OCS, A VOZ do DONO
É frequente nos dias contemporâneos invocarem-se determinados indicadores a propósito de, produtos, marcas, serviços e mesmo de pessoas. Por exemplo, fala-se muitas vezes de, sustentabilidade, consideração, liderança, ética, compromisso, relevância, confiança, inovação.
Vem isto a propósito não de serviços, não de marcas ou produtos mas de alguns órgãos de comunicação social, de alguns jornalistas, de alguns políticos e de alguns militares. Estive a reler um texto no Diário de Notícias da autoria da sra Valentina Marcelino em que, uma vez mais, vem zurzir no actual e reconduzido Chefe do Estado-Maior da Armada a propósito do dito almirante ter tido o desplante de ver se pode ter um novo vice -almirante como Comandante Naval.
A sra Valentina não o explicitou, mas em tudo o que deu à estampa fica claro que entende que a acção do CEMA é um verdadeiro despautério. Todo o artigo cheira a nojenta encomenda. Mais uma. Encomenda de quem, ao certo, nunca se pode provar, pois o velhaco por trás disto sempre na vida actuou na sombra. Mas na dúvida telefonei ao meu melhor amigo militar, que é almirante reformado da Marinha e conversámos sobre o assunto. E confirmou-me o meu pressentimento e muito mais, que não se poso aqui escrever.
A sra Valentina evoca fontes da defesa. A senhora e o mandante para este vergonhoso texto consideram todos os outros completamente tolinhos. Para a sra Valentina, o actual CEMA não tem, portanto, legitimidade para gerir a Marinha. Tudo o que ele faça é um despautério. Porventura, a sra Valentina gostaria que, depois dos "equívocos", tivesse sido publicado em Diário da República um despacho do sr Cravinho a determinar que todos os actos administrativos do actual CEMA tinham de ter prévio despacho favorável do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas coadjuvado pelo seu herói. Coisa que não deve ser difícil pois CEMA e CEMGFA são do mesmo curso da Escola Naval!
De facto, noções de direito administrativo, ética, consideração, respeito, confiança, não são atributos desta gentalha, os que escrevem as encomendas, os mandantes, e os que contribuem para a vergonhosa atitude para com o CEMA e a instituição Marinha. Deplorável.
Este jornalismo avençado é mais do que um jornalismo deslumbrado e cego pela presunção balofa de protagonismo. A frase atrás sublinhada foi a explícita denúncia pública de uma conhecida jornalista. Este tipo de jornalismo é mais do que isso, é um esgoto, e constitui-se como péssimo serviço à democracia. Claro que no campo a que me estou a referir neste texto, isso não interessa nada para o mandante na sombra e seus acólitos. Vou esperar mais uns dias pois palpita-se que sobre este assunto outro vómito deve aparecer da autoria de um pantomineiro que nem 3 anos de ares na Europa conseguiram polir.
António Cabral (AC)
Sem comentários:
Enviar um comentário