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sábado, 24 de janeiro de 2026

LI  ISTO . . . . 

Marquês. Defesas atacam credibilidade de ex-administrador da ESCOM que ligou pagamentos de Salgado a Sócrates
Advogados de Helder Bataglia e José Paulo Pinto de Sousa (primo de
José Sócrates) pressionaram Pedro Ferreira Neto na segunda parte do seu depoimento no julgamento da Operação Marquês.
(João Paulo Godinho, 20Jan2026)

O ex-administrador da ESCOM Pedro Ferreira Neto voltou esta terça-feira a ser ouvido como testemunha no julgamento do processo Operação Marquês, numa sessão em que as defesas de alguns arguidos — designadamente de Hélder Bataglia e de José Paulo Pinto de Sousa (primo de José Sócrates) — fizeram tudo para atacar a credibilidade do depoimento do gestor.

Recorde-se que o gestor é considerado uma testemunha bastante relevante pelo Ministério Público (MP) em vários pontos da acusação, sobretudo pela ligação que fez durante a fase de inquérito sobre contratos alegadamente fictícios que teriam servido para Ricardo Salgado pagar a José Sócrates por causa da OPA da Sonae à PT, há quase 20 anos
.

Li isto e lembrei-me de um livro que tenho, fui busca-lo, e reli rapidamente uns trechos. O livro é da autoria de José Magalhães - Submarinos.PT, guia para os perplexos de todas as convicções.

No capítulo 11, a começar na página 231, Magalhães aborda os Mistérios da ESCOM.

Neste capítulo se fala, no que o MP investigou ou deixou de investigar, nos altos e baixos do "negócio", no famoso ano de 2003 (lembram-se quem era PM e MDN ?),  em picarescos pormenores da vida do GES, no nervosismo, de uma eurodeputada incómoda, em coisas descobertas pelo MP, nos vários mistérios em aberto, na longa manus do GES para as contrapartidas.

Neste capítulo se fala, também, na envolvência da ESCOM em várias intervenções da Ferrostaal em Portugal, em gravações de reuniões do Conselho Superior do GES, em relações entre este Conselho e a equipa da ESCOM, sobre dois conhecidos irmãos, e um almirante.

Negócio, negócio escuro, coisas estranhas, ilegalidades administrativas, fugas ao fisco, fugas ao controlo judicial, contrapartidas verdadeiras mas viciadas, contrapartidas falsas e, claro, corrupção. Muita!

Não é que neste âmbito, Ventura está cheio de razão?

José Magalhães mostra-se espantado com aquilo tudo, com tudo o que aconteceu, porque aconteceu, como aconteceu, e o que não aconteceu mas devia ter sido feito. 
Não é caso para menos.

No final do livro, Magalhães descreve as limitações da investigação criminal na era da globalização. 
Recorda o GES, parte de um enorme peso pesado, que estava organizado por camadas como uma cebola, com presença em várias áreas geográficas, com estruturas de comando e controlo centralizadas, com poderoso aconselhamento para dissimulação de fluxos monetários.

GES, ESCOM, BES, GSC, Espírito Santo Commerce, Dubai, Singapura, América Latina, offshores, Felltreee Fund, BES Cayman, etc., nauseabundo!

Mas aqui estamos, em 2026, Ricardo, Sócrates, PTelecom, submarinos e tanto mais. . . . . . . espectáculo degradante, deplorável.

A maior e mais escandalosa impunidade, que já leva anos e anos, e assim prosseguirá. 
Prescrições e arquivamentos cada vez mais próximos.
Um escândalo, é Portugal pois claro. 

Deixo aqui cópia de algumas das últimas páginas do livro de Magalhães.

Isto também ajuda a explicar, E MUITO porque estamos como estamos.

AntónioCabral (AC)

domingo, 24 de novembro de 2024

SUBMARINOS

"Outro dia" em mais um daqueles artigos esparramado naquilo que persistem em nos querer convencer que é "referência" (???), escreveram que Gouveia e Melo quer mais dois submarinos. 

O escriba passa por ser especialista (??) em assuntos de defesa e assuntos militares. 
Já agora, convém de novo salientar que defesa nacional e forças armadas (FA) não são sinónimos. REPITO, não são sinónimos!
As FA constituem-se como um dos pilares da defesa nacional, é o pilar militar, a par de outros, como a diplomacia, economia, etc.
É o pilar militar . . . . até ver!

Muitos (eu escrevi muitos?) concidadãos se interrogam e não é de agora, quanto a questões militares e, por exemplo, em particular, sobre a questão dos submarinos.

Eu não sou especialista, sou um modesto mas de há décadas muito interessado cidadão nas coisas do meu país e também nestes assuntos porque, contrariamente à superficialidade com que a maioria quase tudo aborda, a necessidade da capacidade submarina que Portugal tem, e que desde 1913 conseguiu obter, é uma consequência directa da nossa história. 
Tem a ver com a nossa posição geográfica, e até com as tradições marítimas.

Portugal, pela Marinha de Guerra até pouco depois do 25 de Abril de 1974 e daí para cá apenas pela designada por Marinhaantes da actual (os submarinos Arpão e Tridente construídos na Alemanha), teve 4 esquadrilhas:

1ª - 4 submersíveis, de construção italiana, entre 1913 e 1935, 
2ª - 3 submersíveis, de construção inglesa, entre 1934 e 1950,
3ª - 3 submersíveis, de construção inglesa, entre 1947 e 1969,
4ª - 4 submarinos, de construção francesa, entrando ao serviço em 1967, um cedido depois ao Paquistão em 1975, e os outros três sendo progressivamente desativados a partir de 2000.

Natural e legitimamente que a esmagadora maioria dos cidadãos quando ouve referir certos números, certas despesas, se questiona - mas para que é que se precisa disto?

Como acontece habitualmente, poucos se questionam como lhe aparece a comida na mesa isto é, de onde vem o que aparece no prato ou está no frigorífico. Se é produzido em Portugal, ou é importado. Sabe-se dizer - está tudo tão caro. E de facto está!

E submarinos é das coisas mais caras que existem no mundo do chamado complexo industrial-militar.
A aquisição dos actuais dois submarinos (construção iniciada em 2005) foi bastante cara, e esta esquadrilha ao que se sabe tem desempenhado bem importantes missões.

Eu, que sou basicamente um leigo nestas matérias, há muito que me irritam os nossos políticos todos com muito escassas excepções.
Passaram 50 anos em Abril passado que o Estado Novo findou, que se abriu caminho para o processo de descolonização e, ESPANTOSAMENTE, nunca se tratou de definir com rigor se Portugal deve ter ou não Forças Armadas (FA). 
Eu considero que deve ter.

E se a decisão fosse ter FA, então haveria que definir que FA.
Mas não, diminuíram-se efectivos, cada vez mais, e lentamente e particularmente desde Guterres PM que se foram asfixiando financeiramente as FA. Todos os governos até este em funções.
Vamos aguardar o que este fará.

Voltando a Gouveia e Melo mas sobretudo aos submarinos, mesmo um leigo percebe que um país como o nosso, com três áreas separadas, com uma imensidão de água sobre a qual tem jurisdição, devia ter principalmente uma Marinha decente que deve ter submarinos e uma Força Aérea decente, com nomeadamente capacidades de vigilância e controlo das nossa áreas costeiras e oceânicas, do nosso espaço marítimo interterritorial, das riquezas potenciais que jazem nos fundos.

E nisto os submarinos são também um elemento importante.
Acresce o que podem e devem fazer, nos planos da segurança directa como no da segurança alargada.

Mas quando, como vem acontecendo nos últimos 30/ 35 anos, a vida nacional é sobretudo um regabofe, regabofe esse que já deu como resultado o aparecimento de agremiações inarráveis, nada se estabiliza na sociedade portuguesa.

Quando, 
- se vive alegremente com cidades com muito menos população que muitas freguesias, 
- se deixam anos e anos erigir e manter umas coisas em que por fora as paredes são de tijolo à vista e chamam-lhes casas e bairros e onde à vista de todos vivem (??) pessoas na maior das indignidades,
- todos os anos a fiscalidade muda, 
- em muitos locais permanece a INEXISTÊNCIA de saneamento básico e água canalizada,  
- demoram mais de dez anos para decidir se sim ou não dados processos vão para julgamento, 
. . . . . . . . 
. . . . . . . . . 
alguma vez o cidadão comum quer saber de Forças Armadas, de tropa, de submarinos? De cabos no fundo dos mares? de riquezas no fundo mar?

Quem vier atrás que feche a porta, certo?
Veremos se, quando baterem com a porta, as paredes não caem!
Aguardemos.
AC

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

MATERIAL  de  GUERRA

Agora que tanto se fala e grita por causa do contrato feito entre Austrália, Estados Unidos e Reino Unido para dotar a Austrália de submarinos novos, lembrei-me deste jocoso video.

AC

terça-feira, 22 de maio de 2018

FINANCIAMENTO PARTIDÁRIO
Por que raio, sempre que vejo este navio de guerra a subir o Tejo, me lembro:
> de defesa nacional, a necessitar de políticos  competentes, que olhem para as diferentes componentes de uma defesa nacional, de que faz parte também a componente militar assegurada pelas forças armadas,
> e de financiamento partidário?
É que a primeira coisa é fundamental num País equilibrado, em que no nosso caso faltam políticos decentes e competentes, daqueles que pedem escusas muito antes de se meterem na porcaria.
Mas já a história cada vez mais tenebrosa do financiamento partidário me causa confusão por que me assalta o espírito com tanta frequência! 
E continuo a não encontrar explicação!.........
AC

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

FANTÁSTICA, a justiça em Portugal(!!??!!....)
Ah,.... "ganda" ministério público, "gandas" ex-mandões do ministério público que agora se riem agarrados à barriga. Jacinto Capelo Rego és um "ganda" maroto, topo-te bem, sempre atrasado como o teu mentor, mas de atraso em atraso, de manobra dilatória em manobra dilatória lá te safaste.
Mas olha, oh Jacintinho, nenhum português decente, que os há aos milhões, engole a vigarice que o teu mentor e os da tal famosa entidade em Londres em tempos engendraram.
Só falta mesmo dizerem que a culpa é da Marinha de Guerra Portuguesa.
Oito anos para finalmente arquivarem a trampa que fizeram.
Há que ter esperança, esse e outros velhacos não irão ficar impunes a vida toda.
AC