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domingo, 19 de dezembro de 2021

QUESTÕES   DE   CARÁCTER

Carácter - maneira habitual e constante de reagir, própria de cada indivíduo; índole.

Há diversas pessoas, nomeadamente carreiristas da política, que ainda por cima têm a lata de dizer que a política não é carreira, que se enxofram quando confrontados com factos que lhes beliscam o ser. Há uma criatura em particular, que nunca se gastou em empregos por conta de outrem, que se melindra muito nesta matéria. 

Chega mesmo a assanhar-se violentamente, perdendo a capinha do verniz com que sempre procura esconder quão velhaco sempre foi e é. Uma decisão recente isto espelha sem margem para dúvidas. 

Não cuida que a sua postura na sociedade seja de molde a não suscitar no cidadão comum legítimas dúvidas sobre o seu carácter.

E aldraba constantemente, pensa apenas em si, jorra indignidade e imoralidade por todos os poros, campeão do compadrio e amiguismo passivo. Em suma, questão de carácter, genético!

AC

terça-feira, 11 de agosto de 2020

M U I T O    R I C O
Algures nos anos 80 do século passado, estava eu na Bélgica, em serviço, em casa de um bom amigo, mais velho, e homem da mesma profissão, estimável, que chegou ao topo do topo na carreira quando, depois de jantar para que me convidara e falando nós das “dores nacionais” desse tempo, ele disparou a determinada altura mais ou menos isto - que o pessoal para governar e dirigir o país devia ser financeiramente rico e, assim, em principio, não haveria tentações nem corrupio posterior entre as famosas (!?!?!) portas giratórias.
Lembrei-me disto a propósito, da TAP, da EDP, desta muito estranha aventura verde de hidrogénio do inenarrável Galamba, de juízes, do que se passa com o NOVO BANCO, etc. etc. etc.
A questão pode ponderar-se para deputados, governantes, autarcas, juízes, etc

Claro que num país pobre como o nosso parece-me completamente  inviável, irrealista, que apenas ricaços acedessem aos poderes, para serem dirigentes, aos orgãos de soberania, a outros cargos na máquina do Estado. Que mais não seja porque, de certeza, que alguns ricaços terão a consistência e preparação da minha velhota vizinha na aldeia!
Que solução para estas poucas vergonhas a que assistimos há décadas? 
Que poucas vergonhas? 
As dos que recebem para conseguirem alterar projectos imobiliários, para passar rústicos a urbanos, para alterar vírgulas em diplomas, para preenchimento de lugares na máquina do Estado essencialmente por amiguismo/ nepotismo/ familiaridade/ cartão partidário, e um infindável etc. etc. etc.

A meu ver a solução não é nada do que, por exemplo, explica e de que se gaba aquela inenarrável especialista de justiça (!?!?) que parece ter tirado o curso em acelerado e por obra e graça do Espírito Santo.
A solução também não me parece que seja orar todos os dias para doer a torto e direito, até porque se verifica que os anos passam e quase não dói a ninguém.

Enquanto muitas pessoas entendem (eu tenho que respeitar, respeito, mas discordo em absoluto) que o fundamental e prioritário na sociedade é por exemplo a saúde e a educação, considero que a prioridade e decisivo é a justiça, o sistema de justiça.
Apenas um sistema de justiça capaz, eficaz, célere, independente, que trabalhe sobre códigos e legislação sem a pouca vergonha dos recursos sem fim e dos garantismos exagerados para lá do que a cada cidadão deve ser minimamente garantido, apenas um sistema muito diferente do actual será capaz de combater desigualdades, iniquidades, garantir a todos os cidadãos igualdade de acesso a tudo, igualdade de tratamento em tudo.
Não somos todos iguais, somos todos da mesma massa, mas não saímos todos das mesmas fôrmas.
Mas todos os cidadãos devem ser iguais perante a lei, sem excepções, o que no nosso país cada vez mais se comprova que não acontece.

A solução para Portugal deixar de ser o desgraçado País que se vê, assenta no sistema de justiça. Enquanto não se inverter a questão do ónus da prova, enquanto a legislação e os códigos não deixarem de ser comandados por escritórios conhecidos e por doutores de Coimbra e Lisboa, Portugal continuará como sempre foi, muito poucochinho.
AC

segunda-feira, 6 de março de 2017

O VISTO
Visto, é coisa necessária ter nos passaportes para se poder visitar alguns países.
Mas o Visto, é também um "rabisco" que muitos colocam normalmente no topo superior direito da primeira folha de um documento que lhes é submetido. 
Sobretudo quando se estão borrifando para o autor do documento, ou para o assunto que lhes cai na secretária, ou apenas tentar acabar com a maçada que lhe submetem e assim nada decidir.
Da minha experiência profissional recordo bem este tipo de coisas.
"À consideração superior", "Aprovo", "Visto", "Concordo", "Publique-se", "Encarrega-me sua Excelência o .....", etc.
Recordo até alguns casos e alguns "personagens", quase a roçar o título de "figurões", que faziam despachos a .....lápis. LÁPIS!!
Despachos houve que foram alterados.
Coisa estúpida, no mínimo, pois esqueciam-se que existiam máquinas fotocopiadoras, e o lápis passou logo a tinta. 
E assim se foram registando decisões.
E assim fui registando alterações e peripécias.
Estas recordações, concretas, de há muitos anos, adicionalmente cedo contribuíram para melhor ir entendendo a envolvente.
Por isso, também, há muitos anos que nada me espanta.
Utilizando uma frase recente de um concidadão que prezo, aliás bem aplicada, temos um negro futuro à nossa frente.
Ainda que alguns pantomineiros e intrujões o pintem de ROSA, outros o considerem dever ser LARANJA, outros VERMELHO, outros AZUL. Todos, uns sacripantas.
AC

quinta-feira, 5 de maio de 2016

É desfaçatez, pouca vergonha, desonestidade intelectual, demagogia, ordinarice, leviandade, estupidez, alarvidade? Ou TUDO? Escolham!
O que foi dito pelo PM corresponde ao valor máximo do FEFSS que pode ser mobilizado para investimentos imobiliários........Depois existe a participação de 500 milhões, previstos para o horizonte da legislatura. Responde, ou é preciso fazer desenho?
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O Presidente da República irradia felicidade!!
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Que as últimas jornadas das competições sejam marcadas por mais tranquilidade e contenção!!!
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Medina garante que trânsito em Lisboa estará estável em uma semana.
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Reavaliar fusão de freguesias foi compromisso do governo
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Em 4 meses já há 270 novos dirigentes sem concurso.
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Essa ideia peregrina de que é possível relançar a economia sem haver aumento significativo de investimento público é uma ideia absolutamente fracassada.
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Depois das sucessivas alarvidades, de que os escassos exemplos supra são uma ínfima  amostra da leviandade da gentinha de todos os quadrantes que diariamente nos violentam, termino dizendo, que estive a olhar para "inanidades" várias de Paulo Portas, Passos, Avoila, Arménio, Galamba, Centeno, Catarinas, e muitas outras "preciosidades" da vida nacional,  e decidi não penalizar os meus estimados visitantes e leitores.
Termino mesmo com uma frase recente de Krugman: "só há uma pequena margem para deslizes orçamentais". 
Esta é certeira: a geringonça terá gostado, na exacta medida em que os tolos da PAF terão exultado?
António Cabral (AC)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

À ATENÇÃO DE TODOS 

TITULARES DE ORGÃOS DE SOBERANIA, 
POLÍTICOS, 
GESTORES, CEO, CFO, 
BANQUEIROS, 
CHEFIAS DE TOPO (MILITARES E CIVIS), 
BASTONÁRIOS,
REGULADORES,
JORNALISTAS,
ELITES, 
DIRIGENTES EM GERAL.

É muito perigoso tentar ganhar uma guerra sem considerar os prejuízos socioeconómicos que pode gerar ao seu País. ( SUN TZU

À ATENÇÃO PARTICULAR DE ANTÓNIO COSTA.

AC