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quinta-feira, 5 de junho de 2025

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, PODERES do PR

Vai por aí uma crescente verborreia sobre o assunto.

Desde quem, pateticamente, declara a excelência de Marques Mendes esquecendo que, não só mas por exemplo na área socialista, há quem tenha a mesma ou mais experiência política e conhecimentos da prática Constitucional, a comentadores e comentadoras por exemplo na SIC, em que pateticamente destratam Gouveia e Melo (GM) com argumentos que se parecem basear mais no facto de o homem não pertencer à elite da Quinta da Marinha e Cascais. 

O próprio Marques Mendes tem tido afirmações "fantásticas", proporcionais à sua estatura de homem do sistema, sistema que, ao fim de 50 anos, pariu as brilhantes posições em que Portugal se encontra nos mais variados "ratings", escalas, graduações.
São as minhas opiniões, naturalmente discutíveis como todas, a respeitar, a concordar ou discordar.

Não vi a sua (GM) apresentação de candidatura em Alcântara nem a entrevista na TV. Mas já me transmitiram os aspectos essenciais ouvidos, e já mais ou menos me apercebi do essencial (creio) através de algumas coisas que observei nas TV e nas gordas pela NET.

Antes de prosseguir, e a avaliar pelo que vou ouvindo e lendo por aí e, contrariamente a vários dos meus concidadãos da Quinta da Marinha, de Cascais, das bolhas várias das grandes cidades, e da comunicação social, devo desde já afirmar que não sei como votarei em Janeiro de 2026.
Mas confesso que não me seduz o estilo de GM.

Vem tudo isto naturalmente a propósito do almirante candidato.
Vital Moreira (VM), o ortodoxo sucumbido aos brilhantes corredores Europeus, tem tido relevantes posições sobre diferentes assuntos e problemas da sociedade portuguesa. 
Sigo-o há muito tempo e, também, recorro periodicamente aos livros dele em co-autoria com Canotilho. 
Concordo muitas vezes com o que defende, outras não.

No caso GM li agora no seu blogue uma argumentação que será, certamente, discutível. Com a qual concordo.

Pessoalmente, ignorante do Direito mas um sempre muito apaixonado pelas questões do Direito e dos aspectos Constitucionais, tenho para mim que é um texto decente, escorreito,  que explica bem a questão concreta.
 
VM critica GM e creio que bem, com argumentos constitucionais que me parecem sólidos.

Tem além do mais a decência de explicitamente reconhecer que GM referiu e bem - que o veto presidencial só deve ser exercido a título excecional

VM reconhece que - o inquilino em Belém e os antecessores várias vezes foram ao contrário disso.

VM é claro - de que não se trata de poderes plenamente discricionários, só podendo ser utilizados para a prossecução das atribuições das respetivas entidades, e não para outros fins, sob pena de "desvio de poder"

VM acrescenta - Junto com o poder de dissolução parlamentar, o veto legislativo é a mais intrusiva derrogação do modelo clássico da separação de poderes, quanto à autonomia e ao exclusivo poder legislativo do parlamento, pelo que tais poderes só devem ser utilizados a título excecional

VM termina o seu texto afirmando que há que - respeitar a filosofia e a lógica das instituições e dos poderes constitucionais.

Como disse acima, aqui está uma consideração que no fundo aconselha a não desejar GM para Presidente da República.

Mas voltando a considerações que já ouvi, designadamente na emissora de Balsemão, e apesar de não possuir "bola de cristal", creio que muitas dessas considerações e comentários e um certo arrogante e continuado destratar de GM serão capazes é de o vir a favorecer.
Serão capazes de levar muitas pessoas a reagir negativamente por exemplo, ao azedume da criatura ungida de sapiência social-democrata desde 1974.

Olhando ao que se passou em 18 de Maio, será que essas e esses comentadores, não só mas por exemplo os da SIC, não estarão a cometer o mesmo erro ou seja, tal como António Costa e outros andaram tempos a encher o balão Chega e agora mostram-se horrorizados, não andam estes apoiantes de Marques Mendes e certa esquerdalhada a encher o balão GM?

Andam muitos a dizer - deixa-o começar a palrar que o gajo vai-se espalhar fácil e rapidamente
Ricardo Costa, é um dos que se mostra cauteloso e diz que, se calhar, isso não vai acontecer. Eu também tenho dúvidas.

Do que me contaram e do que me apercebi, e na minha discutível opinião naturalmente, creio que GM não esteve bem em Alcântara, terá estado bem na entrevista. 
Nesta, ter-se-á saído bem em muitas coisas excepto, na questão que VM refere e explica bem, na questão do ao fim da tarde de hoje PM, e na questão da indisciplina no navio que estava na Madeira.

Neste último aspecto, creio que se pode dizer pelo menos o seguinte:
- houve clara indisciplina
- houve muito provavelmente em todo o processo disciplinar/ jurídico erros grosseiros e, provavelmente, não observância de normas relativas a direitos, e terá sido por aqui que a decisão final sobre o processo foi a que se sabe.

Portanto, os factos e a indisciplina estão lá, o tribunal não desmentiu, mas há um aspecto grave que sobressai do processo, a não observância de direitos. Uma irrelevância, não é ? 

Aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 7 de maio de 2025

MILITARES. JUSTIÇA. DISCIPLINA. GM
O Supremo Tribunal Administrativo (STA) declarou a ilicitude das sanções aplicadas pela Marinha aos militares do NRP Mondego, na sequência da missão falhada de 2023, e a defesa dos militares admite vir a pedir indemnizações por danos morais.
O acórdão do STA, datado de 30 de abril e divulgado esta terça-feira na página oficial daquele tribunal, nega provimento ao recurso da Marinha, que contestava uma decisão anterior, do Tribunal Central Administrativo (TCA) Sul, que já tinha considerado nulas as sanções aplicadas aos 11 militares visados neste processo (dos 13 acusados de insubordinação)
. (*)

Posso naturalmente estar enganado, teremos que aguardar pelos resultados da eleição em Janeiro de 2026.

Mas, é minha convicção que este desfecho é muito mau para Gouveia e Melo, é um forte obstáculo na corrida que, presumo, irá encetar para a corrida a Belém.

A sua precipitada ida à Madeira e a palhaçada que protagonizou quando, no limite, bastaria lá ter estado a tomar conta do caso o Comandante Naval (ok, dizem que é uma encomenda, não faço ideia, desconheço) vai servir para os candidatos a Belém a usarem como demonstração da falta de serenidade e controlo indispensáveis a um Presidente da República.

Dizem-me que as coisas na Marinha não andariam bem. Com este desfecho vão piorar certamente. É só recordar as preocupações confessadas pelo actual chefe da Marinha na sua recente entrevista.
Nada de bom aí virá. 
Já estou a ver os sorrisos e o esfregar de mãos de certos partidos.

Aguardemos.
AC

(*) O comentador - mor da "tugolândia" não comenta?

EM TEMPO (1230h)
Como bem disse um bom amigo, GM tinha autoridade para mandar proceder no plano disciplinar. O que os tribunais sancionaram foi, creio, a fraquíssima acção processual no plano do direito e, por isso, NULIDADES, creio até que várias. Pelos vistos os problemas na Marinha não são apenas na área dos recursos humanos ou nos meios.

O meu ponto é sobre a provável candidatura de GM a Belém.

Um outro bom amigo tem a fezada de que ele não se candidatará.
Eu e outros amigos continuamos convencidos que vai apresentar candidatura. 
O pasquim (opinião pessoal, naturalmente) Tal e Qual afirma que ele avançará em breve e a confirmação será proclamada no Porto. Aguardemos.
AC

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

ESTAREI   ENGANADO ?

(roubei ao henri cartoon)

Estarei enganado ou o almirante Gouveia e Melo quer ser mais um republicano, socialista e, presumo, que também laico ?

Estamos ou não com candidatos sempre do mesmo estilo /regime/ sistema, embora digam que são fruta fresca e completamente diferente?

Enfim, aguardemos!
AC

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

A  CORRERIA  do  MOMENTO
A correria do momento é a desesperada corrida para as presidenciais em Janeiro de 2026.
E a meu ver somam-se os momentos inarráveis.
Naturalmente, e como sempre, admito poder estar a ver mal o que se está a passar.

No dia 12 deste mês de Fevereiro ao passar os olhos pelas "gordas" via NET, dei na TSF com uma notícia sobre o que o líder parlamentar do PSD "disparou" aos microfones deste OCS. 
Volto portanto a Hugo Soares.

Falou o dito líder em "galho" e, portanto, na árvore onde ele e muitos outros se empoleiram. 
Falou em defesa (certamente a nacional), em despesa social, em candidaturas presidenciais e concretamente na hipotética candidatura de Gouveia e Melo, em saltos no escuro e no abismo, em experiência política, e que em política há um caminho a fazer.

Hugo Soares quer "Cada macaco no seu galho.” 
E exige a Gouveia e Melo respostas sobre que cortes a fazer na despesa social para com essas poupanças se investir em Defesa.

A TSF tem um curioso programa semanal onde diariamente desfilam aqueles que a estação radiofónica considera "líderes". 
Chamam-lhe Conselho de Líderes da TSF.

Quem sou eu para me atrever a duvidar destes e de muitos outros líderes nacionais, particularmente das suas soberbas qualidades.

Mas, como cidadão comum, sei bem apreciar o "excelente" estado deste Estado, fruto certamente destes excelentes líderes dos diferentes partidos. 
Excelentes resultados do seu (deles) profícuo trabalho destes últimos 35/ 40 anos. Excelentes resultados.

Quanto a Gouveia e Melo cada vez mais lhe atirarão à cara algumas de uma série das suas patéticas patéticas declarações ao tempo de homem das vacinas mas também das mais recentes enquanto chefe da Marinha.

Hugo Soares é mais um dos pantomineiros que, com a ferocidade verbal tipo Sócrates atira que - sem se conhecer o seu pensamento político - . . . . . . 
Uma pessoa intelectualmente honesta antes de dizer isto devia salientar que até Dezembro passado, este almirante não podia falar de política, mas era bom que em breve e se se candidatar, explique aos portugueses o seu pensamento e posicionamento políticos. 

Pelas palavras de Hugo Soares devo concluir que apenas António Vitorino, Marques Mendes ou o trauliteiro Augusto terão condições para o desempenho das funções de Presidente da República? Curioso!

Gostei particularmente desta tirada - não deve começar logo pela Presidência”, porque em política “há um caminho a fazer”.
Eu, respeitosamente, recomendaria a Hugo Soares e aos seus companheiros de partido, como aliás a todos os partidos, que olhasse melhor de quem se rodeiam, de quem nomeiam, e com quem têm conluios. É que os caminhos que vêm trilhando e basta olhar para os últimos 35/ 40 anos, FEDEM!

Numa coisa me parece evidente que Hugo Soares tem razão. 
Para aumentar os gastos em defesa e concretamente para a sua componente militar, que áreas terão que sofrer alguma contenção em despesa? 

A meu ver, Gouveia e Melo e todos os outros candidatos deverão abordar este tema com profundidade, seriedade, honestidade intelectual.
Aguardemos.

Até lá assistiremos até Janeiro de 2026 às tiradas patéticas e vacuidades várias e, porventura até, a grotescas alarvidades por parte de vários dos chamados actores políticos. Portugal no seu melhor!
AC

domingo, 26 de janeiro de 2025

A Propósito de PRESIDENCIAIS JAN 2026
Li nas gordas que o almirante Gouveia e Melo terá em dada altura anuído a jantar com um grupo de pessoas algures em Alcochete mas  que terá desistido quase em cima do evento/ jantar.
Não faço ideia, quero lá saber disso, quero lá saber de ditos encontros designados de cidadania que ocorrem certamente por todo o país.

Vou partir do princípio que o que li corresponde rigorosamente à realidade, ou seja:
- Que um grupo de cidadãos da zona de Alcochete o convidou para um jantar restrito, um encontro de cidadania, seja lá isso o que for, 
- que ele terá aceite, 
- que terá cancelado a participação quase em cima da data da coisa, 
- que o cancelamento não terá sido comunicado por ele mas por um figurão qualquer, 
- e que uma das razões para o cancelamento se deveu a ele (GM) ter tido conhecimento de que um canal de TV fora informado e estaria presente no dito jantar.

Transcrevo agora um texto que mão amiga me fez chegar, e que é o desabafo de (aparentemente) um dos organizadores (sublinhados da minha responsabilidade):

Bom dia. Dia 22 de Janeiro, estando no estrangeiro, as 9h da manhã, acabo de receber uma informação inqualificável e vinda sem respeitar por quem se envolve em atos de cidadania.
Há sete anos que ocorrem conversas com oradores convidados e mesmo em pandemia mantivemos via online.
Foram nossos convidados nestes eventos ex-governantes, pessoas conhecidas na sociedade portuguesa e com credibilidade.
O Almirante Gouveia e Melo cancelou a sua presença, no jantar dia 24, através do Conselheiro Nacional do PSD, André Pardal, em cima da data do evento, demonstra falta de respeito por todos.
Para preparar a logística destes envolve a movimentação das pessoas, o restaurante faz encomendas.
Pessoalmente, não promovo estes eventos para outros fins que não sejam a cidadania livre e troca de opiniões.
A atitude e comportamento do Almirante Gouveia e Melo demonstra a falta de palavra de honra e de compromisso, indigno de ocupar funções de Estado.
Por respeito a todos, irei jantar ao restaurante com quem quiser acompanhar-me.
Compreendo que hajam desistências, estas terão que ser indicadas por e-mail “pensar em ALCOCHETE “ até às 9h da manhã do dia 23 de Janeiro.
Quem não quiser estar presente agradeço que possa indicar o IBAN para ser devolvido o valor.
Tenho dignidade e vergonha pela atitude de uma pessoa sem caráter e honra, que é useiro nestes atos, não é digno do respeito de ninguém.
Os melhores cumprimentos
Zeferino Boal

Lido este desabafo parecem-me "interessantes" alguns aspectos.

Para o jantar de cidadania convidaram alguém que, pelos vistos sabiam - ser useiro nestes actos.

Os agora queixosos e revoltados vangloriam-se de há vários anos legitimamente promoverem encontros de cidadania, mas o desabafo supra, cautelosamente, não especifica nominalmente que personalidades foram convidando durante esses anos mas, sobretudo, se nesses anteriores encontros de cidadania as TV tinham também sido convidadas. Ou terá sido só agora e se sim com que intuitos?

Enfim.

Quanto a Gouveia e Melo, se eventualmente tem intenção de se candidatar ou toma juízo e deixa de fazer asneiras ou rapidamente cai nas esparrelas de gentalha de todos os quadrantes e partidos que aproveita tudo mas tudo para se colocar em bicos de pés.

AC

domingo, 29 de dezembro de 2024


 (do sítio da Presidência)

Há tempos eu tinha referido que, habitualmente, muitas das ditas elites quando terminam os mandatos para que foram eleitos ou nomeados levam aquilo que em gíria popular se designa por "carica".

O Presidente da República condecora com uma das várias disponíveis no cardápio nacional.

Tinha referido que isso acontece também com os chefes militares.

As ditas "caricas" são impostas não pelo mérito (que normalmente terá havido no desempenho da maioria nos ditos cargos) mas . . . . porque sim, ao estilo Estado Novo. 

Neste âmbito estamos mais ou menos como antigamente.

Marcelo vem-se esforçando por bater todos os recordes dos seus antecessores, também quanto a condecorações. Admira-me aliás porque não condecorou ainda todos os anteriores candidatos a Presidente da República. Nóvoa já está, à pala da jubilação.

Mas voltando a GM, foi condecorado.

Enganei-me, portanto, pois tinha colocado a remota hipótese de GM não o vir a ser.

Mas reparem na cara de enjoo de Marcelo!

Marcelo sabe de cor e salteado a história do lacrau a atravessar o rio em cima do sapo ou rã!

Condecorou-o, mas não se impediu de referir o que um comum cidadão poderá traduzir por isto - levas a condecoração para eu não ser acusado de nada, mas estás aqui apenas porque conseguiste fama à conta das vacinas.

Venenoso como é, e sabendo Marcelo que a maioria não conhecerá a autoria "das famosas circunstâncias", tratou de o menorizar o mais disfarçadamente que pôde mas foi, nitidamente, mais um RABO ESCONDIDO COM O GATO TODO À MOSTRA!

Aguardemos os próximos episódios.

AC

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

HABEMUS  PAPA, perdão, . . . 
TEMOS NOVO CHEFE da MARINHA

(Do sítio da Presidência)

Chefe do Estado-Maior da Armada
24 de dezembro de 2024

Nos termos constitucionais, sob proposta do Governo, conforme Deliberação do Conselho de Ministros, ouvido o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, e após audição do Conselho do Almirantado, através do Ministro da Defesa Nacional, o Presidente da República decidiu nomear o Senhor Vice-Almirante Jorge Manuel Nobre de Sousa para o cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada e promovê-lo ao posto de Almirante.

O Presidente da República agradece e louva o muito qualificado desempenho do Senhor Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada cessante, aliás, no quadro de uma carreira brilhante, e condecora-o com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

Como de costume, já aí estão as provas de vida de várias criaturas uns dizendo cobras e lagartos, outros as vacuidades e profecias do costume.
Isto dificilmente terá concerto.
AC

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS JANEIRO 2026

Estamos a pouco mais de um ano dessas eleições. 
Mas, a menos que eu esteja a ver mal as coisas, as preocupações em vários directórios de partidos políticos aumentam. 
Creio ser visível, nomeadamente no PS, um crescente incómodo, pois  creio que têm bem presente que estão quase passados vinte anos em que o inquilino em Belém não tem cor ROSA. Uma maçada!

Já escrevi e repito, muitos jornalistas, muitas Komentadeiras, vários políticos, vários titulares de órgãos de soberania e nomeadamente o tagarela mor, têm escrito, falado, comentado, afirmado, repetido, um sem número de coisas sobre alguns dos putatuivos candidatos a essas eleições. Estão no seu legítimo direito

Como é meu legítimo direito ter a minha opinião sobre eles TODOS, e observar que, nos últimos meses e em crescendo, certas dessas pérolas estão num feroz ataque ao actual chefe da Marinha, só lhes faltando dizer que o homem é mendecapto. Maria João Avilez então destila fel.

Já o escrevi, a prosseguirem assim, e presumindo que se comportarão cada vez pior (o contrário será de estranhar), se Gouveia e Melo (GM) se candidatar é bem capaz de lhe bastar ter calma, esperar, pois os que estão quase diariamente nos OCS em particular nas TV e respectivos amigos a zurzir em GM, se encarregarão de fazer com que muitos portugueses se fartem desta politiquice de merda, e elejam GM. Muitos portugueses perceberão quais são os verdadeiros e inconfessáveis receios dos directórios e seus sequazes.

É interessante, para mim naturalmente, verificar e reter dos últimos dias por exemplo isto: 
- uma entrevista do “trauliteiro“ à TSF a propósito de um seu livro recente, e a que fiz já referência em texto aqui publicado no blogue,
- notícias que aparecem nos OCS a dizer que Pedrinho vai almoçar ou jantar com António José Seguro, com Mário Centeno, certamente em separado,
- uma deplorável entrevista de António José Seguro pouco depois de Pedrinho se ter descaído a dizer que Seguro seria certamente um bom candidato,
- Marcelo a condecorar Sampaio da Nóvoa e a dizer um sem número de loas sobre o seu rival político aquando da corrida presidencial em que o venceu,
- o deputado Porfírio Silva do PS a publicar um pequeno texto a definir três características do perfil de candidato apoiado pelo PS (que já por aqui comentei) perfil que obviamente exclui Seguro,
- o inarrável “ganda nóia” nos seus folhetins Domingueiros, a demonstrar cada vez mais uma ausência de pudor e decência quanto ao que se refere às presidenciais,
- Brilhante Dias na manhã de 16 de Dezembro a chamar à atenção do PS de que tem que não cometer os erros do passado, em que da área PS houve mais do que um candidato,
- o “trauliteiro” a ter o favor de Balsemão, e publicando no Expresso passado um longo texto (a ele irei mais tarde) onde define o que deve ser e não deve ser o Presidente da República (PR),
- como cereja em cima do bolo, Marcelo voltou a fazer lastimáveis (opinião pessoal, naturalmente) declarações que se percebe perfeitamente serem dirigidas a GM mas obviamente sem nunca o citar, falando em messianismos, criticando a desvalorização dos partidos numa clara intenção de levar portugueses a acreditar que GM é contra os partidos,
- Marcelo não se coibiu de colocar mais cerejas no bolo, como por exemplo e entrelinhas denegrir alguns putativos candidatos na presença de pelo menos um deles (Centeno), sendo que o decoro é coisa cada vez mais ausente no inquilino em Belém.

Marcelo vem dramatizando as coisas, apela a que não se esqueça a diferença entre ditadura e democracia, e socorre-se por exemplo de Mário Soares. Evoca a luta dele. Evoca a legitimidade eleitoral e tem o arrojo de afirmar - que se estendeu até à eleição do primeiro Presidente civil.

Perante esta afirmação, tenho o direito de concluir que Marcelo, com mais esta frase e outras semelhantes, o que sobretudo quer que fique na cabeça dos portugueses é o repúdio por militares e desde logo GM.

Finge esta criatura esquecer-se que é PR exactamente porque os militares para isso foram decisivos. Caso contrário, continuaria maçadoramente à sombra do padrinho e da família.

"A maioria esmagadora dos portugueses hoje não sabe o que é lutar contra uma ditadura. Não sabe, nunca lutou. E por isso também não dá grande valor, ou o valor que deveria dar à democracia", considerou Marcelo.
Imagino como deve ter sido a sua insana luta contra a ditadura Salazarenta e Marcelista, sobretudo contra o padrinho, e sei lá até se não foi duríssimo com a família!

Marcelo devia era chamar à atenção de que, mesmo nos tempos em que era feliz, os problemas das pessoas muito pouco foram resolvidos, pois apesar de ter ajudado durante oito anos a virar páginas, a realidade é que o putativo candidato Centeno fez tanta ou mais austeridade que os antecessores, e por isso, agora, a saúde, a educação, a justiça, a habitação, o emprego, o ordenamento territorial, a floresta, a industrialização do país, estão como estão. Como se os problemas e as dificuldades tivessem começado em Março de 2024.

Marcelo tem o arrojo de recordar -
 que as democracias dependem de uma prioridade cimeira que se chama povo

Sendo verdade, esquece-se de recordar o que ficou registado ao longo dos anos por algumas jornalistas quanto ao que agora recorda, o que ficou registado sobre o parecer do seu ídolo de então quanto ao povo.

E quanto a planetas, Marcelo tem dado provas de que anda mais na Lua do que por cá.
No regime em que FELIZMENTE vivo, o futuro presidente, seja ele Tino de Rans, outro qualquer civil, um militar, ou um agente reformado das forças de segurança, ao ser eleito PR é porque ganhou a maioria dos votos, e daí lhe virá a legitimidade popular.

E quanto a ensinamentos, fica claro que o futuro PR não deve seguir os tristes exemplos de Marcelo Rebelo de Sousa, como eloquentemente descreveu, entre outros, Vital Moreira.

A solução para os erros e para os problemas das pessoas, não é suprimir os partidos. nem destruir o parlamento.
Mas em vez da conversa da treta como usualmente Marcelo usa urge decidir, agir. Anteontem já era muito tarde.
De conversa da treta estão os portugueses fartos, é a minha convicção.

Por, designadamente, tudo o que recordei até aqui estive hesitante quanto ao título a dar a este texto. 
Acabou por ficar o que lá está em cima mas, confesso, que me passou pela cabeça um destes:

POUR ÉPATER LES BOURGEOIS?
PARA ENGANAR a MULTIDÃO IGNARA SEMPRE SEM MEMÓRIA?
ACHAM QUE SOMOS TODOS BURROS?


Ora bem, nos últimos meses, a par dos pontapés que pelo menos semanalmente foram dando em GM, começaram a dizer que lá para Março do próximo ano e já desligado do serviço activo, GM anunciaria a sua candidatura a Belém.

Bem, se os directórios dos partidos andavam preocupados, angustiados, não sei como se sentirão agora, sabendo-se que GM já terá comunicado a quem de direito e confirmado publicamente, que ao sair do actual cargo entrega o requerimento para imediata passagem à reserva.
É assim legítimo pensar que GM dentro de poucos dias poderá dar notícia pública do que tenciona fazer na sua vida a partir de 1 de Janeiro 2025.

Pessoalmente só me rio, a imaginar a fúria de Marcelo e de outros.

Vou aguardar para verificar se sim ou não, Marcelo impõe a condecoração que, tradicionalmente, tem colocado no peito dos chefes militares que terminam os seus mandatos.

Condecore-o ou não, e particularmente se o não condecorar, Marcelo mais ajudará à eleição de GM.

O homem das "selfies" parece continuar a não perceber que já não está a encantar a multidão em 2016, e a mudar o fato de banho na praia à frente de toda a gente.

Estamos no final de 2024, e no seu tempo de feliz criatura alguma coisa se melhorou, mas muito pouco se fez.

Houve muita retórica e virar de páginas isso houve, eram felizes.
Mas os problemas das pessoas, das famílias, na maioria dos temas, pouco ou nada se alterou. Está aí quase tudo a rebentar.

A alternativa, sr PR Marcelo Rebelo de Sousa, não é continuar a dizer que é democracia ou ditadura.

A alternativa é deixar-se e deixarem-se de retórica inconsequente, de tanta vacuidade e discursos ocos e grandiloquentes; a alternativa é agir e resolver de facto os problemas dos cidadãos, da sociedade portuguesa.
Com isso solidificam a democracia, e só assim barram o caminho aos execráveis populistas.

Aguardemos.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

GOUVEIA e MELO e o estado de PORTUGAL
Vários jornalistas persistem em escrever sobre Gouveia e Melo (GM). 
Vários políticos, comentadores e putativos candidatos às eleições presidenciais de Janeiro 2026 persistem em escrever sobre GM.
Estão no seu pleno direito.

Lamentavelmente, para mim naturalmente, é que persistem em apenas denegrir o homem (convenhamos que há muito (propositadamente?) se tem posto a jeito) quando, como todos nós, tem defeitos e qualidades.

Mas o que para mim é mais lamentável é palrarem todos sobre uma árvore fingindo que a floresta está viçosa!
Por mim, quero lá saber dessa árvore, preocupa-me é a floresta, a sociedade portuguesa.
Sobre GM eu já escrevi umas linhas. Vou acrescentar mais algumas, finais, até haver campanha eleitoral, e se ele se candidatar.

O que é o Presidente da República (PR)?
Não é uma pessoa que tenha os poderes que Ramalho Eanes teve no primeiro mandato. 
Soares e Balsemão não queriam esse sistema, até porque Soares sabia que não conseguiria ser presidente nessa altura.

O que diz a CRP em vigor? 
Nunca fala em Chefe de Estado.
Constitucionalmente, não pode haver candidaturas partidárias para a escolha do PR, o que não impede que os partidos se pronunciem durante a campanha eleitoral a favor deste ou daquele candidato.

O PR não governa. 
Não tem poder executivo, deve ser um moderador. 
Fala-se sempre na sua potencial magistratura de influência.
E depois há os entendimentos do titular do cargo, o inquilino em Belém como mais gosto de referir.
E inquilino, pois que é eleito para servir, temporariamente.
Mas todos sempre trataram da vidinha para assegurar 2º mandato.

Constitucionalmente, formalmente, o PR garante várias coisas, a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições. Por inerência, é o Comandante Supremo das Forças Armadas (Art. 120º).

Têm competências quanto a outros órgãos (Art. 133º) como, vários  poderes de nomeação e exoneração cumpridas que sejam determinadas normas, de dissolução das Assembleias da República e Legislativas das Regiões Autónomas (RA) observado que seja o disposto em determinadas normas constitucionais.

Mas ainda neste âmbito relevo a competência para dirigir mensagens às Assembleias, da República e legislativas das RA. O historial mostra o desprezo que os sucessivos PR têm tido por esta competência. Preferem passeatas, jantaradas, procissões, muitas viagens de carro ou no Falcon da Força Aérea, muitas selfies.
Preferem ser felizes a competentes e rigorosos.

O PR tem competências diversas quanto à prática de actos próprios (Art. 134º).
Delas relevo o poder de requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação de leis. 
O actual inquilino em Belém tem-se declarado em termos concretos o grande decisor sobre a constitucionalidade da legislação que lhe chega dos governos e dos deputados.

Qual é o pensamento político de GM?
Praticamente quase nada se sabe, dizem os palradores que particularmente nos últimos 5 meses assiduamente lhe batem.

Obviamente que nada se sabe, ele não pode falar, está no activo.
Se quem escreve indignado, e algumas indignadas, com a possibilidade de GM vir a candidatar-se a PR, se fossem intelectualmente honestos, diriam exactamente porque é que não se pode saber quase nada dele até Março/ Abril próximo.

Mas creio que se sabe que considera que os partidos são essenciais para a democracia. E tem um pensamento sobre o país. E chamou à atenção dentro do que legalmente pode referir, o enquadramento internacional a que Portugal está vinculado.

Creio que ele não ignora, tal como muitas camadas da população,  que Portugal se encontra numa situação muito difícil em quase todas as áreas da sociedade.

Qualquer pessoa intelectualmente honesta sabe que Portugal está como está porque essencialmente os poderes instituídos a isso conduziram, pela sua corriqueira inépcia, incompetência, laxismo, ausência de sentido de Estado. Por muitos não todos, tratarem da vidinha em função de sondagens e de nepotismo.
 
Por isso os políticos chefe dos directórios se incomodam que possa aparecer alguém, civil ou militar, que chame à atenção para o caos nacional.

Teremos de aguardar para ver se GM concretiza ou não uma candidatura. 
Nessa altura, ele como todos os outros candidatos que por aí se anunciam, terão oportunidade para começar a falar, esclarecer, e informar-nos das suas ideias, dos seus propósitos, dos seus entendimentos e leituras que fazem do texto constitucional.

Dizer nesta fase que se vai votar neste ou naquele é prematuro.  

Pessoalmente não aceito pessoa providência, pessoa de mão forte, pessoa que torne a vida pública susceptível de gozo ou mesmo escárnio como Marcelo tem feito particularmente desde o último ano do primeiro mandato.

Pessoalmente rejeito, autoritarismo, populismo, respeitinho serôdio, vaidade, egocentrismo, radicalismo, imprudência, falta de humildade democrática, falta de respeito pelo OUTRO, pelo diferente.

Pessoalmente, e estou convencido de que haverá uma grande parte dos meus concidadãos a pensar semelhante, não me comovem as grandes inteligências, os grande currículos, a grande experiência política.

Basta-me olhar para os resultados à vista na sociedade portuguesa.

Sim, irei pensar seriamente lá para Outubro do próximo ano, que tipo de PR desejo.

Neste momento e, naturalmente, só podendo ser uma avaliação muitíssimo superficial, direi que não desejo nenhum dos apontados como candidatos, quer os civis quer o militar.

Que as Komentadeiras do regime, o jornalismo da treta mais os políticos em que muitos são da treta incluindo vários titulares de órgãos de soberania, prossigam a sua masturbação na praça pública. Estou convencido que nem com isso conseguirão vender mais jornais ou melhorar audiências.
Tenho mais com que me entreter e fazer.

Termino confessando uma sensação: tenho a sensação de que, desde certas jornalistas a partidos políticos e comentadores, cada vez mais estão a fazer com que GM (se candidato) nem precise de se esforçar muito, basta não cometer erros, ser prudente e directo. 
Veremos se me enganarei.

António Cabral

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

A IL e o Almirante Gouveia e Melo

O líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, considerou esta segunda-feira que, se o almirante Henrique Gouveia e Melo decidir candidatar-se às presidenciais, Portugal perderá “um bom militar”, mas considerou extemporâneo abordar já essas eleições.

“Vemos o almirante Gouveia e Melo a aparecer com uma posição mais favorável [nas sondagens para as presidenciais] e o comentário que eu posso fazer, quer à sondagem, quer a isso, é que provavelmente o país vai perder um bom militar, e isso não me parece que seja desejável, mas é uma opinião que o próprio terá de tomar”, afirmou Rui Rocha em declarações aos jornalistas à frente da embaixada da Argentina, em Lisboa, após uma reunião com o novo embaixador no país, Federico Alejandro Barttfeld.

Este senhor ouvirá o que diz?

Perder um bom militar?

Talvez alguém lhe possa sugerir que vá ler a legislação que enforma a instituição militar, e talvez nessa altura consiga perceber que um chefe de um dos ramos das Forças Armadas (FA) e o chefe de Estado-Maior General das FA, depois de terminarem funções passam obrigatoriamente à reserva passados três ou quatro meses (não fui verificar o detalhe na legislação em vigor). 

Portanto, não se perde nem deixa de perder um bom militar, nunca mais depois dos seus sessenta e qualquer coisa desempenhará qualquer cargo na instituição militar.

É esta estirpe de políticos palradores debitando vacuidades a todo o momento que ajudam a perceber porque Portugal está como está.

AC

domingo, 24 de novembro de 2024

SUBMARINOS

"Outro dia" em mais um daqueles artigos esparramado naquilo que persistem em nos querer convencer que é "referência" (???), escreveram que Gouveia e Melo quer mais dois submarinos. 

O escriba passa por ser especialista (??) em assuntos de defesa e assuntos militares. 
Já agora, convém de novo salientar que defesa nacional e forças armadas (FA) não são sinónimos. REPITO, não são sinónimos!
As FA constituem-se como um dos pilares da defesa nacional, é o pilar militar, a par de outros, como a diplomacia, economia, etc.
É o pilar militar . . . . até ver!

Muitos (eu escrevi muitos?) concidadãos se interrogam e não é de agora, quanto a questões militares e, por exemplo, em particular, sobre a questão dos submarinos.

Eu não sou especialista, sou um modesto mas de há décadas muito interessado cidadão nas coisas do meu país e também nestes assuntos porque, contrariamente à superficialidade com que a maioria quase tudo aborda, a necessidade da capacidade submarina que Portugal tem, e que desde 1913 conseguiu obter, é uma consequência directa da nossa história. 
Tem a ver com a nossa posição geográfica, e até com as tradições marítimas.

Portugal, pela Marinha de Guerra até pouco depois do 25 de Abril de 1974 e daí para cá apenas pela designada por Marinhaantes da actual (os submarinos Arpão e Tridente construídos na Alemanha), teve 4 esquadrilhas:

1ª - 4 submersíveis, de construção italiana, entre 1913 e 1935, 
2ª - 3 submersíveis, de construção inglesa, entre 1934 e 1950,
3ª - 3 submersíveis, de construção inglesa, entre 1947 e 1969,
4ª - 4 submarinos, de construção francesa, entrando ao serviço em 1967, um cedido depois ao Paquistão em 1975, e os outros três sendo progressivamente desativados a partir de 2000.

Natural e legitimamente que a esmagadora maioria dos cidadãos quando ouve referir certos números, certas despesas, se questiona - mas para que é que se precisa disto?

Como acontece habitualmente, poucos se questionam como lhe aparece a comida na mesa isto é, de onde vem o que aparece no prato ou está no frigorífico. Se é produzido em Portugal, ou é importado. Sabe-se dizer - está tudo tão caro. E de facto está!

E submarinos é das coisas mais caras que existem no mundo do chamado complexo industrial-militar.
A aquisição dos actuais dois submarinos (construção iniciada em 2005) foi bastante cara, e esta esquadrilha ao que se sabe tem desempenhado bem importantes missões.

Eu, que sou basicamente um leigo nestas matérias, há muito que me irritam os nossos políticos todos com muito escassas excepções.
Passaram 50 anos em Abril passado que o Estado Novo findou, que se abriu caminho para o processo de descolonização e, ESPANTOSAMENTE, nunca se tratou de definir com rigor se Portugal deve ter ou não Forças Armadas (FA). 
Eu considero que deve ter.

E se a decisão fosse ter FA, então haveria que definir que FA.
Mas não, diminuíram-se efectivos, cada vez mais, e lentamente e particularmente desde Guterres PM que se foram asfixiando financeiramente as FA. Todos os governos até este em funções.
Vamos aguardar o que este fará.

Voltando a Gouveia e Melo mas sobretudo aos submarinos, mesmo um leigo percebe que um país como o nosso, com três áreas separadas, com uma imensidão de água sobre a qual tem jurisdição, devia ter principalmente uma Marinha decente que deve ter submarinos e uma Força Aérea decente, com nomeadamente capacidades de vigilância e controlo das nossa áreas costeiras e oceânicas, do nosso espaço marítimo interterritorial, das riquezas potenciais que jazem nos fundos.

E nisto os submarinos são também um elemento importante.
Acresce o que podem e devem fazer, nos planos da segurança directa como no da segurança alargada.

Mas quando, como vem acontecendo nos últimos 30/ 35 anos, a vida nacional é sobretudo um regabofe, regabofe esse que já deu como resultado o aparecimento de agremiações inarráveis, nada se estabiliza na sociedade portuguesa.

Quando, 
- se vive alegremente com cidades com muito menos população que muitas freguesias, 
- se deixam anos e anos erigir e manter umas coisas em que por fora as paredes são de tijolo à vista e chamam-lhes casas e bairros e onde à vista de todos vivem (??) pessoas na maior das indignidades,
- todos os anos a fiscalidade muda, 
- em muitos locais permanece a INEXISTÊNCIA de saneamento básico e água canalizada,  
- demoram mais de dez anos para decidir se sim ou não dados processos vão para julgamento, 
. . . . . . . . 
. . . . . . . . . 
alguma vez o cidadão comum quer saber de Forças Armadas, de tropa, de submarinos? De cabos no fundo dos mares? de riquezas no fundo mar?

Quem vier atrás que feche a porta, certo?
Veremos se, quando baterem com a porta, as paredes não caem!
Aguardemos.
AC

domingo, 20 de outubro de 2024

LUÍS FILIPE MENEZES AO OBSERVADOR
Diz que o problema do almirante Gouveia e Melo é que em campanha “tem de falar” e que, após o ouvir falar, acredita que acabaria com “seis marinheiros a votar nele”. Diz que Passos Coelho seria um bom candidato, confessando que prefere líderes que leem filosofia. Ao contrário de Rio que, regista, “prefere o Tio Patinhas” e, embora fosse um “candidato credível”, não ganharia eleições

AC

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

HEROICIDADES  de  TRAZER  por  CASA

A DGS, Graça Freitas, substituiu-se ao vice-almirante e não dá conta do recado. O oficial agora é vedeta (humana e não navio ligeiro). Aguarda funções de Estado ao nível top. Assim seja. Mas é bom lembrar que há nas forças armadas muitos oficiais tão capazes como Gouveia e Melo e menos dados ao mediatismo. O facto é que na ausência de uma voz de comando marca-se passo. (JORNAL I)

Como qualquer pessoa sensata, qualquer cidadão comum constata.
AC

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

E  SABER  O  QUE  NÃO  SABEMOS ?

Em 8 de Novembro de 2014, no Expresso, faz hoje exactamente 7 anos, Miguel Sousa Tavares (MST) discorreu sobre a Nação, condecorações, heróis, banalização das condecorações, dignidade, empresários, maçonaria, notáveis, artistas, desportistas, administradores de empresas, intelectuais e muito mais.  

MST começou o texto por referir que há mais de 100 anos que não se regista feito militar digno desse nome.

Estou a recordar este artigo de opinião exactamente a propósito de muita coisa da política e da justiça do nosso presente, e a propósito também de quem foi alcandorado a herói e que parece continuar a deixar que o seu nome e prestígio sejam usados por gente (civil e militar) de discutível craveira intelectual e com aparências de a soldo de interesses obscuros de origens diversas, podendo com facilidade vislumbrar-se um ou dois mandantes. Na sombra, claro.

A afirmação supra de que parece continuar a deixar-se usar baseia-se apenas em factos noticiados e que os OCS só saberão se lhes forem facultados. É disso exemplo a referência nos OCS a ter estado numa esplanada com um amigo e ser muito cumprimentado por transeuntes. Para quem se afirma reservado e não querer ser político há qualquer coisa que não parece bater certo. Como não bate certo o desejo de uma vida militar, apenas, e, cumulativamente, haver um corrupio de sucessivos e sempre convenientemente publicitados eventos como, conferências, palestras, visitas, almoços, etc. Nisto tudo, algo parece deslocado. Ou todos os cidadãos comuns são tolos, e tudo interpretam maldosamente?

Nesta sucessão de episódios nitidamente enquadráveis numa campanha muito bem orquestrada e de inédita promoção pessoal existe um elemento essencial, a comunicação social.

A comunicação social é um fazedor de opinião. Os diferentes órgãos de comunicação social são fazedores de opinião. A comunicação social, designadamente em Portugal e concretamente em relação a defesa nacional e muito em particular no referente às Forças Armadas, condiciona a opinião pública. Nas últimas semanas, através de certos textos, tem ficado mais forte a sensação de que alguns órgãos de comunicação social parecem estar subordinados a interesses que é legitimo considerar de inconfessáveis ou, pelo menos, esquisitos. Tem ficado muito claro, quer o escamotear de factos quer uma certa campanha de desinformação da opinião pública.

Nas últimas semanas e em particular nos últimos dias cresceram os textos abordando, a sucessão na chefia da Marinha, as posições e silêncios do Presidente da República (PR), o papel do seu chefe da Casa Militar, o futuro do ex-coordenador da estrutura criada e recentemente encerrada pelo governo para o programa de vacinação Covid. E, nos últimos textos, maior realce vem sendo dado a fontes da defesa (!?!?), a generais em que uns pedem o anonimato e outros não, e chegando-se ao ponto de, sem ser assim explicitado, se alegar ilegitimidade nos normais actos administrativos do actual chefe da Marinha, com o argumento de que esses actos (por exemplo, promoções) competirão a um futuro chefe.

Como recordado pelo PR, quer o chefe da Marinha quer o chefe do Exército foram por si reconduzidos, recondução que, portanto, lhes confere todos os legais poderes durante mais um mandato como chefe do Ramo respectivo. Mandato confirmado para um período de 2 anos. Nenhum desses chefes militares está diminuído nos seus poderes. 

Considerarão certos jornalistas e as suas nunca esclarecidas fontes (!?!?), que o actual chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) que também foi recentemente reconduzido pelo PR por mais dois anos, se deverá igualmente abster de tomar decisões uma vez que estará no cargo por pouco tempo, e tudo deverá ser "congelado" para decisão do seu sucessor? 

Estamos perante um jornalismo de discutível qualidade, um jornalismo que, olhando a muitos outros anteriores exemplos mostra não primar, pelo rigor na informação e pela credibilidade. Um jornalismo que denota recorrer a algumas fontes desconhecidas do cidadão comum  mas em relação às quais, atentos os seus "préstimos" inseridos em certos artigos e notícias, se pode legitimamente duvidar da sua isenção, competência e credibilidade. 

Aos jornalistas, atenta a legislação que enquadra a sua profissão, é requerido que relatem factos com rigor e exactidão, e relatem uma  interpretação honesta e isenta desses factos. Que ouçam de facto as partes. Que cumpram os seus deveres. Que tenham bom senso, soprando para o lado a espuma do tempo. Que critiquem, mas que lutem, pela decência na vida pública, pela transparência, contra o compadrio e que dele se excluam. Que respeitem as regras deontológicas a que estão formal e legalmente obrigados. Que se lembrem que, uma democracia madura, sólida, requer jornalismo e jornalistas que prossigam de acordo com o que acima recordo. 

Presta-se um péssimo serviço à democracia e às suas instituições se os valores da, liberdade,  independência, imparcialidade, isenção, respeito, responsabilidade, exemplo, civismo, respeitabilidade probidade, não estiverem todos os dias presentes no jornalismo.

Há décadas que se observa que em Portugal muitos servem, muitos serviram, sempre sem se servir. Mas muitos se serviram, muitos se continuam a servir. Lamentável, deplorável. Voltando às últimas notícias a que acima me referi, e concretamente à última do DN, a minha conclusão é de que vários aspectos que indiquei e que são seguidos por vários jornalistas, não parecem estar presentes nestas recentes notícias.

Por exemplo, refere-se uma certa estranheza quando a algum desprezo do PR pela equipa de coordenação do programa de vacinação Covid mas, mais à frente, indicam uma visita ao centro de vacinação de Alcabideche, a 22 de Agosto, com o então coordenador a seu lado, onde o PR não deixou de o felicitar publicamente pelo "grande sucesso da vacinação". Esqueceram-se, também, de lembrar que antes de ter terminado a sua missão, o PR condecorou o então coordenador da vacinação, numa altura em que ainda não tinha terminado a sua missão, facto pouco habitual. Habitual é, quando tal considerado adequado, premiar, louvar, condecorar alguém que se desempenhou com elevado mérito na sua missão. Isso é que é usual, no fim da missão.

Por exemplo, este tipo de jornalismo ao mesmo tempo que ecoa popularidade e prestígio de alguém o faz de um modo tão desproporcionado que a super-exposição do visado o começa progressivamente a prejudicar dadas tão efusivas, excessivas e constantes loas na praça pública. Chegam ao ponto de afirmar que o sonho do ex- coordenador do programa de vacinação Covid é ser chefe da Marinha (CEMA). E se calhar não é, querem-no lá para não correrem o risco de o terem noutro poiso.

Por exemplo, querem docemente convencer o cidadão comum de que foi uma muito infeliz coincidência ter ocorrido a notícia da inqualificável intenção do sr Cravinho em relação ao actual Chefe da Marinha precisamente no dia em que o herói das vacinas deixava funções de coordenação do grupo coordenador do programa de vacinação Covid. É mesmo ter o cidadão comum como parvinho de todo.

Por exemplo, referências a que apuraram ter havido determinados acordos para, depois, colocarem certas curiosas fontes a apresentar dúvidas e perguntas directas.

Por exemplo, referirem sempre fontes da defesa, mas não saberem dessas fontes se o governo tinha de facto uma escolha definida para futura chefia da Marinha. Ainda por cima, com tanto acesso a fontes da defesa podiam, por uma questão de rigor, esclarecer o povo ignaro se a escolha tinha ficado, apenas ao nível informal do ministro da tutela coadjuvado pelo seu conselheiro militar, ou se tinha ficado abordada em conversa deles com o Primeiro-Ministro, ou se tinha sido formalmente discutida e aprovada em conselho de ministros e, em consequência, se tinha sido formalmente apresentada ao PR.

Por exemplo, e certamente de acordo com as suas fontes da defesa, elucidam que tinha sido acertado com o governo a substituição da chefia da Marinha até ao final do corrente mês. Extraordinário detalhe de informação rigorosa. 

Por exemplo, certamente baseados em fontes da defesa, sabem que as famílias do PR e do ex-coordenador do programa de vacinação foram muito próximas no tempo colonial. Mais um detalhe interessante. Verdadeiro?

Enfim, como se fossemos todos muito burros.

E saber o que não sabemos? Devíamos ser esclarecidos, com rigor.

Esta, a questão para mim primordial.

Querem fazer crer que o CEMA vai ser corrido até ao fim deste Novembro. Porquê a pressa, quando o ex-coordenador do programa de vacinação não está em risco de passar à reserva por atingir o limite de idade em posto (só no final de 2022)?

A fazer fé nas últimas notícias, porquê tantos generais a pronunciar-se sobre estes pseudo dramas na Marinha, sobre o futuro de um vice-almirante da Marinha, sobre o chefe da Casa Militar, sobre o PR?

Receios de que no próximo governo o ministro da defesa seja uma pessoa completamente diferente do sr Cravinho?

Receios de que a popularidade conquistada pelo ex-coordenador do programa de vacinação Covid e sucessivamente empolada na comunicação social, seja já insuportável para o governo ainda em funções, seja já insuportável para muitos políticos de diferentes partidos, seja já insuportável para muitos conselheiros na sombra, seja improvável que venha a chefiar a Marinha no muitíssimo curto prazo, e seja portanto plausível que o queiram encaixar como Chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas em substituição do actual, que se sabe andar cansado, e pretender regressar aquilo que gosta e que é lecionar?

Pois, devíamos saber o que não sabemos

Uma coisa sei, andam por aí muitos que estão cada vez mais nervosos, não sei se consequência de estarem sempre na sombra. Tão nervosos que, sendo fontes anónimas muito interesseiras, o seu nervosismo está a levá-los a que os serviçais escrevam cada vez mais, escrevam de forma precipitada e nada brilhante, e ao arrepio das regras do jornalismo sério, rigoroso, independente.

Isto tudo me lembra que as balas ás vezes fazem ricochete!

António Cabral (AC)

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

OCS, A VOZ do DONO

É frequente nos dias contemporâneos invocarem-se determinados indicadores a propósito de, produtos, marcas, serviços e mesmo de pessoas. Por exemplo, fala-se muitas vezes de, sustentabilidade, consideração, liderança, ética, compromisso, relevância, confiança, inovação.

Vem isto a propósito não de serviços, não de marcas ou produtos mas de alguns órgãos de comunicação social, de alguns jornalistas, de alguns políticos e de alguns militares. Estive a reler um texto no Diário de Notícias da autoria da sra Valentina Marcelino em que, uma vez mais, vem zurzir no actual e reconduzido Chefe do Estado-Maior da Armada a propósito do dito almirante ter tido o desplante de ver se pode ter um novo vice -almirante como Comandante Naval. 

A sra Valentina não o explicitou, mas em tudo o que deu à estampa fica claro que entende que a acção do CEMA é um verdadeiro despautério. Todo o artigo cheira a nojenta encomenda. Mais uma. Encomenda de quem, ao certo, nunca se pode provar, pois o velhaco por trás disto sempre na vida actuou na sombra. Mas na dúvida telefonei ao meu melhor amigo militar, que é almirante reformado da Marinha e conversámos sobre o assunto. E confirmou-me o meu pressentimento e muito mais, que não se poso aqui escrever.

A sra Valentina evoca fontes da defesa. A senhora e o mandante para este vergonhoso texto consideram todos os outros completamente tolinhos. Para a sra Valentina, o actual CEMA não tem, portanto, legitimidade para gerir a Marinha. Tudo o que ele faça é um despautério. Porventura, a sra Valentina gostaria que, depois dos "equívocos", tivesse sido publicado em Diário da República um despacho do sr Cravinho a determinar que todos os actos administrativos do actual CEMA tinham de ter prévio despacho favorável do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas coadjuvado pelo seu herói. Coisa que não deve ser difícil pois CEMA e CEMGFA são do mesmo curso da Escola Naval!

De facto, noções de direito administrativo, ética, consideração, respeito, confiança, não são atributos desta gentalha, os que escrevem as encomendas, os mandantes, e os que contribuem para a vergonhosa atitude para com o CEMA e a instituição Marinha. Deplorável.

Este jornalismo avençado é mais do que um jornalismo deslumbrado e cego pela presunção balofa de protagonismo. A frase atrás sublinhada  foi a explícita denúncia pública de uma conhecida jornalista. Este tipo de jornalismo é mais do que isso, é um esgoto, e constitui-se como péssimo serviço à democracia. Claro que no campo a que me estou a referir neste texto, isso não interessa nada para o mandante na sombra e seus acólitos. Vou esperar mais uns dias pois palpita-se que sobre este assunto outro vómito deve aparecer da autoria de um pantomineiro que nem 3 anos de ares na Europa conseguiram polir. 

António Cabral (AC)