto a propósito dos aviões da Força Aérea Portuguesa, das contrapartidas que, como de costume, parece que não se concretizaram, das declarações aparecidas há pouco nas TV do actual ministro da chamada defesa nacional e do ministro da economia do governo PSD/ CDS.
Estas e outras criaturas garantem sempre tudo.
São exemplos eloquentes e explicativos deste Portugal tão poucochinho, há décadas e décadas e séculos.
É sempre a mesma coisa.
E não se trata de estar a dizer mal dos políticos e dos governantes, essa mania de criticar a dureza das minhas palavras e de outros já chateia.
Digo e escrevo apenas olhando aos resultados que aparecem.
Promessas e demagogia nada constroem.
Só olho aos resultados, dos PR, dos PM, dos ministros, etc, de todas as cores.
O regime está podre, há muito.
AC

sexta-feira, 6 de março de 2020

QUESTÕES de PRESSÃO
Pressão atmosférica,.......... 
pressão dos pneus,.......... 
pressão arterial........... 
e............ pressão que alguns políticos estão a colocar no funcionamento do sistema político.
Creio que é esta última questão que preocupa o inquilino de Belém.
Como diria um cromo que conheci em Bruxelas muitas décadas atrás - "do not put me problems" (!!!!!)" - e assim sendo, sugiro ao PR que tenha sempre no bolso este equipamento ou equivalente.
É que ele há cada cretino e cretina capaz de estragar isto mais do que já está.
AC
Ps: este é velhinho, funciona impecável, posso emprestar

domingo, 4 de agosto de 2019

NÃO  É  LINDO  ?????
Vários anos atrás, Herman José e o infelizmente falecido Nicolau, parodiavam o "sr Contente e o Sr Feliz" mas, nessa altura, e como bons profissionais, parodiavam com DECÊNCIA.
A decência comprou um bilhete, mas só de IDA.
AC

terça-feira, 21 de maio de 2019

CGD, bancos, BERARDO: o costume
O jornalista Miguel Pinheiro foi um dos vários que escreveu há dias sobre o assunto, no "Observador", sobre a última representação de Berardo. 
Se percebi bem, para o jornalista, Berardo não percebeu que mesmo em Portugal há limites, que o regime não pode sobreviver com Berardo a rir-se, que a criatura passou de empresário a inimigo nº 1 do regime, que a criatura passou uma linha invisível, que a criatura se tornou no símbolo mais notório do impasse do sistema. 
Discordo completamente do jornalista. 
O regime está apodrecido e vai continuar assim, eventualmente mudando moscas, e por isso se pode reagir ao que acima refiro com um - Ah, ah, ah - à Berardo.
Concordo com certas coisas que li em outras sedes.
Discordo de muitas mais.
Se o meu concidadão Berardo não me merece consideração alguma, enoja-me o clamor hipócrita de Marcelo, de António Costa, e de vários deputados e muitas outras criaturas. 
E aqui estamos, como de costume, uns tadinhos.
Ele, coitado, afirmou não ter dívidas, tadinho.

Em primeiro lugar atente-se na lei, na legislação e, portanto, tenham decoro e deixem-se de histerismos hipócritas.
Em segundo lugar, recordem todos os "medalhadores", sucessivos Presidentes da República, sucessivos chanceleres das ordens, sucessivos chefes das casas civil e militar da Presidência, e as inúmeras criaturas que ao longo de décadas, por baixo da mesa ou em lojas ou escritórios, foram sussurrando nomes para condecorar.
Em terceiro lugar olhe-se de facto aos milhares de condecorados, aos seus trajectos de vida e quantos foram de facto decisivos para o desenvolvimento e engrandecimento de Portugal.
Ou foi sempre para criar e aumentar a rede de contactos, salvaguardando o futuro de muitos e das suas famílias?

Isto dito, depois de usar a tecnologia para ver a palhaçada na AR, concluí que Berardo não foi o único palhaço, ainda que a postura do dito comendador foi/ é condenável.
Mas foi directo e frontal, um bocado ordinário.
Mas, e os sacripantas que por lá têm passado?
Directos e frontais?
NÃO, muito doentes, muito amnésicos, mas muito educadinhos venerandos e agradecidos, muito respeitadores, agiram sempre dentro da lei, não se riram na cara dos deputados, só para dentro riram e gozaram com os deputados e com a AR, e já fora do hemiciclo riram ás bandeiras despregadas.
O jornalista, tal como outros senhores e senhoras, interrogaram irados, ofendidos - como é que isto é possível?

Claro e obviamente que é possível, como foi possível as bancarrotas, as fraudes nos fundos, as fraudes nos subsídios, as fraudes em concursos públicos conhecidos, os contratos por ajustes directos, etc.
Claro que a democracia tem regras, tem por vezes até coisas que nos repugnam mas não esqueçamos que o que Berardo tem feito, o tem concretizado a coberto do tecido legislativo, habilidosa e ardilosamente tecido ao longo de décadas.
Uma das normas que impuseram no País e há explicação para isso, ou se há, é que as malfeitorias têm de ser demonstradas e desmascaradas pela máquina do Estado. 
Claro que, em paralelo, de há décadas, que os meios humanos e técnicos são cada vez mais insuficientes para combater a corrupção e o colarinho branco, os desvios de dinheiros.
Os filhos da mãe, que não pagaram/ não pagam à segurança social, que corrompem/ corromperam, roubaram e continuam, que receberam/ recebem subsídios de milhões, não tem de explicar como vivem faustosamente alardeando pobreza perante o fisco.
Um espectáculo este Portugal.

Uma das preciosidades que se julga importante cá no burgo e vai abrindo a boca a espaços, acha que a legislação que permite os Berardos vai ser alterada. Que a AR, tão indignada que está, vai reagir.
Reajo como o Berardo - ah, ah, ah!!!!

Berardo riu-se, o presidente da comissão parlamentar também se foi sempre rindo, pateticamente.
Ilustrativo de tudo isto.
Como creio que alguém sugeriu, se o tivessem expulso da sala, com cobertura TV então teria havido um módico de dignidade.
Que pouco existe em S.Bento.
Escreveu o jornalista o que escreveu.
Já o disse, respeito mas discordo completamente.
É um dos muitos que sabe perfeitamente o que se passa há décadas na sociedade Portuguesa.
Um dos inícios logo nos finais dos anos 80 passados, foi a tragédia do Fundo Social Europeu, que engordou gente e gente, muito conhecida, e acabou por dar em nada.
Os hipócritas que hoje dizem que o País está chocado com a representação de Berardo na AR, que há que respeitar as instituições, deviam ter tratado de contribuir para alterar todo este húmus podre. Não o fizeram.
Não, viveram calmamente, engordando a barriga e os bolsos, com uma despudorada e descarada ausência de vergonha na cara.
Viram, participaram, olharam para o lado, o tal - saber viver.
Mas hoje estão tão indignados com a falta de respeito perante as instituições. Foram ministros e cooperantes mas hoje estão tão indignados.
Atentado ao estado de direito?
Como diria o outro, vão à outra parte, cambada de ordinários.
Ah, e oxalá apertem com o Berardo, pode ser que ele assim desmascare alguns safardanas.
Não acredito que isso aconteça, mas........
AC

sábado, 18 de maio de 2019

OS PARVOS
Ao que julgo saber, antes do 25 de Abril, a maçonaria foi controlada, ou reprimida, ou talvez quase calada.
Depois do 25 de Abril, temos tido, na minha opinião naturalmente, um conjunto de situações que, para os meus padrões, pouco abonam essa sociedade secreta. Continua secreta, ainda que sejam noticiados nos últimos anos tímidos sinais de abertura.
Como se costuma dizer, em tribunal não o conseguiria provar, mas creio bem que nos últimos anos muita da porcaria que inunda a sociedade portuguesa é bem capaz de ter por trás gentinha ligada à maçonaria, bem como a outras organizações que pouco gostam da luz do dia, muitos outros grupos, grupelhos, seitas.
Estou em crer que nos últimos anos abundaram as jogadas por baixo da mesa, os grupos de amiguinhos, minorias várias mas muito militantes que, como sempre, são servidas para todas as  tarefas por um alargado conjunto de imbecis que executam as ordens sem perceber nada de nada da realidade concreta.
Um exército basicamente de parvos.
Temos por aí, católicos, ex-católicos, comunistas, ex-comunistas, esquerdalhos virados direitolas, maçónicos e anti-maçónicos, populistas de meia tigela, democratas fabricados à pressa, infiltrados no pós 1975/ 25 Novembro em muitas instituições universidades e máquina do estado. 
Uma das áreas onde me parece que tudo é mais grave é no sistema de justiça. 
Que tem tentáculos por todo o lado, e designadamente dentro da máquina do Estado com incidência particular dentro do fisco.
Uma beleza. 
Por isso os megaprocessos, e a legislação facilitadora, e o Estado e a sociedade sempre prejudicados.
Mas depois temos os farsolas indignados na actualidade, com a podridão do sistema, do regime. Nunca tiveram nada a ver com nada, CLARO!!!!
Eles fingem que nunca aconteceu. 
O quê? 
As festas nas ilhas maravilhosas, as férias nos iates dos amigalhaços, os mesmos lugares e camarotes para assistir a torneios vários, as passagens de ano em sítios paradisíacos, os diplomas obtidos em turbo-tempo, as senhas só de presença para não abrirem a boca, as "inside information" nas  autarquias ou nos negócios do Estado ou no fisco, as acções compradas mas que não estavam em bolsa, os super-garantismos laboriosamente tecidos, a escassez de meios sobretudo humanos para dificultar ou mesmo esquecer as inspeções ao mundo laboral e empresarial, o regabofe dos dinheiros Europeus escorrendo mais que areia entre dedos, a legislação tecida nos escritórios, a comunicação social domesticada, um etc infindável.
Nunca souberem de nada, de nada desconfiaram, nunca com a canalha conviveram, para nada contribuíram. Têm lugar garantido no Céu.
O maravilhoso Portugal, do Sol, e praias, e vinho, e comida.
O Portugal dos amigalhaços, dos laços familiares e outros.
Que bom.
Que parvos são a maioria dos Portugueses, que adoram ser anestesiados com o futebol, as telenovelas, as comendas, as selfies.
AC


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A PROPÓSITO DO PSD
Quantas velinhas andam a colocar, até à próxima 5ª Feira, Marcelo, António Costa, Rui Rio, Luís Montenegro, Santana Lopes, Assunção Cristas, entre muitos outros ???
AC

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

DEVIA DOER , devia............
Mas duvido que venha a doer......a sério....é...... o .......regime.......

A telenovela, o escândalo, a farsa, a congeminação, o descontrolo, o que quer que tenha sido, alguns pândegos dizem até que foi tudo congeminação para denegrir a geringonça, TANCOS é, pelo menos por enquanto, verdadeiramente um enigma.
Ao certo não se sabe o que aconteceu.
Ao certo, parece haver uns indícios de como terá sido a "cena" do aparecimento de material militar na Chamusca.
Acerca do que, a sorrir, disse publicamente o general Rovisco Duarte, "o que foi encontrado a mais era apenas uma caixinha pequenina!!!!
Mas alguém intelectualmente honesto acredita que G não informou  M, que M não tenha dado notícia verbal a C e que este não tenha feito o mesmo à orelha de P?
Claro que tudo sem documentos, sem registos, sem provas tangíveis. E portanto, não tiveram conhecimento de NADINHA!
Aparentemente, o Presidente da República e por inerência Comandante Supremo das FA, sentiu recentemente a necessidade de vir dizer publicamente que nada sabe do que esteve/ estará na base do desaparecimento e reaparecimento das armas de Tancos, e recordou até, que sempre tem insistido na exigência do esclarecimento de “toda a verdade, doa a quem doer”.
E acrescentou - Ora, se eu insisti e insisto nessa exigência é, precisamente, porque, tal como todos os portugueses, não sabia nem sei os factos que ocorreram e as inerentes responsabilidades, nomeadamente criminais”.
Compreendo que o PR queira ter um documento escrito, do Governo, outro do MP, outro do CEMGFA. Compreendo. 
Aí terá definitivamente conhecimento do que vier a ser apurado nas várias "sedes".

Já cá ando há umas décadas.
Fico sempre de pé atrás quando insistem muito numa determinada tecla. SEMPRE. Aquela história do tipo que constantemente bate no peito - sou muito honesto, sou muito honesto!!!!
Além de que para mim não há palavras sagradas apenas porque ditas por certas pessoas.
Como aliás sempre atirado à cara das pessoas, lembro que uma coisa são as instituições, outra os personagens que numa dada altura as personificam, honrando-as ou não.
Sagradas, são as posturas de, verticalidade, honestidade intelectual, honradez, sagrada a defesa de valores. 

Não a defesa das várias cartas que compõem o castelo.!!!!!
O regime, este que também defendo e prefiro a outros, pode estar podre, e em certa medida está mas esta é a minha opinião, e não vai melhorar com as posturas daqueles que sabem que praticamente ninguém se vai atrever a demonstrar que o que afirmam pode não ser exactamente como insistem em dizer.
AC

domingo, 12 de agosto de 2018

PRESIDENTES da REPÚBLICA
Como é conhecido, suponho, podemos dividir o assunto de várias maneiras mas fico-me pela divisão de 3 períodos.
O primeiro, 1910 até 1926, daí até 25ABR74, e o terceiro até aos nossos dias.
Olhando o que foi a história, vemos perfis muito diferentes nos sucessivos titulares do orgão de soberania Presidente da República,  tivemos portanto 3 diferentes períodos, sucedendo ao parlamentarismo no primeiro uma ditadura com início militar e mais recentemente um semi-presidencialismo.
No primeiro período o centro do poder assentou no parlamento ainda que com uma configuração diferente da que hoje temos.
No segundo período, vigorando a constituição de 1933 depois dos primeiros anos da ditadura militar, o PR tinha vastos poderes mas, a seguir a 1959, altura de revisão da constituição, algumas coisas mudaram mas foi Salazar que continuou como o poder real.
Com Salazar, todos os PR foram militares, sem ofensa para a instituição militar. Um deles anos a fio, Óscar Carmona.
Na história recente, tivemos dois militares numa fase provisória e depois de estabilizado o regime, começou Ramalho Eanes, seguindo-se Soares, Sampaio, Cavaco e agora Marcelo.
Os PR foram:
Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Bernardino Machado, Sidónio Pais, João Canto e Castro, António José de Almeida, Teixeira Gomes, Mendes Cabeçadas Jr, Gomes da Costa, Óscar Carmona, Craveiro Lopes, Américo Tomás, António de Spínola, Costa Gomes, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva, Marcelo Rebelo de Sousa, este a pouco mais de meio do seu mandato.
AC

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

TEMOS uma QUESTÃO de REGIME?   SIM?   NÃO?
Como tenho mais tempo livre, vantagem e privilégio de reformado, a tal situação que uns quantos parvalhões referem como estando sempre de férias, leio mais livros, penso mais, fotografo mais, estou mais tempo com filhos e netos, caminho mais a pé, faço muitos mais km de carro (16 meses, mais de 48000,00 km), equaciono o meu País de outras perspectivas, e nunca me esqueço de que não existem verdades absolutas.
Vem isto a propósito do que se vem passando na nossa envolvente e mais concretamente desde Junho passado.

E porquê?
Porque o momento que vivemos, subsequente ás tragédias, mostra com cristalina evidência a fragilidade deste desgraçado País, mostra  o actual governo com o PM à cabeça a mudar à pressa moscas e varejeiras, coloca a nu a desgraça deste País falsamente moderno.
Décadas de tempo perdido, décadas de políticos a servirem-se e não a SERVIR.

Para este "cocktail" temos, o PR da República, o muitas vezes lamentável parlamento, o lastimável habilidoso PM António Costa e o seu inefável governo, o comportamento basicamente lamentável de todos os partidos, os já esperados mas nem por isso menos desprezíveis comportamentos dos corporativismos, os bombeiros, o dinossauro Jaime Marta Soares, a tristemente famosa ANPC onde sobressaíram (??!!??) no sentido mais negativo vários dos seus protagonistas, vários jornalistas e muitos comentadores do sistema, membros das forças armadas e da GNR que creio tiveram uma acção e comportamento de louvar mesmo sabendo que era a sua obrigação, autarcas, etc, etc.

Pomposas reuniões extraordinárias de conselho de ministros,  ministros como Cabrita a correr para Viseu, agora num ápice vários meios aéreos disponíveis o que significa, senhores jornalistas amestrados, que está aí a prova factual apresentada pelo próprio governo acerca da sua incompetência, negligência, criminosa actuação que por exemplo ajudou ao 15 de Outubro.
Temos as discussões iniciadas na AR a propósito do OE, temos os comentários variados de ministros e deputados trauliteiros, e temos o ministro das finanças a aldrabar com o maior dos descaramentos e ninguém ou quase o desmascara violentamente.

Deixo umas questões (entre dezenas) que me azucrinam a cabeça:
> a porta voz da ANPC ao longo das semanas passadas, durante os dias das maiores tragédias, enumerava entre outros elementos, os milhares de operacionais que iam para ali ou acolá; se pretendem colocar os voluntários, que presumo milhares no País Continental, em protecção de casas e pessoas como creio ter percebido, quantos sapadores e etc sobram para o combate? Como os vão distribuir?
> porque não se listam publicamente as empresas com quem há contratos de aluguer de meios aéreos de combate a incêndios? Isso é crime? e a transparência?
> a força aérea estará determinada pelo governo para vir a gerir daqui para a frente os meios aéreos de combate a incêndios; gostava de saber como vão fazer isso; claro que me dizem já, vai ser estudado; sim, OK, mas as bases aéreas e as suas torres de controlo não têm pézinhos para se deslocar pelo Continente; mais, a questão da hierarquia sobre os pilotos civis das empresas que têm os meios aéreos de combate a incêndios e que têm ganho bom dinheiro estes anos todos? etc;

> porque não se explica publicamente como é que o Estado, através do MAI e MF, vai proceder à substituição de veículos os mais diversos e outro material e fardamentos para equipar as corporações de bombeiros, os bombeiros profissionais, o GIPS da GNR, e por aí fora? Transparência?
> porque não se mostra no "sítio" do MAI, o que existe em lei estabelecido para pagar ao pessoal de combate aos incêndios?
> porque não se explica, com rigor, publicamente, a questão das madeiras queimadas, a inerente  (ou não existe?) fiscalização a este negócio?
> porque se reconstroem casas no exacto sítio onde existiam e não nas zonas mais afastadas de floresta? Porque se gasta assim dinheiro?
> imaginando que por varinha de condão todos os idosos, sim porque abaixo dos 60 quase não existem, são reinstalados, como se altera em concreto o que eles não podiam fazer isto é, como se passa à limpeza nessas zonas?

> despovoamento é gritante; vão plantar lá pessoas? ou seja, nada na prática é possível alterar em 10/ 20 anos, pois não? ou acham que sim? que empresas vai o governo puxar para lá, implantar no centro a partir de 2018?
> e os rebanhos, milhares de ovelhas, como repõem os rebanhos dizimados? queijo da serra, entre outros?
> no cumprimento da lei vão obrigar imediatamente as infra-estruturas das estradas a iniciar o corte das árvores de um lado e outro ao longo de todas as estradas nacionais e auto-estradas? e como vão obrigar quanto ás estradas municipais? as autarquias não possuem maquinaria para isso, pois não?
> o patrulhamento de matas e florestas por militares das forças armadas parece que passará a ser uma constante; quanto mais vai isso custar? ou como de costume corta-se na já fraca e diminuta parte operacional das forças armadas e o orçamento da defesa fica só para pagar pessoal?

A lista é infindável, e aposto que nem 500 milhões de euros vão chegar para tudo só em 2018. 
Temos um País desgraçado, ou não? 
Temos que parar e como que fazer contas à vida, a sério, enquanto comunidade, que não apenas pensar no litoral e na malta que faz greve nas grandes cidades, e actuar como que para fazer um orçamento de base zero?
Temos ou não um problema de sobrevivência a prazo?
Temos ou não um problema essencialmente de regime, e reconhecemos que não tudo mas muito do que se fez conduziu a esta desgraça, e tem que ser radicalmente invertido, temos que erradicar muita coisa?
Estou cheio de dúvidas, angustiado, muitíssimo zangado, e creio que temos mesmo um problema gigantesco.
Eu temo o pior.
António Cabral

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

OLHANDO A QUEM DEITA CONTAS À VIDA
Não é de agora; mas agora, com o presente projecto de OE a submeter à AR, muitos se queixam disto e daquilo. Muitos terão razão, outros certamente que não. Não vou olhar aos insolentes, quer o novo messias quer o novo homem dos patacos. Sim, só insolentes podem dizer que um vencimento bruto de 2000, 00 confere a posição de privilégio. E sei bem de muitas dificuldades da vida, a começar pela difícil etapa de vida dos meus pais, e da extraordinária pensão da minha mãe de 362,51 €.
Li um exemplo concreto, tornado público e que aqui repito.
O caso é de uma loja, que vende artigos os mais diversos para crianças e juvenis. Um determinado carrinho de bebé custa ao público 500,00€. As contas mostradas pela dona da loja apontam para, 115€ para o IVA, 20€ para os agora anunciados 4% sobre o cartão, e um lucro de 10% sobre o preço do carrinho, portanto 50€. Diz a dona da loja - eu que tenho de lutar e ter o trabalho, ganho 50,00€ se vender o carrinho, e o estado ganha 115+20=135,00€.
Existe de facto uma grande desproporção, ainda que, creio, os 4% quanto ao cartão serão sobre a comissão do cartão e não sobre o movimento.
Ainda assim, uma enorme diferença. Dá que pensar.
O que será num talho, numa sapataria, numa casa de electrodomésticos, numa drogaria, num café, numa pastelaria, etc?
AC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Exemplos da podridão do sistema, do regime.
Existem muitos, para todos os gostos. Em casos vários, muitos de nós, por vezes, meditamos com pouca cautela e apressamo-nos na apreciação.
Ma, salvo melhor opinião, o nosso regime está muito doente.
Nos "media" e nas redes sociais (só vejo blogues, só tenho blogue), andam sempre por aí muitas indignações, insinuações, boatos, acusações.
Mas algum joio de parte, constata-se por aí muita podridão, muito conluio, muita "paga de serviços prestados".
Anda por aí o caso de Pacheco Pereira ter aceite integrar (pro bono, creio) o conselho de administração de Serralves. Uma das primeiras decisões do ministro da cultura.
Pessoalmente, o político Pacheco Pereira não me agrada. Ainda me lembro dele, se a memória não falha, várias décadas atrás, no PCP-ML, no seu casacão comprido preto.
O historiador e investigador Pacheco Pereira merece-me grande respeito. Já para o comentador, tem dias!!!
Isto dito, julgo um bocado tonteria o que certos"jovens turcos" do PSD andam a dizer e incentivar. Enfim.
Mas Pacheco Pereira com as cãs brancas e longas, não é, para mim, um problema no regime. Longe disso.
Preocupam-me mais certos "jovens turcos" a despontar (????) em todas as máquinas partidárias. Mas ainda acima desses jovens, irritados, estão muitos mais velhos.
Persistem os "magos", vários de cabeleiras brancas, que preenchem vários lugares, sempre com disponibilidade, diletantismo, cavando sempre umas pequenas trincheiras fora da sua  família política, para estar na moda e de bem com quase todos.
Eu conheço um caso concreto; perante problema para resolver, pendente há anos, assobia para o lado. Não só, naturalmente, mas com muito disto, se construiu uma carreira política. Sempre a melhorar nos cargos, ministérios vários, empresas, banca, internacionais até, pelos vistos.
Não que o senhor não tenha qualidades, como todos nós. E é ponderado, e emana sensatez e calma.
Mas, como dizia o outro, não "abia nexexidade". Porque depois, a arraia miúda, que confiou, é que se trama. Refiro-me ao dr Luís Amado. Que não o tenho na conta de problema do regime.
Mas é por isto, também, que estamos a apodrecer, lentamente.
Mas como ele existem muitos, a saltar sempre, toda a vida, de um lado para o outro, público, privado, público, privado.
De eles todos, destas elites (???), pergunto-me sempre: quantos criaram empresas saudáveis, arriscaram a sério, e assim contribuíram para a criação de emprego líquido?
Líquido, o vencimento, recebem sempre, à mesa do orçamento.
Penso que o nosso regime sofre muito também disto. Mas posso estar enganado, e a ser injusto.
AC