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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

PARA  os  SEM  VERGONHA  na  CARA 

Para os sem vergonha na cara, desde o PM à ministra da justiça e muito mais gente à sua volta, e aos chamados jornalistas e OCS que só comunicam o que convém ao grande líder num modo de censura claro (por isso foram prendados com uns milhões?), informo que acabo de ver o vídeo da prestação no Parlamento Europeu do deputado espanhol Esteban Gonzáles Pons, insurgindo-se contra a trapaça que levou à nomeação do sr Guerra para a Procuradoria Europeia.

Nessa intervenção ficou bem claro o enxovalho a que Portugal está a ser submetido por causa desta acabada corja de aldrabões que nos desgraça a cada dia que passa.

Na intervenção do deputado espanhol, foram empregues palavras duras como, mentira ao Conselho, disparates de outras latitudes, apuramento de responsabilidades, as mentiras têm de ter consequências, e terminou dizendo - sr Costa, os euro deputados não devem ser tratados como idiotas.

Mas o sr Costa, do alto da sua arrogância dirá que é uma conspiração de Passos Coelho ou coisa que o valha.

Desgraçado de mim e de muitos outros concidadãos comuns a termos que aturar esta vergonha de criatura mais a sua ajudante.

AC

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

E L E G Â N C I A

Posso estar a analisar mal a questão, devo sempre admitir. Mas do que vejo por aí relatado, a magistrada preterida no concurso para a procuradoria Europeia, reagiu por escrito com alguma elegância. Creio que a essência é - o que se tem passado não prestigia a procuradoria Europeia.

Não me parece que seja preciso mais ao muito que já se sabe do cheiro nauseabundo que vem da hierarquia do MJ. E, também da PGR, percebendo-se agora ainda melhor porque lá está a actual Sra.

Mais uma vez, de onde virá o poder de Van Dunem?

AC

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

O REPRESENTANTE NACIONAL na
PROCURADORIA EUROPEIA

Completo agora o post anterior para não o ter tornado excessivamente longo. É sobre a vertente política, melhor, sobre aquilo que alguns consideram a luta política e que, as mais das vezes não tem elevação nenhuma e de política clássica quase nada tem.

É inabilidade minha, ou já não encontro no sítio do MJ o comunicado da DGPJ? Deve ser inaptidão minha pois, quer esta ministra da dita justiça, quer António Costa e outros, nunca mandariam apagar um documento incomodativo. NUNCA, porque sempre transparentes e democratas são ao longo da vida!!!. Até porque isso seria baixa política só própria do PCP, do BE, do PSD, do CDS, nunca do PS.


A Francisca, como alguns defensores publicamente a tratam, é uma senhora inocente nisto tudo. Se o comunicado desapareceu, deixou de poder ser consultado, foi por óbvia culpa dos serviços!!!!!!!!
É óbvio para qualquer pessoa decente que, se a Sra estivesse de facto, na realidade, sem culpa nenhuma nesta assunto, nunca autorizaria que desaparecesse o dito comunicado. Desaparecendo do sítio do MJ, tenho o direito legitimo de pensar o pior possível desta criatura que tem estado sempre a subir na tal carreira ímpar como é exaltado por alguns do costume.

Eu só gostava que esses defensores que sempre beberam do fino explicassem apenas uma coisa: como é que a senhora, sabendo do assunto há mais de um ano como ficou evidente na patética prestação televisiva de há dias na RTP1, não tomou acção nenhuma para corrigir aquilo que afirma serem lapsos dos serviços?
Os defensores da sra referem e bem, que a indicação do tal procurador teve por base uma legal proposta judiciária. Não se contesta isso. O que eu gostava de ver esclarecido é aquilo que atrás pergunto.

Porque também eu gosto de tudo cristalino e transparente. No caso, o cheiro é pestilento.

Como sempre acontece, com todos os governos, quando estoiram broncas nos governos, dos outros partidos na oposição desatam a surgir imprecações, gritarias, etc. O que, lamentavelmente na minha opinião, acontece a maioria das vezes é que, o tom, a forma, o conteúdo, a intensidade, são sempre inadequados, não passando a maioria das vezes de um triste desfiar de, incoerências, de imprecisões, e na maioria das vezes sem debaterem o fundo das questões, dos problemas. Sem resolverem o que legitimamente atacam ao governo que está.
É lamentável que assim aconteça, pois não se exerce política digna, não se esclarecem as coisas e as pessoas/ cidadãos.
Basta aliás ouvir o que sai da boca do dirigente do CDS.
Basta ler também alguns Twitts que andam por aí. Tudo uma tristeza e que na prática só contribuem para solidificar as criaturas com a ministra da dita justiça.
Mulher poderosa, vá lá saber-se porquê.
AC
O  REPRESENTANTE  NACIONAL  na 
PROCURADORIA  EUROPEIA
Já aqui o escrevi ao longo do tempo e hoje repito: sempre arriscado confiar no que se lê nos OCS nacionais.
Isto dito, vou partir do princípio de que o que leio sobre o assunto e concretamente vindo do MJ e da DGPJ e especificamente o comunicado da Direção-Geral de Política e Justiça (DGPJ) corresponde ao que se passou de facto.

E o que se lê/ conclui desse comunicado?
> confirma-se que a "coisa" é uma grande trapalhada e o que foi remetido para a Europa tem algumas mentiras, que é a palavra de português que se aplica,

> que a DGPJ cumpriu instruções,

> que a informação sobre o currículo do procurador José Guerra "foi preparada na sequência de instruções recebidas e o seu conteúdo integral era do conhecimento do gabinete da senhora Ministra da Justiça" desde a data em que foi emitida, a 29 de novembro de 2019,

> que reconhece que houve duas informações erradas prestadas pela DGPJ por lapso de análise (a indicação da categoria profissional como sendo de Procurador-Geral Adjunto, em vez de Procurador da República; e a indicação da acusação, e não do julgamento, no processo "UGT"), apesar de facilmente verificáveis como lapsos materiais, desde logo perante o currículo igualmente na posse dos serviços do Conselho da União Europeia",

> o director Miguel Romão colocou o lugar à disposição "no cumprimento da lógica republicana de que erros administrativos que afetem a reputação e dignidade do serviço público devem ser assumidos pelo dirigente dos serviços, independentemente da sua prática direta ou de responsabilidade do próprio, o que naturalmente não ocorreu neste caso concreto",

> que nada nem nas instruções da sra ministra da justiça, nem no desempenho dos profissionais da DGPJ, foi feito no sentido de deturpar intencionalmente a verdade ou as qualificações de qualquer candidato.

O que se sabe mais desta fantochada?
> que a ministra está furibunda por isto ter vindo a público, passado um ano, como se constatou na sua inacreditável prestação televisiva onde foi clara quão irritada estava,

> que a ministra acha que isto é um grande empolamento,

> parece que o ministério da dita justiça está também a diligenciar no sentido de corrigir a nota enviada à REPER, em novembro de 2019, com informação sobre o Procurador José Guerra", e que a palhaçada continuará dentro de dias no parlamento.

TUDO VISTO E PONDERADO:
> só um totó desconhece que quando certas matérias andam dentro de um gabinete essas matérias vão fatalmente logo ao conhecimento do titular desse gabinete, seja ministro, presidente da república, primeiro -ministro, director-geral, chefe militar, procurador-geral da República, director da PJ, etc.,

> a demissão do director da DGPJ como ele próprio refere tem por base uma questão de dignidade profissional, ética, e é obviamente para defender o lugar da sra Van Dunem,

> se informam e reafirmam que são lapsos e não mentiras intencionais porque o currículo já lá estava na Europa, então para quê mais um documento com CV? Não percebo, mas o defeito deve ser meu,

> finalmente, e como quase sempre acontece, fica nebuloso o concreto das instruções que a DGPJ recebeu; percebe-se que foi de cima mas não explicitam, o costume, não iam dizer que tinha sido ela, não é verdade? (*).

Esta é mais uma pouca vergonha desta gentalha que nos desgraça.
AC

(*) É o costume nesta podre máquina do Estado português, mas de vez em quando há alguém que não aceita assumir responsabilidade por bacoradas de uma alta chefia muito acima de si. 
Conheço bem um caso desses, em que alguém, quando perguntado, não hesitou um segundo a indicar de quem era a responsabilidade por determinada bacorada. Claro que o assunto morreu ali mesmo, ali mesmo logo que indicado o nome do pesporrente e ignorante superior, contrariamente ao que dois "altos" cretinos desejavam avidamente; é que, não tendo o desgraçado inferior aceitado de bom grado colocar o pescoço na guilhotina, não se ia desancar um importantão (???) , não é verdade?